שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד
Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad

quinta-feira, 19 de março de 2020

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL - Parte 7 - Capítulo 2 versos 12 a 19

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL



Joel 2:12-14 "Ainda assim, agora mesmo, diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso D-us, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. Quem sabe se não se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação para o SENHOR, vosso D-us?

Percebemos que o Senhor através do profeta está advertindo ao seu povo para que entendam os sinais sejam os da invasão dos gafanhotos seguida de seca e fome, sejam os das invasões posteriores dos Assírios e Babilônicos com os cativeiros, deportações e massacres ou futuramente dentro do período final da "angústia de Jacó" e o desfecho no Dia do Senhor, que ao se verem em meio a tais momentos de angústia se voltem e ser convertam ao Senhor, mas não de aparência apenas como que rasgando as vestes exteriores mas sim de coração, de toda a alma como vemos abaixo na advertência profética de Moshe:
Deuteronômio 4:27-31 "E o Senhor vos espalhará entre os povos, e ficareis poucos em número entre as gentes às quais o Senhor vos conduzirá. E ali servireis a deuses que são obra de mãos de homens, madeira e pedra, que não veem, nem ouvem, nem comem, nem cheiram. Então, dali, buscarás ao Senhor, teu D-us, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma. Quando estiveres em angústia, e todas estas coisas te alcançarem, então, no fim de dias, te virarás para o Senhor, teu D-us, e ouvirás a sua voz. Porquanto o Senhor, teu D-us, é D-us misericordioso; e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá do concerto que jurou a teus pais."

Novamente nos deparamos com o contexto que envolve Yom Kipur profético, ou seja, jejuns,  constrição de alma e choro e tudo isso acontecendo após a convocação para clamar com voz de rebate, como toque de trombeta como vemos no verso 1 e no 15 numa convocação para despertar e se converter dos maus caminhos pois logo vem o dia de julgamento, portanto temos estes elementos que se ligam aos dez dias temíveis (Yamim Noraim) entre o dia 1º de do 7º mês (Yom Teruáh) e o dia 10º do 7º mês, apontando para a última semana profética de Daniel 9.
Outro termo que se repete nos ligando ao contexto profético de Daniel, é a oferta de manjares e libações, que é parte do sacrifício contínuo que por sua vez se liga ao ofício sacerdotal do povo de D-us que compreende oferecer sacrifício vivo, santo e agradável no culto racional (Romanos 12:1), o trazer ofertas ao Senhor seria o evangelizar apresentando almas para o Reino (Isaías 66:20), oração e intercessão são recebidas como incenso (Salmo 141:2), a preparação e acendimento da Menorah são a nossa capacitação na palavra por meio do Espírito e consequência disso sendo posto em prática na iluminação que nossas atitudes dão ao mundo (Mateus 5:14-16) e (Apocalipse 1:20), portanto assim como temos no contexto de Daniel o cessar do sacrifício contínuo, ligando ao poder do Anticristo de perseguir e matar por meio de decreto ao povo de D-us e assim cessar de forma individual o ofício sacerdotal de cada testemunha martirizando-a, mas aqui nos pormenores do capítulo temos um alento digamos assim, como que se houver um clamar do fundo da alma coletivo, uma benção poderá ser deixada ou seja um remanescente será poupado e preservado longe dos olhos da serpente por um determinado tempo (Apocalipse 12:14-17).


Joel 2:15-16 " Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembleia solene. Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu aposento." 

Trombetas e Jejum, Yom Teruáh e Yom Kipur, novamente temos menção ao período de dez dias temíveis (Yamim Noraim) criptografando à última semana profética de Daniel 9, onde o povo escolhido é convocado a tocar trombeta ou seja proclamar o evangelho bem como os Juízos de D-us, contristando a alma ou seja um real jejum conforme Isaías 58:3-14, se separando de tudo que possa nos distanciar da missão final, é por isso que é exigido uma santa convocação ou assembléia solene que também recebe o nome de shabat especial, onde os compromissos mundanos são deixados de lado, a zona de conforto é abandonada e adentramos à antecipação do Reino, onde somente nos preocupemos com a vontade de D-us e a missão que nos for dada, e como vemos seremos capacitados do alto para um período específico de 1260 dias ou seja metade da semana profética de Daniel 9, termos poder e autoridade para proclamar aos quatro cantos do mundo o evangelho e os juízos eminentes de D-us, na unção daqueles que podiam fechar os céus para que não chovesse pelo período de sua pregação (Eliyahu) e como transformar água em sangue e trazer toda a sorte de pragas que forem necessárias para o juízo (Moshe), cada praga proclamada com voz como de trombeta, abalando os luminares e o próprio poder dos céus. (Apocalipse 11:3-7 e  8:2-13)   
Notamos que até a figura do noivo e da noiva aparecem aqui, com a convocação para que saiam de seu leito nupcial e deixar de lado seu próprio deleite para se colocar a disposição do chamado de D-us, mesmo havendo uma regra na Torah que determinava a dispensa militar de um recém-casado por ano (Deuteronômio 24:5).

Joel 2:17 "Chorem os sacerdotes, ministros do SENHOR, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo, ó SENHOR, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele. Por que hão de dizer entre os povos: Onde está o seu D-us?"

Vemos uma orientação para os ministros e sacerdotes subam uma oração de clamor, estes não são outros senão as testemunhas levantadas no tempo final, pois vemos uma "dica" entre o pórtico e o altar ou seja ligando ao santuário nos levando ao texto de Apocalipse 11 que fala em seu contexto das testemunhas: 
Apocalipse 11:1,2: "Foi-me dado um caniço semelhante a uma vara, e também me foi dito: Dispõe-te e mede o santuário de D-us, o seu altar e os que naquele adorammas deixa de parte o átrio exterior do santuário e não o meças, porque foi ele dado aos gentios; estes, por quarenta e dois meses, calcarão aos pés a cidade santa."
Podemos entender que o santuário de D-us e altar se referem ao povo de D-us, conforme várias passagens que corroboram com tal entendimento de sermos o templo do Espirito Santo, pedras vivas ajustadas para casa espiritual (1 Pedro 2:5), e este medir tanto o santuário e os que através dele adoram ao Senhor, vemos o esquadrinhar do coração do homem por parte de D-us, que julgará a cada um conforme as suas ações, principalmente o seu povo, que através das tribulações, aflições, perseguições e martírios serão refinados como ouro, peneiradas e passados pelo potassa do lavandeiro (Malaquias 3:2-3), Mas o átrio exterior não era para ser medido pois seria dado para ser pisado pelos gentios por 3,5 anos, ou seja, o corpo físico das testemunhas representado pelo átrio externo do Santuário, seria dado ao martírio, para que por 3,5 anos o reino da besta que sobe do abismo = águas profundas, ou seja, povos, línguas e nações, os gentios (estrangeiros) selados pela besta matem e se regozijam nestas mortes 

Apocalipse 11:7-9: "E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá, e as matará. E jazerá o seu corpo morto na praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado. E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seu corpo morto por três dias e meio, e não permitirão que o seu corpo morto seja posto em sepulcros."

E assim vemos as testemunha tento seus átrios externos sendo pisados por 3,5 dias, ou seja, pelo tempo da metade da semana profética de Daniel 9.

E se este tempo não tivesse sido abreviado por causa dos escolhidos que oraram conforme a orientação do verso 17 de Joel 2 pedindo para que o povo e nome do Senhor não sofressem escárnio, não se salvaria nenhuma carne conforme entendemos do contexto de Mateus 24:

Mateus 24:20-22: "E orai para que a vossa fuga não aconteça no inverno nem no sábado, porque haverá, então, grande tribulação, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais. E, se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria; mas, por causa dos escolhidos, serão abreviados aqueles dias."
Na continua dos versos temos a resposta do Senhor de forma positiva.

Joel 2:18,19 "Então, o Senhor terá zelo da sua terra e se compadecerá do seu povo. E o Senhor responderá e dirá ao seu povo: Eis que vos envio o trigo, e o mosto, e o óleo, e deles sereis fartos, e vos não entregarei mais ao opróbrio entre as nações."

