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sábado, 5 de novembro de 2011

Análise Superficial de Colossenses 2:16-17

Colossenses 2.16 Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, 17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.



Primeiro, qual é a definição de formação de uma sombra? Vejamos: Assim como a luz projeta no plano uma delimitação estilizada de um corpo, de mesma maneira D-us o Pai das Luzes, revelou pela sua Palavra através de procedimentos e cerimônias a delimitação profética daquilo que se manifestaria e ainda há de se manifestar na vida e obra corpórea de seu Filho Yeshua HaMashiach. Vemos portanto que alguns elementos dados por D-us através da entrega da Torah no Sinai serviriam para preparar o entendimento dos Filhos de Israel de uma forma bem didática para o que significaria os acontecimentos na manifestação do Filho de D-us de forma corpórea, os preparando paulatinamente para compreender os acontecimentos futuros e aguçar as suas esperanças na manifestação da misericórdia de D-us (como o próprio nome de Yeshua significa, a manifestação em pessoa da Salvação Divina).

Vejamos portanto, alguns elementos da Torah (Instrução de D-us) que serviriam como sombras que mostram a delimitação de um corpo no plano, o principal deles é o Sacerdócio Levitico e a oficialização deste nos atos para perdão e purificação de pecados. Vemos que tanto no oficio diário de oferecimento de sacrifícios para perdão de pecados individuais conscientes, como na aspersão das cinzas da novilha vermelha para perdão de pecados individuais inconsciente ou chamados “por ignorância” como também no dia do perdão de pecados da coletividade no Yom Kippur, há a necessidade de derramamento de sangue inocente para cobertura destes pecados e há a necessidade de um intercessor que faça a mediação entre D-us e aquele que arrependido dos seus atos, oferece o sacrifício daquilo que lhe é caro, daquilo que lhe custa algo.

Corações abertos à plenificação do entendimento da Torah compreendiam que estas sombras especificadas acima não eram o corpo em si mas sim representações transitórias daquilo que haveria de se manifestar, mas nem por isso perdiam seu valor, seja o valor de mostrar por delimitações estilizadas, que em suma permitiria que aqueles que se deparassem com o objeto revelado que outrora fora projetado não se enganassem com falsos objetos revelados que por não terem a delimitação idêntica a da sombra projetada poderiam ser facilmente descartados, ou pelo valor imediato de confiança antecipada no caso específico do sacrifício, pois quem tivesse a compreensão do futuro por revelação divina ainda assim sacrificaria animais para perdão de pecados e purificação não se atendo ao ato em si mas sabendo da representatividade daquilo que se manifestaria, em outras palavras o pecador que por revelação divina deslumbrou o sacrifício perfeito de Yeshua, ainda sacrificaria animais pela necessidade de derramamento de sangue estipulado por D-us, mas teria a intenção em tal ato não a de confiar no ato em si, mas sim a intenção de dar uma espécie de cheque pré-datado pelo arrependimento de seus delitos, cujo o saldo somente seria positivo para a compensação do cheque na justificação proveniente do derramamento de sangue do cordeiro perfeito, a saber Yeshua, que ao mesmo tempo que é o sacrifício é também o mediador do sacrifício perfeito, sendo que não é mortal e perecível como os Sumo-Sacerdotes terrestres que em certa data morriam por seus pecados, tendo que ser substituídos, sendo assim se institui um ordem sacerdotal perfeita, pois não mais precisa oferecer sacrifico por si, e eternamente media a relação do homem com D-us, e é disso que se trata Hebreus 8 à 10.
Avraham e David contemplaram a vinda e obra do Mashiach e se regozijaram (João 8:56), pois conseguiram ver o objeto cuja as sombras delimitavam.

Agora que sabemos o valor e o motivo das sombras voltemos analisar o texto de Colossenses 2, dentre as inúmeras fórmulas mirabolantes de se tentar entender o texto eu fico com a mais simples, que é a de ler o texto de forma imparcial sem pré conceitos formados, então lemos Colossenses 2.16 “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, 17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; mas o corpo é de Cristo.” Pensemos como se eu fosse um judeu do primeiro século crente em Yeshua como Mashiach ou um gentio também crente em Yeshua que se achegou a comunidade de Israel e não visse problema algum em se adotar a forma de se interpretar as Santas Escrituras como um judeu o fazia, e ouvisse Shaul (Paulo) me dirigindo estas palavras eu simplesmente entenderia que não é para eu deixar de ser judeu e largar toda a minha bagagem cultural e histórica ou como gentio que queira adotar os princípios judaicos de vida, pois Shaul simplesmente esta me dizendo que não é para eu me preocupar com o julgamento alheio sobre a forma de eu comer, beber ou a forma de eu celebrar as datas festivas de Israel, pois se baseando no entendimento de que as sombras tem valor e um propósito estabelecidos por D-us, e por isso Ele as determinou como estatutos perpétuos no meio de seu povo e dos estrangeiros que se achegam ao convívio, portanto vemos no texto Shaul dizendo que se alguém me julga por estas coisas que são sombras de acontecimentos que haviam de vir, imagine o como estas pessoas que estão a me julgar por sombras estão afrontando o corpo que projeta e delimita a sombra, corpo este que é o do Mashiach, notemos que no verso 17 no original não tem a presença muito comum em diversas traduções do termo “apenas” sombras, como que numa forma de minimizar ou dar um ar medíocre à sombras.

