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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A Lei foi Abolida? - Parte II

Paulo e a Torá - Parte II
Por Igor Miguel, quando ainda era membro da AMES.

Introdução:

Este breve estudo é continuação do tratado anterior em que discorremos sobre alguns versículos paulinos que necessitavam de explicação quanto a questão da "lei" Torá. Recebi muitas solicitações de leitores e alunos para que explicasse outros versículos que são considerados por muitos intérpretes da Bíblia como sendo contrários a Torá e a seus princípios. Se você leitor está lendo esta matéria sem ter consultado a anterior (Paulo e a Torá - Parte I), aconselho que você o leia, ao menos a introdução.

"Os profetas e a lei profetizaram até João" (Mateus 11.13)

Este texto apesar de não ser de Paulo, infelizmente é mal interpretado por alguns supondo que a Torá só teve duração até João Batista. A pergunta que se deve fazer ao ler este texto é: Profetizaram o quê?

Todos os profetas e a Torá profetizaram o Messias. Pela tradição judaica o profeta Elias viria para anunciar o Messias, encerrando as profecias concernentes à sua manifestação. Tanto é assim que pelo contexto (v.14) diz: "E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para vir". Sim, esta é a profecia que se encerra com João. As profecias messiânicas.

A interpretação errada deste texto está em afirmar que a Torá e os Neviim deixaram seu valor em João. Esta é uma interpretação tendenciosa e sem sentido. Para piorar a situação a Versão Almeida Revista e Atualizada, edição largamente utilizada entre evangélicos e cristãos no Brasil, em Lucas traz uma tradução diferente do original: “A Lei e os Profetas vigoraram até João...” (Lucas 16.16 – ARA). Mas, uma vez uma demonstração clara da tendenciosidade de algumas traduções cristãs em relação a lei. Vejamos como está no original grego: o nomoV kai oi profhtai ewV Iwannou (Ró nómos kai ori profetai eôs Iôannú). Simplesmente não existe a palavra “vigoraram”, no original a tradução literal deveria ser: “A Lei e os Profetas até João”. Simplesmente o tradutor inseriu sua teologia antinominista (contra a lei) em sua versão, subtendendo que Torá e os Profetas tiveram validade até João Batista, o que se dúvida é um erro, conforme vimos nos comentários iniciais.

"Pois quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança de lei (...) Portanto, por um lado, se revoga a anterior ordenança, por causa de sua fraqueza e inutilidade" (Hb 7.12 e 18)

Em que aspecto houve mudança de lei? Se observarmos com cuidado o contexto perceberemos que o autor trata da substituição (de certa forma) da lei do sacerdócio levítico por um sacerdócio superior conforme o Sl 110.4 que é citado no versículo 17 que diz: "Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque". Claro se o sacerdócio de Melquisedeque é declarado eterno (para sempre) o sacerdócio levítico é inferior àquele. Por isso diz ainda o versículo 14: "pois é evidente que nosso Senhor procedeu de Judá, tribo à qual Moisés nunca atribuiu sacerdotes". e ainda v.15: "quanto à semelhança de Melquisedeque, se levanta outro sacerdote..." Quem é este sacerdote? YESHUA.

Yeshua não podia exercer sacerdócio segundo a carne, pois era da tribo de Judá, ofício restrito (na terra) aos da tribo de Levi. Mas, ele exerce superior sacerdócio junto ao pai segundo a ordem de Melquisedeque. Pois o sacerdócio de Yeshua não é: "...segundo a regra de uma prescrição carnal, mas de acordo com o poder de uma vida imperecível" (v.16 - Verão da Bíblia de Jerusalém - Edições Paulinas).

O que quer dizer este texto? Que a lei é carnal? Que os mandamentos são carnais? Obviamente que não, pois como disse Paulo: "Porque sabemos que a lei é espiritual..." (Rm 7.14). Na verdade o texto se refere a linhagem de sacerdotes segundo a carne, o sacerdócio levítico. A prescrição da Torá que estabelece o sacerdócio terreno, ou seja, os da Casa de Levi.

A Bíblia de Jerusalém comenta que esta regra "carnal" é: "Aquela que reserva o sacerdócio de Levi exclusivamente à sua descendência carnal". Neste aspecto podemos concluir que não foi a Torá que foi suplantada, mais uma lei da Torá, a lei do sacerdócio levítico, deu lugar ao sacerdócio superior, o de Yeshua HaMashiach. Mesmo assim, observe que o princípio de mediação através de um sacerdote foi mantido. Este princípio está na Torá, a necessidade de um mediador é um princípio eterno.

