שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד
Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad

terça-feira, 29 de março de 2011

Diálogos sobre o vinho na Bíblia

Dialogo entre Metushelach Ben Levy e Pastor Alexandre.



Primeiro vou listar as palavras relacionadas ao assunto e o que elas significam:

יין (yayin) = Produto da prensagem de frutas, principalmente da uva, pode tanto significar apenas suco recém extraído, ou bebida fermentada com produção etílica que sempre dilui-se com água, é usado no Tanach (“Antigo Testamento”) em 141 ocasiões e seu significado é esclarecido pelo contexto.

תירוש  (tiyrosh) = vinho fresco ou novo, mosto, vinho recém espremido é usado no Tanach (“Antigo Testamento”) em 38 ocasiões e seu significado é estrito a produto não fermentado de uva.

שכר (shekar) = bebida forte e embriagante (1Sm 1.15; Nm 6.3). , se difere do termo yayin por não ser diluído em água quando se trata de vinho, mas não é especifico para vinho mas genérico a vários tipos de produções etílicas pela fermentação de vegetais como palmeira, romã, maçã e tâmara. É usado no Tanach (“Antigo Testamento”) em 23 ocasiões.

Outras palavras genéricas raramente utilizada para vinho são:

חמר (chemer)=vinho;
מזג (mezeg) = vinho misturado;
 עסיס (assiys) = mosto;
 סבא (sobe)= bebida alcoólica.

Respostas

Gn 9.21). Metushelach, qualquer pessoa podia tomar esta bebida? Qual o teor alcoólico desta bebida? É comparável ao vinho de hoje (no Brasil)?
R.1) O termo aqui é yayin, o que nos leva a entender que poderia ser de um simples suco a um vinho encorpado mas diluído, sendo assim qualquer um poderia bebê-lo até crianças, mas segundo o contexto se conclui que era um vinho encorpado que mesmo diluído se tomado em excesso pode causar embriagues grave.
Quanto ao teor alcoólico, nossos Rabinos estimam por deduções de qual era o tipo de terra cultivada, o tipo de uva cultivada, e tempo de fermentação, que o tipo de vinho encorpado sem diluição com água ficasse entre 12 % a 20 % de teor alcoólico, próximo dos vinhos Israelenses Casher de hoje, se diluido como era de costume até a segunda diáspora, o teor ficaria na casa de 8%, clinicamento seria necessário apenas um litro deste vinho diluído para haver embriagues, sendo assim se Noach (Noé) passou de cinco canecos já ficaria alegrinho.

Bebida inebriante, forte (ex.: Lv 10.9). Metushelach, que bebida era esta? Do que era feita?
R.2) Os termos que aparecem aqui são yayim e shekar, sendo assim pelo contexto temos o vinho encorpado diluído e qualquer bebida com produção etílica a partir da fermentação de vegetais como os comuns nos tempos bíblicos como a palmeira, romã, maçã e tâmara.
Este termo também se aplicaria a fermentação de cereais de costume egípcio e dos atuais beduínos não islâmicos, como cevada, trigo, arroz e etc...levando a produção insipiente dos destilados, mas que particularmente não seria o caso pelo contexto, e note-se que é uma recomendação aos sacerdotes oficiantes.

Mosto: sumo de uvas, antes de terminada a fermentação, vinho fresco ou novo. Suco de uva (ex.: Dt 7.13). Esta palavra está diretamente associada à plantação e colheita, a mantimentos ou alimentos, à prosperidade da terra com seus frutos (cereais, frutas, leite, mel, carne, lã). Minha dúvida aqui, Metushelach, é se esta bebida era consumida por todos, ou só por mulheres e crianças, e se ela tinha efeito inebriante.
R.3) O termo aqui é tiyrosh, é o produto inicial da prensagem da uva e as vezes o próprio escorrer natural do sumo pela fruta, sendo assim um suco natural sem teor alcoólico nenhum que poderia ser consumido por qualquer pessoa.

Ainda outra questão: Há registros do consume pelos Israelitas (e judeus posteriormente) de cerveja ou outras bebidas alcoólicas?
R.4) Há registros de que os que saíram do Egito, que poderiam muito bem ser parte de outros povos em meio aos hebreus tinham o costume, como eu disse acima de beberem o “shekar” a bebida forte que poderia ser os destilados ou a cerveja muito comum aos povos de Mitzraim - Egito.
Hoje em dia os não Ortodoxos, digamos assim os tradicionais não vêem problemas algum em se beber destilados e fermentados em geral, atitudes que eu não compartilho pois o homem não é controlador de seus atos nem sóbrio imagine levemente embriagado.

