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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Os Feriados de Origem Pagã e Como Foram Adotados no Mundo Ocidental - Parte II

Recomenda-se ler o post anterior.

2. Equinócio de Primavera: 13 semanas — Sabá menos importante, mas requer sacrifício humano.

a. 21 e 22 de março — A deusa Ostara (Ishtar, também se usa a ortografia "Eostre"), a quem a Páscoa [pagã, em inglês "Easter"] faz referência — 21 de março é uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.
A Páscoa pagã é uma data móvel que usa a prática comum da astrologia; é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua nova após Ostara.
Essa data também não tem absolutamente nada que ver com a Páscoa judaica e nem com a ressurreição de Nosso Senhor Yeshua HaMashiach! Em vez disso, esse dia na tradição pagã celebra o retorno de Semíramis em sua forma reencarnada da deusa da primavera. Os pagãos até mesmo têm um equivalente para a sexta-feira santa! É a "Sexta da Páscoa", e tem historicamente sido alocada na terceira lua cheia a partir do início do ano. Desde a associação da Páscoa pagã com a ressurreição de Yeshua, a sexta-feira santa é fixada permanentemente na sexta-feira anterior à Páscoa.
A Páscoa pagã [Easter] está imersa nos mistérios babilônios, o mais maligno sistema idólatra já inventado por Satanás! Em todas as Escrituras proféticas, vemos D-us declarar seu julgamento final sobre a ímpia Babilônia! Todavia, a cada ano, pastores cristãos celebram a Páscoa como se fosse uma festividade cristã. Muitos pregadores batistas independentes estão começando a se referir a esse dia que celebra a ressurreição de Yeshua como "Domingo da Ressurreição", de modo a fazer distinção dessa celebração pagã.
A deusa babilônia Ishtar é aquela a quem a Páscoa [Easter] se refere (Pagan Traditions of Holidays, pág. 9); na realidade, ela era Semíramis, mulher de Ninrode e a verdadeira fundadora dos mistérios satânicos babilônios. Depois da morte de Ninrode, Semíramis criou a lenda de que ele era na realidade seu filho divino, que nasceu quando ela ainda era virgem. Semíramis é considerada co-fundadora com Ninrode de todas as religiões ocultistas.
A Páscoa pagã [Easter, em inglês] — o Dia de Ishtar — é celebrada amplamente em várias culturas e religiões do mundo.
Babilônia — Ishtar (Easter), também chamada Deusa da Lua
Católicos — Virgem Maria (Rainha dos Céus)
Chineses — Shingmoo
Druidas — Virgo Paritura
Egito — Ísis
Efésios pagãos — Diana
Etruscos — Nutria
Alemães (antigos) — Herta
Gregos — Afrodite / Ceres
Índia — Isi / Indrani
Judeus apóstatas antigos — Astarte (Rainha dos Céus)
Krishna — Devaki
Roma — Vênus / Fortuna
Escandinavos — Disa
Sumérios — Nana ("America's Occult Holidays", Doc Marquis and Sam Pollard. pág. 13)
Os babilônios celebravam o dia como o retorno de Ishtar (Easter), a deusa da Primavera. Esse dia celebrava o renascimento, ou reencarnação, da Natureza e da deusa da Natureza. De acordo com a lenda babilônia, um grande ovo caiu dos céus no rio Eufrates e a deusa Ishtar (Easter) eclodiu de dentro dele. Mais tarde, surgiu uma versão que incluía um ninho, em que o ovo pôde ser incubado até eclodir. Um cesto de palha ou vime era produzido para colocar o ovo da Páscoa [o ovo de Ishtar].
A Procura do Ovo de Páscoa Escondido foi criada porque, se alguém encontrasse o ovo enquanto a deusa estava "renascendo", ela concederia uma benção especial ao felizardo! Como essa era uma festividade alegre da primavera, os ovos eram pintados com as brilhantes cores da primavera. [Ibidem].
O Coelho da Páscoa
"O totem da deusa, a lua-lebre, punha ovos para as crianças comportadas comerem... a lebre da Páscoa era a forma como os celtas imaginavam a superfície da lua cheia..." (Pagan Traditions of Holidays, pág. 10). Não precisa me dizer que as lebres não botam ovos, porque sei isso muito bem; estamos lidando com uma lenda aqui, e com uma lenda ocultista. Tradicionalmente, essas lendas brincam com os fatos reais.
Assim, "Easter" — Eostre ou Ishtar — era uma deusa da fertilidade. Visto que o coelho é uma criatura que procria rapidamente, simbolizava o ato sexual; o ovo simbolizava "nascimento" e "renovação". Juntos, o coelho da Páscoa e o ovo de Páscoa simbolizam o ato sexual e o que nasceu deles, Semíramis e Tamuz.
Assim, é realmente uma questão espiritual muito séria quando as igrejas cristãs incorporam os "Ovos da Ressurreição" como parte da celebração da Páscoa. Na melhor das hipóteses, essas igrejas estão confundindo as mentes de suas preciosas crianças, obscurecendo a linha divisória entre os símbolos pagãos e seus significados e o significado cristão do Dia da Ressurreição. As crianças que participam dos "Ovos da Ressurreição" na igreja serão condicionadas mais tarde em suas vidas a aceitarem a tradição pagã que revolve em torno dos mesmos símbolos.
No pior caso, a igreja que participa na tradição da Páscoa pagã promovendo os "Ovos da Ressurreição" e talvez uma Procura ao Ovo de Páscoa Escondido, é culpada de combinar o cristianismo com o paganismo, um coquetel letal que o Senhor Yeshua rejeitará! Lembre-se de nosso verso-chave:
"Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei, e eu serei para vós Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." [Efésios 6:17-18].
Se sua igreja usa os "Ovos da Ressurreição", você deve considerar desligar-se dela imediatamente; se o pastor titular é liberal o suficiente para permitir os "Ovos da Ressurreição" na celebração do Dia da Ressurreição, então provavelmente também é liberal nas doutrinas e na teologia, mas pode não ser o suficiente para você perceber isso.
Outros Ingredientes Pagãos
Oferendas de Páscoa — São derivadas da tradição em que os sacerdotes e sacerdotisas traziam oferendas para os templos pagãos para a deusa da primavera, Ishtar. Eles traziam flores frescas da primavera e doces para colocar no altar do ídolo da deusa que adoravam. Eles também assavam um bolo de passas, decorando-o com cruzes para simbolizar a cruz de Wotan, ou algum outro deus pagão; essas cruzes não eram originalmente a cruz de Yeshua HaMashiach. Esse é outro caso em que Satanás falsificou uma tradição pagã que poderia mais tarde ser passada como "cristã" em uma igreja seriamente comprometida com a sincretização.
De fato, o primeiro caso de Bolo de Frutas Secas pode ser rastreado até cerca de 1500 AC, até Cecrops, o fundador de Atenas (Marquis, pág. 18). Nas celebrações do Velho Testamento no Israel apóstata, vemos mulheres irritando a D-us porque assavam esses bolos para oferecê-los em adoração à Rainha dos Céus [Jeremias 44:17-18 e Oséias 3:1]. A nota de rodapé para esse título "Rainha dos Céus" no Amplified Bible Commentary diz: "Uma deusa da fertilidade, provavelmente o título babilônio para Ishtar. Ela é identificada com o planeta Vênus. As oferendas para essa deusa incluíam bolos feitos na forma de uma estrela". Mais tarde os pagãos usaram não só a forma da estrela Pentalfa como também o bolo de frutas secas.
Outra oferenda popular a Ishtar eram as roupas novas, feitas ou compradas! Os sacerdotes usavam seus melhores trajes, enquanto as virgens vestais usavam vestidos brancos novos. Elas também usavam algo para cobrir as cabeças, como chapéus de palha ou toucas de tecido e muitas se adornavam com grinaldas de flores da primavera. Elas carregavam cestos de vime cheios de doces e alimentos para oferecerem aos deuses pagãos.
Serviços de Páscoa ao nascer do sol — Eram iniciados pelos sacerdotes que serviam à deusa babilônia Ishtar para simbolicamente apressar a reencarnação de Ishtar/Easter. Uma vez mais, vemos como Satanás sabia que a ressurreição de Yeshua da sepultura seria descoberta nas primeiras horas do nascer do sol, e que a igreja cristã quereria realizar serviços religiosos cedo de manhã para celebrar. Satanás e seus demônios sabiam e acreditavam na Palavra de D-us e em suas profecias literalmente, e foi-lhes concedido certo conhecimento prévio. Exatamente como Satanás falsificou o nascimento divino de um menino de uma mãe virgem mais de mil anos antes de Yeshua realmente nascer, assim também falsificou o serviço de adoração bem cedo de manhã, ao nascer do sol.
Quaresma — É puramente pagã, e ainda assim foi aceita pela Igreja Católica Romana e pelas igrejas cristãs apóstatas como "cristã". Se a igreja que você freqüenta celebra a Quaresma, você precisa informar ao pastor titular das raízes pagãs dessa tradição; se ele não der ouvidos, considere desligar-se dessa igreja, porque se eles aceitam a Quaresma como cristã, você pode apostar que são liberais em áreas críticas da Bíblia também.
A Quaresma é uma celebração da morte de Tamuz; a lenda diz que ele foi morto por um javali selvagem aos quarenta anos. Portanto, a Quaresma celebra um dia para cada ano de vida de Tamuz (America's Occult Holidays, de Doc Marquis e Sam Pollard). Os participantes deviam expressar seu pesar pela morte precoce de Tamuz pranteando, jejuando e se autoflagelando.
A Quaresma era celebrada por exatamente quarenta dias antes da celebração à deusa Ishtar/Eostre [a Páscoa pagã] e outras deusas pelas seguintes culturas: babilônios, católicos romanos, curdos, mexicanos, Israel antigo e, hoje, também pelas igrejas protestantes liberais e apóstatas.
Podemos ver a ira de D-us sobre essa celebração da Quaresma em Ezequiel 8:14-18; o julgamento de D-us sobre essa comemoração é descrito em Ezequiel 9, um capítulo que sugerimos que você leia atentamente, porque D-us declara que punirá de modo similar qualquer nação que não ouvir e obedecer seus mandamentos [Jeremias 12:17].

b. 1 de abril — Dia da Mentira, precisamente 13 semanas desde o ano novo!

c. 19 de abril a 1 de maio — Sacrifício de Sangue à Besta, um período crítico de treze dias. Sacrifício de fogo é requerido em 19 de abril.
19 de abril é o primeiro dos treze dias de ritual satânico relacionado com o fogo — o deus do fogo, Baal, ou Moloque/Ninrode (o deus-sol), também conhecido como o deus romano Saturno (Satanás/Diabo). Esse dia é um dos dias mais importantes de sacrifício humano, e requer sacrifício de fogo com ênfase em crianças. Por causa disso, alguns eventos históricos muito importantes ocorreram nesse dia.
Lembre-se, os Illuminati consideram a guerra como sendo um dos meios mais propícios para o sacrifício, porque ela mata tanto crianças quanto adultos.
Algumas datas históricas muito importantes que foram programadas para ocorrer nesse dia de sacrifício de sangue foram:
(1) 19 de abril de 1775 — Batalha de Lexington & Concord, que tornou inevitável a Guerra Revolucionária Americana, conduzida pelos maçons.
(2) 19 de abril de 1943 — Após encurralar os últimos combatentes judeus da Resistência em um dreno formado pela chuva em Varsóvia, e mantê-los presos por vários dias, soldados nazistas da Tropa de Choque começaram a lançar fogo em cada extremidade do dreno, usando lança-chamas. Eles continuaram a lançar fogo no dreno até que todos os combatentes estivessem mortos. Sacrifício de sangue produzido por uma conflagração.
(3) 19 de abril de 1993 — 50 anos depois, no mesmo dia, tropas do governo, tanques e outros equipamentos militares atacaram o complexo de David Koresh e seus seguidores em Waco, no Texas. Certamente, essa operação cumpriu os requisitos para um sacrifício humano: trauma, fogo e vítimas sacrificiais jovens.
(4) 19 de abril de 1995 — Atentado à bomba em Oklahoma — Uma vez mais, muitas crianças foram mortas nesse dia.
19 de abril de qualquer ano no século XX é um dia para ser observado com temor, porque parece que, enquanto nos aproximamos mais do fim dos tempos, Satanás está se tornando cada vez mais audacioso e usa o 19 de abril com maior freqüência.
d. 30 de abril a 1 de maio — Festival de Beltaine, também chamado de Noite de Walpurgis. Este é o dia mais importante no calendário dos feiticeiros druidas, enquanto Primeiro de Maio é o segundo feriado mais sagrado dos Illuminati. Sacrifício humano é requerido. Visto que essa celebração oficialmente começou com a noite antes de Beltaine, surgiu a tradição entre os ocultistas de celebrar Beltaine em dois dias. Esta tradição foi forte o bastante para Adolf Hitler decidir se matar em 30 de abril às 3:30 da tarde, criando assim um 333 e colocando seu sacrifício por suicídio dentro da estrutura de tempo de Beltaine.
Grandes fogueiras são acesas na véspera de Beltaine, a fim de dar boas vindas à deusa da Terra. Os participantes esperam ganhar o favor dessa deusa para que ela abençoe suas famílias com fertilidade procriativa. Achamos interessante que a Casa Real de Windsor (família real britânica) acenda uma "Fogueira" de Beltaine todo ano (America's Occult Holidays, de Doc Marquis and Sam Pollard, pág. 30).
O mastro enfeitado com flores e fitas originou-se da celebração de Beltaine. Visto que a fertilidade está sendo pedida à deusa da Terra, o mastro enfeitado é o símbolo fálico e a dança circular em torno dele forma o círculo que simboliza do órgão sexual feminino. Fitas de dois ou três metros, vermelhas e brancas alternadas são presas na ponta do mastro; os homens dançam no sentido anti-horário, enquanto as mulheres dançam no sentido horário. A união das fitas vermelhas e brancas entrelaçadas simbolizava o ato da cópula — lembre-se, esse é um dia de celebração da "fertilidade"!
Para demonstrar seus vínculos ocultistas e Iluministas, os comunistas celebraram o Dia do Trabalho em Primeiro de Maio.

