שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד
Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Comentários Parashat Chayê Sarah - Bereshit 23:1-25:18

Parashat Chayê Sarah - Bereshit 23:1-25:18.

23:1 Tendo Sarah vivido cento e vinte e sete anos, 2 morreu em Kyriat-Arbá, que é Hebron, na terra de Kna'an; veio Avraham lamentar Sarah e chorar por ela.
Vemos em Gn. 22:19 que Avraham morava em Bershevah, segundo o Midrash, Sarah sai de Bershevah e se encaminha para o Monte Moriah numa caminhada de mais de 96 Km em busca de Avraham e Itschac após HaSatan ter avisado do sacrifício pedido por D-us à Avraham, mas chegando em Kyriat Arbá (Hebron) HaSatan aparece novamente e diz que Avraham não sacrificou Itschak, Sarah exulta de tanta alegria e seu coração não resiste e para de bater.

Jornada de Sarah em busca de Avraham e Itschak,
e seu descanso em Kyriat Arbá - na cidade de Hebron 
3Levantou-se, depois, Avrahavam da presença de sua morta e falou aos filhos de Chet:
Chet Filho de K'naan filho de Cham filho de Noach.(os Hititas).
4Sou estrangeiro e peregrino entre vós; dai-me a posse de sepultura convosco, para que eu sepulte a minha morta.
Vemos os termos גֵּר־וְתושָׁב Ger e Toshav que nos remete a Efésios 2:19, estrangeiro e peregrino, onde os gentios são enxertados nas alianças de Avraham, e mesmo continuando a ser apenas estrangeiros e peregrinos na face da Terra, somos parte do povo de D-us formados por judeus e gentios tementes ao Senhor.
5 Responderam os filhos de Chet a Avraham, dizendo: 6 Ouve-nos, senhor: tu és príncipe de D-us entre nós; sepulta numa das nossas melhores sepulturas a tua morta; nenhum de nós te vedará a sua sepultura, para sepultares a tua morta
A expressão נשיא אלהים Nesi elohim, seria melhor traduzida por autoridade poderosa, fama esta adquirida por Avraham após o episódio do resgate de Lót conforme Gn. 14:14-24. 
7 Então, se levantou Avraham e se inclinou diante do povo da terra, diante dos filhos de Chet.
O verbo יִּשְׁתַּחוּ Yshitahu, se inclinou, mostra mais um vez o costume muito comum do Oriente em se inclinar em respeito e honra.
8 E lhes falou, dizendo: Se é do vosso agrado que eu sepulte a minha morta, ouvi-me e intercedei por mim junto a E'fron, filho de Zoar, 9 para que ele me dê a caverna de Machpelá, que tem no extremo do seu campo; que ma dê pelo devido preço em posse de sepultura entre vós. 10 Ora, E'fron, o Chetita, sentando-se no meio dos filhos de Chet, respondeu a Avraham, ouvindo-o os filhos de Chet, a saber, todos os que entravam pela porta da sua cidade: 11 De modo nenhum, meu senhor; ouve-me: dou-te o campo e também a caverna que nele está; na presença dos filhos do meu povo te dou; sepulta a tua morta. 12 Então, se inclinou Avraham diante do povo da terra; 13 e falou a E'fron, na presença do povo da terra, dizendo: Mas, se concordas, ouve-me, peço-te: darei o preço do campo, toma-o de mim, e sepultarei ali a minha morta. 14 Respondeu-lhe E'fron:15 Meu senhor, ouve-me: um terreno que vale quatrocentos siclos de prata, que é isso entre mim e ti? Sepulta ali a tua morta
O valor de 400 shekalim de prata seria algo exorbitante, mas segundo o Midrash, Avraham estava disposto pagar até 1.000 shekalim de prata sendo assim E'fron saiu perdendo.Para termos uma ideia superficial de quanto custou a gruta de Machpeláh, vamos usar uma referencia do Código de Hamurábi que nos diz que o salário de um ano de trabalho naquela época ficava em torno de 8 shekalim de prata, então trazemos isso para ano de 2016 onde o salário mínimo mensal é de R$ 880,00 portanto R$ 10.560,00 anuais, fazendo uma regra de três simples temos que:Um ano de salário = 8 shekalim = R$ 10.560,00 portanto 400 shekalim = R$ 528.000,00. assim podemos ter uma ideia de qual exorbitante foi a proposta de Efron, outro comparativo seria um terreno que Jeremias comprou por apenas 17 shekalim de prata cujo tamanho era maior que Machpela, conforme vemos em Jeremias 32:9.
16 Tendo Avraham ouvido isso a E'fron, pesou-lhe a prata, de que este lhe falara diante dos filhos de Chet, quatrocentos siclos de prata, moeda corrente entre os mercadores.
17 Assim, o campo de E'fron, que estava em Machpelá, fronteiro a Manre, o campo, a caverna e todo o arvoredo que nele havia, e todo o limite ao redor 18 se confirmaram por posse a Avraham, na presença dos filhos de Chet, de todos os que entravam pela porta da sua cidade. 19 Depois, sepultou Avraham a Sarah, sua mulher, na caverna do campo de Machpelá, fronteiro a Manre, que é Hebrom, na terra de Kna'an.
O local do Túmulo de Sarah, atualmente se encontra na cidade de Hebron na Cisjordânia, na região de Kyriat Arbá à 40 Km ao sul de Jerusalém, sob a Mesquita Ibrahim, onde existe o Meharat Machpelá – “Túmulo das Sepulturas Duplas”, no qual estão sepultados segunda a tradição os Casais Adam e Chaváh, Avraham e Sarah, Ytschak e Rivkah e Yaakov e Lea.Curiosidades: Em 1995, um acordo deu ao setor administrativo muçulmano o controle da maior parte da Gruta de Machpelá, incluindo a seção sudeste, que contém os cenotáfios (monumentos) de Ytschak e Rivkah (“Ohel Ytschak”). Esta é também a área que contém a única entrada conhecida da Gruta, e que possivelmente está diretamente sobre a própria caverna. Os judeus circulam em outras seções do edifício na maior parte do ano, e somente têm permissão de visitar “Ohel Ytschak” dez dias por ano e um destes dias é o Shabat de Chaiê Sarah, quando lemos a porção da Torah que descreve a compra da gruta por Avraham. 


Monumentos sobre o Túmulo dos Patriarcas - Meharat Machpeláh e o leiaute interno das sepulturas, e a divisão entre judeus e muçulmanos onde a parte azul é usada como Sinagoga e amarela como Mesquita. 
20 E assim, pelos filhos de Chet, se confirmou a Avraham o direito do campo e da caverna que nele estava, em posse de sepultura.
Vemos aqui a insistência do texto em afirmar que a compra foi legal, registrada e de direito, tanto que vemos que Avraham nem negocia o valor como um bom semita, pois queria pagar pelo lugar sagrado o preço integral para que ninguém mais tarde afirmasse que a Gruta de Machpelá, na realidade, não lhe pertencia, e assim foi pago e registrado para assegurar de que seria o legítimo dono da propriedade e com isso não poderia ser acusado, mais tarde, de ter se apropriado deste ilegalmente. Mas apesar de tudo isso tal território faz parte da Cisjordânia sob o controle dos muçulmanos.
24:1 Era Avraham já idoso, bem avançado em anos; e o SENHOR em tudo o havia abençoado. 2 Disse Avraham ao seu mais antigo servo da casa, que governava tudo o que possuía: Põe a mão por baixo da minha coxa,
A expressão עבדו זקן Eved Zaquen, servo superior ou mais velho é uma das diversas designações ao Servo Eliézer, que sempre aparece de maneira discreta e anônima se moldando à necessidade de seu senhor, ora como servo, ora com escravo, ora com mordomo, ora como o homem chefe das caravanas e assim temos que ser quando nos colocamos debaixo do Senhorio do Mashiach sempre discretos a nossa vontade e nos moldando as necessidades do corpo, a saber da comunidade dos santos.Outra expressão que podemos analisar é תַּ֥חַת יְרֵכִֽי "Tachat Yérechi" que é na sua forma mais literal e simples traduzida como "sob a minha coxa", ou no local de minha coxa, levando em correlação um juramento oriental comum com o toque no nervo ciático, que é muito importante para a vitalidade e virilidade de um homem, não existindo nenhum eufemismo nesta passagem que amenize um possível toque nos órgãos genitais.
3 para que eu te faça jurar pelo SENHOR, D-us do céu e da terra, que não tomarás esposa para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais habito; 4 mas irás à minha parentela e daí tomarás esposa para Itschak, meu filho 5 Disse-lhe o servo: Talvez não queira a mulher seguir-me para esta terra; nesse caso, levarei teu filho à terra donde saíste? 6 Respondeu-lhe Avraham: Cautela! Não faças voltar para lá meu filho. 7 O SENHOR, D-us do céu, que me tirou da casa de meu pai e de minha terra natal, e que me falou, e jurou, dizendo: À tua descendência darei esta terra, ele enviará o seu anjo, que te há de preceder, e tomarás de lá esposa para meu filho. 8 Caso a mulher não queira seguir-te, ficarás desobrigado do teu juramento; entretanto, não levarás para lá meu filho. 9 Com isso, pôs o servo a mão por baixo da coxa de Avraham, seu senhor, e jurou fazer segundo o resolvido.
10 Tomou o servo dez dos camelos do seu senhor e, levando consigo de todos os bens dele, levantou-se e partiu, rumo da Aram Naharaim, para (Charam) a cidade de Nachor.

