שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד
Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad

terça-feira, 29 de março de 2011

Diálogos sobre o vinho na Bíblia

Dialogo entre Metushelach e Pastor Alexandre.



Primeiro listaremos as palavras relacionadas ao assunto e o que elas significam:

יין (Yayin) = Produto da prensagem de frutas, principalmente da uva, pode tanto significar apenas suco recém extraído, ou bebida fermentada com produção etílica que sempre dilui-se com água, é usado no Tanach (“Antigo Testamento”) em 141 ocasiões e seu significado é esclarecido pelo contexto.

תירוש  (Tiyrosh) = vinho fresco ou novo, mosto, vinho recém espremido é usado no Tanach (“Antigo Testamento”) em 38 ocasiões e seu significado é estrito a produto não fermentado de uva.

שכר (shekar) = bebida forte e embriagante (1Sm 1.15; Nm 6.3). , se difere do termo yayin por não ser diluído em água quando se trata de vinho, mas não é especifico para vinho mas genérico a vários tipos de produções etílicas pela fermentação de vegetais como palmeira, romã, maçã e tâmara. É usado no Tanach (“Antigo Testamento”) em 23 ocasiões.

Outras palavras genéricas raramente utilizada para vinho são:

חמר (chemer)=vinho;
מזג (mezeg) = vinho misturado;
 עסיס (assis) = mosto;
 סבא (sobe)= bebida alcoólica.

Respostas

Texto de referência (Gn 9.21). Metushelach, qualquer pessoa podia tomar esta bebida? Qual o teor alcoólico desta bebida? É comparável ao vinho de hoje (no Brasil)?
R.1) O termo aqui é Yayin, o que nos leva a entender que poderia ser de um simples suco a um vinho encorpado posteriormente diluído, sendo assim qualquer um poderia bebê-lo até mesmo crianças, mas segundo o contexto se conclui que era um vinho encorpado que mesmo diluído se tomado em excesso poderia causar grave embriagues.
Quanto ao teor alcoólico, nossos Rabinos estimam por deduções de qual era o tipo de terra cultivada, o espécie de uva cultivada, e tempo de fermentação, que o tipo de vinho encorpado sem diluição com água, se encontraria entre 12% à 20% de teor alcoólico, próximo dos vinhos Israelenses Casher de hoje, se diluído, como era de costume até a segunda diáspora, o teor ficaria na casa de 8%, clinicamento seria necessário apenas 800 ml deste vinho diluído para haver embriagues, sendo assim se Noach (Noé) passou de quatro canecos já ficaria alegrinho.

Bebida inebriante, forte (ex.: Lv 10.9). Metushelach, que bebida era esta? Do que era feita?
R.2) Os termos que aparecem aqui são Yayim e Shekar, sendo assim pelo contexto temos o vinho encorpado posteriormente diluído, como também qualquer bebida com produção etílica a partir da fermentação de vegetais comuns nos tempos bíblicos como a palmeira, romã, maçã e tâmara.
Este termo também se aplicaria a fermentação de cereais típicos do costume egípcio e dos atuais beduínos não islâmicos, como cevada, trigo, arroz e etc...levando a produção insipiente dos destilados, mas que particularmente não seria o caso pelo contexto, e note-se que é uma recomendação aos sacerdotes oficiantes.

Mosto: sumo de uvas, antes de terminada a fermentação, vinho fresco ou novo. Suco de uva (ex.: Dt 7.13). Esta palavra está diretamente associada à plantação e colheita, a mantimentos ou alimentos, à prosperidade da terra com seus frutos (cereais, frutas, leite, mel, carne, lã). Minha dúvida aqui, Metushelach, é se esta bebida era consumida por todos, ou só por mulheres e crianças, e se ela tinha efeito inebriante.
R.3) O termo aqui é Tiyrosh, é o produto inicial da prensagem da uva e as vezes o próprio escorrer natural do sumo pela fruta, sendo assim um suco natural sem teor alcoólico nenhum que poderia ser consumido por qualquer pessoa.

Ainda outra questão: Há registros do consume pelos Israelitas (e judeus posteriormente) de cerveja ou outras bebidas alcoólicas?
R.4) Há registros de que os que saíram do Egito, que poderiam muito bem ser parte de outros povos em meio aos hebreus tinham o costume, como eu disse acima de beberem o “shekar” a bebida forte que poderia ser os destilados ou a cerveja muito comum aos povos de Mitzraim - Egito.
Hoje em dia os não Ortodoxos, digamos assim os tradicionais não vêem problemas algum em se beber destilados e fermentados em geral, atitudes que eu não compartilho pois o homem não é controlador de seus atos nem sóbrio imagine levemente embriagado.

Como normalmente este assunto leva a famigerada pergunta de que Yeshua fez ou bebeu vinho, eu já me posiciono levando em conta o contexto cultural.


Em Caná, Yeshua transformou água em vinho, oinos em grego,correspondente de yayim em hebraico, como yayim pode ir de um simples suco a um vinho encorpado diluído, levamos em conta a circunstância, o casamento, em casamento se serve vinho encorpado no começo diluído na proporção de 3 para 1, e no fim na proporção de 5 para 1, isso é costume relatado no Talmude e comum hoje em dia nos meios mais religiosos. Podemos crer pelo contexto que Yeshua transformou água em um vinho muito saboroso porem sem muito teor alcoólico, isto é percebido pelo comentários dos convidados que dizer ser o ultimo vinho melhor que o primeiro, não por ser mais forte mas sim por ter mais sabor, pois sempre se dilui mais no final e isso serve para que os já ébrios não fiquem mais ébrios, mas junto com o teor que diminui na proporção de 5 para 1 o sabor, a textura, o odor também ficam prejudicados, Yeshua portanto fez um vinho não embriagante mas com requintado sabor.

Quanto a Santa Ceia há indicações de que na grande festa de libertação era necessário se alegrar com o fruto da videira, e segundo o Tanach o que garante a alegria do fruto da videira é o seu poder de liberar a alma de suas amarras materiais e ter um maior contato com o transcendente, sendo assim a comemoração da Pessach não poderia faltar o vinho fermentado.

O costume geral em minha comunidade é se utilizar de vinho fermentado na Ceia Pascoal, pois quatro cálices litúrgicos de vinho encorpado posteriormente diluído nos deixam alegrinhos mas não embriagados.

Mas quanto a afirmar categoricamente quanto a Ceia feita por Yeshua ser com que tipo de vinho, não nos preocupa, cada um faça conforme a inspiração recebida pela Ruach HaKodesh (Espírito Santo).

Apenas nos lembramos de alguns versos de Paulo quando nos é perguntado sobre isso, lembramos mas não contendemos do verso 21 de 1 Coríntios 11, que fala em embriagar-se na ceia, se isso é possível é por que algo com teor alcoólico pode existir, mas isso é irrelevante perto de outras coisas.

Outra curiosidade é que na Ceia é dito fruto da vide ou da videira, e não vinho, mas isso não descarateriza em si, ser utilizado vinho, pois a cada vez que um judeu toma algo proveniente das uvas, incluindo-se o vinho, faz a seguinte benção

BARUCH ATÁ ADONAI, ELOHENU MELECH HAOLAM BORE PERI HAGAFEN
Abençoador és Tu, Adonai, nosso D-us, Rei do Universo, que cria o fruto da videira.

Sendo assim o fruto da videira pode ser vinho.

Espero ter ajudado, e fico muito feliz por poder ser útil, e que possamos continuar a dialogar sobre questões que nos levam ao conhecimento de nosso Pai Eterno, Bendito seja Ele, e nos aproxime da estatura de varão perfeito de seu filho Yeshua.

Fique na Shalom que emana de nosso Mashiach Yeshua.

A ESSÊNCIA DO SHABAT

De Julio Dam Rabino Judeu Messiânico
Traduzido e Adaptado por Metushelach Ben Levy.



“A essência do Shabat”
Este artigo aborda um assunto muito importante e cheio de simbolismo no judaísmo, o Shabat.

Nós escrevemos para possível guia espiritual e mental para aqueles que desejam refletir e melhorar a compreensão em profundidade da celebração deste pacto que D-us fez com o povo judeu de sangue e fé.

No Alfabeto Hebraico, pictoricamente a letra Zain (Z) representa o espiritual e a luta para alcançar esse plano do Universo.

Além disso, de acordo com Majarál de Praga, sete pictoricamente representa as sete direções possíveis (norte, sul, leste e oeste, para cima e para baixo) mais um, que é o nosso estar no meio. Este nosso ser, está sujeito a desejos, lutas, sonhos, valores, ambições, ameaças, ataques, o sétimo ponto, nosso ser, é o centro de todas estas forças que nos atacam, seduzem ou atraem, o resultado de como nós lidamos com essas forças centrífugas e centrípetas é o resultado de nossa vida, representada pelo número sete, que se assemelha a um punhal e, portanto, representa a luta que é a nossa vida.