3. Solstício de Verão: 13 semanas — Quando o sol alcança o ponto mais setentrional em sua jornada no céu.
21 e 22 de junho — Solstício de verão.
21 de junho — Litha, é uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.
4 de julho — Dia da Independência dos Estados Unidos, 13 dias após Litha e 66 dias a partir de 30 de abril.
19 de julho — 13 dias antes de Lughnasa
31 de julho a 1 de agosto — Lughnasa, grande sabá festivo. 1 de agosto — uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.
4. Equinócio de Outono: 13 semanas — Sabá menos importante, mas requer sacrifício humano.
21 de setembro — Mabon, uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.
21 e 22 de setembro — Equinócio de outono — A partir dessa data até o Halloween, os ocultistas acreditam que o véu que separa a dimensão terreal do reino dos demônios ficará progressivamente mais fino, até que na noite de 31 de outubro ele estará o mais fino possível; esse afinamento do véu separador permite mais facilmente a comunicação do reino demoníaco com esta dimensão terreal. Assim, acredita-se que no Halloween, os espíritos malignos, fantasmas, bruxos, gatos pretos, duendes, fadas e demônios de todos os tipos corram soltos pelo mundo. Eles têm de estar de volta à sua dimensão espiritual antes da meia noite de Halloween, porquanto o véu separador começa então a se tornar mais espesso.
Uma vez mais, reitero, essa é a crença dos ocultistas, não a minha! Outubro é um dos meses mais propícios para os Illuminati.
c. 31 de outubro — Samhain, também conhecido como Halloween, ou Dia das Bruxas, e Véspera de Todos os Santos, como designado pela Igreja Católica. Essa data é um dos mais importantes dias de sacrifício humano dos Illuminati.
O Halloween mudou nos últimos trinta anos de duas maneiras importantes. Primeiro, as crianças estão sendo incentivadas a participarem usando fantasias inofensivas como a da boneca Barbie, a Mulher Maravilha, Batman e Super-Homem. Em segundo lugar, as fantasias e as festas dos adultos alcançaram um tremendo ápice e se tornaram um dos mais macabros dias de celebração.
Historicamente, Halloween é o feriado mais mortal já celebrado na história humana. A noite satânica é dedicada ao deus celta dos mortos, também simbolizado pelo deus chifrudo, o deus-cervo. Os druidas celebravam o Samhain como uma festividade de fogo de três dias, fazendo grandes fogueiras, supostamente para afugentar os demônios que rondavam ao derredor; adicionalmente, o fogo provia o meio pelo qual o sacrifício humano requerido seria apresentado ao deus-sol. Em enormes cestos de vime, os sacerdotes colocavam amarrados tanto os sacrifícios humanos quanto animais, que então eram descidos às chamas. Os sacerdotes assistiam atentamente o modo como a vítima morria para poderem predizer se o futuro traria bem ou mal (Pagan Traditions of the Holidays, pág. 71).

Tradução: Walter Nunes Braz Jr.
Data da publicação: 16/9/2003
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br
Adaptações: Metushelach Ben Levy

Continua... Parte III
Os Feriados de Origem Pagã e Como Foram Adotados no Mundo Ocidental - Parte I

Muitos cristãos estão celebrando entusiasticamente diversos feriados ocultistas sem conhecer a verdadeira origem deles. Quando você compreender o quão paganizado o mundo ocidental se tornou, verá que o julgamento de D-us não pode estar muito longe. Lembre-se da advertência bíblica: "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas." [Apocalipse 18:4].

Mandamentos Bíblicos Contra a Adoração Como os Pagãos
Exortação Para Uma Total Separação do Mal

"Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao SENHOR.". [Josué 24:15].

"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a D-us e a Mamom." [Mateus 6:24].

"Não te inclinarás diante dos seus deuses, nem os servirás, nem farás conforme às suas obras; antes os destruirás totalmente, e quebrarás de todo as suas estátuas." [Êxodo 23:24].

"... se servires aos seus deuses, certamente isso será um laço para ti." [Êxodo 23:33].

"E que concórdia há entre o Mashiach e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de D-us com os ídolos? Porque vós sois o templo do D-us vivente, como D-us disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu D-us e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso." [2 Coríntios 6:15-18].

Em todas as Escrituras, D-us adverte seu povo a não servir aos falsos deuses estrangeiros nem copiar suas "obras". Entretanto, geração após geração de judeus no Velho Testamento achou o sistema idólatra de adoração das nações pagãs circunvizinhas absolutamente irresistível. Ao ler o Velho Testamento, você encontra D-us advertindo seu povo repetidas vezes a não seguir a religião, as tradições e as práticas das nações adoradoras de HaSatan circunvizinhas a Israel.
No entanto, vez após vez, Israel se recusou a obedecer às advertências de D-us e mergulhou fundo na adoração pagã de seus vizinhos. Esse paganismo penetrou até mesmo nos círculos internos do governo, sob a liderança de maus reis e rainhas e, no Templo, por meio dos sacerdotes idólatras. Em numerosas ocasiões, D-us levantou reis justos que imediatamente iniciavam uma limpeza física no templo, no sacerdócio e dos judeus seguidores de Baal, o demônio-deus favorito daquela época. D-us deixou registrado nas Escrituras esses tempos de reforma e restauração para nós. Portanto, vamos examinar algumas passagens onde D-us ordenou uma remoção total da adoração a Baal.

"Mas os seus altares derrubareis, e as suas estátuas quebrareis, e os seus bosques cortareis." [Êxodo 34:13].
"E tiraram as estátuas da casa de Baal, e as queimaram." [2 Reis 10:26].


"Porque tirou os altares dos deuses estranhos, e os altos; e quebrou as imagens, e cortou os bosques." [2 Crônicas 14.3].

"E acabando tudo isto, todos os israelitas que ali se achavam saíram às cidades de Judá e quebraram as estátuas, cortaram os bosques, e derrubaram os altos e altares por toda Judá e Benjamim, como também em Efraim e Manassés, até que tudo destruíram." [2 Crônicas 31:1].
"E quebrará as estátuas de Bete-Semes, que está na terra do Egito; e as casas dos deuses do Egito queimará a fogo." [Jeremias 43:13].


"Israel é uma vide estéril que dá fruto para si mesmo; conforme a abundância do seu fruto, multiplicou também os altares; conforme a bondade da sua terra, assim, fizeram boas as estátuas." [Oséias 10:1].

No último verso, vemos que, quando D-us permitiu que Israel se tornasse próspero financeiramente e seus cidadãos se tornassem abastados, a nação descambou ainda mais na adoração pagã. Parece que as riquezas e um padrão elevado de vida são um laço espiritual, porque as pessoas sentem menos necessidade de D-us e são levadas por suas próprias lascívias às religiões pagãs que promovem essas lascívias. Obviamente, um paralelo direto pode ser trazido para o mundo ocidental hoje, porque estamos quase tão pagãos quanto Israel estava durante o tempo dos julgamentos de D-us no Velho Testamento, e temos obeliscos por toda a parte!
O cristianismo começou a ser corrompido pelo mesmo tipo de paganismo durante o reinado de Constantino. Esse rei deu início à prática de combinar a doutrina, arte e objetos cristãos com os do paganismo. Esse processo é chamado "sincretização". Embora Constantino tenha iniciado a prática, a Igreja Católica Romana é que a aperfeiçoou! Como você pode ver na gravura a seguir, há um obelisco na praça da Basílica de São Pedro! Os papas católicos acreditaram erroneamente que podiam "cristianizar" um objeto satânico de adoração orando sobre ele e/ou ungindo-o com "óleo santo", tornando assim o objeto aceitável para o uso cristão.
No Satanismo, o obelisco é o símbolo do falo masculino, enquanto o círculo representa a vulva feminina. Lembre-se, o paganismo é definido como a adoração à criatura em lugar do Criador [Romanos 1:25], e a criação mais fácil de adorar é o sexo. Sempre que os satanistas queriam representar o Grande Ato Sexual, simplesmente colocavam o falo do obelisco dentro da vulva do círculo.
Uma das maiores ironias de todos os tempos é que a Igreja Católica Romana tem esse símbolo satânico do Grande Ato Sexual erigido na Praça da Basílica de São Pedro desde o século VII, de onde o papa pode contemplá-lo diariamente — apesar de o Vaticano requerer o celibato de seus sacerdotes!
Nos últimos 1.400 anos, a Igreja Católica Romana tem conduzido a civilização ocidental pela estrada vil da sincretização, onde material satânico foi misturado com material cristão. O resultado é uma mistura podre que Yeshua HaMashiach sempre rejeitará! Muitas pessoas despertarão diante do Grande Trono Branco do Julgamento e descobrirão, tarde demais, que Yeshua não aprova nem um tiquinho essa mescla do paganismo com o verdadeiro cristianismo.
Esse é o assunto para o qual nos voltamos agora; quando compreendermos os fundamentos pagãos de muitos de nossos feriados, então acharemos mais fácil recusar a participação em feriados que têm origem no satanismo. Você também descobrirá por que certos eventos ocorrerem da forma como têm ocorrido, de modo que poderá aprofundar sua busca para cumprir a orientação de Yeshua de que devemos ser "prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas" [Mateus 10:16].

Feriados e Sabás Ocultistas

Como já dissemos repetidas vezes em outros artigos, os satanistas acreditam que os números contêm poder inerente. Destarte, eles literalmente ordenam suas vidas de acordo com a numerologia ocultista — tal numerologia também é um componente-chave da astrologia, outro sistema de adivinhação que os satanistas observam atentamente. O calendário ocultista é dividido em quatro segmentos de treze semanas cada. O número 13 é considerado divino pelos ocultistas por um par de razões:
A Bíblia atribui ao 13 o significado de "rebelião contra a autoridade constituída", mais à depravação que fez Satanás se rebelar contra D-us.
Os ocultistas usam o 6 para representar o número do homem, e o 7 para representar a perfeição divina. Assim, à medida que uma pessoa escala a "Escada de Jacó" em direção ao auto-aperfeiçoamento no campo do oculto, o número 13 representa o estado de perfeição divina, perfeição alcançada por si mesmo, e Iluminação (6+7=13).

Assim, o calendário ocultista é formado por quatro períodos de treze semanas cada. Relacionaremos esses períodos agora e depois falaremos sobre cada um deles em detalhes.

1. Solstício de Inverno no Hemisfério Norte: 13 semanas — Sabá menor [NT: Lembrar que durante o verão no Hemisfério Sul é inverno no Hemisfério Norte].
21 de dezembro — Yule.
21 — 22 de dezembro — Solstício de Inverno / Yule. Uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.
1 e 2 de fevereiro — Candlemas [Candelária] e Imbolg, também conhecido como Dia da Marmota. Uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati. [NT: No Brasil, em 2 de fevereiro é celebrado o dia de Iemanjá e de Nossa Senhora dos Navegantes].
14 de fevereiro — Dia dos Namorados [NT: No Brasil, 14 de fevereiro é o dia de São Valentim, o santo protetor dos namorados e das amizades].

2. Equinócio de Primavera no Hemisfério Norte: 13 semanas — sabá menos importante, mas requer sacrifício humano.
21 e 22 de março — deusa Ostara — Nota: A Páscoa [pagã] é o primeiro domingo após a primeira lua nova depois de Ostara. 21 de março é uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.
1 de abril — Dia da Mentira e precisamente treze semanas desde o ano novo.
19 de abril a 1 de maio — Sacrifício de Sangue à Besta. Sacrifício de fogo é requerido em 19 de abril.
30 de abril a 1 de maio — Festival de Beltaine, também chamado de Noite de Walpurgis. Este é o dia mais importante no calendário dos feiticeiros druidas. 1 de maio é o segundo feriado mais sagrado dos Illuminati. Requer sacrifício humano.