Trajeto de Eliezer até a Casa de Nachor em busca de uma esposa à Itschak 
11 Fora da cidade, fez ajoelhar os camelos junto a um poço de água, à tarde, hora em que as moças saem a tirar água. 12 E disse consigo: Ó SENHOR, D-us de meu senhor Avraham, rogo-te que me acudas hoje e uses de bondade para com o meu senhor Avraham! 13 Eis que estou ao pé da fonte de água, e as filhas dos homens desta cidade saem para tirar água;14 dá-me, pois, que a moça a quem eu disser: inclina o cântaro para que eu beba; e ela me responder: Bebe, e darei ainda de beber aos teus camelos, seja a que designaste para o teu servo Itschak; e nisso verei que usaste de bondade para com o meu senhor.

O encontro de Rivkáh

15 Considerava ele ainda, quando saiu Rivkáh, filha de Betuel, filho de Milká, mulher de Nachor, irmão de Avraham, trazendo um cântaro ao ombro.


Genealogia da Família de Avraham até a união de Itschak e Rivkáh 
16 A moça era mui formosa de aparência, virgem, a quem nenhum homem havia possuído; ela desceu à fonte, encheu o seu cântaro e subiu. 17 Então, o servo saiu-lhe ao encontro e disse: Dá-me de beber um pouco da água do teu cântaro. 18 Ela respondeu: Bebe, meu senhor. E, prontamente, baixando o cântaro para a mão, lhe deu de beber. 19 Acabando ela de dar a beber, disse: Tirarei água também para os teus camelos, até que todos bebam. 20 E, apressando-se em despejar o cântaro no bebedouro, correu outra vez ao poço para tirar mais água; tirou-a e deu-a a todos os camelos.
21 O homem a observava, em silêncio, atentamente, para saber se teria o SENHOR levado a bom termo a sua jornada ou não.
22 Tendo os camelos acabado de beber, tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso e duas pulseiras para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro; 23 e lhe perguntou: De quem és filha? Peço-te que me digas. Haverá em casa de teu pai lugar em que eu fique, e a comitiva? 24 Ela respondeu: Sou filha de Betuel, filho de Milká, o qual ela deu à luz a Nachor. 25 E acrescentou: Temos palha, e muito pasto, e lugar para passar a noite. 26 Então, se inclinou o homem e adorou ao SENHOR.
27 E disse: Bendito seja o SENHOR, D-us de meu senhor Avraham, que não retirou a sua benignidade e a sua verdade de meu senhor; quanto a mim, estando no caminho, o SENHOR me guiou à casa dos parentes de meu senhor.
28 E a moça correu e contou aos da casa de sua mãe todas essas coisas. 29 Ora, Rivkáh tinha um irmão, chamado Lavan; este correu ao encontro do homem junto à fonte. 30 Pois, quando viu o pendente e as pulseiras nas mãos de sua irmã, tendo ouvido as palavras de Rivkáh, sua irmã, que dizia: Assim me falou o homem, foi Lavan ter com ele, o qual estava em pé junto aos camelos, junto à fonte. 31 E lhe disse: Entra, bendito do SENHOR, por que estás aí fora? Pois já preparei a casa e o lugar para os camelos. 32 Então, fez entrar o homem; descarregaram-lhe os camelos e lhes deram forragem e pasto; deu-se-lhe água para lavar os pés e também aos homens que estavam com ele. 33 Diante dele puseram comida; porém ele disse: Não comerei enquanto não expuser o propósito a que venho. Lavan respondeu-lhe: Dize. 34 Então, disse: Sou servo de Avraham. 35 O SENHOR tem abençoado muito ao meu senhor, e ele se tornou grande; deu-lhe ovelhas e bois, e prata e ouro, e servos e servas, e camelos e jumentos. 36 Sarah, mulher do meu senhor, era já idosa quando lhe deu à luz um filho; a este deu ele tudo quanto tem. 37 E meu senhor me fez jurar, dizendo: Não tomarás esposa para meu filho das mulheres dos cananeus, em cuja terra habito; 38 porém irás à casa de meu pai e à minha família e tomarás esposa para meu filho. 39 Respondi ao meu senhor: Talvez não queira a mulher seguir-me. 
O Midrash nos conta que Eliezer ansiava casar sua própria filha com o filho de seu amo. Ao levantar esta questão lógica e prática da possibilidade de nenhum mulher o acompanhar negando a proposta de casamento, Eliezer subconscientemente expressava seu desejo de que, caso isso ocorresse, Avraham aceitaria sua filha, mas a resposta de Avraham foi clara: Você, Eliezer, é descendente de Kna'an, que foi amaldiçoado; meu filho foi abençoado por Hashem, e não se deve unir um com o outro.
40 Ele me disse: O SENHOR, em cuja presença eu ando, enviará contigo o seu Anjo e levará a bom termo a tua jornada, para que, da minha família e da casa de meu pai, tomes esposa para meu filho.
41 Então, serás desobrigado do meu juramento, quando fores à minha família; se não ta derem, desobrigado estarás do meu juramento.42 Hoje, pois, cheguei à fonte e disse comigo: ó SENHOR, D-us de meu senhor Avraham, se me levas a bom termo a jornada em que sigo, 43 eis-me agora junto à fonte de água; a moça que sair para tirar água, a quem eu disser: dá-me um pouco de água do teu cântaro,44 e ela me responder: Bebe, e também tirarei água para os teus camelos, seja essa a mulher que o SENHOR designou para o filho de meu senhor.45 Considerava ainda eu assim, no meu íntimo, quando saiu Rivkáh trazendo o seu cântaro ao ombro, desceu à fonte e tirou água. E eu lhe disse: peço-te que me dês de beber. 46 Ela se apressou e, baixando o cântaro do ombro, disse: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos. Bebi, e ela deu de beber aos camelos. 47 Daí lhe perguntei: de quem és filha? Ela respondeu: Filha de Betuel, filho de Nachor e Milká. Então, lhe pus o pendente no nariz e as pulseiras nas mãos.48 E, prostrando-me, adorei ao SENHOR e bendisse ao SENHOR, D-us do meu senhor Avraham, que me havia conduzido por um caminho direito, a fim de tomar para o filho do meu senhor uma filha do seu parente.49 Agora, pois, se haveis de usar de benevolência e de verdade para com o meu senhor, fazei-mo saber; se não, declarai-mo, para que eu vá, ou para a direita ou para a esquerda.50 Então, responderam Lavan e Betuel: Isto procede do SENHOR, nada temos a dizer fora da sua verdade.51 Eis Rivkáh na tua presença; toma-a e vai-te; seja ela a mulher do filho do teu senhor, segundo a palavra do SENHOR.



