Mais algumas dúvidas que recebemos por e-mail e que respondemos em particular, e cujo o nome do questionador será preservado para que possamos compartilhar tanto as dúvidas como as respostas que cujo o conteúdo revelará a nossa visão sobre vários temas Bíblicos e a prática da Palavra.
1) Primeiramente quero lhe agradecer pela sua disposição em saciar a sede de conhecimento que o pessoal tem acerca do judaísmo messiânico (estou certo no termo?).
1 R.: O termo Judaísmo Messiânico é o termo internacionalmente reconhecido para rotular os judeu crentes em Yeshua como sendo o Mashiach prometido, mas em Israel temos lutado para sermos apenas judeus, uma vez que segundo os religiosos, quem proclama Yeshua como Mashiach já deixou de ser judeu, mas ao nosso entendimento quem tem tal crença no Mashiach Yeshua, é que é o verdadeiro judeu pleno.
2) a) Bom, sou cristão, evangélico, há mais de 3 anos e uma das minhas maiores paixões sempre foi estudar, ler e conhecer, portanto passei a estudar a bíblia quando me converti e a sede pela verdade não para. Chego a procurar o verdadeiro significado das palavras no hebraico e no grego afim de enxergar a verdadeira vontade do Pai, apesar de saber que as coisas espirituais se discernem espiritualmente e que a letra mata, mas o espírito vivifica.
b)Desta forma tenho me identificado muito com a tua linha de pensamento, até porque vejo uma necessidade muito grande do real entendimento da Palavra ser disseminado e mais ainda, incentivado, pois vejo tudo meio que de qualquer jeito e o povo vai fazendo do jeito que recebe e não se preocupa em “lapidar” os conhecimentos que recebem.
2 a R.: Sobre a sua sede pelas Escrituras, eu só tenho que incentivar e te dizer que o Senhor tem propósitos com quem se achega a Ele, portanto esta sede não provem de você mas é a ação do Espírito para que você prossiga em conhecer o que o Senhor Yeshua conhecia para que a partir de então você possa pensar como ele e agir como ele, entenda que o homem apenas aprende com o estudo constante, por isso crianças são educadas a base da repetição e condicionamento para que o que é novo para elas se torne automático, e então não tenham mais dificuldades em tarefas simples;
Assim também são os Filhos de D-us que como crianças precisam do ensino a base de repetição e do condicionamento para que não errem mais e não pequem como antes de sua regeneração, mas tenham consciência que agora são novas criaturas.
E somente somos novas criaturas, pela misericórdia de D-us pois foi Ele que profetizou e fez cumprir em nós a Nova Aliança, predita em Jeremias 31, sendo que com esse entendimento que temos ver o texto de 2 Coríntios 3:6 que você citou, falando da letra que mata, entenda que se você for uma nova criatura então você morreu com o Mashiach, e sendo morto você não tem mais obrigações conjugais como o seu marido, que no caso da explicação de Shaul (Paulo) em Romanos 7, é o pecado, pois uma vez que você pecou e se deixou escravizar pelo pecado, ele se tornou o senhor de sua vida, mas pela LEI, você somente pode se livrar do seu marido ao morrer, portanto quando você se depara com o plano de salvação e se arrepende de seus pecados, você morre nas águas do batismo para assim como o Mashiach, ressuscitar em novidade de vida e se livrar do poder escravizador do pecado, poder este que lhe cauterizava a mente, fazendo com que mesmo que você soubesse a vontade de D-us pela Letra da Lei, você continuasse pecando, e se havia o conhecimento da Lei que estava em Pedras dada no Sinai, e mesmo assim você errava então você era condenado pela Lei que servia para te proteger do pecado.