Em Resumo o texto não da embasamento para se afirmar a abolição de alguns mandamento seja ele a da Kashrut (Dieta Judaica) de Levítico 11 e Deuteronômio 14, ou a da terminação das festas e dias como de Levítico 23 e referências ao Shabat, mas também não da base para a imposição de tais mandamentos aos Gentios crentes em Yeshua como o Mashiach.

Ao repararmos na continuação do texto dos versos 18-23, vemos claramente Shaul dando uma palavra de repreensão aos que se deixavam levar pelos Sábios daquela época principalmente os Ascetas e Gnósticos, no qual por seus ensinos humanos e não dados por D-us como os revelados na Torah, fazem dos fracos na fé, presas fáceis, que se deixam impor jugos pesados como os do ascetismo que dita que o homem para alcançar a pureza deve se abster de comer carne, de casar e que não pode tocar isso ou aquilo, cheios de regras humanas que podem aparentar alguma humildade mas não tem valor algum para refrear as pessoas de agirem de acordo com as concupiscência de sua carne enferma pelo pecado, capacidade esta, que só é dada a quem por meio do arrependimento e confiança em D-us torna-se nova criatura e se caracteriza como Templo do Capacitador o Espírito Santo.

Vemos que tal temática de repreensão é muito parecida àquela feita por Shaul no capítulo 14 de Romanos, na qual os fracos na fé não deveriam ser julgados por adotarem uma dieta vegetariana por terem medo de pecar ao consumirem carne, não existindo no texto nada que leva a abolição dos mandamentos referentes a Kashrut (Dieta Judaica de Lv. 11 e Dt. 14).

Este texto de Colossenses também pode ser usado contra os judaizantes que poderiam impor tanto aos judeus crentes em Yeshua como ao gentios crentes a forma legalista de se observar tais mandamentos, não apenas restrito ao que está na Torah mas sim ao que pela tradição foi incorporada aos mandamentos fazendo deles algo pesado e cheio de regras intermináveis que não serviam para engrandecer ao Nome de D-us mas sim apenas de aparência de fervorosa religiosidade para honra humana daqueles que as impunha ao outros fazendo discípulos lindos por fora mas vazios por dentro ou por não entenderem o que estão fazendo ou por fazerem apenas de aparência sem a real intenção de engrandecer o Nome de D-us.

Termino aqui citando uma velha mas atual recomendação de um Mestre que disse: “ No que diz respeito ao Relacionamento com D-us, impor que as pessoas contrariamente a sua vontade façam o que é correto, em si é errado, pois aquele que faz o bem sem a real intenção de engrandecer O Eterno, comete engano e será julgado por sua conduta equivocada, portanto apenas ensine e viva o que é correto e não imponha nada ao seu próximo, pois O Eterno julga as intenções do coração e não a aparência.


Metushelach Ben Levy

sábado, 17 de setembro de 2011

Para quem acha que a Lei Alimentar de Levítico 11 e Deuteronômio 14 foi abolida no "Novo Testamento", segue explanação dos textos usados de forma incorreta para se embasar tal erro. Parte 3

O LENÇOL ZOOLÓGICO DE ATOS 10

Basta estudar a Palavra de D-us para se descobrir a singela verdade de que é repudiada a discriminação racial, pelo fato de que Yeshua morreria até por uma única pessoa. Por conseguinte, não deve haver racismo entre os homens. A Bíblia comprova que o pecado alcançou a todos, daí não haver uma raça de elite, separada, isenta de pecado. Da mesma maneira, foi por todos indiscriminadamente que o Salvador depôs Sua vida em uma ignominiosa cruz, cujo sangue imaculado pode justificar a mais degradada e pobre criatura da selva, como a mais bem preparada de qualquer Continente. Todos de igual maneira merecem a oportunidade de conhecer e viver o evangelho que restaura e salva; todos podem tornar-se cidadãos da família celestial. Nesta família não pode haver homens separados por quaisquer status. A intolerância do judeu contra o gentio é um deplorável procedimento.

No Templo de Jerusalém havia um limite para os gentios. Uma placa indicativa dizia:

"Nenhum estrangeiro pode passar além da balaustrada e da parede que cercam o lugar santo. Quem quer que seja apanhado violando este regulamento será responsável pela sua morte, que se seguirá. " tal muro é refereciado em Efésios 2:14.

A visão de Pedro do lençol repleto de animais, puros e imundos, relatada em Atos 10, tem sido utilizada para provar a liberação divina para se comer as carnes que foram proibidas ao homem, deixando os que assim crêem de consciência tranqüila. Será entretanto que essa tranqüilidade continuará, ao descobrirmos agora exatamente o contrário?

A expressão divina - "Levanta-te, Pedro, mata e come" (Atos 10: 13), isolada de seu contexto, tornou-se a mola mestra da engrenagem dos que se conformam com a superfície do versículo, mas a você, apelo outra vez: nunca se satisfaça com um texto isolado. Não é bom nem correto. É preciso estudá-lo junto ao contexto, e, necessariamente, comparando com outras escrituras.