3. Solstício de Verão no Hemisfério Norte: 13 semanas — Quando o sol alcança seu ponto mais setentrional em seu trajeto no céu.
21 e 22 de junho — Solstício de Verão.
21 de junho — Litha, é uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.
4 de julho — Dia da Independência dos Estados Unidos, 13 dias após o dia de Litha e 66 dias a partir de 30 de abril.
19 de julho — 13 dias antes de Lughnasa.
31 de julho a 1 de agosto — Lughnasa, grande sabá festivo. 1 de agosto — uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.

4. Equinócio de Outono no Hemisfério Norte: 13 semanas — Sabá menos importante, mas requer sacrifício humano.
21 de setembro — Mabon, uma das noites de sacrifício humano dos Illuminati.
21 e 22 de setembro — Equinócio de outono.
31 de outubro — Samhain, também conhecido como Halloween, ou Véspera de Todos os Santos. Essa data é um dos dias mais importantes de sacrifício humano dos Illuminati.
Não é interessante como os "profanos" — você e eu — somos levados como um rebanho de carneiros a observar os dias festivos importantes das religiões de mistérios? Você pode não entender que está ordenando o ano de acordo com os feriados pagãos, mas está! O calendário anual para todo o mundo ocidental foi ordenado com base nesses períodos e dias festivos satânicos.
Agora que já vimos todo o calendário oculto, vamos voltar aos feriados importantes para ver como o mundo ocidental se desviou para a adoração dos mesmos feriados pagãos e usando muitos dos mesmos símbolos pagãos que são tão importantes para os adoradores pagãos. O sacrifício humano requerido durante muitas dessas datas ocultistas precisa conter os seguintes elementos: Trauma, tensão e angústia mental, puro terror.
O ato final no drama deve ser destruição pelo fogo, preferencialmente uma conflagração.
As pessoas devem morrer como sacrifícios humanos, especialmente crianças, visto que o Senhor Satanás vê um sacrifício humano de uma pessoa jovem como o mais desejável.

Datas Específicas no Calendário Ocultista


1. Solstício de Inverno: 13 semanas — [NT: Lembrar que durante o verão no Hemisfério Sul, é inverno no Hemisfério Norte].

a. 21 de dezembro — Yule — Quando o sol inicia seu trajeto mais setentrional no céu, e os dias começam a ficar mais longos novamente, os pagãos celebravam o solstício de inverno queimando uma tora. Visto que o sol tinha girado para o outro lado e estava agora ascendendo no céu, os pagãos acreditavam que isso era um sinal de que os sacrifícios humanos oferecidos em Samhain (Halloween) tinham sido aceitos pelos deuses.
Continuamos a cantar no Natal: "Adornamos as paredes com galhos de azevinho... cantamos a velha cantiga do Yule... Vemos a ardente tora diante de nós. Fá lá lá lá lá lá lá lá." (Pagan Traditions of the Holidays, David Ingraham, pág. 71).
Posteriormente, a Igreja Católica Romana mudou o dia da celebração para 25 de dezembro, chamando-a de Natal.
Considere as raízes pagãs dos símbolos mais comuns do Natal:
(1) Árvore de Natal — a árvore sagrada do deus do inverno; os druidas acreditavam que os espíritos dos seus deuses residiam nas árvores. A maioria dos pagãos sabia que a árvore representava Ninrode reencarnado em Tamuz! Os pagãos também viam as árvores como símbolos fálicos.


(2) Estrela — Pentalfa, ou pentáculo, a estrela de cinco pontas. O pentáculo é um símbolo poderoso de Satanás, menos importante apenas que o hexagrama. A estrela é o símbolo sagrado de Ninrode, e não tem nada que ver com o cristianismo.
(3) Velas — Representam o fogo do recém-nascido deus-sol. Os pagãos do mundo todo apreciam e usam velas em seus rituais e cerimônias. Eles também acreditam que certas cores representam poderes específicos. O uso extensivo de velas é normalmente uma boa indicação que o serviço é pagão, não importa qual seja o traje exterior.
(4) Visco — É a planta sagrada dos druidas e simboliza as bênçãos pagãs da fertilidade; assim, beijar um visco é o primeiro passo no ciclo reprodutivo! Os feiticeiros também usam os frutos brancos do visco em poções.
(5) Grinaldas — São circulares e, assim, representam os órgãos sexuais femininos. As grinaldas estão associadas com a fertilidade e o "círculo da vida".
(6) Papai Noel — Ex-satanistas já me disseram que "Santa Claus" [Papai Noel, em inglês] é um anagrama para "Satan" [Satanás]. Na Nova Era, "Sanat Kamura" é definitivamente um anagrama para "Satanás". Os atributos e poderes míticos associados ao Papai Noel são estranhamente similares aos atributos e poderes de Yeshua HaMashiach. Escrevemos um artigo que descreve essas similaridades, N1132. Nós o incentivamos a ler esse artigo, para ver que a tradição popular do Papai Noel substituiu espiritualmente Yeshua HaMashiach!


(7) Renas — São animais chifrudos que representam o "deus chifrudo" das religiões pagãs! O número tradicional de renas no trenó do Papai Noel é oito; na gematria satânica, oito é o número de "novos começos", ou o ciclo da reencarnação. Os Illuminati vêem o "oito" como um símbolo da Nova Ordem Mundial.
(8) Elfos — São criaturas de forma demoníaca que são pequenos ajudantes de Papai Noel (Satanás). Eles também são demônios.
(9) Verde e vermelho — São as cores tradicionais da estação e também são as cores pagãs tradicionais do inverno. O verde é a cor favorita de Satanás, de modo que é apropriado que seja uma das cores tradicionais do Natal; o vermelho é a cor do sangue humano, a forma mais elevada de sacrifício a Satanás — por essa razão, o comunismo adotou o vermelho como sua cor principal!
(10) 25 de dezembro — É conhecido como a "natividade" do sol. Essa data é o aniversário de Tamuz, o sol, a reencarnação do deus-sol. Tradicionalmente, 21 de dezembro é conhecido como Yule. A Igreja Católica Romana mudou a celebração de Yule para 25 de dezembro.
(11) 25 de dezembro — Também era conhecido pelos romanos como saturnais, um tempo de excessiva libertinagem. Beber fazendo sucessivos brindes era a chave para a libertinagem dessa celebração. A fornicação era simbolizada pelo visco e o evento inteiro era encerrado com uma Grande Festa, o Jantar de Natal.
(12) Até mesmo o nome Natal [Christmas, em inglês] é pagão! "Christi" significava "Cristo", enquanto "Mas" significava "Missa". Visto que todas as missas pagãs estão comemorando a "morte", o nome "Christmas" significa literalmente a "morte do Mashiach". Um significado mais profundo está na menção de "Cristo" sem especificar Yeshua. Assim, o Anticristo está em vista aqui; os pagãos celebravam o "Natal" como uma celebração de seu vindouro Anticristo, que tentará dar um golpe no Yeshua HaMashiach do cristianismo.
Os cristãos peregrinos americanos primitivos se recusavam a celebrar essa data.


b. 1 e 2 de fevereiro — Candlemas (Candelária) e Imbolg, popularmente chamado de Dia da Marmota [NT: No Brasil, em 2 de fevereiro é celebrado o dia de Iemanjá e de Nossa Senhora dos Navegantes].
A famosa marmota "meteorologista" de Punxsutawney, na Pensilvânia, sai de sua toca para prever como será o clima nas próximas semanas. Se ela olhar para sua sombra, quando sair ao sol, haverá mais seis semanas de mau tempo até que a chegada da primavera; caso contrário, as próximas sete semanas antes da primavera serão de bom tempo. Observe que essa tradição pagã mostra tanto o número "6" quanto o "7", que quando somados resultam em "13".
O que a maioria das pessoas não percebe é que essa visão pagã do Dia da Marmota (Imbolg) representa a Mãe-Terra. Considere estes paralelos estranhamente perturbadores entre a marmota e a Mãe-Terra:
Assim como a deusa da Terra adormece no interior da Terra durante a estação de inverno, assim também a marmota.
Tanto a deusa da Terra quanto a marmota fazem a ponte entre os dois períodos: o inverno e a primavera.
Tanto a deusa da Terra quanto a marmota são criaturas da "terra".
Tanto a deusa da Terra quanto a marmota "despertam" na Primavera.
Tanto a deusa da Terra quanto a marmota completam o "ciclo da reencarnação".
Em todo o ano, tanto a deusa da Terra quanto a marmota representam o ciclo de "renascimento" e "renovação".
O nome "Dia da Marmota" foi posto em substituição do nome satânico do feriado, Imbolg, uma noite que requer sacrifício humano.
c. 14 de fevereiro — Dia de São Valentim, ou Dia dos Namorados — É uma festividade pagã que incentiva o amor e a sensualidade. É celebrado precisamente treze dias após Imbolg, assim imprimindo sobre ele o número "13", o número de Satanás da rebelião extrema. Embora a maioria das pessoas veja esse dia como um dia para homenagear o cônjuge ou a(o) namorada(o), essa celebração está fundada no paganismo.
Considere os deuses ocultos camuflados no Dia dos Namorados:
1. Cupido, o filho de Vênus, é na realidade Tamuz, filho de Semíramis.
2. Vênus, filha de Júpiter, é na realidade a própria Semíramis. Júpiter é a deidade principal, um deus-sol — Ninrode, marido de Semíramis, é considerado o deus-sol nos mistérios babilônios.
Veja como um autor pagão descreve fevereiro, o mês em que cai o Dia de São Valentim (Dia dos Namorados nos EUA e em outros países): "O nome desse mês vem da deusa romana Februa e de Santa Febrônia (de Febris, a febre do amor). Ela é a padroeira da paixão do amor... O ritos orgiásticos dessa deusa eram celebrados em 14 de fevereiro — ainda observado como Dia de São Valentim — quando, nos tempos romanos, os homens jovens levavam bilhetes com os nomes de suas parceiras... Esse é o tempo de clara visão dentro de outros mundos, expresso por festividades de purificação. 1 de fevereiro é a celebração do dia da festividade do fogo (Imbolc), uma festa de purificação. É seguida no dia 2 por sua festa similar cristã, a Candelária, a purificação da Virgem Maria." (The Pagan Book of Days, Nigel Pennick, pág. 37).
O Dia dos Namorados é um dia de "ritos orgiásticos" em que os pagãos incentivavam o fluir das paixões sensuais.

Tradução: Walter Nunes Braz Jr.
Data da publicação: 16/9/2003
A Espada do Espírito: http://www.espada.eti.br
Adaptações: Metushelach Ben Levy

Continua... Parte II

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A Lei foi Abolida? - Parte II

Paulo e a Torá - Parte II
Por Igor Miguel, quando ainda era membro da AMES.

Introdução:

Este breve estudo é continuação do tratado anterior em que discorremos sobre alguns versículos paulinos que necessitavam de explicação quanto a questão da "lei" Torá. Recebi muitas solicitações de leitores e alunos para que explicasse outros versículos que são considerados por muitos intérpretes da Bíblia como sendo contrários a Torá e a seus princípios. Se você leitor está lendo esta matéria sem ter consultado a anterior (Paulo e a Torá - Parte I), aconselho que você o leia, ao menos a introdução.

"Os profetas e a lei profetizaram até João" (Mateus 11.13)

Este texto apesar de não ser de Paulo, infelizmente é mal interpretado por alguns supondo que a Torá só teve duração até João Batista. A pergunta que se deve fazer ao ler este texto é: Profetizaram o quê?

Todos os profetas e a Torá profetizaram o Messias. Pela tradição judaica o profeta Elias viria para anunciar o Messias, encerrando as profecias concernentes à sua manifestação. Tanto é assim que pelo contexto (v.14) diz: "E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir". Sim, esta é a profecia que se encerra com João. As profecias messiânicas.

A interpretação errada deste texto está em afirmar que a Torá e os Neviim deixaram seu valor em João. Esta é uma interpretação tendenciosa e sem sentido. Para piorar a situação a Versão Almeida Revista e Atualizada, edição largamente utilizada entre evangélicos e cristãos no Brasil, em Lucas traz uma tradução diferente do original: “A Lei e os Profetas vigoraram até João...” (Lucas 16.16 – ARA). Mas, uma vez uma demonstração clara da tendenciosidade de algumas traduções cristãs em relação a lei. Vejamos como está no original grego: o nomoV kai oi profhtai ewV Iwannou (Ró nómos kai ori profetai eôs Iôannú). Simplesmente não existe a palavra “vigoraram”, no original a tradução literal deveria ser: “A Lei e os Profetas até João”. Simplesmente o tradutor inseriu sua teologia antinominista (contra a lei) em sua versão, subtendendo que Torá e os Profetas tiveram validade até João Batista, o que se dúvida é um erro, conforme vimos nos comentários iniciais.