O casamento de Itschak e Rivkáh

52 Tendo ouvido o servo de Avraham tais palavras, prostrou-se em terra diante do SENHOR; 53 e tirou joias de ouro e de prata e vestidos e os deu a Rivkáh; também deu ricos presentes a seu irmão e a sua mãe. 54 Depois, comeram, e beberam, ele e os homens que estavam com ele, e passaram a noite. De madrugada, quando se levantaram, disse o servo: Permiti que eu volte ao meu senhor. 55 Mas o irmão e a mãe da moça disseram: Fique ela ainda conosco alguns dias, pelo menos dez; e depois irá. 56 Ele, porém, lhes disse: Não me detenhais, pois o SENHOR me tem levado a bom termo na jornada; permiti que eu volte ao meu senhor. 57 Disseram: Chamemos a moça e a ouçamos pessoalmente 58 Chamaram, pois, a Rivkáh e lhe perguntaram: Queres ir com este homem? Ela respondeu: Irei.
Um Midrash relata o seguinte desta passagem: Perguntaram, então para Rivkáh: "Queres ir com este homem?" "Sim, quero ir," respondeu. Estava feliz em deixar o irmão malvado e a casa repleta de ídolos e casar-se com o justo Itschak.
59 Então, despediram a Rivkáh, sua irmã, e a sua ama, e ao servo de Avraham, e a seus homens. 60 Abençoaram a Rivkáh e lhe disseram: És nossa irmã; sê tu a mãe de milhares de milhares, e que a tua descendência possua a porta dos seus inimigos.
A מֵנִקְתָּ֑הּ Meniktáh, ama de Rivkáh se tratava de Dévora conforme Gênesis 35:8.
61 Então, se levantou Rivkáh com suas moças e, montando os camelos, seguiram o homem. O servo tomou a Rivkáh e partiu.
62 Ora, Itschak vinha de caminho do poço de Lachai-R'oi, porque habitava na terra do Sul. 63 Saíra Itschak a meditar no campo, ao cair da tarde; erguendo os olhos, viu, e eis que vinham camelos. 64 Também Rivkáh levantou os olhos, e, vendo a Itschak, apeou do camelo, 65 e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? É o meu senhor, respondeu. Então, tomou ela o véu e se cobriu. 66 O servo contou a Itschak todas as coisas que havia feito.
Deste ato de Rivkáh que temos a tradição das noivas se cobrirem com um véu durante o casamento.
67 Itschak conduziu-a até à tenda de Sarah, mãe dele, e tomou a Rivkáh, e esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Itschak consolado depois da morte de sua mãe.


Descendentes de Avraham e Keturá
Referência 1Cr 1.32-33

25:1 Desposou Avraham outra mulher; chamava-se Keturá. 2 Ela lhe deu à luz Zimrán, Iokshán, Medán, Midian, Ishbac e Súach para ele. 3 E Iokshán gerou a Shebá e a Dedán, e os filhos de Dedán foram: Ashurim, Letushim e Leumim. 4 E os filhos de Midian: Efá, Efer, Chanóch, Abidá e Eldaá. Todos estes foram filhos de Keturá. 5 Avraham deu tudo o que possuía a Itschak. 6 Porém, aos filhos das concubinas que tinha, deu ele presentes e, ainda em vida, os separou de seu filho Itschak, enviando-os para a terra oriental.

A morte de Avraham

7 Foram os dias da vida de Avraham cento e setenta e cinco anos. 8 Expirou Avraham; morreu em ditosa velhice, avançado em anos; e foi reunido ao seu povo.9 Sepultaram-no Itschak e Ishmael, seus filhos, na caverna de Machpelá, no campo de E'fron, filho de Zoar, o Chetita, fronteiro a Manre, 10 o campo que Avraham comprara aos filhos de Chet. Ali foi sepultado Avraham e Sarah, sua mulher.
11 Depois da morte de Avraham, D-us abençoou a Itschak, seu filho; Itschak habitava junto ao poço de Lachai-Roi.

Localização de Lachai R´oi - Habitação de Itschak e Rivkáh 

Descendentes de Ismael
Referência 1Cr 1.28-31

12 São estas as gerações de Ismael, filho de Avraham, que Agar, egípcia, serva de Sarah, lhe deu à luz. 13 E estes, os filhos de Ishmael, pelos seus nomes, segundo o seu nascimento: o primogênito de Ishmael foi Nebaiot; depois, Kedar, Abdeel, Mibsam, 14 Misma, Dumá, Massá, 15 Chadad, Tema, Yetur, Nafish e Kedmá.16 São estes os filhos de Ishmael, e estes, os seus nomes pelas suas vilas e pelos seus acampamentos: doze príncipes de seus povos. 17 E os anos da vida de Ishmael foram cento e trinta e sete; e morreu e foi reunido ao seu povo.

Genealogia dos filhos de Avraham 
18 Habitaram desde Havilá até Shur, que olha para o Egito, como quem vai para a Assíria. Ele se estabeleceu fronteiro a todos os seus irmãos. 

Distribuição dos Filhos de Ishmael desde do deserto de Shur até Havilá 
como que vindo de Ashur - Capital da Assíria

Por Metushelach Cohen

Mapas Elaborados no Google Maps.
Informações baseadas nos diversos Midrashim de nossos sábios e algumas citações diretas dos comentários da Torá-Lei de Moisés da Editora Sêfer - Jairo Fridlin - 2001.

domingo, 22 de maio de 2016

Pessach Sheni - Segunda Páscoa

Celebra-se ao Crepúsculo de 14 de Iyyar de 5776 - 22 de Maio de 2016.




Referência Bíblica: Bamidbar Números 9:6-12:

“9.6 Houve alguns que se acharam imundos por terem tocado o cadáver de um homem, de maneira que não puderam celebrar a Pessach naquele dia; por isso, chegando-se perante Moshe e Aharon, 7 disseram-lhes: Estamos imundos por termos tocado o cadáver de um homem; por que havemos de ser privados de apresentar a oferta de YHWH, a seu tempo, no meio dos filhos de Israel?
8 Respondeu-lhes Moshe: Esperai, e ouvirei o que YHWH vos ordenará.
9 Então, disse o YHWH a Moshe: 10 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém entre vós ou entre as vossas gerações achar-se imundo por causa de um morto ou se achar em jornada longe de vós, contudo, ainda celebrará a Pessach à YHWH. 11 No mês segundo, no dia catorze, no crepúsculo da tarde, a celebrarão; com pães asmos e ervas amargas a comerão. 12 Dela nada deixarão até à manhã e dela não quebrarão osso algum; segundo todo o estatuto da Pessach, a celebrarão.”
Este fato nos faz lembrar da importância da escolha milimétrica de Nosso D-us em comandar os acontecimentos durante as 10 pragas para que a Saída do Egito se desse exatamente na fase de lua cheia para que o caminho fosse iluminado para a fuga, sendo que no meio do deserto a noite sem fonte de luz artificial a única forma de não se perder seria a luz natural de uma lua cheia em sua plenitude, vemos portanto o cuidado de Nosso D-us que bem poderia como fez mais adiante guiar o povo com um coluna de fogo e de nuvem mas permitiu que os Apontadores dos Céus como são chamados os Astros em Gênesis servissem de sinais memoriais perpétuos para toda a festividade ordenada por D-us.

Outra lição que podemos tirar desta segunda oportunidade de Festejarmos Pessach, é que mesmo que estejamos o mais impuros e contaminados ainda assim temos esperança nas Imensas Misericórdias de Nosso Eterno e Bondoso D-us em nos aceitar diante de sua presença para que em comunhão, que nos é outorgada somente pelo Sangue do Cordeiro, possamos celebrar a liberdade, a liberdade de não sermos mais escravos mas agora Servos a Serviço (Avodá) do Senhor.

Que esta segunda chance nos inculque a Misericórdia de D-us e não nos faça relapsos quanto a nossa necessidade de arrependimento e purificação das imundícias que nos contaminam, para que em obediência e amor possamos Celebrar ao Nosso Senhor a nossa Liberdade.
Costumamos comer um pedaço de matsáh neste dia.

Por Metushelach Cohen

sábado, 23 de abril de 2016

Sefirat HaOmer - Contagem de Omer - 49 dias desde Pessach à Shavuot





Sefirat HaOmer - A contagem do Omer é uma ordenança que se encontra registrada em Vayicrá (Levítico) 23:9-21 e diz respeito a contagem dia a dia dos 49 dias que vão do dia 16 mês bíblico de Nissan ate o dia 5 do mês bíblico de Sivan.

O primeiro dia da contagem do Omer começa no segundo dia de Chag HaMatsot (Festa dos Pães sem fermento) e o ultimo dia da contagem ocorre no dia anterior de

Shavuot (Semanas ou Pentecostes50°).

No Calendário gregoriano tal contagem ocorre do por do sol de 23 de Abril de 2016 até 12 de Junho de 2016.

Shavuot (Semanas ou Pentecostes50°) será ao por do sol de 12 de Junho.