Percebemos então que Yeshua é um sumo sacerdote, cujo serviço é prefigurado no ministério do sacerdote Melquisedeque, soberano e acima do sacerdócio levítico. Sendo assim, a lei da Torá que dizia que só os sacerdotes levitas podiam se achegar em intercessão a D'us foi suplantada por um sacerdócio celestial e superior. Por isso ainda diz: "Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus (...) Porque a Torá constitui sumos sacerdotes a homens sujeitos à fraqueza, mas a Palavra do juramento, que foi posterior à lei, constitui o Filho, perfeito para sempre" (Hb 7.26 e 28). A "palavra do juramento" se refere a promessa que o Eterno fez no Salmo 110.4: "O Senhor jurou e não se arrependerá: Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque", este juramento perpetua o sacerdócio de Yeshua.

O texto em nenhum momento faz referência a mudança da Torá por outra Torá. Mas, na mudança de uma lei, a do sacerdócio levítico.

Nota: Melquisedeque foi o misterioso Sacerdote-Rei de Salém (Gn 14.18-20 ler) que abençoa Abraão. Uma doutrina judaica do Iº Século era que Melquisedeque foi uma prefiguração do Messias. Salém era o antigo nome de Jerusalém, cuja raiz vem de Shalom (Paz), e Melquisedeque vem do hebraico: MALKI-TSEDEK que pode ser traduzido como: Rei da Justiça.

"Porque, se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para uma segunda (...) Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer" (Hebreus 8.7 e 13).

Sem dúvida busca-se uma Nova Aliança, foi o próprio profeta Jeremias quem a profetizou, por isso o autor de Hebreus cita-o nos versículos de 7 à 11. A primeira aliança era imperfeita por causa do endurecimento do coração do homem. Um coração não queria andar voluntariamente nos mandamentos do Senhor. Por isso procurou-se a Nova Aliança. V.13

"Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está preste a desaparecer". Sem dúvida! Está preste, mas ainda não desapareceu. O fato de uma aliança ser antiga, não quer dizer que ele tenha desaparecido. Obviamente a Nova Aliança não se cumpriu plenamente, quando isto se cumprir a Antiga Aliança será plenamente suplantada dando lugar à eternidade.

A idéia dispensacionalista de que uma aliança anula a anterior é vaga, todas as alianças estão de pé, obviamente que os acréscimos trazidos por uma última aliança são superiores aos dos pactos anteriores, mas isto não quer dizer que necessariamente "abolição".

O problema está em desassociar a Torá (lei) da Aliança. A imagem que um cristão geralmente tem é que a Nova Aliança é um pacto de "graça" enquanto a Primeira Aliança é de "lei". Esta idéia é imprecisa, pois quando a Nova Aliança foi prometida pelo Eterno através do profeta Jeremias (citado pelo próprio autor de Hebreus) ele disse: "(...) firmarei Nova Aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá (...) porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Na sua mente imprimirei AS MINHAS LEIS, também sobre o seu coração as inscreverei..." (Jr 31.31-34 e Hb 8.8,10). A Nova Aliança não é uma aliança sem lei (antinominiana). Então o que muda? Ou em que aspecto a Nova Aliança é melhor que a primeira? Ela é melhor e diferente porque a Torá agora muda de posição. Antes, ela estava em tábuas de pedras, a pedra é um reflexo do coração endurecido do homem. Mas, graças ao sangue da Nova Aliança, hoje esta Torá está impressa no coração de todo aquele que é fiel a Yeshua HaMashiach, corações regenerados estão condicionados a receberem os preceitos eternos.

"Porque a lei do Espírito da vida, no Messias Yeshua, te livrou da lei do pecado e da morte" (Rm 8.2)

Lendo este texto sem meditar, podemos ser levados a acreditar que existem duas "leis". Uma lei que é do Espírito no Messias e outra, a lei do pecado e da morte.

Na verdade Paulo não está fazendo referência a uma lei do pecado (judaica) e outra lei espiritual (de Cristo). Quando se diz lei neste caso, faze-se referência, a Torá do Messias, que não é outra se não a mesma que foi dada a Moisés no Monte Sinai, mas em novas condições.

Vejamos o contexto: "Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez D'us enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou D'us, na carne, o pecado, a fim de que a ordenança da Torá se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito" (Rm 8.3 e 4).