"Pois quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei (...) Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade" (Hb 7.12 e 18)

Em que aspecto houve mudança de lei? Se observarmos com cuidado o contexto perceberemos que o autor trata da substituição (de certa forma) da lei do sacerdócio levítico por um sacerdócio superior conforme o Sl 110.4 que é citado no versículo 17 que diz: "Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque". Claro se o sacerdócio de Melquisedeque é declarado eterno (para sempre) o sacerdócio levítico é inferior àquele. Por isso diz ainda o versículo 14: "pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes". e ainda v.15: "quanto à semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote..." Quem é este sacerdote? YESHUA.

Yeshua não podia exercer sacerdócio segundo a carne, pois era da tribo de Judá, ofício restrito (na terra) aos da tribo de Levi. Mas, ele exerce superior sacerdócio junto ao pai segundo a ordem de Melquisedeque. Pois o sacerdócio de Yeshua não é: "...segundo a regra de uma prescrição carnal, mas de acordo com o poder de uma vida imperecível" (v.16 - Verão da Bíblia de Jerusalém - Edições Paulinas).

O que quer dizer este texto? Que a lei é carnal? Que os mandamentos são carnais? Obviamente que não, pois como disse Paulo: "Porque sabemos que a lei é espiritual..." (Rm 7.14). Na verdade o texto se refere a linhagem de sacerdotes segundo a carne, o sacerdócio levítico. A prescrição da Torá que estabelece o sacerdócio terreno, ou seja, os da Casa de Levi.

A Bíblia de Jerusalém comenta que esta regra "carnal" é: "Aquela que reserva o sacerdócio de Levi exclusivamente à sua descendência carnal". Neste aspecto podemos concluir que não foi a Torá que foi suplantada, mais uma lei da Torá, a lei do sacerdócio levítico, deu lugar ao sacerdócio superior, o de Yeshua HaMashiach. Mesmo assim, observe que o princípio de mediação através de um sacerdote foi mantido. Este princípio está na Torá, a necessidade de um mediador é um princípio eterno.

Percebemos então que Yeshua é um sumo sacerdote, cujo serviço é prefigurado no ministério do sacerdote Melquisedeque, soberano e acima do sacerdócio levítico. Sendo assim, a lei da Torá que dizia que só os sacerdotes levitas podiam se achegar em intercessão a D'us foi suplantada por um sacerdócio celestial e superior. Por isso ainda diz: "Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus (...) Porque a Torá constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a Palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre" (Hb 7.26 e 28). A "palavra do juramento" se refere a promessa que o Eterno fez no Salmo 110.4: "O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque", este juramento perpetua o sacerdócio de Yeshua.

O texto em nenhum momento faz referência a mudança da Torá por outra Torá. Mas, na mudança de uma lei, a do sacerdócio levítico.

Nota: Melquisedeque foi o misterioso Sacerdote-Rei de Salém (Gn 14.18-20 ler) que abençoa Abraão. Uma doutrina judaica do Iº Século era que Melquisedeque foi uma prefiguração do Messias. Salém era o antigo nome de Jerusalém, cuja raiz vem de Shalom (Paz), e Melquisedeque vem do hebraico: MALKI-TSEDEK que pode ser traduzido como: Rei da Justiça.

"Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda (...) Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer" (Hebreus 8.7 e 13).

Sem dúvida busca-se uma Nova Aliança, foi o próprio profeta Jeremias quem a profetizou, por isso o autor de Hebreus cita-o nos versículos de 7 à 11. A primeira aliança era imperfeita por causa do endurecimento do coração do homem. Um coração não queria andar voluntariamente nos mandamentos do Senhor. Por isso procurou-se a Nova Aliança. V.13

"Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está preste a desaparecer". Sem dúvida! Está preste, mas ainda não desapareceu. O fato de uma aliança ser antiga, não quer dizer que ele tenha desaparecido. Obviamente a Nova Aliança não se cumpriu plenamente, quando isto se cumprir a Antiga Aliança será plenamente suplantada dando lugar à eternidade.

A idéia dispensacionalista de que uma aliança anula a anterior é vaga, todas as alianças estão de pé, obviamente que os acréscimos trazidos por uma última aliança são superiores aos dos pactos anteriores, mas isto não quer dizer que necessariamente "abolição".

O problema está em desassociar a Torá (lei) da Aliança. A imagem que um cristão geralmente tem é que a Nova Aliança é um pacto de "graça" enquanto a Primeira Aliança é de "lei". Esta idéia é imprecisa, pois quando a Nova Aliança foi prometida pelo Eterno através do profeta Jeremias (citado pelo próprio autor de Hebreus) ele disse: "(...) firmarei Nova Aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá (...) porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Na sua mente imprimirei AS MINHAS LEIS, também sobre o seu coração as inscreverei..." (Jr 31.31-34 e Hb 8.8,10). A Nova Aliança não é uma aliança sem lei (antinominiana). Então o que muda? Ou em que aspecto a Nova Aliança é melhor que a primeira? Ela é melhor e diferente porque a Torá agora muda de posição. Antes, ela estava em tábuas de pedras, a pedra é um reflexo do coração endurecido do homem. Mas, graças ao sangue da Nova Aliança, hoje esta Torá está impressa no coração de todo aquele que é fiel a Yeshua HaMashiach, corações regenerados estão condicionados a receberem os preceitos eternos.

"Porque a lei do Espírito da vida, no Messias Yeshua, te livrou da lei do pecado e da morte" (Rm 8.2)

Lendo este texto sem meditar, podemos ser levados a acreditar que existem duas "leis". Uma lei que é do Espírito no Messias e outra, a lei do pecado e da morte.

Na verdade Paulo não está fazendo referência a uma lei do pecado (judaica) e outra lei espiritual (de Cristo). Quando se diz lei neste caso, faze-se referência, a Torá do Messias, que não é outra se não a mesma que foi dada a Moisés no Monte Sinai, mas em novas condições.

Vejamos o contexto: "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez D'us enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou D'us, na carne, o pecado, a fim de que a ordenança da Torá se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Rm 8.3 e 4).

A expressão usada no versículo 3 "impossível" é a palavra grega "adynaton". Ela é formada pela preposição negativa "a" e pela raiz "dinâmis" (poder). Na verdade esta palavra significa precisamente: "sem poder". Com esta informação vamos analisar o versículo com mais atenção.

A Torá tem poder quando aplicada de forma correta. Mas, torna-se ineficaz quando praticada por um coração incircunciso, não regenerado. O texto ainda diz que a Torá estava enferma por causa da carne ou da carnalidade do homem. Observe, que o problema não é a lei, mas o homem escravo do pecado e sua frustrada tentativa de se tornar justo através de seu esforço em cumprir a 'lei'. Nesta tentativa carnal de ser obediente aos preceitos de D'us, a Torá ao invés de ser um instrumento de vida para o homem, torna-se para este indivíduo não restaurado, um instrumento de "pecado" e de "morte", o que é um desrespeito aos estatutos e mandamentos do Eterno. Por isto ela (a Torá) estava "sem poder".

Então qual foi a solução de D'us para este problema da obediência carnal? Diz ainda:"enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou D'us, na carne, o pecado...". Perfeita a obra de D'us! Já que o problema do homem em cumprir os mandamentos de D'us era a carne, então D'us envia seu filho como o homem, semelhante ao pecador, para destruir o pecado que tanto impedia o homem de cumprir os mandamentos de D'us. D'us fez tudo isso para quê?

"A fim de que o ESTATUTO DA LEI se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito" (v.4). Agora, libertos do pecado pelo sacrifício do Messias o estatuto da Torá se cumpre no indivíduo. Antes cumpríamos a Torá, mas agora ela se cumpre em nós. Sendo assim, agora, a Torá volta ao seu propósito original: SER UMA TORÁ DO ESPÍRITO DA VIDA e não mais UMA TORÁ DO PECADO E DA MORTE (v.2).

Este dualismo Torá Vida x Torá Morte é comum na tradição judaica conforme o Talmud: “Rabi Iehoshua ben Levi disse: Qual é o significado do versículo, E esta é a Torá que Moshê colocou perante os Filhos de Israel [Deuteronômio 4:44]? Isso significa que se uma pessoa é meritória [merecer], ela [a Torá] será para a mesma um elixir que concede vida; mas se não, ela [a Torá] se tornará um veneno mortal. Isso é o que Rabá quis dizer quando ele disse: se ele usá-la de modo direito, ela [a Torá] é uma medicina de vida para ele, mas se alguém não usá-la de modo direito, ela é um veneno mortal” (Yomá 72b).

"Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las" (Gl 3.10)

Paulo constantemente faz uso das expressões "obras da lei" e "sob a lei". O intérprete deve tomar cuidado com estas expressões. De forma alguma Paulo pode está dizendo que a prática de Torá (lei) traz maldição e tão pouco que a Torá é maldita, obviamente. Pois, o mesmo Paulo diz que a Torá é santa, justa e boa (Rm 7.12). Na verdade, este texto é uma exortação direta de Paulo ao legalismo.

Mas, o que é "legalismo"? Legalismo é a prática da Torá com fins de justificação (salvação), sem fazer uso da fé no Messias e em sua obra no madeiro, o que é um erro. A Torá nunca foi dada para salvar o pecador ela tem a função de preservar o salvo no Messias. Como não existia a expressão "legalismo" em grego, Paulo usa a expressão "sob a lei" e "obras da lei" como sinônimos da prática legal a fim de se alcançar salvação. Citarei um famoso hermeneuta cristão: "Os argumentos de Paulo em Gálatas não eram contra a lei, mas contra o legalismo - essa perversão que diz que a salvação pode ser obtida mediante a observância da lei...O legalismo nada mais era do que a tentativa de ganhar a salvação mediante a guarda da lei" (Virkler, Henry A. - Hermenêutica Avançada - Editora Vida - Pg. 109 - 1998 - 5º Impressão).

Uma pessoa que tenta se justificar unicamente pela prática da Torá estará sob maldição. Por quê? Ao tentar se justificar pelas obras do Torá esta pessoa: Primeiro: Nega a obra do Messias, pois ao confiar em si mesma para justificação, nega-se a obra do madeiro. Segundo: Teria que praticar toda a lei de forma correta, pois automaticamente ao quebrar um mandamento, estaria sendo passível ao recebimento das maldições descritas na Torá aos que não cumprem seus mandamentos. A não prática da Torá induz à maldição. Por isso Paulo continua: "... é evidente que, pela Torá, ninguém é justificado diante de D'us, porque o justo viverá pela fé [fidelidade]" (v.11).

"O Messias nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro" (Gl 3.13)

Sim, louvado seja o Eterno por isto! Pois, não estamos mais passíveis à maldição. Pois, não confiamos em nosso esforço humano para sermos justificados. Antes, confiamos na maravilhosa obra de Yeshua e na capacitação que o Espírito de D'us nos dá de sermos justos (ver comentário acima sobre Romanos 8.2). Nossa justiça vem pela firme fidelidade à obra que Yeshua realizou por nós. Obviamente, depois que fomos alcançados por sua obra salvadora, recorremos a vida justa, não porque simplesmente queremos vive-la, mas porque ela brota naturalmente de nossas vidas, pois temos uma Torá viva em nossos corações que nos leva a uma vida justa (Jr 31.31 e seg). Não praticamos a Torá para sermos salvos, mas porque já somos salvos.

Yeshua levou as maldições da Torá, o apedrejamento, o enforcamento, os açoites, no madeiro, afim de que sejamos obedientes, não por ameaças, mas por amarmos profundamente o Eterno, dedicando nossas vidas à sua maravilhosa obra.

Concluímos com tudo isto, que é necessária uma revisão cautelosa dos conceitos teológicos que são adotados hoje pelo cristão. E também pelo judeu que afirma que Paulo era contra a Torá. Vai minha crítica também ao dogmatismo dispensacionalista*, que insiste em dividir a Bíblia em duas principais dispensações (digo duas, pois comumente é aceito que existem 7 dispensações bíblicas), a dispensação da lei (mosaica) e a dispensação da graça. Estes conceitos são aceitos hoje como quase canônicos, mas em nenhum momento Paulo ou os apóstolos se preocuparam em dividir as escrituras desta forma. Obviamente, porque esta divisão nunca existiu na era apostólica (I séc.).

"Anulamos a Torá pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a Torá" (Romanos 3.31).
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*Nota: Alguns textos analisados, para alguns, não são de autoria paulina. Hebreus por exemplo pelo ponto de vista pessoal do autor desta matéria foi escrito pelo Apóstolo Paulo.

