שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד
Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad

sexta-feira, 25 de março de 2016

Yeshua e a Pessach (Páscoa Judaica)

Yeshua celebrou o Sêder* com seus discípulos. Junte-se a nós nesse rápido passeio através das partes que compõem um tradicional Sêder de Pessach e atente aos pontos que são significativos, de maneira especial, aos crentes em Yeshua.
*Seder significa ORDEM. É a forma de como é organizada ordenadamente o jantar que é feito na primeira noite de Pessach.


A retirada do fermento
RITUAL DE ELIMINAÇÃO DAS IMPUREZAS
Não comereis nenhuma coisa levedada;
em todas as vossas habitações comereis pão ázimo”(Ex. 12,20)
Antes do início da Pessach (Páscoa judaica), todo o Chametz (fermento), que é um símbolo de pecado (1 Co 5:6-8), deve ser retirado do lar judeu. A casa é limpa de cima a baixo e qualquer coisa que contenha fermento é retirada. Então, na noite antes de Pessach, o chefe da casa toma os utensílios tradicionais de limpeza: uma pena, uma colher de madeira e um saco, e faz uma busca na casa por algum resíduo de fermento que talvez tenha sido esquecido .
Shaul (Paulo) faz uma referência muito boa como segue “Pelo que façamos festa não com o fermento velho,nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade."( 1 Cor.5.8).

Lavagem das mãos 
Uma vez que o fermento é removido, a família senta-se ao redor da mesa e cerimonialmente lava as mãos com uma bacia e uma toalha. Yeshua também participou dessa tradição, mas em vez de lavar suas mãos, Ele levantou-se da mesa e lavou também os pés de seus discípulos, dando-nos uma lição, sem igual, de humildade. (João 13:2-17).


Acendimento das velas
Estando a casa e os participantes limpos, o Sêder de Pessach pode começar. A mulher da casa profere uma bênção e acende as velas de Pessach. Convém que a mulher traga a luz para o lar, pois foi através da mulher que a luz do mundo, Yeshua o Mashiach, veio ao mundo (Gn 3:15).

Hagadá

Hagadá significa "relatar, contar" – o contar da história da Páscoa judaica. A história é contada em resposta a quatro perguntas feitas pelas crianças:

“E acontecerá que, quando seus filhos disserem: Que ritual é este? Então dirão: Este é o sacrifício de Pessach à ADONAY, que passou sobre as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas. Então o povo inclinou-se, e adorou. E foram os filhos de Israel, e fizeram isso como ADONAY ordenara a Moshe e a Aharon, assim fizeram. (Êxodo 12:26-28)

1- Porque está noite é diferente das outras noites?
2- Porque todas as outras noites nós comemos pão com fermento e esta noite só comemos Matzah (pão sem fermento)?
3- Todas as outras noites nós comemos todos os tipos de ervas então porque está noite comemos apenas ervas amargas?
4- Todas as outras noites nós não molhamos nossas ervas na água salgada então porque esta noite nós molhamos as ervas com água salgada 2 vezes? Também nas outras noites comemos sentado ou reclinado porque esta só comemos reclinados?
O pai passa a contar a história do êxodo do Egito, lendo um livro chamado de “Hagadá” e usando símbolos e objetos a fim de prender a atenção dos pequeninos e responder cada uma das perguntas.

A primeira taça de vinho

O Sêder começa com uma bênção recitada na primeira das quatro taças de vinho: “BARUCH ATÁ ADONAI, ELOHÊNU MÊLECH HAOLAM BORÉ PERI HAGÁFEN” = “Bendito és tu, Senhor, nosso D-us, Rei do Universo, que criaste o fruto da vide”. O próprio Yeshua abençoou a primeira taça em Lucas 22:17-18.

A segunda taça de vinho

A segunda taça é para nos lembrar das Dez Pragas e do sofrimento dos egípcios quando endureceram o coração para o Senhor. A fim de não nos regozijarmos com o sofrimento de nossos inimigos (Pv 24:17), derramamos uma gota de vinho (que é o símbolo da alegria) enquanto recitamos cada uma das Dez Pragas, lembrando-nos, assim, que nossa alegria é diminuída com o sofrimento dos outros.



Afikoman


 Ocorre, então, uma tradição muito curiosa. Junto à mesa, está um saco com três compartimentos e três matzás. O matzá do meio é retirado, partido e metade é posta de volta ao saco. A outra metade é enrolada em um guardanapo de linho e escondida para ser retirada mais tarde, após a refeição. Cada uma das Matzot representam os patriarcas Avraham, Yitzhak e Yaakov, a do meio que é quebrada representa Yitzhak, e figura o Mashiach que assim como Yitzhak foi dado em Sacrifício no Monte Moriáh, assim como a Matzá do meio é quebrada em duas partes assim é as vindas do Mashiach uma já desvendada outra ainda a ser revelada da mesma maneira que o Afikoman é revelado apenas no fim.

O prato do Sêder


Os rabinos têm planejado uma série de lições de coisas [lições com a utilização de objetos] para prender a atenção dos pequenos durante o Sêder pascal. Esses itens são experimentados por cada pessoa, já que cada uma é instruída a se sentir como se tivesse feito parte da saída do Egito.

Karpás – verduras

O primeiro item é o karpás, ou verduras (geralmente salsa), que é o símbolo da vida. A salsa é mergulhada em água salgada, símbolo de lagrimas, e ingerida para nos lembrar de que a vida de nossos ancestrais foi imersa em lágrimas.

Betsá - ovo

Um ovo assado está no prato do Sêder para trazer à memória o sacrifício diário no templo, que não pode ser mais oferecido, já que o templo não existe mais. Exatamente na metade do Sêder pascal, os judeus são lembrados de que não possuem sacrifício para torná-los justos perante D-us.

Maror – erva amarga

Geralmente, trata-se da planta conhecida como raiz-forte (moída) e come-se (juntamente com o matzá) até que uma lágrima saia dos olhos. A não ser que experimentemos primeiro o amargor da escravidão, não podemos apreciar a doçura da redenção.

Charósset

O charósset é uma mistura doce de maçãs e castanhas picadas, mel, canela e um pouco de vinho tinto Manischewitz (kosher para a Páscoa judaica) apenas para dar cor! Essa mistura doce, amarronzada e pastosa simboliza o barro que nossos ancestrais usaram para fazer os tijolos na terra do Egito. Por que será que nos lembramos de uma experiência tão amarga com algo tão doce? Os rabinos têm uma boa interpretação: mesmo o mais amargo dos trabalhos pode ser doce quando nossa redenção se aproxima. Isso é verdade, em especial para os crentes no Mashiach. Podemos encontrar a doçura inclusive na mais amarga das experiências porque sabemos que a vinda do nosso Senhor está próxima.

Perna de cordeiro

Em cada lar judaico, em cada prato do Sêder, está uma perna de cordeiro (com o osso à mostra). No livro de Êxodo, os primogênitos judeus foram poupados pelo Anjo da Morte ao se passar o sangue de um cordeiro inocente, imaculado nas ombreiras e na verga da porta dos lares, já que D-us levaria o povo da escravidão para a liberdade. Hoje, cremos que Yeshua é esse perfeito cordeiro pascal e quando passamos Seu sangue nas ombreiras e na verga de nossos corações, também nós vamos da morte para a vida, da escravidão do pecado para a liberdade de ser um filho redimido de D-us. Como João Batista disse quando viu Yeshua se aproximando dele, “Eis o Cordeiro de D-us, que tira o pecado do mundo.” (João 1:29).