Notemos que após todas estas coisas o Senhor se compadecerá de seu povo e o colocará em segurança para que nunca mais passe pela peneira das tribulações nas mãos dos estrangeiros, e a será restaurada a  totalidade do Messias representado no trigo = pão como o corpo do Messias, o mosto=vinho como o sangue do Messias, e o óleo como a iluminação do Espírito do Messias, demonstrando assim  re-unificação das duas Casas de Israel que é a Igreja, a noiva que uma vez restaurada na figura do Corpo do Messias, reinará com Ele e não mais passará este reino:
Daniel 2:44: "Mas, nos dias desses reis, o D-us do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre."

Por Metushelach Cohen

domingo, 15 de março de 2020

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL - Parte 6 - Capítulo 2 verso 1 ao 11

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL


Joel 2: 1c-11 "...porque o Dia do SENHOR vem, já está próximo; dia de escuridade e densas trevas, dia de nuvens e negridão! Como a alva por sobre os montes, assim se difunde um povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração. À frente dele vai fogo devorador, atrás, chama que abrasa; diante dele, a terra é como o jardim do Éden; mas, atrás dele, um deserto assolado. Nada lhe escapa.A sua aparência é como a de cavalos; e, como cavaleiros, assim correm. Estrondeando como carros, vêm, saltando pelos cimos dos montes, crepitando como chamas de fogo que devoram o restolho, como um povo poderoso posto em ordem de combate. Diante deles, tremem os povos; todos os rostos empalidecem. Correm como valentes; como homens de guerra, sobem muros; e cada um vai no seu caminho e não se desvia da sua fileira. Não empurram uns aos outros; cada um segue o seu rumo; arremetem contra lanças e não se detêm no seu caminho. Assaltam a cidade, correm pelos muros, sobem às casas; pelas janelas entram como ladrão. Diante deles, treme a terra, e os céus se abalam; o sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram o seu resplendor. O SENHOR levanta a voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque é poderoso quem executa as suas ordens; sim, grande é o Dia do SENHOR e mui terrível! Quem o poderá suportar?"

Vemos que nestes versos o Dia do Senhor vem com pormenores como que sendo um dia de escuridão e densas nuvens, trevas e negritudes, onde os céus são abalados os luminares como sol, lua e estrelas sofrem intervenção, a terra treme, e é feita uma indagação: Quem o poderá suportar?
Tais pormenores são chaves para encontrarmos nos demais profetas, Evangelhos e Apocalipse ligações que nos darão um panorama geral do contexto do período escatológico que Joel está relatando, isto é, ao ligarmos cada contexto por exemplo dos textos abaixo relacionados, teremos uma visão ampliada e com detalhes, algo que a leitura de somente um texto não nos daria, assim somando cada contexto podemos montar o quebra-cabeça escatológico que o Senhor nos deixou criptografado.
Mas antes de irmos ao textos abaixo, cabe aqui ressaltarmos a identidade deste "povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá " que não se trata de um inimigo de Israel como supõe a maioria das interpretações, se trata sim dos escolhidos que após o arrebatamento já com seus corpos glorificados, são ferramenta do Senhor para trazer juízo sobre a terra, pois se notarmos nos detalhes da descrição, vemos que é um exército que é dito ser do Senhor e que executa as Suas ordens, possuem distribuição ordenada de combate, hierarquia, parecem ser imunes às lanças ou até mesmo imortais, e como o dia do Senhor relatado em Mateus 24:43, 1 Tessalonicenses 5:2, 2 Pedro 3:10 e Apocalipse 16:15, tais vem como ladrão, pegando aos desatentos de surpresa.


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 Amós 5:18-20: "Ai de vós que desejais o Dia do Senhor! Para que desejais vós o Dia do Senhor? É dia de trevas e não de luz. Como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele o urso; ou como se, entrando em casa, encostando a mão à parede, fosse mordido de uma cobra. Não será, pois, o Dia do Senhor trevas e não luz? Não será completa escuridão, sem nenhuma claridade?"
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Naum 1:5-8: "Os montes tremem perante ele, e os outeiros se derretem; e a terra se levanta na sua presença, sim, o mundo e todos os que nele habitam. Quem parará diante do seu furor? E quem suportará diante do ardor da sua ira? A sua ira se derramou como um fogo, e as rochas foram por ele derribadas. O Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele. E com uma inundação transbordante acabará de uma vez com o seu lugar; e as trevas perseguirão os seus inimigos."
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Sofonias 1:14-16: "Está perto o grande Dia do Senhor; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do Senhor é amargo, e nele clama até o homem poderoso. Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevasdia de trombeta e de rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas."
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Ezequiel 32:7-8: "Quando eu extinguir você (Potestade do Egito, o Rei do Sul), cobrirei os céus e farei enegrecer as suas estrelas; encobrirei o sol com uma nuvem, e a lua não resplandecerá a sua luz. Por tua causa, vestirei de preto todos os brilhantes luminares do céu e trarei trevas sobre o teu país, diz o Senhor D-us."
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Ezequiel 34:11-14: "Porque assim diz o Senhor D-us: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei. Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que encontra ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e de escuridão. Tirá-las-ei dos povos, e as congregarei dos diversos países, e as introduzirei na sua terra; apascentá-las-ei nos montes de Israel, junto às correntes e em todos os lugares habitados da terra. Apascentá-las-ei de bons pastos, e nos altos montes de Israel será a sua pastagem; deitar-se-ão ali em boa pastagem e terão pastos bons nos montes de Israel."
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Mateus 24:29-31: "Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus."
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1 Tessalonicenses 4:16,17: "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de D-us, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor."
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Apocalipse 6:12-17: "E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue.E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte. E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos do seu lugar. E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os juízes, e os poderosos, e todo servo, e todo livre se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro, porque é vindo o grande Dia da sua ira; e quem poderá suportar?

Legendas de cores: 

[  ] = Yom Teruáh = Proclamação com Voz como de Trombeta.
[  ] = Dia do Senhor ou Dia da Ira de D-us = Relacionado à Gog Magog, Armagedom, Congregar das nações para juízo.
[  ] = Terra abalada, terremos e tremores
[  ] = Céus e luminares abalados, tempo de escuridão e densas nuvens - Abertura do 6º Selo.
[  ] = Reunião, ajuntamento, arrebatamento dos escolhidos.
[  ] = Vinda do Senhor nas nuvens.
[  ] = Pergunta para ligações de textos: Quem suportará?.

Por Metushelach Cohen.

quarta-feira, 11 de março de 2020

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL - Parte 5 - Capítulo 2 verso1

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL


Joel 2:1 "Tocai a trombeta em Sião e dai voz de rebate no meu santo monte; perturbem-se todos os moradores da terra, porque o Dia do SENHOR vem, já está próximo;"