Mas no caso do sábado, Elohim nos ofereceu este pacto, por muitas razões e para ensinar mais de uma coisa, e nelas o Shabat deveria ser o centro do furacão, onde tudo é calmo. O furacão são os seis dias restantes da semana, onde passamos lutando, tentando chegar onde queremos, para refugiar-nos no centro do Furacão que é o único dia em que Elohim "abençoou e santificou."

GEOMETRIA DO SHABAT

O propósito deste significado é muito interessante para entender que um círculo é feito da circunferência, o raio, que é a linha reta entre o centro do círculo e um ponto qualquer da circunferência. Mas a revelação verdadeiramente é que o raio multiplicado por seis, nos dá o comprimento da circunferência. Ou seja, estamos no projeto geométrico da semana: o círculo é de seis dias por semana, o ponto médio é o Shabat. A distância entre ele e os dias da semana, é seis vezes maior. Se pensarmos em termos de uma espiral ascendente que em um funil, para cima, temos a forma geométrica perfeita para representar os grupos sucessivos de seis dias por semana para dar forma a um ano. O Shabat representa a linha reta no meio do funil, que vai de um extremo a outro em suas aberturas. Cada Shabat não é o mesmo que o anterior, se é que tentamos cumpri-los. Todo Shabat é maior do que o anterior. Todo Shabat é um propósito a cumprir na semana que nos leva a este novo Shabat. Lenta mas seguramente, nós oramos para que a cada semana atende aos nossos propósitos para esta semana, culminando como uma festa de fogos de artifícios no sábado.



O Shabat e os dias da semana vivem em uma tensão entre o "fazer" e o "ser". Nosso eu carnal deseja "fazer" para "ter". Nosso eu em Yeshua Ha Mashiach deveria desejar "ser", deixando primeiro de lado o "ter" e logo o "fazer" para se dedicar a "se tornar" como a meta da nossa curta vida.

O Shabat pertence a Elohim e devemos devolver-lho, para que Ele nos diga o que fazer em cada Shabat.

Os messiânicos, que tem a Ruach HaKodesh (Espírito Santo) e tem Mashiach Yeshua não devem parar (nos dois sentidos do verbo) em orações coletivas, que são excelentes quando não há outra coisa, mas devem ir em frente e pedir que cada Shabat o propósito deste Shabat para Elohim para cada um de nós para podermos alcançar-lo. Se o fizermos, temos o próximo Shabat disponível para fazer um esforço para alcançá-lo. Elohim não recompensa os resultados, mas o esforço, diz o Pirkei Avot (Ética dos Pais). Bem, vamos nos esforçar para subir um degrau a cada Shabat na escada de Jacó.


Liberdade para servir

Esta progressão é também vista nas festas anuais. Páscoa celebra a liberdade do corpo da escravidão do Mitzráim (Egito) daqui prosseguimos até Shavuot, com a entrega da Toráh no Sinai, que nos liberta a mente para servir. A vinda de Yeshua nos libertou o espírito para seguir a D-us com Yeshua dentro de nós por meio da Ruach.

LIBERDADE PARA SERVIR. Este é o padrão das festividades, a partir de Pessach passando por Shavuot, e terminando em Sucot. Em Pessach libetamos o corpo, a cada ano um pouco mais, já em Shavuot Elohim nos dá a liberdade da mente através da compreensão e obediência à Torá, no Yom Teruáh comemoramos a vinda do Mashiach, que nos deu dois mil anos de liberdade de espírito também na Páscoa, para que possamos servir com todo o nosso ser à D-us, assim, a progressão da espiral ascendente tem vários ciclos consecutivos: os seis dias seguidos do Shabat, e das festas anuais.

Também há os ciclos de sono, trabalho, dia e noite, dias de pureza e impureza, etc Cada um tem um significado espiritual, que é o que importa, como veremos.

Assim como a ralação Pessach - Sucot é o veículo para conseguir a liberdade para servir, (que é a liberdade de ser escravo de Elohim, metaforicamente) assim também é a relação dos seis dias da semana - Shabat que cumpre o mesmo fim: obter a liberdade para ser escravo uma vez na semana.

O Shabat é um dia para encontrar a unidade com D-us através de Yeshua. Esta unidade começa, diz Yeshayahu (Isaias 38:13) para fazer a Sua vontade e não a nossa. O Shabat não é nosso, é como o dízimo, não se pode tocar no dízimo pois se assim o fizer traz consigo a maldição, da mesma maneira se atrai a falta de crescimento espiritual, pensar que somos donos do Shabat. Devemos entregar cada Shabat a Elohim e pedir-lhes para que Ele o disponha como quiser.

Quando entendemos a natureza cíclica do universo, podemos começar a entender melhor o Shabat. Assim como Elohim purificou o mundo cheio de pecado dos dias de Noach (Noé), através de um gigante Mike (Banho Ritual), conhecido como dilúvio, assim cada Shabat é um mikveh para o Seu povo, que se limpa da contaminação do mundo, estando em Sua presença, ou tentando estar.

É por isso que é fundamental entender que o essencial é buscar a unidade com Elohim, e isso que é a essência do Shabat, e não o ritual de boas maneiras, que é somente a aparência que cobre a essência. Os ritos deve ser apenas o recipiente para alcançar a unidade, não o objetivo final do Shabat. Nosso espírito deve tentar penetrar na essência de cada aspecto do Shabat, e não nos satisfazendo com o rito exterior herdados por trinta e três séculos. O rito é ótimo, mas podemos olhar para além dele. Se apenas estivermos habituados a passar as horas do Shabat de forma ritualística, estamos andando na superfície congelada do rio, em vez de mergulhar na água que purifica.

As leis de Nidáh (Impureza) por menstruação da mulher judia, são Chukim (Estatutos), A Torah diz que uma mulher é Tumah (Impura) por sete dias se tivesse dado a luz a um homem, e não devia ter relações sexuais com seu marido por dez dias se tiver dado a luz a uma menina. Após o Mikev(Banho Ritual) correspondente ao período de Nidáh (impureza) a mulher judia retorna ao estado de Taharáh (Pureza). Que significado espiritual podemos aprender com este ensino? Novamente, Elohim está falando de ciclos, como o Shabat e as festas anuais.

O nascimento é o maior sinal milagroso que uma mulher judia pode ter em sua vida: dar à luz a um ser humano. Este é um “subir” espiritual que é seguido por um "descer" espiritual, que é representado pela guarda do estatuto de Nidáh(Impureza). Com o Shabat acontece o mesmo: O Shabat é o dia mais puro da semana é um “Subir” durante os dias de trabalho. Mas um dia Tahor (Puro),é logo seguido por um da dia de impureza maior, que é domingo. Este foi precisamente o dia escolhido pela igreja Mithraic para celebrar o nascimento de Mitra / o deus sol , MIHR, justamente no momento mais impuro da semana. Daí a importância de o povo cristão despertar para a verdade espiritual destes dois dias, um Kadosh (Santo) e outro totalmente Tamèh (impuro), que necessariamente segue ao dia Kadosh, assim como nos dias de Nidáh que seguem ao dia milagroso do nascimento de um ser humano, vemos algo interessante que em caso do nascimento de uma menina os dia de Nidáh são dez porque o sinal milagrosa de ter uma filha se é maior, pois meninas darão à luz a mais seres humanos, então vemos quão maior a pureza(Milagre) maior os dias de impureza.


Assim como o Templo Sagrado em Yerushaláiym (Jerusálem) era o lugar mais sagrado no espaço, o Shabat é o tempo mais sagrado da semana, enquanto que a Yom Kipurim é o dia mais sagrado do ano.

Não fazer tarefas seculares no Shabat, nos cria espaços vazios para preenchermos com a vontade de Elohim para nós.


O Erev Shabat, isto é, a noite de sexta também tem uma conotação de morte física, já que o Shabat representa a nossa vida futura no Olam Habáh (Mundo Vindouro), que é precedida pela morte.

Por fim, o Grande Shabat será a era messiânica que já está à porta (muito mais do que aquilo que todos nós imaginamos), onde alguns irão viver e reinar por mil anos, Que possamos estar prontos para o Erev Shabat do Grande Shabat.

A essência da Pessach (Páscoa)

Por Julio Dam Rabino Judeu Messiânico
Traduzido e Adaptado por Metushelach Ben Levy.

A Pessach é chamada de "Zman herutéinu" (hora da nossa libertação), não sem razão. Páscoa é uma etapa de cinco passos no caminho da união com Elohim.