Esta é um período de “contagem divina” que nos levou à dádiva da Torah gravada em pedras no Monte Sinai e muito mais tarde à dádiva da Torah gravada no coração e mente pelo derramar do Espírito de D-us sobre os apóstolos e depois sobre muitos dos judeus de vários países que celebravam Shavuot no Templo.

De acordo com os antigos sábios, a contagem do Omer, ou seja, estes 49 dias representam o caminho para a Teshuvá (arrependimento), um dia para cada um dos 49 “níveis de pecado” nos quais os filhos de Israel tinham sido degradados na escravidão no Egito.

Assim como há 49 níveis espirituais de impureza (Tumah), assim é dito que há 49 níveis espirituais de pureza (Taharah).

Normalmente meditamos sobre as Sagradas Escrituras em cada um dos 49 dias afim de elevar o nosso nível de arrependimento, e este processo é chamado de Madregot HaTaharah – “Escadas para purificação”. Em relação a esta elevação gradual é que liturgicamente alguns se dedicam a estudar e a praticar o dito “48 Caminhos de Sabedoria” que é a lista de 48 qualidades que alguém demonstra ao se preparar para o recebimento da Torah, e tal lista se encontra no Pirkê Avot (Ética dos Pais) no Capítulo 6:6 “A Torah é maior que o sacerdócio e da realeza; pois a realeza é adquirida [junto] com trinta distinções, e o sacerdócio com vinte e quatro; mas a Torah é adquirida através das 48 quarenta e oito seguintes qualidades: Com estudo, atenção auditiva, articulação verbal [do que foi estudado], percepção [intuitiva] do coração, reverência, temor, modéstia, alegria, pureza, auxílio aos Sábios, estreito vínculo com os colegas, debate perspicaz com os alunos, sobriedade, [conhecimento] das Escrituras [Tanach], da Mishná, reduzindo as atividades comerciais, reduzindo as preocupações com questões mundanas, reduzindo a indulgência no prazer [mundano], reduzindo o sono, reduzindo a conversa, reduzindo a risada, com lentidão para a ira, com um bom coração, com fé nos Sábios, com aceitação do sofrimento, consciente de seu próprio lugar [- nível], satisfazendo-se com o que tem, fazendo uma cerca em torno de suas palavras, não reivindicando créditos para si, sendo amado, amando o Onipresente, amando as [Suas] criaturas, amando os caminhos da justiça [e bondade], amando os caminhos da retidão, amando a repreensão [crítica], mantendo-se distante das honrarias, não sendo arrogante de seu próprio conhecimento, não tendo prazer em proferir decisões [de halachá], compartilhando o fardo de seu próximo, julgando-o favoravelmente, colocando-o [no caminho] da verdade; colocando-o [no caminho] da paz, deliberando meticulosamente em seu estudo, perguntando e respondendo, escutando e somando [informações ao estudo], aprendendo para ensinar, aprendendo para praticar, aumentando a sabedoria de seu mestre, ponderando adequadamente o sentido do que aprende, e aquele que profere algo em nome de seu autor. Certamente estudaste que: Todo aquele que diz algo em nome de seu autor traz salvação para o mundo, conforme foi dito: E Ester disse ao rei em nome de Mordechai.”

Shavuot é o objetivo final de Pessach, portanto a libertação foi dada por causa da revelação da Torah, nós somos chamados a santificação para a revelação pessoal ao engajarmos nestes 49 dias de Teshuvá – arrependimento, mudança de mente, retorno à D-us.

Shavuot era também uma festa ligada a agricultura, a contagem do Omer, era usada para marcar o 50° dia da estação do crescimento da colheita.

Omer aliás era que uma medida de 176 litros para secos, ou dito molho ou punhado dos primeiros produtos da colheita.

Um Korban (oferenda) especial que envolvia o ‘balançar dos dois Pães (levedados) – Shtei HaLechem simbolizando a ocasião.

Note que está era a única ocasião onde pães fermentados eram usados pelos sacerdotes para o Avodá (serviço ou culto no Templo)

Embora os antigos sábios não sondaram o porque do uso de um elemento antes proibido (levitico 2:11), profeticamente isto era a prefiguração do ‘novo ser humano’ diante do Altar de D-us (Efésios 2:14-15).

Então a contagem ate Shavuot (pentecostes) vai muito alem da revelação da Torah no Sinai e aponta para a grande revelação da mesma Torah dada no Monte Sião de forma internalizada (vide Isaías 2:3), (Miquéias 4:2).

O Sefirat HaOmer é sobre estarmos envoltos pelo Espiro Santo de D-us , que além de nos outorgar a Torah de forma internalizada nos faz produzir para apresentar ao Senhor os melhores frutos que as nossas vidas podem frutificar e assim caminharemos dia a dia para o cumprimento total e pleno de Jeremias 31:33-34:
“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz YHWH: Porei a minha Torah (lei) no seu interior, também no coração as inscreverei, e Eu serei o Seu D-us e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao SENHOR, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o SENHOR. Pois perdoarei as suas iniqüidades e dos seus pecados jamais me lembrarei.”

terça-feira, 19 de abril de 2016

Páscoa - Pessach etapa por etapa no Calendário.

פֶּסַח

Segue o dia a dia do Festival de Pessach no mês de Nissan

Dia 08/04/16 após o crepúsculo
Primeiro dia de Nissan (1° mês Bíblico)
Rosh Chodeshim (Cabeça dos Meses) Lua Nova


Tradição: Toca-se o Shofar para mostrar a dependência que temos de Adonai Tsvaot em nos proteger e iluminar em meio a escuridão da noite de lua nova.
Êxodo 12:2, Números 10:10, II Crônicas 2:4

Essência ou entendimento prático : Mesmo que passemos por fases de escuridão em nossas vidas temos que depender do Senhor dos Exércitos para pelejar em nossas batalhas pessoais, e termos a fé e a confiança que poderemos Bradar em Alto som como o som do Shofar (Trobeta) que pela Misericórdia do Eterno iniciaremos uma nova fase de brilho crescente.

Shaul (Paulo) exorta aos Colossenses que não se deixassem levar por julgamentos infundados dos Gnósticos e Ascetas acerca da celebração das festas e LUAS NOVAS, sendo que eles mesmo não sendo circuncisos celebravam por julgarem ser bom o aprendizado sobre as Sombras que Delimitam a vida e obra do Mashiach, conforme Colossenses 2:16-17



Dia 15/04/16 após o crepúsculo


Tradição: O Grande Dia da escolha e recolhimento aos lares do Korbam Pessach (Cordeiro Pascoal) em meio a família que ao conviver com o cordeiro, além de constatar ser ele sem mácula e defeito, criava-se um vínculo com a animal, causando pesar em se ter que sacrificá-lo pois a família que se apegou a ele sentiria o vazio de sua ausência que pela convivência mesmo que curta gerou laços.
Êxodo 12:3.

Yeshua que é o Cordeiro que tira o pecado do mundo também foi recolhido ao convívio dos de Yerushalaym em um Shabat HaGadol entrando montado num jumentinho sendo aclamado Filho de David.
A sua convivência na Cidade Santa foi curta mas criou laços, que levou muitos que choraram sua ausência adquirir a profunda consciência do ato dele no Madeiro, que assim como o Cordeiro de Pessach foi sacrificado para que o seu sangue desse vida e vida com abundancia aos primogênitos do Senhor, a saber, aos que creram no sentido do Sangue Derramado no Madeiro e que são agora são chamados de Filhos e não mais apenas criaturas.


Alguns dias antes e inclusive na sexta-feira 22/04/16 até algumas horas antes do
Crepúsculo isso ainda no dia 14 de Nissan


Tradição: Deve ser retirado todo o Chametz ( Fermento – Levedura), de dentro de casa, tendo que ser vendido ou queimado tudo que for achado nos cantos, buracos e bolsos dentro dos lares.
Hametz é toda a fermentação ocorrida nos grãos como Trigo, Cevada, Aveia, Centeio ou Espelta.
Êxodo 13:3-7.

Shaul (Paulo) faz uma referência muito boa como segue “Pelo que façamos festa não com o fermento velho,nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade. 1 Coríntios 5:8”
Yeshua também associa o fermento à falsas doutrinas de homens, que consequentemente levarão ao pecado conforme Mateus 16:11-12 e Marcos 8:15.