Aqui por mais que queiramos ver algo para a época de Joel só conseguimos olhar para o futuro, com o desenrolar escatológico, pois temos principalmente a expressão Dia do SENHOR, apontando para o dia do Ira de D-us contra os inimigos de seu povo, trazendo juízo e vingança como relatado nos textos a seguir:
Isaías 61:1,2: "O Espírito do Senhor D-us está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos;a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes;
Isaías 63:1-6: "Quem é este que vem de Edom, de Bozra, com vestes tintas? Este que é glorioso em sua vestidura, que marcha com a sua grande força? Eu, que falo em justiça, poderoso para salvar.
Por que está vermelha a tua vestidura? E as tuas vestes, como as daquele que pisa uvas no lagar?
Eu sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém se achava comigo; e os pisei na minha ira e os esmaguei no meu furor; e o seu sangue salpicou as minhas vestes, e manchei toda a minha vestidura.
Porque o dia da vingança estava no meu coração, e o ano dos meus redimidos é chegado.
E olhei, e não havia quem me ajudasse; e espantei-me de não haver quem me sustivesse; pelo que o meu braço me trouxe a salvação, e o meu furor me susteve.
E pisei os povos na minha ira e os embriaguei no meu furor, e a sua força derribei por terra."
Isaías 34:2-10: "O Senhor está indignado contra todas as nações; sua ira está contra todos os seus exércitos. Ele os destruirá totalmente, ele os entregará à matança.
Seus mortos serão lançados fora e os seus cadáveres exalarão mau cheiro; os montes se encharcarão do sangue deles.
As estrelas dos céus serão todas dissolvidas, e os ceús se enrolarão como um pergaminho; todo o exército celeste cairá como folhas secas da videira e da figueira.
Quando minha espada embriagar-se nos céus, saibam que ela descerá para julgar Edom, povo que condenei à destruição.
A espada do Senhor está banhada em sangue, está coberta de gordura, sangue de cordeiros e de bodes, gordura dos rins de carneiros. Pois o Senhor exige sacrifício em Bozra e grande matança em Edom. E os bois selvagens cairão com eles, e os novilhos com os touros. A terra deles ficará ensopada de sangue, e o pó se encharcará de gordura.
Pois o Senhor terá seu dia de vingança, um ano de retribuição, para defender a causa de Sião.
Os riachos de Edom se transformarão em piche, em enxofre, o seu pó; sua terra se tornará betume ardente! Não se apagará de dia nem de noite; sua fumaça subirá para sempre. De geração em geração ficará abandonada; ninguém voltará a passar por ela."
Para o entendimento da sequencia profética descritas nestes textos e com foco em Joel 2, precisamos a compreensão do ministério profético das festas de outono, que se relacionam com os acontecimentos da última semana profética de Daniel 9, ou seja, ao período de tribulação, com a capacitação das duas testemunhas para proclamar o evangelho e o juízo de D-us por todo o mundo (Com Voz como de Trombetas - Yom Teruáh Profético), ao fim deste período o qual se divide em dois, um inicial de 1260 dias onde as testemunhas terão poderes que lhes garantirão a proclamação com voz de trombeta sem interferência, e o segundo onde a besta se levanta e começa a matar as testemunhas por 3,5 dias, ou seja, na metade final da semana profética, assim ao fim do tempo determinado o nosso Sumo Sacerdote sairá do Santíssimo Lugar Celeste, a destra do Pai, já com os nomes daqueles que estão inscritos no livro da vida, e neste Yom Kipur Profético é que se tem "o último dia", a vinda, a ressurreição e o arrebatamento ao toque da última trombeta, última por se tratar da anunciação do Ano Aceitável do Senhor, O Yovel Profético, o Ano de Jubileu para dar liberdade aos cativos, redimir e retribuir a todo o seu povo, bem como iniciar o dia da Vingança, o dia da Ira do Senhor quando O Messias com o sopro de sua boca aniquilará ao iníquo e trará juízo contra todas as nações que cercaram Israel para destruí-la     

Ministério Profético das Festas de Outono

Apocalipse 11:3 "E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco."
Vemos que por um período de 1260 dias, ou quarenta e dois meses, ou três anos e meio, ou tempo, tempos e metade de um tempo ou ainda, metade de uma semana profética, as testemunhas do Senhor serão cheias do Espírito para uma missão, que será senão profetizar, proclamar, anunciar, dar voz de rebate ou seja "Teruáh" dar alerta com voz como de trombeta, seja pregando o evangelho por todo o mundo (Mateus 24:14) seja alertando sobre o juízo iminente de D-us como nos dias de Noach (Noé), ou trazendo o juízo com as pragas e calamidades descritos em cada uma das trombetas de Apocalipse até a derradeiro dia, o Dia do Senhor.

Legendas de cores: 
[  ] = Yom Teruáh = Proclamação com Voz como de Trombeta, inicia ao 1º dia do 7º mês. 
[  ] = Dia do Senhor ou Dia da Ira de D-us = Relacionado à Gog Magog, Armagedom, Congregar das nações para juízo.
[  ] = Yovel - Ano de Jubileu - 50º ano após um ciclo de sete semanas de anos = Ano Aceitável do Senhor, Ano dos Remidos, perdão de dívidas e retorno à possessão da terra ao toque da última trombeta do ciclo ao 10º dia do 7º mês.
[  ] = Shavuot - Festa das Semanas - Pentecostes = Capacitação do Alto através da Torah dada no Sinai e do Espírito que internaliza a Torah na mente e corações dos eleitos.
[  ] = Alvo da Ira do Senhor.

Por Metushelach Cohen.

domingo, 8 de março de 2020

Ligações Critptogradas sendo decodificadas a cada dia - Estudo do Irmão Lucas - RN - Canal Despertai

Aspectos daquele que se assenta ao Trono (Apocalipse 4:3)


Apocalipse 1:10-19 "Achei-me em espírito, no dia do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta, dizendo: O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia.
Voltei-me para ver quem falava comigo e, voltado, vi sete candeeiros de ouro e, no meio dos candeeiros, um semelhante a filho de homem, com vestes talares e cingido, à altura do peito, com uma cinta de ouro. A sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos, como chama de fogo; os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas.
Tinha na mão direita sete estrelas, e da boca saía-lhe uma afiada espada de dois gumes. O seu rosto brilhava como o sol na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto. Porém ele pôs sobre mim a mão direita, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.
Escreve, pois, as coisas que viste, e as que são, e as que hão de acontecer depois destas.


Apocalipse 4:1-3 "Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas. Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono, e, no trono, alguém sentado;e esse que se acha assentado é semelhante, no aspecto, a pedra de jaspe e de sardônio, e, ao redor do trono, há um arco-íris semelhante, no aspecto, a esmeralda.


Êxodo 28:6-21 "Faça o colete sacerdotal de linho fino trançado e de fios de ouro e de fios de tecido azul, roxo e vermelho, trabalho artesanal. Terá duas ombreiras atadas às suas duas extremidades para uni-lo bem. O cinturão e o colete que por ele é preso serão feitos da mesma peça. O cinturão também será de linho fino trançado, de fios de ouro e de fios de tecido azul, roxo e vermelho.
"Grave em duas pedras de ônix os nomes dos filhos de Israel, por ordem de nascimento: seis nomes numa pedra e seis na outra.
Grave os nomes dos filhos de Israel nas duas pedras como o lapidador grava um selo. Em seguida prenda-as com filigranas de ouro, costurando-as nas ombreiras do colete sacerdotal, como pedras memoriais para os filhos de Israel. Assim Arão levará os nomes em seus ombros como memorial diante do Senhor. Faça filigranas de ouro e duas correntes de ouro puro, entrelaçadas como uma corda; e prenda as correntes às filigranas."Faça um peitoral de decisões, trabalho artesanal. Faça-o como o colete sacerdotal: de linho fino trançado e de fios de ouro e de fios de tecido azul, roxo e vermelho. Será quadrado, com um palmo de comprimento e um palmo de largura, e dobrado em dois.
Em seguida, fixe nele quatro fileiras de pedras preciosas. 
Na primeira fileira haverá um sárdio, um topázio e um carbúnculo;
na segunda, uma esmeralda, uma safira e um diamante;
na terceira, um jacinto, uma ágata e uma ametista;
na quarta, um crisólito, um ônix e um jaspe.
Serão doze pedras, uma para cada um dos nomes dos filhos de Israel, cada uma gravada como um selo, com o nome de uma das doze tribos. "


Gênesis 35:23-26 "os filhos de Leah: 
Reuben, o primogênito de Ya'akov, depois Shimon e Levi,
Yehudá, Issachar e Zevulum;
os filhos de Bil'há, serva de Rachel: 
Dan e Naftalios filhos de Zilpah, serva de Leah: Gad 
e Asheros filhos de Rachel: Yossef e Benyamim;"


Pedras representando os Filhos de Ya'akov
no Peitoral do Sumo Sacerdote

Com o devido entendimento de qual pedra representa qual filho de Ya'akov, voltemos aos elementos citados em Apocalipse 4:3 que fala do aspecto daquele que está assentado ao trono, o qual seja aspecto de jaspe e sardónio ligando tanto à Reúven o primogênitoe Benyamim o último filho de Ya'akov indicando que aquele que se assenta ao trono representa a totalidade de Israel que é o seu corpo místico na terra; E temos também referência à um arco de esmeralda que circunda o trono, indicando que o poder que é emanado do trono, ou seja, a sua autoridade é vinda do legítimo herdeiro do trono de David, a saber o Leão da Tribo de Yehudá.