Estes cinco passos são:
(1) Mitzraim / "constrangimentos" / "Egito" → (2) Páscoa (Libertação) → (3) Deserto (fase da prova) → (4) Kna'an → (5) Israel.


O primeiro estágio é a fase do homem carnal, que está em Mitzráim (Egito), em escravidão, e como indicado pelo significado da palavra Mitzráim existem “barreiras” , assim o homem tem bloqueios em três partes do seu ser, como 1 ª Tessalonicenses 5:23 : "Espírito, Alma e Corpo...”.

Mitzráim é um nome para uma série de transtornos psicológicos, físicos e espirituais. Estas barreiras não permitem ao homem carnal duas coisas principais: (1) conhecer ao verdadeiros Elohim e diferenciá-lo dos milhões de "deuses", cada um com sua religião, (2) e para aqueles que já Lhe conhecem , não lhes é permitido se libertarem completamente dessas restrições de Ha Satan (O Inimigo) e de sua própria mente e corpo e desfrutar da liberdade que Elohim deseja para cada um dos quase 7 milhões de seres humanos na Terra.

Veremos agora a segunda etapa, a Pessach (Páscoa) em si e os seus quatro conceitos principais.

Os quatro conceitos de Pessach (Páscoa).

A festividade de Pessach (Passar por cima), contém quatro alusões e conceitos que devemos compreender da parte de Elohim para nós, que somos judeus e ao crentes em Yeshua HaMashiach. Estes quatro conceitos são os seguintes: (1) O cordeiro da Páscoa, (2) A Matzá (pão sem fermento), (3) O maror (ervas amargas) e (4) os quatro copos de vinho.

O cordeiro pascal é a kaparáh, isto é, o sacrifício expiatório que Elohim aceita em nosso lugar. Desde aproximadamente 28 E.C. Yeshua é a nossa kaparáh de Pessach, Ele pagou por nós com sua vida o sacrifício para nossa salvação.

A Matzá (Pão sem fermento) é um símbolo de santidade, de purificação, saúde, pureza e liberdade. A Matzá representa o corpo do Mashiach, que tem essas qualidades. Ao come-la traz emunah fé verdadeira para compreender plenamente o sacrifício sobre o madeiro que Yeshua fez por todos aqueles que não eram do povo judeu.

Maror (ervas amargas) é um símbolo do passado para recordar no presente, o símbolo da escravidão de nossa almas, subjugadas pelo poder do pecado, que antes não nos permitiram desfrutar da liberdade que Elohim sempre desejou para nós.


As quatro taças de vinho representam a conquista em quatro passos para vida eterna, como a uva o se faz o vinho, é o fruto da árvore da vida que foi proibido à Adão e Eva.
O vinho é a condensação física da uva espiritual que estava no Gan Éden (Jardim do Éden). É o que está ao nosso alcance agora, já que não temos mais acesso a uva da Etz Chaim (Árvore da Vida).

Estes quatro conceitos em torno da festa da Páscoa e simbolizam cada um dos seus detalhes.

DESERTO (Prova)

O deserto é além de ser a história judaica, é a oportunidade de Elohim escolher, experimentar e eleger os mais mais adequado para entrar na Terra Prometida, Israel. O deserto é um símbolo de nossa vida terrena, onde a areia é um símbolo da infertilidade (espiritual), e um símbolo do território de HaSatan, "o deus deste século".

Kna'an

Canaã é símbolo do território psicológico, físico e espiritual que devemos vencer para finalmente viver na presença de Elohim. Israel está esperando por nós. Devemos eliminar Kna'an primeiro para depois tê-la. Assim é a nossa vida, temos de eliminar os obstáculos em nosso caráter, nossa maldição hereditária, giborím / “os gigantes" do ódio, amargura, rancor, orgulho (este é o símbolo do chametz / fermento), sexo, depressão, etc. etc
Mas essa batalha é mais difícil de todas, porque isso significa lutar e derrotar todos os inimigos em três frentes: espiritual, psicológica e física. Não é uma guerra que termina em um ano ou dois, continua por toda nossa vida. Lutamos com nossos inimigos toda a vida para finalmente termos Shalom a paz completa, a completude.

ISRAEL

Israel é um símbolo de liberdade, de ter chegado e atingido o objetivo final de nossa existência. Mas o que é liberdade? Podemos entender melhor quando nós entendemos o que é escravidão. Mitzraim, significa as pequenas gaiolas em que nós nos fechamos gaiola de depressão, baixa auto-estima ("não é bom", "ninguém me ama" "Eu estou sozinho) Ao compreender que apenas são gaiolas e que devemos pedir ajuda de Elohim para sairmos delas e que entendemos que isso é liberdade, e é essa liberdade interior que celebramos na Páscoa. Esta também é a liberdade que nos livras das gaiolas da mentiras exteriores, dos dogmas, tradições e "mandamentos de homens" que vivemos no passado ou ainda vivemos hoje em dia, e nós nos colocamos totalmente nos braços de Elohim que dá a liberdade que nos traz a verdade!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Romanos 7 - Um breve comentário - versos de 8 à 14

Romanos 7 nos mostra o Papel da Ketubáh
O Contrato de Casamento
que rege uma Relação Matrimonial

7.8 Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, despertou em mim toda sorte de concupiscência; porque, sem lei, está morto o pecado.
C: Neste ponto vale a pena esclarecer que Shaul (Paulo) se utiliza de um método Rabínico muito comum que é o de se colocar na primeira pessoa dentro de um relato para melhor poder descrever os pormenores que ocorrem com o personagem, daqui até o versículo 25 ele se coloca como um tipo de Adam (Adão), que foi o único que viveu antes do pecado ser o senhor do homem.
Levando em conta o famoso adágio popular que diz “o que é proibido é mais desejado”, notamos que o homem tem em seu intimo uma inclinação a desejar aquilo que lhe é proibido, Antes de Adão ter conhecimento do bem e do mal, e portanto saber a lei de for intrínseca, ele não tinha concupiscências, pois nada lhe era proibido, mas no momento que algo lhe foi proibido se acendeu a vontade de saber o porquê da proibição e vemos as concupiscências dos olhos e da carne, e a soberba da vida (1 Jo. 2.16) criarem campo na mente de Eva e se concretizarem em ação que causou a queda e conseqüente casamento com o pecado, sendo ele o senhor do homem daí por diante.
Recuperando a idéia de Romanos 4.15, Shaul (Paulo) explicita novamente que sem Lei, está morto o pecado, pois levando em consideração que a Toráh é uma espécie de jurisprudência, somente em existir ela cria a violação embora seja santa, pois sem algo que determine o que é ou não a vontade de D-us, não há transgressão, outro paralelo que se pode fazer é de a Toráh como ensino de D-us e como provocação divina à consciência, “cria” pecado, utilizaremos uma passagem do Talmude para explicar tal pensamento: (Talmude Yerushalmi, Yoma VI, seção 4, 43d, Linha 21.) : “ A inclinação para o mal deseja somente o que é proibido, Rabbi Mena (no dia da Expiação, que é proibido se beber) foi visitar Rabbi Haggai, que estava doente. Rabbi Haggai disse: “Estou com sede.” Rabbi Mena disse: “Beba”, em seguida, saiu. Uma hora depois, ele voltou e disse: “E a sede?” Haggai respondeu: “Assim que me permitiste beber, o desejo passou.” Vemos então que os Rabinos assim com Shaul (Paulo) percebem que o Yetzer Hará (inclinação para o mal) é despertado pelas proibições da Lei.


7.9 Outrora, sem a lei, eu vivia; mas, sobrevindo o preceito, reviveu o pecado, e eu morri.
C: Aqui podemos ver a metodologia Rabínica de Shaul (Paulo), (já comentada), com mais propriedade, pois vemos Shaul se colocando num papel, que não pode ser dele, pois vemos elementos que não se encaixam com a vida de Shaul, pois quando foi que ele viveu sem Lei?, pois como ele mesmo proclama em Atos 23.6, Filipenses 3.5, ele sempre foi ensinado na Lei.
Aqui podemos vê-lo personificando Adão antes da queda ou como um gentio afastado do conhecimento de D-us, pois tanto como Adão antes da queda e o gentio sem conhecimento ambos não sabiam qual era a vontade de D-us, mas assim que lhes é revelada, a concupiscência é despertada, pois o pecado tomando a ocasião do conhecimento do certo e do errado cria a vontade inata do ser humano de saber o desconhecido e é esta situação que causa a morte.