Como normalmente este assunto leva a famigerada pergunta de que Yeshua fez ou bebeu vinho, eu já me posiciono levando em conta o contexto cultural.

Em Caná, Yeshua transformou água em vinho, oinos em grego,correspondente de yayim em hebraico, como yayim pode ir de um simples suco a um vinho encorpado diluído, levamos em conta a circunstância, o casamento, em casamento se serve vinho encorpado no começo diluído na proporção de 3 para 1, e no fim na proporção de 5 para 1, isso é costume relatado no Talmude e comum hoje em dia nos meios mais religiosos. Podemos crer pelo contexto que Yeshua transformou água em um vinho muito saboroso porem sem muito teor alcoólico, isto é percebido pelo comentários dos convidados que dizer ser o ultimo vinho melhor que o primeiro, não por ser mais forte mas sim por ter mais sabor, pois sempre se dilui mais no final e isso serve para que os já ébrios não fiquem mais ébrios, mas junto com o teor que diminui na proporção de 5 para 1 o sabor, a textura, o odor também ficam prejudicados, Yeshua portanto fez um vinho não embriagante mas com requintado sabor.

Quanto a Santa Ceia, que nada mais era que o Sêder de Pessach (Ceia de Páscoa Judaica), não se há um consenso, pois há grandes divergência entre os nosso Sábios, pois há mandamentos na Torah que antes da Pessach era necessária a retirada das casas de tudo que tivesse levedura que era símbolo do pecado, mas o vinho é levedado por isso fermenta gerando teor alcoólico elevado, sendo assim não se deveria se utilizar de vinho na Ceia, mas por outro aspecto há indicações de que na grande festa de libertação era necessário se alegrar com o fruto da videira, e segundo o Tanach o que garante a alegria do fruto da videira é o seu poder de liberar a alma de suas amarras materiais e ter um maior contato com o transcendente, sendo assim a comemoração da Pessach não poderia faltar o vinho fermentado.

O costume geral em minha comunidade é se utilizar de vinho fermentado na Santa Ceia Pascoal, pois quatro cálices litúrgicos de vinho encorpado diluído nos deixam alegrinhos mas não embriagados.

Mas quanto a afirmar categoricamente quanto a Ceia feita por Yeshua ser com que tipo de vinho, não nos preocupa, cada um faça conforme a inspiração recebida pela Ruach HaKodesh (Espírito Santo).

Apenas nos lembramos de alguns versos de Paulo quando nos é perguntado sobre isso, lembramos mas não contendemos do verso 21 de 1 Coríntios 11, que falar em

embriagar-se na ceia, se isso é possível é por que algo com teor alcoólico pode existir, mas isso é irrelevante perto de outras coisas.

Outra curiosidade é que na Ceia é dito fruto da vide ou da videira, e não vinho, mas isso não descarateriza em si, ser utilizado vinho, pois a cada vez que um judeu toma algo proveniente das uvas, incluindo-se o vinho, faz a seguinte benção

BARUCH ATÁ ADONAI, ELOHÊNU MÊLECH HAOLAM BORÉ PERI HAGÁFEN

Bendito és Tu, Adonai, nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da videira.

Sendo assim o fruto da videira pode ser vinho.

Espero ter ajudado, e fico muito feliz por poder ser útil, e que possamos continuar a dialogar sobre questões que nos levam ao conhecimento de nosso Pai Eterno, Bendito seja Ele, e nos aproxime da estatura de varão perfeito de seu filho Yeshua.

Fique na Shalom que emana de nosso Mashiach Yeshua.

A ESSÊNCIA DO SHABAT

De Julio Dam Rabino Judeu Messiânico
Traduzido e Adaptado por Metushelach Ben Levy.



“A essência do Shabat”
Este artigo aborda um assunto muito importante e cheio de simbolismo no judaísmo, o Shabat.

Nós escrevemos para possível guia espiritual e mental para aqueles que desejam refletir e melhorar a compreensão em profundidade da celebração deste pacto que D-us fez com o povo judeu de sangue e fé.

No Alfabeto Hebraico, pictoricamente a letra Zain (Z) representa o espiritual e a luta para alcançar esse plano do Universo.

Além disso, de acordo com Majarál de Praga, sete pictoricamente representa as sete direções possíveis (norte, sul, leste e oeste, para cima e para baixo) mais um, que é o nosso estar no meio. Este nosso ser, está sujeito a desejos, lutas, sonhos, valores, ambições, ameaças, ataques, o sétimo ponto, nosso ser, é o centro de todas estas forças que nos atacam, seduzem ou atraem, o resultado de como nós lidamos com essas forças centrífugas e centrípetas é o resultado de nossa vida, representada pelo número sete, que se assemelha a um punhal e, portanto, representa a luta que é a nossa vida.