A expressão usada no versículo 3 "impossível" é a palavra grega "adynaton". Ela é formada pela preposição negativa "a" e pela raiz "dinâmis" (poder). Na verdade esta palavra significa precisamente: "sem poder". Com esta informação vamos analisar o versículo com mais atenção.

A Torá tem poder quando aplicada de forma correta. Mas, torna-se ineficaz quando praticada por um coração incircunciso, não regenerado. O texto ainda diz que a Torá estava enferma por causa da carne ou da carnalidade do homem. Observe, que o problema não é a lei, mas o homem escravo do pecado e sua frustrada tentativa de se tornar justo através de seu esforço em cumprir a 'lei'. Nesta tentativa carnal de ser obediente aos preceitos de D'us, a Torá ao invés de ser um instrumento de vida para o homem, torna-se para este indivíduo não restaurado, um instrumento de "pecado" e de "morte", o que é um desrespeito aos estatutos e mandamentos do Eterno. Por isto ela (a Torá) estava "sem poder".

Então qual foi a solução de D'us para este problema da obediência carnal? Diz ainda:"enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou D'us, na carne, o pecado...". Perfeita a obra de D'us! Já que o problema do homem em cumprir os mandamentos de D'us era a carne, então D'us envia seu filho como o homem, semelhante ao pecador, para destruir o pecado que tanto impedia o homem de cumprir os mandamentos de D'us. D'us fez tudo isso para quê?

"A fim de que o ESTATUTO DA LEI se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito" (v.4). Agora, libertos do pecado pelo sacrifício do Messias o estatuto da Torá se cumpre no indivíduo. Antes cumpríamos a Torá, mas agora ela se cumpre em nós. Sendo assim, agora, a Torá volta ao seu propósito original: SER UMA TORÁ DO ESPÍRITO DA VIDA e não mais UMA TORÁ DO PECADO E DA MORTE (v.2).

Este dualismo Torá Vida x Torá Morte é comum na tradição judaica conforme o Talmud: “Rabi Iehoshua ben Levi disse: Qual é o significado do versículo, E esta é a Torá que Moshê colocou perante os Filhos de Israel [Deuteronômio 4:44]? Isso significa que se uma pessoa é meritória [merecer], ela [a Torá] será para a mesma um elixir que concede vida; mas se não, ela [a Torá] se tornará um veneno mortal. Isso é o que Rabá quis dizer quando ele disse: se ele usá-la de modo direito, ela [a Torá] é uma medicina de vida para ele, mas se alguém não usá-la de modo direito, ela é um veneno mortal” (Yomá 72b).

"Todos quantos, pois, são das obras da lei estão debaixo de maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanece em todas as coisas escritas no Livro da lei, para praticá-las" (Gl 3.10)

Paulo constantemente faz uso das expressões "obras da lei" e "sob a lei". O intérprete deve tomar cuidado com estas expressões. De forma alguma Paulo pode está dizendo que a prática de Torá (lei) traz maldição e tão pouco que a Torá é maldita, obviamente. Pois, o mesmo Paulo diz que a Torá é santa, justa e boa (Rm 7.12). Na verdade, este texto é uma exortação direta de Paulo ao legalismo.

Mas, o que é "legalismo"? Legalismo é a prática da Torá com fins de justificação (salvação), sem fazer uso da fé no Messias e em sua obra no madeiro, o que é um erro. A Torá nunca foi dada para salvar o pecador ela tem a função de preservar o salvo no Messias. Como não existia a expressão "legalismo" em grego, Paulo usa a expressão "sob a lei" e "obras da lei" como sinônimos da prática legal a fim de se alcançar salvação. Citarei um famoso hermeneuta cristão: "Os argumentos de Paulo em Gálatas não eram contra a lei, mas contra o legalismo - essa perversão que diz que a salvação pode ser obtida mediante a observância da lei...O legalismo nada mais era do que a tentativa de ganhar a salvação mediante a guarda da lei" (Virkler, Henry A. - Hermenêutica Avançada - Editora Vida - Pg. 109 - 1998 - 5º Impressão).

Uma pessoa que tenta se justificar unicamente pela prática da Torá estará sob maldição. Por quê? Ao tentar se justificar pelas obras do Torá esta pessoa: Primeiro: Nega a obra do Messias, pois ao confiar em si mesma para justificação, nega-se a obra do madeiro. Segundo: Teria que praticar toda a lei de forma correta, pois automaticamente ao quebrar um mandamento, estaria sendo passível ao recebimento das maldições descritas na Torá aos que não cumprem seus mandamentos. A não prática da Torá induz à maldição. Por isso Paulo continua: "... é evidente que, pela Torá, ninguém é justificado diante de D'us, porque o justo viverá pela fé [fidelidade]" (v.11).

