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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Chanuká ou Natal? O que devem comemorar os com fé em Yeshua (Jesus)?

Este comentário tem como alvo primeiramente os Judeus que creem em Yeshua como o Mashiach, e em determinado grau também aos gentios que se achegam ao Povo Judeu e mantem a fé em Yeshua.

Chanuká celebra a festa das luzes, e profeticamente celebra o dia em que a Luz Divina entrou no mundo, não pelo nascimento mas sim na concepção, isto é, no dia que o anjo Gabriel visitou e anunciou à Maria o que haveria de acontecer (Luc. 1.26-35), sendo que foi na concepção de Maria que aquele que é chamado de Luz do Mundo (Jo. 8.12) entrou no plano material verdadeiramente.



Para começarmos a esta explanação, partimos do seguinte principio: de que todas as festas bíblicas listadas em Levítico 23, e as festas perpetradas ao longos dos séculos pela tradição judaica até ao primeiro século, fazem intima e notável relação com os fatos decisórios da vida do Mashiach Yeshua; Neste caso específicos as festas de Chanuká e Sucot serão abordadas.

Outro ponto que frisaremos é a diferenciação de usarmos o termo “Natal” e a expressão “Nascimento do Mashiach”, sendo que o primeiro já está carregado de significância pejorativa, trazendo sempre o pacote de mitos, ornamentos, elementos pagãos além dos efeitos psicossociais de aumento do consumismo, caridade destituída da verdadeira fonte a qual seja de origem divina, emanada pela graça, sendo por isso e por muito mais, quando nos referirmos ao grande acontecimento da encarnação do Verbo utilizaremos a expressão “Nascimento do Mashiach”.
Nós, judeus que fomos alcançados pela fé no Mashiach Yeshua, temos como resposta à indagação feita no titulo do artigo: Chanuká, não somente por já celebrarmos desde cedo tal festival mas sim por termos entendido o “objeto” que projetou a “sombra” desta festa. Ao comentar um artigo que falava das leis cerimoniais eu fiz a seguinte assertiva : “ A questão que gostaria de compartilhar é sobre a lei cerimonial, pois para nós tudo que é relativo a culto cerimonial não foi de maneira alguma abolido, mas digamos assim que foi aperfeiçoado mediante as promessas de D-us que vaticinou que tal aperfeiçoamento ocorreria, digo com isso que as "sombras" do sacerdócio Levítico, o sistema templário e os festivais sempre tiveram o "Objeto", isto é, para que a sombra exista é necessário que haja um objeto que a projete num plano, sendo assim o que se cumpre em Yeshua é a revelação parcial deste "objeto", sem que haja com isso a desqualificação da “sombra”, que querendo ou não, para os nossos irmãos judeus que não chegaram a fé em Yeshua é o que vale até os dias de hoje; Neste plano que o "Objeto" e a "sombra" ainda figuram parcialmente juntos, há a possibilidade de se vincular a cada “sombra” o seu real “objeto”, e a visão que teremos do real objeto dependerá dos óculos que usamos para vermos a realidade, e estes óculos nada mais são que a tradição que adquirimos na concepção de nosso culto, quero dizer que a tradição cristão tem os seus óculos que vêem o “objeto” desvinculado de sua “sombra“, não digo que isso é errado mas sim que é uma das formas de se ver o plano, nós judeus com fé em Yeshua temos os óculos que por através destes vemos a íntima ligação entre “sombra” e “objeto”, e isso nos é dado por nossa tradição e pela revelação das Escrituras (I Cor. 3.16) , já os nossos irmãos judeus que não tem a fé em Yeshua tem a mesma tradição que nós, mas seus óculos estão riscados, turvos e como com que um véu postos sobre os olhos (I Cor. 3.14-15), veem apenas as sombras.
E é por vermos o “objeto”, Yeshua, que projeta esta “sombra” ,Chanuká, que celebramos esta festa neste período, mas desde já alertamos que não a celebramos da forma que parte de nosso Povo a tem celebrado nos últimos tempos, pois assim como na prática consumista Ocidental que impera no Natal, as comunidades Judaicas pelo mundo tem transformado a festa em desculpa para o consumismo e pseudo liberdade se igualando praticamente ao cerimonial vazio do Natal Ocidental, destituído de toda a carga memorial e escatológica que o festival se propõe em sua essência, essência esta que também se perdeu na maioria do lugares que o Nascimento do Mashiach é celebrado.

Alguns críticos podem dizer: como irei festejar algo que não está relatado no Cânon do “Antigo Testamento”, eu responderia que é melhor comemorar algo que não está relatado, do que algo que está praticamente abominado pelo Senhor nas Escrituras como o natal, pois então vejamos algo, a árvore de Natal, o visco, as coroas de azevinho, as velas, e a tradição das crianças enganando o Papai Noel, são todas de origem pagã, não há uma única palavra nas Sagradas Escrituras em favor de nenhuma delas. Mas ouçamos o que a Palavra de Deus diz: “Assim diz o SENHOR: Não aprendais o caminho dos gentios... Porque os costumes dos povos são vaidade; pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado; com prata e ouro o enfeitam, com pregos e martelos o fixam, para que não oscile” (Jeremias 10.2-4).

Esclarecemos que a festa de Chanuká não configura no Cânon do “Antigo Testamento”, pelo fato de ter ocorrido em 164 A.E.C., séculos depois do fechamento do Cânon em seus 39 livros, mas ao menos temos algo que atesta a historicidade do festival, a passagem do “Novo Testamento” conforme o que segue: (João 10.22,23)“E em Jerusalém havia a festa da dedicação, e era inverno. E Yeshua andava passeando no templo, no alpendre de Salomão.” Com base nesta passagem não podemos atestar com segurança que Yeshua estava a participar do festival, mas podemos ter a pretensa certeza que ao menos ele não se colocou numa posição contraria, pois sendo este um festival nacional inaugurado por Yahudá haMacabi na data do acontecido e incorporado ao calendário festivo se tornando um memorial, algum profeta enviado pelo Senhor deslegitimaria tal prática, a condenando como já o vez como por exemplo no caso de Jeroboão em (I Reis 12.32,33 - 13.34) que institui uma festa no oitavo mês quando o Senhor ordenara no sétimo e vários outros casos. Sendo que os que teriam a autoridade do alto para deslegitimar o festival não o fizeram, neste caso os profetas com autoridade seriam Yohanan benZakariah (João O Batista) e o próprio Yeshua, ficamos com o princípio inicial que adotamos.

Correlações entre Chanuká e a concepção de Yeshua.

1. Em Chanuká o Templo foi re-dedicado ao Senhor, Em Yeshua que acaba de ser concebido o Senhor re-dedica a si o seu novo Templo que conforme vemos é o corpo de Yeshua que acaba de tomar suas formas iniciais, (João 2.19-20 “Yeshua lhes respondeu: Destruí este Templo, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este Templo, e tu, em três dias, o levantarás? Ele, porém, se referia ao Templo do seu corpo.”), e outras referencias que nós em Yeshua somos também santuários como em (1 Coríntios 3.16,17 “Não sabeis que sois santuário de D-us e que a Ruach HaKosech em vós? Se alguém destruir o santuário de D-us, D-us o destruirá; porque o santuário de D-us, que sois vós, é sagrado.”), (1 Coríntios 6.19 Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de D-us, e que não sois de vós mesmos?”), (2 Coríntios 6.16 Que ligação há entre o santuário de D-us e os ídolos? Porque nós somos santuário do D-us vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu D-us, e eles serão o meu povo.”) e fora o aspecto escatológico de ser o próprio Templo como podemos ver em (Apocalipse 21.22 “E nela não vi Templo, porque o seu Templo é o Senhor, D-us Todo-Poderoso, e o Cordeiro.”)

2. Em Chanuká houve o milagre e a luz não se extinguiu e iluminou o templo novamente , na concepção de Yeshua ele é o milagre, a luz que veio ao mundo conforme (Yochanan, João 8:12 “Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.”), (Yochanan, João 1:4,5) “Nele está a vida eterna, e essa vida dá LUZ a toda a humanidade. A sua vida é a LUZ que brilha nas trevas, e estas nunca poderão pôr fim a essa LUZ”. (I Kephas, I Pedro 2:9) “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa LUZ;” (Tehilim, Salmo. 27:1) “O Senhor é a minha LUZ e a minha salvação...” , (Yochanan, João 3:16-21). “D-us amou tanto o mundo que deu o seu único Filho para que todo aquele que nele crê não se perca espiritualmente, mas tenha a vida eterna. D-us não mandou o seu Filho para condenar o mundo, mas para o salvar. Para os que confiam nele como Salvador não há condenação eterna. Mas os que não confiam nele já estão julgados e condenados por não crerem no Filho único de D'us. E são condenados por a luz do céu ter vindo ao mundo, mas eles preferirem as trevas à luz, pois só fazem o mal. Eles odeiam a luz celestial porque querem pecar nas trevas. Afastam-se da LUZ com medo de os seus pecados serem postos às claras e sofrerem castigo. Mas os que procedem bem procuram a LUZ para que todos vejam que estão a fazer o que D-us deseja.”
E novamente de maneira escatológica em (Apocalipse 21.23 ) “A cidade não precisa de sol nem de lua para a iluminarem, pois a glória de D-us brilha sobre ela, e o Cordeiro é o seu candelabro.”