Mas no caso do sábado, Elohim nos ofereceu este pacto, por muitas razões e para ensinar mais de uma coisa, e nelas o Shabat deveria ser o centro do furacão, onde tudo é calmo. O furacão são os seis dias restantes da semana, onde passamos lutando, tentando chegar onde queremos, para refugiar-nos no centro do Furacão que é o único dia em que Elohim "abençoou e santificou."

GEOMETRIA DO SHABAT

O propósito deste significado é muito interessante para entender que um círculo é feito da circunferência, o raio, que é a linha reta entre o centro do círculo e um ponto qualquer da circunferência. Mas a revelação verdadeiramente é que o raio multiplicado por seis, nos dá o comprimento da circunferência. Ou seja, estamos no projeto geométrico da semana: o círculo é de seis dias por semana, o ponto médio é o Shabat. A distância entre ele e os dias da semana, é seis vezes maior. Se pensarmos em termos de uma espiral ascendente que em um funil, para cima, temos a forma geométrica perfeita para representar os grupos sucessivos de seis dias por semana para dar forma a um ano. O Shabat representa a linha reta no meio do funil, que vai de um extremo a outro em suas aberturas. Cada Shabat não é o mesmo que o anterior, se é que tentamos cumpri-los. Todo Shabat é maior do que o anterior. Todo Shabat é um propósito a cumprir na semana que nos leva a este novo Shabat. Lenta mas seguramente, nós oramos para que a cada semana atende aos nossos propósitos para esta semana, culminando como uma festa de fogos de artifícios no sábado.



O Shabat e os dias da semana vivem em uma tensão entre o "fazer" e o "ser". Nosso eu carnal deseja "fazer" para "ter". Nosso eu em Yeshua Ha Mashiach deveria desejar "ser", deixando primeiro de lado o "ter" e logo o "fazer" para se dedicar a "se tornar" como a meta da nossa curta vida.

O Shabat pertence a Elohim e devemos devolver-lho, para que Ele nos diga o que fazer em cada Shabat.

Os messiânicos, que tem a Ruach HaKodesh (Espírito Santo) e tem Mashiach Yeshua não devem parar (nos dois sentidos do verbo) em orações coletivas, que são excelentes quando não há outra coisa, mas devem ir em frente e pedir que cada Shabat o propósito deste Shabat para Elohim para cada um de nós para podermos alcançar-lo. Se o fizermos, temos o próximo Shabat disponível para fazer um esforço para alcançá-lo. Elohim não recompensa os resultados, mas o esforço, diz o Pirkei Avot (Ética dos Pais). Bem, vamos nos esforçar para subir um degrau a cada Shabat na escada de Jacó.


Liberdade para servir

Esta progressão é também vista nas festas anuais. Páscoa celebra a liberdade do corpo da escravidão do Mitzráim (Egito) daqui prosseguimos até Shavuot, com a entrega da Toráh no Sinai, que nos liberta a mente para servir. A vinda de Yeshua nos libertou o espírito para seguir a D-us com Yeshua dentro de nós por meio da Ruach.

LIBERDADE PARA SERVIR. Este é o padrão das festividades, a partir de Pessach passando por Shavuot, e terminando em Sucot. Em Pessach libetamos o corpo, a cada ano um pouco mais, já em Shavuot Elohim nos dá a liberdade da mente através da compreensão e obediência à Torá, no Yom Teruáh comemoramos a vinda do Mashiach, que nos deu dois mil anos de liberdade de espírito também na Páscoa, para que possamos servir com todo o nosso ser à D-us, assim, a progressão da espiral ascendente tem vários ciclos consecutivos: os seis dias seguidos do Shabat, e das festas anuais.

Também há os ciclos de sono, trabalho, dia e noite, dias de pureza e impureza, etc Cada um tem um significado espiritual, que é o que importa, como veremos.

Assim como a ralação Pessach - Sucot é o veículo para conseguir a liberdade para servir, (que é a liberdade de ser escravo de Elohim, metaforicamente) assim também é a relação dos seis dias da semana - Shabat que cumpre o mesmo fim: obter a liberdade para ser escravo uma vez na semana.

O Shabat é um dia para encontrar a unidade com D-us através de Yeshua. Esta unidade começa, diz Yeshayahu (Isaias 38:13) para fazer a Sua vontade e não a nossa. O Shabat não é nosso, é como o dízimo, não se pode tocar no dízimo pois se assim o fizer traz consigo a maldição, da mesma maneira se atrai a falta de crescimento espiritual, pensar que somos donos do Shabat. Devemos entregar cada Shabat a Elohim e pedir-lhes para que Ele o disponha como quiser.