*O dispensacionalismo: Escola teológica que insiste dividir as escrituras em múltiplas dispensações, ou períodos, onde D’us agia de forma diferente. Destacam-se J.N. Darby 1830, Scholtfield, Charles Ryrie, Stanley Horton, Dwint Pentecost, e outros. Donde surgiu a idéia de sete dispensações: Inocência, Consciência, Governo Humano, Monarquia, Lei, Graça e Milênio. A Bíblia nunca se dividiu desta forma. A Bíblia descreve alianças ou pactos. Mesmo assim, um pacto nunca aboliu o outro, por isso Paulo disse que os gentios no Messias foram aproximados das ALIANÇAS: “naquele tempo, estáveis sem o Messias, separados da comunidade de Israel e estranhos às ALIANÇAS DAS PROMESSAS (...) Mas, agora no Messias Yeshua, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue do Messias”. (Ef. 2.12 e 13).

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A Lei foi Abolida? - Parte I

Paulo e a Torá - Parte I
Por Igor Miguem - Quando ainda era membro da AMES.

Introdução:

Muitos teólogos durante a história foram defensores da teologia que afirma que Paulo era oposto ou contra a Torá (Lei). Até mesmo os judeus afirmam isto, que Paulo não viveu como judeu porque desmotivou os judeus a viverem como tais. Tentaremos provar de forma resumida a inverdade contida neste conceito.

A Primeira coisa para entender a relação Paulo x Lei, é entender o verdadeiro sentido desta palavra nos originais grego e hebraico.

O termo "lei" usado em nossas bíblias é um termo limitado e inadequado, pois não expressa com exatidão seu sentido original. A palavra hebraica usada no chamado "Antigo Testamento" (Tanach) é o substantivo "Torá", que pode ser traduzido como "instrução". Sem dúvida é importante observar que só nesta adequada definição do termo "Torá" teremos removido toda a idéia "legal" associada à expressão "lei". Na verdade esta tradução de Torá para lei nas bíblias modernas está sob influência da Vulgata Latina que traduz tendenciosamente a expressão por "Lex", trazendo a idéia de que a Torá só tem aplicação legal, o que uma inverdade.

A Torá é uma instrução divina dada prioritariamente à Casa de Israel com o objetivo de preservar o povo, como um povo separado dentre todos os povos do mundo. Uma cultura divinamente revelada com princípios morais, espirituais, sanitários, administrativos, alimentares e também legais. A Torá possui leis, mas ela não é somente "leis" como alguns pensam, é um engano achar que ela é apenas legal, pior ainda acreditar que o termo Torá pode ser traduzido por "LEI", para esta palavra existe um termo apropriado chamado "Daat" em hebraico que tem o sentido legal. Mas, Torá sem dúvida melhor traduzida com "instrução" ou "ensino".

A segunda coisa que devemos entender seria a opinião de Yeshua (Jesus) sobre a Torá. Paulo como apóstolo do Messias Yeshua, jamais iria contrariar a opinião de seu mestre sobre o assunto. Sendo assim disse Yeshua: "Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir" (Mt 5.17 - ARA). Para uma compreensão sincera deste texto deve-se observar novamente as palavras chaves, neste caso "revogar" e "cumprir". A palavra grega usada nesta passagem que foi traduzida por "revogar" é o verbo grego katalisai [katalusai] que pode ser traduzido como: anular, abolir, destruir, desfazer, revogar, etc. A edição bíblica de Almeida Revista e Corrigida traduz primeiramente a palavra como "destruir" que é mais clara. Baseados neste princípio deve-se entender primeiro que: YESHUA DISSE CLARAMENTE, QUE ELE NÃO VEIO PARA DESTRUIR, ABOLIR, ANULAR OU DERRUBAR A TORÁ (LEI). Este é um princípio básico, mas Yeshua veio fazer mais, ele veio também para "cumprir". Só que este verbo grego que no original é plerosai que é melhor traduzido como: completar, acrescentar, aperfeiçoar, “plenificar”, etc. Yeshua em nenhum momento foi contra a Torá, muito pelo contrário ele veio apresentar o sentido pleno da torá, veio completar seu significado, ele veio "plenificar" seu objetivo. Como diz o Talmud (a tradição oral dos judeus): "Não vim para tira a Torá de Moisés, mas pelo contrário, vim para acrescentar" (Tratado Shabat 116b).

Lição I - A Torá (Instrução - "lei") foi Abolida?

"Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derrubado a parede de separação que estava no meio, a inimizade, ABOLIU, na sua carne, A LEI DOS MANDAMENTOS EM FORMA DE ORDENANÇAS, para que dos dois criasse em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz" (Ef 2.14-15).

Esta parece ser uma contradição entre as palavras de Yeshua (Jesus) e as palavras do apóstolo. Yeshua disse que não veio para "abolir" a Torá e o apóstolo dos gentios (Paulo) disse que Yeshua aboliu na sua carne a "Torá dos Mandamentos na Forma de Ordenanças". Na verdade são os detalhes do texto que provam que não! Muitos teólogos se baseiam neste texto para afirmarem que YESHUA ABOLIU A LEI. Mas, cometem um erro básico de interpretação. Paulo é explicito ao afirmar que, o que YESHUA aboliu foi: A LEI? Não! Foi a "LEI DOS MANDAMENTOS EM FORMA DE ORDENANÇAS" isto é apenas um elemento com várias expressões. Na verdade deve-se entender a palavra "ordenanças" no original para uma compreensão precisa.

"Ordenanças" no grego é o substantivo "dogmas" [dogmaV], esta expressão pode ser traduzida como interpretação, dogma, doutrina de homens, etc. Esta expressão grega aparece no Novo Testamento sempre associado com "ordenanças de homens" nunca com ordenanças dadas por D'us. A palavra grega para ordenanças no N.T. é dikaioma [dikaiwma] e não dogma. Esta é a diferença básica.

Concluímos com isto que, o que Yeshua aboliu foram "AS ORDENANÇAS DO HOMEM, OU AS INTERPRETAÇÕES DOS HOMENS SOBRE A TORÁ QUE É FORMADA POR MANDAMENTOS".

Se observarmos o início do trecho citado e analisarmos a história perceberemos que isto faz sentido. O texto diz que Yeshua derrubou a parede de separação que estava entre judeus e gentios, fazendo a paz. Esta parede era literal, no templo de Jerusalém existiam compartimentos para os visitantes do templo. Estes compartimentos eram separados por paredes ou muros, existia o pátio dos sacerdotes, dos homens judeus, dos gentios e das mulheres. Sendo assim os judeus estavam mais próximos do templo e os gentios separados destes, estavam mais distantes. Mas, pergunta-se: Onde está na Torá ou nos Profetas uma ordenança que diz que os gentios que temiam o D'us de Israel deveriam ficar longe dos judeus ou separados por um muro dos mesmos? Em lugar nenhum! Na verdade esta era uma "INTERPRETAÇÃO ou UMA ORDENANÇA DE HOMENS", um dogma que afastava os não-judeus da Torá e da presença de D'us. Foi exatamente esta distinção que Yeshua veio abolir. Para que dos judeus e gentios fizesse apenas um povo, nele, cada um cumprindo seu chamado, mas tendo Yeshua como o centro de todas as coisas. Isto é o que Rav Shaul (apóstolo Paulo) chama de "Mistério". Sem dúvida algo maravilhoso para refletirmos.

Lição II - As Festas Bíblicas Acabaram?

"Guardais dias, meses e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalho em vão para convosco" (Gálatas 4.10 e 11).

Se lermos este versículo isolado e não observarmos o contexto que está envolvido neste texto teremos problemas teológicos sérios. Uma pessoa ávida por refutar a Torá (lei) pode tomar este versículo facilmente como um suposto argumento contra as Festividades da Bíblia. O que é um equívoco e um desrespeito ao contexto do trecho. Aproveitando a oportunidade gostaria de fazer uma observação saudável à Versão de Almeida Revista e Corrigida, que intitula o trecho supra citado como: "O valor transitório dos ritos judaicos". Este título é tendencioso e carregado de interpretações pessoais. Na verdade ele está baseado na interpretação do versículo acima, que afirma serem as palavras de Paulo, exortações direcionadas a judeus ou judaizantes que insistiam em guardar dias sagrados como: o Shabat (Sábado), Páscoa, Pentecostes, Dia do Perdão, Tabernáculos, etc.

Se lermos com cuidado simplesmente os dois versículos que antecedem o trecho, perceberemos que não é bem isso, o que Paulo estava dizendo, na verdade o versículo nem se quer foi direcionado aos judeus, mas aos gentios de Gálatas. Observe: "Outrora, porém, não conhecendo a D'us, servíeis a deuses que, por natureza não o são; mas, agora que conheceis a D'us ou, antes, sendo conhecidos por D'us, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos?" (v.8 e 9).

Primeiro detalhe: No versículo 8 diz: "...outrora servíeis a deuses...". Sabemos que desde o retorno dos judeus da Babilônia, Israel estava completamente curado da idolatria, o pavor dos judeus em relação a este pecado é tão intenso até em nossos dias, que muitos deles não recebem Yeshua simplesmente com medo de caírem em idolatria. Sem dúvida, o texto se refere a gentios (não-judeus) de Galácia (a quem é endereçada a epístola), que haviam se convertido ao D'us de Israel e a seu Messias (Yeshua - Jesus) e que agora estariam voltando ao culto pagão em memória dessas falsas divindades.

Paulo é ainda categórico ao afirmar: “... estais voltando outra vez aos RUDIMENTOS..." (ARA). Mais uma vez precisa-se da ajuda dos originais, assim compreenderemos a expressão "rudimentos" com maior precisão. O que significa esta expressão? A palavra grega usada é o substantivo pluralizado "stoikeion" [stoiceion] que segundo o Dicionário do Novo Testamento Grego do professor W.C. Taylor é: "as causas materiais do universo pyr (fogo), ydôr (água), aêr (ar) e gê (terra)... os corpos celestes, sinais do zodíaco, etc, rudimento, princípio elementar, ou astro ou talvez (?) espírito, demônio". Na verdade estes princípios de elementos da natureza, signos, elementares, espíritos cósmicos, sempre foram princípios da antiga mitologia greco-latina e babilônica. Sem dúvida estes crentes estavam sendo escravizados por estes elementos, por isto Paulo encerra dizendo: "Guardais dias, e meses, e tempos, e anos" (v. 11). Na verdade estes dias que estavam sendo guardados pelos Gálatas não tinham nada haver com as Festas da Torá. Eram festas pagãs em honra aos "stoikeion". Seria como se uma pessoa advinda na bruxaria, da umbanda, ou de uma religião esotérica, depois de convertida ao Senhor Yeshua (Jesus), ainda fosse atraída para as festividades pagãs outrora celebradas em honra às respectivas divindades. Sem dúvida, isto seria um 'trabalho vão' conforme as palavras do apóstolo do Messias.

Concluímos com isto, que em nenhum momento Paulo neste texto está fazendo referência a afirmativa de que "Os Ritos Judaicos são Transitórios" conforme a "ARA" (Almeida Revista e Atualizada). Mas, sim exortando os crentes recém convertidos do paganismo “galaciano”, para que não voltem às suas festividades demoníacas e cheias de misticismo pagão.

"De sorte não és escravos, porém filho; e, sendo filho também herdeiro por D'us" (Gálatas. 4.7).

Lição III - A Antiga Aliança foi Removida?

"Mas os sentidos deles se embotaram. Pois até o dia de hoje, quando [os judeus] fazem a leitura da Antiga Aliança, o mesmo véu permanece, não lhes sendo revelado que, no Messias (em Cristo), é removido" (II Coríntios 3.14).

Outro problema de interpretação tendenciosa. Recentemente ouvi um pregador conhecido fazendo uma aplicação deste texto, como se a Antiga Aliança tivesse sido abolida por Yeshua, afirmando ainda que em 'Cristo a Antiga Aliança é removida'. Não há nada pior do que sermos desonestos com o que está claro no texto. Não podemos ir a um texto das escrituras com uma teologia formada, mas devemos formar a nossa teologia das escrituras. Do contrário não estaremos sendo sinceros com as pessoas e nem com D'us.

Novamente um problema de contexto, no versículo 13 Paulo diz: "Não somos como Moisés, que punha VÉU sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que desvanecia." Observe que Paulo neste versículo faz um comentário sobre o véu que Moisés teve que pôr sobre seu rosto a fim de que ninguém olhasse para ele, pois sua face estava resplandecendo, quando da sua descida do Monte Sinai (com as segundas Tábuas da Torá). Mas, no versículo 14 ele explica o motivo deste comentário. Neste caso ele explica que até hoje quando os judeus fazem a leitura da Antiga Aliança - aqui Paulo está fazendo referência ao costume judaico de ler porções do Tanach ("Antigo Testamento") todos os Shabatot (sábados) - claramente ele continua: "... o mesmo véu permanece...". Na verdade Paulo está querendo dizer, que os judeus estão com seus sentidos "espirituais" inativos, eles estão cegos, pois não perceberam que Yeshua é o Messias, pois se eles tivessem fé Nele, este "VÉU" e não a "ANTIGA ALIANÇA" seria removido.