Entenda que em Deuteronômio 30 propõe a Lei como vida, não a vida Eterna mas sim vida terrena e material, sendo a Lei um cerca para impedir que passemos dos limites da vontade de D-us, mas por ser o homem escravo do pecado, ele não consegue cumprir a Lei e vive a transgredir a vontade de D-us, sendo ele culpado da Transgressão, sendo que a Lei em sua letra disse para ele não fazer e se fizesse ele receberia o salário do pecado, que é a morte, então a Letra da Lei que era para proteção acabava por condená-lo. Mas veja que o problema não está na Lei mas sim no homem que por ser escravo do pecado em sua carne, não consegue seguir a vontade de D-us, mas ao ser uma nova criatura nascido da vontade de D-us, portando morto para o pecado, e sendo morto não está mais casado com ele, então este homem pode em novidade de vida pela Ação do Espírito entender a vontade do Pai e consegui ainda mais agora, cumpri-la, e se ele cumpri pela força do Espírito que o ajuda a entender a vontade de D-us pelo estudo continua da Palavra então o Espírito o vivifica no mesmo contexto de Deuteronômio 30 que diz que a Lei se obedecida com intenção correta é vida, vida na terra, vida material pois a vida Eterna somente é conquistada, não por mérito mas por misericórdia de D-us, e tal Graça já existe desde Adão e não a partir da Cruz, mas na Cruz isso se intensifica e é compartilhada com as outras nações e não somente com o povo da promessa a saber, Israel.
b) R.:Você em suas palavras fala em lapidar o que se recebe, e é bem isso que tem que ser feito, pois pela ação do Espírito e pela disponibilização da Palavra de D-us você pode estudar e praticar a Palavra de forma que o seu entendimento nunca se choque com o contexto geral das Escrituras, se isso ocorre o Espírito testificará em seu coração que você está no caminho certo, mas isso não é algo subjetivo e só no campo “espiritualizador” das pseudo igrejas por ai, isso é palpável e materialmente sentido em sua vida, e D-us vai proporcionar que você caminhe em mesmo pensamento com os que fazem parte do corpo do Mashiach na Terra, não a da pseudo igreja, mas sim os seus amigos que como você vão começar a ver mudanças qualitativas em sua vida, e caminharão com você num mesmo espírito, entendimento e atitudes, calma que isso vai acontecer se você se propor a se colocar embaixo do Senhorio de Yeshua o Mashiach, mas se ele é Senhor de sua vida, ele tem que mandar e você obedecer, e pra saber o que ele manda você fazer, leia a Bíblia e a estude, a pratique e a viva.
3) O ponto fulminante aconteceu há alguns meses... não sei se você acredita nisso, mas leio alguns livros juntos, sempre, bem como a Palavra e, de repente, todos voltaram-se ao mandamento de guardarmos o sábado! 2 livros, e a bíblia que eu estava lendo em ordem seqüencial!
A suspeita que eu tinha em relação a que deveria conhecer melhor a Palavra foi lá em cima e comecei a buscar muito mais, mas meus pastores acham que isso é coisa de adventista o outro deles até acha que isso pode ser verdade (santidade do sábado mesmo pós graça, o que eu creio pelo que está escrito em Hb 9:4), mas ele diz que é socialmente impossível guardar o sábado! Confesso que fico triste, pois não tenho a quem recorrer e não posso compartilhar dos meus sentimentos e pensamentos na igreja com medo de causar divisão e escândalo.
(Até minha noiva fica contra mim.. o sábado é sagrado para ela, pois ela quer sair todo sábado.)
3 R.: O Sábado não é socialmente impossível de se guardar, pois eu consigo por que você não conseguiria, todo judeu consegue guardar sábado no mundo inteiro, todo adventista também, e todos que tem propósitos também, mas como Yeshua disse não vim trazer a paz mas sim a espada, e colocar pai contra filho, filho contra pai, mulher contra marido, e assim vai, entenda que se você assumir uma postura diante de D-us, você terá vários problemas de relacionamento em todos os lugares que você estiver, daí se você achar que a sua vida com D-us é mais importante que tudo e colocar a sua confiança nele, sabendo que Ele te sustentará, então você viverá por fé e não mais por vista, mas tal fé não é um pensamento positivista e subjetivo de torcer pra dar certo, mas sim, a fé conforme o hebraico Emuná, que quer dizer Fidelidade, e Fidelidade é ação, pois você não poder ser fiel a alguém sem se indispor com os outros, assim como se você quiser ser fiel a sua esposa você terá que se indispor com as outras mulheres que porventura venha a se interessar por você e se aproximar querendo algum tipo de relacionamento, sendo assim tenha a mesma Fidelidade de Avraham, e saia do meio da sua família, isto é , da sua zona de conforto e comece a caminhar por terras estranha, até chegar na Terra Prometida que é o galardão de viver com o Senhor em Novidade de Vida pela Eternidade.
