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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Romanos 7 - Um breve comentário - versos de 8 à 14

Romanos 7 nos mostra o Papel da Ketubáh
O Contrato de Casamento
que rege uma Relação Matrimonial

7.8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado.
C: Neste ponto vale a pena esclarecer que Shaul (Paulo) se utiliza de um método Rabínico muito comum que é o de se colocar na primeira pessoa dentro de um relato para melhor poder descrever os pormenores que ocorrem com o personagem, daqui até o versículo 25 ele se coloca como um tipo de Adam (Adão), que foi o único que viveu antes do pecado ser o senhor do homem.
Levando em conta o famoso adágio popular que diz “o que é proibido é mais desejado”, notamos que o homem tem em seu intimo uma inclinação a desejar aquilo que lhe é proibido, Antes de Adão ter conhecimento do bem e do mal, e portanto saber a lei de for intrínseca, ele não tinha concupiscências, pois nada lhe era proibido, mas no momento que algo lhe foi proibido se acendeu a vontade de saber o porquê da proibição e vemos as concupiscências dos olhos e da carne, e a soberba da vida (1 Jo. 2.16) criarem campo na mente de Eva e se concretizarem em ação que causou a queda e conseqüente casamento com o pecado, sendo ele o senhor do homem daí por diante.
Recuperando a idéia de Romanos 4.15, Shaul (Paulo) explicita novamente que sem Lei, está morto o pecado, pois levando em consideração que a Toráh é uma espécie de jurisprudência, somente em existir ela cria a violação embora seja santa, pois sem algo que determine o que é ou não a vontade de D-us, não há transgressão, outro paralelo que se pode fazer é de a Toráh como ensino de D-us e como provocação divina à consciência, “cria” pecado, utilizaremos uma passagem do Talmude para explicar tal pensamento: (Talmude Yerushalmi, Yoma VI, seção 4, 43d, Linha 21.) : “ A inclinação para o mal deseja somente o que é proibido, Rabbi Mena (no dia da Expiação, que é proibido se beber) foi visitar Rabbi Haggai, que estava doente. Rabbi Haggai disse: “Estou com sede.” Rabbi Mena disse: “Beba”, em seguida, saiu. Uma hora depois, ele voltou e disse: “E a sede?” Haggai respondeu: “Assim que me permitiste beber, o desejo passou.” Vemos então que os Rabinos assim com Shaul (Paulo) percebem que o Yetzer Hará (inclinação para o mal) é despertado pelas proibições da Lei.


7.9 Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri.
C: Aqui podemos ver a metodologia Rabínica de Shaul (Paulo), (já comentada), com mais propriedade, pois vemos Shaul se colocando num papel, que não pode ser dele, pois vemos elementos que não se encaixam com a vida de Shaul, pois quando foi que ele viveu sem Lei?, pois como ele mesmo proclama em Atos 23.6, Filipenses 3.5, ele sempre foi ensinado na Lei.
Aqui podemos vê-lo personificando Adão antes da queda ou como um gentio afastado do conhecimento de D-us, pois tanto como Adão antes da queda e o gentio sem conhecimento ambos não sabiam qual era a vontade de D-us, mas assim que lhes é revelada, a concupiscência é despertada, pois o pecado tomando a ocasião do conhecimento do certo e do errado cria a vontade inata do ser humano de saber o desconhecido e é esta situação que causa a morte.


7.10 E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte.
C: Shaul não é o único entre os escritores judeus a mostrar que a Toráh que vivifica produz morte quando rejeitada ou usada indevidamente, (compare com “1 Tm. 1:8-10” que fala da Legitimidade de usar a Lei que é boa, e o contraponto, de punição para com os injusto); (“ 2 Co. 2:14-16,” figura do cheiro de vida e de morte); (“Hb. 4:12” figura da espada de dois gumes assim como em Apoc. 1:16).

Podemos citar ainda duas passagens do Talmude que expressam esta mesma verdade a cerca da dupla característica da Toráh: (Êxodo Rabbah 5:9 - “A Voz do Senhor saia do Sinai de duas formas, ela matava os pagãos, que não a aceitavam, mas dava vida a Israel, que a aceitava.”); (Yoma 72b: “Se a pessoa usa a Toráh da maneira correta, ela é um remédio de vida, mas , para aquele que não a usa da maneira correta, ela é um veneno mortal”)
Mais uma vez eu recomendo a leitura e a compreensão da passagem de Deuteronômio 30:11-20, que relata a entrega da Toráh, na qual D-us oferece o direito de escolha ao povo, para que o povo possa escolher entre a benção e vida ou a maldição e morte, e Senhor ainda enfatiza dizendo: escolha porem a vida para que vivas, tu e tua semente; Vemos aqui novamente a dualidade da Toráh que vem para benção e dar vida àqueles que nela se apegam, mas também traz maldição e morte para aqueles que a transgridem.


7.11 Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou.
C: Seguindo o mesmo princípio dos versos anteriores, vemos a visão de que o mandamento que foi dado para proteger o homem de ir contra a vontade de D-us, foi utilizado pelo pecado para despertar no homem exatamente o contrario do proposto, isto é, causa o comichão de querer ir contra o que esta estabelecido, ou por concupiscências na vontade de satisfazer um desejo ou por pura curiosidade de se saber as implicações de tal mandamento ter sido dado, e é isso que engana o homem e acaba levando-o para a morte no acumulo das transgressões.



7.12 Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.
C: Aqueles que pensam que Shaul procurava uma brecha na Lei Judaica para tornar o cristianismo fácil para os convertidos pagãos devem achar difícil esse versículo. Ele prova que Shaul não tinha uma visão antijudaica da Lei, nem desejava anulá-la, o versículo testifica o grande respeito que Shaul sempre teve pela Toráh, que corresponde ao fato de ele a observar ao longo de toda a sua vida (veja Atos 13:9; 21:21, esta atitude teria sido fortalecida por seus estudos com Rabban Gamaliel (Atos 22:3), e não há razão para imaginarmos que sua conversão à fé em Yeshua - que não veio “para abolir a Toráh” (Mt. 5:17) - a teria mudado. Tantos erros sobre a opinião de Shaul acerca da Lei poderiam ter sido evitados se este versículo fosse compreendido como algo que limita tudo o que ele escreve sobre ela. A santa Toráh de D-us para viver santo não muda. Por quê? Porque o próprio D-us não muda (Ml. 3:6) e a santidade não muda. Alem disso, esse verso não é o único, neste mesmo capítulo temos os verso 10, 14, 16, 22 e no capítulo 8 os versos 2, 4, 7-8 mostram que Shaul tinha muito respeito pela Toráh.

7.13 Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.
C: Shaul faz aqui uma pergunta retórica, sabendo que muitos teriam a falsa impressão que a Toráh é ruim, assim ele chama a Toráh de algo bom que parece se tornar algo ruim que causa a morte, mas ele mesmo responde no original assim: D-us não o permita, e começa a descrever o que leva ao entendimento de algo bom se tornar ruim que nada mais é que a apropriação que o pecado faz da regra para gerar a transgressão, sabemos que todo homem é pecador e destituído está da glória de D-us, sendo assim o pecado através da Lei, encerra todos debaixo da transgressão pois nenhum homem conseguiu viver sem transgredir ao menos uma pequena regra, a não ser Yeshua, desta maneira o que era para vida se torna o meio pela qual o homem é condenado a morte.