Descubramos, portanto, como deve ser estudado este capítulo maravilhoso de Atos 10:

Verso 1 "E havia em Cesaréia um varão por nome Cornélio, centurião da côrte chamada italiana. "

Cesaréia era um "porto marítimo de Saron, construído por Herodes, o grande, em 13 A.E.C.. Residência dos procuradores romanos". Por conseguinte, trata-se, possivelmente de um homem romano o bom Cornélio, pois além de um cargo militar altamente importante, servia em uma base radicalmente romana. Em última análise, uma coisa é líquida e certa, não esqueça, ele não era judeu, era um gentio. Você por acaso sabe o que um judeu pensava a respeito de um gentio por essa ocasião?

Verso 2 "Piedoso e temente a D-us, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a D-us. "

Que quadro lindo! Solenemente espetacular! Um descriminado pelos judeus, amava e servia ao D-us dos judeus, e este amor era à prova de crítica. Vestido com roupa de trabalho, pois diz a Bíblia que ele auxiliava, socorria com seus bens os menos favorecidos, e dentre os tais, quem sabe, muitos judeus. Era desprendida sua devoção, sincera, partia de um coração anelante por conhecer mais o D-us de Israel. E o mais maravilhoso é que D-us "atentou" para aquele que aos olhos dos judeus não merecia sequer conhecê-Lo.

Da leitura dos versos 3 a 8, concluímos que o amor de D-us envolveu Cornélio e o prestigiou com a comissão de um anjo que trazia do Céu, a aprovação para seu gesto caridoso e amante, orientando-o a ir em busca do apóstolo Pedro, dando-lhe para tanto as indicações, como: cidade, rua, casa e n0., etc.

Versos 9 e 10 "E no dia seguinte, indo eles em seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao terraço para orar, quase à hora sexta (metade do dia). E tendo fome, quis comer; e enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentido. "

Caro irmão, imploro agora sua esmerada atenção, para que você alcance a sabedoria do D-us, que eu e você amamos. Toda vez que Ele queria ensinar alguma coisa ao homem, utilizava algo que lhe fosse peculiar. Assim como nas parábolas de Yeshua a se utilizar do cotidiano : Ao lavrador, - a terra. Ao boiadeiro, - o gado. Ao Pastor, - a ovelha, ao pescador, - a rede etc. Como D-us desejava transmitir algo sublime e maravilhoso a Pedro, que melhor ilustração utilizaria senão aquilo que estivesse mais intimamente ligado à sua condição no momento, isto é: comida? (Pedro estava com fome).

O Senhor preparava Pedro para a grande mensagem. Assim, conforme dizem os versos 11 e 12, D-us mostrou-lhe em visão, o famoso lençol zoológico, e pateticamente declarou:

Verso 13 "... levanta-te Pedro, mata e come. " Tal ordem suscitou imediatamente do obediente apóstolo a dramática, sincera e inolvidável declaração:

Verso 14 "... De modo nenhum, Senhor. Porque nunca comi... coisa imunda. " Observe o irmão, a magnitude do acontecimento, que se repetiu por três vezes, voltando a se recolher ao Céu, conforme os versos 15 e 16.

Os versos 17 e 18 relatam que Pedro estava desconcertado com aquela visão, e, tentando chegar a uma conclusão razoável, pôr em ordem os seus desencontrados pensamentos, quando - pasme - batem à porta. Eram os homens que o bom Cornélio enviara, conforme instrução de D-us. Atenção agora para o verso seguinte:

Verso 19 "... Eis que três varões te buscam. " Em meio ao aturdimento de Pedro, D-eus avisa-o que "três varões" o procuravam e que ele, sem demora, deveria descer e se apresentar aos estrangeiros, pois fora D-us quem os enviara. Observe o prezado irmão as nuances da visão, os detalhes divinos.

• A visão apareceu a Pedro três vezes.

• Também três varões apareceram-lhe, enviados por Cornélio, com a indicação do anjo do Senhor

• D-us lhe deu a visão exatamente na hora em que Pedro estava com fome, para melhor aguçar a lição que desejava ensinar ao apóstolo. O apetite é um grande teste. Tudo é maravilhoso, não acha? No verso 22, os varões falaram a
Pedro a respeito de Cornélio, da aprovação de D-us para com ele e do anjo que os enviou à sua procura.

Pedro então, imediatamente recebeu-os em casa, e no dia seguinte, tomando alguns irmãos de Jope, rumou para Cesaréia, a fim de realizar um grandioso trabalho missionário, conforme a leitura do verso 23. Um dia depois, chegam ao seu destino, e maravilhados contemplam um grupo de gentios, sedentos do evangelho, almejando a salvação bem como trilhar os caminhos de D-us, segundo se depreende da leitura dos

Versos 24-27. Diante deste quadro, Pedro reprime as lágrimas, cumprimenta os gentios afetuosamente, e se prepara para lhes anunciar as boas novas da salvação.