A Refeição

Ah, mesmo em meio às maravilhas da tecnologia moderna, ainda podemos levar a você a parte mais memorável da Páscoa judaica… a refeição, do mesmo modo que a vovó costumava fazer! Apenas imagine: sopa quente de frango, com a fumacinha saindo, e enormes bolinhos macios de matzá; mais um pouco de matzá; fatias de um gefilte fish (bolinho de peixe) de sabor picante feito em casa com raiz-forte bem ralada (que faz você chorar); mais matzá; fígado picado (com bastante schmaltz – gordura de frango ou de ganso - e cebolas fritas crocantes) em uma camada de alface; mais matzá; mais cebolas fritas crocantes ao lado; mais matzá... e isso que é somente o aperitivo!

A seguir, vem a refeição… você consegue sentir o cheirinho? Peito bovino macio, adocicado, com repolho; mais matzá; costela bovina (em corte judaico) feita em casa; frango ensopado, frango de panela, frango grelhado, frango cozido, frango sautée, frango assado, mais matzá; peru inteiro assado; mais matzá; ervilhas recém cortadas e com cebolas; mais matzá; cenoura e tsimes de ameixas-secas; mais matzá; batata doce e tsimes de uvas passas; mais matzá; purê de batatas feito em casa e repleto de manteiga; mais matzá!

Você guardou espaço para a sobremesa? Bem, você terá de esperar, porque agora é a hora de continuar com o Sêder!

Em busca do afikoman

Depois do término da refeição, o líder do Sêder deixa as crianças livres para encontrarem o afikoman, que havia sido embrulhado em um guardanapo e escondido antes. A casa fica em polvorosa, já que todo mundo se apressa para ser o primeiro a encontrar o afikoman e reivindicar o prêmio quando o vovô o toma do localizador sortudo. O valor corrente equivale a U$5,00! Tendo o líder recuperado o afikoman, ele o despedaça e o distribuí em pedacinhos para todos que estão sentados ao redor da mesa. Os judeus realmente não compreendem essa tradição, mas as tradições não precisam ser compreendidas – apenas seguidas! Contudo, crê-se amplamente que esses pedaços de afikoman trazem uma longa e boa vida aos que os comem.

A tradição talvez date da época de Yeshua. Se for esse o caso, então Lucas 22:19 assume um sentido maior: "E tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim". Pois Yeshua, o Mashiach teria tomado, dos três, o matzá do meio, o pedaço que ficava para o sacerdote, o mediador entre D-us e o povo, partido (como Seu corpo seria partido), envolvido parcialmente em um guardanapo de linho (como Ele seria envolto em linho para o funeral), o escondido, (assim como Ele foi enterrado), o trazido de volta (assim como Ele seria ressuscitado), e o distribuído a todos os que se assentavam com Ele (assim como Ele iria ainda dar a Sua vida para todos os que cressem). Como Ele assim o fez, estava consciente de que o pedaço de matzá do meio representava Seu próprio corpo imaculado dado para a redenção de Seu povo. Assim como o matzá é todo marcado e perfurado, Seu próprio corpo seria mais tarde marcado (pelos açoites) e perfurado e é por essas pisaduras que fomos sarados (Isaías 53:5). O pedaço de matzá do meio, ou o afikoman, é nosso pão da Santa Ceia.

A Terceira Taça

A terceira taça de vinho é tomada após a refeição. È a taça da redenção, que nos faz lembrar do sangue derramado do Cordeiro inocente que trouxe nossa redenção do Egito. Vemos que Yeshua tomou a terceira taça em Lucas 22:20 e em I Coríntios 11:25, “Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim”. Essa não foi simplesmente uma taça qualquer; foi a taça da redenção da escravidão para a liberdade. Essa é a nossa taça da Santa Ceia.

A Quarta Taça

A quarta taça é a Taça de Hallel (ou halel). Hallel, em hebraico, quer dizer "louvor," e vemos na bela Oração Sacerdotal de João 17, que Yeshua usou seu tempo para louvar e agradecer ao Senhor no fim do Sêder pascal, sua última ceia. O Cordeiro Pascal imaculado tinha louvor em seus lábios quando estava a caminho de Sua morte.

A Taça de Elias

Um lugar estabelecido permanece vazio para o profeta Elias, o convidado de honra em cada mesa pascal. Os judeus esperam que Elias chegue na Páscoa judaica e anuncie a vinda do Mashiach (Malaquias 4:5). Então, um lugar é reservado, enche-se uma taça com vinho e os corações ficam na expectativa de que Elias venha e anuncie as Boas Novas. No final da refeição pascal, uma criança é enviada à porta para abri-la e ver se Elias está lá. Todos os anos, a criança retorna desapontada e o vinho é derramado fora sem ser tocado. Meu povo espera e anseia pelo Mashiach – eles não percebem que o Mashiach já veio, mas os de nós que crêem em Yeshua sabem que é dele de quem o profeta falou. Ele é o Cordeiro Pascal imaculado e sem defeito, cujo corpo foi partido por nós, cujo sangue foi derramado e que agora vive para dar Sua vida a todos nós que colocarmos Seu sangue nas ombreiras e na verga de nossos corações e que passamos da morte para Sua vida eterna.


Texto adaptado e acrescido por Metushelach de Texto publicado em http://www.povoescolhido.com.br/index.php?id=92



quarta-feira, 23 de março de 2016

Próxima Festa - Purim

Festa de Purim acontece este ano no dia 23 de Março.


A festa de Purim é celebrada anualmente pelos judeus de todo o mundo, ela relembra o período do império Persa sob o domínio do rei Achashverosh (Assuero) onde ocorreu o livramento do povo judeu das mãos de um terrível inimigo cujo nome era Hamã, essa história está relatada no livro de Ester da Bíblia sagrada conhecido em hebraico como Meguilá de Ester. O termo Pur apresenta ter origem persa e significa “Sorte” como Purim está no plural, portanto “sortes”, esse nome dá-se em função dos vários sorteios realizados por Hamã, que os realizava para determinar o dia e o mês mais propício para atacar os judeus, os persas tinham suas crenças voltadas ao zodíaco e creditavam muita honra aos astrólogos e magos dentre os quais provavelmente foram consultados por Hamã para lançarem as sortes. A guematria (Arte de somar as letras hebraicas, visto que cada letra possui um valor numérico) de Purim dá um total de 336, ou seja: Pei S=80, Vav Y=6, Resh I=200,Yud W=10 e Mem F= 40, somando 336 teremos 12 que é o total das tribos de Israel, com isso concluímos que a tentativa de Hamã era na verdade um plano diabólico perpetrado por satanás para aniquilar não somente Mordechai (Mordecai) mas todo povo judeu, o dia exato do livramento foi no dia 13 de Adar (mês que corresponde entre os meses de Fevereiro e Março) para a grande maioria das pessoas o número 13 soa como um número de azar isso dentro das culturas ocidentais principalmente quando cai num dia de sexta-feira como no caso das sortes lançadas sobre os judeus nos dias de Ester, mas no contexto judaico esse número é muito querido e representa o amor, a soma da palavra amor (Achavath) em hebraico é 13) quando somamos o número 13 temos 4 que representa o mundo, temos 4 estações no ano, 4 pontos cardeais no planeta, 4 evangelhos entregues á humanidade que se resumem em João 3:16, e assim por diante, concluí-se que pelo dia do livramento, que Hamã queria destruir os judeus não somente na Babilônia então sob domínio persa, mas em todo o mundo, o que demonstra que a preocupação de Hamã não era apenas com Mordechai (Mordecai), ao somarmos o numero12 teremos o valor numérico de 3 que representa mudança de estado ou transformação de situação, basta lembrarmos que Pedro teve sua situação espiritual alterada seu estado emocional modificado no ato de suas três vezes que negou ao Mashiach (Mt.26:69á75) essa alteração retrata bem o fato acontecido com os judeus nos dias de Ester, em contraste com a situação de Pedro tudo parecia perdido para Mordechai e para os judeus, mas de súbito houve uma mudança de estado emocional e de situação para ambos, na tentativa de extermínio ocorreu o livramento.