"O Messias nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro" (Gl 3.13)

Sim, louvado seja o Eterno por isto! Pois, não estamos mais passíveis à maldição. Pois, não confiamos em nosso esforço humano para sermos justificados. Antes, confiamos na maravilhosa obra de Yeshua e na capacitação que o Espírito de D'us nos dá de sermos justos (ver comentário acima sobre Romanos 8.2). Nossa justiça vem pela firme fidelidade à obra que Yeshua realizou por nós. Obviamente, depois que fomos alcançados por sua obra salvadora, recorremos a vida justa, não porque simplesmente queremos vive-la, mas porque ela brota naturalmente de nossas vidas, pois temos uma Torá viva em nossos corações que nos leva a uma vida justa (Jr 31.31 e seg). Não praticamos a Torá para sermos salvos, mas porque já somos salvos.

Yeshua levou as maldições da Torá, o apedrejamento, o enforcamento, os açoites, no madeiro, afim de que sejamos obedientes, não por ameaças, mas por amarmos profundamente o Eterno, dedicando nossas vidas à sua maravilhosa obra.

Concluímos com tudo isto, que é necessária uma revisão cautelosa dos conceitos teológicos que são adotados hoje pelo cristão. E também pelo judeu que afirma que Paulo era contra a Torá. Vai minha crítica também ao dogmatismo dispensacionalista*, que insiste em dividir a Bíblia em duas principais dispensações (digo duas, pois comumente é aceito que existem 7 dispensações bíblicas), a dispensação da lei (mosaica) e a dispensação da graça. Estes conceitos são aceitos hoje como quase canônicos, mas em nenhum momento Paulo ou os apóstolos se preocuparam em dividir as escrituras desta forma. Obviamente, porque esta divisão nunca existiu na era apostólica (I séc.).

"Anulamos a Torá pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a Torá" (Romanos 3.31).
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*Nota: Alguns textos analisados, para alguns, não são de autoria paulina. Hebreus por exemplo pelo ponto de vista pessoal do autor desta matéria foi escrito pelo Apóstolo Paulo.

*O dispensacionalismo: Escola teológica que insiste dividir as escrituras em múltiplas dispensações, ou períodos, onde D’us agia de forma diferente. Destacam-se J.N. Darby 1830, Scholtfield, Charles Ryrie, Stanley Horton, Dwint Pentecost, e outros. Donde surgiu a idéia de sete dispensações: Inocência, Consciência, Governo Humano, Monarquia, Lei, Graça e Milênio. A Bíblia nunca se dividiu desta forma. A Bíblia descreve alianças ou pactos. Mesmo assim, um pacto nunca aboliu o outro, por isso Paulo disse que os gentios no Messias foram aproximados das ALIANÇAS: “naquele tempo, estáveis sem o Messias, separados da comunidade de Israel e estranhos às ALIANÇAS DAS PROMESSAS (...) Mas, agora no Messias Yeshua, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue do Messias”. (Ef. 2.12 e 13).

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15 comentários:

  1. Eu faria muitas correções neste texto. Não muitas, mas essenciais correções. Talvez na linguagem e nos objetivos, enfatizando mais a graça e a ideia de Reino por trás de uma vida de obediência a Lei, como ação de graças.

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  2. Igor,

    Primeiramente agradeço a sua visita e seu comentário, me sinto lisonjeado com sua presença por aqui.

    E já deixo aberto aqui a possibilidade de alterações do seu texto, assim que você o reformular, se o fizer é claro.

    Eu gostaria de lhe dizer que um amigo ao descobrir sobre o judaísmo messiânico, (digamos assim bem a moda abrasileirada de ser judeu messiânico), ele comprou todos dos seu DVDs e áudios, e estuda compulsivamente e se sente maravilhado pela paixão que você demonstra no vídeo, paixão pela expansão do Reino, paixão pela importância do estudo das Escrituras, paixão por expor a necessidade de mudança na vida individual, conjugal, familiar e comunitária daqueles que são nascidos de novos.
    Quando você passou por suas novas descobertas ele ficou meio que chocado pelo movimento pendular de sua caminhada, mas orou muito para que o Senhor o guiasse no que caminho que lhe fosse melhor.
    Mas mesmo assim ele continua a estudar o seu grande acervo, agora pensando como que você formularia a mesma mensagem com a sua nova visão.