Sinceridade, submissão e humildade são características daqueles que de fato almejam fazer a vontade de D-us e preparam-se para o Reino de D-us; sob essa bandeira que deve ser a minha e a sua atitude para com a Bíblia, ouçamos o apóstolo Pedro:

Verso 28 "E disse-lhes: vós bem sabeis que não é lícito a um varão judeu ajuntar-se ou achegar-se a estrangeiros: mas D-us mostrou-me que A NENHUM HOMEM CHAME COMUM OU IMUNDO. "

Os judeus achavam-se os únicos dignos da graça de D-us, e por isso consideravam todos os demais como imundos, na pura acepção da palavra. Entretanto o evangelho não é exclusivo de grupos privilegiados ou nação isolada (embora Israel já tenha tido este privilégio até a morte de Estêvão); e, como a mensagem do Evangelho Eterno deveria alcançar todas as pessoas, aprouve a D-us forjar um encontro entre o judeu e o gentio, isso por meio do apóstolo Pedro, que entre todos, parecia ser o mais apegado às tradições e ao exclusivismo nacional e espiritual.

Do verso 29 a 33, Cornélio, o gentio a quem D-us amava e queria que ouvisse do evangelho que vem dos judeus, relata a visão que tivera e como tomara a decisão de mandar buscar a Pedro, declarando:

Verso 33 "... Agora, pois, estamos todos diante de D-us para ouvir tudo quanto por D-us te é mandado. " Diante de fatos tão sublimes, vendo a operação maravilhosa do Espírito Santo naqueles corações, observando como o Senhor estava demonstrando Seu amor por pessoas de outra raça, Pedro deixa cair por terra sua tradição e preconceito de que os gentios não eram dignos da salvação nem do favor de D-us, e, exclamando com toda veemência, quedado diante da Onipotência divina, diz:

Versos 34 e 35 "... Reconheço por verdade que D-us não faz acepção de pessoas; mas que Lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, O teme e obra o que é justo. "

Como é clara a verdade divina ensinada ao apóstolo Pedro! D-us ama a todos os homens, quer salvar a todos indistintamente. Morreu por todos: judeus e gentios. A cruz atrai todas as raças e une todos os povos. Dos versos 36 a 48, é relatada a convicção de Pedro de que aqueles gentios foram aceitos por D-us, e assim não hesitou em pregar-lhes com poder as boas novas da salvação. E nesta oportunidade, para sedimentar Sua aprovação por aquele sincero grupo de crentes gentios, revelando publicamente Seu agrado, D-us enviou-lhes o Espírito Santo, causando espanto geral. Era a aprovação total. O amor de D-us alcança a todos, judeus e gentios, em todos os lugares, graças a D-us!

O episódio não termina aqui. Quando a igreja em Jerusalém soube do ocorrido, levantou-se contra Pedro, com a prerrogativa de haver-se misturado com gente tão repelente e imunda, os gentios. Intima-o a retratar-se. O apóstolo então, cheio do Espírito Santo, apresenta-se diante da Igreja-Mãe, e relata como D-us lhe mostrara, através de uma visão de animais em um lençol, que todas as pessoas, de toda tribo, raça e língua, desde que O tema e guarde Seus mandamentos, são dignas do amor, da Graça e da salvação pelo sacrifício eterno de Yeshua.

E muito mais! D-us não somente revelou Seu amor pelos gentios como os agraciou com o derramamento do Espírito Santo (Leia Atos 11: 1-17). Contra este argumento não houve reação, e portanto a posição da Igreja-Mãe não poderia ser diferente. Leiamos: Atos 11: 18 "E ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram a D-us, dizendo: Na verdade até aos gentios deu D-us o arrependimento para a vida. " Como vê, irmão amado, é simples, puro e cristalino como água na folha de inhame. Não há aqui interpretação humana. Não há necessidade de torcer nada e muito menos adaptar-se a qualquer tipo de conveniência. É uma verdade clara que brota como luz da aurora no coração sincero. A Igreja de Jerusalém não mudou a Bíblia, mudou sim, sua posição em relação aos gentios pelo testemunho de Pedro, que por sua vez mudou sua opinião através do ensino de D-us por meio de um lençol de animais.

Hoje, lamentavelmente ocorre o contrário. Muitos preferem mudar a Bíblia, ou quando nada, tentam adaptá-la à sua opinião. Que não seja esta sua atitude, meu querido irmão.

Pois bem, fica determinado pela Bíblia, sem nenhuma dúvida, que D-us utilizou um lençol de animais puros e imundos para ensinar a Pedro, quando este estava com fome, que "nenhum homem é comum ou imundo" e "que D-us não faz acepção de pessoas", pois todos de igual modo merecem a oportunidade de conhecer e viver o evangelho que restaura e salva. Todos podem tornar-se cidadãos da família celestial, mas..., se não acontecesse essa visão, jamais Cornélio e sua família ouviriam de Pedro esta mensagem que salva, dada sua posição contra os pobres gentios. Isto sim, mas nunca para autorizar a comer carnes imundas.