4) Enfim.. me perdoe o desabafo, mas gostaria de saber mais sobre seus pensamentos... Por que escrevem D-eus e não a palavra completa?
4R.: Sobre escrevermos D-us é por que todo judeu tem respeito e reverência ao Designar o nosso Eterno Pai, sendo que não escrevemos o nome completo pois o termo já tem em si arraigado muitos conceitos paganizados e tentamos não misturar tal entendimento ao nos referirmos ao verdadeiro D-us Criador.
5) Vocês acreditam na manifestação dos dons do Espírito Santo como cura pela imposição de mãos, línguas “angelicais”, etc?
5 R.: Acreditamos na ação do Espírito Santo sim, mas não da maneira bizarra que tem se falado por ai, tais ações sempre tem que ter propósitos muito bem definidos, curar por curar sem mensagem sem um puxão de orelha ou algo do tipo não é um método de D-us agir, sempre há propósito para o engrandecimento do nome de D-us e para edificação do Corpo do Mashiach, sem escândalo e bizarrice.
Língua estrangeiras existem no propósito de se alcançar um estrangeiro no meio daqueles que escutam a exposição do Evangelho, veja que é um idioma que existe, o falar em língua que não se compreendem é somente no interior de seu quarto para a sua própria edificação e não em lugar públicos para espantar os ímpios que não entenderiam nada e se escandalizariam e colocariam as suas possibilidades de salvação em risco, mas se houver alguém falando em alguma língua desconhecida na Igreja, Paulo alerta em I Coríntios 14 que tem que ter interpretação desta língua para edificação da Igreja e se não tiver alguém tem que se ter autoridade e muita coragem para levantar e mandar tal pessoa se calar, para não atrapalhar a pregação genuína do Evangelho, e causar escândalo e desordem.
Espero ter ajudado, e estamos a sempre disposição para ajudar no que for possível pela iluminação do Espírito sobre o que temos ardentemente estudado das Coisas Santas.
Fique na Shalom de Yeshua HaMashiach, (apesar de Ele ter vindo trazer a espada conforme Mateus 10:34)
Por Metushelach Ben Levy
AQUI É UM LUGAR ENDEREÇADO PARA JUDEUS COM UMA FÉ DIFERENTE DOS TRADICIONAIS MAS QUE NÃO SE ENQUADRA EM NENHUM RÓTULO JÁ EXISTENTE. LUGAR TAMBÉM PARA AQUELES QUE RECONHECEM AS SAGRADAS ESCRITURAS COMO A FONTE DE SABEDORIA DADA AO HOMEM POR MEIO DA GRAÇA DE NOSSO CRIADOR!
שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד
Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad
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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sábado, 7 de maio de 2011
Diálogos sobre o dons da Ruach HaKodesh (Espírito Santo)
Esta é uma postagem interessante do Diálogo entre Metushelach Ben Levy e Elvis sobre assuntos polêmicos que mexem com a mente das pessoas a cerca dos Dons da Ruach HaKodesh (Espírito Santo), principalmente sobre o que seria o dom de línguas, e a diferença entre o Recebimento da Ruach no momento da conversão e o Revestimento de Poder proporcionado pela Ruach para um fim especifico na implantação do Reino de D-us na Terra.
Elvis disse... Metushelach Ben Levy,
Peço muito sua ajuda para me ajudar a entender sobre: qual sua posição sobre o "dom de línguas" e "dom de profecias", desde pentecostes (Atos capítulo 2, e etc...)passando pelo dito retorno de tais dons em 1911 no início do movimento pentecostal no Brasil assim como aconteceu anteriormente nos Estados Unidos na rua Azuza, até nos dias de hoje, queria saber sua opinião como pesquisador e como judeu messiânico, pois tenho uma tese sobre essa questão e gostaria de colocar para sua análise crítica e científica, pois existem os que manifestam tais dons sobrenaturais e confirmam-no, existe os que dizem que cessou, e ainda os que dizem que ainda existe mas não da forma que acontece hj nas igrejas pentecostais, neo pentecostais e carismáticas.