7.10 E o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para morte.
C: Shaul não é o único entre os escritores judeus a mostrar que a Toráh que vivifica produz morte quando rejeitada ou usada indevidamente, (compare com “1 Tm. 1:8-10” que fala da Legitimidade de usar a Lei que é boa, e o contraponto, de punição para com os injusto); (“ 2 Co. 2:14-16,” figura do cheiro de vida e de morte); (“Hb. 4:12” figura da espada de dois gumes assim como em Apoc. 1:16).

Podemos citar ainda duas passagens do Talmude que expressam esta mesma verdade a cerca da dupla característica da Toráh: (Êxodo Rabbah 5:9 - “A Voz do Senhor saia do Sinai de duas formas, ela matava os pagãos, que não a aceitavam, mas dava vida a Israel, que a aceitava.”); (Yoma 72b: “Se a pessoa usa a Toráh da maneira correta, ela é um remédio de vida, mas , para aquele que não a usa da maneira correta, ela é um veneno mortal”)
Mais uma vez eu recomendo a leitura e a compreensão da passagem de Deuteronômio 30:11-20, que relata a entrega da Toráh, na qual D-us oferece o direito de escolha ao povo, para que o povo possa escolher entre a benção e vida ou a maldição e morte, e Senhor ainda enfatiza dizendo: escolha porem a vida para que vivas, tu e tua semente; Vemos aqui novamente a dualidade da Toráh que vem para benção e dar vida àqueles que nela se apegam, mas também traz maldição e morte para aqueles que a transgridem.


7.11 Porque o pecado, prevalecendo-se do mandamento, pelo mesmo mandamento, me enganou e me matou.
C: Seguindo o mesmo princípio dos versos anteriores, vemos a visão de que o mandamento que foi dado para proteger o homem de ir contra a vontade de D-us, foi utilizado pelo pecado para despertar no homem exatamente o contrario do proposto, isto é, causa o comichão de querer ir contra o que esta estabelecido, ou por concupiscências na vontade de satisfazer um desejo ou por pura curiosidade de se saber as implicações de tal mandamento ter sido dado, e é isso que engana o homem e acaba levando-o para a morte no acumulo das transgressões.



7.12 Por conseguinte, a lei é santa; e o mandamento, santo, e justo, e bom.
C: Aqueles que pensam que Shaul procurava uma brecha na Lei Judaica para tornar o cristianismo fácil para os convertidos pagãos devem achar difícil esse versículo. Ele prova que Shaul não tinha uma visão antijudaica da Lei, nem desejava anulá-la, o versículo testifica o grande respeito que Shaul sempre teve pela Toráh, que corresponde ao fato de ele a observar ao longo de toda a sua vida (veja Atos 13:9; 21:21, esta atitude teria sido fortalecida por seus estudos com Rabban Gamaliel (Atos 22:3), e não há razão para imaginarmos que sua conversão à fé em Yeshua - que não veio “para abolir a Toráh” (Mt. 5:17) - a teria mudado. Tantos erros sobre a opinião de Shaul acerca da Lei poderiam ter sido evitados se este versículo fosse compreendido como algo que limita tudo o que ele escreve sobre ela. A santa Toráh de D-us para viver santo não muda. Por quê? Porque o próprio D-us não muda (Ml. 3:6) e a santidade não muda. Alem disso, esse verso não é o único, neste mesmo capítulo temos os verso 10, 14, 16, 22 e no capítulo 8 os versos 2, 4, 7-8 mostram que Shaul tinha muito respeito pela Toráh.

7.13 Acaso o bom se me tornou em morte? De modo nenhum! Pelo contrário, o pecado, para revelar-se como pecado, por meio de uma coisa boa, causou-me a morte, a fim de que, pelo mandamento, se mostrasse sobremaneira maligno.
C: Shaul faz aqui uma pergunta retórica, sabendo que muitos teriam a falsa impressão que a Toráh é ruim, assim ele chama a Toráh de algo bom que parece se tornar algo ruim que causa a morte, mas ele mesmo responde no original assim: D-us não o permita, e começa a descrever o que leva ao entendimento de algo bom se tornar ruim que nada mais é que a apropriação que o pecado faz da regra para gerar a transgressão, sabemos que todo homem é pecador e destituído está da glória de D-us, sendo assim o pecado através da Lei, encerra todos debaixo da transgressão pois nenhum homem conseguiu viver sem transgredir ao menos uma pequena regra, a não ser Yeshua, desta maneira o que era para vida se torna o meio pela qual o homem é condenado a morte.


7.14 Porque bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado.
C: Nota-se neste ponto mais uma vez que o problema não é Toráh, pois ela é espiritual, mas o problema é o homem, que em seu estado não regenerado não entende as coisas espirituais (Rom. 8:5), se o homem que ainda não foi regenerado lança mão da Toráh para se justificar ele o faz sem entendimento, pois a Toráh sendo espiritual não será entendida por alguém carnal, e ai que ocorre o erro, pois a Toráh foi dada para dar padrões celestes ao nosso cotidiano ou seja para aplicarmos princípios espirituais em nossas vidas, para nos santificarmos, isto é, para nos separar das práticas mundanas que não são da vontade de nosso D-us, em resumo a Toráh nos garante uma qualidade de fé e de vida e não uma forma de justificação.
E é isso que o homem regenerado entende, pois ele confia na justificação outorgada pelo sacrifício de Yeshua na cruz e não na auto-justificação pela obediência à Toráh, e esta justificação outorgada que o liberta da escravidão do pecado, e sendo agora livre ele pode obedecer a vontade de D-us expressa na Toráh, por amor e em espírito, pois seus olhos estão abertos para entender algo que é espiritual.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Romanos 7 - Um breve comentário - versos de 1 à 7

Este breve comentário sobre o capítulo 7 da Carta aos Romanos tem como objetivo devolver a judaicidade à Paulo e aos seus escritos, mostrando que o pensamento paulino está contextualizado à cultura e ao modo de vida dos judeus do primeiro século, bem como revelar toda a formação Rabinica Farisaica que Paulo possuia e que se valeu para transmitir de maneira impar toda a essência e sabedoria do seu entendimento das Boas Novas.


 
Romanos 7 nos mostra o Papel da Ketubáh
O Contrato de Casamento
que rege uma Relação Matrimonial
Romanos

7.1 Porventura, ignorais, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem toda a sua vida?
Comentário: Paulo começa com uma pergunta direcionada não a qualquer ouvinte, mas sim aos que ele delimita como aos que conhecem, entendem a lei. Nesta passagem o termo lei, nomos em grego, não é uma referência especifica à Toráh, poderia ser sim, como também poderia ser à qualquer lei pois qualquer norma, regra e determinação legal somente tem validade para aqueles que a possam cumpri-la, sendo assim se excetua (exclui) os mortos. (Referência pertinente ao contexto artigos 4° e 6° da Código Civil Brasileiro).
Portanto a Lei referenciada segundo o contexto da Carta aos Romanos como um todo bem como especificamente os capítulos posteriores podemos delimitá-la como sendo a Lei Conjugal, Matrimonial.

7.2 Ora, a mulher casada está ligada pela lei ao marido, enquanto ele vive; mas, se o mesmo morrer, desobrigada ficará da lei conjugal.
C: Aqui comprovamos o que dissemos no comentário anterior no tocante à Lei Conjugal, esta Lei especifica contida na Toráh se utiliza de uma Ketubáh, isto é um Contrato de Casamento que rege a vida matrimonial onde os cônjuges tem obrigações mútuas um para com outro que somente se extingue na ocasião da morte de um deles.
Vemos aqui uma analogia em relação ao estado do homem, conforme podemos ver no capítulo 6 de Romanos onde o homem é casado com o pecado, e a Ketubáh, o contrato de casamento que nada mais é que a Torah rege que o homem uma vez casado com o pecado estará ligado a ele até a morte, e o remédio receitado no capítulo 6 para livrar o homem deste casamento condenatório é a morte, mas não a morte natural mas sim a morte para a velha vida, simbolizada no ato do Batismo, onde os que crêem, morrem com Mashiach (Cristo) para que possam ressuscitar com Ele, em novidade de vida.