Caro leitor, a Igreja de Jerusalém foi humilde e sincera. Você também decidirá pela Verdade? Decisão envolve coragem! Você é um forte, pois O Mashiach lhe dá poder. D-us estava levando Seu apóstolo a sentir "FOME" pela salvação de todas as pessoas, de todas as raças, em todos os lugares do Planeta Terra! "Essa visão tanto serviu para repreender a Pedro como para instruí-lo. Revelou-lhe o propósito divino - de que pela morte de Yeshua os gentios deviam tornar-se co-herdeiros dos judeus nas bênçãos da salvação. Até então nenhum dos discípulos pregara o evangelho aos gentios.

Em seu pensamento, o muro de separação posto abaixo pela morte de Yeshua ainda existia, e seus trabalhos limitavam-se aos judeus, pois tinham considerados os gentios excluídos das bênçãos do evangelho. O Senhor buscava então ensinar a Pedro a extensão universal do plano divino.

PENSE NISSO: A visão do lençol de Atos 10 foi uma prédica divina para mostrar a Pedro que todos são iguais e, simultaneamente, prepará-lo para o derramamento do Espírito Santo sobre Cornélio, semelhante ao Pentecostes (Atos 10: 44-47). E isto foi a comprovação ipso-facto, de que D-us não faz acepção de pessoa, mesmo. Agora ouça Paulo, escrevendo aos Romanos 10: 12-13: "Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que O invocam. Porque todo aquele que invocar o Nome do Senhor será salvo. "

Texto orinalmente publicado por Anselmo Goldman em http://elohimomer.blogspot.com/ e adaptado, acrescido e mexido por Metushelach Ben Levy.

domingo, 11 de setembro de 2011

Para quem acha que a Lei Alimentar de Levítico 11 e Deuteronômio 14 foi abolida no "Novo Testamento", segue explanação dos textos usados de forma incorreta para se embasar tal erro. Parte 2

Parte 2
Comer sem lavar as Mãos! Análise de Mateus 15.


O QUE FAZ MAL? – O QUE ENTRA OU O QUE SAI DA BOCA DO HOMEM?

Cuidado! Não faça experiência para comprovar.

“Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.” Mateus 15:18-20
Caro Leitor Observou o detalhe? – Lavar as mãos!


NUNCA ESQUEÇA:D-us fez nosso corpo perfeito para nele morar. I Cor. 3: 16. Disse-me alguém enfaticamente: “Eu como caranguejo, siri, lagosta, camarão, peixe de couro, enfim, tudo que Moisés proibiu, porque quem autorizou a comer, não foi o homem, mas o próprio Yeshua.”
Depois, aquele amigo querido, citou o verso 11 de Mateus 15, que diz: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem.”
Este apetite descontrolado está fundamentado em um verso isolado que desfigura o contexto, fato que me proponho dissecar agora, por amor a cada um que se diz verdadeiramente servir ao D-us de Israel, Pai de nosso Senhor Yeshua HaMashiach.

Em primeiro lugar, aquele irmão equivocou-se ao dizer que quem proibiu comer carnes imundas foi Moisés. Não! D-us é quem proibiu em Levítico 11 e reafirmou em Deuteronômio 14. Em segundo lugar, Yeshua é obediente a tudo que D-us estabeleceu, e como tal, se ele ensinasse a desobedecer as regras do Pai, estaria contradizendo tudo o que o Pai disse e se fazendo o menor no Reino dos Céus, conforme Mateus 5.19.

Ouça: “D-us não muda” – Malaquias 3: 6, “Não há sombra nem variação” – Tiago 1: 17 ; “Não fará coisa alguma, sem antes ter revelado o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” – Amós 3: 7 “Não alterarei o que saiu dos Meus lábios” – Salmo 89: 34; “A palavra de nosso Deus subsiste eternamente” – Isaías 40: 8

Logicamente, Jesus não poderá contradizer aquilo que foi proferido por D-us, ainda que o homem assim o deseje. Tito 1:2.
Portanto, para entender o que Yeshua quer ensinar neste verso, é preciso ler todo o capítulo 15 de Mateus, senão, você vai capitular e, como os discípulos, ficar boquiaberto. Veja: Mateus 15: 15-16 “E Pedro, tomando a palavra, disse-Lhe: explica-nos esta parábola. Yeshua, porém, disse-lhe: Até vós mesmos estais sem entender?”
Os discípulos ficaram atônitos diante daquilo que eles julgavam uma parábola. Sim, era a única conclusão. Só podia ser uma parábola. Tal conjectura é cabível, pois que a lei dietética de Levítico 11 era sagrada demais para todos os judeus, tanto para os discípulos, como judeus comuns, fariseus, irreligiosos, etc. O estonteamento dos discípulos, por conseguinte é natural, dada a posição em relação às coisas imundas condenadas e proibidas por D-us.
A diferença, porém, é que para a solução do problema e conseqüente esclarecimento, os discípulos foram humildemente suplicar a Yeshua e Ele os atendeu, clareando as nuvens negras que envolveram as palavras divinas: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca...”
Hoje, lamentavelmente, percebi em centenas de pessoas com quem estudei a Bíblia que, havendo algo obscuro ou encoberto à primeira vista, ao invés de se ir a Yeshua e com humildade estudar a Palavra, comparando o texto, para se chegar à Verdade que o versículo quer ensinar, simplesmente concordavam com aquilo que, para elas, era mais conveniente. Evidentemente, é muito mais fácil transgredir que sacrificar. Ler que estudar. Consentir que renunciar. Transigir que obedecer. Isso é próprio da natureza humana. Mas... não é o correto!