Paulo ainda complementa: "Mas até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Quando, porém, algum deles se converte ao Senhor, o véu lhe é retirado" (v.15 e 16). Está claríssimo, que a referência de Paulo no texto não está sendo aplicada a uma suposta remoção da Antiga Aliança, mas a remoção da cegueira espiritual dos judeus quanto a revelação de Yeshua na mesma "Leitura da Antiga Aliança". O apóstolo demonstrou isto claramente em Atos 13.14 e seguintes, em uma sinagoga em Antioquia, exatamente na leitura da Torá e dos Profetas.

Lição IV - As Leis Alimentares foram Abolidas?

"Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem o casamento e EXIGEM ABSTINÊNCIA DE ALIMENTOS QUE D'US CRIOU para serem recebidos, com ações de graças, pelos fiéis..." (I Tm 4.1-3).

Este texto é mais um que não pode ser aplicado aos judeus. Pois sem dúvida perceberemos que Paulo agora está fazendo referência ao Gnosticismo.

O Gnosticismo era uma filosofia esotérica, uma religião de mistérios, que concorreu intensamente com o cristianismo no primeiro e no secundo século de nossa era. Eles ensinavam em síntese, que existiam dois mundo paralelos e ambíguos. Este mundo físico e histórico habitado pelos homens (este pensamento é influência do platonismo) e o espiritual e metafísico habitado por D'us e por anjos ou demiurgos (pequenos deuses).

Baseados neste conceito elementar, eles entendiam que quanto mais eles se desligassem da vida terrena, mais próximo de D'us e do mundo espiritual eles estariam. Assim eles seriam mais "pneymáticos" (espirituais) e menos "sarkikos" (carnais). Assim, eles praticavam o que nós chamamos de ascetismo. Abstiam-se de alimentos, de casamento, do sexo, de algumas bebidas, de festas, de alegrias terrenas, etc. Aparentemente isto parece bom, mas não é! A bíblia nunca foi um livro de 'ascetismos', segundo o pensamento judaico, a abstenção de um prazer lícito pode ser tão pecado, quanto algo ilícito.

Infelizmente estes gnósticos estavam sendo levados por espíritos imundos, a ensinarem a abstinência de "Alimentos que D'us criou...". Algumas pessoas, dizem: "Viu? Paulo disse que a abstinência de alimentos e diabólica!". Sem dúvida, a abstinência de "ALIMENTOS QUE D'US CRIOU" é um erro. Mas, pergunto: O que é alimento segundo a Bíblia? Alimento segundo a bíblia é o descritos em Levítico 11. Porco não é alimento, Urubú não é alimento, Cobra não é alimento, etc. O problema dos Gnósticos é que eles estavam exigindo a abstinência de alimentos bíblicos, pois estes D’us criara para nossa alimentação. Não somente isto, ainda escravos de seus princípios ascéticos, ensinavam a abstinência do casamento, como se o sexo e a vida a dois fossem um problema espiritual. Um exemplo da influência do gnosticismo no cristianismo católico romano é o celibato dos sacerdotes, como se o sexo fosse um problema.

Claro que o gentio está isento desta lei, mas o princípio é claro, "alimento" são os que realmente estão descritos em Levítico. Outros animais podem ser tomados por alimentos, mas os "alimentos que D'us criou" são descritos com clareza no trecho citado. Um princípio que pode ser vivido por crentes em Yeshua sem legalismos, sendo que deve-se deixar claro que não há nenhuma obrigação bíblica para que os gentios guardem as leis alimentares. Mas, os que optarem em guardar estes princípios sem dúvida serão abençoados, pois a palavra de D'us nunca volta vazia.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Como entender as aparentes contradições da Bíblia. Parte IV

Por Julio Dam rabino messiânico renovado
Traduzido e adaptado por Metushelach Ben Levy

Recomenda-se ler as Partes I e II e III para melhor compreensão do que se segue.



Outro erro deliberado como o anterior é o que aparece em Mateus 7:23: "E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade." A palavra grega usada aqui e que foi traduzido como "iniqüidade" é anomia, (a = não; nomos = Lei “Torá”). O que realmente diz este versículo é que o Senhor Yeshua dirá "Eu nunca os conheci", vocês que não cumprem a Torá, as instruções de D-us.

Outro erro deste tipo está em 1 Coríntios 9:21, onde existe acréscimos à Escrituras de Elohim para justificar as doutrinas dos homens, é a seguinte: "(.Embora eu não esteja sujeito à lei") Tudo o que está entre parênteses não existe no grego, nem a versão King James em Inglês e foi adicionado, como o verso anterior de Mateus 7:23.

Em Apocalipse 4:8 a palavra “Santo” está no grego nove vezes, enquanto que em Inglês e vários outros está apenas três vezes. (NT Interlinear Grego-Inglês Versão Thomas Nelson, pg. 480).
 
Uma aparente contradição que levou a uma exegese não tão feliz são as palavras de Yeshua no madeiro (estaca) (a palavra "cruz" não existe na versão grega) em Mateus 27:46: "Meu Deus, meu Deus, porque tu me abandonaste? " Quantos sermões e livros já ouvimos e lemos sobre como Yeshua tinha sido abandonada por YHWH , devido a suportar os pecados da humanidade"? A Exegese provem de ser usando o pensamento helênico, em vez do pensamento judaico.

Yeshua não estava reclamando de ter sido abandonado! Nosso Senhor, que 59 vezes na Bíblia é chamado de "Rabi" (que significa "Mestre" ou "rabino") estava simplesmente dando a sua última aula na Terra! É habitual para crianças judias aprender a Torá de memória , a partir da idade de cinco anos. Um dos métodos mnemônicos (para lembrar) é citar o primeiro verso de uma passagem, de modo que o talmidim (estudantes) mentalmente lembrem o resto da passagem! O que o rabino Yeshua fez em Mateus 27:46 foi lembrar sua platéia judaica, que estava em torno do madeiro (Estaca) que estava preso, o Salmo 22, que começa com "Meu Deus, meu Deus, por que me desamparaste? incluindo, no versículo 18 da seguinte profecia , escrito pelo rei Davi 1000 anos antes: "Dividiram as minhas roupas entre si, e sobre a minha roupa lançaram sortes", Yeshua estava dizendo: Veja como as Escrituras que falam de mim é cumprida neste dia! Veja "Lembre-se do Salmo 22!".
 

Um erro adicional, neste caso, também teológica, é o de Ef. 6:17: "Tomai também o capacete da salvação / libertação, e a espada do Espírito, que é (a palavra) “Rhema” de Elohim." Este versículo é freqüentemente citado, dizendo que as Escrituras, a Palavra escrita de Elohim é a "espada do Espírito". No entanto, em grego, há duas palavras traduzidas para o português como "palavra" logos e rhema. (João 1:1). O logos é a palavra escrita, em geral, para todas as Escrituras. Em vez disso, a Rhema é a palavra específica para uma pessoa em um momento específico para um problema específico. Esta Rhema pode vir de uma palavra de profecia (1 Co 12:10), ou de uma palavra “logos” nas Escritura que Elohim nos dá para um problema específico em um determinado momento e que se torna em Rhema porque Elohim assim o desejou.então Ef. 6:17 diz é que as rhema de D-us é a espada do Espírito, e não a Palavra escrita de D-us, a menos que Elohim nos dê em um momento determinado para que seja seguido por nós.
 

Outro erro adicional no início do verso é a tradução da palavra “Soteria”. A palavra Soteria, significa três coisas, dependendo de seu contexto: "salvação", mas também a "libertação" e "vitória". Conforme Dicionário Vine de termos gregos bíblicos, Vol. 3, pág. 316 diz de Soterias: "denota a libertação, preservação, salvação."
Soteria é uma tradução do grego da palavra hebraica usada por Paulo (Shaul) "Iasháh" que, segundo o Dicionário Ben-Yahudá, pg. 123, significa a "vitória da salvação." Observe a semelhança com a palavra "Yasháh" com o nome de Yeshua!
Quando usamos esta palavra, devemos ter cuidado e procurar qual dos três significados é mais apropriado para o versículo em questão. No entanto os tradutores tem traduzido soterias apenas como "salvação", sem levar em conta as outras conotações.

 Outro erro que custou muito tem sido desjudaizar nomes de toda a Escritura, especialmente no Pacto Renovado (Novo Testamento). Deve ficar claro que isso não foi feito acidentalmente pelo inimigo do D-us de Israel, mas de propósito. A intenção do diabo é remover todos os vestígios do judaísmo das Escrituras, até que não vejamos a verdade, que nós seguimos um rabino judeu, Yeshua, que é a Palavra Falada (Davar, logos) de D-us Pai, encarnado, (Jo 1 : 14) e não um deus Romanizado,
 

Em Inglês, todas as referencias ao nome de Elohim foram alterados para "The Lord", acrescentando mais confusão à confusão, pois quem sabe quando estamos a falar de YHWH e quando de Yeshua! Como nos disse pessoalmente um missionário com desdém "É a mesma coisa!" confusão mental aludiu a isso, quando dizemos que rezamos ao Senhor (Yeshua) e agradecemos esta oração "em nome do Senhor!" Quantas vezes você ouviu alguém orar à Jesus e agradecer em nome de Jesus? "

O desjudaização das Escrituras, por outro lado, tenha retirado qualquer contexto e qualquer sabor real da Santa Palavra de Elohim. Veja abaixo Mt 1:1 KJV e realmente a que deve ser e compare você mesmo.

 

ACF: "O Evangelho Segundo São Mateus: Livro da genealogia de Jesus Cristo, Filho de Davi, filho de Abraão." Veja agora o que o texto realmente diz em grego se re-traduzirmos do original hebraico que falavam tanto Rabi Yeshua como seus discípulos;
 

De acordo com 1:1 Matatias: "O rolo da Torá sobre a linhagem do Yeshúa HaMashiach David Ben (" Ben David "é um título messiânico) Ben Avraham." Pode notar o sabor judaico, que oferece a versão original? Nas palavras gregas originais não existe a palavra "O Santo Evangelho" ou "São" Mateus, que a Igreja da Babilônia, usa para designar os seus "santos". Matityahu é um nome hebraico, como convém a um (estudante) talmid de um rabino.

 
Vamos dar um último exemplo de como realmente tem que ouvir Lucas 1:5, por exemplo. Compare a sua versão e você vai encontrar o que o diabo fez para a Santa Palavra de Elohim com toda a intenção de afastar-se das verdadeiras raízes da Igreja, as nossas raízes judaicas.


"Havia no momento da Jerod, Rei Judá, um Kohen, um sacerdote chamado Zacaríah, da turma (no Templo de Jerusalém), do Abiyah, e sua esposa foi Batei Aaron (das filhas de Arão) e se chamava Eletiva (Isabel). " Como compreender as aparentes contradições, paradoxos na Escritura, então? "Subindo" a Jerusalém, ao invés de simplesmente "ir" para Atenas. A primeira é ir em peregrinação, enquanto a outra se vai como qualquer outra cidade à turismo. Subindo com o nosso espírito e a nossa mente para Kiryat Melech (para a Cidade do Grande Rei), como o chama a Escritura, mas com humildade, sabendo em nosso coração que só vamos encontrar o único e verdadeiro Elohim ali, Jerusalém é um refúgio e um lugar de encontro com o Grande Rei. Você se achega a ela com esperança e amor, sabendo que ali vai se encontrar com aquele que fez "os céus e a terra"! Mas mais do que qualquer coisa, subindo como ele volta para casa! Se você é um crente, você está voltando para casa, como o filho pródigo, que desperdiçou sua fortuna no mundo, até que ele percebeu que a casa de seu Pai, vivia muito melhor e decidiu voltar. A Igreja tem necessidade desta atitude de humildade para o Pai, e especialmente ao seu irmão mais velho, o judaísmo. Se queremos unidade na Igreja, ela só virá quando costurarmos o tecido, onde ele quebrou: o desjudaização e posterior separação das raízes e ramos enxertados. O filho pródigo foi longe de casa por muito tempo. É hora de voltar. É hora de abraçar o pai e dizer: "Pai, pequei contra ti e contra o meu irmão. Eu sempre desprezaei, não percebendo que ao fazê-lo também te desprezam." Só então você pode começar a entender o que foi proibido por séculos de negação, o verdadeiro entendimento das Escrituras em toda a sua profundidade.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Birkat Kohanin - Benção Araônica

Números 6:24-26

O Eterno te abençoe e te guarde;
O Eterno faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti;
O Eterno sobre ti levante o rosto e te dê Shalom.


