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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Sucot - Festa de Tabernáculos - Uma rápida explanação





Ordenança Bíblica - (Levítico 23:33-43).
“Disse mais o SENHOR a Moisés: Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo, será a Festa dos Tabernáculos ao SENHOR, por sete dias. Ao primeiro dia, haverá santa convocação; nenhuma obra servil fareis. Sete dias oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; ao dia oitavo, tereis santa convocação e oferecereis ofertas queimadas ao SENHOR; é reunião solene, nenhuma obra servil fareis. São estas as festas fixas do SENHOR, que proclamareis para santas convocações, para oferecer ao SENHOR oferta queimada, holocausto e oferta de manjares, sacrifício e libações, cada qual em seu dia próprio, além dos sábados do SENHOR, e das vossas dádivas, e de todos os vossos votos, e de todas as vossas ofertas voluntárias que dareis ao SENHOR. Porém, aos quinze dias do mês sétimo, quando tiverdes recolhido os produtos da terra, celebrareis a festa do SENHOR, por sete dias; ao primeiro dia e também ao oitavo, haverá descanso solene. No primeiro dia, tomareis para vós outros frutos de árvores formosas, ramos de palmeiras, ramos de árvores frondosas e salgueiros de ribeiras; e, por sete dias, vos alegrareis perante o SENHOR, vosso D-us. Celebrareis esta como festa ao SENHOR, por sete dias cada ano; é estatuto perpétuo pelas vossas gerações; no mês sétimo, a celebrareis. Sete dias habitareis em tendas de ramos; todos os naturais de Israel habitarão em tendas, para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas, quando os tirei da terra do Egito. Eu sou o SENHOR, vosso D-us.


Observância judaica tradicional
A Torah estipula o décimo quinto dia de Tishrei o sétimo mês judaico como o momento em que o povo judeu tem que começar a habitar em sucot (Tendas ou Cabanas) e celebrar a provisão de D-us. Este santo dia é tão alegre que judeus tradicionais nem sequer esperaram o décimo quinto de Tishrei para construir sua Sucot, muitos começam a construção cinco dias antes da data, imediatamente após o encerramento de Yom Kippur.

Referências no Novo Testamento.
A Festa de Sucot tem tantas lições espirituais riquíssimas que se associam à este período que é de se esperar que haja algumas referências sobre tal festejo no Novo Testamento. Já no Evangelho da vida de Yeshua, encontramos a primeira referência poderosa sobre Tabernáculos, O apóstolo João cita que A Palavra não só estava com D-us no início, mas esta Palavra é a manifestação do próprio D-us diante da criação (João 1:1) e esta "Palavra" foi manifestada ao mundo de uma forma muito prática e tangível: como podemos ver no verso 14 “A Palavra se tornou um Ser Humano, e TABERNACULOU entre nós e vimos a sua glória como a glória do único gerado do Pai, cheio de graça e de verdade.” E a partir desta passagem que inferimos que o nascimento do Mashiach Yeshua se deu durante uma celebração da Festa de Sucot, tanto que sua mãe e seu pai ao chegarem em Belém se alojaram numa Sucá (Tenda) e não em uma manjedoura como diz a tradição e as más traduções, outro ponto seria o recenseamento Romano que se dava com a cobrança de impostos, e nada mais oportuno que cobrar impostos logo após a ultima colheita de outono situação esta improvável para ser realizada no auge do inverno, que no fim de dezembro é muito rigoroso nas regiões da Galiléia, Judéia e Jerusalém.
Até mesmo a interpretação das profecias de Isaías 7:14 corroborada em Mateus 1:23 levam intrinsecamente o sentido de o representante de D-us na Terra ser chamado de Emanuel - D-us conosco, que faz óbvia relação com o tempo que o povo de Israel habitou em tendas na saída do Egito, onde D-us andava no meio deles, tanto que é ordenado que cada soldado israelita andasse com uma pá para enterrar os seus dejetos para que o local do arraial fosse o máximo possível puro para a habitação do Senhor (Deut. 23:14).