3. Em Chanuká se comemorou a vitória sobre os inimigos, com Yeshua comemoramos também a vitoria sobre o inimigo de nossas almas, sabendo a partir da concepção de Yeshua que o seu tempo já começou a ser cronometrado.

Nesta celebração, nós crentes temos a oportunidade de nos reconsagramos, re-dedicando nossas vidas integralmente ao Senhor. Não que precisemos de um dia específico para uma reconsagração. Afinal, estamos debaixo da graça de D-us. Mas, trata-se de uma oportunidade na qual podemos celebrar esta data, alegrarmo-nos coletivamente por termos sido salvos, agradecendo a D-us por este privilégio enquanto tantos ainda perecem separados do D-us de Israel. Além do mais, somos luz, mas vivemos em um mundo que jaz em trevas, que muitas vezes nos contamina, exercendo sobre nós todo tipo de influência negativa. Então, neste dia, sentimos a liberdade de fazer nossa reconsagração, declarando coletivamente que somos livres de qualquer peso e julgo em Yeshua Ha Mashiach. Se meditarmos um pouquinho, quantas vezes pecamos quando comemos, bebemos, ouvimos, vemos o que não deveríamos; tocamos em coisas que não deveríamos tocar, etc. Arrependemo-nos, então, e consagremo-nos ao Eterno. D-us nos dá a santidade, mas quem decide manter-se em santidade somos nós.

Neste vídeo abaixo, preste atenção nas legendas, pois elas fazem uma íntima conexão das festas bíblicas e judaicas com a trajetória de vida de nosso Mashiach Yeshua.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Yeshua e a Pessach (Páscoa Judaica)

Yeshua celebrou o Sêder* com seus discípulos. Junte-se a nós nesse rápido passeio através das partes que compõem um tradicional Sêder de Pessach e atente aos pontos que são significativos, de maneira especial, aos crentes em Yeshua.
*Seder significa ORDEM. É a forma de como é organizada ordenadamente o jantar que é feito na primeira noite de Pessach.


A retirada do fermento
RITUAL DE ELIMINAÇÃO DAS IMPUREZAS
Não comereis nenhuma coisa levedada;
em todas as vossas habitações comereis pão ázimo”(Ex. 12,20)
Antes do início da Pessach (Páscoa judaica), todo o Chametz (fermento), que é um símbolo de pecado (1 Co 5:6-8), deve ser retirado do lar judeu. A casa é limpa de cima a baixo e qualquer coisa que contenha fermento é retirada. Então, na noite antes de Pessach, o chefe da casa toma os utensílios tradicionais de limpeza: uma pena, uma colher de madeira e um saco, e faz uma busca na casa por algum resíduo de fermento que talvez tenha sido esquecido .
Shaul (Paulo) faz uma referência muito boa como segue “Pelo que façamos festa não com o fermento velho,nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade."( 1 Cor.5.8).

Lavagem das mãos 
Uma vez que o fermento é removido, a família senta-se ao redor da mesa e cerimonialmente lava as mãos com uma bacia e uma toalha. Yeshua também participou dessa tradição, mas em vez de lavar suas mãos, Ele levantou-se da mesa e lavou também os pés de seus discípulos, dando-nos uma lição, sem igual, de humildade. (João 13:2-17).


Acendimento das velas
Estando a casa e os participantes limpos, o Sêder de Pessach pode começar. A mulher da casa profere uma bênção e acende as velas de Pessach. Convém que a mulher traga a luz para o lar, pois foi através da mulher que a luz do mundo, Yeshua o Mashiach, veio ao mundo (Gn 3:15).

Hagadá

Hagadá significa "relatar, contar" – o contar da história da Páscoa judaica. A história é contada em resposta a quatro perguntas feitas pelas crianças:

“E acontecerá que, quando seus filhos disserem: Que ritual é este? Então dirão: Este é o sacrifício de Pessach à ADONAY, que passou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como ADONAY ordenara a Moshe e a Aharon, assim fizeram. (Êxodo 12:26-28)

1- Porque está noite é diferente das outras noites?
2- Porque todas as outras noites nós comemos pão com fermento e esta noite só comemos Matzah (pão sem fermento)?
3- Todas as outras noites nós comemos todos os tipos de ervas então porque está noite comemos apenas ervas amargas?
4- Todas as outras noites nós não molhamos nossas ervas na água salgada então porque esta noite nós molhamos as ervas com água salgada 2 vezes? Também nas outras noites comemos sentado ou reclinado porque esta só comemos reclinados?
O pai passa a contar a história do êxodo do Egito, lendo um livro chamado de “Hagadá” e usando símbolos e objetos a fim de prender a atenção dos pequeninos e responder cada uma das perguntas.

A primeira taça de vinho

O Sêder começa com uma bênção recitada na primeira das quatro taças de vinho: “BARUCH ATÁ ADONAI, ELOHÊNU MÊLECH HAOLAM BORÉ PERI HAGÁFEN” = “Bendito és tu, Senhor, nosso D-us, Rei do Universo, que criaste o fruto da vide”. O próprio Yeshua abençoou a primeira taça em Lucas 22:17-18.

A segunda taça de vinho

A segunda taça é para nos lembrar das Dez Pragas e do sofrimento dos egípcios quando endureceram o coração para o Senhor. A fim de não nos regozijarmos com o sofrimento de nossos inimigos (Pv 24:17), derramamos uma gota de vinho (que é o símbolo da alegria) enquanto recitamos cada uma das Dez Pragas, lembrando-nos, assim, que nossa alegria é diminuída com o sofrimento dos outros.



Afikoman


 Ocorre, então, uma tradição muito curiosa. Junto à mesa, está um saco com três compartimentos e três matzás. O matzá do meio é retirado, partido e metade é posta de volta ao saco. A outra metade é enrolada em um guardanapo de linho e escondida para ser retirada mais tarde, após a refeição. Cada uma das Matzot representam os patriarcas Avraham, Yitzhak e Yaakov, a do meio que é quebrada representa Yitzhak, e figura o Mashiach que assim como Yitzhak foi dado em Sacrifício no Monte Moriáh, assim como a Matzá do meio é quebrada em duas partes assim é as vindas do Mashiach uma já desvendada outra ainda a ser revelada da mesma maneira que o Afikoman é revelado apenas no fim.

O prato do Sêder


Os rabinos têm planejado uma série de lições de coisas [lições com a utilização de objetos] para prender a atenção dos pequenos durante o Sêder pascal. Esses itens são experimentados por cada pessoa, já que cada uma é instruída a se sentir como se tivesse feito parte da saída do Egito.

Karpás – verduras

O primeiro item é o karpás, ou verduras (geralmente salsa), que é o símbolo da vida. A salsa é mergulhada em água salgada, símbolo de lagrimas, e ingerida para nos lembrar de que a vida de nossos ancestrais foi imersa em lágrimas.

Betsá - ovo

Um ovo assado está no prato do Sêder para trazer à memória o sacrifício diário no templo, que não pode ser mais oferecido, já que o templo não existe mais. Exatamente na metade do Sêder pascal, os judeus são lembrados de que não possuem sacrifício para torná-los justos perante D-us.

Maror – erva amarga

Geralmente, trata-se da planta conhecida como raiz-forte (moída) e come-se (juntamente com o matzá) até que uma lágrima saia dos olhos. A não ser que experimentemos primeiro o amargor da escravidão, não podemos apreciar a doçura da redenção.