Quando entendemos a natureza cíclica do universo, podemos começar a entender melhor o Shabat. Assim como Elohim purificou o mundo cheio de pecado dos dias de Noach (Noé), através de um gigante Mike (Banho Ritual), conhecido como dilúvio, assim cada Shabat é um mikveh para o Seu povo, que se limpa da contaminação do mundo, estando em Sua presença, ou tentando estar.

É por isso que é fundamental entender que o essencial é buscar a unidade com Elohim, e isso que é a essência do Shabat, e não o ritual de boas maneiras, que é somente a aparência que cobre a essência. Os ritos deve ser apenas o recipiente para alcançar a unidade, não o objetivo final do Shabat. Nosso espírito deve tentar penetrar na essência de cada aspecto do Shabat, e não nos satisfazendo com o rito exterior herdados por trinta e três séculos. O rito é ótimo, mas podemos olhar para além dele. Se apenas estivermos habituados a passar as horas do Shabat de forma ritualística, estamos andando na superfície congelada do rio, em vez de mergulhar na água que purifica.

As leis de Nidáh (Impureza) por menstruação da mulher judia, são Chukim (Estatutos), A Torah diz que uma mulher é Tumah (Impura) por sete dias se tivesse dado a luz a um homem, e não devia ter relações sexuais com seu marido por dez dias se tiver dado a luz a uma menina. Após o Mikev(Banho Ritual) correspondente ao período de Nidáh (impureza) a mulher judia retorna ao estado de Taharáh (Pureza). Que significado espiritual podemos aprender com este ensino? Novamente, Elohim está falando de ciclos, como o Shabat e as festas anuais.

O nascimento é o maior sinal milagroso que uma mulher judia pode ter em sua vida: dar à luz a um ser humano. Este é um “subir” espiritual que é seguido por um "descer" espiritual, que é representado pela guarda do estatuto de Nidáh(Impureza). Com o Shabat acontece o mesmo: O Shabat é o dia mais puro da semana é um “Subir” durante os dias de trabalho. Mas um dia Tahor (Puro),é logo seguido por um da dia de impureza maior, que é domingo. Este foi precisamente o dia escolhido pela igreja Mithraic para celebrar o nascimento de Mitra / o deus sol , MIHR, justamente no momento mais impuro da semana. Daí a importância de o povo cristão despertar para a verdade espiritual destes dois dias, um Kadosh (Santo) e outro totalmente Tamèh (impuro), que necessariamente segue ao dia Kadosh, assim como nos dias de Nidáh que seguem ao dia milagroso do nascimento de um ser humano, vemos algo interessante que em caso do nascimento de uma menina os dia de Nidáh são dez porque o sinal milagrosa de ter uma filha se é maior, pois meninas darão à luz a mais seres humanos, então vemos quão maior a pureza(Milagre) maior os dias de impureza.


Assim como o Templo Sagrado em Yerushaláiym (Jerusálem) era o lugar mais sagrado no espaço, o Shabat é o tempo mais sagrado da semana, enquanto que a Yom Kipurim é o dia mais sagrado do ano.

Não fazer tarefas seculares no Shabat, nos cria espaços vazios para preenchermos com a vontade de Elohim para nós.


O Erev Shabat, isto é, a noite de sexta também tem uma conotação de morte física, já que o Shabat representa a nossa vida futura no Olam Habáh (Mundo Vindouro), que é precedida pela morte.

Por fim, o Grande Shabat será a era messiânica que já está à porta (muito mais do que aquilo que todos nós imaginamos), onde alguns irão viver e reinar por mil anos, Que possamos estar prontos para o Erev Shabat do Grande Shabat.

A essência da Pessach (Páscoa)

Por Julio Dam Rabino Judeu Messiânico
Traduzido e Adaptado por Metushelach Ben Levy.

A Pessach é chamada de "Zman herutéinu" (hora da nossa libertação), não sem razão. Páscoa é uma etapa de cinco passos no caminho da união com Elohim.

Estes cinco passos são:
(1) Mitzraim / "constrangimentos" / "Egito" → (2) Páscoa (Libertação) → (3) Deserto (fase da prova) → (4) Kna'an → (5) Israel.


O primeiro estágio é a fase do homem carnal, que está em Mitzráim (Egito), em escravidão, e como indicado pelo significado da palavra Mitzráim existem “barreiras” , assim o homem tem bloqueios em três partes do seu ser, como 1 ª Tessalonicenses 5:23 : "Espírito, Alma e Corpo...”.