Assim compreendemos que a palavra de D-us não tem coincidência, nem aleatoriedade mas sim que tudo faz parte de um plano divino, que divinamente inspirou os escritores da Palavra para que tudo fosse ligado, por vezes escondido e criptografado mas sempre amarrando todos os pontos de capa a capa para o cumprimento legítimo e profético de cada palavra do Santo Livro, tudo isso para nos dar alento, conforto, convicção de que a nossa fé não é vã, e pode ser renovada a cada dia, quando nos dedicamos às coisas de D-us, principalmente na oração e nos estudos aprofundados e contínuos da Palavra de D-us.


Idéias principais retirado do estudo do Irmão Lucas - Canal Despertai
https://www.youtube.com/watch?v=NXPLhlE74i8
Adaptado por Metushelach Cohen.

domingo, 1 de março de 2020

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL - Parte 4 - versos de 15 a 20

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL


Joel 1:15-18 "Ah! Aquele dia! Porque o dia do SENHOR está perto e virá como uma assolação do Todo-Poderoso. Porventura o mantimento não está cortado de diante de nossos olhos? A alegria e o regozijo, da Casa de nosso D-us? A semente apodreceu debaixo dos seus torrões, os celeiros foram assolados, os armazéns, derribados, porque se secou o trigo. Como geme o gado! As manadas de vacas estão confusas, porque não têm pasto; também os rebanhos de ovelhas são destruídos."

Depois da assolação dos gafanhotos vem a seca, que traz a assolação da fome e da morte, e toda a fonte de sustento começa a mingar pois os animais sem pastos morrem os homens sem animais, cereais, árvores frutíferas e principalmente água sente o peso do Castigo vindo do Senhor.

Profeticamente as invasões Assíria e Babilônica também causaram o mesmo estado de devastação e assolação, e o profeta usando da descrição do mal que ocorria diante dos olhos do povo, tenta alertá-los para que se arrependam e supliquem por misericórdia para que tal mal não venha de forma de inimigos contra toda a terra de Israel, mas não houve exito e como vemos na história, Israel por milênios tem sido assolados pelas maldições da desobediência de Deuteronômio 28.

Escatologicamente temos a menção ao Ai nos reportando às última trombetas de Apocalipse, mas mais precisamente temos a menção ao Dia do Senhor que liga aos acontecimentos da Ira de D-us e o julgamento das Nações no vale do Josafá, ou Megido ou ainda Armagedom e porque não ligarmos ao evento de  Gog e Magog de Ezequiel 38 e 39, ou seja, é o dia da vingança, no qual o próprio D-us traz todas as nações contra Israel para trazer juízo sobre elas, mas no entanto até chegar à este estágio, o povo dentro da fronteiras passarão por um refinamento tão grande que somente os perseverantes chegarão até o fim mas não sem antes passarem por todas as provações alertadas aqui pelo profeta, ou seja sem mantimento, sem alegria e regozijo, vendo as testemunhas que são a Casa de D-us sendo devastada por amor à Palavras e pela obediência ao Senhor, vendo a pregação nos últimos dias minguarem como sementes apodrecendo pelo caminho (Mateus 13) e por fim se secarão com grande seca trazendo a fome (Amós 8).

19 A ti, ó SENHOR, clamo, porque o fogo consumiu os pastos do deserto, e a chama abrasou todas as árvores do campo. 20 Também todos os animais do campo bramam a ti; porque os rios se secaram, e o fogo consumiu os pastos do deserto.

Vemos aqui alem dos relatos próprios do fatos ocorridos que se repetiriam em todas as invasões sofridas por Israel, mas vislumbramos os efeitos das trombetas e cálices finais de Apocalipse, onde a natureza será alvo do juízo de D-us, que por se contaminarem por causa do homem também serão tocadas, o que tocará no sustento do homem e toda a condição necessária de vida na terra.


Por Metushelach Cohen.

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL - Parte 3 - versos de 8 a 14

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL


Joel 1:8 "Lamenta como a virgem que está cingida de pano de saco pelo marido da sua mocidade."

Na literalidade a mensagem é para que os habitantes de Israel, internalizem a dor da mesma forma que uma virgem demonstra o seu primeiro amor de maneira devotada e que por algum motivo perde este amor, seja pela morte de seu marido ou por ter sido repudiada por conduta indigna, e tal dor é do tamanho da devoção juvenil do primeiro amor, onde a demonstração externa se dá ao se vestir com a indumentária própria de luto no oriente médio que é o pano de saco, um roupa grossa, áspera na pele, sem forma, que apenas cobre a nudez amarrada com corda na cintura, algo muito aflitivo na carne para expressar a aflição da alma, que muitas vezes é acompanhado de jejum.

No contexto profético é um admoestação para trazer a lembrança a situação de adultério de Israel seja no reino do norte seja no reino do sul que abandonaram ao Senhor para irem após outros deuses e tal idolatria é tratada como adultério por diversos profetas principalmente no Livro de Oséias, onde o contexto é próprio sobre este assunto. 
Em Ezequiel 7:18 o pano de saco é usado por Israel mas as admoestações revelam que isso não adiantará se a conduta deles não mudar, se a abominação de seus atos de idolatria/adultério não se extinguir a Ira do Senhor virá, e virá pela mão dos inimigos, das nações estrangeiras. 
Escatologicamente apenas encontramos as duas testemunhas se vestindo de pano de saco (Ap. 11:3) demonstrando a internalização da dor como membros de um corpo cujo alguns membros deixaram o primeiro amor (Ap. 2:4)  e agora estão sendo admoestados para se arrependerem pois o dia da Ira do Senhor se aproxima. 


Joel 1:9 "Foi cortada a oferta de manjar e a libação da Casa do SENHOR; os sacerdotes, servos do SENHOR, estão entristecidos. 10 O campo está assolado, e a terra, triste; porque o trigo está destruído, o mosto se secou, o óleo falta."
Na literalidade os gafanhotos devastaram as plantações de trigo, uvas e azeitonas, sendo assim não há como prosseguir com o sacrifício continuo (HaTamid) orientado em Ex. 29:35-46, onde tardes e manhã de maneira contínua era oferecido alem de um novilho, dois cordeiros, incenso, preparação e acendimento da menorá também havia a oferta de manjares que consistia em se queimar de tarde e de manhã uma determinada medida de trigo moído e azeite batido, bem como em sequencia uma medida de vinho que também era flambado por inteiro.
O Contexto profético aponta para a destruição do Templo e do ofício nele praticado, como podemos acompanhar na destruição do Templo por Nabucodonosor em 2º Reis 25, e muito mais a frente novamente na contaminação do Templo por Antíoco IV (Epífanes) que se enquadra  na profecia de Daniel 8 como aquele que fez cessar o sacrifício contínuo por 1150 dias ou como dito 2300 tardes e manhãs. Podemos lembrar também das palavras de Yeshua em Mateus 24:15 também alertando para este evento da abominação desoladora para um tempo futuro cujo alguns colacam na destruição do Templo pelos Romanos , mas que pela configuração escatológica de Mateus 24 se enquadra para o tempo do fim na figura do Anticristo, Paulo também cita o mesmo acontecimento em 2ª Tessalonicenses 2:3-4.
Escatologicamente o cessar do sacrifício continuo está ligado ao poder da besta de fazer cessar, na metade da última semana profética, a missão evangelística das testemunhas do Senhor que proclamaram pelo quatro cantos do mundo o evangelho e o juízo de D-us mas como dito em Apocalipse 11:7 “E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá, e as matará.” retomando ao contexto de Daniel 7:25 “Ele falará contra o Altíssimo, oprimirá os seus santos e tentará mudar os tempos e as leis. Os santos serão entregues nas mãos dele por um tempo, tempos e meio tempo’.”


Joel 1:11-14 "Os lavradores se desesperem, os vinhateiros gemem sobre o trigo e sobre a cevada; porque a colheita do campo pereceu. A vide se secou, a figueira se murchou; a romãzeira também, e a palmeira, e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e a alegria se secou entre os filhos dos homens. Cingi-vos e lamentai-vos, sacerdotes; gemei, ministros do altar; entrai e passai, vestidos de panos de saco, durante a noite, ministros do meu D-us; porque a oferta de manjares e a libação cortadas foram da Casa de vosso D-us. Santificai um jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos e todos os moradores desta terra, na Casa do SENHOR, vosso D-us, e clamai ao SENHOR." 