O Cumprimento Profético
Como vimos, há muitas lições marcante a serem aprendidas sobre Sucot. A provisão de D-us, a sua habitação com o seu povo, a alegria do Espírito Santo, são todos temas que chamam a atenção para o plano escrito nas Escrituras. No entanto, há ainda um elemento futuro remanescente a ser cumprido na Festa dos Tabernáculos. O apóstolo João nos diz em sua visão das coisas finais que a realidade de Sucot será óbvio para todos: "Então vi um novo céu e uma nova terra, pois o velho céu e a velha terra passaram, e não houve mais qualquer mar. Também vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de D-us, preparada como uma noiva adornada para o seu marido. ouvi uma voz alta do trono dizer: Eis aqui o Tabernáculo de D-us com os homens, pois com eles habitará, eles serão o seu povo, e o mesmo D-us estará com eles, e será o seu D-us"(Apocalipse 21:1-3)

Um Guia Prático para os crentes em Yeshua como o Messias.
O elemento central para a celebração da Festa dos Tabernáculos é a cabana que chamamos de sucá. Você pode usar a descrição rabínica como uma diretriz, no entanto você não deve esquecer da liberdade que tem para construir a tenda como você melhor dispor. Como no caso de todos as Festas e costumes bíblicos, a Sucá é uma "sombra", isto é, produz a imagem de um corpo por contornos bem definidos o que faz com que, quem as praticam e as celebram como memorial não se enganem com aquilo que se revelará na vinda do Mashiach (Colossenses 2:17).
A construção da Sucá pode ser um projeto emocionante da família que gerará assim com em Pessach (Festa de Páscoa) uma grande interação das crianças que de uma forma pedagógica prática aprenderá princípios muito ricos para a sua vida futura. Assim quer se trate de uma cabaninha ao lado de casa ou uma estrutura bem arquitetada, a cabana pode ser construído por qualquer um que quiser ajudar. O quadro externo pode ser montado a partir de vários materiais que, por sua vez, podem ser enriquecidos com os ramos de palmeira tradicional ou folhas. Por esta razão a Sucot é um grande momento para se limpar aquele quintal esquecido! As crianças vão se divertir ao adicionar frutas cortadas de papel, folhas de arbustos, ou versículos Bíblicos.

Outra tradição comum é o de celebrar a visita diária de um personagem ilustre a cada um dos sete dias da celebração, e os visitantes tem sempre um aparato ou verso bíblico exposto na Sucá no seu dia correspondente.
Os visitantes ilustres são nesta ordem : Avraham, Yitzhak, Yaakov, Yossêf, Aharôn, Moshe e David.
Todos estes visitante tem alguma característica que é comum ao Emanuel, isto é, àquele que será representante de D-us na Terra, a saber, Yeshua HaMashiach, vemos que somente nele encontramos a soma das características peculiares de cada ilustre visitante, sem nos atentarmos aos pormenores faremos uma correlação entre a característica do ilustre visitante e Yeshua, começamos com a Emuná (Fidelidade Confiante) de Avraham; depois com a Obediência Confiante de Yitzhak; depois com o temor e persistência de Yaakov que lutou com anjo e prevaleceu; depois com a vivência de Yossêf que foi rejeitados por seus irmão, recebeu poder e honra entre os Gentios (Egito), se ocultou de seus irmãos por um período e posteriormente se revelando a eles lhes trouxe salvação e abrigo; depois o chamado de Aharôn para ser intercessor pelos homens diante de D-us no Oficio de Sumo Sacerdote; depois o chamado de Moshe o Grande Profeta, para que com a Inspiração e Revelação Divina, Instruísse o povo no caminho estreito que é a vontade de D-us; e por fim como o Rei David que foi chamado o homem segundo o coração de D-us, vemos então que somente Yeshua carrega em si todos estes atributos e ofícios, e sem querer todo o judeu crente ou não no Mashiach Yeshua, celebra uma das suas características próprias em cada um dos sete dias da Festa de Tabernáculos, aqui vemos a importância das “sombras” que são os costumes das Festas Bíblicas, pois se atentarmos ás sete características apontadas, quando o corpo que produz a sombra se apresentar não tem como se enganar, pois se outro se apresentar como o corpo que gera as sombras e não ter as mesmas delimitações e aspectos que a sombra projetada revelava, os que se atentam à sombra, imediatamente o considerará um Falso-Profeta e um Falso-Mashiach; Bendito seja o Senhor nosso D-us que nos deu as Festas e Costumes Bíblicos como "sombras" que são valiosas pistas para que não sejamos enganados nos derradeiros dias que estão se aproximando.

Chag Sucot Sameach.


Por Metushelach Ben Levy.           