Mitzráim é um nome para uma série de transtornos psicológicos, físicos e espirituais. Estas barreiras não permitem ao homem carnal duas coisas principais: (1) conhecer ao verdadeiros Elohim e diferenciá-lo dos milhões de "deuses", cada um com sua religião, (2) e para aqueles que já Lhe conhecem , não lhes é permitido se libertarem completamente dessas restrições de Ha Satan (O Inimigo) e de sua própria mente e corpo e desfrutar da liberdade que Elohim deseja para cada um dos quase 7 milhões de seres humanos na Terra.

Veremos agora a segunda etapa, a Pessach (Páscoa) em si e os seus quatro conceitos principais.

Os quatro conceitos de Pessach (Páscoa).

A festividade de Pessach (Passar por cima), contém quatro alusões e conceitos que devemos compreender da parte de Elohim para nós, que somos judeus e ao crentes em Yeshua HaMashiach. Estes quatro conceitos são os seguintes: (1) O cordeiro da Páscoa, (2) A Matzá (pão sem fermento), (3) O maror (ervas amargas) e (4) os quatro copos de vinho.

O cordeiro pascal é a kaparáh, isto é, o sacrifício expiatório que Elohim aceita em nosso lugar. Desde aproximadamente 28 E.C. Yeshua é a nossa kaparáh de Pessach, Ele pagou por nós com sua vida o sacrifício para nossa salvação.

A Matzá (Pão sem fermento) é um símbolo de santidade, de purificação, saúde, pureza e liberdade. A Matzá representa o corpo do Mashiach, que tem essas qualidades. Ao come-la traz emunah fé verdadeira para compreender plenamente o sacrifício sobre o madeiro que Yeshua fez por todos aqueles que não eram do povo judeu.

Maror (ervas amargas) é um símbolo do passado para recordar no presente, o símbolo da escravidão de nossa almas, subjugadas pelo poder do pecado, que antes não nos permitiram desfrutar da liberdade que Elohim sempre desejou para nós.


As quatro taças de vinho representam a conquista em quatro passos para vida eterna, como a uva o se faz o vinho, é o fruto da árvore da vida que foi proibido à Adão e Eva.
O vinho é a condensação física da uva espiritual que estava no Gan Éden (Jardim do Éden). É o que está ao nosso alcance agora, já que não temos mais acesso a uva da Etz Chaim (Árvore da Vida).

Estes quatro conceitos em torno da festa da Páscoa e simbolizam cada um dos seus detalhes.

DESERTO (Prova)

O deserto é além de ser a história judaica, é a oportunidade de Elohim escolher, experimentar e eleger os mais mais adequado para entrar na Terra Prometida, Israel. O deserto é um símbolo de nossa vida terrena, onde a areia é um símbolo da infertilidade (espiritual), e um símbolo do território de HaSatan, "o deus deste século".

Kna'an

Canaã é símbolo do território psicológico, físico e espiritual que devemos vencer para finalmente viver na presença de Elohim. Israel está esperando por nós. Devemos eliminar Kna'an primeiro para depois tê-la. Assim é a nossa vida, temos de eliminar os obstáculos em nosso caráter, nossa maldição hereditária, giborím / “os gigantes" do ódio, amargura, rancor, orgulho (este é o símbolo do chametz / fermento), sexo, depressão, etc. etc
Mas essa batalha é mais difícil de todas, porque isso significa lutar e derrotar todos os inimigos em três frentes: espiritual, psicológica e física. Não é uma guerra que termina em um ano ou dois, continua por toda nossa vida. Lutamos com nossos inimigos toda a vida para finalmente termos Shalom a paz completa, a completude.

ISRAEL

Israel é um símbolo de liberdade, de ter chegado e atingido o objetivo final de nossa existência. Mas o que é liberdade? Podemos entender melhor quando nós entendemos o que é escravidão. Mitzraim, significa as pequenas gaiolas em que nós nos fechamos gaiola de depressão, baixa auto-estima ("não é bom", "ninguém me ama" "Eu estou sozinho) Ao compreender que apenas são gaiolas e que devemos pedir ajuda de Elohim para sairmos delas e que entendemos que isso é liberdade, e é essa liberdade interior que celebramos na Páscoa. Esta também é a liberdade que nos livras das gaiolas da mentiras exteriores, dos dogmas, tradições e "mandamentos de homens" que vivemos no passado ou ainda vivemos hoje em dia, e nós nos colocamos totalmente nos braços de Elohim que dá a liberdade que nos traz a verdade!
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