7.14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.
C: Nota-se neste ponto mais uma vez que o problema não é Toráh, pois ela é espiritual, mas o problema é o homem, que em seu estado não regenerado não entende as coisas espirituais (Rom. 8:5), se o homem que ainda não foi regenerado lança mão da Toráh para se justificar ele o faz sem entendimento, pois a Toráh sendo espiritual não será entendida por alguém carnal, e ai que ocorre o erro, pois a Toráh foi dada para dar padrões celestes ao nosso cotidiano ou seja para aplicarmos princípios espirituais em nossas vidas, para nos santificarmos, isto é, para nos separar das práticas mundanas que não são da vontade de nosso D-us, em resumo a Toráh nos garante uma qualidade de fé e de vida e não uma forma de justificação.
E é isso que o homem regenerado entende, pois ele confia na justificação outorgada pelo sacrifício de Yeshua na cruz e não na auto-justificação pela obediência à Toráh, e esta justificação outorgada que o liberta da escravidão do pecado, e sendo agora livre ele pode obedecer a vontade de D-us expressa na Toráh, por amor e em espírito, pois seus olhos estão abertos para entender algo que é espiritual.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Romanos 7 - Um breve comentário - versos de 1 à 7

Este breve comentário sobre o capítulo 7 da Carta aos Romanos tem como objetivo devolver a judaicidade à Paulo e aos seus escritos, mostrando que o pensamento paulino está contextualizado à cultura e ao modo de vida dos judeus do primeiro século, bem como revelar toda a formação Rabinica Farisaica que Paulo possuia e que se valeu para transmitir de maneira impar toda a essência e sabedoria do seu entendimento das Boas Novas.


 
Romanos 7 nos mostra o Papel da Ketubáh
O Contrato de Casamento
que rege uma Relação Matrimonial
Romanos

7.1 Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?
Comentário: Paulo começa com uma pergunta direcionada não a qualquer ouvinte, mas sim aos que ele delimita como aos que conhecem, entendem a lei. Nesta passagem o termo lei, nomos em grego, não é uma referência especifica à Toráh, poderia ser sim, como também poderia ser à qualquer lei pois qualquer norma, regra e determinação legal somente tem validade para aqueles que a possam cumpri-la, sendo assim se excetua (exclui) os mortos. (Referência pertinente ao contexto artigos 4° e 6° da Código Civil Brasileiro).
Portanto a Lei referenciada segundo o contexto da Carta aos Romanos como um todo bem como especificamente os capítulos posteriores podemos delimitá-la como sendo a Lei Conjugal, Matrimonial.

7.2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal.
C: Aqui comprovamos o que dissemos no comentário anterior no tocante à Lei Conjugal, esta Lei especifica contida na Toráh se utiliza de uma Ketubáh, isto é um Contrato de Casamento que rege a vida matrimonial onde os cônjuges tem obrigações mútuas um para com outro que somente se extingue na ocasião da morte de um deles.
Vemos aqui uma analogia em relação ao estado do homem, conforme podemos ver no capítulo 6 de Romanos onde o homem é casado com o pecado, e a Ketubáh, o contrato de casamento que nada mais é que a Torah rege que o homem uma vez casado com o pecado estará ligado a ele até a morte, e o remédio receitado no capítulo 6 para livrar o homem deste casamento condenatório é a morte, mas não a morte natural mas sim a morte para a velha vida, simbolizada no ato do Batismo, onde os que crêem, morrem com Mashiach (Cristo) para que possam ressuscitar com Ele, em novidade de vida.

7.3 De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.
C: Vemos aqui novamente a necessidade da morte para o fim do casamento para que não haja adultério, vemos algo análogo em Lucas 16:13, no caso da impossibilidade de se servir a dois senhores.
Na rito representativo e figurativo do Batismo ocorre o que é necessário para o fim do casamento do homem com o pecado, ocorre a morte do homem, mas assim como no Batismo que o homem sai das águas, espiritualmente o homem ressuscita, agora não mais nascendo da carne e vontade dos homens mas nascendo do Espírito por vontade de D-us, desta maneira o homem não tem mais a natureza pecaminosa e se equipara a Yeshua o Mashiach que sem a inclinação ao mal (Yetzer Hará), pode vencer o pecado.
Mas agora morto para o pecado (Rom. 6:6-10), e renascido em novidade de vida, o homem pode escolher se casar novamente; Com quem ele deve escolher se casar?... Não é com a Lei, a Toráh, (que é o erro da maioria dos cristãos ao entender esta passagem), o homem pode escolher se casar novamente com o Pecado ou agora se casar com Yeshua (Apoc. 19:6-9).
Quanto ele escolhe se casar com Yeshua, é estabelecido novamente um Contrato de Casamento uma Ketubáh, assim como D-us estabeleceu uma Ketubáh no Sinai para desposar o seu povo (Jer. 30:32), e o povo escolheu o Bezerro de Ouro, agora o homem novamente recebe a oportunidade de aceitar o contrato de casamento que rege a vida matrimonial através da Torah impressa em seu coração e escrita em sua mente, conforme a promessa vaticinada em (Jeremias 30:31-34) e reafirmada em Hebreus 8:8-11, e esta que é a Nova Aliança, isto é, o novo casamento, onde o homem livre do seu antigo marido, o pecado, por meio da morte com Cristo, pode “trocar alianças” com o seu novo Noivo, a saber Yeshua, e este casamento tem um contrato pré estabelecido que regerá a vida conjugal de ambos, e este contrato que na cultura judaica é chamado de Ketubáh, nada mais é que a Toráh, as instruções de D-us para a manutenção do homem (Deut. 30:11-20).

7.4 Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para D-us.
C: Aqui vemos o ponto de ligação principal entre a narrativa do Capítulo 6 e a deste Capítulo respaldando tudo o que comentamos anteriormente.
No fim do versículo vemos o motivo de sermos alcançados pela graça de D-us para que em novidade de vida possamos frutificarmos, passagem análoga a Mateus 13 na parábola do semeador e de João 15:1-8, e em Efésios 2 também vemos esta mesma ordem de fatos onde o homem casado e servindo ao pecado é chamado pela graça de D-us para que em novidade de vida produza as boas obras, ou aqui os frutos, então vemos que a obediência ao contrato de casamento, que é a Ketubah símbolo da Torah é na realidade as boas obras, que no contexto de Efésios não salva ninguém mas é a marca, o sinal, a insígnia de quem é salvo, pois a fé sem obras é morta conforme Tiago 2, então vemos a integração contextualizada de que as boas obras não salva, mas o salvo possui boas obras como marca característica de ser ele uma nova criatura nascida de D-us.
Outro ponto importante a se frisar aqui seria a questão do que seria morrer relativamente à lei, (novamente tento explicar o erro que muitos cristãos que converso, comentem aqui neste ponto, afirmo que morremos para aspectos da Lei e não no sentido que morrendo com Cristo somos desobrigados de qualquer e todo direcionamento que a Toráh pode nos propor.) Primeiro é que a Lei aqui contextualizada se refere primeiramente a Lei Conjugal como já pudemos observar anteriormente, pois logo na continuação do versículos vemos o motivo de termos que morrer, que é para que possamos pertencer a outro, a saber, Yeshua.
Mas há outros aspectos da Lei para qual morremos quando aceitamos o sacrifico do Mashiach para limpeza de nosso pecados e assim sermos alcançados pela graça de D-us, e um dos aspectos é o da maldição, penalidade e castigo aplicados aos que desobedecem à Lei, outro aspecto é a capacidade de gerar nos que desobedecem o sentimento de culpa irremediável, e o ultimo e mais complexo aspecto é a da capacidade de despertar o pecado no não salvo conforme discorrido por Shaul (Paulo) principalmente no versículo 7 e nos posteriores.