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Simhat Torah – A Alegria da Torá


União e igualdade de direitos são temas-chave de Shemini Atsêret e Simchat Torá, datas nas quais nos alegramos com a Torá.
A melhor maneira de celebrar Simchat Torá seria dedicar os dois dias à leitura da Torá. Mas é justamente o contrário que ocorre. Todos os judeus, sem exceção, pegam a Torá fechada e dançam com ela nos braços.
O ato encerra uma grande lição: se os festejos fossem realizados com a Torá aberta, com sua leitura, haveria distinções entre um judeu e outro, pois a compreensão e o conhecimento de cada um são diferentes. Com a Torá fechada, mostramos a união e a igualdade de todos os judeus, unidos pela mesma alegria. O texto não é lido, mas todos sabem que é algo precioso e, por isso, dançam juntos e em total alegria.
A festa de Simchat Torá, em português “A alegria da Torá”, é celebrada logo após Sucot, marcando o fim do ciclo anual da leitura do texto sagrado do judaísmo, com a conclusão do livro de Deuteronômio e o reinício da leitura, em Gênesis. A continuidade demonstra que os judeus jamais deixam de fazer a leitura da Torá.
Esse é um dos dias mais alegres do calendário judaico, com serviço religioso festivo na noite da véspera, com danças e músicas animadas. São as hacafot, sete voltas ao redor da bimá, o altar da sinagoga, de onde são dirigidas as orações.
Nas congregações liberais, todos os rolos da Torá são retirados do Aron Hakodesh (a arca sagrada) e as pessoas presentes à festa – homens, mulheres e crianças – podem segurá-los para dançar.
No serviço religioso de Shacharit (matutino) é realizada a leitura da Torá e todos os presentes à sinagoga recebem a honra de uma aliá, a oportunidade de ser chamado para a leitura, inclusive as crianças que ainda não fizeram bar mitzvá ou bat mitzvá.
A comemoração de Simchat Torá teve início durante o exílio na Babilônia, após a destruição do Primeiro Templo, em Jerusalém. Naquela época, em Israel, a leitura da Torá era feita em períodos de três anos ou três anos e meio.
Somente depois de o costume de se ler a Torá ao longo de um ano ter se popularizado, durante o exílio na Babilônia, e com a compilação do Talmud, por volta do ano 500, é que a festa foi aceita pelas lideranças religiosas em Israel.
A leitura da Torá é feita semanalmente em pequenos trechos chamados de parashiot ou, no singular, parashá (porção), concluindo o livro sagrado em um ano, justamente em Simchat Torá. Em algumas comunidades manteve-se o costume de se completar as leituras em um ciclo trienal. A cada ano, lê-se um terço de cada uma das parashiot. Nas sinagogas, a leitura é feita às segundas-feiras, quintas-feiras e aos sábados, nos serviços religiosos matutino (Shacharit) e vespertino (Minchá) de Shabat, além das datas festivas e dos dias que marcam o início de um novo mês judaico.
Cada parashá apresenta um trecho da história bíblica e, nas congregações liberais, sua leitura é seguida de uma prédica, de um Dvar Torá (palavra da Torá) ou de uma drashá (estudo dirigido) com ensinamentos e comentários sobre o texto religioso. Também é comum os líderes religiosos traçarem analogias com o mundo contemporâneo, demonstrando que a Torá pode ter influência nas nossas vidas ainda nos dias atuais.
Tirar os Pés do Chão
Alguém perguntou ao Rabi de Karlin: “Por que os chassidim dançam com tanta freqüência?”
“Porque”, respondeu o Rabi, “ao dançar você levanta os pés e assim eleva-se também alguns centímetros da terra, aproximando-se alguns centímetros do céu.”
”Uma pessoa que esteja totalmente preocupada em satisfazer seus desejos terrenos jamais pode atingir o júbilo.
É uma lei da natureza que quanto mais alguém satisfaz um anseio físico, mais este é estimulado para provocar um anseio maior ainda, com o resultado inevitável sendo a insatisfação crônica.
Embora a distância da terra ao céu possa parecer infinita, tudo que o homem precisa fazer é se esforçar, tentar aproximar-se apenas alguns centímetros mais de D’us, começar a desapegar-se das buscas mundanas, e então ele receberá a Divina ajuda para atingir alturas mais elevadas.
A verdadeira alegria é elevar-se acima da superfície da terra e atingir os céus na busca da espiritualidade.

Fonte: http://ocaminhodevolta.wordpress.com/2011/10/09/simchat-torah-a-alegria-da-tora/
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