Na continuidade da devastação impetrada pelos gafanhotos, não só os principais cultivos foram atingidos mas a totalidade do que se produz no campo, e isso vai afetar todas as famílias por trazer um futuro incerto de fome e tristeza, e em meio a este caos estabelecido é que o profeta conclama aos que se dizem representantes de D-us na terra, os mediadores e intercessores para que estes se humilhem, se aflijam e convoquem a todos para um dia sem trabalhos com jejum e clamor ao D-us de Israel para que a situação possa a vir ser mudada.

Profeticamente temos o trigo e a cevada os dois principais produtos apresentados como primícias nas festas de primavera, perecendo, podendo indicar os melhores e principais de Judá sendo levados cativos; a videira e a figueira como já abordado se referem aos dois reinos, a vide sendo o Reino do Norte - Efraim e a figueira sendo o Reino do Sul - Judá, ambos perdendo o vigor como que murchando pelas invasões e deportações.
As outras variedades de árvores frutíferas citadas podem indicar tanto os residentes estrangeiros que foram atacados e mortos nas invasões como poderiam ser nações amigas que na dominação Assíria e Babilônica também foram destroçadas e secaram.
Novamente se tem referencia ao cessar da oferta de manjares e libações indicando o fim do Templo ou sua contaminação e o fim do Ofício Templário, e tal situação é vislumbrada na história de Israel por três oportunidades.
A convocação para um Jejum remonta às duas destruições do Templo, tal instituição de jejum e luto perduram na tradição judaica até hoje no feriado Tishá BeAv (9 do mês de Av), onde se tem um período de mais de 24 horas de jejum, introspecção, lamentação e choro.

Escatologicamente ainda ligamos tal calamidade ao fim da primeira metade da semana profética (7 anos finais), onde depois de 1.260 dias de pregação com poder a autoridade das testemunhas, a besta recebe o poder ao quebrar o pacto de paz estabelecido no início desta última semana profética, e começa a perseguir e matar as testemunhas, as primícias de D-us, bem como todo e qualquer povo que lhe enfrentar ou se negar a ter sua marca. 
A igreja é chamada à comissão de reino de sacerdotes e neste sentido que ela é convocada a jejuar e com pano saco clamar para que a situação venha a ser concretizada o mais rápido possível pois senão nenhuma carne se salvaria se tal tempo por causa dos escolhidos não fosse abreviado (Mateus 24:22).


Por Metushelach Cohen.        



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL - Parte 2 - versos de 5 a 7

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL


Joel 1:5 "Despertai-vos, bêbados, e chorai; uivai, todos os bebedores de vinho,por causa do vinho doce; pois está ele tirado da vossa boca."

Podemos fazer duas ponderações sobre este verso, primeiro é que a retirada do vinho além de alertar literalmente sobre a destruição das vinhas está apontando para um período futuro de tristeza, amargura consideráveis, pois o fruto da vide, ou o vinho é símbolo de festa e alegria entre o povo de Israel, o segundo ponto é conclamação para que os bêbados despertem, se arrependam em súplicas e constrição de coração, mas a referência à bêbados aqui pode conforme admoestações de outros profetas estar se referindo à conduta relapsa e desleixada de Israel para com o relacionamento firmado e pactuado com D-us, como que se o povo estivesse com as vistas turvadas e os sentidos amortecidos pelas transgressões e até mesmo pela mecanicidade dos ritos usados para o serviço para com D-us, vemos em Isaías palavras que apontam para esta perspectiva:
Isaías 29:9-14: “Fiquem espantados e continuem assim! Fiquem cegos e continuem sem ver! Eles estão bêbados, mas não de vinho; andam cambaleando, mas não por causa de bebida forte.Porque o Senhor derramou sobre vocês o espírito de profundo sono; ele fechou os olhos de vocês, que são os profetas, e cobriu a cabeça de vocês, que são os videntes.
Para vocês, toda visão já se tornou como as palavras de um livro selado. Se derem o livro a alguém que sabe ler, dizendo: “Leia isto, por favor”, ele responderá: “Não posso, porque está selado.”
E, se derem o livro a quem não sabe ler, dizendo: “Leia isto, por favor”, ele responderá: “Não sei ler.” O Senhor disse: “Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos ensinados por homens, continuarei a fazer obra maravilhosa no meio deste povo. Sim, farei obra maravilhosa e um prodígio, de maneira que a sabedoria dos seus sábios será destruída, e o entendimento dos seus entendidos desaparecerá.” ”

Pelo contexto vemos que a postura errada do povo que foi chamado para ser luz para as nações, faz com o próprio D-us faça para com eles o que fez com Faraó, não que D-us propriamente endureça o coração de alguém para que o livre arbítrio desta pessoa seja questionado tornando o futuro julgamento injusto, mas que o coração já desviado faz com que o Senhor se afaste, e ao se afastar a ação que convence da justiça, do juízo e do pecado deixa de atuar e o indivíduo irá de mal a pior, dado ao erro e ao engano de seu próprio coração, e é neste sentido que podemos entender até mesmo a operação do erro em 2ª Tessalonicenses 2:10-12:
“E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso D-us lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;
Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.”

Yeshua também toca no assunto em Mateus 13:13-15:
“Por isso, lhes falo por parábolas, porque eles, vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem compreendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis e, vendo, vereis, mas não percebereis. Porque o coração deste povo está endurecido, e ouviu de mau grado com seus ouvidos e fechou os olhos, para que não veja com os olhos, e ouça com os ouvidos, e compreenda com o coração, e se converta, e eu o cure”.

Em resumo este verso está alertando todo o povo de coração desviado da nação de Israel, que se alegra no vinho do seu entorpecimento, que este tempo de desvio e falsa alegria chegará ao fim pela assolação que destruirá a vide e os seus frutos, ou seja, a vida dissoluta e seus maus frutos, então ouçam, despertai de vosso sono e se arrependam.

Joel 1:6-7: "Pois sobre a minha terra é vinda uma nação forte e inumerável; os seus dentes são os dentes dum leão, e tem os queixais duma leoa. Fez da minha vide uma assolação, tirou a casca à minha figueira; despiu-a toda e lançou-a por terra; os seus ramos fizeram-se brancos."

Nestes versos ainda na literalidade contextual o termo nação se aplica aos gafanhotos que fortes e num enxame que não se pode numerar tem seus dentes e a força de suas mandíbulas comparadas à força e voracidade dos leões, e como explicado anteriormente sobre o termo Gazam "גָּזָם" é neste estágio que os gafanhotos já sem vegetação para se alimentar ataca as cascas das árvores, deixando-as despidas de proteção causando o esbranquecimento dos galhos.
Partindo do literal para o profético temos este estágio de desenvolvimento do gafanhoto גָּזָם, como já explanado, ligando-se ao Império Assírio que com voracidade atacou tanto a videira, ou seja, o Reino do Norte como também à figueira, o Reino do Sul, e quando há descrição da Oliveira se trata do conjunto das duas Casas de Israel unidas.
Notemos que a a vide, Reino do Norte foi o primeiro a ser atacado e se tornou em assolação, não sobrando nada do Reino, e a figueira não foi inteiramente devastada, primeiro teve suas cascas atacadas ou seja as cidades de fronteira do Reino do Sul, como primeira linha de defesa foram uma a uma destroçadas, e assim a vias de abastecimento, que seriam as raízes e caules de transporte de nutrientes foram lançadas por terra, e as cidades em torno e de proteção de Jerusalém pouco a pouco foram se esbranquecendo sem alimentos que não mais poderiam chegar dos campos, e por fim sobrou somente a capital que fortificada por altos muros e pela proteção do Senhor resistiu aos ataques por longos 15 anos no reinado de Ezequias.

Escatologicamente podemos ver o reino da besta que tem boca de leão (Ap. 13:2) atacando novamente ao eleitos, e até mesmo uma das trombetas fazendo ligação tanto ao ataque de gafanhotos como que tendo dentes de leão:
Apocalipse 9:7-8: “ E o aspecto dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre a sua cabeça havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e o seu rosto era como rosto de homem. E tinham cabelos como cabelos de mulher, e os seus dentes eram como de leão.”