Em Purim todas as coisas ocorrem de forma oculta, os personagens agem à surdina e a trama se desenrola como num de filme de suspense, eles se revelam no final do evento trazendo um desfecho inesperado, ou seja, a vitória dos judeus.

O 1º personagem oculto é o próprio rei Achashverosh, que demonstrou com suas atitudes primárias sua total incapacidade de reinar, isso ele demonstra quando vende o povo judeu por nada para Hamã, um rei de verdade não teria tal atitude sem antes investigar á fundo as acusações contra eles proferidas.

O 2º personagem é Ester, palavra de origem hebraica e significa estrela, uma pessoa cativante, charmosa e sensual, o nome vem do verbo hebraico “mastir” que significa “esconder, ocultar” o nome verdadeiro de Ester era Hadassa que significa “murta” uma espécie de arbusto com o qual se fazem cercas vivas, tanto a origem quanto o significado do nome de Ester demonstram o papel importante que ela desempenhou na história. Sua beleza foi o item primordial na escolha do rei e seu brilho cativante descortinou a atitude de Hamã o levando a sua própria destruição, ela era prima de Modechai e vencedora do primeiro concurso de beleza de que se tem notícia na história, depois de pronta foi levada á presença do rei que não conseguiu conter-se ao ver o charme e a sensualidade dela, durante todo o tempo ela se manteve escondida (mastir) não revelando sua identidade judaica, mesmo após ter se transformado em rainha, assim ela personifica o novo Israel de D-us munido de ex-gentios (ICo.12:2-Ef.2:11á14) agora novos frutos na comunidade de Israel através do enxerto (Rm.11), por um período extenso de mais de um milênio e meio a Igreja de Yeshua assumiu características contradizentes em relação á sua origem judaica permanecendo oculta por todo esse tempo e negando com isso os princípios de Yeshua para com sua Igreja em relação ao seu povo de começar primeiro com o judeu (Lc.24:47-Rm1:16), a mesma atitude teve Ester ao saber da situação do povo judeu na Pérsia (Et.4:11) a resposta de Mordechai soa como um sinal para a Igreja de Cristo (Et.4:13-14) acerca disso valem as palavras de Paulo “não presumais de vós mesmos” (Rm.11:25), agora nos últimos dias a Igreja está se revelando aos poucos resgatando suas origens, seus padrões e princípios bíblicos judaicos assim como Ester teve que se manter escondida, essa união entre os messiânicos (Mordechai) e os evangélicos unificam a igreja e tem e estará se transformando numa grande muralha (murta) de proteção espiritual em torno de Israel nos últimos dias que novamente terá de passar pela aflição do desejo de seus inimigos de verem a sua destruição, nesse contexto Ester representa a Igreja profética dos últimos dias que através da intercessão e jejum estará contribuindo de forma ineficaz junto ao rei Yeshua em favor do povo judeu gerando sua proteção e proclamando sua paz (Sl.122:6).

O 3º personagem é Hamã, seu nome significa estar quente, morno, vem da origem Hamas que significa violência, maldade, injustiça. Hamã foi uma espécie de inimigo oculto, que além de violento, usou de maldade e injustiça contra Mordechai e os judeus, ele não se satisfaria com nada menos que a destruição do povo judeu, no decorrer da história da humanidade vários Hamãs tem surgido no caminho de Israel, homens “quentes” e violentos como o general Tito de Roma em 70dc, as cruzadas na Europa sob o sistema de Roma, a inquisição católica, Hitler, os Palestinos com seus homens bomba, o Irã com a tentativa declarada diante da comunidade mundial de exterminar Israel do mapa e outros sempre tiveram e têm princípios mortais para o povo judeu, mas todos eles terão que provar o próprio veneno assim como Hamã foi enforcado na sua própria forca.

O 4º personagem é Mordechai, a origem do nome é babilônica, e deriva do nome Maduk, um deus mitológico da Babilônia, os judeus da Pérsia costumavam dar nomes babilônicos aos seus filhos, Mordechai era primo de Ester, era da tribo de Benjamim descendia de Jair, Simei e Quis, este era pai de Shaúl o primeiro rei de Israel, um dado importante na vida de Mordechai, visto que Hamã era agagita descendente do rei Agague dos amalequitas na época inimigo declarado do rei Saul, após a morte dos pais de Ester Mordechai a adotou e criou educando como se fosse sua filha, durante a história ele instruiu Ester concedendo a ela vários livramentos e a mantendo em conexão com o rei Achashevosh através de seu comportamento, na pessoa de Mordechai temos figuradamente o judaísmo messiânico (judeus crentes em Yeshua) que surgiu nos dias de Yeshua e está ressurgindo das cinzas nos últimos dias, os judeus messiânicos vem interagindo com a Igreja de Yeshua (Ester) e trabalhando arduamente para a salvação do povo judeu através de Yeshua, assim como Mordechai, educando a Igreja no relacionamento com o Rei Yeshua, através de instruções e conselhos nos padrões judaicos das escrituras, isso está acontecendo mesmo que ainda pareça aos olhos de muitos, não ser possível devido aos vários conceitos religiosos e ao proselitismo existente entre ambas as partes, esta acontecendo em oculto á vista da comunidade mundial religiosa, o mesmo ocorreu com Ester que recebia essas instruções ás escondidas, os fatos na história de Ester demonstraram a atualidade que vivemos nos nossos dias, pois Israel se vê a sombra de um terrível ataque anti-semita (oposição á Israel) a qualquer momento, Hamã transfigura o terrível anti-semitismo contra os judeus e sua inimizade contra Ester específica o personagem do Anti-Cristo, ambos serão resistidos e destruídos mediante a união entre Mordechai e Ester (Judeus Messiânicos e Evangélicos) Cristo realizou o obra de unificação entre judeus e gentios (Ef.2:14) e as atitudes impensadas dos dois povos criaram novas barreiras, nossas barreiras devem ser quebradas o mais rápido possível para juntos agirmos em favor de Israel e do reino de Yeshua. Assim como Mordechai ocupou uma posição de destaque no reino de Achashverosh, o judaísmo messiânico também terá no casamento de Yeshua com sua Igreja, na festa das bodas(banquete de Ester) e no reino de Yeshua.

5º personagem é D-us, em nenhuma passagem do livro de Ester está mencionada a palavra D-us, talvez pelo fato de que o livro tenha sido escrito nos idiomas dos medos e dos persas, mas é evidente a participação do Senhor na história de Ester, primeiramente no ato da insônia do rei (Et.6:1), ninguém que esteja perturbado por alguma insônia iria querer ler um livro de atas políticas como livro de crônicas reais, é como se você estivesse sem sono e pegasse o livro da constituição de seu país para ler, mas o rei pediu o livro e foram lidas as crônicas de seu reinado, então se leu sobre o feito de Mordechai em seu favor, que interessante justamente num período perigoso para Mordechai e para o povo, em toda a história de Israel o Eterno se mostrou presente, mesmo no holocausto de Hitler, os judeus surgiram das cinzas da morte e reconstruíram o estado de Israel se tornando a mais forte potência do oriente médio.

