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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Como entender as aparentes contradições da Bíblia?. Parte III

Por Julio Dam rabino messiânico
Traduzido e adaptado por Metushelach bem Levy

Recomenda-se ler as Partes I e II para melhor compreensão do que se segue.

Falando da salvação, a salvação se perde, como dito por Armínio ? Ou, pelo contrário, "uma vez salvo, sempre salvo", como diz a doutrina calvinista? Deixamos que "a Bíblia interprete a si mesma!" Os arminianos citam Hebreus 6:4-6: "Ora para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo,experimentaram a bondade da palavra de D-us e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de D-us, sujeitando-o à desonra pública.” E também: I Pedro 1:10: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis.” O fato de que diz que "fazendo isto” implica necessariamente que há a possibilidade de que se não as fazendo, então, poderás tropeçar.

Em vez disso, os calvinistas citam: Yochanan/João10.28 “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos.” e 1 Ped. 1:5: "que sois guardados pelo poder de D-us, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo."

Proposições a cerca da Torá (as "Instruções"), tem David HaMelech (Rei David) a chama de "delícia", Shaul (Paulo) tem a chamado de "ministério da morte", "jugo da escravidão" e "maldição".... - "QUAIS DOS DOIS SE LAVOU? "Você poderia perguntar ao rabino da lição de Pilpul das partes anteriores.
Um dos títulos do Senhor Yeshua é o "Príncipe da Paz", enquanto em Mateus 10:34, diz: ". Eu não vim trazer paz, mas espada".
Um verso diz Faraó "endureceu o seu coração", enquanto outro diz que D-us foi quem endureceu o coração de Faraó.
O Mestre Yeshua é chamado de "Cordeiro de Deus", e em outra passagem "Leão de Yahudá".
O Senhor diz que para nós encontrarmos a nossa vida temos que perder-la (Matityahu/ MT. 10:39), Em 2 Coríntios 12:10 diz que quando somos fracos é quando somos fortes. Lucas 14:11 diz que o caminho para a nossa exaltação é a nossa humilhação. (E poderíamos continuar e continuar dando exemplos de aparentes contradições, algumas delas são tão importantes, que têm feito cair muitos irmãos da fé, porque não podem lidar com elas!)

Uma área que tem feito muitos irmãos perderem a fé é a questão da "inerrância" da Bíblia. Tem erros na Bíblia? Os fundamentalistas têm como dogma centrail de sua fé é a que “a versão King James da Bíblia não tem nem um errinho.” Isso não falado é gritado, e tome cuidado, quem se opor a este dogma! Evangélicos segundo John D. Woodbridge têm a inerrância como um dos princípios fundamentais de sua fé, apesar de, segundo este autor, isso não é tão forte hoje em dia.

Nós cremos que as Escrituras em suas línguas originais não tem um único erro, já que provem de Deus. Em contrapartida, a tradução para qualquer idioma, existem centenas de erros, dos quais iremos citar alguns exemplos abaixo. Mas, primeiro, analisaremos a origem desta doutrina de infalibilidade das Escrituras.
Agostinho o paladino e coluna da Igreja da Babilônia, disse algo de muito revelador, que tem muito a ver com o que declaramos no início deste artigo acerca do pensamento helenístico e de sua fragilidade, comparado com o pensamento judaico, e sua capacidade de gerenciar paradoxos facilmente. Agostinho disse: "As consequências mais desastrosas seguirá se acreditarmos que há algo de falso nos livros sagrados." Outros apologistas da inerrância dizem coisas muito semelhantes como: "A idéia de que se um erro foi encontrado na Escritura, a sua autoridade será prejudicada."

Na frase anterior, acreditamos, está a chave para todo o problema: a fragilidade inerente do pensamento binário (sim / não) é tal, que mesmo se um único erro for encontrado, então o conjunto teológico todo, desmorona. E não só encontramos um erro, como dissemos, mas centenas - tanto na tradução, como nos originais, principalmente no hebraico, a fé de muitos desmoronou por causa do distanciamento que houve do pensamento imerso no contexto judaico que o escritor das Escrituras estava implantado, assim as raízes judaicas são as únicas ferramentas com capacidade de oferecer uma explicação para as aparentes contradições e paradoxos. Como vimos na lição Pilpul, o Rabino lidava perfeitamente com três explicações simultâneas e contraditórias entre si, sem que sua fé na história fosse abalada.


Alguns erros de tradução

. Alguns deles são tão graves que tem produzido erros teológicos que se perpetuaram pela história. Tentaremos ir em ordem de importância, do maior para o menor.