7.5 Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte.
C: No não regenerado o pecado que é o seu marido e senhor opera em seus membros através da Lei a frutificação para morte, em contra-posição ao regenerado que ao se casar com Yeshua, de posse de sua nova natureza que agora é a de filho de D-us, tem por incumbência frutificar para D-us (Vers. 4), e este frutificar nada mais é que a obediência por amor e gratidão à D-us, assim é gerada as boas obras na vida dos salvos, não para mérito e por vontade do salvo mais por ele possuir a inclinação ao Espírito (Rom. 8:6-9) e assim o Senhor pode gerar nele tanto o querer como o efetuar estas boas obras (Filipenses 2.13-15), e estas boas obras como visitar os órfão e as viúvas em suas necessidades e se guardar da corrupção do mundo (conforme Tiago 1:27), que é a verdadeira e pura religião.
Shaul ao se utilizar da palavra carne (sarx no grego), ele não se referiu somente ao corpo físico, mas a todos os pensamentos, emoções e desejos físicos que compreendem a natureza humana, e especialmente a natureza humana como é encontrada em pessoas antes de serem alcançadas pela graça. Em 1 Cor. 5:17
Shaul diz: “ Se alguém estiver unido ao Mashiach, é uma nova criação”, ou seja essa pessoa tem uma segunda e nova natureza humana controlado pela Ruach HaKodesh (Espírito Santo). A velha natureza morreu com Yeshua (Rom.6:5); e pelo poder da Ruach, ela continuará morta, nada devemos a ela, no sentido de que deveríamos obedecer às suas paixões pervertidas e equivocadas (Rom. 8:1-13). Pelo contrário, uma vez que estamos unidos a Yeshua, devemos a D-us obediência aos seus desejos e ordens.

7.6 Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.
C: Caducidade, em direito, é o estado a que chega todo o ato jurídico tornando-se ineficaz em conseqüência de evento surgido posteriormente. É o estado daquilo que se perdeu valia, tida, até então, antes que algo acontecesse.
Vimos na explicação acima que algo precisa acontecer para que a lei se torne caduca, então o que aconteceu? Pelo contexto de Romanos 6 e 7, o que aconteceu foi a morte, e pelo que vimos nos versículos 2 e 3, a lei continua sendo a conjugal, portanto se concluir que a lei conjugal que fazia o homem casado com o pecado caducou pelo fato de o homem ter morrido, assim o homem que morreu não fisicamente mais transcendentalmente e ressuscitou pode agora casar em novidade de espírito com um novo Noivo, e não mais estar ligado pela Lei Conjugal, já caducada pela morte, com o seu antigo marido o pecado.
Uma vez que Yeshua sofreu o castigo por nossa desobediência a Toráh, fomos libertos (Katargeo em grego como no Vers.2) de como já dissemos anteriormente do aspecto de penalidade e morte imposto pela Toráh, e é este aspecto que leva os não regenerados como cita no Vers. 5 a produzirem frutos para morte.
Relembrando os aspectos da Lei que comentamos no versículo 4, aqui eles também se encaixam pois se morremos com Cristo, fomos libertos (1) do aspecto da Lei que nos criava a propensão para recorrer a uma estrutura legalista corrompida para nossa pretensa auto-justificação, digo pretensa pois a Toráh nunca foi dada para justificação mas sim para a Vida. Fomos libertos (2) do aspecto da Lei que nos gerava o sentimento de culpa irremediáveis resultantes da desobediência, mas que agora encontramos o remédio que é a confiança definitiva na expiação final de Yeshua pelo pecado (Rom. 3:21-23), seguida por uma constante confissão e arrependimento dos pecados (1 João 1:9-2:2) junto com a restauração do que foi prejudicado e a dependência do poder da Ruach HaKodesh (Espírito Santo) (Rom. 7:25-8:39). Fomos Libertos (3) das penalidades e maldições aplicadas ao que desobedecem a Toráh, como conseqüência de nossa libertação destes aspectos da Lei que produziam os frutos para a morte, servimos agora de uma nova forma, provida pelo Espírito, que escreveu a Toráh em nosso coração conforme já citamos (Jeremias 30:31-34) e reafirmada em (Hebreus 8:8-11 e 10:15-22) e uma alusão a (Ezequiel 36:26-27), e não do antigo jeito de seguir exteriormente a letra da lei, compare Rom. 2:29 e 2 Cor. 3:6.

É evidente que, se a Toráh foi escrita nos corações dos regenerados, eles não estão libertos da Toráh, mas sim dos aspectos que geravam os frutos para morte quando eles não eram ainda regenerados.

7.7 Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.
C: Aqui podemos ver Shaul (Paulo) delimitando um dos aspectos da Lei que gera os frutos para a morte nos não regenerados conforme apontamos no comentário final do versículo 4. Esse aspecto da Toráh tem a capacidade de fazer os não regenerados pecarem conforme notamos nas passagens de Romanos 2:18; 3:20; 5:13 e 20, mas esta capacidade não é uma falha da Toráh, mas é uma falha em nós mesmos. Uma pessoa saudável se sai bem em um ambiente fatal para alguém que está doente, de igual modo a Toráh, é benéfica para os regenerados que vivem pela fé, mais é um instrumento de morte para aqueles controlados por sua natureza pecaminosa, ou digamos ainda casados com o pecado. A falha em nós mesmos é que temos uma propensão pecaminosa ((Yetzer Hará) conforme Rom. 5:12-21) para usarmos indevidamente a Toráh, transformando-a em uma estrutura de legalismo, e não no que ela é, uma estrutura de graça (Rom. 6:14-15; 8:2).
“Não Cobiçarás”. o décimo mandamento (Ex. 20:14(17); Deut. 5:18 e plenificado por Yeshua em Mat. 5:22, pode ser violado sem um ato externo: alimentar a inveja no coração já é pecado. Portanto, este exemplo é bem apropriado para provar que a Toráh não pode ser interpretada como um conjunto de regras de comportamento a serem seguidas mecanicamente, de modo legalista, somente pela letra, no entanto os regenerados por terem sua nova natureza inclinada ao Espírito, interpretarão a Toráh de modo espiritual (Rom. 7:14) e não pela letra (2 Cor 3:6), aplicando a essência de seus ensinamentos e instrução que trazem vida (Deut. 30:11-20).

sábado, 19 de fevereiro de 2011

TIPOS DE PECADO - Revisado e ampliado

Existem quatro tipo de pecados, diante dos quais são imputadas penas diferenciadas pelo aspecto de justiça Divina, isso não quer dizer que exista pecadorzinho ou pecadorzão, todos são pecadores ao cometerem qualquer deslize diante da vontade de D-us, e para sabermos no que podemos errar e de que formas erramos há  necessidade de nos precavermos e é sempre necessários termos o conhecimento do assunto, por isso segue uma humilde tentativa de esclarecermos alguns aspectos deste assunto.


חטא chet” = errar o alvo, pecado sem a intenção daquele que comete o erro, por não saber, por não ter lembrado, por distração, por engano, tropeço.

 עון “Avon” = perversidade, depravação, iniqüidade, culpa, pecado cometido com intenção pois se sabia o que estava fazendo, mas foi incitado por seu “Ietzer Hará” - inclinação má, carnalidade aflorada por impulso, paixões carnais que cegam o entendimento momentaneamente, tiram a noção das conseqüências que advirão de seus atos, no jargão jurídico seria a privação de sentidos ou passionalidade.