O que podemos aprender com Purim é que mesmo que o inimigo possa lançar sortes contra nossas vidas somos guardados e protegidos pelo Eterno como uma pessoa protege a parte mais sensível de seu corpo “a menina de seu olho”, talvez pareça que é o fim para nós, mas no término de tudo lá está a mão de D-us agindo no silêncio da noite, Purim não está estabelecida entre as sete festas fixas anuais, mas demonstra com exatidão que todos nós devemos comemorar os vários livramentos concedidos pelo Eterno, assim como o dia do livramento equivale ao número da terra, Purim se torna uma festa universal para todos os que constantemente são livres das garras do mal pelo D-us do livramento e aguardam com ansiedade o dia do casamento de Yeshua com sua Igreja e as maravilhosas bodas para o estabelecimento de reino de paz e justiça que se seguirá!

Chag sameach HaPurim!
Feliz festa de Purim!

Fonte: http://www.restaurandoisrael.com.br/?p=38

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Festa de Sucot - Tabernáculos - Cabanas

 
     Chag Sucot Festa de Tabernáculos - Cabanas

Do Por do Sol do Dia 08/10/2014
Ao Por do Sol do Dia 15/10/2014
 
 
Shemini Atzeret – Oitavo Dia 

Ao Por do Sol do dia 15/10/2014



 
Simchát Torah – Alegria da Torah

Ao Por do Sol do dia 16/10/2014 
 

 
"Porém no 15º dia do 7º mês..., celebrarão a festa de Adonai por sete dias; no 1º dia da Festa não trabalharão, e também no 8º dia após a Festa haverá descanso (Shabat). E no 1º dia pegarão para vocês Fruto da árvore formosa (Etrog - Cidra - Limão Siciliano) ramos de palmeiras, ramos de murta (Hadas), e salgueiros de ribeiras (Aravot); e vos alegrareis perante Adonai vosso D-us por sete dias. E celebrareis esta festa para Adonai por sete dias a cada ano; isto é um estatuto perpétuo é para sempre pelas suas gerações; no 7º mês devem comemorá-la. Por 7º dias sentarão em Cabanas." (Levítico 23:39-42)
 

Chag Sucot – Festa de Tabernáculos - Cabanas - Colheitas
 
Após o pecado do Bezerro de ouro, as nuvens da Shechiná (Presença Divina) desapareceram.
Em Yom Kipur, no dia 10 de Tishrei (7° mês bíblico) Moshe desceu do Monte Sinai com o segundo conjunto das Tábuas da Lei. No dia seguinte, em 11 de Tishrei, Moshe disse ao povo de Israel para trazerem doações para a construção do Tabernáculo, e trouxeram por dois dias [12º e 13º dia de Tshrei]. No 14º do mês de Tishrei, os construtores do Tabernáculo recolheram os materiais.
No dia 15º de Tshrei, começaram seu trabalho e a Shechiná (Presença Divina na forma da nuvem) retornou, fato este que se tornou a Alegria de Sucot! 

A Festa de Sucot, também chamada de festa de Tabernáculos ou Cabanas ou das Colheitas, é o culminar de todos os Moedim (Festas - Tempos apontados por D-us).
É uma imagem profética do Reino de D-us que está entre nós e está por vir em plenitude, e a comemoração quando o mundo vai viver em paz e em fraternidade sob o reinado e o comando do nosso Rei e Messias, Yeshua (ישוע) de Zion (ציון).

Os Tempos apontados - Moedim

Em Levítico 23, as palavras: ‘Eu sou Adonai teu D-us’ só são mencionadas em duas festas – Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Tabernáculos).
Nós celebramos dois grandes grupos de Moedim (Festas) no decurso do ano:
 
1º Os dias Santíssimos, ou os feriados no mês bíblico de Tishrei.
 
2º Os três Moedim (Festas) de peregrinação à Jerusalém.
 
* Pêssach - A Páscoa Bíblica - ‘o tempo da nossa Libertação (salvação)’
* Shavuot (Pentecostes)- ‘o tempo da dádiva da Torah e a Ruach Hakodesh (Espírito Santo de D-us)
* Sucot (Tabernáculos) - ‘o tempo de nosso Júbilo’
 
Sucot (Tabernáculos) é uma festa Dupla, pertencente aos dias Santíssimos de Tishrei, e também às festas de peregrinação, unindo ambas.



O Lulav - As 4 ESPÉCIES -  ארבעת המינים - Arba'at HaMinim




Em Sucot (Tabernáculos) unimos todos as quatro espécies – dois ramos de salgueiros na esquerda, um ramo de palmeira no centro e três murtas à direita e ajuntamos todos estes ramos na nossa mão direita, e os levantamos em conjunto com o Etrog - Cidra - Limão Siciliano que se encontra em nossa mão esquerda, em seguida, os agitamos três vezes em cada sentido - frente, direita, atrás, esquerda, para cima, e para baixo representando todas as direções onde o Eterno no encontra.
 
Judaísmo, Há um ensino sobre o "Lulav" (as 4 espécies).
O ensino trata de 4 tipos de pessoas. Cada espécie representa um tipo diferente de pessoa, com base em suas qualidades.
Eles são colocados juntos para que eles possam compensar uma a outra, ou seja, unidos seremos todos em um.

* O Etrog (Cidra – Limão Siciliano - uma fruta cítrica) que tem gosto, e cheiro representa a pessoa que aprende e pratica a palavra e boas obras.

* O ramo de Palmeira, que tem gosto, no entanto, nenhum cheiro representa a pessoa que aprende, mas não pratica a palavra nem boas obras.

* os salgueiros, que não tem nenhum sabor e nem cheiro representa a pessoa que não atenta a aprender a palavra e nem pratica boas obras.

* a Murta, que não tem gosto, mas tem cheiro representa uma pessoa que não atenta a aprender a palavra, mas pratica boas obras.
 
Este "Lulav" ensina, quando aplicado ao Judaísmo, é muito interessante.

Ele lida com “teologia” messiânica - O Etrog está diretamente ligado ao poder da Ruach HaKodesh (o Sopro Divino – Espírito Santo).
 
Considere Isaías 59:21: ‘Adonay diz ao seu povo: - Esta é a aliança que vou fazer com vocês: o meu Ruach (Sopro - Espírito), que eu lhes darei, e as minhas palavras que coloquei em suas bocas, ficarão com vocês para sempre. Vocês as ensinarão aos seus filhos e aos seus descendentes, agora e para sempre. Eu, Adonay, falei...’ O ramo de Palmeira é conectado ao Messias. Considere Zacarias 3:8, ‘... Eis que eu farei vir o meu servo, O Tzemach (Renovo ou broto)’
 
Salgueiros estão conectados a D-us. E O Messias esta conectado ao escrito em Isaías 48:16 – ‘Chegai-vos a mim e ouvi isto: não falei em segredo desde o princípio; desde o tempo em que isso vem acontecendo, tenho estado lá. Agora, Adonay D-us me enviou a mim e o Seu Espírito... ’


A Murta, com seus dois ramos, estão conectados aos outros dos ungidos. Em conexão ao escrito em Zacarias 4:14, ‘Então, ele disse: São os dois ungidos, que assistem junto ao Senhor de toda a terra’

Sucá - Cabana
Após Yom Kipur, cabanas temporárias são construídas em todo o mundo judaico.
O cheiro perfumoso cítrico do Etrog (Cidra) quando entramos na Sucá (cabana), declara a nossa fé na proteção de Adonai nosso D-us. É a essência da festa de Sucot.
 
Uma ponte
A Sucá (cabana) também fornece uma ponte eficiente entre o dia mais sagrado do ano, o Yom Kipur e a festa da colheita e a alegria de Sucot.
Na conclusão do Yom Kipur, logo após somos ordenados na preparação para construirmos a Sucá (cabanas) que representam a paz, fé, abrigo e o otimismo eterno do comportamento humano.
 