Shalom Adonai
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Analise o artigo publicado no Blog com o Título “Seria a Ruach HaKodesh (Espírito Santo) responsável por tanta bizarrice no meio evangélico?”
Neste artigo fica expressa a minha opinião sobre o assunto.
Elvis disse... Metushelach Ben Levy
Por favor, verifique se minha análise sobre o assunto é coerente? Aceito correções caso você entenda de outra forma:
Biblicamente uma pessoa recebe o batismo e é selado com o Espírito Santo quando, crê em Cristo como Senhor e Salvador de sua vida (Ef 1:13). O Espírito Santo somente é concedido aos que obedecem a Deus (Atos 5:32).
O batismo com o Espírito possui uma íntima relação com o batismo nas águas (Atos 10:44-48; Marcos 1:10; 1 Coríntios 12:13 - aqui Paulo identifica o batismo no Espírito Santo com a conversão ou regeneração).
O batismo com o Espírito Santo, em alguns casos, pode ocorrer antes do batismo nas águas. Para a pessoa ter sido "convertida" deve ter sido batizada com o Espírito Santo, sendo que, com o Seu poder, Ele une-nos a Cristo. Desse modo, tal batismo ocorre por ocasião da conversão.
Refutando a idéia de que o batismo com o Espírito ocorre depois da conversão A finalidade do batismo com o Espírito Santo é fazer o novo cristão adentrar no corpo de Cristo. Não há intervalo de tempo entre e regeneração e o batismo com o Espírito. No momento em que recebemos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, recebemos também o Espírito Santo.
Ser batizado no Espírito significa tornar-se de Cristo.
O dom de línguas com propósitos evangelísticos. Se o evangelho não for compreendido, as pessoas não serão salvas. O dom de profetizar. O dom de revelação.
Biblicamente o dom de línguas deve seguir algumas regras importantes:
1. No máximo três pessoas devem falar, de forma sucessiva e organizada, um de cada vez - 1 Coríntios 14:27;
2. Deve haver tradutor (intérprete) - 1 Coríntios 14:28;
3. Precisa ser entendido por todos - Atos 2:9-12;
4. Cumprir o papel de edificar a igreja estando subordinado ao dom de profecia (1 Coríntios 14:1, 5, 26).
5. Ser enriquecido pelo amor aos irmãos – 1 Coríntios 13:1 e 9.
É importante ressaltar também:
1. A gritaria não pode fazer parte da manifestação de qualquer dom – Efésios 40:30, 31;
2. A pessoa tomada pelo Espírito Santo tem paz e domínio próprio (Gálatas 5:22, 23).
3. O dom de línguas não provoca desordem na igreja. Em 1 Coríntios 14:33, 40 é dito que “Deus não é de confusão e sim de ordem e paz.” A obra de Deus sempre se caracteriza pela calma.
4. Os batizados pelo Espírito Santo devem guardar todos os mandamentos de Deus. (ver Tiago 2:10). A pessoa que conhece a Palavra e de livre vontade desobedece a Deus, não tem o Espírito Santo, mesmo que possa parecer! “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” Provérbios 28:9.
5. O fato de alguém falar em línguas não é prova de que tenha sido batizado pelo Espírito Santo. A Bíblia apresenta diversas pessoas que receberam o Espírito Santo e, contudo, não falaram em línguas, pois não era necessário. como:
• Os samaritanos (Atos 8:17); Maria (Lucas 1:35); Estevão (Atos 6:5; 7:55); Saul, o primeiro rei de Israel (l Samuel 10:10); Gideão, juiz de Israel (Juízes 6:34);
Sansão, outro juiz (Juízes 15:14); Zacarias, pai de João Batista (Lucas 1:67); Bezalel, em tempos remotos (Êxodo 31:1-3); João Batista e sua mãe (Lucas 1:15 e 41); Os sete diáconos (Atos 6:1-7); Jesus Cristo (Lucas 3:22).