 הריבע “Aveirá” = Ofensa, transgressão de um limite moral, pecado esporádico ocorrido com a intenção de pecar deliberadamente, premeditação, sabendo das conseqüências da transgressão mas que ainda aceita a soberania de D-us.

  פשע "Pesha” = rebelião, pecado constante, no qual o pecador rejeita a soberania de D-us, conhecido como pecado imperdoável de Hebreus 10, literalmente é cair da graça. (No meio cristão é o pecado de HaSatan ao incitar rebelião nos céus).

O pecado primário da raça humana pode ser considerado um misto dos quatro tipos de pecados, por ter sido o primeiro temos que analisar os aspectos conjunturais que levaram ao fato.


Teve uma certa pitada de "Chet", pois por não ter consciência do bem e do mal, Eva não tinha noção exata da conseqüências do ato, assim como Adão, que recebeu as instruções de D-us, que dizia que certamente morrerás, e vendo Eva viva mesmo após ter comido, teve ter se enchido de dúvidas, e acabou errando o alvo.

O “Avon” se caracteriza pelo fato de Adão ter conhecimento do mandamento e mesmo assim te-lo transgredido, assim como Eva, mas para ela a impulsividade e as suas concupiscências a levaram a cegueira momentânea seduzida pelas palavras da serpente, e neste exato momento é que vem a existência o “Ietzer Hará” a inclinação ao mal, o buraco dentro do homem que é do tamanho de D-us, e no afã de preencher este imenso buraco, é que o homem tira a centralidade de D-us de sua vida e coloca tudo e qualquer coisa para a satisfação de suas necessidades instintivas a saber a necessidade de se alimentar que por causa da imensidão do buraco deixado, faz com que o homem se torne um glutão, a necessidade de beber que o torna um beberão, a necessidade de se procriar que o torna um  pervertido sexualmente, lascivo, adúltero, a necessidade de sono o torna um preguiçoso e tímido, a necessidade de abrigo o torna um avarento, megalômano construtor de torres, a necessidade de contato com D-us o torna um ser religioso mas que por falta de orientação o torna em um idólatra, um egocêntrico egoísta, transformando tudo que lhe dá poder em seu deus.

O “Aveirá” pode ter se caracterizado pelo que já vimos na transgressão de Adão por ter o conhecimento das conseqüências e mesmo assim ter ido em frente, mas também na atitude de Eva de que premeditadamente ter levado o fruto para Adão e o terem ambos comido como que se testando a veracidade das palavras de D-us.

O “Peshá’ é mais difícil de caracterizar nesta conjuntura mas podemos talvez vê-lo na atitude de Eva, de ter em si gerido a soberba de ser como D-us, pelo que a serpente lhe insitou.

Podemos ver em varias passagens da B´rit Hadasháh (“Novo Testamento”) que existem níveis de pecados como por exemplo na passagens de Mateus 5.19 onde Yeshua qualifica como grandes e pequenos no Reino dos Céus, sendo que grandes serão aqueles que cumprirem e ensinarem a obediência a Toráh, e pequenos são aqueles que além de violarem a Toráh ensinarão a desobediência à ela, conciliando esta passagem com o contexto bíblico que diz em 1 João 3.4 “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” , vemos então que mesmo havendo pessoas que transgredindo a lei, que nada mais é que a prática do pecado, e ensinando isso ao outros, elas ainda assim estarão no Reino do Céus, mas vemos também algumas listas de pecados cujos quais as praticarem não herdarão o Reino de D-us, conforme Gálatas 5.21 (JFARA) “invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de D-us os que tais coisas praticam.” e 1 Coríntios 6.9-10 “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de D-us.” e pecados pelos quais vem a ira de D-us conforme Colossenses 3.5-6 “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de D-us [sobre os filhos da desobediência].”

Com o acima exporto em mente, leiamos o texto que melhor explica esta questão de níveis de pecados, sendo eles para a morte ou não: 1 João 5:16-17 (BJ) "Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele ore e D-us dará a vida a este irmão, se de fato o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se ore. Toda a iniqüidade é pecado, mas há um pecado que não conduz à morte".
O trecho acima, analisado duma forma superficial pode levar-nos a entender que há pecados que, pela sua natureza e grau de gravidade, D-us não os perdoa e que por conseqüência levam à perdição; e que há outros que, sendo menos graves, podem ser perdoados por D-us, resultando na absolvição de quem os comete, se houver arrependimento. Outras traduções parece darem a mesma idéia como segue:
Há pecados que não levam à morte. (SBP)
Há um pecado que não incorre em morte. (TNM)
Todo o feito errado é pecado, mas há pecado que não é mortal. (KJ)
O termo "não é mortal", empregue acima, pode traduzir-se melhor por venial,(em uso na igreja romana). Podemos ter uma melhor compreensão do que é este tipo de pecado nas passagens a seguir : Levítico 4:1-3, 13-14, 27-28; 5:1-5, 15-17. Analisando as coisas deste modo, somos levados a afirmar que há pecados cuja gravidade não permite que venham a ser perdoados por D-us. Mas João refere-se a um gênero ou tipo de pecado; ou à reação perante o pecado cometido? Será que há pecados mais gravosos do que outros; ou tem a ver com aquelas pessoas que teimosamente permanecem no pecado e não se reabilitam dele, por orgulho ou teimosia? Como vimos na introdução existem Biblicamente vários conceitos para o termo pecado.

Vamos analisar as perspectivas apresentadas através dos versículos abaixo:

O fruto da árvore era delícia para os olhos. (Gênesis 3:6):
É a isto que o apóstolo João chama a concupiscência ou sensualidade dos olhos. João 2:16 O pecado também é transgressão das leis divinas. E neste conceito ele pode ser de índole involuntária, cometido contra a vontade própria do indivíduo, sem que a sua consciência intervenha; ou poderá ser de índole voluntária, quando há plena consciência dele e vontade de o cometer. As Escrituras afirmam que “se pecarmos voluntariamente, dentro do conhecimento da verdade, já não resta mais remissão pelo pecado.” (Hebreus 10:26-27).
Há certos pecados que algumas pessoas crentes cometem, já de costas voltadas para D-us, desviados, indiferentes às exigências divinas estabelecidas como regras da vida. A gravidade dessas transgressões, e muitas vezes a reincidência ou a permanência nesse estado, é como que a derrapagem para a perdição. Sem que haja um reconhecimento do pecado e conseqüente arrependimento, a pessoa torna-se assim num pecador crônico, num desviado sem possibilidades de recuperação. Aqui ele já perdeu a sua condição de filho de D-us, por vontade própria; não que D-us o haja rejeitado, mas porque ele próprio se afastou. Não foram propriamente os seus delitos que o afastaram de D-us; mas cometeu os seus delitos por se ter afastado de D-us. A perda dos valores espirituais e da integridade espiritual, são a causa única que pode levar o homem a cometer pecados que o lançarão voluntariamente na morte eterna. D-us reserva os injustos para o dia do Juízo e derramará a sua ira sobre toda a impiedade e injustiça. (2 Pedro 2:9-10); (Romanos 1.18) Aquele que pecar contra D-us, será riscado do seu livro. Êxodo 32:33 Se D-us risca do seu livro, e trata-se do livro da vida, então poderemos deduzir que se tratam de pecados cujo tipo pode ser de índole mortal. Entenda-se que a morte que decorre deste pecado, não é a morte física, mas a morte espiritual, ou morte eterna. Por isso todas as pessoas que a Bíblia refere como excluídas da vida eterna, são aquelas que cometem pecados a que poderemos chamar mortais.