Essência: Devemos aproveitar este período de busca e descarte do Chametz (Fermento) para ficarmos introspectivos quanto aos pecados que se encontram em nossos mais recônditos esconderijos da alma, devemos assim como a tradição rabínica o faz, achar cada migalha daquilo que nos infla e faz crescer em orgulho e altivez perante ao Senhor ao nossos irmãos, e descartá-los, os queimando no fogo purificador do Arrependimento trazido pelo convencedora Ruach HaKodesh (Espírito Santo).


Agora segue um pouco da Liturgia Sinagogal em suas Leituras Festivas.


Erêv Pessach
Segunda 22/04/16 ao Crepúsculo

Leituras para Erêv Pessach
Porção Erêv Pêsach: Ex 33:12 á 34:26 - Lev. 23:4-8 - Num 28:16-31
Brit Hadashá: João 13:1 á 17:26
Acendimento das luzes (velas) de Shabat antes do por do Sol


Pessach
Sexta 22/04/2016 a Noite após o aparecimento de três estrelas no horizonte poente
Seder (Ceia) de Pessach

Seudat HaMashiach – Ceia do Senhor.
(o corpo e o sangue do Messias na nova aliança)
Sangue - vinho; corpo - Matzá (pão sem fermento)
Yom haMatzot – Festa dos Pães sem fermento.
(não se come nada fermentado neste dia)

Shabat à Noite 23/04/2016
2°Seder (Ceia) de Pessach
Seudat HaMashiach – Ceia do Senhor.
(o corpo e o sangue do Messias na nova aliança)
Sangue - vinho; corpo - Matza (pão sem fermento)
Yom haMatzot – festa dos Pães sem fermento.
(não se come nada fermentado neste dia)
Leituras para Pessach
Porção de Pessach: Ex. 12:21-51 (Maftír – Nm. 28:16-25),
Brit Hadashá: João 18:1-19:42

Domingo ao crepúsculo 24/04/16:
Contagem do Ômer; 1° dia do Ômer
Ler salmo 107: 1 á 7
Yom haMatzot – festa dos Pães sem fermento.
(não se come nada fermentado neste dia)

Segunda ao crepúsculo 25/04/2016:
Contagem do Ômer; 2° dia do Ômer
Ler salmo 107: 8 á 9
Yom haMatzot – festa dos Pães sem fermento.
(não se come nada fermentado neste dia)

Terça ao crepúsculo 26/04/2016:
Contagem do Ômer; 3° dia do Ômer
Ler salmo 107: 10 á 16
Yom haMatzot – festa dos Pães sem fermento.
(não se come nada fermentado neste dia)

Quarta ao crepúsculo  27/04/2016:
Contagem do Ômer; 4° dia do Ômer 
Yom haMatzot – festa dos Pães sem fermento.
(não se come nada fermentado neste dia)
Ler salmo 107: 17 á 23

Quinta ao crepúsculo 28/04/2016:
Contagem do Ômer; 5° dia do Ômer
Yom haMatzot – festa dos Pães sem fermento.
(não se come nada fermentado neste dia)


Dia 30- Ultimo dia de Yom haMatzot – Festas dos pães sem fermento - Termino ao por do sol

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Hoje é Shabat Hagadol (O Grande Sábado)

O Shabat imediatamente anterior à Pessach é denominado “Shabat Hagadol” (O Grande Sábado), em recordação do preceito divino da escolha e do recolhimento do cordeiro para o sacrifício pascal:

דברו אל־כל־עדת ישראל לאמר בעשר לחדש הזה ויקחו להם איש שה לבית־אבת שה לבית׃

“No décimo dia do mês tomará todo o varão um cordeiro por família”
(Êxodo 12:3)
Segundo o Talmud no ano em que o povo de Israel saiu do Egito, o dia 10 de Nissan caiu em um Shabat.
Como o cordeiro era um dos animais representativo de um divindade, o deus Amon do Egito, o povo Hebreu demonstrou a sua total confiança em D-us, pois a separação para inspeção e posterior abate de um cordeiro geraria uma eminente reação de ira dos egípcios, por estarem os hebreus depreciando uma das figuras de suas divindades e prestes a sacrificar tão grande quantidade de um animal tão significativo como o carneiro.


Representação do deus Amon em forma de Carneiro
na entrada de um Templo Egípcio.

Vemos portanto o quão grande foi este dia, pois D-us de forma milagrosa permitiu que seu povo, mesmo com a humilhação da divindade egípcia, conseguisse cumprir a primeira mitsvá dada ao povo de forma coletiva (Orach Chaim 430:1).

De acordo com midrash (Tosafot Shabbat 87b), os Hebreus explicaram o motivo de terem que sacrificar os cordeiros, e disseram ser uma ordem direta de Adonai, e quem não a cumprisse teria seus primogênitos mortos, assim como os primogênitos dos egípcios seriam acometidos por tal praga posteriormente. Quando os primogênitos egípcios ouviram isso, pediram a seus pais e ao Faraó para que deixassem os Hebreus irem, mas seus gritos foram ignorados até uma guerra civil eclodir, na qual muitos egípcios foram mortos. Esta guerra interna foi chamado de Guerra dos Primogênitos e é considerado um grande milagre que ajudou na libertação dos Hebreus da escravidão no Egito.

Durante o período do Templo em Jerusalém, era de praxe obter o cordeiro pascal 4 dias antes da páscoa, assim os adoradores poderiam ter certeza que os seus cordeiros pascais estavam completamente sem defeito, pois ao se detectar algum defeito o cordeiro seria desconsiderado para o sacrifício de páscoa.
Isto era feito para cumprir as instruções dadas em Êxodo 12 que instrui que o cordeiro a ser oferecido deveria ser sem defeitos. O interessante é que este período permitia que cada família torna-se intimamente ligada ao cordeiro, assim tal não era simplesmente um animal para o abate, mas o ‘cordeiro deles’. (Êxodo 12:15) e na tarde de 14 de Nisan os cordeiros eram publicamente sacrificados por “toda a congregação” (Êxodo 12:6) posteriormente houve a aplicação do sangue do animal em suas portas, nos umbrais.

Depois da destruição do Templo o “judaísmo rabínico” assumiu a liderança do povo judeu agora em diáspora.
A ideia dos sacrifícios foi mudada para: oração, práticas de caridade e estudo da Toráh.
Então os rabinos pós Templo substituíram o costume de adquirir um cordeiro pascal, por uma mensagem especial a ser dada aos judeus nesta data denominada de Shabat HaGadol, usualmente ministrada por um sábio em Toráh que discursa sobre as leis referentes a Pêssach e que no dia seguinte lidera a distribuição de Matsot aos pobres.

 Yeshua entra Triunfalmente em Yerushalaym

A última Pessach de Yeshua iniciou-se algum tempo antes que o Festival começasse realmente, (João 12:1-33). Depois de visitar o seu amigo Lázaro em Betânia, Ele foi a Yerushalaym pouco antes de a cidade se encher de peregrinos para celebrar o feriado. No dia 10 de Nisan ele entrou na cidade, montado num jumento para anunciar o Seu Messianismo, este era o momento em que o Cordeiro de Páscoa “Korban Pessach” estava sendo escolhido para o sacrifício, assim Yeshua se relaciona à figura do cordeiro que é examinado por quatro dias antes de seu sacrifício pois igualmente ele também o foi diante das autoridades de Yerushalaym para ser considerado sem máculas, defeitos ou rugas para remissão dos pecados do mundo.

Yeshua foi enviado para ser o verdadeiro Cordeiro de D-us (Seh HaElohim) sem mancha ou defeito.
A Cidade Santa teria sido um lugar movimentado, repleto de emoção e (devido à opressão romana) cheio de expectativa messiânica. Incontáveis judeus teriam se mobilizado em todo o mundo para observar a Pessach com suas famílias.

Note que quando Yeshua entrou pela primeira vez a cidade, Ele foi recebido pelos gritos dos peregrinos vindos para o Festival, que bradavam : "Hosana" palavra proveniente da frase aramaica "Hoshiah na" (הוֹשִׁיעָה נָּא), que significa "salve eu" ou "me salvar". Os peregrinos judeus cantavam  o Salmo 118:25-26 e aplicavam-no ao maior Filho de David, Yeshua, que já estava no meio deles.
Por um momento o povo judeu que ali estava em Jerusalém deu um louvor correto para Yeshua como o Mashiach Ben David (filho de David).
Após entrar em Yerushalaym, Yeshua imediatamente foi ao Templo e expulsou todos os cambistas virando mesas e cadeiras. (Mateus 21:12).
Yeshua foi crucificado antes do por do sol em 14 de Nisan, profeticamente correspondendo com o horário do sacrifício do cordeiro pascal no Templo.
Ele permaneceu na cruz por mais ou menos 6 horas, de “9 da manha” ate as “3 da tarde”. (Mateus 27:45) E seu corpo foi removido da cruz antes do por do sol.