7.3 De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.
C: Vemos aqui novamente a necessidade da morte para o fim do casamento para que não haja adultério, vemos algo análogo em Lucas 16:13, no caso da impossibilidade de se servir a dois senhores.
Na rito representativo e figurativo do Batismo ocorre o que é necessário para o fim do casamento do homem com o pecado, ocorre a morte do homem, mas assim como no Batismo que o homem sai das águas, espiritualmente o homem ressuscita, agora não mais nascendo da carne e vontade dos homens mas nascendo do Espírito por vontade de D-us, desta maneira o homem não tem mais a natureza pecaminosa e se equipara a Yeshua o Mashiach que sem a inclinação ao mal (Yetzer Hará), pode vencer o pecado.
Mas agora morto para o pecado (Rom. 6:6-10), e renascido em novidade de vida, o homem pode escolher se casar novamente; Com quem ele deve escolher se casar?... Não é com a Lei, a Toráh, (que é o erro da maioria dos cristãos ao entender esta passagem), o homem pode escolher se casar novamente com o Pecado ou agora se casar com Yeshua (Apoc. 19:6-9).
Quanto ele escolhe se casar com Yeshua, é estabelecido novamente um Contrato de Casamento uma Ketubáh, assim como D-us estabeleceu uma Ketubáh no Sinai para desposar o seu povo (Jer. 30:32), e o povo escolheu o Bezerro de Ouro, agora o homem novamente recebe a oportunidade de aceitar o contrato de casamento que rege a vida matrimonial através da Torah impressa em seu coração e escrita em sua mente, conforme a promessa vaticinada em (Jeremias 30:31-34) e reafirmada em Hebreus 8:8-11, e esta que é a Nova Aliança, isto é, o novo casamento, onde o homem livre do seu antigo marido, o pecado, por meio da morte com Cristo, pode “trocar alianças” com o seu novo Noivo, a saber Yeshua, e este casamento tem um contrato pré estabelecido que regerá a vida conjugal de ambos, e este contrato que na cultura judaica é chamado de Ketubáh, nada mais é que a Toráh, as instruções de D-us para a manutenção do homem (Deut. 30:11-20).

7.4 Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo, para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para D-us.
C: Aqui vemos o ponto de ligação principal entre a narrativa do Capítulo 6 e a deste Capítulo respaldando tudo o que comentamos anteriormente.
No fim do versículo vemos o motivo de sermos alcançados pela graça de D-us para que em novidade de vida possamos frutificarmos, passagem análoga a Mateus 13 na parábola do semeador e de João 15:1-8, e em Efésios 2 também vemos esta mesma ordem de fatos onde o homem casado e servindo ao pecado é chamado pela graça de D-us para que em novidade de vida produza as boas obras, ou aqui os frutos, então vemos que a obediência ao contrato de casamento, que é a Ketubah símbolo da Torah é na realidade as boas obras, que no contexto de Efésios não salva ninguém mas é a marca, o sinal, a insígnia de quem é salvo, pois a fé sem obras é morta conforme Tiago 2, então vemos a integração contextualizada de que as boas obras não salva, mas o salvo possui boas obras como marca característica de ser ele uma nova criatura nascida de D-us.
Outro ponto importante a se frisar aqui seria a questão do que seria morrer relativamente à lei, (novamente tento explicar o erro que muitos cristãos que converso, comentem aqui neste ponto, afirmo que morremos para aspectos da Lei e não no sentido que morrendo com Cristo somos desobrigados de qualquer e todo direcionamento que a Toráh pode nos propor.) Primeiro é que a Lei aqui contextualizada se refere primeiramente a Lei Conjugal como já pudemos observar anteriormente, pois logo na continuação do versículos vemos o motivo de termos que morrer, que é para que possamos pertencer a outro, a saber, Yeshua.
Mas há outros aspectos da Lei para qual morremos quando aceitamos o sacrifico do Mashiach para limpeza de nosso pecados e assim sermos alcançados pela graça de D-us, e um dos aspectos é o da maldição, penalidade e castigo aplicados aos que desobedecem à Lei, outro aspecto é a capacidade de gerar nos que desobedecem o sentimento de culpa irremediável, e o ultimo e mais complexo aspecto é a da capacidade de despertar o pecado no não salvo conforme discorrido por Shaul (Paulo) principalmente no versículo 7 e nos posteriores.

7.5 Porque, quando vivíamos segundo a carne, as paixões pecaminosas postas em realce pela lei operavam em nossos membros, a fim de frutificarem para a morte.
C: No não regenerado o pecado que é o seu marido e senhor opera em seus membros através da Lei a frutificação para morte, em contra-posição ao regenerado que ao se casar com Yeshua, de posse de sua nova natureza que agora é a de filho de D-us, tem por incumbência frutificar para D-us (Vers. 4), e este frutificar nada mais é que a obediência por amor e gratidão à D-us, assim é gerada as boas obras na vida dos salvos, não para mérito e por vontade do salvo mais por ele possuir a inclinação ao Espírito (Rom. 8:6-9) e assim o Senhor pode gerar nele tanto o querer como o efetuar estas boas obras (Filipenses 2.13-15), e estas boas obras como visitar os órfão e as viúvas em suas necessidades e se guardar da corrupção do mundo (conforme Tiago 1:27), que é a verdadeira e pura religião.
Shaul ao se utilizar da palavra carne (sarx no grego), ele não se referiu somente ao corpo físico, mas a todos os pensamentos, emoções e desejos físicos que compreendem a natureza humana, e especialmente a natureza humana como é encontrada em pessoas antes de serem alcançadas pela graça. Em 1 Cor. 5:17
Shaul diz: “ Se alguém estiver unido ao Mashiach, é uma nova criação”, ou seja essa pessoa tem uma segunda e nova natureza humana controlado pela Ruach HaKodesh (Espírito Santo). A velha natureza morreu com Yeshua (Rom.6:5); e pelo poder da Ruach, ela continuará morta, nada devemos a ela, no sentido de que deveríamos obedecer às suas paixões pervertidas e equivocadas (Rom. 8:1-13). Pelo contrário, uma vez que estamos unidos a Yeshua, devemos a D-us obediência aos seus desejos e ordens.

7.6 Agora, porém, libertados da lei, estamos mortos para aquilo a que estávamos sujeitos, de modo que servimos em novidade de espírito e não na caducidade da letra.
C: Caducidade, em direito, é o estado a que chega todo o ato jurídico tornando-se ineficaz em conseqüência de evento surgido posteriormente. É o estado daquilo que se perdeu valia, tida, até então, antes que algo acontecesse.
Vimos na explicação acima que algo precisa acontecer para que a lei se torne caduca, então o que aconteceu? Pelo contexto de Romanos 6 e 7, o que aconteceu foi a morte, e pelo que vimos nos versículos 2 e 3, a lei continua sendo a conjugal, portanto se concluir que a lei conjugal que fazia o homem casado com o pecado caducou pelo fato de o homem ter morrido, assim o homem que morreu não fisicamente mais transcendentalmente e ressuscitou pode agora casar em novidade de espírito com um novo Noivo, e não mais estar ligado pela Lei Conjugal, já caducada pela morte, com o seu antigo marido o pecado.
Uma vez que Yeshua sofreu o castigo por nossa desobediência a Toráh, fomos libertos (Katargeo em grego como no Vers.2) de como já dissemos anteriormente do aspecto de penalidade e morte imposto pela Toráh, e é este aspecto que leva os não regenerados como cita no Vers. 5 a produzirem frutos para morte.
Relembrando os aspectos da Lei que comentamos no versículo 4, aqui eles também se encaixam pois se morremos com Cristo, fomos libertos (1) do aspecto da Lei que nos criava a propensão para recorrer a uma estrutura legalista corrompida para nossa pretensa auto-justificação, digo pretensa pois a Toráh nunca foi dada para justificação mas sim para a Vida. Fomos libertos (2) do aspecto da Lei que nos gerava o sentimento de culpa irremediáveis resultantes da desobediência, mas que agora encontramos o remédio que é a confiança definitiva na expiação final de Yeshua pelo pecado (Rom. 3:21-23), seguida por uma constante confissão e arrependimento dos pecados (1 João 1:9-2:2) junto com a restauração do que foi prejudicado e a dependência do poder da Ruach HaKodesh (Espírito Santo) (Rom. 7:25-8:39). Fomos Libertos (3) das penalidades e maldições aplicadas ao que desobedecem a Toráh, como conseqüência de nossa libertação destes aspectos da Lei que produziam os frutos para a morte, servimos agora de uma nova forma, provida pelo Espírito, que escreveu a Toráh em nosso coração conforme já citamos (Jeremias 30:31-34) e reafirmada em (Hebreus 8:8-11 e 10:15-22) e uma alusão a (Ezequiel 36:26-27), e não do antigo jeito de seguir exteriormente a letra da lei, compare Rom. 2:29 e 2 Cor. 3:6.

É evidente que, se a Toráh foi escrita nos corações dos regenerados, eles não estão libertos da Toráh, mas sim dos aspectos que geravam os frutos para morte quando eles não eram ainda regenerados.