Charósset

O charósset é uma mistura doce de maçãs e castanhas picadas, mel, canela e um pouco de vinho tinto Manischewitz (kosher para a Páscoa judaica) apenas para dar cor! Essa mistura doce, amarronzada e pastosa simboliza o barro que nossos ancestrais usaram para fazer os tijolos na terra do Egito. Por que será que nos lembramos de uma experiência tão amarga com algo tão doce? Os rabinos têm uma boa interpretação: mesmo o mais amargo dos trabalhos pode ser doce quando nossa redenção se aproxima. Isso é verdade, em especial para os crentes no Mashiach. Podemos encontrar a doçura inclusive na mais amarga das experiências porque sabemos que a vinda do nosso Senhor está próxima.

Perna de cordeiro

Em cada lar judaico, em cada prato do Sêder, está uma perna de cordeiro (com o osso à mostra). No livro de Êxodo, os primogênitos judeus foram poupados pelo Anjo da Morte ao se passar o sangue de um cordeiro inocente, imaculado nas ombreiras e na verga da porta dos lares, já que D-us levaria o povo da escravidão para a liberdade. Hoje, cremos que Yeshua é esse perfeito cordeiro pascal e quando passamos Seu sangue nas ombreiras e na verga de nossos corações, também nós vamos da morte para a vida, da escravidão do pecado para a liberdade de ser um filho redimido de D-us. Como João Batista disse quando viu Yeshua se aproximando dele, “Eis o Cordeiro de D-us, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29).

A Refeição

Ah, mesmo em meio às maravilhas da tecnologia moderna, ainda podemos levar a você a parte mais memorável da Páscoa judaica… a refeição, do mesmo modo que a vovó costumava fazer! Apenas imagine: sopa quente de frango, com a fumacinha saindo, e enormes bolinhos macios de matzá; mais um pouco de matzá; fatias de um gefilte fish (bolinho de peixe) de sabor picante feito em casa com raiz-forte bem ralada (que faz você chorar); mais matzá; fígado picado (com bastante schmaltz – gordura de frango ou de ganso - e cebolas fritas crocantes) em uma camada de alface; mais matzá; mais cebolas fritas crocantes ao lado; mais matzá... e isso que é somente o aperitivo!

A seguir, vem a refeição… você consegue sentir o cheirinho? Peito bovino macio, adocicado, com repolho; mais matzá; costela bovina (em corte judaico) feita em casa; frango ensopado, frango de panela, frango grelhado, frango cozido, frango sautée, frango assado, mais matzá; peru inteiro assado; mais matzá; ervilhas recém cortadas e com cebolas; mais matzá; cenoura e tsimes de ameixas-secas; mais matzá; batata doce e tsimes de uvas passas; mais matzá; purê de batatas feito em casa e repleto de manteiga; mais matzá!

Você guardou espaço para a sobremesa? Bem, você terá de esperar, porque agora é a hora de continuar com o Sêder!

Em busca do afikoman

Depois do término da refeição, o líder do Sêder deixa as crianças livres para encontrarem o afikoman, que havia sido embrulhado em um guardanapo e escondido antes. A casa fica em polvorosa, já que todo mundo se apressa para ser o primeiro a encontrar o afikoman e reivindicar o prêmio quando o vovô o toma do localizador sortudo. O valor corrente equivale a U$5,00! Tendo o líder recuperado o afikoman, ele o despedaça e o distribuí em pedacinhos para todos que estão sentados ao redor da mesa. Os judeus realmente não compreendem essa tradição, mas as tradições não precisam ser compreendidas – apenas seguidas! Contudo, crê-se amplamente que esses pedaços de afikoman trazem uma longa e boa vida aos que os comem.

A tradição talvez date da época de Yeshua. Se for esse o caso, então Lucas 22:19 assume um sentido maior: "E tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim". Pois Yeshua, o Mashiach teria tomado, dos três, o matzá do meio, o pedaço que ficava para o sacerdote, o mediador entre D-us e o povo, partido (como Seu corpo seria partido), envolvido parcialmente em um guardanapo de linho (como Ele seria envolto em linho para o funeral), o escondido, (assim como Ele foi enterrado), o trazido de volta (assim como Ele seria ressuscitado), e o distribuído a todos os que se assentavam com Ele (assim como Ele iria ainda dar a Sua vida para todos os que cressem). Como Ele assim o fez, estava consciente de que o pedaço de matzá do meio representava Seu próprio corpo imaculado dado para a redenção de Seu povo. Assim como o matzá é todo marcado e perfurado, Seu próprio corpo seria mais tarde marcado (pelos açoites) e perfurado e é por essas pisaduras que fomos sarados (Isaías 53:5). O pedaço de matzá do meio, ou o afikoman, é nosso pão da Santa Ceia.

A Terceira Taça

A terceira taça de vinho é tomada após a refeição. È a taça da redenção, que nos faz lembrar do sangue derramado do Cordeiro inocente que trouxe nossa redenção do Egito. Vemos que Yeshua tomou a terceira taça em Lucas 22:20 e em I Coríntios 11:25, “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim”. Essa não foi simplesmente uma taça qualquer; foi a taça da redenção da escravidão para a liberdade. Essa é a nossa taça da Santa Ceia.

A Quarta Taça

A quarta taça é a Taça de Hallel (ou halel). Hallel, em hebraico, quer dizer "louvor," e vemos na bela Oração Sacerdotal de João 17, que Yeshua usou seu tempo para louvar e agradecer ao Senhor no fim do Sêder pascal, sua última ceia. O Cordeiro Pascal imaculado tinha louvor em seus lábios quando estava a caminho de Sua morte.

A Taça de Elias

Um lugar estabelecido permanece vazio para o profeta Elias, o convidado de honra em cada mesa pascal. Os judeus esperam que Elias chegue na Páscoa judaica e anuncie a vinda do Mashiach (Malaquias 4:5). Então, um lugar é reservado, enche-se uma taça com vinho e os corações ficam na expectativa de que Elias venha e anuncie as Boas Novas. No final da refeição pascal, uma criança é enviada à porta para abri-la e ver se Elias está lá. Todos os anos, a criança retorna desapontada e o vinho é derramado fora sem ser tocado. Meu povo espera e anseia pelo Mashiach – eles não percebem que o Mashiach já veio, mas os de nós que crêem em Yeshua sabem que é dele de quem o profeta falou. Ele é o Cordeiro Pascal imaculado e sem defeito, cujo corpo foi partido por nós, cujo sangue foi derramado e que agora vive para dar Sua vida a todos nós que colocarmos Seu sangue nas ombreiras e na verga de nossos corações e que passamos da morte para Sua vida eterna.


Texto adaptado e acrescido por Metushelach de Texto publicado em http://www.povoescolhido.com.br/index.php?id=92



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mais Dúvidas sobre a Visão Judaica Messiânica vivenciada por nós do Blog Judeu Autônomo.

Mais algumas dúvidas que recebemos por e-mail e que respondemos em particular, e cujo o nome do questionador será preservado para que possamos compartilhar tanto as dúvidas como as respostas que cujo o conteúdo revelará a nossa visão sobre vários temas Bíblicos e a prática da Palavra.





1) Primeiramente quero lhe agradecer pela sua disposição em saciar a sede de conhecimento que o pessoal tem acerca do judaísmo messiânico (estou certo no termo?).

1 R.: O termo Judaísmo Messiânico é o termo internacionalmente reconhecido para rotular os judeu crentes em Yeshua como sendo o Mashiach prometido, mas em Israel temos lutado para sermos apenas judeus, uma vez que segundo os religiosos, quem proclama Yeshua como Mashiach já deixou de ser judeu, mas ao nosso entendimento quem tem tal crença no Mashiach Yeshua, é que é o verdadeiro judeu pleno.


2) a) Bom, sou cristão, evangélico, há mais de 3 anos e uma das minhas maiores paixões sempre foi estudar, ler e conhecer, portanto passei a estudar a bíblia quando me converti e a sede pela verdade não para. Chego a procurar o verdadeiro significado das palavras no hebraico e no grego afim de enxergar a verdadeira vontade do Pai, apesar de saber que as coisas espirituais se discernem espiritualmente e que a letra mata, mas o espírito vivifica.

b)Desta forma tenho me identificado muito com a tua linha de pensamento, até porque vejo uma necessidade muito grande do real entendimento da Palavra ser disseminado e mais ainda, incentivado, pois vejo tudo meio que de qualquer jeito e o povo vai fazendo do jeito que recebe e não se preocupa em “lapidar” os conhecimentos que recebem.