Haftará  (porção de leitura dos profetas)

Uma porção dos profetas é especialmente lida neste Shabat, Malaquias 3:4-24, que ela fala de uma futura redenção.
Assim, pois os nossos sábios do Talmud ensinaram:
‘o Rabino Yehoshua disse; No mês de Nisan os nossos ancestrais foram libertos do Egito, e no mês de Nisan eles serão novamente redimidos no futuro’ Talmud tratado Rosh Hashaná 11ª.

A Haftará termina assim: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível Dia do S-NHOR;" Malaquias 4:5

Como quase todos os profetas nas escrituras, há um aspecto dualístico nas profecias. Primeiro João Batista (Imersor) foi identificado pelo Mashiach Yeshua como o Elias que havia de vir’ (Mateus 11:14). João preparou o caminho para o trabalho do Mashiach e ele convenceu muitos judeus daquela época em fazer Teshuvá (retornar para os caminhos de D-us) através de sua pregação de arrependimento.

Então realmente “Elias” veio como o dia da salvação do nosso D-us, mas entretanto ainda há o Grande e Terrível Dia do Senhor por vir, muito chamado de tempo da tribulação, ou o fim dos dias. Alguns acreditam que Elias reaparecerá durante os anos da tribulação como uma das 2 testemunhas para anunciar a vinda do Messias para iniciar o Reino e destruir o Anticristo. (Apocalipse 11:3-6)

Livre adaptação da tradução e acréscimos por Metushelach ben Levy do artigo publicado no site: http://www.hebrew4christians.com/Holidays/Spring_Holidays/Shabbat_HaGadol/shabbat_hagadol.html

sexta-feira, 25 de março de 2016

Yeshua e a Pessach (Páscoa Judaica)

Yeshua celebrou o Sêder* com seus discípulos. Junte-se a nós nesse rápido passeio através das partes que compõem um tradicional Sêder de Pessach e atente aos pontos que são significativos, de maneira especial, aos crentes em Yeshua.
*Seder significa ORDEM. É a forma de como é organizada ordenadamente o jantar que é feito na primeira noite de Pessach.


A retirada do fermento
RITUAL DE ELIMINAÇÃO DAS IMPUREZAS
Não comereis nenhuma coisa levedada;
em todas as vossas habitações comereis pão ázimo”(Ex. 12,20)
Antes do início da Pessach (Páscoa judaica), todo o Chametz (fermento), que é um símbolo de pecado (1 Co 5:6-8), deve ser retirado do lar judeu. A casa é limpa de cima a baixo e qualquer coisa que contenha fermento é retirada. Então, na noite antes de Pessach, o chefe da casa toma os utensílios tradicionais de limpeza: uma pena, uma colher de madeira e um saco, e faz uma busca na casa por algum resíduo de fermento que talvez tenha sido esquecido .
Shaul (Paulo) faz uma referência muito boa como segue “Pelo que façamos festa não com o fermento velho,nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade."( 1 Cor.5.8).

Lavagem das mãos 
Uma vez que o fermento é removido, a família senta-se ao redor da mesa e cerimonialmente lava as mãos com uma bacia e uma toalha. Yeshua também participou dessa tradição, mas em vez de lavar suas mãos, Ele levantou-se da mesa e lavou também os pés de seus discípulos, dando-nos uma lição, sem igual, de humildade. (João 13:2-17).


Acendimento das velas
Estando a casa e os participantes limpos, o Sêder de Pessach pode começar. A mulher da casa profere uma bênção e acende as velas de Pessach. Convém que a mulher traga a luz para o lar, pois foi através da mulher que a luz do mundo, Yeshua o Mashiach, veio ao mundo (Gn 3:15).

Hagadá

Hagadá significa "relatar, contar" – o contar da história da Páscoa judaica. A história é contada em resposta a quatro perguntas feitas pelas crianças:

“E acontecerá que, quando seus filhos disserem: Que ritual é este? Então dirão: Este é o sacrifício de Pessach à ADONAY, que passou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como ADONAY ordenara a Moshe e a Aharon, assim fizeram. (Êxodo 12:26-28)

1- Porque está noite é diferente das outras noites?
2- Porque todas as outras noites nós comemos pão com fermento e esta noite só comemos Matzah (pão sem fermento)?
3- Todas as outras noites nós comemos todos os tipos de ervas então porque está noite comemos apenas ervas amargas?
4- Todas as outras noites nós não molhamos nossas ervas na água salgada então porque esta noite nós molhamos as ervas com água salgada 2 vezes? Também nas outras noites comemos sentado ou reclinado porque esta só comemos reclinados?
O pai passa a contar a história do êxodo do Egito, lendo um livro chamado de “Hagadá” e usando símbolos e objetos a fim de prender a atenção dos pequeninos e responder cada uma das perguntas.

A primeira taça de vinho

O Sêder começa com uma bênção recitada na primeira das quatro taças de vinho: “BARUCH ATÁ ADONAI, ELOHÊNU MÊLECH HAOLAM BORÉ PERI HAGÁFEN” = “Bendito és tu, Senhor, nosso D-us, Rei do Universo, que criaste o fruto da vide”. O próprio Yeshua abençoou a primeira taça em Lucas 22:17-18.

A segunda taça de vinho

A segunda taça é para nos lembrar das Dez Pragas e do sofrimento dos egípcios quando endureceram o coração para o Senhor. A fim de não nos regozijarmos com o sofrimento de nossos inimigos (Pv 24:17), derramamos uma gota de vinho (que é o símbolo da alegria) enquanto recitamos cada uma das Dez Pragas, lembrando-nos, assim, que nossa alegria é diminuída com o sofrimento dos outros.



Afikoman


 Ocorre, então, uma tradição muito curiosa. Junto à mesa, está um saco com três compartimentos e três matzás. O matzá do meio é retirado, partido e metade é posta de volta ao saco. A outra metade é enrolada em um guardanapo de linho e escondida para ser retirada mais tarde, após a refeição. Cada uma das Matzot representam os patriarcas Avraham, Yitzhak e Yaakov, a do meio que é quebrada representa Yitzhak, e figura o Mashiach que assim como Yitzhak foi dado em Sacrifício no Monte Moriáh, assim como a Matzá do meio é quebrada em duas partes assim é as vindas do Mashiach uma já desvendada outra ainda a ser revelada da mesma maneira que o Afikoman é revelado apenas no fim.

O prato do Sêder


Os rabinos têm planejado uma série de lições de coisas [lições com a utilização de objetos] para prender a atenção dos pequenos durante o Sêder pascal. Esses itens são experimentados por cada pessoa, já que cada uma é instruída a se sentir como se tivesse feito parte da saída do Egito.

Karpás – verduras

O primeiro item é o karpás, ou verduras (geralmente salsa), que é o símbolo da vida. A salsa é mergulhada em água salgada, símbolo de lagrimas, e ingerida para nos lembrar de que a vida de nossos ancestrais foi imersa em lágrimas.

Betsá - ovo

Um ovo assado está no prato do Sêder para trazer à memória o sacrifício diário no templo, que não pode ser mais oferecido, já que o templo não existe mais. Exatamente na metade do Sêder pascal, os judeus são lembrados de que não possuem sacrifício para torná-los justos perante D-us.

Maror – erva amarga

Geralmente, trata-se da planta conhecida como raiz-forte (moída) e come-se (juntamente com o matzá) até que uma lágrima saia dos olhos. A não ser que experimentemos primeiro o amargor da escravidão, não podemos apreciar a doçura da redenção.

Charósset

O charósset é uma mistura doce de maçãs e castanhas picadas, mel, canela e um pouco de vinho tinto Manischewitz (kosher para a Páscoa judaica) apenas para dar cor! Essa mistura doce, amarronzada e pastosa simboliza o barro que nossos ancestrais usaram para fazer os tijolos na terra do Egito. Por que será que nos lembramos de uma experiência tão amarga com algo tão doce? Os rabinos têm uma boa interpretação: mesmo o mais amargo dos trabalhos pode ser doce quando nossa redenção se aproxima. Isso é verdade, em especial para os crentes no Mashiach. Podemos encontrar a doçura inclusive na mais amarga das experiências porque sabemos que a vinda do nosso Senhor está próxima.