Apocalipse apresenta-nos duas listas de pecados que excluim o pecador do Reino, uma lista no capítulo 22:15 e outra em 21:8:

Os Tímidos, ou covardes. Tímido, não deve ser entendido como designando as pessoas introvertidas, reservadas, ou que pela sua personalidade revelem delicadeza. Mas sim os covardes, os medrosos, os que temem tudo e todos, receando manifestar o que são e o que pensam, com medo de serem rejeitados ou punidos. Números 14:9, 11, 29-30.

Os Incrédulos. Destes fazem parte as criaturas que negam o seu Criador. Os que duvidam das promessas divinas. Os que recusam o dom gratuito da salvação e renunciam ao seu direito de se tornarem novas criaturas. Números 21:9; 2 Tessalonicenses 2:10-11; 3:2:

Os Abomináveis. Os cães ou promíscuos. Estão aqui incluídos os depravados sexualmente, os homossexuais Levítico 18:22; 20:13, os zoófilos Êxodo 22:19; Levítico 18:23; 20:15-16; Deuteronômio 27:21, e aqueles que não respeitam a integridade moral das pessoas.

Os Homicidas. Na lei de D-us, os dez mandamentos, está expresso no sexto mandamento, que é pecado assassinar. Êxodo 20:13; Na Toráh, em Levítico 24:17, funcionando como código penal, determina que o homicídio é punível com a morte. Este princípio continua em vigor. O Mashiach plenifica tal princípio exclamando: Quem insultar ou rebaixar o seu irmão, será réu do Juízo. Mateus 5:21-22 (SBP) .
“Ouviram o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar alguém terá de responder em julgamento. Mas eu digo-vos mais: Todo aquele que se irritar contra o seu semelhante terá de responder em julgamento; aquele que insultar o seu semelhante, chamando-lhe “imbecil”, será julgado pelo tribunal; e aquele que lhe chamar “estúpido” merece ir para o fogo do inferno.

Os Fornicários e os que se prostituem. A fornicação é a prática sexual de forma depravada; é o sexo fora do matrimônio; é a compulsão sexual e relações sexuais ilícitas; é o sexo levado à forma de violência.
A prostituição é toda a forma corrupta de usar a sexualidade. Os dois termos, portanto, são praticamente sinônimos um do outro. Deuteronômio 22:13-21 determina a pena para quem atenta numa virgem e nela comete o seu pecado de abuso sexual. Levítico 20:10 e Deuteronômio 22:22 estabelece a mesma punição para o adultério. E o Senhor Yeshua plenifica o espírito da lei, afirmando que cobiçar a mulher do nosso próximo se traduz no mesmo pecado. (Mateus 5:27)

Os Feiticeiros ou os que praticam o espiritismo. A prática e a vivência espíritas é dos pecados mais vulgarizados nos nossos dias. Além disso temos assistido ao reaparecimento da astrologia, cartomancia e quiromancia, adivinhação e todas as práticas afins, como os sortilégios e as magias, os quais alastram pelo mundo como uma praga, que a pouco e pouco vai afastando o ser humano de D-us; embora se queira fazer crer que todos esses costumes são de inspiração divina. Êxodo 22:18 e Levítico 20:27 estabelece a pena de morte para os que tais actos praticam. E, se pela lei de Moisés, os feiticeiros e os adivinhos eram executados, de quanto maior rigor se usará no Juízo em relação a essas pessoas?

Os Idólatras. Êxodo 22:20 e Deuteronômio 17:2-5 manda matar os idólatras. Isto está praticamente demonstrado em Êxodo 32:31. Este é o pecado que D-us mais abomina. Ele repudia todas as formas de adoração que não sejam exclusivamente dirigidas à sua pessoa, porque isso demonstra falta de devoção para com ele e contraria o amor que lhe é devido de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso pensamento. É confrangedor pensar que em certos sectores religiosos, ditos cristãos, tantas almas rendam culto a santos da sua devoção e os levem sobre os ombros em procissões, pensando que estão servindo a D-us; quando na realidade, a pena estabelecida para os que isso fazem é a morte eterna.
A avareza também é considerada como idolatria. Colossenses 3:5-6.

Os Mentirosos. Os que amam e cometem a mentira. Uma mentira, à custa de tantas vezes repetida, torna-se numa verdade incontestável. Quantas coisas hoje, tidas como certas, defendidas como verdades, são herança de erros falaciosos do passado, introduzidos por homens que amaram mais a mentira do que a verdade. Romanos 1.25.
Como podemos ver em Deuteronômio 13:1-15 o falso profetismo era condenado com a morte. Todo aquele que induzisse o povo em erro, proclamando abusivamente palavras que não provinham de D-us, seria morto.

Depois de todas estas considerações acerca do que pode ser pecado para morte, interessa realçar que tudo isto deve ser considerado dentro do campo do conhecimento dado pelas Escrituras. D-us não tem em conta os tempos da ignorância. Se alguém, antes de conhecer Yeshua, cometeu alguma das faltas consideradas como pecado para morte, saiba que pela lavagem do batismo da regeneração, proveniente do arrependimento, tudo fica esquecido para sempre. Além disso consideramos também que qualquer falta ou transgressão, por mais gravosa que seja, nunca consegue sobrepujar a misericórdia divina. E D-us, pelo seu infinito amor, decerto nunca deixará de perdoar a quem contritamente se arrependa dos seus erros e pecados.

“Portanto, irmãos, agora podemos entrar com toda a confiança no santuário, porque Yeshua morreu por nós. Ele abriu-nos um caminho novo e cheio de vida, ao entrar no santuário, rasgando a cortina, que é o seu próprio corpo. Agora temos o autêntico sumo sacerdote, responsável pela casa de D-us. Aproximemo-nos, pois, de D-us com coração sincero e cheios de fé, purificados de toda a consciência de pecado e o corpo lavado com água pura. Sejamos firmes em proclamar a nossa esperança, certos de que D-us não deixará de cumprir as suas promessas. Façamos também por nos animarmos uns aos outros no amor e na prática das boas obras. E não faltemos às nossas reuniões. Alguns têm por hábito faltar. Pelo contrário, animem-se uns aos outros cada vez mais, pois sabem que se vai aproximando o dia da vinda do Senhor. Se continuarmos deliberadamente a pecar depois de termos recebido o conhecimento da verdade, então já não há sacrifícios que possam perdoar os pecados. Só nos resta esperar o terrível julgamento de D-us e um fogo violento que há-de destruir os seus inimigos. Quem transgride a Lei de Moisés é condenado à morte sem piedade, desde que a sua culpa seja provada por duas ou três testemunhas. Pensem bem quanto maior não deve ser o castigo que merecem aqueles que desprezam o Filho de D-us! E que será daqueles que insultam o Espírito de D-us de quem receberam tantos dons e daqueles que desprezam o sangue da aliança que os purificou?”
(Hebreus 10:19-29 ).