Um dos erros com más conseqüência para nosso entendimento é o de Shemot/Exodo 3:14: "E D-us disse a Moisés:". Eu sou o que eu sou "Ele disse: “Diga aos filhos de Israel: Eu SOU me enviou a vós ". Quantos sermões você já ouviu, caro leitor, acerca do “EU SOU O QUE SOU”, não é verdade? No entanto, a verdade é que não existe tal expressão em hebraico! Além disso, é impossível dizer "eu sou" em hebraico!
O que é dito é: EHEIÉ ASHER EHEIÉ, que significa, “Serei o que serei ”



O que quer dizer Elohim com esta definição de si mesmo?
Cada um de nós é algo hoje, mas em 20 anos, se você seguir a Ruach HaKodesh vai ser muito diferente, pois Elohim terá o feito mudar, e por sua vez, essa pessoa terá uma visão muito diferente de Elohim em 20 anos da que tem hoje. Em outras palavras, D-us “será o que será” na vida desta pessoa, um D-us muito diferente do que é hoje - aos olhos desta pessoa. Por isso, também, D-us se chamava de "O D-us de Abraão, o D-us de Isaac e o D-us de Jacó" e não "o D-us de Abraão, Isaac e Jacó, porque ele é um D-us diferente para cada um de nós; O D-us que acabou sendo o D-us de Avrahan foi distinto do que acabou sendo o D-us de Isaque, porque tanto Avraham como Isaque eram diferente.

Cremos ter a chave para explicar este erro, que compromete a própria compreensão de quem é o D-us YHWH , e se continua a traduzir igual depois de quase 2.300 anos, a partir da tradução da Septuaginta, no ano 280 E.C. em Alexandria, no Egito.

Primeiro, o erro já estava lá. É emocionalmente muito difícil para qualquer um que precisa ser aprovado por seus pares, chegar e dizer: "Ei, aqui é um erro que já tem 2.000 anos!" Isso significa que você pode ser apontado e chamado de herético! E há poucas pessoas dispostas a se expor e a sair dos cânones para “dar a cara a tapa” pela verdade. Em segundo lugar, nunca procurou consultar com os judeus! Leia uma história incrível, mas, definitivamente, relacionadas com o Mar Morto, descobertos em 1947 em cavernas no deserto Qumran. O patriarca de uma Igreja Oriental, que teve os rolos em seu poder, depois de te-los comprado de vendedores árabe, viveu no em Jerusalém, por volta de 1950. Você pode acreditar se dissermos que ele nunca consultou os milhares de judeus ao seu redor para saber o que diziam os rolos, mas escreveu cartas para os EUA que levavam anos para ser respondida, quando tinha 200.000 judeus disponíveis em redor de seu escritório, aos quais poderia ter perguntado? Infelizmente, essa atitude não é a exceção mas a regra. Agora podemos entender, talvez porque “EU SOU O QUE SOU” continua sendo um erro durante séculos.

Outro erro de tradução que tem sérias implicações teológicas é o de Êxodo 20:13 "Não matarás". Quantas denominações pacifistas foram formadas e continuam até hoje, com base neste erro de tradução? Quantos "objectores de consciência" existiu ao longo da história, com base nessa tradução ruim? A palavra hebraica usada aqui é ratzág, que significa "assassinar", enquanto a palavra para "matar" é Harag, que não é a encontrado aqui. A diferença é crucial: o que é proibido é que você assassine alguém por sua conta, porque ele bateu em seu carro, por exemplo. Não é proibido matar na guerra, comandada por seu governo, entretanto as Escrituras, a propósito, tem vários exemplos de ordens de YHWH para matar "homens, mulheres e crianças."

Nós poderíamos continuar e continuar com o exemplo após exemplo de erros de tradução. Uma das mais flagrantes foi recentemente corrigida na KJV. Desde o início do século até a versão 1995, em milhares de versos, mudaram a palavra original do Shabat, que significa "Sábado", e Sabaton, em grego, por "dia de repouso", par que mentalmente leiamos "Domingo" e assim justificar a celebração do dia pagão do deus Sol, Mitra ("Sun-day" em Inglês). Agradecemos ao Senhor que desde 1995 temos uma versão em nossa língua, sem esse erro!

6 comentários:

  1. Walter J. Stanfield6 de novembro de 2011 13:39

    Muito bom esse blog, e aproveitando, peço um esclarecimento comparativo, pois, estes versos, através dos séculos, têm deixado seus leitores angustiados e perplexos, por que a primeira vista parecem ensinar que não há esperança de arrependimento ou de aceitação divina para aqueles que aceitaram a Cristo e depois O rejeitaram.

    Para melhor compreensão do problema, Hebreus 6:4 estudando juntamente com as declarações que tratam do mesmo assunto em Hebreus 10: 26-31 e 12: 15-17; 25-29, deduzo que há várias interpretações sugeridas para solucionar os aparentes paradoxos desta passagem com as demais doutrinas escriturísticas, destacando-se entre estas as arminianas e as calvinistas.

    Se utilizando dessas associações, como podemos concluir o posicionamento judaico?

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  2. Walter,

    Primeiramente agradeço a sua participação.

    Por estar tarde vou ser breve, mas se quiser poderemos posteriormente aprofundar o assunto.