Com os discípulos foi diferente. Tomados que foram de estupefação tal, pois para eles, apenas ver ou sentir algo imundo lhes causava ojeriza (até de sua sombra corriam), quanto mais a idéia de comer carnes imundas, proibidas por D-us.
Era inconcebível! Por isso rogaram a Yeshua explicar-lhes tal versículo. E isso fez o Mestre, com todo amor.
– Solicitemos agora ao Senhor, que esclareça o assunto para nós.
A epígrafe ou título “A Tradição dos Anciãos” do capítulo 15 de Mateus, não é inspirado (foi acrescido pelo tradutor) como se sabe; porém, é de significado ímpar. Ouça a argüição dos fariseus a Yeshua: Mateus 15: 2 – “Por que transgridem os Teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão.”
Observe que o enredo começa com uma tradição, uma entre as muitas e infindáveis tradições dos judeus religiosos, tinha preeminência aquela de, antes de qualquer refeição, lavar as mãos muitas vezes (Mar. 7:3), como se fora uma cerimônia solene. Aliás, era de fato uma ablução imposta, um cerimonial preceituado. Lavava-se tanto as mãos, não para torná-las limpas, como é normal, antes de qualquer refeição!
Simplesmente era um hábito para satisfazer uma a tradição dos anciãos, doutores da Lei, que faziam uma analogia do ato de se comer com a oficialização de um sacerdote em seus serviços de oferecimento de sacrifício, sendo que o senhor de uma casa era tido como o sacerdote que teria que se purificar antes de oficializar o abate e posterior oferecimento do animal no altar do Senhor, sendo assim a mesa onde se comia era tido como um altar onde tudo teria que representar os ditames dados aos sacerdotes sendo assim crio-se a tradição chamada de Netilat Yadayim que não se tratava simplesmente de lavar-se com sabão e água e limpar-se. Não, não. Havia os movimentos certos que deviam ser feitos, tudo pré determinado, até a quantidade mínima de água era estipulada. Então era preciso derramar um pouco d’água nos dedos e palmas da mão, primeiro uma, depois outra, erguendo a mão o bastante para que a água escorresse pelos punhos, mas não até deste ponto.
Além disto a pessoa tinha de cuidar que a água não escorresse pelas costas da mão. E depois a pessoa deveria esfregar uma mão na outra, indo e vindo, para lá e para cá. Se não houvesse água nenhuma, poderia ser feita uma espécie de lavagem a seco, simplesmente fazendo os movimentos como se com água. E nunca se esquecer de proferir as Bênçãos certas antes depois de cada etapa.



Pois bem, Yeshua e os discípulos, embora primassem pela higiene, não aceitavam nem concordavam com esse ritual demorado e apenas exterior pois sempre era feito para exteriorizar uma psedo-santidade e zelo, que no interior de quem praticava não criava um entendimento correto das ações sendo assim um ato vazio e de certa forma hipócrita.

Então, estudando todo o capítulo 15 de Mateus, depreendemos que aqueles anciãos transgrediam os mandamentos de D-us, mas suas pessoais tradições eram intocáveis, e colocavam-nas em lugar de destaque (Mat. 15:3). Será que hoje ocorre ao contrário? Veja: A voz corrente do moderno cristianismo é adaptar-se ao mundo, fazendo o que a maioria faz, do que ouvir e fazer o que diz a santa Bíblia.
Sei que você , caro leitor, não concorda com isso, certo? Bem, ouça o que Yeshua respondeu àqueles “condutores cegos”:
Mateus 15: 7-8 “Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.”
Por conseguinte, o problema suscitado naquela oportunidade não é o da comida em si, mas a maneira de se comer, isso é muito claro. O verso 2 informa cristalinamente que a dificuldade residia em lavar ou NÃO lavar as mãos. Com relação à comida, os próprios fariseus disseram: “comer pão”. Lavar as mãos sete vezes era a tradição. Coisa que Yeshua e os discípulos não abonavam, tanto que comiam sem praticar aquela ablução.