2 a R.: Sobre a sua sede pelas Escrituras, eu só tenho que incentivar e te dizer que o Senhor tem propósitos com quem se achega a Ele, portanto esta sede não provem de você mas é a ação do Espírito para que você prossiga em conhecer o que o Senhor Yeshua conhecia para que a partir de então você possa pensar como ele e agir como ele, entenda que o homem apenas aprende com o estudo constante, por isso crianças são educadas a base da repetição e condicionamento para que o que é novo para elas se torne automático, e então não tenham mais dificuldades em tarefas simples;
Assim também são os Filhos de D-us que como crianças precisam do ensino a base de repetição e do condicionamento para que não errem mais e não pequem como antes de sua regeneração, mas tenham consciência que agora são novas criaturas.
E somente somos novas criaturas, pela misericórdia de D-us pois foi Ele que profetizou e fez cumprir em nós a Nova Aliança, predita em Jeremias 31, sendo que com esse entendimento que temos ver o texto de 2 Coríntios 3:6 que você citou, falando da letra que mata, entenda que se você for uma nova criatura então você morreu com o Mashiach, e sendo morto você não tem mais obrigações conjugais como o seu marido, que no caso da explicação de Shaul (Paulo) em Romanos 7, é o pecado, pois uma vez que você pecou e se deixou escravizar pelo pecado, ele se tornou o senhor de sua vida, mas pela LEI, você somente pode se livrar do seu marido ao morrer, portanto quando você se depara com o plano de salvação e se arrepende de seus pecados, você morre nas águas do batismo para assim como o Mashiach, ressuscitar em novidade de vida e se livrar do poder escravizador do pecado, poder este que lhe cauterizava a mente, fazendo com que mesmo que você soubesse a vontade de D-us pela Letra da Lei, você continuasse pecando, e se havia o conhecimento da Lei que estava em Pedras dada no Sinai, e mesmo assim você errava então você era condenado pela Lei que servia para te proteger do pecado.
Entenda que em Deuteronômio 30 propõe a Lei como vida, não a vida Eterna mas sim vida terrena e material, sendo a Lei um cerca para impedir que passemos dos limites da vontade de D-us, mas por ser o homem escravo do pecado, ele não consegue cumprir a Lei e vive a transgredir a vontade de D-us, sendo ele culpado da Transgressão, sendo que a Lei em sua letra disse para ele não fazer e se fizesse ele receberia o salário do pecado, que é a morte, então a Letra da Lei que era para proteção acabava por condená-lo. Mas veja que o problema não está na Lei mas sim no homem que por ser escravo do pecado em sua carne, não consegue seguir a vontade de D-us, mas ao ser uma nova criatura nascido da vontade de D-us, portando morto para o pecado, e sendo morto não está mais casado com ele, então este homem pode em novidade de vida pela Ação do Espírito entender a vontade do Pai e consegui ainda mais agora, cumpri-la, e se ele cumpri pela força do Espírito que o ajuda a entender a vontade de D-us pelo estudo continua da Palavra então o Espírito o vivifica no mesmo contexto de Deuteronômio 30 que diz que a Lei se obedecida com intenção correta é vida, vida na terra, vida material pois a vida Eterna somente é conquistada, não por mérito mas por misericórdia de D-us, e tal Graça já existe desde Adão e não a partir da Cruz, mas na Cruz isso se intensifica e é compartilhada com as outras nações e não somente com o povo da promessa a saber, Israel.

b) R.:Você em suas palavras fala em lapidar o que se recebe, e é bem isso que tem que ser feito, pois pela ação do Espírito e pela disponibilização da Palavra de D-us você pode estudar e praticar a  Palavra de forma que o seu entendimento nunca se choque com o contexto geral das Escrituras, se isso ocorre o Espírito testificará em seu coração que você está no caminho certo, mas isso não é algo subjetivo e só no campo “espiritualizador” das pseudo igrejas por ai, isso é palpável e materialmente sentido em sua vida, e D-us vai proporcionar que você caminhe em mesmo pensamento com os que fazem parte do corpo do Mashiach na Terra, não a da pseudo igreja, mas sim os seus amigos que como você vão começar a ver mudanças qualitativas em sua vida, e caminharão com você num mesmo espírito, entendimento e atitudes, calma que isso vai acontecer se você se propor a se colocar embaixo do Senhorio de Yeshua o Mashiach, mas se ele é Senhor de sua vida, ele tem que mandar e você obedecer, e pra saber o que ele manda você fazer, leia a Bíblia e a estude, a pratique e a viva.


3) O ponto fulminante aconteceu há alguns meses... não sei se você acredita nisso, mas leio alguns livros juntos, sempre, bem como a Palavra e, de repente, todos voltaram-se ao mandamento de guardarmos o sábado! 2 livros, e a bíblia que eu estava lendo em ordem seqüencial!
A suspeita que eu tinha em relação a que deveria conhecer melhor a Palavra foi lá em cima e comecei a buscar muito mais, mas meus pastores acham que isso é coisa de adventista o outro deles até acha que isso pode ser verdade (santidade do sábado mesmo pós graça, o que eu creio pelo que está escrito em Hb 9:4), mas ele diz que é socialmente impossível guardar o sábado! Confesso que fico triste, pois não tenho a quem recorrer e não posso compartilhar dos meus sentimentos e pensamentos na igreja com medo de causar divisão e escândalo.
(Até minha noiva fica contra mim.. o sábado é sagrado para ela, pois ela quer sair todo sábado.)

3 R.: O Sábado não é socialmente impossível de se guardar, pois eu consigo por que você não conseguiria, todo judeu consegue guardar sábado no mundo inteiro, todo adventista também, e todos que tem propósitos também, mas como Yeshua disse não vim trazer a paz mas sim a espada, e colocar pai contra filho, filho contra pai, mulher contra marido, e assim vai, entenda que se você assumir uma postura diante de D-us, você terá vários problemas de relacionamento em todos os lugares que você estiver, daí se você achar que a sua vida com D-us é mais importante que tudo e colocar a sua confiança nele, sabendo que Ele te sustentará, então você viverá por fé e não mais por vista, mas tal fé não é um pensamento positivista e subjetivo de torcer pra dar certo, mas sim, a fé conforme o hebraico Emuná, que quer dizer Fidelidade, e Fidelidade é ação, pois você não poder ser fiel a alguém sem se indispor com os outros, assim como se você quiser ser fiel a sua esposa você terá que se indispor com as outras mulheres que porventura venha a se interessar por você e se aproximar querendo algum tipo de relacionamento, sendo assim tenha a mesma Fidelidade de Avraham, e saia do meio da sua família, isto é , da sua zona de conforto e comece a caminhar por terras estranha, até chegar na Terra Prometida que é o galardão de viver com o Senhor em Novidade de Vida pela Eternidade.

4) Enfim.. me perdoe o desabafo, mas gostaria de saber mais sobre seus pensamentos... Por que escrevem D-eus e não a palavra completa?

4R.: Sobre escrevermos D-us é por que todo judeu tem respeito e reverência ao Designar o nosso Eterno Pai, sendo que não escrevemos o nome completo pois o termo já tem em si arraigado muitos conceitos paganizados e tentamos não misturar tal entendimento ao nos referirmos ao verdadeiro D-us Criador.

5) Vocês acreditam na manifestação dos dons do Espírito Santo como cura pela imposição de mãos, línguas “angelicais”, etc?

5 R.: Acreditamos na ação do Espírito Santo sim, mas não da maneira bizarra que tem se falado por ai, tais ações sempre tem que ter propósitos muito bem definidos, curar por curar sem mensagem sem um puxão de orelha ou algo do tipo não é um método de D-us agir, sempre há propósito para o engrandecimento do nome de D-us e para edificação do Corpo do Mashiach, sem escândalo e bizarrice.
Língua estrangeiras existem no propósito de se alcançar um estrangeiro no meio daqueles que escutam a exposição do Evangelho, veja que é um idioma que existe, o falar em língua que não se compreendem é somente no interior de seu quarto para a sua própria edificação e não em lugar públicos para espantar os ímpios que não entenderiam nada e se escandalizariam e colocariam as suas possibilidades de salvação em risco, mas se houver alguém falando em alguma língua desconhecida na Igreja, Paulo alerta em I Coríntios 14 que tem que ter interpretação desta língua para edificação da Igreja e se não tiver alguém tem que se ter autoridade e muita coragem para levantar e mandar tal pessoa se calar, para não atrapalhar a pregação genuína do Evangelho, e causar escândalo e desordem.

Espero ter ajudado, e estamos a sempre disposição para ajudar no que for possível pela iluminação do Espírito sobre o que temos ardentemente estudado das Coisas Santas.

Fique na Shalom de Yeshua HaMashiach, (apesar de Ele ter vindo trazer  a espada conforme Mateus 10:34)



Por Metushelach Ben Levy

domingo, 29 de janeiro de 2012

Dúvidas quanto ao que cremos referente à Yeshu'a.