Desta leitura depreende-se que devemos aproximar-nos de D-us com determinação, honestidade e confiança. O nosso apego a D-us não dá lugar ao pecado, nem permite que continuemos a laborar naquilo que nos leva à morte. A nossa firmeza em testemunhar e manter a nossa esperança, dá-nos ânimo e coragem para resistir a tudo quanto é mau. Isto depende essencialmente da nossa assiduidade às reuniões de estudo e culto e da comunhão que mantemos uns com os outros. “O pecado jaz à porta”. Ninguém está livre de incorrer em qualquer falta, seja ela qual for; mas se lhe dermos continuidade e não nos esforçarmos por deixar tudo quanto D-us aborrece, já não resta ajuda, nem força, nem apoio que nos valha. Poderemos então assim estabelecer como pecado mortal, todo aquele de que o pecador se não arrependa e que orgulhosa e obstinadamente mantenha, não procurando de D-us o perdão e a sua reabilitação.


JFARA = Tradução João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada
SBP = Português Corrente da Sociedade Bíblica Portuguesa 
TNM = Tradução do Novo Mundo
APF = António Pereira Figueiredo
KJ = Versão Inglesa King James



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

BÍBLIA JUDAICA COMPLETA - DAVID STERN

SE ESTIVER INTERESSADO EM ADQUIRIR O MAIS NOVO LANÇAMENTO DO MERCADO  A BIBLIA JUDAICA COMPLETA DE DAVID STERN, ACESSE O SEGUINTE LINK: http://www.editoravida.web558.kinghost.net/produto.asp?codigo=526

Código: 800000145
Formato: 15x21cm
Páginas: 1632
Categoria: Bíblia / NT
Autor: David H. Stern
Preço: R$59,00

Por que esta Bíblia é diferente das outras? Por ser a única versão portuguesa de estilo e apresentação completamente judaicos. Inclui a nova versão do Tanakh, feita pelo dr. Stern ("Antigo Testamento"), bem como seu aclamado Novo Testamento Judaico, a B'rit Hadashah.

A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] conecta os cristãos às suas raízes judaicas e com o povo judeu, além de pôr em contato os judeus e a judaicidade do Messias Yeshua e da fé messiânica.
A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT]
• Segue a ordem hebraica dos livros do Tanakh, a ordem com a qual Yeshua estava acostumado.
• Não faz nenhuma separação entre "Antigo" e "Novo" Testamento.
• Corrige traduções equivocadas do Novo Testamento, resultantes da ambientação teológica antijudaica.
• Apresenta os nomes hebraicos originais de pessoas, lugares e conceitos por meio de transliterações fáceis de ler.
• Concentra-se nas profecias messiânicas.
• Apresenta o plano de leitura semanal, de leituras feitas na sinagoga (e também dos dias de festa) com a adição de leituras relevantes da B'rit Hadashah (Novo Testamento).
• Traz uma introdução completa a este texto bíblico e sua importância em nossa era; glossário com explicações de pronúncia; glossário invertido e mapas especiais para auxiliar o entendimento da Bíblia.

A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] conecta os cristãos às suas raízes judaicas e com o povo judeu, além de pôr em contato os judeus e a judaicidade do Messias Yeshua bem como da fé messiânica.
A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] mostra que a Palavra de D-us — de Gênesis a Apocalipse (Revelação) — é um livro judeu unificado, disponível a todos: judeus e não judeus.
 


Formato: 15x21cm Páginas: 1632 Categoria: Bíblia / NT Autor: David H. Stern Preço: R$59,00


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ser Judeu-Messiânico me orgulha!


Capa do Livro de David S. Stern
Manifesto Judeu Messiânico


“Quem se gloria, glorie-se no Senhor”, lemos tanto em Jeremias 9.23-24 como em I Coríntios 1.30-31. Assim não nos gloriemos de nossa identidade judaica, e sim do D-us do Universo que decidiu agir por intermédio do povo que somos membros. E não nos gloriemos de nossa identidade messiânica, e sim do Messias que escolheu entre judeus e gentios aqueles que são seus, e nós somos dele. E não nos gloriaremos de nossa identidade de Judeu-Messiânicos, e sim do Senhor que fez de nós a ponte entre duas comunidades aparentemente separadas, de que fazemos parte, e nos deu a tarefa de ajudá-las a se reunirem. Dediquemo-nos a cumprir as nossas responsabilidades pelo poder da Ruach HaKodesh que habita em nós de modo que Yeshua, o Messias, e D-us nosso Pai estejam glorificados no povo reunido de D-us.

Nós, Judeu-Messiânicos, precisamos de uma ideologia e uma programa para expressarmos a verdade interior daquilo que somos. Pois somos 100% Judeus e 100% Messiânicos , digam o que disserem, assim aconteceu entre os crentes-judeus do primeiro século e assim deve ser hoje. Esta é uma verdade determinada por D-us em face a todas as mentiras, calúnias, e desinformação daqueles que querem negar a nossa verdadeira identidade. Mas cabe a nós afirmar as nossas reivindicações. No Messias devemos, (obedientes a D-us, pelo poder da Ruach HaKodesh), criar a realidade visível que comprovará a nossa retórica.

Afirmamos que o Messias conferiu significado à nossa vida, mas as palavras soaram vazias se não expressarmos em ações aquilo para que fomos chamados, a saber, sermos ponte de ligação entre a cristandade e o judaísmo, ou como Paulo expressa em Romanos 11 trazermos ciúmes aos corações dos Judeus para que eles se salvem e sermos Luz aos Gentios assim como Paulo o foi em Atos 13.47-48.

Estamos longe de ser o que gostaríamos de ser, tanto pelos padrões da comunidade judaica quanto pelos padrões da Igreja, já que nos denominamos de judeus - messiânicos, devemos ter a intenção de respaldar nossas palavras com atos, demonstrando que nosso judaísmo tem substância e não é vazio e hipócrita, sabemos que fomos unidos ao Messias pela Fé, mas se deixarmos de fazer o que ordena o Senhor e continuarmos a viver à maneira do mundo em vez de a ele renunciar, envergonharemos publicamente a nosso D-us.

O que eu quis dizer até então é que não existe conflito algum entre ser crente em Yeshua como Messias (Messiânico) e ser judeu, crer em Yeshua, o Messias Judeu, é uma das coisas mais judaicas que um judeu pode fazer. O crente-Judeu em Yeshua não se defronta com a necessidade de renunciar a parte do seu judaísmo a fim de ser mais messiânico ou de ter que renunciar a parte de sua fé messiânica par ser mais judeu, certamente os judeus tradicionais bem como os cristãos tentam nos convencer disso, mas eles segundo a Bíblia estão ambos errados pois o quadro neo-testamentário em toda a questão diz que os judeus que acreditaram em Yeshua permaneceram tão plenamente judeus como antes, assim com Cornélio continuou Gentio após ter o encontro com Yeshua. A única mudança exigida de um judeu por sua fé no Messias não se acha no sentido de ter menos judaísmo, e sim de ter mais santidade em sua vida, assim o judeu-messiânico não precisa escolher o quanto de percentual de judaísmo ou messianismo ele precisa ter, ele tem que ser pleno nos dois, e em seguida procurar expressar tal plenitude em sua vida.

Engendramentos feitos a partir de trechos do Livro Manifesto Judeu Messiânico de David H. Stern.

Metushelach Ben Levy

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Santidade e Devoção, isso que é ser Radical!

Por Paul Washer © I'll Be Honest, Will You? Website: www.illbehonest.com

Tradução e Legenda: Equipe Voltemos ao Evangelho

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Neste vídeo veremos Paul Washer falando sobre o que é ser Radical no Reino de D-us, e da falta de Santidade e Devoção para agir como agentes do Reino, reprova a assimilação feita pelo Corpo do Mashiach com o sistema do Mundo, indica que a Religião de Fachada, isto é, a Religião Cultural será vomitada da Boca de D-us.