7.7 Que diremos, pois? É a lei pecado? De modo nenhum! Mas eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás.
C: Aqui podemos ver Shaul (Paulo) delimitando um dos aspectos da Lei que gera os frutos para a morte nos não regenerados conforme apontamos no comentário final do versículo 4. Esse aspecto da Toráh tem a capacidade de fazer os não regenerados pecarem conforme notamos nas passagens de Romanos 2:18; 3:20; 5:13 e 20, mas esta capacidade não é uma falha da Toráh, mas é uma falha em nós mesmos. Uma pessoa saudável se sai bem em um ambiente fatal para alguém que está doente, de igual modo a Toráh, é benéfica para os regenerados que vivem pela fé, mais é um instrumento de morte para aqueles controlados por sua natureza pecaminosa, ou digamos ainda casados com o pecado. A falha em nós mesmos é que temos uma propensão pecaminosa ((Yetzer Hará) conforme Rom. 5:12-21) para usarmos indevidamente a Toráh, transformando-a em uma estrutura de legalismo, e não no que ela é, uma estrutura de graça (Rom. 6:14-15; 8:2).
“Não Cobiçarás”. o décimo mandamento (Ex. 20:14(17); Deut. 5:18 e plenificado por Yeshua em Mat. 5:22, pode ser violado sem um ato externo: alimentar a inveja no coração já é pecado. Portanto, este exemplo é bem apropriado para provar que a Toráh não pode ser interpretada como um conjunto de regras de comportamento a serem seguidas mecanicamente, de modo legalista, somente pela letra, no entanto os regenerados por terem sua nova natureza inclinada ao Espírito, interpretarão a Toráh de modo espiritual (Rom. 7:14) e não pela letra (2 Cor 3:6), aplicando a essência de seus ensinamentos e instrução que trazem vida (Deut. 30:11-20).

sábado, 19 de fevereiro de 2011

TIPOS DE PECADO - Revisado e ampliado

Existem quatro tipo de pecados, diante dos quais são imputadas penas diferenciadas pelo aspecto de justiça Divina, isso não quer dizer que exista pecadorzinho ou pecadorzão, todos são pecadores ao cometerem qualquer deslize diante da vontade de D-us, e para sabermos no que podemos errar e de que formas erramos há  necessidade de nos precavermos e é sempre necessários termos o conhecimento do assunto, por isso segue uma humilde tentativa de esclarecermos alguns aspectos deste assunto.


חטא chet” = errar o alvo, pecado sem a intenção daquele que comete o erro, por não saber, por não ter lembrado, por distração, por engano, tropeço.

 עון “Avon” = perversidade, depravação, iniqüidade, culpa, pecado cometido com intenção pois se sabia o que estava fazendo, mas foi incitado por seu “Ietzer Hará” - inclinação má, carnalidade aflorada por impulso, paixões carnais que cegam o entendimento momentaneamente, tiram a noção das conseqüências que advirão de seus atos, no jargão jurídico seria a privação de sentidos ou passionalidade.

 הריבע “Aveirá” = Ofensa, transgressão de um limite moral, pecado esporádico ocorrido com a intenção de pecar deliberadamente, premeditação, sabendo das conseqüências da transgressão mas que ainda aceita a soberania de D-us.

  פשע "Pesha” = rebelião, pecado constante, no qual o pecador rejeita a soberania de D-us, conhecido como pecado imperdoável de Hebreus 10, literalmente é cair da graça. (No meio cristão é o pecado de HaSatan ao incitar rebelião nos céus).

O pecado primário da raça humana pode ser considerado um misto dos quatro tipos de pecados, por ter sido o primeiro temos que analisar os aspectos conjunturais que levaram ao fato.


Teve uma certa pitada de "Chet", pois por não ter consciência do bem e do mal, Eva não tinha noção exata da conseqüências do ato, assim como Adão, que recebeu as instruções de D-us, que dizia que certamente morrerás, e vendo Eva viva mesmo após ter comido, teve ter se enchido de dúvidas, e acabou errando o alvo.

O “Avon” se caracteriza pelo fato de Adão ter conhecimento do mandamento e mesmo assim te-lo transgredido, assim como Eva, mas para ela a impulsividade e as suas concupiscências a levaram a cegueira momentânea seduzida pelas palavras da serpente, e neste exato momento é que vem a existência o “Ietzer Hará” a inclinação ao mal, o buraco dentro do homem que é do tamanho de D-us, e no afã de preencher este imenso buraco, é que o homem tira a centralidade de D-us de sua vida e coloca tudo e qualquer coisa para a satisfação de suas necessidades instintivas a saber a necessidade de se alimentar que por causa da imensidão do buraco deixado, faz com que o homem se torne um glutão, a necessidade de beber que o torna um beberão, a necessidade de se procriar que o torna um  pervertido sexualmente, lascivo, adúltero, a necessidade de sono o torna um preguiçoso e tímido, a necessidade de abrigo o torna um avarento, megalômano construtor de torres, a necessidade de contato com D-us o torna um ser religioso mas que por falta de orientação o torna em um idólatra, um egocêntrico egoísta, transformando tudo que lhe dá poder em seu deus.

O “Aveirá” pode ter se caracterizado pelo que já vimos na transgressão de Adão por ter o conhecimento das conseqüências e mesmo assim ter ido em frente, mas também na atitude de Eva de que premeditadamente ter levado o fruto para Adão e o terem ambos comido como que se testando a veracidade das palavras de D-us.

O “Peshá’ é mais difícil de caracterizar nesta conjuntura mas podemos talvez vê-lo na atitude de Eva, de ter em si gerido a soberba de ser como D-us, pelo que a serpente lhe insitou.

Podemos ver em varias passagens da B´rit Hadasháh (“Novo Testamento”) que existem níveis de pecados como por exemplo na passagens de Mateus 5.19 onde Yeshua qualifica como grandes e pequenos no Reino dos Céus, sendo que grandes serão aqueles que cumprirem e ensinarem a obediência a Toráh, e pequenos são aqueles que além de violarem a Toráh ensinarão a desobediência à ela, conciliando esta passagem com o contexto bíblico que diz em 1 João 3.4 “Todo aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei” , vemos então que mesmo havendo pessoas que transgredindo a lei, que nada mais é que a prática do pecado, e ensinando isso ao outros, elas ainda assim estarão no Reino do Céus, mas vemos também algumas listas de pecados cujos quais as praticarem não herdarão o Reino de D-us, conforme Gálatas 5.21 (JFARA) “invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de D-us os que tais coisas praticam.” e 1 Coríntios 6.9-10 “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de D-us.” e pecados pelos quais vem a ira de D-us conforme Colossenses 3.5-6 “Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de D-us [sobre os filhos da desobediência].”

Com o acima exporto em mente, leiamos o texto que melhor explica esta questão de níveis de pecados, sendo eles para a morte ou não: 1 João 5:16-17 (BJ) "Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele ore e D-us dará a vida a este irmão, se de fato o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se ore. Toda a iniqüidade é pecado, mas há um pecado que não conduz à morte".
O trecho acima, analisado duma forma superficial pode levar-nos a entender que há pecados que, pela sua natureza e grau de gravidade, D-us não os perdoa e que por conseqüência levam à perdição; e que há outros que, sendo menos graves, podem ser perdoados por D-us, resultando na absolvição de quem os comete, se houver arrependimento. Outras traduções parece darem a mesma idéia como segue:
Há pecados que não levam à morte. (SBP)
Há um pecado que não incorre em morte. (TNM)
Todo o feito errado é pecado, mas há pecado que não é mortal. (KJ)
O termo "não é mortal", empregue acima, pode traduzir-se melhor por venial,(em uso na igreja romana). Podemos ter uma melhor compreensão do que é este tipo de pecado nas passagens a seguir : Levítico 4:1-3, 13-14, 27-28; 5:1-5, 15-17. Analisando as coisas deste modo, somos levados a afirmar que há pecados cuja gravidade não permite que venham a ser perdoados por D-us. Mas João refere-se a um gênero ou tipo de pecado; ou à reação perante o pecado cometido? Será que há pecados mais gravosos do que outros; ou tem a ver com aquelas pessoas que teimosamente permanecem no pecado e não se reabilitam dele, por orgulho ou teimosia? Como vimos na introdução existem Biblicamente vários conceitos para o termo pecado.