Perguntas dos participantes do Blog que para serem melhor visualizadas eu postarei como Artigo.

Para que o Blog não pareça abandonado por não ter publicações somente respostas de comentários, eu selecionarei as perguntas que gerem respostas com conteúdos extenso e interessantes aos demais seguidores do Blog eu as compartilharei com todos em forma de postagens.








Questões:

1) Em qual nome verdadeiramente há salvação Yeshua ou Jesus?

R.: Primeiramente não é em um nome composto por letras ou pronunciado em fonemas que há salvação, não é em uma palavra mágica como “Abracadabra” que reside o significado da Obra Salvífica do Filho de D-us, entenda que o significado da expressão que diz que no nome há Salvação se refere obviamente à uma pessoa que cumpriu um propósito Divino nos mínimos detalhes e conquistou com seu feito o direito de ter PODER sobre os Céus e a Terra concedendo Vida Física Terrena, ou a Vida Abundante que transcorre a Eternidade, sendo assim ficar perdendo tempo neste tipo de debate em nada nos mostra o que verdadeiramente tem que ter importância para que possamos Proclamar as Verdadeiras Boas Novas, tal debate cabe apenas no campo histórico cultural acadêmico e se restringe apenas a um anseio intelectual de se preservar o que é Original.
Fica uma questão apenas para refletir, quando o Filho de D-us voltar e se manifestar ao Judeus os quais o aceitarão conforme Romanos 11, por qual nome tais Judeus o Nomearão?


 
2)D-us são três pessoas em um só D-us ? ou só há uma pessoa DIVINA O ETERNO ?

R.: Quanto a sua segunda questão recomendo Ler os Artigos detalhados sobre o assunto conforme segue links abaixo:
http://judeu-autonomo.blogspot.com/2009/05/introducao-para-se-entender-de-onde.html
http://judeu-autonomo.blogspot.com/2010/07/yeshua-jesus-qual-devemos-nossa.html
http://judeu-autonomo.blogspot.com/2011/05/conversas-sobre-o-verbo-ser-d-us-ou-d.html
http://judeu-autonomo.blogspot.com/2011/07/evangelho-de-joao-11-14-transliteracao.html

Se ainda houve muitas dúvidas, ficamos a disposição para dialogarmos sobre o tema.

3) Yeshua foi criado pelo Eterno ou sempre existiu como D-us? Como que vocês crêem ?

A questão sobre a Eternidade de Yeshua eu gosto de usar a forma antropopática de tentar explicar tal tema, isso é, coloco atributos e concepções humanas e físicas para delimitar D-us, para que consigamos ao menos delimitar tais aspectos de forma didática, pois sendo D-us insondável a forma real de existência Dele não chega nem perto de a nossa mente limitada deslumbrar, sendo assim ficamos com os lampejos de revelação dados pelo Espírito Santo através da própria Palavra e a testificação dada aos membro do Corpo do Mashiach.
Yeshua sendo a Palavra de D-us(Jo 1:1 e Apoc. 19:13), a princípio antropopaticamente D-us não pode ter tido um existência dentro da Eternidade na qual Ele fosse “mudo”, sendo assim a Palavra estava com D-us desde de sempre, mas tal “vibração das cordas vocais” era a princípio algo que era emanado de D-us, e portanto parte de D-us, algo que não se distinguia Dele diante da Criação ou de um Projeto mental de D-us que viria a existir, mas antes de começar a criação de Tudo relatada em Gênesis,(Pois teoricamente há outra criação anterior a esta, mas por não ser bíblica, deixamos para outra ocasião), a tal “vibração das cordas vocais Divinas” que detinha o poder de Criar e dar ordem a Criação a mantendo pelo Palavra de seu poder (Heb. 1:3), recebe a honra de se personificar, e tal ser que é a personificação da Palavra Divina, a principio é gerado de D-us por meio de “mitose” de seres Espirituais, isso quer dizer que tal personificação da Palavra divina não é criada mas sim gerada a partir da própria essência de D-us, tendo portanto o seu “DNA” de estrutura espiritual, sendo assim tal ser por conter em sua estrutura a essência divina não pode ser chamado de criatura mas sim de Filho Unigênito do Pai, que quando Palavra acoplada ao Pai tem sua existência Eterna, mas como um ser distinto de D-us, como Filho Gerado ele teve um inicio em determinado ponto da Eternidade.
Vemos portanto com tal didática que o Filho Gerado não é mais parte de D-us, mas por ter o “DNA” estrutural de D-us pode suportar por Propósito e Plano Divino a plenitude da Divindade em Corpo Carnal(Col. 1:19 e 2:9), nota-se que mesmo dotado de tal “DNA” ele não usurpou ser igual a D-us, mas para cumprir o Propósito Divino em Submissão se esvaziou de tudo que tinha como um Ser Espiritual dotado de honra (Fil. 2:5-11) dada pelo Pai e em obediência se fez carne, servo e se entregou a morte, e por ter cumprido o propósito divino recebeu novamente a honra que tinha antes de se esvaziar conforme (João 5:17), mas note com atenção que ele sempre recebe a honra e glória por meio da doação do Pai, e nunca por ele mesmo como se ele fosse o D-us detentor da honra em si mesmo, seja nos casos antes ou depois de sua encarnação, mostrando que ele é o receptáculo capaz de suportar tal emanação de D-us, e não que ele é o Próprio D-us ou algo inconcebível, tanto lógica como biblicamente como a tal doutrina trinitária.


*Obs.: Quando o termo aparece entre aspas significa que eu me utilizei de alguma antropopatia ou antropomorfismo.


Por Metushelach Ben Levy

sábado, 23 de julho de 2011

Evangelho de João 1:1-14 - Transliteração do Grego.

Evangelho de João 1:1-14 - Transliteração do Grego.


Tudo por meio dela veio a existir,
e aparte dela nada viria a existir daquilo que existe
Transliteração de João 1:3

Esta postagem é resultado de adaptação de resposta a um pedido de transliteração do texto original grego de João capítulo 1° dos versos 1° ao 14°, nos feito pelo nosso caro participante Zergon.

Tal transliteração é particularmente minha, cuja qual fiz a partir do texto tido por nós do Blog como sendo o mais antigo manuscrito e portanto o de maior confiabilidade, a saber o Textus Sináiticos, não que os outros manuscritos em particular neste trecho tenham alguma divergência.

Com essa transliteração podemos ver que o texto é mais simples do que parece, e nos revela o quão inosada é a teologia feita encima de más traduções, principalmente o tema de o Verbo ser D-us ou D-us ser o Verbo conforme já tivemos a oportunidade de comentarmos aqui no Blog no seguinte link:
http://judeu-autonomo.blogspot.com



Zergon disse para Metushelach:

Só para contextualizar melhor, qual seria a tradução literal correta de João 1:1-14. somente esse trecho de João que eu ainda tenho dúvidas sobre a tradução fiel do hebraico.

 
Metushelach disse para Zergon:

O Evangelho de João não tem nenhum manuscrito ou fonte histórica que comprovem que ele tenha sido originalmente escrito em Hebraico, o que não ocorre com o Evangelho de Mateus que em sua inteireza foi escrito em hebraico, segundo manuscritos e relatos Históricos como por exemplo as citações de Eusébio de Cesaréia em sua obra - História Eclesiástica (Livro 6, Capítulo XXV, 2° e 3° Parágrafos), comprovamos a originalidade em hebraico do Evangelho publicado para os Judeus Messiânicos do 1° século.