Paul fala tudo isso com uma forte consternação, intercedendo pelos ouvintes, mostrando sinceridade impar.

Recomendos este vídeo por ter em sua mensagem muito do que pensamos sobre a situação atual do Corpo do Mashiach, isto é, da Igreja.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Salvação não é poesia

Por Paul Washer © I'll Be Honest, Will You? Website: www.illbehonest.com
Tradução e Legenda: Equipe Voltemos ao Evangelho

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Neste vídeo veremos Paul Washer falando sobre o papel dos Falsos Mestres como julgamento para os que os seguem,  pois eles não querem D-us, mas sim querem saciar os desejos de seus corações.
D-us em sua soberania levanta homens para que sirvam mesmo através de seus falsos ensinamentos para trazerem distinção entre o Joio e o Trigo que se encontram entrelaçados na Igreja.

Paul também distingue a Salvação, alegando não ser ela apenas Poesia.

Recomendos este vídeo por ter em sua mensagem muito do que pensamos sobre a situação atual do Corpo do Mashiach, isto é, da Igreja.

Por termos muito sucesso e aclamação, continuaremos postando vídeos de John Piper, Paul Washer e Mark Driscoll sempre que os mesmos se enquadrarem no posicionamento Teológico de nosso Blog.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Festas Bíblicas figuras do Mashiach Yeshua

As festas bíblicas estão estreitamente ligadas à vinda do Ungido de D-us, o Mashiach. Ele é o alvo da Torah, pois com a sua manifestação a Torah se torna plena e é escrita na mente e no coração daqueles que recebem o seu testemunho e crêem no D-us único e verdadeiro. Certa vez Yeshua disse: “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único D-us verdadeiro, e a Yeshua Ha Mashiach, a quem enviaste” (João 17:3).
Outro fator relevante é que as festas bíblicas são um memorial e ao mesmo tempo são proféticas. São um memorial na medida que lembram um acontecimento marcante da relação de D-us com os seus servos, o povo judeu. São proféticas, na medida que apontam para a primeira e a segunda vinda do Mashiach, que serão marcadas por acontecimentos especiais, que revelarão o propósito pleno das festas bíblicas. Se o aspecto memorial marcou o povo de Israel, o aspecto profético marcará Israel e todas as nações da terra. Dentro deste conceito, diríamos que as primeiras festas bíblicas tornaram-se plenas com a vinda do Mashiach, excetuando-se o Shabat, que por excelência é a plenitude das plenitudes.



Pêssach (páscoa) é marcada pelo livramento do nosso povo, Israel, da escravidão e da morte, através do sangue colocado na verga e em ambas as ombreiras das portas. Com a vinda o Mashiach, esta festa se torna plena, e todo aquele que confia nas suas palavras e recebe o seu testemunho, é livre da segunda morte, pelo sangue que, ele, o Filho de D-us, derramou no madeiro.


Matzot (pães ázimos) marca a saída do povo de Israel do Egito, lembrando o pão pobre, sem fermento, o matsá que tiveram que comer pois saíram apressadamente e o pão não fermentou. Com a vinda do Mashiach, somos livres do fermento do pecado e passamos por um processo de santificação, logo que saímos da escravidão do pecado e da carne, através do sangue do Cordeiro de D-us (Yeshua). O matsá lembra o corpo de Yeshua, que sem fermento, foi oferecido como sacrifício e nos livrou de todas as enfermidades, assim também como o Eterno protegeu Israel de todas as pragas que lançou sobre o Egito. Esta festa também se tornou plena com a primeira vinda do Mashiach, que através do seu sacrifício, nos concedeu redenção, justificação e santificação.


Shavuot (pentecostes - semanas) marca a entrega da Torah para o povo de Israel, quando houve uma presença muito intensa do espírito de D-us. Após a ressurreição do Mashiach, os apostólos estavam em Jerusalém justamente nesta festa, quando mais uma vez houve um presença intença do espírito do Eterno. Existe uma correlação direta destes dois fatos como lemos em Jeremias 31:33 e Ezequiel 36:27, pois em ambos os casos há o dom de língua onde a mensagem é dada em várias línguas e também pelo fato de que se a lei foi estabelecida na presença do espírito do Eterno, ela só pode ser cumprida através da ação do espírito de D'us no interior das pessoas. A lei é escrita no coração e na mente de quem recebe o espírito de D-us. Em razão disto, esta festa também alcançou plenitude com a primeira vinda do Mashiach.
Assim, cumprimos as três primeiras festas, excetuando o Shabat festivo. Estas festas como já foi dito, estão relacionadas com a primeira vinda do Mashiach e com a mensagem do evangelho (boas notícias) da graça de D-us. Em outras palavras, na primeira vinda do Mashiach, a ênfase foi a libertação pessoal e o estabelecimento do Reino de D-us nos corações daqueles que se aproximam dele numa atitude sincera e de total rendição. Agora entraremos no segundo ciclo de festas, que está relacionado à segunda vinda do Mashiach. É interessante que as três primeiras festas estão interligadas no que se refere à data em que são celebradas. Pêssach é no décimo quarto dia do mês de nissan. Matzot começa com a ceia de Pêssach, e continua por sete dias com a abstinência de alimentos que contenham fermento. Shavuot ocorre cinqüenta dias após a entrega das primícias (primeiros frutos da colheita), que é feita no dia seguinte ao primeiro dia de Pêssach. Após isto há um intervalo, e só no sétimo mês começa o novo ciclo de festas, que por sua vez estão interligadas e ocorrem todas no mesmo mês. Este intervalo aponta para o tempo que separa a primeira e a segunda vinda do Mashiach.


A segunda vinda tem uma ênfase diferente da primeira, embora faça parte do mesmo plano do Eterno que é a redenção da humanidade. Se na primeira vinda do Mashiach, o reino de D-us foi pregado com ênfase na redenção pessoal, na segunda vinda a ênfase será a redenção da terra. O Mashiach volta para assumir o governo mundial, vencer os inimigos de Israel e reinar em Jerusalém sobre toda a terra. Por isto se diz de Jerusalém: “Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono de D'us, e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do Eterno, em Jerusalém; e nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno” (Jeremias 3:17). Yeshua ira restaurar o trono de David, que é o trono de D-us na terra. Se na sua primeira vinda, o Mashiach foi chamado de Cordeiro de D-us, no seu retorno ele será chamado o Leão da Tribo de Judá. Haverá neste tempo uma benção para aqueles que dentre as nações receberam o testemunho de Yeshua, como também para os judeus que, em todas as gerações, foram fiéis ao chamado de D-us e para o remanescente do povo de Israel, que aceitarão o testemunho de Yeshua nos últimos dias. A igreja do Mashiach ocupará o governo das nações da terra e reinarão juntamente com Yeshua, como ele prometeu. O remanescente do povo judeu, morará em paz em Israel como o Eterno prometeu, e viverão no reino do Mashiach na terra, que como já foi dito reinará em Jerusalém. Os judeus fiéis em todas as gerações certamente terão um lugar especial neste contexto.

Diríamos então que a primeira vinda do Mashiach está ligada ao evangelho (boas notícias) da graça de D-us, e a segunda vinda está ligada ao evangelho (boas notícias) do reino de D-us. Vamos agora estudar o segundo ciclo das festas bíblicas e o Shabat correlacionado com a segunda vinda do Mashiach.