Vamos analisar as perspectivas apresentadas através dos versículos abaixo:

O fruto da árvore era delícia para os olhos. (Gênesis 3:6):
É a isto que o apóstolo João chama a concupiscência ou sensualidade dos olhos. João 2:16 O pecado também é transgressão das leis divinas. E neste conceito ele pode ser de índole involuntária, cometido contra a vontade própria do indivíduo, sem que a sua consciência intervenha; ou poderá ser de índole voluntária, quando há plena consciência dele e vontade de o cometer. As Escrituras afirmam que “se pecarmos voluntariamente, dentro do conhecimento da verdade, já não resta mais remissão pelo pecado.” (Hebreus 10:26-27).
Há certos pecados que algumas pessoas crentes cometem, já de costas voltadas para D-us, desviados, indiferentes às exigências divinas estabelecidas como regras da vida. A gravidade dessas transgressões, e muitas vezes a reincidência ou a permanência nesse estado, é como que a derrapagem para a perdição. Sem que haja um reconhecimento do pecado e conseqüente arrependimento, a pessoa torna-se assim num pecador crônico, num desviado sem possibilidades de recuperação. Aqui ele já perdeu a sua condição de filho de D-us, por vontade própria; não que D-us o haja rejeitado, mas porque ele próprio se afastou. Não foram propriamente os seus delitos que o afastaram de D-us; mas cometeu os seus delitos por se ter afastado de D-us. A perda dos valores espirituais e da integridade espiritual, são a causa única que pode levar o homem a cometer pecados que o lançarão voluntariamente na morte eterna. D-us reserva os injustos para o dia do Juízo e derramará a sua ira sobre toda a impiedade e injustiça. (2 Pedro 2:9-10); (Romanos 1.18) Aquele que pecar contra D-us, será riscado do seu livro. Êxodo 32:33 Se D-us risca do seu livro, e trata-se do livro da vida, então poderemos deduzir que se tratam de pecados cujo tipo pode ser de índole mortal. Entenda-se que a morte que decorre deste pecado, não é a morte física, mas a morte espiritual, ou morte eterna. Por isso todas as pessoas que a Bíblia refere como excluídas da vida eterna, são aquelas que cometem pecados a que poderemos chamar mortais.

Apocalipse apresenta-nos duas listas de pecados que excluim o pecador do Reino, uma lista no capítulo 22:15 e outra em 21:8:

Os Tímidos, ou covardes. Tímido, não deve ser entendido como designando as pessoas introvertidas, reservadas, ou que pela sua personalidade revelem delicadeza. Mas sim os covardes, os medrosos, os que temem tudo e todos, receando manifestar o que são e o que pensam, com medo de serem rejeitados ou punidos. Números 14:9, 11, 29-30.

Os Incrédulos. Destes fazem parte as criaturas que negam o seu Criador. Os que duvidam das promessas divinas. Os que recusam o dom gratuito da salvação e renunciam ao seu direito de se tornarem novas criaturas. Números 21:9; 2 Tessalonicenses 2:10-11; 3:2:

Os Abomináveis. Os cães ou promíscuos. Estão aqui incluídos os depravados sexualmente, os homossexuais Levítico 18:22; 20:13, os zoófilos Êxodo 22:19; Levítico 18:23; 20:15-16; Deuteronômio 27:21, e aqueles que não respeitam a integridade moral das pessoas.

Os Homicidas. Na lei de D-us, os dez mandamentos, está expresso no sexto mandamento, que é pecado assassinar. Êxodo 20:13; Na Toráh, em Levítico 24:17, funcionando como código penal, determina que o homicídio é punível com a morte. Este princípio continua em vigor. O Mashiach plenifica tal princípio exclamando: Quem insultar ou rebaixar o seu irmão, será réu do Juízo. Mateus 5:21-22 (SBP) .
“Ouviram o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar alguém terá de responder em julgamento. Mas eu digo-vos mais: Todo aquele que se irritar contra o seu semelhante terá de responder em julgamento; aquele que insultar o seu semelhante, chamando-lhe “imbecil”, será julgado pelo tribunal; e aquele que lhe chamar “estúpido” merece ir para o fogo do inferno.

Os Fornicários e os que se prostituem. A fornicação é a prática sexual de forma depravada; é o sexo fora do matrimônio; é a compulsão sexual e relações sexuais ilícitas; é o sexo levado à forma de violência.
A prostituição é toda a forma corrupta de usar a sexualidade. Os dois termos, portanto, são praticamente sinônimos um do outro. Deuteronômio 22:13-21 determina a pena para quem atenta numa virgem e nela comete o seu pecado de abuso sexual. Levítico 20:10 e Deuteronômio 22:22 estabelece a mesma punição para o adultério. E o Senhor Yeshua plenifica o espírito da lei, afirmando que cobiçar a mulher do nosso próximo se traduz no mesmo pecado. (Mateus 5:27)

Os Feiticeiros ou os que praticam o espiritismo. A prática e a vivência espíritas é dos pecados mais vulgarizados nos nossos dias. Além disso temos assistido ao reaparecimento da astrologia, cartomancia e quiromancia, adivinhação e todas as práticas afins, como os sortilégios e as magias, os quais alastram pelo mundo como uma praga, que a pouco e pouco vai afastando o ser humano de D-us; embora se queira fazer crer que todos esses costumes são de inspiração divina. Êxodo 22:18 e Levítico 20:27 estabelece a pena de morte para os que tais actos praticam. E, se pela lei de Moisés, os feiticeiros e os adivinhos eram executados, de quanto maior rigor se usará no Juízo em relação a essas pessoas?

Os Idólatras. Êxodo 22:20 e Deuteronômio 17:2-5 manda matar os idólatras. Isto está praticamente demonstrado em Êxodo 32:31. Este é o pecado que D-us mais abomina. Ele repudia todas as formas de adoração que não sejam exclusivamente dirigidas à sua pessoa, porque isso demonstra falta de devoção para com ele e contraria o amor que lhe é devido de todo o nosso coração, de toda a nossa alma e de todo o nosso pensamento. É confrangedor pensar que em certos sectores religiosos, ditos cristãos, tantas almas rendam culto a santos da sua devoção e os levem sobre os ombros em procissões, pensando que estão servindo a D-us; quando na realidade, a pena estabelecida para os que isso fazem é a morte eterna.
A avareza também é considerada como idolatria. Colossenses 3:5-6.

Os Mentirosos. Os que amam e cometem a mentira. Uma mentira, à custa de tantas vezes repetida, torna-se numa verdade incontestável. Quantas coisas hoje, tidas como certas, defendidas como verdades, são herança de erros falaciosos do passado, introduzidos por homens que amaram mais a mentira do que a verdade. Romanos 1.25.
Como podemos ver em Deuteronômio 13:1-15 o falso profetismo era condenado com a morte. Todo aquele que induzisse o povo em erro, proclamando abusivamente palavras que não provinham de D-us, seria morto.

Depois de todas estas considerações acerca do que pode ser pecado para morte, interessa realçar que tudo isto deve ser considerado dentro do campo do conhecimento dado pelas Escrituras. D-us não tem em conta os tempos da ignorância. Se alguém, antes de conhecer Yeshua, cometeu alguma das faltas consideradas como pecado para morte, saiba que pela lavagem do batismo da regeneração, proveniente do arrependimento, tudo fica esquecido para sempre. Além disso consideramos também que qualquer falta ou transgressão, por mais gravosa que seja, nunca consegue sobrepujar a misericórdia divina. E D-us, pelo seu infinito amor, decerto nunca deixará de perdoar a quem contritamente se arrependa dos seus erros e pecados.

“Portanto, irmãos, agora podemos entrar com toda a confiança no santuário, porque Yeshua morreu por nós. Ele abriu-nos um caminho novo e cheio de vida, ao entrar no santuário, rasgando a cortina, que é o seu próprio corpo. Agora temos o autêntico sumo sacerdote, responsável pela casa de D-us. Aproximemo-nos, pois, de D-us com coração sincero e cheios de fé, purificados de toda a consciência de pecado e o corpo lavado com água pura. Sejamos firmes em proclamar a nossa esperança, certos de que D-us não deixará de cumprir as suas promessas. Façamos também por nos animarmos uns aos outros no amor e na prática das boas obras. E não faltemos às nossas reuniões. Alguns têm por hábito faltar. Pelo contrário, animem-se uns aos outros cada vez mais, pois sabem que se vai aproximando o dia da vinda do Senhor. Se continuarmos deliberadamente a pecar depois de termos recebido o conhecimento da verdade, então já não há sacrifícios que possam perdoar os pecados. Só nos resta esperar o terrível julgamento de D-us e um fogo violento que há-de destruir os seus inimigos. Quem transgride a Lei de Moisés é condenado à morte sem piedade, desde que a sua culpa seja provada por duas ou três testemunhas. Pensem bem quanto maior não deve ser o castigo que merecem aqueles que desprezam o Filho de D-us! E que será daqueles que insultam o Espírito de D-us de quem receberam tantos dons e daqueles que desprezam o sangue da aliança que os purificou?”
(Hebreus 10:19-29 ).