À noite no serviço religioso de Sucot, dizemos esta oração: ‘abra sobre nós o abrigo [Sucá] da Sua paz. Abençoador és Tu, Adonay, que abre sobre nós um abrigo [Sucá] de paz, sobre todo seu povo Israel e sobre Jerusalém’.
A Sucá que construímos em Sucot espelha a Sucá celestial que D-us abre sobre nós. É uma expressão de esperança no nosso futuro

A Sucá da paz

Como a Sucá torna-se um “Abrigo da paz"? Se D-us queria proteger-nos, deveríamos ter abrigos de concretos,  aço e ferro.
 
Quem poderia confiar em algo tão frágil como uma Sucá (cabana) para nos proteger?
Sim, ainda na festa de Tabernaculos, judeus saem de suas casas precisamente para expor-se aos elementos, por quê?
A Sucá da Paz não é feita com armadura de aço, mas com .
 
A Sucá é um lembrete das cabanas que os filhos de Israel usaram no deserto na época êxodo do Egito. Todo o Israel habitou em uma Sucáa Sucá da Shechiná de D-us. A ‘nuvem da Gloria’ que acompanhava os hebreus foi removida após o pecado do ‘bezerro de ouro’.
Os Hebreus arrependeram-se e Adonai os perdoou em Yom Kipur.
A ‘nuvem da Gloria’ reapareceu cinco dias mais tarde em Sucot.
A Sucá é chamada pelos Sábios Rabinos do Talmud de o abrigo da fé". Nós somos ordenados habitar na alegria. Só podemos fazer isto tendo de que algo melhor poderá emergir do que estamos vendo a nossa volta.
 
Igualdade para todos
A Sucá apaga as diferenças de classes. Todos são ordenados a estar sobre uma Sucá sejam ricos ou pobres. Ela ensina os ricos que os bens materiais não são tão permanentes como eles parecem ser, e que não estão sempre no controle de suas vidas. Ela ensina os pobres, como seus antepassados no êxodo, que eles podem ter confiança que D-us proverá nas suas vidas. Durante a festa Sucot (Tabernaculos), os pobres e ricos estão realmente no mesmo "barco" – ‘Sukah’
Seres humanos têm uma tendência em pensar que estão no controle de tudo. Sabemos em nossas mentes que não é bem assim, mas agimos como se nosso destino e nosso mundo estão em nossas mãos. Temporárias ‘cabanas- Sukah’ mostram-nos que as coisas são bem diferentes. A última palavra é colocar nossa confiança em D-us.
Esta idéia é expressa no livro, Eclesiastes, sobre Sucot. O autor é o Rei Salomão, um dos homens mais ricos e sábios de todos os tempos.
Ele começa por dizer; ‘Havel HaHavelim (Ilusão de Ilusões), diz o Pregador; tudo é Havel (Ilusão). Que proveito tem o ser humano de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do sol?’ Eclesiastes 1:1
No final, o Rei Salomão soma em Eclesiastes 12:13 dizendo;’De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: tema a D-us e obedeça aos seus mandamentos (Mitzvot) porque foi para isso que fomos criados.’
Rei Salomão descobriu que Adonay é a única força estável no mundo, e não seus bens materiais ou feitos humanos. Este é ponto central da Suká. Obs: Suká: é uma cabana construída na época da festa de Tabernaculos.
 
O aniversário de Yeshua
O número de dias entre os meses bíblicos Nisan e Tishri é sempre o mesmo. Devido à isso, o tempo da primeira grande festa [Páscoa judaica em Nisan] para a última Grande Festa [Sucot em Tishri] é sempre o mesmo
Isso poderia ter qualquer conexão com Dia do nascimento de Yeshua (Jesus) em Sukot (Tabernaculos) e sua morte na Páscoa (bíblica)?
Páscoa judaica e bíblica é no 1º mês do calendário bíblico e Tabernaculos é no 7° mês. As Escrituras nos alertam que o Messias virá como as chuvas temporã, está escrito em Oséias 6:3 “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao
S-NHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva temporã que rega a terra."
 
Festa
Sukot comemora como D-us cuidou dos Israelitas quando eles "tabernacularam” no deserto, e Nascimento da Yeshua comemora como D-us cuidou de nós enviando seu filho e ele "tabernaculou" entre nós.
Deuteronômio 31:10 diz que Sukot foi escolhida por D-us para ser o tempo quando a Torá iria ser lida publicamente no Templo, e Deuteronômio 16:16 diz que cada Israelita deveria subir ate Jerusalém no Templo. Foi em Sukot (Tabernaculos) que a palavra de Adonay apareceu e foi levada para o Templo diante todos os judeus.
 
As Escrituras sagradas não dão uma data exata para o nascimento de Yeshua (Jesus) na Terra. Mas nós podemos ver algumas pistas que apontam para uma época certa.
Zacarias
Zacarias era um Sacerdote levita no qual Lucas diz que ele era da ordem de Abiu. Isso é um detalhe importante, porque a cada ordem de sacerdotes foi atribuída ao serviço do Templo por um período determinado no calendário hebraico.


Em I crônicas 24, os sacerdotes da ordem de Abiu foram atribuídos ao serviço de Templo entre o dia 12-18 dias do mês bíblico de Sivan. Foi durante seu tempo de serviço no templo, na semana do dia 12-18 de Sivan, que Zacarias foi avisado por um anjo que sua esposa Elisheva (Isabel) teria um filho.
Lucas diz que Zacarias foi pra sua casa e que Isabel concebeu. Não sabemos exatamente quando esta concepção aconteceu. Mas se, no prazo de uma semana do serviço de Templo de Zacarias terminara, ela deve ter concebido cerca de 25 de Sivan.

Se for assim, o filho do sacerdote pode ter nascido mais ou menos em 15 de Nisan (mês bíblico), que é onde ocorre a Páscoa bíblica
Os Evangelhos dizem que João o Batista tinha espírito e a unção que atuava em Elias. Na tradição judaica, os judeus esperam e convidam Elias a entrar em suas casas, pois Elias é como um precursor do Messias. Se João Batista, o "Elias" nasceu na Páscoa judaica, ele literalmente preencheu esta expectativa para aquela época.
 
Maria e Chanucá
Agora vamos considerar Miriam (Maria), a mãe de Yeshua (Jesus). De acordo com Lucas, o Anjo Gabriel visitou Maria no sexto mês da gravidez de Isabel, se a ordem é correta. O sexto mês de gravidez de Isabel teria tido no dia 25 do mês bíblico de Kislev, que é o primeiro dia de Chanucá, a festa de Dedicação. (João 10:22-23)

Se a aparição do Anjo Gabriel a Maria ocorreu durante a festa de Chanucá, Yeshua (Jesus) foi concebido no Útero Maria durante a festa de Chanucá.. Outro vínculo interessante a Yeshua (Jesus): 8 é o número tradicionalmente associado ao Messias, e a luz é e o principal Símbolo para a festa de Chanucá (dedicação).
Agora 285 dias a partir do primeiro dia da festa de Chanucá é 15 de Tishrei (mês bíblico), primeiro dia de festa de Tabernaculos. Assim, se Yeshua realmente foi concebido durante a festa de Chanucá, ele teria nascido durante--a festa de Sucot (Tabernaculos)!
 