    A questão do pecado imperdoavel é simples, D-us perdoa a todos os que se arrependem, mas se uma pessoa como diz em hebreus teve participação nos bens futuros, isto é, pelo poder do Espírito Santo entendeu o plano de salvação em seus mínimos detalhes e conscientimente resolveu dar as costa para tudo isso, inclusive para D-us, tal pessoa deliberadamente escolheu o caminho do erro e se ela faz isso ela tapa os ouvidos não sendo mais sensível ao testificar do Espírito Santo, sendo assim se ela não mais consegue ou não quer deliberadamente dar lugar ao Espírito Santo, como é que o agente do arrependimento vai poder agir, e se é Ele que convence do jusitiça, do juizo e do pecado, então tal pessoa por estar surda e com a mente caulterizado por sua propria vontade ela com certeza não chegará ao arrependimento sendo assim ela será condenada.
    Veja que não é D-us que não a perdoa mais, mas é ela mesma que não se arrepende.

    Espero ter ajudado,

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  3. Walter J. Stanfield7 de novembro de 2011 14:11

    Ajudou sim, e tenho realmente ficado extasiado com seu conhecimento bíblico e historico, oro para que o Senhor continue a te iluminar nesse blog, pois infelizmente temos péssimos conteúdos apologéticos no Brasil e um blog como o seu deve ser muito valorizado, por sua precisao e conhecimento.

    Se tiver mais alguma informaçao pertinente ao assunto ficarei muito grato se compartilhar comigo.

    Mas já ajudou bem ao meu entendimento.

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  4. Walter,

    Segue algo que eu já havia escrito sobre o assunto
    Questões propostas pelo Zergon sobre o entendimento dos textos as seguir: 1-E a todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem ser-lhe-á perdoada, mas ao que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado. Lucas 12:10
    2- Qualquer, porém, que blasfemar contra o Espírito Santo, nunca obterá perdão, mas será réu do eterno juízo Marcos 3:29




    1-2 R.) Como estes dois textos são sinópticos terão uma resposta conjunta; O pecado imperdoável aqui em questão não é um simples comentário como aparenta na passagem em que os P’rusim(Fariseus) falam que o que Yeshua faz é pelo poder de Ba’al Zevuv (Belzebu), a questão é mais delicada pois o termo grego para blasfêmia é βλασφημήσῃ “blasphēmēsē” e tem o sentido de maledicência, difamação, juízo vil, calúnia, vemos que todos estes sentidos são características de alegações em que o autor que as pratica tem conhecimento de que são falsas por saber que o ofendido não as cometera em tempo algum ou não se enquadra nas definições proferidas, então trazendo esta aplicação a um individuo que fala contra a Ruach HaKodesh (Espírito Santo) mesmo tendo conhecimento da origem e qual a Sua função, implica que ele está mentindo ou virando as contas para a única forma que ele tem de ser convencido do pecado, da justiça e do juízo (Jo. 16:8).
    Notamos então que o individuo que já entendeu a obra sacrificial e justificadora de Yeshua, pela ação convencedora da Ruach HaKodesh, se volta contra tudo isso e começa a dizer que toda esta obra não é real sabendo que ela é, e calca os pés novamente no Filho de D-us, não tendo mais sacrifício que o possa justificar para obter a vida eterna, conforme a passagem de Hebreus 6:4-6 explica claramente.
    Quanto a se proferir uma palavra contra o Filho do homem não se implicar em ofensa imperdoável, isto depende do contexto consubstancial do ato, pois se o individuo como no exemplo anterior que já tem conhecimento de toda a obra de Yeshua, profere palavras contra o próprio Yeshua maldizendo-o e “dando de ombros” para a salvação por Ele proporcionada, conseqüentemente que isso será uma ofensa imperdoável por ter o ofensor se colocado num campo de não arrependimento, mas se pelo contrario o individuo não ter conhecimento da obra de Yeshua por não ter sido iluminado pela ação da Ruach e fizer como os Judeus de hoje que por não entenderem a obra, não terem o conhecimento do Evangelho e por apenas ter as informações distorcidas de Yeshua como sendo um impostor, infiel a Torah que levou multidões de Israel a se desviarem do santo caminho, acreditam estarem fazendo uma boa obra ao rejeitarem Ele como Mashiach, isso não implicará em Ira Divina contra eles, porque eles estão inconscientes do que estão fazendo.
    Em resumo blasfemar contra Yeshua não consiste em meramente dizer palavras contra Ele, mas lutar contra a Ruach (Espírito Santo), quando ela está defendendo a verdade sobre Yeshua diante de nós.

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  5. Walter J. Stanfield8 de novembro de 2011 12:07

    Agradeço novamente.

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  6. A paz á todos.

    Tenho 4 bíblias, sendo a BJC, uma da SBB " bíblia de Estudo Plenitude para jovens - Linguagem de hoje" E duas traduzidas pelo Almeida.
    A minha primeira bíblia que é tradução do Almeida é próxima a BJC, não percebo tanta diferença. Mas a Plenitude que é de estudo, eu não consigo entender certas coisas que os teólogos comentam ali.E há GRANDE diferença se comparado a BJC....

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