Quanto à comida, era caso encerrado: os judeus possuíam verdadeira idiossincrasia (repulsa em grau máximo) às carnes imundas, proibidas por D-us. E como Yeshua sendo obediente ao Pai, autor da prudente, boa e sábia lei dietética, nada mais fiel aceitar que, sobre aquela mesa cercada de gente para comer, não havia comidas proibidas por D-us.
Isso é tão verdadeiro quanto comprobatório, pois tempos mais tarde após este incidente, Pedro declarou, alto e bom som, muito dramaticamente, quando foi por D-us ordenado a comer alimentos que estavam no lençol de sua visão em Atos 10: 14: “Nunca Senhor, comi coisa comum, ou imunda.” Ora, não estaria Pedro mentindo para D-us agora, se naquele acontecimento com Jesus ou mesmo posteriormente, tivesse comido carnes imundas?
Portanto, está claro que, naquela oportunidade, quando Jesus mencionou o verso que estamos estudando, não havia sobre aquela mesa nenhuma carne proibida por D-us, e muito menos houve autorização para o seu consumo, pois desde este incidente de Mateus 15 até Atos 10, passaram-se algumas décadas e Pedro disse categoricamente, diante do lençol cheio de animais que descia do Céu: “Nunca, Senhor, comi coisa... imunda.”
Bem, é possível que alguém ainda questione esta Verdade, agarrando-se cegamente na declaração de Yeshua em Mateus 15:17: Tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora.” Caro leitor, Yeshua sempre Se serviu de parábolas e expressões metafóricas, para ilustrar verdades eternas. Por isso que, relativo a esse verso, não podemos fazer uma aplicação literal, porque o Senhor Yeshua nunca teve tal intenção. Sabe por quê? Porque nem tudo o que entra pela boca vai para o ventre e é lançado fora. Por exemplo: arsênico, formicida, soda cáustica, etc. E... você acha que Yeshua não sabia disso? Não foi por meio dele, sendo ele a Palavra usada por D-us, que fez nosso estômago? (Em sã consciência e usando o bom senso, também ninguém comeria alguma coisa envenenada para pôr à prova este texto. Isto seria tentar ao Senhor, o que é proibido por Ele mesmo).
– Dirá alguém: Yeshua errou? Não Caro Leitor! Mil vezes não! Yeshua jamais erraria. Claro como a luz solar, para os filhos da luz, foi o fato de que Yeshua queria ensinar, com esta ilustração, não a autorização para consumir carnes que D-us proibiu a milênios, mas a verdade de que: Mateus 15: 18-19 “O que sai da boca, procede do coração. E isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.” Yeshua usa o vocábulo “coração” para representar a faculdade que planeja e decide. Na verdade a mente é a sede dos pensamentos e decisões. É aí onde atua o Espírito Santo, e todos os atos e gestos são dirigidos por este comando motor (sensório). Desta maneira, estas “coisas” procedem, não do coração em si, mas, da mente.
O Mestre conhecia aqueles corações farisaicos de sobejo. E era esta relação de impurezas que povoava suas mentes. Acrescente-se a isso a repulsa que mantinham em não aceitar o humilde Nazareno e Seus ensinamentos. Mas, você, Caro Leitor, agora já conhece toda a história deste texto bíblico, e pode compreender com clareza que Yeshua não está liberando o consumo de carnes proibidas por D-us, mas sim que é o “coração” (mente) o centro de tudo, no que tange aos sentimentos e, por isso diz a Bíblia: Provérbios 4: 23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.”

Parte 1

Texto orinalmente publicado por Anselmo Goldman em http://elohimomer.blogspot.com/ e adaptado, acrescido e mexido por Metushelach Ben Levy.

Para quem acha que a Lei Alimentar de Levítico 11 e Deuteronômio 14 foi abolida no "Novo Testamento", segue explanação dos textos usados de forma incorreta para se embasar tal erro.

Parte 1
Dizem os crente hoje por ai: Nós na Nova Aliança podemos comer de tudo, é só orar que tudo tá limpo!

É no mínimo interessante o grande contraste sobre o que se ensina sobre o que Yeshua ensinou e o que vemos posteriormente na boca dos apóstolos.
Por exemplo, ensina-se que Yeshua tornou todos os alimentos limpos. Cobras e lagartos, rãs e suínos agora, podem ser saboreados sem medo de pecar pois Yeshua ensinou: "o que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem. " (Mateus 15:11) e com esta “máxima” pregadores alardeiam que estamos livres para comer tudo o que se move.
Mas perceba a grandeza da Escritura que não nos deixa dúvidas… pois um pouco mais a frente Mateus escreveu que "Pedro, tomando a palavra, disse-lhe: Explica-nos essa parábola. " (Mateus 15:15) ou seja, o apóstolo não entendendo o sentido e significado desta purificação, não hesitou mas demonstrou sua ignorância quanto ao assunto e pediu: “explica-nos”
E o Senhor Yeshua explicou com certo tom de repreensão ao pedido de Pedro: "Ainda não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce para o ventre e é lançado fora? mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São essas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem. " (Mateus 15:17 a 20).
Caro leitor, perceba que em todo o relato de Mateus, não há sequer menção de carnes imundas ou alimentos proibidos. Há sim um debate referente a "… não lavam as mãos quando comem pão." (Mateus 15:2). Então entendam que toda a discussão gira em torno de uma “tradição dos anciãos” e não de alimentos limpos ou imundos.
O ponto principal é que o próprio Pedro (ao contrário dos apóstolos contemporâneos) entendeu que Jesus não se referia a comer qualquer alimento pois agora tudo é limpo mas apenas a comer sem lavar as mãos!
O próprio Pedro, mais de três anos no mínimo, depois desta palavra de Jesus, repetiu para o mesmo senhor: “… nunca comi coisa alguma comum e imunda.” (Atos 10:14)
Não é interessante como o próprio Pedro pede explicação para Jesus e ele mesmo repete um bom tempo depois ao senhor: “nunca comi nada imundo”
Ora… não estava agora tudo purificado? Como então pode Pedro ainda fazer tal distinção? Desobediência? Obstinação? Teimosia em não aprender? Falta de inteligência em aprender? Seria Pedro um daqueles judaizantes? Ora … Pedro não foi ensinado assim. Simples assim! Yeshua não veio para purificar carnes de porco, caro leitor, e não foi isso o que Ele ensinou em Mateus 15!
“EU COMO TUDO PORQUE O QUE D-US FEZ É BOM”