Mais uma vez notemos que as palavras dos profetas possuem a literalidade apontando para um acontecimento próximo ao profeta, como também algo profético para um futuro próximo àquela geração como também um reflexo escatológico, ou seja, para o tempo de fim. 

Por Metushelach Cohen.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL - Parte 1 - versos de 1 a 4


ANÁLISE DO LIVRO DO PROFETA JOEL

Introdução

Temos poucas informações sobre o autor do Livro, apenas sabemos o seu nome que vem da frase: “para mim YHWH é D-us”, reduzida para Yo - El, e o nome de seu pai, Petuel que provem da junção de duas palavras, uma da raiz patah que significa alongado, aberto, ampliado e o termo El que como já citado seria a designação para D-us, tomando portanto nesta junção o sentido de ampliado em entendimento por D-us.
O período de sua atuação do profeta também não é especificado, mas é comumente aceito como meados do nono século entre 875 A.E.C. e 835 A.E.C. dentro do reinado de Jóas de Judá.


Joel 1:1-3 “Palavra do SENHOR que foi dirigida a Joel, filho de Petuel.
Ouvi isto, vós, anciãos, e escutai, todos os moradores da terra: Aconteceu isto em vossa mocidade? ou algo assim nos dias de vossos pais? Fazei sobre isto uma narração a vossos filhos, e vossos filhos, a seus filhos, e os filhos destes, à outra geração.”
Nestes versos notamos que algo está acontecendo, e é tão dramático que o profeta questiona aos mais velhos se eles haviam visto algo parecido quando eram jovens ou se ouviram de seus pais algo tão relevante, e tamanha era a importância do fato que deveria fazer parte da transmissão oral de geração em geração assim como os acontecimentos na Saída do Egito, ou seja, não é apenas uma mensagem profética para um futuro imediato ou para os tempos do fim, era algo que estava assolando o reino do sul naquele instante, e segundo a tradição tal fato foi como se segue nos versos posteriores, ou seja, uma tão grande praga de gafanhotos que os efeitos de destruição e fome foram sentidos por longos anos em Judá.

Joel 1:4 O que ficou da lagarta (gafanhoto cortador)(גָּזָם – Gazam), o comeu o gafanhoto (gafanhoto migrador) (אַרְבֶּ֔ה – Arbeh), e o que ficou do gafanhoto, o comeu a locusta (Brugo, gafanhoto devorador)(יֶּ֔לֶק – Yelek), e o que ficou da locusta, o comeu o pulgão (gafanhoto destruidor)(חָסִֽיל – Hasil).

A Bíblia e a literatura talmúdica descrevem a praga dos gafanhotos como uma das piores visitas a acontecer em Israel. Sua gravidade e extensão variavam de tempos em tempos, uma das mais severas pragas ocorridas nos dias do profeta Joel, que dedicou a maior parte de sua profecia a ele. Suas descrições precisas do desenvolvimento, varredura e dano dos gafanhotos foram confirmadas na praga extremamente séria de gafanhotos que visitou a Terra Israel em 1915, quando as colheitas foram totalmente destruídas na maior parte do país.
Durante a praga, o gafanhoto passa por várias metamorfoses, desde a larva até a fase adulta, sendo os estágios de seu desenvolvimento dados em Joel (2:25) nas expressões יֶלֶק ( yelek ), חָסִֽיל (Chasil ), גָּזָם ( gazam ) e אַרְבֶּה ( arbeh ) sendo este último estágio, o de maturidade.
Depois de fertilizada, a fêmea deposita um conjunto de ovos em um buraco que faz no chão, destes ovos surgem larvas escuras e sem asas, do tamanho de formigas minúsculas, sendo estas o Yelek, uma palavra aparentemente ligada a לָקַק, "lamber", pois neste estágio as larvas lambem a tenra vegetação do campo, o Yelek cresce rapidamente e como sua epiderme não se torna maior, ela a expele em vários estágios de crescimento, durante os quais a sua pele muda de cor.
O próximo estágio, durante o qual sua pele é rosada, é o Hasil, cuja palavra, da raiz חסל, refere-se à destruição total da vegetação do campo, pois nesse estágio consome enormes quantidades para a sua maturação;
Agora troca sua pele duas vezes, cresce asas curtas e se torna o Gazam, e neste momento, quando não resta mais vegetação no campo, ela "corta" (sendo esse o significado de גָּזָם) e mastiga a casca das árvores com suas poderosas mandíbulas; como Joel (1: 7) diz: "ele a fez (a figueira) completamente nua ... os seus ramos são embranquecidos"; e Amós (4: 9): devora "seus jardins e suas vinhas e suas figueiras e suas oliveiras".
Finalmente, depois de lançar uma epiderme adicional, ela se torna a Arbeh de asas longas, totalmente crescido, a fêmea de cor amarela que está apta a botar seus ovos e migrar em grandes enxames, de onde provém o significado da raiz אַרְבֶּה . Esse ciclo de desenvolvimento dos gafanhotos se estende da primavera até junho, quando os enxames de gafanhotos retornam ao seu local de origem ou são soprados pelo vento para o Mediterrâneo ou o Mar Morto (Joel 2:20).

Na literatura talmúdica, gafanhotos são incluídos entre os desastres para os quais o alarme da buzina de carneiro (shofar) soou e logo um enxame se fez presente (Ta'an. 3: 5). Uma praga de gafanhotos trouxe fome, às vezes até nos anos seguintes, devido aos danos causados às árvores frutíferas. Não havendo outra fonte de alimento, o povo recolheu os gafanhotos, secou e os preservou como alimento. O Mishnah cita opiniões divergentes sobre se a bênção "pela qual todas as coisas existem" deve ser dita ao comer gafanhotos (no Mishnah גּוֹבָי ( govai ); Nah 3:17), uma visão sendo que, uma vez que "é da natureza de uma maldição, nenhuma bênção é dita sobre ela" (Ber. 6: 3). Nos tempos antigos, no entanto, eram considerados uma refeição frugal e especialmente associada ao ascetismo, como quando João Batista comeu apenas "gafanhotos e mel silvestre" (Mateus 3: 4; Marcos 1: 6). Alguns judeus iemenitas ainda comem gafanhotos fritos. Nos últimos anos, enxames de gafanhotos às vezes visitavam países vizinhos de Israel, freqüentemente originários da África e da península Arábica, mas os métodos modernos conseguiram destruí-los a tempo, borrifando o ar ou envenenando o solo.

Bibliografia:
Lewysohn, Zool, 285ss., 370; Whiting, em: National Geographic Magazine , 28 (1915), 511–50; FS Bodenheimer, Studen zur Epidemologie, Oekologie und Physiologie der afrikanischen Wanderheuschrecke (1930). bibliografia: Feliks, Ha-Ẓome'aḥ, 209.

Jehuda Feliks

Enciclopédia Judaica Feliks, Jehuda

Notemos que conforme explicações da Enciclopédia acima, os termos para designar os quatro estágios de ataque à plantação não se referem à insetos diferentes, mas sim à etapas do desenvolvimento especifico de determinado inseto, ou seja, as quatro fases da vida de um gafanhoto conforme se segue:
Começando após eclosão dos ovos do gafanhoto, numa aparência de larva (Yelek = יֶלֶק )
Depois como ninfa sem pernas saltadoras e sem asas (Chasil = חָסִֽיל)
Depois como adulto incompleto já com pernas saltadoras mas com mini-asas (Gazam = גָּזָם)
Por fim como adulto completo com asas que lhes permitem migrar (Arbeh = אַרְבֶּה)
FASES DE DESENVOLVIMENTO DO GAFANHOTO


Por algum motivo o profeta listou a ordem dos ataques no verso 4 divergindo das etapas naturais de desenvolvimento do gafanhoto, sendo que também seria possível outra ordem começando com o estágio mais desenvolvido que migra em seu ataque inicial e posteriormente põe seu ovos, que mais tarde eclodem dando continuação aos ataques em sequência, mas nenhuma destas ordens foi seguida fazendo-nos deduzir que o profeta por inspiração divina se utiliza de uma ordem de ataques não dos gafanhotos de forma literal mas sim em forma criptografada, oculta fazendo referência a ordem das nações inimigas que num futuro não tão distante dos acontecimentos da época iriam uma após outra devastar a terra de Israel, e os nosso sábios fazem as devidas ligações conforme segue:
Gazam = גָּזָם no sentido de roedor, cortador voraz que não deixa nada de pé, que em sua voracidade come as cascas dos galhos e os esbranquece por falta de nutrientes, que ataca as árvores frutíferas primeiro e depois arrasa o solo, e esta descrição se encaixa perfeitamente à descrição do Império Assírio que primeiramente ataca á Efraim “frutífero” acabando com o Reino do Norte, e que depois com tamanha voracidade acaba com as rotas de comércio de alimentos do reino do sul “esbranquiçando” suas cidades sem nutrientes, e por fim arrasam o solo das cidades atacadas com fogo e sal. Somente a capital Jerusalém com sua fortaleza de grandiosos muros resiste aos ataques dos Assírios que na figura de Senaqueribe faz um cerco de 15 anos.