As Implicações proféticas
Quais são as implicações proféticas se Yeshua (Jesus) nasceu durante Sukot (Tabernaculos). Há pistas que podem ser encontradas em toda a Escritura.
A antiga compreensão judaica e a expectativa, é que o Messias chegaria no quarto dia. Quando nos referimos ao quarto dia quando nós falamos quarto dia estamos nos referindo aos sete dias da criação. Os rabinos há muito tempo vêem isto como uma analogia de 7000 anos.
Acreditamos que estamos bem no finalzinho do sexto dia; o ano de milésimo de 6. No sétimo dia, ou 1000 anos do sétimo dia é o Reino do milênio do Messias, no qual estamos em expectativa.
A idéia de que o Messias viria no 4º dia, ou pelo ano 4000 é derivado em parte por causa de Malaquias 4:2. "Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerá O Sol da Justiça, trazendo salvação nas suas asas. (ou Capas)

Na tradição hebraica, o Sol refere-se a chegada do Messias no 4º dia, o dia que o sol foi criado. Em suas asas refere-se ao tzit-tzit ou as franjas sobre os cantos (asas/capa) da peça de seu vestuário.
Recordar-nos destes tzit-tzit que aludem aos 613 mandamentos da Torá e no caso de Yeshua, representam o poder de Torá para curar.
Lembram-se ... a mulher com o fluxo de sangue? Ela tocou nas orlas das vestes (tzit-tzit) de Yeshua é foi curada instantaneamente.
O ano 4000 é aproximadamente o ano 3 D/C., o ano em que muitos pensam que foi o ano de nascimento do Yeshua.
 
A Contagem
Para determinar quando o anjo deu esta profecia A Zacarias, começamos pela análise I crônicas 24, que é a ordem dos Cohanim (sacerdotes), que serviam no Templo. Eram 24 divisões de sacerdotes para que o templo tivesse sempre em funcionamento.
 
Zacarias era um membro da divisão de Abiu. Em 1º crônicas 24:10 nós sabemos que esta divisão, esta família de sacerdotes, era servir na oitavo ordem das 24 divisões. a sétima para Hakoz, a oitavo para Abiú...’
Os escritos judaicos Talmúdicos, chamados Mishná, afirma que o serviço da primeira divisão começar no primeiro Shabat do mês bíblico de Nisan (ou seja, no 1º mês do calendário judaico) que é duas semanas antes da Pessach - Páscoa bíblica.
 
Cada divisão de sacerdotes servia uma semana durante duas vezes no ano. Mas, também o Talmud, a Mishná diz que todos os sacerdotes também atuavam na festa de Pessach (páscoa bíblica), Shavuot (pentecostes), e Sukot (Tabernaculos) devido ao maior número de peregrinos nestes moedim (tempos separados por D-us – Festas).
Lucas 1:5, “’Nos dias de Herodes, rei da Judéia, houve um sacerdote chamado Zacarias, do turno de Abiu. Sua mulher era linhagem de Arão e se chamava Isabel’.
Se você contar oito semanas a partir do o tempo que a primeira divisão no 1º mês bíblico de Nisan e em seguida, adicionar duas semanas para Pessach e duas semanas para Shavuot, chegamos ao tempo em que Zacarias estava servindo no Templo em Jerusalém, ou sobre dez semanas após primeiro de Nisan, que é aproximadamente meados de Junho. Escolhemos a primeira semana do serviço de Zacarias no ano, em vez do segundo.
Há boas razões para isso. As palavras do Anjo a Zacarias são uma chave. O anjo disse filho de que Zacarias ia anunciar a vinda do Messias, o espírito e a unção de Elias. Quem eles esperavam para Páscoa (bíblica)? Elias!
O Nascimento de João ocorre nove meses mais tarde, no tempo de Pessach (páscoa).  A Tradição oral judaica, ainda hoje, diz que será Elias que aparecerá na Páscoa para anunciar a vinda do Messias.
Lucas 1:36, ‘Fique sabendo que a sua parenta Isabel está grávida, mesmo sendo tão idosa. Diziam que ela não podia ter filhos, no entanto agora ela já está no sexto mês de gravidez
 
Em Lucas 1:36 a Ruach HaKodesh (Sopro Sagrado) veio sobre Maria, a jovem esposa de José na cidade de Nazaré, no momento quando o sua prima Isabel já estava grávida de João seis meses.

Se juntarmos seis meses ao nascimento de João cai na Páscoa no mês de Nisan, vamos chegar ao mês de Tishrei que cai no nascimento da Yeshua (Jesus).
Se José e Maria passaram em Beit Lecheim (Belém) durante a festa Sukot (Tabernaculos), é muito provável que nascimento da Yeshua (Jesus) ocorreu sobre uma Suká, uma estrutura temporária construída para a festa. Porque não havia nenhuma vaga em hospedarias nas proximidades, aproveitaram uma sukah.
Aludindo ao seu nascimento, como o que está escrito em João 1:14: E o Verbo se fez carne e tabernaculou entre nós, cheio de Chesed ve’Emet (graça e de verdade), e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
A palavra grega usada aqui é Skenê que significa “Tabernacular” então refere-se a uma habitação temporária Contexto Hebraico só poderia ser um sukah. No Talmud na Mishná diz que á admissível para um sukah ser construída a partir de um estábulo por exemplo. 
 
Migdal Eder
Outro fato fascinante são as informações em Miquéias 4:8: A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, virá o primeiro domínio, o reino da filha de Jerusalém.

Esta torre do rebanho, Migdal Eder em Hebraico, é um lugar antigo e foi mencionado em Gênesis 35:16-21. Era o lugar onde Jacó acampou na periferia de Belém após a morte de sua esposa Raquel.
Migdal Eder, a torre do rebanho, era na periferia Norte da cidade. O Talmud na Mishná afirma que os sacerdotes Saduceus utilizavam esta área para criar as ovelhas e outros animais que venderiam para o sacrifício no Templo na época de Yeshua (Jesus).
Se a Sukah onde ouve o nascimento de Yeshua foi perto de Migdal Eder, ele confirma seu nascimento como o Cordeiro Pascal de D-us. Se Yeshua nasceu em 15 de Tishrei, primeiro dia de Sucot, o que iria acontecer oito dias mais tarde? Sua brit milá, seu ritual Circuncisão oito dias após seu nascimento, ocorreria em Shemini Atzeret, o dia após o final da festa de Tabernaculos.
Neste dia, Shemini Atzeret, o oitavo dia, também se tornou conhecido como Simchat Torá, a alegria da Torá, o dia em que terminamos o livro de Deuteronômio e ciclo anual de leitura e reiniciamos a leitura com o livro do Gênesis.
Isto estaria mostrando que Yeshua o Messias é a Torá viva. João 1:1 nos diz que: ‘No princípio era o Verbo (Torá/Palavra), e o Verbo (Torá/Palavra) estava com D-us, e o Verbo (Torá/Palavra) é Divino. Podemos constatar que no dia da Shimchat Torá foi o dia em que Yeshua (Jesus) foi levado para dentro da Aliança de Abraham através de brit milá (Circuncisão). 
 
Nosso Messias Yeshua (Jesus) voltará em breve e reinará e governará todo o planeta de Jerusalém por 1000 anos. Esses detalhes não são coincidência. É uma parte do plano da Adonay nosso D-us desde o início.
Nós celebramos Yeshua durante a festa de Sukot. Estamos ansiosos por estes 1000 anos para viver e reinar com Ele, A Palavra de D-us, A Destra Poderosa de D-us. Mas nós também o celebramos como sendo a Torá e o Rabino da Torá perfeita. Ele, próprio, ensinou que devíamos guardá-la; seguindo e praticando os mandamentos da Torá.
Apocalipse e Sucot
O Milênio
Sukot fala sobre o ajuntamento e o milênio. Em Zacarias 14, introduz a era milenial. Ele informa da libertação de Jerusalém e como o Messias vai ser rei sobre todo o planeta.