Já o Texto Aramaico de João não é 100% confiável e a versão em Hebraico Moderno não tem originalidade nos hebraísmos e quase que parafraseia as versões em Inglês, sendo assim eu postarei a versão grega admitida como sendo a mais antiga, o Textus Sináiticos, João 1:1-14:

1 Ἐν ἀρχῇ ἦν ὁ λόγος, καὶ ὁ λόγος ἦν πρὸς τὸν θεόν, καὶ θεὸς ἦν ὁ λόγος. 2 οὗτος ἦν ἐν ἀρχῇ πρὸς τὸν θεόν. 3 πάντα δι’ αὐτοῦ ἐγένετο, καὶ χωρὶς αὐτοῦ ἐγένετο οὐδὲ ἓν ὃ γέγονεν 4 ἐν αὐτῷ ζωὴ ἦν, καὶ ἡ ζωὴ ἦν τὸ φῶς τῶν ἀνθρώπων· 5 καὶ τὸ φῶς ἐν τῇ σκοτίᾳ φαίνει καὶ ἡ σκοτία αὐτὸ οὐ κατέλαβεν. 6 Ἐγένετο ἄνθρωπος ἀπεσταλμένος παρὰ θεοῦ ὄνομα αὐτῷ Ἰωάννης· 7 οὗτος ἦλθεν εἰς μαρτυρίαν ἵνα μαρτυρήσῃ περὶ τοῦ φωτός, ἵνα πάντες πιστεύσωσιν δι’ αὐτοῦ. 8 οὐκ ἦν ἐκεῖνος τὸ φῶς ἀλλ’ ἵνα μαρτυρήσῃ περὶ τοῦ φωτός. 9 Ἦν τὸ φῶς τὸ ἀληθινόν, ὁ φωτίζει πάντα ἄνθρωπον, ἐρχόμενον εἰς τὸν κόσμον. 10 ἐν τῷ κόσμῳ ἦν καὶ ὁ κόσμος δι’ αὐτοῦ ἐγένετο καὶ ὁ κόσμος αὐτὸν οὐκ ἔγνω. 11 εἰς τὰ ἴδια ἦλθεν καὶ οἱ ἴδιοι αὐτὸν οὐ παρέλαβον. 12 ὅσοι δὲ ἔλαβον αὐτὸν, ἔδωκεν αὐτοῖς ἐξουσίαν τέκνα θεοὺ γενέσθαι, τοῖς πιστεύουσιν εἰς τὸ ὄνομα αυτοῦ, 13 οἳ οὐκ ἐξ αἱμάτων οὐδὲ ἐκ θελήματος σαρκὸς οὐδὲ ἐκ θελήματος ἀνδρὸς ἀλλ’ ἐκ θεοῦ ἐγεννήθησαν. 14 Καὶ ὁ λόγος σὰρξ ἐγένετο καὶ ἐσκήνωσεν ἐν ἡμῖν, καὶ ἐθεασάμεθα τὴν δόξαν αὐτοῦ, δόξαν ὡς μονογενοῦς παρὰ πατρός, πλήρης χάριτος καὶ ἀληθείας.

Vertendo para o português temos: 1 No Princípio era a Palavra, e Palavra estava em D-us, e D-us era a Palavra (ou Razão que é uma tradução admitida para o termo Lógos) 2 a mesma que estava no Princípio em D-us 3 Tudo por meio dela veio a existir, e aparte dela nada viria a existir daquilo que existe 4 Nela(ou em si) a vida existia, e a vida era a luz da Humanidade 5 A luz em meio as trevas brilha, e as trevas não a suprimiram. 6 Houve um homem enviado por D-us, chamado Yochanan, 7 Ele veio como testemunha, para testemunhar sobre a Luz, para que todos cressem por meio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 9 Era a luz a verdade que iluminava todos os homens que entram no mundo. 10 Ela estava no mundo, e por meio dela o mundo veio a existir, e o mundo não a compreendeu (ou percebeu) 11Ela veio para os seus e os seus não a receberam 12 Mas a todos quantos a receberam deu-lhes o poder de se tornarem filhos de D-us, aos que crêem no seu nome. 13 dos quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de D-us foram gerados. 14 A Palavra se tornou um Ser Humano, e tabernaculou entre nós e vimos a sua glória como a glória do único gerado do Pai, cheio de graça e de verdade.

 

Esperamos que tal transliteração possa iluminar o entendimento dos que encontravam pedras de tropeço na passagem de João 1.

Por Metushelach Ben Levy.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Estrela da Manhã - Heilei Ben Shachar X Estrela de Jacó

Este post é fruto de uma questão levantada por um de nossos participantes do Blog nosso caro Zergon, e que para respondermos sua questão fizemos uma análise aprofundada sobre os termos que são vertidos para o português como Estrela da Manhã.

Zergon pergunta:
Por que Lúcifer; em Isaías 14:12 é comparado a estrela da manhã e Yeshua também em Apocalipse 22? Afinal quem é a estrela da manhã? O que dizem as escrituras no original grego, hebraico e aramaico?

Metushelach responde:
O termo “estrela da manhã” de Isaías 14:12 é uma entre diversas traduções da expressão em Hebraico הילל בן שחר  “Heilel Ben - Shachar”. Vamos analisar os termos separadamente para entendermos melhor a expressão.


Heillel -  tem um sentido primário de brilhar, mas também é intimamente ligado ao planeta Vênus, que brilha sozinho ao amanhecer, de onde vem a adoração Acádia-babilônica ao astro, sendo ele divinizado na figura da deusa Istar, mas este termo vem da raiz Halal que significa atrair a atenção para se vangloriar, auto proclamar-se, e em uma tradução livre e moderninha “dar um showzinho”.



Ben - Filho, proveniente de...



Shachar - tem relação com a idéia do lusco-fusco matutino, portanto não algo luminescente e claro. Existe a comparação destes termos em conjunto com a aparência do planeta Vênus, que sendo o terceiro astro em luminescência depois do Sol e da Lua, se mostra imponente e sozinho em meio à penumbra do amanhecer.
Vênus

Agora a partir destes significados podemos entender a expressão הילל בן שחר  “Heilel Ben - Shachar”, bem como não se esquecendo de levar em conta o contexto depreciativo do verso 12 de Isaías, da seguinte forma no texto parafraseado por mim: “Como caíste desde o céu, ó ser orgulhoso que quer se mostrar como uma estrela que brilha sozinha na escuridão do amanhecer! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações”.


Agora vamos analisar os textos de 2 Pedro 1:19 e Apocalipse 22:16 onde Yeshua é comparado a estrela da manhã da expressão grega ἀστὴρ ὁ λαμπρὸς “astēr o lampros”, que num contexto de ententimento grego não tem significado algum, mas no hebraico tem referência a uma profecia messiânica feita por Bil’am (Balaão) em Números 24:15-19 “Então proferiu a sua parábola, e disse: Fala Bil’am, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos;Fala aquele que ouviu as palavras de D-us, e o que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos.Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete. E Edom será uma possessão, e Seir, seus inimigos, também será uma possessão; pois Israel fará proezas. E dominará um de Jacó, e matará os que restam das cidades.”


Yeshua - Estrela de Yaacov
estreito siginificado com a Estrela de Belém

Portanto a Estrela de Jacó, כוכב “Kochab”, da passagem acima é ninguém menos que o Mashiach Libertador e este entendimento é compartilhado por escritos de nossos Sábios Rabinos como, por exemplo, no Testamento de Levy 17:3 e Testamento de Yahudá 24:1-5 que retratam a história de rabi Akiva que escolhe um rebelde chamado Sh’imon e o declara Mashiach o chamando a partir daí de “filho da estrela” ou mais conhecido como Sh’imon Bar-Kochba, rabi Akiva assim o faz por entender a profecia messiânica vaticinada por Bil’am (Balaâo).
No século XII o Ramban Nachmanides tem o mesmo entendimento a cerca do Mashiach como Estrela de Ya'acov e assim publica uma midrash sobre o assunto.


Fontes pesquizadas:
Testamento de Levy e Testamento de Yahudá.
Comentário Judaico do Novo Testamento - David Stern.
Bíblia Hebraica.
Dicionário Strong.



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Hebreus 9 - Análise superficial do Capítulo 9 da Epístola aos Hebreus

Este texto se refere a uma análise superficial do Capítulo 9 da Epístola aos Hebreus, na tentativa de se corrigir algumas falhas de interpretação evangélica, mas especificamente pentecostal sobre a questão de a “antiga aliança” ter se tornado inútil e ter sido completamente abolida por Yeshua.

Questão proposta por Elvis para análise:
D-us aboliu o primeiro testamento: Hebreus 9:1-28 em especial Hb 9:1-15.