- A palavra "estranha" não existe no original grego "glôssa" que significa idioma conhecido neste mundo, as novas versões incluíram a palavra estranha para confirmar suas ditas doutrinas pentecostais.
- Quando Paulo citou em "Ainda que eu" em I Co 13:1, colocou uma hipótese bem surreal para que a mensagem sobre o Amor fosse melhor compreendida, porque se fosse literal todos aqueles que dizem fala "línguas de anjos" teriam de acordo com o versículo 3 do mesmo capitulo entregar seus corpos para serem queimados. pois ali também se utiliza o "Ainda que eu".
Shalom
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Análise ótima, mas não devemos confundir o recebimento da Ruach HaKodesh no ato da conversão com o Revestimento de Poder proporcionado pela Ruach HaKodesh aos individuos que desempenharão atividades especificas para formação, manutenção e ampliação do mistíco "Corpo do Mashiach" aqui na Terra.
No momento da conversão é a propria Ruach HaKodesh que nos convense da justiça, do juizo e do pecado e se nos dobrarmos em arrependimento à este convencimento é que nos tornamos parte do mistico "Corpo do Mashiach", é neste momento que nascemos de novo, não da vontade Humana, mas do Espírito pela Vontade de D-us, e por sermos novas criaturas podemos ser chamados de Filhos de D-us, sendo um com o Mashiach.
Shalom,
Elvis disse... Caro Metushelach Ben Levy ,
Quando você diz: "Revestimento de Poder proporcionado pela Ruach HaKodesh aos indivíduos que desempenharão atividades especificas para formação" estaria ligado a Atos 2 e afins ou entendi errado?
E quanto ao: "recebimento da Ruach HaKodesh no ato da conversão" está ligado com Ef 1:13, correto?
Você acha que essa análise é suficiente para refutar todo absurdo ocorrido com o pentecostalismo blasfêmico que estamos vendo por aí? Ou você teria mais argumentações para me ajudar nessa tese?
Pois tenho familiares que estou reunindo o máximo de argumentações Bíblicas dentro da hermenêutica para impedir que sigam o espírito do engano que contaminam a muitos.
Shalom
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Isso mesmo, quando falamos de Revestimento falamos do acontecido em Atos 2, I Cor. 12 e 14, Efésios 4.8-11, que mostram a capacitação do individuo para a pregação do evangelho com poder e autoridade e para a edificação da Igreja que é o "Corpo do Mashiach" na Terra.
E quando falamos do Recebimento falamos do selamento feito por D-us naquele que será salvo pelos méritos da Cruz de Yeshua, conforme Efésios 1.13, e da manifestação dos dons dados a todos os que se converteram conforme 2 Cor. 9:13, 1 Pedro 4.10, 2 Pedro 1:4, e várias outras passagens que mostram a capacitação comum para uma vida condizente com a nova natureza recebida.
O próprio termo Revestimento tem a conotação de algo a mais, pois você apenas pode revestir algo que já está vestido, então analogamente só é revestido de poder aquele que já tem o poder recebido no momento da conversão e do arrependimento, assim ao receber o poder do Espírito para nascer de novo e ter uma vida nova o individuo se veste com o poder transformador, mas este individuo recebe um incumbência de D-us para um determinado fim mas lhe falta capacidade então D-us lhe reveste de Poder do Alto para que se cumpra o propósito de D-us.
Espero ter contribuído para incrementar a sua argumentação.
Shalom.
domingo, 31 de outubro de 2010
Seria a Ruach HaKodesh (Espírito Santo) responsável por tanta bizarrice no meio evangélico?
Seria a Ruach HaKodesh (Espírito Santo) responsável por tanta bizarrice no meio evangélico?
Pra início de conversa, quero deixar claro que creio na contemporaniedade dos dons espirituais. Em outras palavras, não sou cessacionista. Os dons devem permanecer na igreja até que tenhamos chegado à perfeita varonilidade, à estatura do Mashiach (Cristo - Messias) (Ef.4:13). A meu ver, ainda estamos longe disso.
Entretanto, considero uma blasfêmia atribuir certas manifestações bizarras a Ruach de D-us.