Sukot é uma imagem da era Messiânica, o reinado de 1000 anos de Messias Yeshua. Adonay nosso D-us diz a nós através de Zacarias o Profeta que na era messiânica todos irão subir a Jerusalém de ano para ano culto o Rei, e celebrar a festa de Sukot (Tabernaculos).
Não haverá nenhuma chuva para aquelas nações da terra que não forem a Jerusalém de ano em ano para adorar o Rei (Zacarias 14:16-18).
Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, o S-NHOR dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos. Se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para adorar o Rei, o S-NHOR dos Exércitos, não virá sobre ela a chuva. Se a família dos egípcios não subir, nem vier, não cairá sobre eles a chuva; virá a praga com que o S-NHOR ferirá as nações que não subirem a celebrar a Festa dos Tabernáculos.
A festa de Sukot é a mais importante no reinado de Messias, porque foi o tempo do seu nascimento e porque ela representa seu reinado.
A festa de Sukot simboliza a própria presença de Yeshua o Messias. Yeshua é "O Tabernaculo de D-us
 
HAG SAMEACH SUKOT - TENHA UMA FELIZ FESTA DE TABERNACULOS 
shabat shalom
Isaías 56:4-7 declara: "Porque assim diz o Eterno a respeito dos eunucos, que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo que me agrada, e abraçam o meu pacto. Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros [um] lugar e [um] nome, melhor do que o de filhos e filhas: [um] nome eterno darei a cada um deles que nunca se apagará. E aos filhos dos estrangeiros, que se chegarem a D’us, para o servirem, e para amarem o nome do Eterno, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu pacto, também os levarei ao meu santo monte, e os festejarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios [serão] aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos".
 
Texto de Beny Zachav - Adaptação de Metushelach Cohen

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Yom Kippur - Dia do Perdão

Para os crentes em Yeshua, ambos seja judeus e não-judeus, a observância do Yom Kippur (Dia do Perdão) pode conter um significado especial. O arrependimento começa em Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico) e chega em um ponto culminante com o dia da expiação dez dias depois. Assim como na comunidade judaica tradicional, os 10 dias (Yomim Nora'im) tem um significado espiritual elevado, que serve para que possamos meditar sobre o nosso proceder diante de D-us e como isso pode afetar a sociedade, trazendo a ela juízo ou justiça por meio de nossas ações coletivas.

Liturgicamente mesmo que não haja muitos costumes diretamente relacionados com os dez dias, a ênfase poderia ser aplicada a meditação diária de um crente na época. Leituras tradicionais a partir do livro de Jonas, Oséias 14 e outras passagens pertinentes pode melhorar a própria valorização do memorial deste apontamento de D-us.

Na véspera do Yom Kippur no final da tarde do dia 9 de Tishrei, são tomadas medidas especiais para inaugurar o dia mais sagrado do ano. Uma vez que é chamado de dia de descanso (Shabat), os costumes gerais relativos ao Shabat semanal já estão todos ordenados.

O Yom Kippur será um dia de jejum para a maioria, então a refeição da véspera no fim de tarde torna-se mais vital. A mesa já está adornada com o melhor linho branco e a com cutelaria de prata. Durante todo o Dia Sagrado, branco tem um significado especial, pois simboliza a nossa esperança pela a pureza de nossas transgressões e perdão de nosso pecados. O vinho é abençoado com a benção kidush, a chalá da forma especifica. Um suntuoso jantar é servido em seguida, que pode incluir pratos doces para representar o ano novo doce do perdão. À medida que o sol se põe naquela noite, o jejum começa.
Alguns crentes questionam-se sobre o jejuar, uma vez que eles já estão perdoados pelo Sacrifício do Mashiach. Verdade, os crentes não jejuam para obter o perdão, mas há alguns benefícios do jejum, no entanto. Yeshua falou das bênçãos de um jejum e poder espiritual que ele proporciona a ponto de certas castas de demônios só serem expulsas por meio de jejum e oração.

Embora a questão da salvação já está resolvida pela fé em Yeshua, os crentes ainda estão em constante necessidade de retornar a uma caminhada pura com o Pai. Temos pecados a confessar e para nos arrependermos (I João 1:7-9). O jejum pode sensibilizar os nossos espíritos ao coração de Deus.
Muitos judeus e gentios messiânicos jejuam no Yom Kippur por outros motivos também. Como é o primeiro dia do ano em que os judeus religiosos de todo o mundo são movidos para as sinagogas para estarem orando, os crentes também poderiam se utilizar deste dia especial para juntos num mesma língua orar pela salvação de Israel (Romanos 10:1).

A noite de Yom Kipur é um momento maravilhoso para um culto messiânico. Para aqueles que vivem perto de uma congregação messiânica judaica, assistir a um serviço de Yom Kippur formal pode ser um destaque espiritual. A música, a liturgia e a mensagem tudo celebrando o verdadeiro significado do dia: expiação em Yeshua o Messias!


Se você não puder comparecer, por que não planejar o seu próprio serviço para a sua família e amigos. Você tem o maior livro didático para o planejamento de tal celebração: a sua própria Bíblia. Escolher algumas canções e Escrituras que acentuam o tema do perdão em Yeshua. Combinado com o jejum e oração, qualquer grupo tem o potencial para um inspirador serviço do Yom Kippur.

No dia seguinte, o estômago está testificando que esta é um momento sério de buscar a Deus. Para aqueles que querem a experiência completa judaica, continua-se o jejum, mesmo sem água, até o anoitecer. O dia de Yom Kippur é uma outra oportunidade para o culto com uma comunidade de crentes. O tema é o mesmo: arrependimento e regozijo no plano de perdão de D-us .

A tarde pode ser aproveitar em casa descansando e meditando sobre a importância do dia. Nossa congregação messiânica tem uma tradição de reunir-se para a hora final do dia; Isto tem provado ser um momento rico de oração e adoração corporativa como lemos a partir de um sidur messiânico (livro de orações), as Escrituras, e cantar músicas de louvor ao nosso redentor. À medida que o sol se põe para fechar o Yom Kippur, bendizemos o vinho e a chalá, assim as primeiras coisas que gosto após o jejum são doces. Então nós temos um jantar leve ou apenas sopa encerra a celebração deste dia santo.

Bendito seja o Senhor D-us, que garantiu a nossa salvação em Yeshua o Messias! Isso é o Yom Kippur que é relativo ao arrependimento que o Espírito Santo nos convence que temos que ter para que a partir de nossa confissão de erros, possamos lançar mão do sacrifício expiador que Yeshua plenificou em sua carne.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Parashat Ki Tetse "כי תצא" – (Quando Saires)

Parasha Ki Tetsê: Devarim 21:10 à 25:19 (clique para ler)

Haftará: Yeshayahu 54:1-10 (clique para ler)

 
 
Resumo da porção semanal Ki Tetsê:
 
Ki Tetsê é a 49ª porção da Torah, e a 6ª de Davarim contém 74 mandamentos, nela, são abordados os mais diferentes assuntos. Desde leis referentes à guerra como sitios, cativos, despojos até considerações sobre o aferimento de uma balança, leis referentes à herança e primogenitura, sobre rebeldia dos filhos, sobre misturas de materiais ‘shatnez’, difamação de uma mulher casada, a proibição de diversos tipos de casamento, a responsabilidade da fidelidade no pagamento aos empregados, assim como a consideração pelos órfãos e as viúvas, os desfavorecidos.
 
Haftará Ki Tetsê é a quinta das setes Haftarot de Consolo. Nela o profeta promete qu os judeus da Babilônia serão redimidos por D-us e que Ele não os esquecerá. Ele os abandonou temporariamente e os salvará se decidirem observar Suas Leis (muitas relatadas nesta parasha), D-us revela que , assim como prometeu não mais destruir a humanidade após o dilúvio, Ele jamais destruirá Israel.
 