    Por isso que eu digo que ficaria muito feliz se eu pudesse publicar o revisionismo de suas dissertações e palestras.

    Saiba que oramos muito por sua trajetória e por shalom em sua vida e família.

    Fique na Shalom emanada de Yeshua HaMashiach.

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  3. Paz e Graça de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo !!! É Triste ler este texto que Vossa Mercê... escreveu sobre "A LEI FOI ABOLIDA ?" Parte I e II . Quanto Malabarismo Inútil pra Explicar , (sem nenhum sucesso) "O Óbvio...!" JESUS CRISTO é o Princípio e Fim de todas As Coisas...., sejam elas , Terrenas e Espirituais , ELE é O CRIADOR no qual todas As Coisas CRIADAS , (((ESTÃO....!!!))) Colossenses 1 ; 15-19 / João 1 ; 1-3 (e17-18) Vossa Mercê... , deve Pensar que A Bíblia , Escrituras Sagradas , se parece com "Um Supermercado" , onde Vossa Mercê..., vai buscar só aquilo que te Interessa !!! As Escrituras Sagradas , *É Um Todo...!* Não há maneira de Explica-la ou Entende-la ; se não for por uma Hermenêutica sincera e buscando A Verdade sem se esquivar de Textos Contrários às suas Paixões Judaizantes . O JUDAÍSMO , ACABOU !!! Isaías 65 todo e repita o verso "15" / Jeremias 31 ; 31-33. JESUS CRISTO Morreu para nos Libertar do "VALENTE OPRESSOR , SATANÁS" , que ao nos levar a uma condição de "Falsos deuses...!" na verdade nos conduziu À MORTE !!! (((E NOS ACUSAVA DIANTE DE DEUS , DIA E NOITE))) Nosso Deus e Pai Eterno transformou a todos Os Homens como Filhos na pessoa de Nosso Senhor JESUS CRISTO ; Leia Todo O Capítulo 8 Aos Romanos ; Este é Paulo , O Apóstolo dos Gentios ! Mas Também dos Judeus , pois nunca negou essa condição . O Novo Testamento é a explicação do Velho Testamento inteiro e juntamente também , dizer que JESUS CRISTO É O PROTAGONISTA PRINCIPAL DAS ESCRITURAS , AQUELE QUE ALÉM DE RESGATAR O QUE SE HAVIA PERDIDO , AINDA REPRESENTA A FORMA *EXATA* DA GLÓRIA CELESTIAL DA PESSOA DE DEUS , NOSSO SENHOR !!!. Hebreus 1; 1-3 .JESUS CRISTO , agora é TUDO em TODOS !!! ELE É A LEI....!!! E SE NO ÉDEN HAVIA UM SÓ MANDAMENTO PARA QUE A ALMA DO HOMEM NÃO MORRESSE....!!! AGORA TAMBÉM HÁ UM SÓ CAMINHO , VERDADE E VIDA ; ARREPENDEI-VOS !!! Vou publicar como "Anônimo" porque esqueci minha senha , mas Meu nome é , SILVANO NOGUEIRA TERVEDO , e-mail : caribeguardasol@hotmail.com

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    1. Silvano,

      Repito, você não quer dialogar e sim causar, você não mostra vontade de ensinar ou aprender e sim de fazer alguém engolir suas verdades sem diálogo, quer falar de bíblia capa a capa, então pare de rasga-la usando só o que interessa a suas paixões.
      E fora que não existe uma virgula de judaização neste Blog, pois judaizar é impor o cumprimento da lei para salvação e isso não existe aqui em parte alguma, e fora inúmeras incongruências no seu discurso, se judaismo bíblico acabou então rasque 80% das profecias pois elas são referente ao povo de Israel e sua restauração física e espiritual, Ezequiel 40 a 48 mostra até um Templo sendo usado no Milênio, tribos restauradas, até Apocalipse fala de um povo que guarda a Torah e o Testemunho de Yeshua, fala do selamento de 144 mil judeu sendo 12 mil de cada tribo ou vai dizer que sua teologia é de alegorizar tudo que faz referência à Israel.

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  4. Shalom esse espirito anti semita é horrível eles esquecem que todos nós fomos salvos por um Judeu e que Paulo fala que estamos enxertados em Y´srael.

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  5. Prezado Irmão em Cristo,

    Gostaria de saber na bíblia onde diz que a pena capital, o apedrejamento, por exemplo, foi abolido?