Arbeh = אַרְבֶּה no sentido de multidão, migrador tem sua estrutura totalmente desenvolvida, com suas grandes asas rapidamente cobre o campo, o ataque é devastador não só pela força de suas mandíbulas que tudo tritura, mas pelo contingente enorme onde a luz do sol até se escurece pela nuvem que se forma, mas apesar de ser grande, o ataque não consome as pequenas ervas e gramíneas por tais não interessar nesta fase do desenvolvimento, notamos que tal descrição se encaixa perfeitamente aos Impérios Babilônico e Medo-Persa, pois ambos formaram os maiores contingentes de ataque da época, adentraram em Judá como uma nuvem, o Templo rapidamente foi saqueado e destruído, os guerreiros do exército de Judá foram rapidamente abatidos no campo de batalha mas não obstante a isso os não guerreiros como os mais pequenos e fracos homens da corte dados ao estudo e ao sacerdócio foram deportados vivos para os cativeiros Babilônico e depois na corte Medo-Persa que na figura de Ciro e Dario permitiram o retorno e reconstrução posteriores de Jerusalém e do Templo.

Yelek = יֶלֶק no sentido de lamber, mamar, drenar, devorar, pois no estágio de larvas o ataque é feito próximo à raiz, primeiro da pequenas gramíneas depois dos arbustos e por fim em árvores maiores, e como o ataque consiste em drenar a seiva o que vai resultar na improdutividade e morte da planta de forma lenta, que quando ficar visível já será tarde para algum contra-ataque dos que cuidam do campo, e assim sem ser visto, o campo vai sendo devorado, e tal “modus operandi” nos leva a fazer a ligação com o Império Greco-Macedônio, que principalmente na atuação de Antíoco IV “Epífanes” na região da Judeia foi visto como devorador, pois além de saquear, sobrecarregar com elevados impostos, incutiu dura perseguição ao modo de vida judaico, indo na raiz da fé judaica que é o estudo e preservação da Torah – Lei de D-us, que por anos foi proibido, com pena de morte aos infratores, a proibição também se deu na identificação do pacto do povo judeu, ou seja, na circuncisão, junte-se tais proibições com a constante helenização (modo de vida grego) e ai temos o cenário ideal para que os pequenos e médios cidadãos da judeia tenham suas raízes atacadas e a sua seiva drenada, e quando os sacerdotes e lideres se aperceberam, os estragos para improdutividade intelectual e morte espiritual já estavam feitos, além do centro da fé judaica também ter sido atacado, tendo em seu altar um porco sacrificado. Mas assim como se livra das larvas no campo com fogo e muito esforço assim também se deu na Judeia, ou seja, na base da força e da resistência armada dos Macabeus os gregos foram rechaçados e o Templo retomado e rededicado (Chanuká) ao Senhor.


Chasil = חָסִֽיל tem o sentido de destruidor, pois neste estágio de transição de larva para ninfa, o gafanhoto precisa de muito nutriente pois muda de exoesqueleto e pele por diversas vezes, o que demanda muito alimento e assim tudo que sobrou do estágio anterior é atacado, tanto as raízes, caule, folhas, frutos e por fim o que está ao chão já em decomposição pode ser usado como fonte de nutrientes, e como nesta etapa são os mais fortes da etapa anterior que sobreviveram, são os mais vorazes e esfomeados que se espalham por todo o campo ainda sem velocidade mas de forma metódica e constante vão dominando e destruindo tudo e é neste sentido que o Império Romano se enquadra na descrição, pois os mais fortes e mais preparados são os que expandem o Império, consumindo todas as fontes de sustento, tributando duramente seu vassalos, paulatinamente se espalhando e dominando, e quando há algum levante ou revolta a resposta é a destruição, e não atoa que no ano 70 D.E.C. depois de rechaçar diversas revoltas judaicas o Tempo por fim foi saqueado, destruído ao ponto de não restar pedra sobre pedra, e no ano de 132 D.E.C. todos os judeus foram escorraçados da Judeia e Jerusalém mudou de nome para Aelia Capitolina sob domínio totalmente Romano com proibição de entrada de Judeus, se dando assim a total destruição da nação de Israel sobre seu território até que em 1948 milagrosamente ressurgiu.

Por Metushelach Cohen

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Comentários da Porção "No Princípio" - Parashat Ber'eshit - Ber'eshit 1:1- 6:8 - 7º DIA

No Princípio - Gênesis 1:1 - 6:8
(Sétimo dia - Gn. 2:1-3)




Ber'eshit - Gênesis: 2:1-3: "Assim foram acabados o céu e a terra, com todo o seu exército. No sétimo dia, acabou D-us a obra que tinha feito; e cessou, no sétimo dia, de toda a obra que fizera. Abençoou D-us o dia sétimo e o santificou; porque nele cessou de toda a obra que fizera como Criador."


Vemos o cessar de D-us, e não um descansar como Ele se pudesse ficar cansado, mas sim que deixou de criar, cessando sua obra, e além de cessar houve uma bendição, o sétimo dia foi abençoado, e santificado, que quer dizer tornar santo, separado, não comum.
O sétimo dia então diferente do que dizem como que sem valor prático, ou que possa ser alterado para outro dia, ele tem sobre si um diferencial por ser bendito e separado.
A tradição judaica coloca o shabat como um dia de núpcias onde há alegria, regozijo e deleite, que nos remonta à liberdade, a de sermos livres para podermos descansar, cessar de criar, não nos preocuparmos com as coisas comuns e cotidianas e sim que podemos dedicar o nosso tempo para não alimentar o corpo o que envolve esforço e adquirir recursos financeiros mas alimentar a alma que envolve termos prazer em estarmos com nossa família, nos dedicando as coisa de D-us, através da meditação, estudo, leitura da  Palavra de D-us para podermos alimentar o espírito, carregando as energias para uma semana onde o suor do rosto nos afligirá, a dor para que em meio a espinhos e abrolhos possamos da terra tirar o nosso pão, ou seja, o sétimo dia aponta para a redenção quando encontraremos repouso da maldição da queda, e quando D-us abençoou e santificou a este dia era que pudêssemos adentrar nele semanalmente como que adentrando numa amostra de como será o Reino de D-us, onde o homem regenerado, com o corpo como o de Adam (Adão) antes da queda, ou seja, glorificado que reluz como a face de Moshe depois de face a face receber as Leis no Monte,  ou como o rosto de Yeshua quando da visão de sua transfiguração no Monte. A guarda do sétimo dia portanto não é algo ritualístico e desprezível que pode ser alterado ou abolido, e sim é um presente dado por D-us, primeiramente para que os que o conhecem possam declarar sua fé, pois se a cada semana você cessa de suas atividades comuns nos seis dias anteriores, você demonstra que crê no D-us Criador que em seis dias tudo criou e no sétimo cessou a sua obra, abençoando e santificado a tal dia, e assim como nele crê, emita Seu exemplo também abençoando, dignificando, santificando separando do comum a tal dia, dedicando estas 24 horas para tudo que possa trazer a honra, a glória e o louvor a este D-us Criador.
Não atoa que este dia da criação se liga ao sétimo milênio, o milênio de reinado do Messias sobre a Terra, onde os seus servos receberão o devido descanso, pois em corpos glorificados, na figura de Adam antes da queda, os homens não terão que em meio a dor e suor à espinhos e abrolhos ter que despender energia para adquirir da terra o seu sustento, pois o sustento virá do Senhor, assim como os levitas não receberam herança na terra de Israel mas o Senhor seria a sua Herança assim será com o reis e sacerdotes glorificados no milênio; E assim como temos hoje o sétimo dia como amostra deste tempo, temos também os milagres que gotejam sobre o corpo do Messias na terra, onde podemos ver curas e libertações, o cessar de chuvas e ventos, a possibilidade de secar uma árvore ou fazê-la produzir, andar por sobre as águas, ou transformar água em vinho tudo isso como pingos do que teremos como manancial no sétimo milênio, onde recuperaremos o domínio sobre toda a criação.