Perna de cordeiro

Em cada lar judaico, em cada prato do Sêder, está uma perna de cordeiro (com o osso à mostra). No livro de Êxodo, os primogênitos judeus foram poupados pelo Anjo da Morte ao se passar o sangue de um cordeiro inocente, imaculado nas ombreiras e na verga da porta dos lares, já que D-us levaria o povo da escravidão para a liberdade. Hoje, cremos que Yeshua é esse perfeito cordeiro pascal e quando passamos Seu sangue nas ombreiras e na verga de nossos corações, também nós vamos da morte para a vida, da escravidão do pecado para a liberdade de ser um filho redimido de D-us. Como João Batista disse quando viu Yeshua se aproximando dele, “Eis o Cordeiro de D-us, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29).

A Refeição

Ah, mesmo em meio às maravilhas da tecnologia moderna, ainda podemos levar a você a parte mais memorável da Páscoa judaica… a refeição, do mesmo modo que a vovó costumava fazer! Apenas imagine: sopa quente de frango, com a fumacinha saindo, e enormes bolinhos macios de matzá; mais um pouco de matzá; fatias de um gefilte fish (bolinho de peixe) de sabor picante feito em casa com raiz-forte bem ralada (que faz você chorar); mais matzá; fígado picado (com bastante schmaltz – gordura de frango ou de ganso - e cebolas fritas crocantes) em uma camada de alface; mais matzá; mais cebolas fritas crocantes ao lado; mais matzá... e isso que é somente o aperitivo!

A seguir, vem a refeição… você consegue sentir o cheirinho? Peito bovino macio, adocicado, com repolho; mais matzá; costela bovina (em corte judaico) feita em casa; frango ensopado, frango de panela, frango grelhado, frango cozido, frango sautée, frango assado, mais matzá; peru inteiro assado; mais matzá; ervilhas recém cortadas e com cebolas; mais matzá; cenoura e tsimes de ameixas-secas; mais matzá; batata doce e tsimes de uvas passas; mais matzá; purê de batatas feito em casa e repleto de manteiga; mais matzá!

Você guardou espaço para a sobremesa? Bem, você terá de esperar, porque agora é a hora de continuar com o Sêder!

Em busca do afikoman

Depois do término da refeição, o líder do Sêder deixa as crianças livres para encontrarem o afikoman, que havia sido embrulhado em um guardanapo e escondido antes. A casa fica em polvorosa, já que todo mundo se apressa para ser o primeiro a encontrar o afikoman e reivindicar o prêmio quando o vovô o toma do localizador sortudo. O valor corrente equivale a U$5,00! Tendo o líder recuperado o afikoman, ele o despedaça e o distribuí em pedacinhos para todos que estão sentados ao redor da mesa. Os judeus realmente não compreendem essa tradição, mas as tradições não precisam ser compreendidas – apenas seguidas! Contudo, crê-se amplamente que esses pedaços de afikoman trazem uma longa e boa vida aos que os comem.

A tradição talvez date da época de Yeshua. Se for esse o caso, então Lucas 22:19 assume um sentido maior: "E tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim". Pois Yeshua, o Mashiach teria tomado, dos três, o matzá do meio, o pedaço que ficava para o sacerdote, o mediador entre D-us e o povo, partido (como Seu corpo seria partido), envolvido parcialmente em um guardanapo de linho (como Ele seria envolto em linho para o funeral), o escondido, (assim como Ele foi enterrado), o trazido de volta (assim como Ele seria ressuscitado), e o distribuído a todos os que se assentavam com Ele (assim como Ele iria ainda dar a Sua vida para todos os que cressem). Como Ele assim o fez, estava consciente de que o pedaço de matzá do meio representava Seu próprio corpo imaculado dado para a redenção de Seu povo. Assim como o matzá é todo marcado e perfurado, Seu próprio corpo seria mais tarde marcado (pelos açoites) e perfurado e é por essas pisaduras que fomos sarados (Isaías 53:5). O pedaço de matzá do meio, ou o afikoman, é nosso pão da Santa Ceia.

A Terceira Taça

A terceira taça de vinho é tomada após a refeição. È a taça da redenção, que nos faz lembrar do sangue derramado do Cordeiro inocente que trouxe nossa redenção do Egito. Vemos que Yeshua tomou a terceira taça em Lucas 22:20 e em I Coríntios 11:25, “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim”. Essa não foi simplesmente uma taça qualquer; foi a taça da redenção da escravidão para a liberdade. Essa é a nossa taça da Santa Ceia.

A Quarta Taça

A quarta taça é a Taça de Hallel (ou halel). Hallel, em hebraico, quer dizer "louvor," e vemos na bela Oração Sacerdotal de João 17, que Yeshua usou seu tempo para louvar e agradecer ao Senhor no fim do Sêder pascal, sua última ceia. O Cordeiro Pascal imaculado tinha louvor em seus lábios quando estava a caminho de Sua morte.

A Taça de Elias

Um lugar estabelecido permanece vazio para o profeta Elias, o convidado de honra em cada mesa pascal. Os judeus esperam que Elias chegue na Páscoa judaica e anuncie a vinda do Mashiach (Malaquias 4:5). Então, um lugar é reservado, enche-se uma taça com vinho e os corações ficam na expectativa de que Elias venha e anuncie as Boas Novas. No final da refeição pascal, uma criança é enviada à porta para abri-la e ver se Elias está lá. Todos os anos, a criança retorna desapontada e o vinho é derramado fora sem ser tocado. Meu povo espera e anseia pelo Mashiach – eles não percebem que o Mashiach já veio, mas os de nós que crêem em Yeshua sabem que é dele de quem o profeta falou. Ele é o Cordeiro Pascal imaculado e sem defeito, cujo corpo foi partido por nós, cujo sangue foi derramado e que agora vive para dar Sua vida a todos nós que colocarmos Seu sangue nas ombreiras e na verga de nossos corações e que passamos da morte para Sua vida eterna.


Texto adaptado e acrescido por Metushelach de Texto publicado em http://www.povoescolhido.com.br/index.php?id=92



quarta-feira, 23 de março de 2016

Próxima Festa - Purim

Festa de Purim acontece este ano no dia 23 de Março.


A festa de Purim é celebrada anualmente pelos judeus de todo o mundo, ela relembra o período do império Persa sob o domínio do rei Achashverosh (Assuero) onde ocorreu o livramento do povo judeu das mãos de um terrível inimigo cujo nome era Hamã, essa história está relatada no livro de Ester da Bíblia sagrada conhecido em hebraico como Meguilá de Ester. O termo Pur apresenta ter origem persa e significa “Sorte” como Purim está no plural, portanto “sortes”, esse nome dá-se em função dos vários sorteios realizados por Hamã, que os realizava para determinar o dia e o mês mais propício para atacar os judeus, os persas tinham suas crenças voltadas ao zodíaco e creditavam muita honra aos astrólogos e magos dentre os quais provavelmente foram consultados por Hamã para lançarem as sortes. A guematria (Arte de somar as letras hebraicas, visto que cada letra possui um valor numérico) de Purim dá um total de 336, ou seja: Pei S=80, Vav Y=6, Resh I=200,Yud W=10 e Mem F= 40, somando 336 teremos 12 que é o total das tribos de Israel, com isso concluímos que a tentativa de Hamã era na verdade um plano diabólico perpetrado por satanás para aniquilar não somente Mordechai (Mordecai) mas todo povo judeu, o dia exato do livramento foi no dia 13 de Adar (mês que corresponde entre os meses de Fevereiro e Março) para a grande maioria das pessoas o número 13 soa como um número de azar isso dentro das culturas ocidentais principalmente quando cai num dia de sexta-feira como no caso das sortes lançadas sobre os judeus nos dias de Ester, mas no contexto judaico esse número é muito querido e representa o amor, a soma da palavra amor (Achavath) em hebraico é 13) quando somamos o número 13 temos 4 que representa o mundo, temos 4 estações no ano, 4 pontos cardeais no planeta, 4 evangelhos entregues á humanidade que se resumem em João 3:16, e assim por diante, concluí-se que pelo dia do livramento, que Hamã queria destruir os judeus não somente na Babilônia então sob domínio persa, mas em todo o mundo, o que demonstra que a preocupação de Hamã não era apenas com Mordechai (Mordecai), ao somarmos o numero12 teremos o valor numérico de 3 que representa mudança de estado ou transformação de situação, basta lembrarmos que Pedro teve sua situação espiritual alterada seu estado emocional modificado no ato de suas três vezes que negou ao Mashiach (Mt.26:69á75) essa alteração retrata bem o fato acontecido com os judeus nos dias de Ester, em contraste com a situação de Pedro tudo parecia perdido para Mordechai e para os judeus, mas de súbito houve uma mudança de estado emocional e de situação para ambos, na tentativa de extermínio ocorreu o livramento.