Em Hebraico:

במדבר פרק ו

כד - יְבָרֶכְךָ יְהוָה, וְיִשְׁמְרֶךָ.

כה - יָאֵר יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וִיחֻנֶּךָּ.

.כו - יִשָּׂא יְהוָה פָּנָיו אֵלֶיךָ, וְיָשֵׂם לְךָ שָׁלוֹם


Transliterado:

"Ievarekhekha Adonai veishmerekha.

Iaer Adonai panaiv eleikha, vichunekha.

Issa Adonai panaiv eleikha, veiassem lekha shalom."

Judeus sem saber

Perseguidos na Europa pela Inquisição, centenas de judeus se exilaram na América no fim da Idade Média. Cinco séculos depois, descendentes tentam descobrir suas raízes.

por Baudouin Eschapasse

Obra mostra cena de explusão de judeus da Espanha em 1492. Muitos deixaram o país, mas outros optaram por ficar e se onverter ao catolicismo. (Xilogravura, Michaly von Zichy, 1880, posteriormente colorizada)

Eduardo Manet não esquece aquela noite de junho de 1943. O tempo estava bom em Havana. Ele e a mãe tinham ido ao cinema. Na volta para casa, o futuro escritor cubano ouviu a mãe explicar que ela havia nascido em uma família “marrana”. O menino não entendeu imediatamente o que aquilo queria dizer. “Creio que não ouvi direito... o ruído do mar, meus ouvidos zumbiam...”

A frase não fazia sentido para Manet. “Marrano” significa “porco” em espanhol. Confuso, ele perguntou: “Como assim? Você nasceu com os porcos?”. O adolescente, prestes a completar 13 anos, compreendeu na hora que acabara de ferir profundamente a mãe. Com uma expressão séria no rosto, ela explicou ao filho o sentido religioso do termo: “Chamamos de marranos os judeus sefarditas que foram obrigados a se converter à religião católica no fim do século XV. Eles não tinham escolha: era o exílio ou a conversão. Os que não quiseram abandonar a terra de seus ancestrais nem se converter ao catolicismo acabaram na fogueira”.

Sessenta anos depois, o escritor manteve gravado na memória esse dia em que descobriu o segredo de sua família. Ele era judeu sem o saber. Ou melhor, era um criptojudeu. Inspirado por essa revelação, decidiu pesquisar mais a fundo a história de seus antepassados. Em 2007, reuniu o resultado de seus estudos para escrever o livro Marrane! (Marrano!), publicado pela editora francesa Hugo et Compagnie. A obra não é apenas uma emocionante viagem à Cuba da juventude do autor, mas também um interessante relato sobre a trajetória de uma família marrana que se refugiou no Novo Mundo para fugir da Inquisição. Em busca das origens, o autor se debruçou sobre sua árvore genealógica e retrocedeu no tempo até chegar a doña Asunción, judia sefardita que foi obrigada a dissimular sua religião na Espanha do século XV.

Naquela época, os judeus eram alvo de uma feroz perseguição religiosa na península Ibérica. O antissemitismo não era novo. As primeiras manifestações desse tipo de preconceito remontam à Antiguidade, mas só no fim do século XIV a intolerância assumiu a forma de grandes massacres de judeus, os chamados pogroms. A situação dos filhos de Israel só piorou quando, cem anos depois, a rainha Isabel de Castela, conhecida como “a Católica”, assinou vários decretos reais condenando severamente todos os hebreus que não abraçassem a fé cristã.

Há quem garanta que Colombo foi judeu, assim como grande parte da tripulação de suas três caravelas. (Chegada de Colombo na América em 1492, óleo sobre tela John Vanderlyn, séc. XIX)

Milhares de judeus passaram então a esconder sua religião. A Inquisição se mostrou especialmente implacável com eles. Em 1481, muitos Talmudes (livros que registram as leis e costumes dos hebreus) foram queimados em autos de fé organizados em toda a Espanha. Em 1492, os reis católicos tomaram Granada, expulsando definitivamente os muçulmanos da península Ibérica. Senhores absolutos da Espanha e contando com o apoio do papa Sisto IV, que reconheceu oficialmente a Inquisição espanhola em uma bula de 1478, os soberanos de Castela e Aragão assinaram o Decreto de Alhambra em 31 de março de 1492, que expulsou os judeus do reino espanhol. De acordo com esse texto, todos os súditos hebreus deveriam se converter ao catolicismo ou partir. Apesar da enérgica ação de Isaac Abravanel, funcionário da corte de Isabel de Castela que tentou obter a anulação do decreto, as perseguições se intensificaram.

Centenas de milhares de israelitas (entre 200 mil e 400 mil pessoas, dependendo da fonte) escolheram deixar o país. Alguns foram para Portugal, de onde foram expulsos em 1497. Outros atravessaram o estreito de Gibraltar para viver livremente sua fé do outro lado do Mediterrâneo, no Marrocos. Muitos fugiram para o Oriente – para a Itália, para o leste da Europa, para o Egito ou para a Palestina. Houve os que encontraram refúgio no Império Otomano, onde o sultão Bayazid II lhes ofereceu sua hospitalidade. Os que ficaram (cerca de 150 mil) se converteram, mas um grande número continuou a viver secretamente de acordo com a tradição judaica.

Não era fácil professar a fé na clandestinidade, principalmente na ausência de rabinos e de ensino religioso. Praticados de forma secreta, os ritos e as festas perdiam às vezes o sentido, mas os gestos sobreviveram e foram transmitidos de pai para filho. A comunidade dos marranos na Europa, também chamados de “conversos”, contava com algumas celebridades, como o filósofo Baruch Spinoza (que acabou rompendo com o judaísmo), ou Antoine de Luppes, avô materno do filósofo Michel de Montaigne.

Há quem diga que o próprio Cristóvão Colombo era um criptojudeu, mas não há provas que corroborem tal afirmação. A única certeza é que grande parte dos financiadores de sua expedição de 1492 era judia. Entre eles estavam Abraão e Isaac Abravanel, Juan Cabrero, Luis de Santángel, Gabriel Sánchez e Alfonso de la Caballeria. Segundo Lee Friedman, autor de um estudo sobre os pioneiros judeus do Novo Mundo intitulado Jewish pioneers and patriots (Pioneiros e patriotas judeus), vários membros da tripulação das três caravelas da expedição de Colombo seriam judeus. Alguns teriam, inclusive, criado raízes na América desde a primeira missão, em agosto-setembro de 1492. Cada nova onda de conquistadores trouxe novos criptojudeus.

Página original do decreto, assinado pelos soberanos de Castela e Aragão, que determinou a expulsão dos judeus no século XV

Desde a década de 60, diversas comunidades marranas vêm sendo identificadas no continente americano. Não só em Cuba, mas também em Porto Rico, no Brasil (a partir dos anos 80), no México e nos Estados Unidos. Um dos casos mais interessantes é o de um grupo de moradores da região do Novo México, nos EUA, que, apesar de oficialmente cristãos, seguem há várias décadas as tradições judaicas sem sequer ter consciência disso.

A revelação sobre as raízes israelitas dessa comunidade do sudoeste dos Estados Unidos foi feita pelo historiador Stanley Hordes em 2005 e gerou polêmica entre a população local. Segundo Hordes, o Novo México abrigaria uma das mais antigas comunidades criptojudaicas da América. O historiador de Santa Fé revelou que centenas de viejitos – como são conhecidos lá os velhos habitantes hispanófonos – ignoram que mantêm vivos diversos elementos da tradição israelita há centenas de anos, mesmo se considerando oficialmente católicos.
Eles evitam, por exemplo, comer carne de porco e acendem duas velas nas sextas-feiras à noite. A oração que recitam em enterros seria muito próxima de uma prece judaica chamada kaddish, mas não existe sinagoga alguma em um raio de mil quilômetros e eles não conhecem a Torá.

Hordes divulgou sua pesquisa no livro To the end of the Earth – A history of the crypto-jews of New Mexico (Até o fim do mundo – Uma história dos criptojudeus do Novo México), publicado em 2005. Nessa obra, o historiador defende a ideia de que os ancestrais dessa “tribo perdida” seriam marranos vindos no rastro de Hernán Cortez, explorador espanhol que conquistou o México em 1519. Segundo Hordes, esses descendentes de judeus teriam se instalado na fronteira norte do império colonial espanhol, no território correspondente ao atual Novo México, onde era mais fácil escapar da autoridade da Igreja e do Estado e praticar sua fé livremente.

Para sustentar sua tese, Hordes cita várias biografias de conquistadores investigados por tribunais espanhóis por causa de suas crenças religiosas. O principal caso seria o de um certo Luis de Carvajal, sobrinho do governador da província de Nuevo León, no México. Ele, sua mãe e sua irmã foram condenados à morte em 1596 por serem judeus. Seu tio e outros 170 marranos teriam então deixado a cidade de Cerralvo, no atual México, marchando em direção ao norte, sem dar nunca mais nenhum sinal de vida. Stanley Hordes acredita que os criptojudeus do Novo México sejam descendentes desses homens e mulheres.

Eduardo Manet, escritor cubano, que se descobriu marrano: pesquisa resultou num livro que vai da inquisição à Cuba do século XX .

O isolamento dessa comunidade se revelou uma faca de dois gumes. Desenraizados e tendo adotado o calendário romano, eles teriam perdido o sentido das tradições que, no entanto, continuaram observando. Nos últimos anos, alguns desses marranos têm realizado o movimento que os judeus chamam de techuva, o “retorno às origens”.

Stanley Hordes conta o caso de uma moradora da cidade católica de Ruidoso, no Novo México, que empreendeu esse resgate de suas origens ancestrais. Sonya Loya diz sempre ter se sentido judia, mas só recomeçou a observar o Shabbat depois de descobrir a história de suas origens ao ler o livro de Hordes. Na verdade, essa revelação não a surpreendeu. Um de seus tios, ao retornar da Segunda Guerra Mundial, disse ter visto o nome da família em uma lista de prisioneiros dos campos de concentração. Criptojudia, ela decidiu se converter ao judaísmo para se tornar “plenamente” judia.

O caso de Bill Sanchez é ainda mais impressionante, pois esse marrano chegou a ser ordenado padre católico. As revelações de Hordes o abalaram de tal modo que ele decidiu mandar analisar seu DNA. O exame revelou que ele possuía uma série de marcadores genéticos em seu cromossomo Y presentes em 30% dos homens judeus (os cientistas reiteram, no entanto, que não existe um cromossomo “judeu”). Bill Sanchez não renegou a fé católica, mas hoje ele usa uma correntinha no pescoço com a estrela de Davi ao lado de um crucifixo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O Verdadeiro Sentido do Natal

Escrito por Marcelo M. Guimarães

As comemorações natalinas acontecem e julgo oportuno compartilhar deste tema com todos do Corpo do Messias.

Inicialmente gostaria de afirmar bem claro que não tenho a menor intenção em agredir suas tradições e seus costumes quanto à comemoração do natal, quer pelos católicos, protestantes, evangélicos, espíritas e por qualquer outra forma mesmo que ela não esteja filiada a uma religião denominada cristã. Mesmo nos países orientais de religião predominantemente budista muitos celebram a festa de natal.

Portanto, o objetivo de minha mensagem é esclarecer os fatos históricos, confrontar tradições e costumes com os ensinamentos bíblicos e deixar que cada leitor tire suas próprias conclusões, sem com isto, querer impor à ninguém aceitar meu ponto de vista.

Se você ler esta mensagem com este espírito com certeza tirará bom proveito.

Pensando bem, o que é o Natal?
Nesta época é comum enfeites nas portas das casas e no seu interior grandes ou pequenas árvores de Natal. Decorações nas ruas da cidade com bolas coloridas variadas, perus, leitões recheados, patos, gansos, muitas nozes, castanhas, passas de uvas, whiskys, champanhe, etc., não faltam para um família de classe média-alta. Enfim, todos dão um jeitinho, nem que seja comer um franguinho com farofa.

Às vezes acontece que muitas pessoas gastam muito dinheiro e herdam uma grande dívida para ser paga em suaves prestações no ano que vem, pois afinal, quem recebe um presente de natal se vê quase na obrigação de retribuir, tudo bem! Mas, quando não se pode, a coisa se complica e constrange até mesmo numa humilhação.

Para as pobres crianças de rua é tempo de tentação, pois vêem presentes e guloseimas expostas nas vitrines das lojas e fica por isso mesmo. Mas com certeza, as esmolas neste tempo se dobram também, pois é Natal. Afinal vamos dar uma trégua às dificuldades e problemas; vamos esquecer um pouquinho das coisas ruins, nos alegrando com a família, desejando a todos um "feliz natal" cheio de saúde, muita paz, e porque não dizer "boas festas".

Mas afinal, o que se comemora no Natal? Muitos dirão: "Comemora-se o nascimento de Jesus Cristo". Mesmo para a maioria dos cristãos o que isto significa não é muito fácil de se entender. Mas atualmente, até o Japão que é um país budista, comemora também o Natal. Então se pergunta: "Que espírito é este do Natal"?