É deprimente assistir pelo Youtube a cultos onde as pessoas são tomadas de êxtase, girando de um lado pro outro, em gestos e expressões corporais muito parecidos com os encontrados no candomblé.
Por que razão a Ruach HaKodesh , meiga do jeito que é, levaria pessoas a se contorcerem no chão, ou a descaracterizarem suas fisionomias?
Shaul HaShaliach (Apóstolo Paulo) afirma que as manifestações da Ruach são para aquilo que for útil (1 Co.12:7). Então, que utilidade tem derrubar as pessoas? Que utilidade tem ficar rodopiando pelo salão da igreja?
Recuso-me a crer que tais bizarrices sejam provocadas pela Ruach de D-us.
Você imaginaria os talmudim (discípulos) de Yeshu'a (Jesus) fazendo tais coisas? Ou mesmo Yeshu'a, o Filho de D-us, com Sua face desfigurada, falando em línguas aos berros?
Tais manifestações devem ser atribuídas à infantilidade de alguns crentes. Não duvido de sua sinceridade, nem mesmo ponho em xeque sua experiência com D-us. Porém, a maneira como extravasam suas experiências se deve mais ao condicionamento adquirido em suas congregações.
Se numa determinada igreja, as pessoas possuem manias excêntricas de expressar o gozo do espírito, um novo crente acabará assimilando os seus trejeitos.
Há também uma pitada generosa de exibicionismo. Em certas comunidades, a espiritualidade é aferida pelo volume do grito, ou pela habilidade em sapatear de olhos fechados. Isso acaba produzindo gente doente, que no afã de chamar atenção, é capaz de qualquer coisa, por mais ridícula que seja.
E o pior é o escândalo que isso pode provocar na comunidade.
Shaul (Paulo) diz que nosso culto a D-us deve ser racional (Rm.12:1), e que devemos deixar de lado as coisas de menino (1 Co.13:11).
Em vez de pular, rodopiar, fazer caras e bicos, que tal nos prostrar diante do S-nhor e adorá-lO em espírito e em verdade?
Ademais, Yeshu'a disse que a Ruach HaKodesh não chamaria a atenção para Si mesma, mas para o Mashiach (Jo.16:13-14). Ela é como um holofote sobre Yeshu'a, e não Alguém que queria ser o centro das atenções.
Abaixo, algumas considerações suplementares:
1 - Quando digo que considero uma blasfêmia atribuir certas manifestações a Ruach HaKodesh, não estou me referindo ao tal "pecado imperdoável", que seria basflemar contra a Ruach(se bem que tenho uma visão um pouco distinta do que seja tal pecado). Usei o termo "blasfêmia" para enfatizar o que penso, pois por causa de tais manifestações, o nome de Yeshua'a tem sido vituperado.
2 - A primeira reação que os transeuntes tiveram ao assistirem à manifestação do Espírito no dia de Pentecostes, foi de maravilhamento, porque os discípulos falavam línguas das quais não tinham qualquer conhecimento. Apenas um grupo zombou, afirmando que estariam bêbados. Mas o texto não diz que eles cambaleavam, rodopiavam, ou coisa parecida. Eles apenas anunciavam a glória de Deus em vários idiomas.
3 - Quanto à utilidade de tais manifestações, não vejo qualquer ligação entre elas e a cura, ou outro dom espiritual. Yeshu'a curou tanta gente, sem que nenhuma precisasse contorcer-se. O único que se jogou ao chão, foi o que tinha um espírito maligno que o lançava no fogo e na água.
4 - Veja o quanto a Ruach Haodesh foi discreta no Dia de Pentecostes: a primeira mensagem pregada por Pedro, tão logo fora cheio da Ruach, foi sobre a Cruz de Yeshu'a, e não sobre os dons da Ruach. Ele apenas explicou o que era aquele fenômeno, e em seguida concentrou-se em pregar a Yeshu'a.
Adaptação de um texto de Hermes Fernandes
Pra início de conversa, quero deixar claro que creio na contemporaniedade dos dons espirituais. Em outras palavras, não sou cessacionista. Os dons devem permanecer na igreja até que tenhamos chegado à perfeita varonilidade, à estatura do Mashiach (Cristo - Messias) (Ef.4:13). A meu ver, ainda estamos longe disso.