Em Purim todas as coisas ocorrem de forma oculta, os personagens agem à surdina e a trama se desenrola como num de filme de suspense, eles se revelam no final do evento trazendo um desfecho inesperado, ou seja, a vitória dos judeus.

O 1º personagem oculto é o próprio rei Achashverosh, que demonstrou com suas atitudes primárias sua total incapacidade de reinar, isso ele demonstra quando vende o povo judeu por nada para Hamã, um rei de verdade não teria tal atitude sem antes investigar á fundo as acusações contra eles proferidas.

O 2º personagem é Ester, palavra de origem hebraica e significa estrela, uma pessoa cativante, charmosa e sensual, o nome vem do verbo hebraico “mastir” que significa “esconder, ocultar” o nome verdadeiro de Ester era Hadassa que significa “murta” uma espécie de arbusto com o qual se fazem cercas vivas, tanto a origem quanto o significado do nome de Ester demonstram o papel importante que ela desempenhou na história. Sua beleza foi o item primordial na escolha do rei e seu brilho cativante descortinou a atitude de Hamã o levando a sua própria destruição, ela era prima de Modechai e vencedora do primeiro concurso de beleza de que se tem notícia na história, depois de pronta foi levada á presença do rei que não conseguiu conter-se ao ver o charme e a sensualidade dela, durante todo o tempo ela se manteve escondida (mastir) não revelando sua identidade judaica, mesmo após ter se transformado em rainha, assim ela personifica o novo Israel de D-us munido de ex-gentios (ICo.12:2-Ef.2:11á14) agora novos frutos na comunidade de Israel através do enxerto (Rm.11), por um período extenso de mais de um milênio e meio a Igreja de Yeshua assumiu características contradizentes em relação á sua origem judaica permanecendo oculta por todo esse tempo e negando com isso os princípios de Yeshua para com sua Igreja em relação ao seu povo de começar primeiro com o judeu (Lc.24:47-Rm1:16), a mesma atitude teve Ester ao saber da situação do povo judeu na Pérsia (Et.4:11) a resposta de Mordechai soa como um sinal para a Igreja de Cristo (Et.4:13-14) acerca disso valem as palavras de Paulo “não presumais de vós mesmos” (Rm.11:25), agora nos últimos dias a Igreja está se revelando aos poucos resgatando suas origens, seus padrões e princípios bíblicos judaicos assim como Ester teve que se manter escondida, essa união entre os messiânicos (Mordechai) e os evangélicos unificam a igreja e tem e estará se transformando numa grande muralha (murta) de proteção espiritual em torno de Israel nos últimos dias que novamente terá de passar pela aflição do desejo de seus inimigos de verem a sua destruição, nesse contexto Ester representa a Igreja profética dos últimos dias que através da intercessão e jejum estará contribuindo de forma ineficaz junto ao rei Yeshua em favor do povo judeu gerando sua proteção e proclamando sua paz (Sl.122:6).

O 3º personagem é Hamã, seu nome significa estar quente, morno, vem da origem Hamas que significa violência, maldade, injustiça. Hamã foi uma espécie de inimigo oculto, que além de violento, usou de maldade e injustiça contra Mordechai e os judeus, ele não se satisfaria com nada menos que a destruição do povo judeu, no decorrer da história da humanidade vários Hamãs tem surgido no caminho de Israel, homens “quentes” e violentos como o general Tito de Roma em 70dc, as cruzadas na Europa sob o sistema de Roma, a inquisição católica, Hitler, os Palestinos com seus homens bomba, o Irã com a tentativa declarada diante da comunidade mundial de exterminar Israel do mapa e outros sempre tiveram e têm princípios mortais para o povo judeu, mas todos eles terão que provar o próprio veneno assim como Hamã foi enforcado na sua própria forca.

O 4º personagem é Mordechai, a origem do nome é babilônica, e deriva do nome Maduk, um deus mitológico da Babilônia, os judeus da Pérsia costumavam dar nomes babilônicos aos seus filhos, Mordechai era primo de Ester, era da tribo de Benjamim descendia de Jair, Simei e Quis, este era pai de Shaúl o primeiro rei de Israel, um dado importante na vida de Mordechai, visto que Hamã era agagita descendente do rei Agague dos amalequitas na época inimigo declarado do rei Saul, após a morte dos pais de Ester Mordechai a adotou e criou educando como se fosse sua filha, durante a história ele instruiu Ester concedendo a ela vários livramentos e a mantendo em conexão com o rei Achashevosh através de seu comportamento, na pessoa de Mordechai temos figuradamente o judaísmo messiânico (judeus crentes em Yeshua) que surgiu nos dias de Yeshua e está ressurgindo das cinzas nos últimos dias, os judeus messiânicos vem interagindo com a Igreja de Yeshua (Ester) e trabalhando arduamente para a salvação do povo judeu através de Yeshua, assim como Mordechai, educando a Igreja no relacionamento com o Rei Yeshua, através de instruções e conselhos nos padrões judaicos das escrituras, isso está acontecendo mesmo que ainda pareça aos olhos de muitos, não ser possível devido aos vários conceitos religiosos e ao proselitismo existente entre ambas as partes, esta acontecendo em oculto á vista da comunidade mundial religiosa, o mesmo ocorreu com Ester que recebia essas instruções ás escondidas, os fatos na história de Ester demonstraram a atualidade que vivemos nos nossos dias, pois Israel se vê a sombra de um terrível ataque anti-semita (oposição á Israel) a qualquer momento, Hamã transfigura o terrível anti-semitismo contra os judeus e sua inimizade contra Ester específica o personagem do Anti-Cristo, ambos serão resistidos e destruídos mediante a união entre Mordechai e Ester (Judeus Messiânicos e Evangélicos) Cristo realizou o obra de unificação entre judeus e gentios (Ef.2:14) e as atitudes impensadas dos dois povos criaram novas barreiras, nossas barreiras devem ser quebradas o mais rápido possível para juntos agirmos em favor de Israel e do reino de Yeshua. Assim como Mordechai ocupou uma posição de destaque no reino de Achashverosh, o judaísmo messiânico também terá no casamento de Yeshua com sua Igreja, na festa das bodas(banquete de Ester) e no reino de Yeshua.

5º personagem é D-us, em nenhuma passagem do livro de Ester está mencionada a palavra D-us, talvez pelo fato de que o livro tenha sido escrito nos idiomas dos medos e dos persas, mas é evidente a participação do Senhor na história de Ester, primeiramente no ato da insônia do rei (Et.6:1), ninguém que esteja perturbado por alguma insônia iria querer ler um livro de atas políticas como livro de crônicas reais, é como se você estivesse sem sono e pegasse o livro da constituição de seu país para ler, mas o rei pediu o livro e foram lidas as crônicas de seu reinado, então se leu sobre o feito de Mordechai em seu favor, que interessante justamente num período perigoso para Mordechai e para o povo, em toda a história de Israel o Eterno se mostrou presente, mesmo no holocausto de Hitler, os judeus surgiram das cinzas da morte e reconstruíram o estado de Israel se tornando a mais forte potência do oriente médio.

O que podemos aprender com Purim é que mesmo que o inimigo possa lançar sortes contra nossas vidas somos guardados e protegidos pelo Eterno como uma pessoa protege a parte mais sensível de seu corpo “a menina de seu olho”, talvez pareça que é o fim para nós, mas no término de tudo lá está a mão de D-us agindo no silêncio da noite, Purim não está estabelecida entre as sete festas fixas anuais, mas demonstra com exatidão que todos nós devemos comemorar os vários livramentos concedidos pelo Eterno, assim como o dia do livramento equivale ao número da terra, Purim se torna uma festa universal para todos os que constantemente são livres das garras do mal pelo D-us do livramento e aguardam com ansiedade o dia do casamento de Yeshua com sua Igreja e as maravilhosas bodas para o estabelecimento de reino de paz e justiça que se seguirá!

Chag sameach HaPurim!
Feliz festa de Purim!

Fonte: http://www.restaurandoisrael.com.br/?p=38
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