Metushelach disse:
Não sei se você já tem acesso à BJC, sendo assim eu transcreverei o Capitulo 9 todo de Hebreus segundo a versão de David Stern na Bíblia Judaica Completa:
Hb. 9:1 Ora, a primeira aliança possuía regras relativas à adoração e um Lugar Sagrado aqui na terra. 2 Uma Tenda foi erigida, chamada Lugar Sagrado (Santo Lugar); nela estavam a menorah, a mesa e o pão da proposição. 3 Atrás do segundo véu, esta a tenda chamada de Lugar Especialmente Santo (Lugar Santíssimo ou Santos dos Santos), 4 onde se encontravam o altar de ouro para a queima do incenso e a Arca da Aliança, totalmente revestida de ouro. Na Arca, estavam o vaso de ouro que continha o maná, a vara de Aharon (Arão), que floresceu, e as Tábuas da Aliança, feitas de pedra; 5 acima dela, estavam os K’ruvim (Querubins) que representavam a Sh’hinah (glória), lançando sua sombra sobre a tampa da Arca - Dessas coisas, todavia, não falaremos, agora, pormenorizadamente.
6 Com tudo arranjado desta forma, os Kohanim (Sacerdotes ou Filhos de Levy) entram na tenda exterior (Santo Lugar) todo o tempo para exercer suas funções. 7 mas apenas o Cohen HaGadol ( Sumo Sacerdote ou Filho de Arão) entra na tenda interior (Santíssimo Lugar). Ele o faz apenas uma vez por ano (Yom Kippur) e deve sempre levar sangue, o qual oferece por sim mesmo e pelos pecados que o povo cometeu por ignorância. 8 Por essa (ordem na sucessão dos acontecimentos), a Ruach HaKodesh mostrou que , enquanto a primeira tenda (Santo Lugar), estivesse em pé, o caminho para o Lugar Sagrado (Santíssimo Lugar) permanecia fechado. 9 Isso simboliza a era presente e indica que a consciência da pessoa que desempenha o serviço (Sacerdote) não pode ser alcançada pelas ofertas de sacrifícios realizados. 10 Porque essas práticas envolviam apenas comidas, bebidas e diversos tipos de lavagens cerimoniais - regras concernentes à vida exterior ( práticas externas mostradas pelo agir da pessoa em carne e não em espírito), impostas até o tempo em que D-us reformulasse toda a estrutura (ordem na sucessão dos acontecimentos).
11 Quando o Mashiach apareceu, como Cohen HaGadol ( Sumo Sacerdote da Ordem de Melkdzek) das coisas boas que já estão acontecendo, então, por meio da tenda maior e perfeita (Santíssimo Lugar Original nos Céus), não criada pelos homens, isto é, ela não pertence ao mundo criado,12 ele entrou no Lugar Santíssimo de uma vez por todas. ( e não como o Sumo Sacerdote da Ordem de Levy que entrava uma vez por ano no Yom Kippur, não sem antes ter oferecido sacrifício por si mesmo).
Ele não o fez por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo próprio sangue, libertando, dessa forma, seu povo para sempre. 13 Se a aspersão sobre as pessoas cerimonialmente impuras com o sangue de bodes e touros, e as cinzas de uma novilha, restauravam-lhes a pureza exterior, 14 quanto mais o sangue do Mashiach, que , pelo Espírito eterno , se ofereceu a D-us como sacrifício imaculado, purificará nossa consciência das obras que conduzem à morte, para que possamos viver e servir ao D-us Vivo!
15 Por causa dessa morte, ele é o mediador de uma nova aliança ( ou Novo Testamento). Visto que sua morte liberta as pessoas das transgressões cometidas sobre a primeira aliança - os que tem sido chamados podem receber a prometida herança eterna. 16 No caso de um testamento só tem efeito no caso de morte, ele jamais vigora enquanto a pessoa que o fez está viva.
18 Esta é a razão pela qual a primeira aliança também foi inaugurada com sangue. 19 Depois de Moshe ter anunciado cada mandamento da Torah a todo o povo, ele pegou sangue de bezerros, água e usou lã escarlate e hissopo para aspergir o rolo e todo o povo, dizendo: 20 “ Este é o sangue da aliança que D-us lhes ordenou”. 21 Da mesma forma, aspergiu com o sangue o Tabernáculo e todos os utensílios de suas cerimônias. 22 Pois, segundo a Torah, quase todas as coisas são purificadas com sangue; de fato, sem derramamento de sangue não há perdão de pecados.
23 Portanto, essa é a razão pela qual as cópias das coisas celestiais deveriam ser purificadas, mas as próprias coisas celestiais requerem sacrifícios superiores a esses. 24 Porque o Mashiach entrou no Lugar Santíssimo, que não foi feito por seres humanos - mera cópia do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para se apresentar agora a nosso favor na presença de D-us.
25 Além disso, ele não entrou no céu para oferecer as sim mesmo repetidamente, como o Cohen HaGadol que entra no Lugar Santíssimo ano após ano com sangue alheio; 26 se assim fosse, ele teria de sofrer a morte muitas vezes - desde a fundação do Universo. Mas, agora, ele apareceu uma vez no fim dos tempos, a fim de eliminar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.27 Da mesma forma que os seres humanos devem morrer uma vez, e depois disso vem o juízo, 28 também o Mashiach, tendo sido oferecido uma única vez pelos pecados de muitos, aparecerá segunda vez, não para lidar com o pecado, mas para libertar aqueles que esperam ansiosamente por ele.

* Observação: as frases que figuram entre parênteses são de minha autoria, que servem para auxiliar no entendimento de alguns termos, e a no objetivo de fazer algumas ligações contextuais aos demais textos Bíblicos.

Elvis disse:
Caro Metushelach,
Agradeço por sua primeira resposta e tenho a BJC, porém o dito pastor me indagou se baseando na JFA-RC e JFA-RC Fiel, enfatizou o versiculo 15 e o subtítulo desse assunto é "A imperfeição da primeira aliança", sendo assim afirma ele que Jesus teria abolido a "imperfeita" primeira aliança e inaugurado a nova aliança onde a primeira nao mais tivesse lugar, infelizmente nao pude usar a BJC por ser bem mais clara por puro anti-semitismo protestante, ou seja, ele nao aceitaria uma biblia traduzida por um judeu, o que eu particularmente acho preconceito descabido e sem proposito, porem usando a JFA-RC teriamos como anular essa interpretaçao deturpada e tendenciosa contra a Torah utilizando o proprio novo testamento como antídoto teológico?

Metushelach disse:


Primeiro digo que demorei novamente pois por ser o texto claro demais para mim, pois eu não consegui ver qual era o problema que ele poderia causar numa interpretação corriqueira, portanto tive que conversar com alguns pentecostais e solicitar que eles me descrevessem as suas impressões do texto de Hebreus 9; E daí sim reparei em que erro eles incorrem na leitura sem contexto.

Problema inicial notado, é o da idéia que a Torah como um todo foi abolida por Yeshua no Madeiro, por ser a Torah envelhecida e imperfeita e carnal.

Constatamos somente nesta argumentação dois erros que não levam o contexto bíblico em consideração, primeiro é o de se não ler as palavras de Yeshua principalmente em Mateus 5:17-20 e contexto, pois nesta passagem vemos que Yeshua não veio abolir a Torah e os Profetas mas veio para cumpri-los, e este termo cumprir vem do grego
πληρῶσαι “plērōsai”, que não quer dizer cumprir no sentido de finalizar pois senão entraria em conflito com o termo abolir que teria o sentido de tirar fora ou acabar, sendo assim senão é finalizar no sentido de abolir para não contradizer a própria construção gramatical e lógica da frase então temos as seguintes opção que cabem ao vocábulo “plērōsai”, como por exemplo completar, preencher, plenificar, trazer plenitude, aperfeiçoar. A raiz desta palavra aparece em outras 86 ocasiões no “Novo Testamento” em grego com os sentidos sempre no mesmo escopo ao desta passagem e nunca como finalizar.
Conclui-se portanto que Yeshua veio completar o entendimento da Torah e dos Profetas cumprindo o que era profetizado a seu respeito e plenificando o entendimento que era superficial e apenas externo na interpretação da Torah, tanto que vemos isso nos versos posteriores de Mateus 5, por exemplo no verso 21-22 ao ser ter como assassino aquele que não apenas mata o seu próximo fisicamente mas sim todo aquele que, se encoleriza, se ira, guarda rancor e humilha o seu próximo, vemos aqui que o nível moral requerido dos que nascem de novo pelo poder Regenerativo de D-us manifesto através da Ruach HaKodesh, é muito maior do que era requerido antes, no primeiro pacto, no Sinai. Confirmamos este entendimento também com a frase de Yeshua no verso 20, no qual ele diz aos seus seguidores que eles teriam que excederem, ir além da pratica superficial e material da Torah apregoada e vivida pelos escribas e fariseus, excedendo a justiça deles e entendendo por meio da “plērōsai” plenificação da Torah e dos Profetas trazida por Yeshua, como que o nascido de novo tem que agir e direcionar a sua conduta em sua nova posição diante de D-us, agora não mais como apenas criaturas mas sim agora como filhos.

O segundo ponto de má interpretação de Hebreus 9 é o de ter a Torah como envelhecida e imperfeita e carnal, e isso acontece principalmente por epígrafes tendenciosas e não inspiradas que Intitulam as passagem Bíblicas de forma errônea.