    Um abraço!

    Sandro Molina
    sandromolina@superig.com.br

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    1. Caro Sandro, você conhece o funcionamento do Sinhedrin?

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    2. SANHEDRIN? Não conhecia até ler agora sobre isso: http://www.morasha.com.br/leis-costumes-e-tradicoes/o-sanhedrin-a-suprema-corte-do-povo-judeu.html

      Tem relação com o abandono da pena capital?

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    3. Primeiro de tudo, o Sinédrio ou Beit Din eram as instituições que julgavam tais penas capitais, isso significa rígidos critérios de apuração de dolo e transgressão, onde se fazia necessário sempre de duas a três testemunhas oculares de bom índole, ou seja, que tinha reputação ilibada, fora as figuras de acusador, promotor e defensor e amplo direito de defesa, a diferença de nosso sistema atual era a velocidade processual, quase que instantânea, e o que notamos nas exemplificações dos julgamentos são a notório tentativa do juizado absolver os réus, para que a vida fosse preservada, e o sangue não fosse sobre a cabeça dos juízes que autorizavam as penas capitais.

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    4. Portanto ao contrário do que pensa o cristianismo, a pena capital não era a torta e direita praticada na rua pela população revoltosa, e sim um processo jurídico bem elaborado e sempre com a prerrogativa de criar o medo, e inibir a transgressão e não necessáriamente um sistema justiceiro de carnificina.

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    5. E com a destruição do Templo em 70 e consequentemente a dissolução do Sanhedrim no mesmo periodo e pro fim a diáspora judaica logo em seguida, o sistema judiciário de um Estado Teocrático onde a Lei Divina era a Constituição Balizadora, tambem deixou de ser efetivo, e sem um sistema efetivo com 23 ou 72 juízes não foi mais possível um julgamento com imputação de pena capital.

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  6. Em resumo, na bíblia, não existe nada escrito sobre o abandono dessa prática, certo? Deixou-se de aplicar a pena capital, com o fim do Templo e do "Sistema Judiciário", se é que podemos dizer assim. A Lei de Moisés não se aplica mais aos judeus e nem aos cristãos nos dias de hoje, certo?

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    1. Errado!! Não generalize falando da Lei de D-us dada por meio de Moisés; As leis com aplicação de pena capital que sempre foram evitadas ao máximo, imagine agora sem um judiciário totalmente integrado a um povo centralizado de forma organizada em território próprio, mas com o retorno de Israel a sua terra e com a reconfiguração do Sanhedrim posto em funcionamento é bem provável que logo tenhamos a intensificação da aplicabilidade da Lei como um todo.
      Que fique claro que mesmo sem templo e fora de Israel, a Lei de D-us sempre foi aplicada e sua transgressão sempre foi punida pelos Beit Din(Casa de Julgamento) menores, dentro de comunidades judaicas pelos mundo, e temos relatos que desde a diáspora e intensificado na idade média na península Ibérica a ação diferenciada da corte judaica, que sempre recebeu autonomia de julgamento, distinto dos do país que estava estabelecida. Os princípios eternos da Torah (Lei = Instrução Divina) sempre foram aplicados, nunca deixando que a transgressão e a contaminação fossem deixada impunes, havendo sempre sanções ao individuo transgressor que variava desde pedidos públicos de perdão com a devida restituição em caso de fraude, roubo, furto e afins, como penas de reclusão e expulsão da comunidade sem direito a nada. Portanto podemos ver que até no Novo Testamento em 1 João 3:4 o entendimento de que a Lei de D-us define o que é pecado, e portanto uma vez salvos pela graça do Sacrificio do Mashiach Yeshua, temos que sermos obedientes a D-us em gratidão, e mantermos o patrão de nascido não mais da carne mas sim do Espírito.

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    2. 1 João 3:4 Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei.

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    3. Então a Lei de Deus continua valendo, mas o apedrejamento não? A dúvida que continua é em que momento da história a pena capital deixou de ser aplicada? E se é válida e não está sendo aplicada, então estamos desobedecendo a Deus? Não consigo achar na Bíblia que diga que o judeu (ou cristão) deva abandonar o apedrejamento, como pena capital, a não ser a passagem da mulher adúltera em que o próprio Cristo "não cumpriu a lei", validando o apedrejamento dela. No meu entendimento, se Cristo não autorizou tal apedrejamento, Ele "descumpriu a lei" ou invalidou a lei no tocante a pena capital.

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