Sim, realmente é bom o que D-us fez, mas, para o fim que D-us criou. Exemplo: minhoca é boa, mas não para se comer e sim fertilizar a terra. Urubu é tão bom e útil que é proibido por lei matá-lo. Por conseguinte, ao afirmar o Senhor que “tudo é bom” não foi para que nós hoje nos valhamos disto para satisfazer nossa vontade. Esta deve ser submetida à vontade do Senhor.
Mas o texto utilizado para se dizer que toda a criatura de D-us é boa é o texto de 1 Timóteo 4:1-5 “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, 2 pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, 3 que proíbem o casamento e exigem abstinência de alimentos que D-us criou para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis e por quantos conhecem plenamente a verdade; 4 pois tudo que D-us criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, 5 porque, pela palavra de D-us e pela oração, é santificado.”
Temos que notar que Shaul (Paulo) está falando com Timóteo que se encontra em Éfeso em meio a cultura pagã, onde certos preceitos ascéticos foram sorrateiramente adentrando à Igreja, e é exatamente contra tais preceitos que Shaul está a prevenir a Igreja e não contra a entendimento bíblico da Lei Alimentar expresso em Lev.11e deut. 14, pois vemos que ele assevera contra os que proíbem o casamento, e tal proibição não é judaica e muito menos bíblica, assim como a abstinência de se comer aquilo que o Senhor criou como alimento, pois os animais listados em Lev. 11 e Deut. 14 como impuros não são considerados alimentos, portanto tal abstinência relatada aqui em nada tem haver com a Kashrut Judaica, isto é , com Lei Alimentar Bíblica, mas isso fica claro quando Shaul fala que tais alimentos foram criados por D-us para serem recebidos por aqueles fiéis que conhecem plenamente a verdade, e se usarmos o conceito de verdade encontrado no Evangelho de João 17:17 que diz “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.”, e entendendo que quando Yeshua disse isso e quando Timóteo recebeu a carta de Shaul a “PALAVRA” de D-us era só e somente só a Torah e os Profetas, concluímos que os fiéis que conheciam a verdade logicamente tinham Levítico 11 e Deuteronômio 14 como a verdadeira palavra de D-us.
Mas não obstante a tudo isso o próprio verso 5 mostra claramente o que acabamos de relatar, pois Shaul diz que pela PALAVRA de D-us e pela oração, o alimento é santificado, vemos novamente que não é somente orar para a carne de porco ficar santificada, mas tem que se passar primeiro pelo crivo da PALAVRA de D-us que já decretou que a carne de tal animal não é santificável, sendo assim mesmo que se queira tirar as palavras de Shaul do contexto histórico a qual Timóteo estava enfrentando não é possível mesmo assim se invalidar a LEI ALIMENTAR BÍBLICA.

“A CARNE DE PORCO NÃO IMPLICA NA MINHA SALVAÇÃO”


O Senhor quer que tenhamos boa saúde (III S. João1:2), porque nos comprou por bom preço, Sangue Inocente (I Cor. 6:19-20), e espera que sejamos puros (Rom. 12:1), para nos constituirmos realmente na morada do Espírito Santo. I Cor. 3:16.
Se alguém, pela ingestão de carnes imundas (Lev. 11; Deut. 14), se torna impuro, D-us nele não pode morar, e pior, será destruído no último dia. I Cor. 3:17.
Por exemplo, D-us Se “irrita” com os comedores de porco (Isaías 65:3-4). Também os consumirá (Isaías 66:17 – compare com os versos 22-23). Veja, D-us está falando que os comedores de carne de porco ficarão fora da Nova Terra. Isso merece, portanto, sua reflexão plena. Implica ou não na perda da salvação?, entenda leitor, não é, o não comer de animais impuros que vai te salvar, mas sim a graça de D-us, mas se você viver em desobediência a vontade de D-us, isso mostra o quanto a salvação dada por ELE, para você é tida como sem valor, pois se você morre com Yeshua na Cruz, simbolizado no seu Batismo, mas você nasce de novo para continuar fazendo o que você sempre fez, isso implica que você foi salvo do pecado mas preferiu voltar para ele sendo assim você vira as costas para o sacrifício de Yeshua, sendo assim novamente um réu para a condenação e isso é perder a salvação.
Fica aqui algumas considerações: Por que a carne de porco não é consumida nos hospitais? Deut. 14:8. Uma vez ouvi: “A diferença do urubu para o porco é que um voa e o outro anda sobre patas.” – De fato, a função de ambos é a limpeza da terra, e não ser o prato principal do jantar.

Texto orinalmente publicado por Anselmo Goldman em http://elohimomer.blogspot.com/ e adaptado, acrescido e mexido por Metushelach Ben Levy.
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