Desta leitura depreende-se que devemos aproximar-nos de D-us com determinação, honestidade e confiança. O nosso apego a D-us não dá lugar ao pecado, nem permite que continuemos a laborar naquilo que nos leva à morte. A nossa firmeza em testemunhar e manter a nossa esperança, dá-nos ânimo e coragem para resistir a tudo quanto é mau. Isto depende essencialmente da nossa assiduidade às reuniões de estudo e culto e da comunhão que mantemos uns com os outros. “O pecado jaz à porta”. Ninguém está livre de incorrer em qualquer falta, seja ela qual for; mas se lhe dermos continuidade e não nos esforçarmos por deixar tudo quanto D-us aborrece, já não resta ajuda, nem força, nem apoio que nos valha. Poderemos então assim estabelecer como pecado mortal, todo aquele de que o pecador se não arrependa e que orgulhosa e obstinadamente mantenha, não procurando de D-us o perdão e a sua reabilitação.


JFARA = Tradução João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada
SBP = Português Corrente da Sociedade Bíblica Portuguesa 
TNM = Tradução do Novo Mundo
APF = António Pereira Figueiredo
KJ = Versão Inglesa King James



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

BÍBLIA JUDAICA COMPLETA - DAVID STERN

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Páginas: 1632
Categoria: Bíblia / NT
Autor: David H. Stern
Preço: R$59,00

Por que esta Bíblia é diferente das outras? Por ser a única versão portuguesa de estilo e apresentação completamente judaicos. Inclui a nova versão do Tanakh, feita pelo dr. Stern ("Antigo Testamento"), bem como seu aclamado Novo Testamento Judaico, a B'rit Hadashah.

A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] conecta os cristãos às suas raízes judaicas e com o povo judeu, além de pôr em contato os judeus e a judaicidade do Messias Yeshua e da fé messiânica.
A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT]
• Segue a ordem hebraica dos livros do Tanakh, a ordem com a qual Yeshua estava acostumado.
• Não faz nenhuma separação entre "Antigo" e "Novo" Testamento.
• Corrige traduções equivocadas do Novo Testamento, resultantes da ambientação teológica antijudaica.
• Apresenta os nomes hebraicos originais de pessoas, lugares e conceitos por meio de transliterações fáceis de ler.
• Concentra-se nas profecias messiânicas.
• Apresenta o plano de leitura semanal, de leituras feitas na sinagoga (e também dos dias de festa) com a adição de leituras relevantes da B'rit Hadashah (Novo Testamento).
• Traz uma introdução completa a este texto bíblico e sua importância em nossa era; glossário com explicações de pronúncia; glossário invertido e mapas especiais para auxiliar o entendimento da Bíblia.

A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] conecta os cristãos às suas raízes judaicas e com o povo judeu, além de pôr em contato os judeus e a judaicidade do Messias Yeshua bem como da fé messiânica.
A Bíblia Judaica Completa: o Tanakh [AT] e a B'rit Hadashah [NT] mostra que a Palavra de D-us — de Gênesis a Apocalipse (Revelação) — é um livro judeu unificado, disponível a todos: judeus e não judeus.
 


Formato: 15x21cm Páginas: 1632 Categoria: Bíblia / NT Autor: David H. Stern Preço: R$59,00


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Ser Judeu-Messiânico me orgulha!


Capa do Livro de David S. Stern
Manifesto Judeu Messiânico


“Quem se gloria, glorie-se no Senhor”, lemos tanto em Jeremias 9.23-24 como em I Coríntios 1.30-31. Assim não nos gloriemos de nossa identidade judaica, e sim do D-us do Universo que decidiu agir por intermédio do povo que somos membros. E não nos gloriemos de nossa identidade messiânica, e sim do Messias que escolheu entre judeus e gentios aqueles que são seus, e nós somos dele. E não nos gloriaremos de nossa identidade de Judeu-Messiânicos, e sim do Senhor que fez de nós a ponte entre duas comunidades aparentemente separadas, de que fazemos parte, e nos deu a tarefa de ajudá-las a se reunirem. Dediquemo-nos a cumprir as nossas responsabilidades pelo poder da Ruach HaKodesh que habita em nós de modo que Yeshua, o Messias, e D-us nosso Pai estejam glorificados no povo reunido de D-us.

Nós, Judeu-Messiânicos, precisamos de uma ideologia e uma programa para expressarmos a verdade interior daquilo que somos. Pois somos 100% Judeus e 100% Messiânicos , digam o que disserem, assim aconteceu entre os crentes-judeus do primeiro século e assim deve ser hoje. Esta é uma verdade determinada por D-us em face a todas as mentiras, calúnias, e desinformação daqueles que querem negar a nossa verdadeira identidade. Mas cabe a nós afirmar as nossas reivindicações. No Messias devemos, (obedientes a D-us, pelo poder da Ruach HaKodesh), criar a realidade visível que comprovará a nossa retórica.

Afirmamos que o Messias conferiu significado à nossa vida, mas as palavras soaram vazias se não expressarmos em ações aquilo para que fomos chamados, a saber, sermos ponte de ligação entre a cristandade e o judaísmo, ou como Paulo expressa em Romanos 11 trazermos ciúmes aos corações dos Judeus para que eles se salvem e sermos Luz aos Gentios assim como Paulo o foi em Atos 13.47-48.

Estamos longe de ser o que gostaríamos de ser, tanto pelos padrões da comunidade judaica quanto pelos padrões da Igreja, já que nos denominamos de judeus - messiânicos, devemos ter a intenção de respaldar nossas palavras com atos, demonstrando que nosso judaísmo tem substância e não é vazio e hipócrita, sabemos que fomos unidos ao Messias pela Fé, mas se deixarmos de fazer o que ordena o Senhor e continuarmos a viver à maneira do mundo em vez de a ele renunciar, envergonharemos publicamente a nosso D-us.

O que eu quis dizer até então é que não existe conflito algum entre ser crente em Yeshua como Messias (Messiânico) e ser judeu, crer em Yeshua, o Messias Judeu, é uma das coisas mais judaicas que um judeu pode fazer. O crente-Judeu em Yeshua não se defronta com a necessidade de renunciar a parte do seu judaísmo a fim de ser mais messiânico ou de ter que renunciar a parte de sua fé messiânica par ser mais judeu, certamente os judeus tradicionais bem como os cristãos tentam nos convencer disso, mas eles segundo a Bíblia estão ambos errados pois o quadro neo-testamentário em toda a questão diz que os judeus que acreditaram em Yeshua permaneceram tão plenamente judeus como antes, assim com Cornélio continuou Gentio após ter o encontro com Yeshua. A única mudança exigida de um judeu por sua fé no Messias não se acha no sentido de ter menos judaísmo, e sim de ter mais santidade em sua vida, assim o judeu-messiânico não precisa escolher o quanto de percentual de judaísmo ou messianismo ele precisa ter, ele tem que ser pleno nos dois, e em seguida procurar expressar tal plenitude em sua vida.

Engendramentos feitos a partir de trechos do Livro Manifesto Judeu Messiânico de David H. Stern.

Metushelach Ben Levy

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Santidade e Devoção, isso que é ser Radical!

Por Paul Washer © I'll Be Honest, Will You? Website: www.illbehonest.com

Tradução e Legenda: Equipe Voltemos ao Evangelho





Neste vídeo veremos Paul Washer falando sobre o que é ser Radical no Reino de D-us, e da falta de Santidade e Devoção para agir como agentes do Reino, reprova a assimilação feita pelo Corpo do Mashiach com o sistema do Mundo, indica que a Religião de Fachada, isto é, a Religião Cultural será vomitada da Boca de D-us.

Paul fala tudo isso com uma forte consternação, intercedendo pelos ouvintes, mostrando sinceridade impar.

Recomendos este vídeo por ter em sua mensagem muito do que pensamos sobre a situação atual do Corpo do Mashiach, isto é, da Igreja.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Salvação não é poesia

Por Paul Washer © I'll Be Honest, Will You? Website: www.illbehonest.com
Tradução e Legenda: Equipe Voltemos ao Evangelho




Neste vídeo veremos Paul Washer falando sobre o papel dos Falsos Mestres como julgamento para os que os seguem,  pois eles não querem D-us, mas sim querem saciar os desejos de seus corações.
D-us em sua soberania levanta homens para que sirvam mesmo através de seus falsos ensinamentos para trazerem distinção entre o Joio e o Trigo que se encontram entrelaçados na Igreja.

Paul também distingue a Salvação, alegando não ser ela apenas Poesia.

Recomendos este vídeo por ter em sua mensagem muito do que pensamos sobre a situação atual do Corpo do Mashiach, isto é, da Igreja.

Por termos muito sucesso e aclamação, continuaremos postando vídeos de John Piper, Paul Washer e Mark Driscoll sempre que os mesmos se enquadrarem no posicionamento Teológico de nosso Blog.
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