Primeiro lendo o que Shaul (Paulo) falou da Torah em Romanos 7:14 vemos que a Torah não é carnal e sim espiritual dada por D-us por intermédio de anjos (At. 7:53 e Gl. 3:19), vemos também que quem é carnal é o homem não regenerado que se encontra escravizado pelo seu marido o pecado com quem casou no momento que pecou conforme contexto de Romanos 7 todo, vemos que por ter casado com o pecado o homem, mais precisamente Israel no contexto de Hebreu 8:11 é que quebrou o concerto, a aliança (mal traduzido por testamento), feita com D-us, aqui está a imperfeição da aliança, vemos que o problema não é com a aliança em si mas sim com um dos pactuantes que quebraram o pacto e a aliança, sendo assim por causa da imperfeição de um dos pactuantes a própria função da aliança em aperfeiçoar o homem por meio do entendimento do que é a vontade de D-us, expressa na Torah também se tornou inoperante, e esta aparente imperfeição da aliança que se aperfeiçoou em Yeshua, foi a capacidade de o pacto de derramamento de sangue ser capaz agora de aperfeiçoar a consciência do ofertante, pois ao se utilizar do sangue de Yeshua que está fresco e não seco, mediante a fé que o pecador se achegar ao Senhor e pode renascer em novidade de vida, partindo do zero, recebendo a nova aliança profetizada por Jeremias 31:31-34, que é relembrada em Hebreus 8:8-13, vemos que mesmo estabelecendo uma nova aliança na CASA DE ISRAEL e de JUDÁ o Senhor não aboli, acaba ou menospreza a Torah, pois ela apenas muda de lugar, saindo das pedras que representam o coração não aperfeiçoado de um dos pactuantes da primeira aliança, a saber Israel, conforme
Ezequiel 36, colocando a Torah agora nos corações de carne conforme Ezequiel 36:26 e no entendimento dos que se utilizam mediante a fé do Sangue da nova aliança corforme Mt. 26:28, que a saber é o sangue não de touros e bezerros que não podem aperfeiçoar apenas purificar exteriormente, mas sim o sangue do cordeiro que tira o pecado do mundo, daquele que sem pecados eternamente (Hb. 7:22-26) pode ser responsável pela nova aliança que agora aperfeiçoa o ofertante.
Vemos então que o que foi aperfeiçoado e não abolido, revogado, menosprezado foi a maneira de como se fazia a purificação do individuo da primeira aliança.
Sendo que tal procedimento era feito  por intermédio de um sacerdócio que por ser oficiado por homem, que sendo pecador teria que sempre que oferecer primeiro o sacrifício por si e depois pelos outros, e também por ser mortal tal homem oficiante, teria ele que sempre ser substituído(Hb. 7:23, 27).
Houve também o aperfeiçoamento do sangue que deveria ser derramado que não mais é o de touros, bezerros, novilhas vermelhas e outros mas sim de uma só vez com efeito eterno (Hb. 9:26-28) foi vertido o sangue do cordeiro imaculado Yeshua, para aperfeiçoamento dos que o esperam (verso 28).

Espero ter contribuído para uma melhor interpretação contextual bíblica deste texto.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Shavuot e a Capacitação dos Santos

Shavuôt e a Capacitação dos Santos

Estamos celebrando nesta semana a Festa de Shavuôt (Pentecostes). Shavuôt é uma das três festas de peregrinação mencionadas na Torá, além de Páscoa (Pêssach) e Sucôt (Tabernáculos). Nestas festas, judeus e não judeus de todas as partes do mundo se reuniam em Jerusalém para adorar ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Shavuôt tem duração de dois dias apenas, e representa a festa com maior apelo às nações. Temos como tradição a leitura dos Asseret Há Devarim (As Dez Palavras ou Dez Mandamentos) além da leitura de Rute. Também é costume passar à noite em claro estudando a Torá e os Profetas, em especial Jeremias e Ezequiel. Em Shavuôt, optamos por comer alimentos à base de leite, pois a Torá é comparada à nutrição do leite e à doçura do mel. No início, comemorava-se nesta data apenas a entrega das primícias dos cereais nos dias do Beit Há Mikdásh (Templo em Jerusalém). Atualmente, comemoramos a outorga da Torá ao Povo de Israel e a toda a humanidade, uma vez que durante esta Festa a Lei foi revelada no Sinai ao povo de Israel. De acordo com o Talmud (Hagigá 12ª), o rei David morreu no dia de Shavuot. O famoso Baal Shem Tov, fundador do movimento Chassídico, também faleceu em Shavuot em 1760. Em Shavuot celebramos a capacitação espiritual para sermos testemunhas do Eterno neste mundo. Tanto no Sinai, quando em Sião (At cap. 2), ocorreu a mesma coisa. Segundo a tradição rabínica, a Torá não foi dada no Sinai. Ela foi RELEVADA. Daí, todo judeu, nascido posteriormente ao evento no Sinai, pode, em espírito, ter a mesma experiência que seus antepassados tiveram durante a outorga da Lei. Da mesma forma, a experiência dos apóstolos no Monte Sião (At 2) também pode e deve ser re-experienciada por todo temente ao Deus de Israel. Estes dois eventos (Ex 20 e At 2) são paralelos e convergem espiritualmente para o mesmo fim = Capacitação Espiritual com os dons do espírito para realização de nosso chamado maior: Sermos LUZ para o mundo!

A Festa de Shavuot é muito especial pois finalizava o final dos 50 dias de colheita e ajuntamento das primícias para serem oferecidas a Deus. Um dos principais aspectos de Shavuot era a cerimônia de apresentação desses primeiros frutos na Casa de Deus em Jerusalém, oferecendo-os aos sacerdotes e levitas. A dádiva da Torá no Monte Sinai também é associada à Festa de Shavuot, e é claro que esta é a razão pela qual Deus escolheu este dia para manifestar o Seu Espírito sobre os Apóstolos, o povo de Israel e os habitantes de Jerusalém.

Nas comunidades judaicas ao redor do mundo temos em Shavuôt uma noite inteira de estudos, comida e adoração. Este é um costume muito antigo, onde passamos toda a noite estudando a Palavra de Deus.

Shavuôt é também a Festa dos tementes a Deus e dos prosélitos. Apesar do apóstolo Paulo ser totalmente contra a judaização de gentios, contra a circuncisão e a conversão ao judaísmo por parte de não judeus, Paulo trabalhava arduamente para que os gentios aceitassem e recebessem ao Deus de Israel como seu Deus e para que abandonassem os ídolos e deuses os quais adoravam. Em outras palavras, Paulo não pregava um evangelho “sem lei”, e não permitia que os gentios continuassem em seus caminhos de idolatria. Pelo contrário, ele trabalhava para que os gentios largassem seus ídolos e se voltassem ao Deus de Israel. Essencialmente, Paulo queria que os gentios se convertessem da idolatria à Fé em um único Deus, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e Seu filho Yeshua, o Rei dos Judeus. A idéia é que estamos juntos mas somos diferentes, o judeu permanece judeu e o gentio não se converte ao judaísmo. É isto que realmente significa estar enxertado na oliveira natural (Romanos capítulo 11).

Então, de certa forma, todo não judeu que entregou sua vida a Deus e a Yeshua o Messias, é um “semi-prosélito”. Ele deixou os ídolos de seus familiares e se voltou ao Deus de Abraão; deixou os muitos deuses gregos e romanos e se associou ao Deus de Jerusalém e da Terra de Israel. Talvez esta forma de enxergar a teologia paulina é bem diferente do que muitas pessoas estão acostumadas a ler, mas se analisamos os ensinos de Paulo sob o ponto de vista bíblico, veremos que é exatamente isso que Paulo estava pregando. Foi por isso que Paulo voltou a Jerusalém com os sete jovens não judeus e com a contribuição das Igrejas da Ásia menor e da Grécia em favor dos santos de Jerusalém. Verdadeiramente, o que Paulo estava fazendo era cumprir as promessas que Deus deu aos profetas de Israel, onde não judeus se uniriam a Israel na adoração ao Deus vivo: “E muitos povos virão e dirão: ‘Vamos todos subir ao Monte do Senhor, rumo à casa do Deus de Jacó; para que Ele nos ensine os seus caminhos e para que andemos em suas veredas. Pois de Sião sairá a Lei (Torá) e a palavra de Deus de Jerusalém” (Is 2:3).
Chag Shavuot Sameach (Feliz Festa de Shavuot)!
Escrito por Matheus Z. Guimarães
Disponível em http://www.ensinandodesiao.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=207&Itemid=28
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