Yom Teruá (dia de ouvir a voz do shofar), que ocorre no primeiro dia do sétimo mês (Tishrei), é um momento de arrependimento, onde através da voz do shofar, o Espírito do Eterno chama o povo ao arrependimento. Profeticamente marca o momento quando a igreja do Mashiach será arrebatada. No texto bíblico acerca deste fato inclui o toque do shofar, que é a trombeta de D-us: “Porque o mesmo Senhor descerá com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de D-us (shofar); e os que morreram no Mashiach ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (1 Tessalonicenses 4:16,17).


Yom Kipur (dia do perdão ou expiação), que ocorre dez dias após Yom Teruá, e era a ocasião quando o sumo sacerdote entrava uma vez por ano no santo dos santos, para interceder pelo povo de Israel. Profeticamente esta festa se tornará plena, quando todo o remanescente de Israel aceitar o testemunho de Yeshua, o Sumo Sacerdote espiritual de D-us. O versículo que marca este momento está no livro do profeta Zacarias: “Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito” (Zacarias 12:10).


Sucot (tabernáculos ou cabanas), a última das festas, que ocorre no décimo quinto dia do sétimo mês (Tshirei), cinco dias após Yom Kipur, e lembra o tempo em que o nosso povo, Israel, estava no deserto morando em cabanas, e é marcado pela providência Divina, onde o Eterno supri todas as necessidades do povo. Profeticamente marca a segunda vinda do Mashiach, que irá tabernacular na terra por mil anos, reinando em Jerusalém, no trono de David, que é o trono de D-us na terra. Esta festa só será plena quando Yeshua voltar e livrar Israel de todos os seus opressores. No governo do Mashiach na terra, esta festa será celebrada todos os anos em Jerusalém, como lemos no livro do profeta Zacarias: “E acontecerá que, todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém, subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrarem a festa das cabanas”. (Zacarias 14:16). Esta festa só será plena quando Yeshua estiver tabernaculando entre nós e reinando em Jerusalém.


O Shabat é especial porque ocorre durante todo o ano e interliga todas as festas bíblicas como já falamos. O shabat é um memorial da criação da terra, e profeticamente marcará a restauração da terra, que foi contaminada pela maldição, em razão da queda do homem. O Shabat é a janela para o reino espiritual de D-us. O Shabat aponta para a paz que irá imperar na terra no governo do Mashiach. O “shabat gadol”, ou seja, o grande shabat, será o milênio de paz, quando Yeshua reinará mil anos na terra. A cada sete dias, se guardarmos o shabat, podemos sentir uma amostra deste reino futuro de paz, e desfrutar da presença Divina do Todo-Poderoso. O shabat só será pleno no reinado do Mashiach sobre a terra. Sendo esta festa por excelência, a mais freqüente e rica em significados.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

D-us é justo?

Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Tradução e Legenda: Equipe Voltemos ao Evangelho

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Neste vídeo, veremos John Piper respondendo a seguinte pergunta: " Por que foi certo D-us matar mulheres e crianças no "Velho Testamento"? De que forma isso pode ser certo?"
A resposta vai de encontro ao mesmo pensamento deste Blog.


sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fome e sede de Yeshua !

Dostoievsky, o filósofo e escritor russo, pronunciou uma frase que, a meu ver, é uma das mais precisas e sensatas de toda a história da humanidade, é a seguinte:
“A lacuna do coração do Homem é do tamanho do Criador”
De fato, tal percepção retrata com muita propriedade a real condição do homem, pois, admita (o homem) ou não, há uma necessidade inerente de se crer, adorar e servir a algo ou alguém. O salmista , semelhantemente, fez uma expressão parecida ao afirmar em Salmos 42.2 “A minha alma tem sede de Elohim, do Elohim Vivo...”
É sobre essa necessidade de preenchimento afirmada pelo filósofo, esta sede cantada em verso pelo salmista que somos levados a refletir nessa ‘eterna’ condição de dependência que vivemos. Esta necessidade inerente nos leva a procurar qualquer coisa para preencher esta falta de, (para muitos ainda), “não sei o que”, que os consome... Geralmente, busca-se este preenchimento na religião, seja ela qual for. Por conta disso, se aceita sem questionar, a tudo o que é transmitido como o caminho para a satisfação pessoal e acaba-se por se desenvolver uma religiosidade e não uma espiritualidade, entenda espiritualidade como, uma real relação com o Eterno Criador de todas as coisas. Ou seja, aceitamos amuletos, mantras, elucubrações e superstições como se estas coisas preenchessem o vazio, ou nas palavras do filósofo, a lacuna de nosso coração e assim, como o ainda jovem David, que foi conduzido a vestir a armadura de Shaul que atrapalhava o seu “caminhar” (1 Samuel) 17.38 e 39 muitos acabam vivendo uma vida de opressão, encurvados pelo peso das regras humanas de “como servir ao Senhor” sem conseguir progredir em sua jornada.

FOME E SEDE
O profeta Amós vaticinou em Amós 8.11 “Eis que virão dias, - Oráculo de YHWH- em que enviarei fome a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra de YHWH...”

Tanto a declaração de Dostoievsky quanto a do Salmista, são constatações de precisão cirúrgica quanto a realidade interior da humanidade!! De maneira análoga a esta situação, leiamos II Reis 4. 38-41 e pensemos um pouco. Neste episódio, podemos verificar que a fome fez com que pessoas se provessem de veneno para sobreviver, por mais incrível que isso possa parecer, é compreensível se considerarmos que as pessoas estavam famintas. É importante notar que, não eram pessoas comuns, eram aprendizes/discípulos de profetas! A grande ironia nesta história é que, para sobreviver, colheram veneno...Sim a fome cega!

Da mesma forma, muitos “talmidim” (discípulos), no afã de saciar a fome que, diga-se de passagem, é legítima. Tem se provido de veneno e, infelizmente, muitos já ingeriram e estão morrendo lentamente. Mas por que não discerniram o que era veneno? A resposta está no fato de que, assim como os profetas colheram colocíntidas por serem semelhantes ao pepino, colhe-se Talmud, Kaballah e cristianismos por “ se parecerem” com Torah...
O que podemos ver nisso é que, a fome e sede de se ouvir a palavra de YHWH têm levado pessoas a percorrerem grandes distâncias, mas muitos não têm tido o cuidado de examinar o que se está colhendo. Vejamos o que o Profeta Elisha (Eliseu) fez, para cortar o efeito do veneno e entender como podemos nos imunizar: II Reis 4. 41 “Então Elisha disse: Trazei-me farinha. Jogou farinha na panela e disse: serve aos homens, para que comam. – E já não havia mais nada de nocivo na panela.”

Acreditamos que nesta passagem temos um grande ensinamento, ou seja, a panela é o mundo, as colocíntidas (veneno) são as diversas doutrinas demoníacas existentes por aí. A farinha lançada...bem, cabe aqui um raciocínio: Com a farinha, se faz o pão, e Yeshua é o Pão Vivo que desceu dos Céus. Isto significa que somente com Yeshua, a Torá viva, poderemos anular os efeitos deste veneno maldito, aplicando os seus ensinos, a sua halachá em nosso cotidiano.

CONCLUSÃO

Temos vivido um tempo de muitas “descobertas” e isso deve estar perturbando a muitos, mas gostaria de lembrar a todos as palavras de Salomão em Provérbios 4.18:
“Mas a senda dos tsadkim (justos) é como a aurora, a vai alumiando até que se faça dia”

Por Yochanan ben Avraham no Blog http://kehilahbeitchessed.blogspot.com/2011/02/fome-e-sede-de-yeshua.html
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