Sucot - Cabanas, Tendas ou Tabernáculos - Sétima Festa 


Sucot aponta também para este período que após a expiação em Yom Kipur o povo se preparava para habitar em cabanas, para demonstrar que lembravam de como o Senhor os sustentou e habitou com eles nos 40 anos de deserto na saída do Egito, se alegram como num casamento, onde o habitar nas tendas pode demonstrar na união matrimonial (Gn. 24:67), na figura do encontro da Noiva com o Noivo e a sua união em uma só carne dentro da tenda.(2ª Cor. 11:2)
Por ser a última festa, onde os produtos da terra já haviam sido colhidos e agora seriam estocados para sustento no inverno, assim também nós adentraremos ao milênio despreocupados com o sustento pois ele já estará garantido no Senhor que primeiramente nos dará corpos incorruptíveis como o maná guardado para memorial no pote de ouro dentro da arca do testemunho (Ex. 16:32, Hb. 9:4 e Ap. 2:17), depois por nos fazer governantes e sacerdotes com o Messias onde receberemos as dádivas das nações, as panelas de Jerusalém serão todas santificadas para as ofertas e como sacerdotes tem parte das ofertas assim teremos também sustento (Zc. 14:16-21).

Por Metushelach Cohen.   

Comentários da Porção "No Princípio" - Parashat Ber'eshit - Ber'eshit 1:1- 6:8 - 6º DIA

No Princípio - Gênesis 1:1 - 6:8
(Sexto dia - Gn. 1:24-31)

Ber'eshit - Gênesis: 1:24-31:" E disse D-us: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi. E fez D-us as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu D-us que era bom. E disse D-us: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. E criou D-us o homem à sua imagem; à imagem de D-us o criou; macho e fêmea os criou. E D-us os abençoou e D-us lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento. E para todo animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi. E viu D-us tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto."

Como a ciência preconiza chegamos nos estágio mais avançado do desenvolvimento dos seres vivos, com o aparecimento dos répteis e dos mamíferos inclusive o homem o ser mais evoluído em questões biológicas e principalmente nas intelectuais, vemos também que a princípio todas as espécies eram herbívoras, ou seja, a dieta era estritamente de vegetais, e como podemos atestar na presença de apendesses que no  homem moderno são atrofiados e só servem para inflamar em apendicites agudas, mas que a princípio serviam para a quebra da celulose como nos animais herbívoros de hoje. 

O paralelo do sexto dia da criação é com o nosso milênio, o último antes da redenção, e seus elementos e pormenores apontam para algo que ocorrerá ao fim deste milênio, vemos a criação dos répteis e bestas feras apontando para o que foi profetizado em Gn. 3:15-16, na existência primeiramente da descendência e semente da serpente (os filhos das trevas, as águas de baixo e agora répteis) e o fortalecimento final dos reinos estabelecidos por esta descendência, que em Daniel 7 são profeticamente representados pelas quatro bestas-feras especificas e suas sete cabeças, mas que em conformidade com Apocalipse 13:1-2 se unirão formando a besta, o reino daquele que há de vir para o último ataque ao calcanhar ("עָקֵב" - A'kev trocadilho com "יַעֲקֹ֑ב" - Ya'akov) da descendência da mulher, e vemos o gado ou dito os animais domésticos como aqueles que não se juntam aos descendentes da serpente mas que também não são parte da descendência da mulher, e que ao fim serão chamada de o resto das nações, que sobrarão vivas para adentrarem ao reino milenar do Messias mas sem a glorificação de seus corpos Zc. 14:16.
Vemos a ordem de frutificação e dominação dada ao homem, e como sabemos o primeiro domínio foi perdido pela queda e entregue a Serpente, figura do Diabo que é chamado de príncipe deste mundo, deus deste século, e que demonstra tal domínio na tentação de Yeshua quando ele o mostra todos os reinos da terra e lhe oferece tal domínio em troca da sujeição e adoração do filho de D-us Mt. 4:8-9.
Mas tal domínio será restaurado e dado ao homem na vinda do Messias quando ele sair do Santíssimo lugar ao som da última trombeta, quando o reino for estabelecido e os galardões forem distribuídos, ou seja, o governo, administração, e funções de autoridade forem dadas a cada um conforme suas obras, primeiro aos grandes no reino dos céus (Mt. 5:19), cuja as obras como ouro, prata e pedras preciosas resistirem ao fogo (1ª Cor. 3:11-15 e 2ª Cor. 5:10) e depois o que sobrar aos pequenos com obras de palha, madeira ou feno. 
E neste encontro com o Messias nos ares é que veremos a verdadeira expressão de "façamos o homem a nossa imagem e semelhança", onde a família divina criando mas não sem a  pronta resposta de cada um (por isso façamos) que se negando a si mesmo, tomou de sua cruz e seguiu aquele que viria a ser o esposo, e tais em união como de um único corpo, se apresentarão como a esposa, pura e imaculada agora sim na imagem e semelhança de seu Criador, com o corpo glorificado e mente do Messias, podendo ver a face daquele que ninguém podia ver senão pela figura do Filho.
E é neste sentido de restauração de todas as coisas ao fim do sexto milênio é que D-us pode dizer diferente dos outros dias que disse apenas bom, agora sim é muito bom.

Yom Kipur - Dia da Expiação - Sexta Festa (e se tal festa for no último ciclo de 50 anos  haverá o toque da última trombeta para anunciar o ano aceitável do Senhor, o chamado ano de remissão - Yovel - Jubileu)  

Como é na sexta festa que temos a figura do Sumo Sacerdote saindo do Santíssimo Lugar com os pecados do povo devidamente expiados, e com os nomes inscritos no livro da vida, temos aqui a configuração da vinda de Yeshua que saíra da destra do Pai no Santuário Celeste (Hb. 9:24-28), de onde ele tem ministrado à nosso favor como advogado, expiando dia a pós dia a cada falha e tropeços de seus servos (1ª Jo 1:1-2).
E como Yeshua adentrou lá ao ascender aos céus e de lá não saiu desde então, a sua saída será para a sua vinda para trazer a testificação da expiação que é a inscrição no livro da vida, e se alguém está lá inscrito convêm que viva e viva abundantemente, ou seja, viva para sempre e portanto a testificação de que o plano redentor foi consumado é que os mortos tenham que ressuscitar e juntamente com os vivos serem cobertos de imortalidade, incorruptibilidade que nada mais é que o corpo glorificado (1ª Co. 15:51-58), e tudo isso ocorrerá ao som da última trombeta, e na lei e os profetas a última trombeta de um ciclo de 50 anos (Jubileu - Yovel) se dava ao 10° dia do sétimo mês, juntamente com o dia da expiação (Lv. 25:8-10), e tal dia também é conhecido como ano aceitável do Senhor ou ano dos redimidos pois era neste ano que todas as dívidas dos filhos de Israel eram perdoadas e todas as posses retornavam a seus primeiros donos, ou seja, a terra era devolvida a tribo, clã e família conforme foi dividida por Josué na conquista da terra prometida (Js. 18:10), tudo em figura da remissão da Criação com a vinda do Messias e o estabelecimento de seu reino. 


Por Metushelach Cohen.   
      
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