Entretanto, considero uma blasfêmia atribuir certas manifestações bizarras a Ruach de D-us.
É deprimente assistir pelo Youtube a cultos onde as pessoas são tomadas de êxtase, girando de um lado pro outro, em gestos e expressões corporais muito parecidos com os encontrados no candomblé.
Por que razão a Ruach HaKodesh , meiga do jeito que é, levaria pessoas a se contorcerem no chão, ou a descaracterizarem suas fisionomias?
Shaul HaShaliach (Apóstolo Paulo) afirma que as manifestações da Ruach são para aquilo que for útil (1 Co.12:7). Então, que utilidade tem derrubar as pessoas? Que utilidade tem ficar rodopiando pelo salão da igreja?
Recuso-me a crer que tais bizarrices sejam provocadas pela Ruach de D-us.
Você imaginaria os talmudim (discípulos) de Yeshu'a (Jesus) fazendo tais coisas? Ou mesmo Yeshu'a, o Filho de D-us, com Sua face desfigurada, falando em línguas aos berros?
Tais manifestações devem ser atribuídas à infantilidade de alguns crentes. Não duvido de sua sinceridade, nem mesmo ponho em xeque sua experiência com D-us. Porém, a maneira como extravasam suas experiências se deve mais ao condicionamento adquirido em suas congregações.
Se numa determinada igreja, as pessoas possuem manias excêntricas de expressar o gozo do espírito, um novo crente acabará assimilando os seus trejeitos.
Há também uma pitada generosa de exibicionismo. Em certas comunidades, a espiritualidade é aferida pelo volume do grito, ou pela habilidade em sapatear de olhos fechados. Isso acaba produzindo gente doente, que no afã de chamar atenção, é capaz de qualquer coisa, por mais ridícula que seja.
E o pior é o escândalo que isso pode provocar na comunidade.
Shaul (Paulo) diz que nosso culto a D-us deve ser racional (Rm.12:1), e que devemos deixar de lado as coisas de menino (1 Co.13:11).
Em vez de pular, rodopiar, fazer caras e bicos, que tal nos prostrar diante do S-nhor e adorá-lO em espírito e em verdade?
Ademais, Yeshu'a disse que a Ruach HaKodesh não chamaria a atenção para Si mesma, mas para o Mashiach (Jo.16:13-14). Ela é como um holofote sobre Yeshu'a, e não Alguém que queria ser o centro das atenções.
Abaixo, algumas considerações suplementares:
1 - Quando digo que considero uma blasfêmia atribuir certas manifestações a Ruach HaKodesh, não estou me referindo ao tal "pecado imperdoável", que seria basflemar contra a Ruach(se bem que tenho uma visão um pouco distinta do que seja tal pecado). Usei o termo "blasfêmia" para enfatizar o que penso, pois por causa de tais manifestações, o nome de Yeshua'a tem sido vituperado.
2 - A primeira reação que os transeuntes tiveram ao assistirem à manifestação do Espírito no dia de Pentecostes, foi de maravilhamento, porque os discípulos falavam línguas das quais não tinham qualquer conhecimento. Apenas um grupo zombou, afirmando que estariam bêbados. Mas o texto não diz que eles cambaleavam, rodopiavam, ou coisa parecida. Eles apenas anunciavam a glória de Deus em vários idiomas.
3 - Quanto à utilidade de tais manifestações, não vejo qualquer ligação entre elas e a cura, ou outro dom espiritual. Yeshu'a curou tanta gente, sem que nenhuma precisasse contorcer-se. O único que se jogou ao chão, foi o que tinha um espírito maligno que o lançava no fogo e na água.
4 - Veja o quanto a Ruach Haodesh foi discreta no Dia de Pentecostes: a primeira mensagem pregada por Pedro, tão logo fora cheio da Ruach, foi sobre a Cruz de Yeshu'a, e não sobre os dons da Ruach. Ele apenas explicou o que era aquele fenômeno, e em seguida concentrou-se em pregar a Yeshu'a.
Adaptação de um texto de Hermes Fernandes
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