Com toda consideração ao leitor, gostaria de compartilhar um pouco sobre as origens da festa natalina, pois não temos a intenção de criticá-lo ou tão pouco condená-lo porque você ainda comemora o Natal. Mas a verdadeira intenção é que você entenda o verdadeiro sentido do Natal, suas tradições e costumes, a fim de que você como salvo no Messias, esteja livre de todo paganismo do mundo hodierno.

Se pesquisarmos um pouco, veremos que o Natal atual tem todas as características de uma festa pagã. Vejamos alguns exemplos:

Pinheiros

Os escandinavos adoravam árvores e sacrifícios eram feitos debaixo das árvores ao deus Thor. A Enciclopédia Barsa descreve que a árvore de Natal tem origem germânica, datando do tempo de São Bonifácio (800 d.C.). Os pagãos germânicos faziam sacrifícios ao carvalho sagrado de Odim (demônio das tempestades) e ao seu filho Thor.

O ato de cortar as árvores para enfeitá-las é bem antigo. Vejamos o que diz o profeta Jeremias (10:3 e 4): "... porque os costumes dos povos são vaidades, pois cortam do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, com machado. Com prata e com ouro o enfeitam, com pregos e com martelos o firmam para que não se movam...". Quando os pagãos se tornaram cristãos, normalmente sem uma profunda experiência com Yeshua ( Jesus), levaram consigo todos os costumes pagãos.

Presépio

Foi instituído no século XIII por São Francisco de Assis, que quis representar o cenário no qual Yeshua nasceu.

Papai Noel

Noel, em francês, significa Natal. Porém, esta palavra não consta na Bíblia e sua origem, conforme minha pesquisa, é incerta. Há contudo, aqueles que ligam o mito Papai Noel com a lenda de São Nicolau, Bispo de Mira, na Ásia Menor, no século IV. A Holanda o escolheu como patrono das crianças e neste dia era costume dar presentes. Este costume, então, se espalhou pela Europa. Os noruegueses criam que a deusa Hertha aparecia na lareira e trazia consigo sorte para o lar. A lenda conta que as crianças colocavam seus sapatinhos na janela e São Nicolau passava de noite colocando chocolates e caramelos dentro dos sapatos. Tudo isto foi descaracterizando o verdadeiro espírito do Natal.

NASCIMENTO DE YESHUA (JESUS)

Até o ano 300 d.C. o nascimento de Yeshua era comemorado pelos cristãos em diferentes datas.
No ano 354 d.C. o papa Libério, sendo imperador romano Justiniano, ordenou que os cristãos celebrassem o nascimento de Yeshua no dia 25 de dezembro. Provavelmente, ele escolheu esta data porque em Roma já se comemorava neste dia o dia de Saturno, ou seja, a festa chamada Saturnália. A religião mitraica dos persas (inimiga dos cristãos) comemorava neste dia o NATALIS INVICTI SOLIS, ou seja, "O Nascimento do Sol Vitorioso".
Na tentativa de "cristianizar" cultos pagãos, o clero da era das trevas (de Constantino até a Idade Média) tentou de todas as formas conciliar o paganismo com o cristianismo. Um bom exemplo disto foi a criação dos santos católicos, substituindo as festas e padroeiros pagãos. Vênus, deusa do amor; Ceres, deusa da colheita; Netuno deus do Mar; assim como São Cristovão é o padroeiro dos viajantes; Santa Bárbara, protetora dos trovões e o famoso Santo Antônio é o padroeiro do casamento.
No Brasil ainda foi muito pior quando os santos se misturaram com os demônios e guias do candomblé, umbanda, vodu, etc.
Paulo, na carta aos romanos (1.25) diz que mudaram a verdade de D'us em mentira.

AFINAL, QUANDO NASCEU YESHUA? (Creio eu, ser uma verdade revelada - Hb 1.1)

Lucas foi o evangelista mais minucioso. Vejamos algumas passagens:

Lucas 2.8 - diz que haviam pastores guardando seus rebanhos durante as vigílias da noite. O inverno em Israel é rigoroso e isto é pouco provável que tenha acontecido no inverno.

Lucas 2.1 - diz que César Augusto convocou um recenseamento para o povo judeu. É pouco provável que realizariam um recenseamento no inverno, onde povo deveria percorrer a pé ou no máximo em lombo de animal, grandes distâncias durante o inverno. Além do mais, Yosef (José) não iria expor uma mulher grávida a andar a céu aberto nestas condições.

Lucas 1.5 - diz que naquele exato momento Zacarias servia no templo como sacerdote no turno de ABIAS. Isto é, os sacerdotes se revezavam no templo em turnos, (cada turno tinha um nome; ABIAS era o 8º turno, sendo portanto, um dos 24 turnos de revezamento dos sacerdotes).

Lucas 1.8,9 e 13 - diz que neste exato momento Zacarias recebe a anunciação do nascimento de Yohanam Ben Zechariah (João Batista - filho de Zacarias).

Lucas 1.23 e 24 - diz que Isabel estava grávida de João Batista.

Vejamos, portanto, quando realmente Yeshua(Jesus) nasceu. Analisando atentamente alguns versículos bíblicos, podemos concluir que Yeshua não nasceu em dezembro e sim nos prováveis meses de setembro ou quando muito outubro, meses em que os judeus comemoravam a Festa dos Tabernáculos, como diz João 1.14: "... e a Palavra se fez carne e habitou entre nós...", "habitou" no original grego é 'skenesei' que se traduz como 'TABERNACULOU'.

Êxodo 12.1 e 2 e Deuteronômio 16.1 - mencionam que a Páscoa é a principal festa do ano e acontece no primeiro mês.

Êxodo 23.15 - diz que Aviv é o primeiro mês do calendário religioso judeu (bíblico).

I Crônicas 24.7-10 - diz que os sacerdotes se revezavam em turnos de dois turnos/mês e que ABIAS era o oitavo turno.

Qual é, portanto, a dedução lógica para descobrir o mês do nascimento de Yeshua (Jesus)?

Nosso D'us, é um D'us lógico e para Ele não há coincidências. É bem provável que o primeiro turno dos sacerdotes deveria começar no primeiro mês religioso do calendário judaico, por quê? Imaginem, se os sacerdotes faziam rodízio para servir no templo, eles deveriam ter um mês de referência para que, antecipadamente, pudessem conhecer seus respectivos turnos e meses nos quais eles (os 24 sacerdotes) fariam o revezamento. E é bem lógico que eles escolheriam o mais importante dos meses judaicos, que era o primeiro mês, Aviv, no qual se comemora Páscoa. Então, se isto é lógico e aceitável, não restam dúvidas que o turno de ABIAS de Zacarias que era o oitavo da escala e coincidiu com o mês chamado TAMUZ. Ora, a Bíblia diz que poucos dias após Zacarias ter recebido a anunciação do anjo sobre o nascimento de João Batista (Yohanam Ben Zechariah), Isabel, sua mulher ficou grávida.

Lucas 1.25 e 36 - diz que estando Isabel no 6º mês de gravidez (mês de Tevet), foi ela visitada por Miriam (Maria mãe de Yeshua) que acabara de ficar grávida. Ora, se contarmos 6 meses no calendário judaico vamos concluir que Maria ficou grávida de Yeshua no mês de TEVET e, se contarmos nove meses a partir de TEVET chegaremos à conclusão que Yeshua HaMashiach (Jesus o Messias) nasceu nos meses de setembro ou no mais tardar em outubro, meses estes que coincidem sempre com o mês do calendário judaico de Tishrei (7º mês do calendário), no qual os judeus comemoram a Festa dos Tabernáculos.

O Calendário judaico é lunar e por isso há diferença entre os meses do calendário gregoriano, que é baseado no sistema solar.

À propósito, no jornal "Estado de Minas" do dia 16 de dezembro de 1990, foi publicada uma matéria pelo Prof. Nelson Travnik, do observatório Municipal de Campinas - SP, que os computadores já calcularam com base em dados astronômicos, que a data provável do nascimento de "cristo" foi em 15 de Setembro do ano 7 E.C.

Não tenho ferramentas ou argumentos científicos para endossar essa data e nem tão pouco informação Bíblica para contradizê-la. Mas, uma coisa eu sei, esta publicação veio exatamente confirmar essa mensagem, na qual eu já cria pela fé e por meio dos fatos bíblicos e históricos aqui mencionados.

CONCLUSÃO:

Fique, portanto, no coração de cada um esta mensagem. Ore a D'us, peça para entendê-la bem. Julgue também a palavra. Mas, tenho certeza que grande libertação virá na sua vida e com certeza você se sentirá mais livre das tradições mundanas, não sendo cúmplice e nem comungando com outros "espíritos" os quais não testemunham da verdade, que é o próprio YESHUA !

Seja sábio! Não saia agora por aí condenando tudo e todos. Você nasceu para ser luz onde há trevas.

Creio, também, não ser essencialmente importante saber ou não que Yeshua nasceu em dezembro.

No Verdadeiro Shalom do Messias, Yeshua HaMashiach. Amém.



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(*) Marcelo M. Guimarães - Engenheiro Industrial, MBA em Economia, Teólogo, Rabino Messiânico ordenado pelo Netivyah Bible Instruction Ministry-Jerusalém-Israel. Fundador do Ministério Ensinando de Sião, do Cates, da Abradjin e da Congregação Har Tzion em Belo Horizonte-Brasil.

Coisas para serem lembradas no Natal Cristão


Escrito por Elhanan Ben Avraham - ISRAEL

Coisas para serem lembradas durante o “Natal” cristão

Grande parte da população mundial já começa a comemorar o nascimento de um judeu chamado Yeshua (mais tarde chamado Jesus), que nasceu de uma mãe judia chamada Miriam (chamada mais tarde de Maria). Como todo judeu,ele foi circuncidado ao oitavo dia de vida e viveu quase todos os seus dias na Terra de Israel. Morreu e ressuscitou em Jerusalém. Ele foi crucificado pelos romanos como "O Rei dos Judeus". Ele viveu como um judeu de acordo com a Torá e manteve todos os costumes judaicos do povo judeu. Todos os seus discípulos eram judeus e todos viveram de acordo com a Torá, incluindo a guarda do Shabat (sétimo dia) e as leis alimentares (Kashrút). De acordo com o Livro dos Atos, havia dezenas de milhares de judeus crentes em Yeshua em Israel, incluindo judeus ortodoxos. Todos os seus seguidores eram "zelosos da lei". Outros Judeus escreveram todos os feitos e ensinos da vida de Jesus, entre tais feitos a promessa em se fazer uma Nova Aliança com a casa de Judá e Israel, de acordo com o que foi dito pelo profeta Jeremias (cap. 31:31). Tal Aliança foi compilada e deu origem ao que é conhecido hoje como o “Novo Testamento”.

O primeiro grupo de seguidores de Jesus eram apenas Judeus. Foram esses apóstolos judeus que levaram as Boas Novas da graça do D'us de Israel para os não-judeus das nações da Terra. Um dos seguidores de Jesus chamado Shaul (chamado em latim “Paulus”), foi o apóstolo judeu escolhido por Jesus para ensinar aos gentios. Paulo descreve a si mesmo no Novo Testamento dizendo: "Eu sou judeu". Ele guardava a Torá e viveu todos os dias de sua vida mantendo os costumes e tradições de seus pais e seu povo (como Jesus e todos os judeus que o seguiam). Está determinado por D-us que Yeshua (Jesus) deverá retornar como o "Leão da tribo de Judá", ou seja, ainda como um judeu.

Infelizmente, esses fatos foram virtualmente escondidos pelos cristãos atrás de uma névoa de costumes e festividades de origens pagãs as quais estão repletas de anti-semitismo. Mas, me alegro em ver que este véu está lentamente sendo retirado do rosto de muitos cristãos, e esse fato também ajudará a retirar outro véu que também está sobre os olhos do meu povo, o povo judeu. Este meu povo está agora novamente reunido por D'us na Terra Prometida e de posse novamente de Jerusalém, após 2000 de exílio. Muitos desses judeus hoje em Israel são verdadeiramente zelosos para com o D'us de Israel e aguardam diariamente e fielmente a vinda do Messias.

Por isso, peço a todos: orem pelo o povo judeu e pela paz de Jerusalém!

Shalom,

Elhanan Ben Avraham
Jerusalém - ISRAEL
Publicado em
http://www.ensinandodesiao.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=193&Itemid=28

Cronologia dos Patriarcas - De Adão à Isaque - Gráfico





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Quase um mês se passou e ninguem comentou nada, sendo assim eu mesmo olhando para o gráfico por algum tempo, resolvi escrever algumas impressões que tive, e se alguem quiser comentar, o artigo é "A Toráh "Lei" antes do Sinai"
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