A prisioneira formosa - “Ieshêt Yefat Toar”
 
Considere Devarim 21:10-14, “Quando saíres à guerra contra os teus inimigos, e o Senhor teu D-us os entregar nas tuas mãos, e os levares cativos, se vires entre as cativas uma mulher formosa à vista e, afeiçoando-te a ela, quiseres tomá-la por mulher, então a trarás para a tua casa; e ela, tendo rapado a cabeça, cortado as unhas, e despido as vestes do seu cativeiro, ficará na tua casa, e chorará a seu pai e a sua mãe um mês inteiro; depois disso estarás com ela, e serás seu marido e ela será tua mulher. E, se te enfadares dela, deixá-la-ás ir à sua vontade; mas de modo nenhum a venderás por dinheiro, nem a tratarás como escrava, porque a humilhaste.”
 
Cativas
No período da antiguidade em que as terras não tinham donos e os Estados soberanos estavam em seu principio, era comum as disputas ferrenhas por território, nas quais os dominados ou eram totalmente aniquilados ou se tornavam cativos para posterior servidão mas normalmente quem restava em vida eram mulheres e crianças que cativas se tornavam juntamente com os despojos de guerra propriedade dos vitoriosos. Vemos a ocorrência destes procedimentos ao consultarmos a literatura clássica grega, observamos também a semelhança da legislação contida nesta porção da Torah com as leis escritas no código de Hamurabi, e o código de Mari documentos que regulamentavam a vida nas terras próximas naquela época.
Mas existe uma diferença marcante pois a Torah dava às mulheres prisioneiras o status de seres humanos e não de uma propriedade de guerra.
Em análise ao contexto desta passagem vemos que estando um soldado israelita por muito tempo longe de sua casa, sendo ele casado ou não, ele poderia estar no limite de suas forças em resistir à inclinação ao mal, e satisfazer seus instintos naturais, então a Torah o protege de se precipitar em uma relação apenas passageira, pois ele vendo uma cativa de beleza e formosura que influenciada pelos antigos conselhos ardilosos de Bilam (Bamidbar 25:1-4; 31:16) de seduzir os soldados por meio de belas roupas e penteados, poderia ele ser tentado a prevaricar com a tal cativa nem que para isso ele tivesse que precipitadamente a tomar em casamento, e no intuito de colocar empecilhos a um ato desencadeado por desejos passageiros a Torah cria um roteiro para que o soldado que temente a D-us e obediente as Suas Leis não fosse traído por seus impulsos e se conscientizasse de seus atos precipitados.
Sendo assim o soldado temente, que se encantou com a beleza de uma cativa de guerra e quisesse toma-la por esposa, seguiria as seguinte orientações:

 
* Deveria levá-la para sua casa por um período de um mês lunar de 30 dias.
 
* Raspar cabelo (cortar bem curto).
 
* Cortar suas unhas.
 
* Desfazer de suas roupas as quais ela usava quando foi capturada que se seguindo o conselho de Bilam eram suntuosas e provocantes.
 
* Deixá-la ficar de luto aos prantos pela sua família por 30 dias.
 
 
O que significa isso? O que está acontecendo aqui?
 
Embora não seja consenso acadêmico, mas é quase que patente que pela mudança do cabelo, pelo corte das unhas e da mudança do vestuário dela pelo vestuário das israelitas, isto significa um processo de mudança da sua identidade de uma estrangeira para uma Israelita .
Cada cultura tinha seus cortes de cabelo exclusivos, estilos de vestuário e a decoração das unhas. Ao acabarem com essas coisas, seus laços com sua velha vida são cortadas simbolicamente. Isto também se estende ao luto pela mãe e pai dela. Não necessariamente que os pais dela estivessem mortos por causa da guerra, embora isso acontecesse com alguma regularidade na guerra. Isto era desta forma para que desse a ela uma oportunidade para “esquecer” de sua família. Assim ela seria capaz de recomeçar deixando todo um passado familiar para trás, teoricamente sua cultura pagã idolatra e etc.
Percebemos a essência deste desligamento com o passado, na passagem do Evangelho de Marcos 10:29-30 “Respondeu Yeshua: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho que não receba, já neste mundo, cem vezes mais de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo vindouro, a Vida Eterna”.
Em síntese podemos ver que a Torah nos dá através desta lei sobre ‘a mulher prisioneira’ a essência de “um enxertado na Oliveira” que deve deixar para traz sua cultura familiar (religião familiar, crendices e etc.) em favor da cultura e mandamentos do Reino de D-us que se encontram nas Palavras de Yeshua que dá completude á Torah. É isto que significa deixar pai e mãe e família e etc. Isto é que é ser Hebreu, aquele que sai de um ponto ao outro, está sempre se elevando.
Devarim 21:13: "e ficará de luto um mês pela morte do pai e da mãe. Depois você pode casar com ela."
Este versículo é claro que só após este período de espera de um mês o homem poderia se casar com esta ‘mulher prisioneira’. Se a mulher estiver triste e resistente à sua nova realidade, o casamento não acontecerá.
Daí o verso 14 afirma que, se o homem mudar de idéia antes do final dos 30 dias e decidir que não quer esta estrangeira para ser sua esposa, ela deve ir embora livre. Não como uma escrava, mas como uma pessoa livre. Ele não pode mudar de idéia e depois vende-lá ou fazer dela sua escrava. Isto demonstra a grande estima e decência pelas mulheres, mesmo prisioneiras, expressa na Torah.
É claro na sociedade Ocidental moderna mesmo isto não é uma boa perspectiva para uma mulher. Mas temos que compreender, nesta época cada sociedade era totalmente dominada pelos homens, as mulheres não tinham nenhum direito, alias isto só veio acontecer após a revolução sexual dos anos 60, ou seja, milhares de anos depois. O fato que D-us instrui uma lei para hebreus daquela época para dar direitos as mulheres e dar-lhes a visão que elas são tão valiosas quanto os homens, foi uma grande mudança da vida daquela época. Tornou-se uma pedra angular no modo de vida israelita.


A execução

Considere Devarim 21:22-23: "Se um homem tiver cometido um pecado digno de morte, e for morto, e o tiveres pendurado num madeiro o seu cadáver não permanecerá toda a noite no madeiro, mas certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto aquele que é pendurado é maldito de D-us. Assim não contaminarás a tua terra, que o Senhor teu D-us te dá em herança."
Shaul (apóstolo Paulo) abordando este texto escreveu na sua epístola aos Gálatas 3: 13: “O Messias nos resgatou da maldição da Torah, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro;” Yeshua levou a nossa maldição, para que nós em conformidade com 2° Coríntios 5:21: “fôssemos feitos justiça de D-us”.
Os seguidores de Yeshua procuraram uma maneira de remover o corpo dele do madeiro e enterrá-lo mais rapidamente possível para impedir que violasse este mandamento da Torah em Devarim 21:22-23 . Assim na vida e morte, Yeshua cumpriu a Torah.
Também, este texto serviu de base para a halachá Rabínica que um corpo deve ser enterrado no dia da sua morte, a menos que um atraso seja necessário para um adequado sepultamento. Essa prática existe hoje entre as comunidades judaicas.
 
Divórcio e novo casamento
 
Está escrito em Devarim 24:1 “Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, se ela não achar graça aos seus olhos, por haver ele encontrado nela coisa vergonhosa, far-lhe-á uma carta de divórcio (Gét) e lha dará na mão, e a despedirá de sua casa.”
 
O famoso debate sobre esta frase entre a escola rabínica farisaica de Hilel e a escola rabínica farisaica de Shamai revela as polares posições assumidas pelos Sábios antigos. O Rabino Hilel decidiu que o “ervat davar” é regida por utilização de ‘DAVAR’, entende-se, “qualquer coisa”.
A primeira geração dos Tanaim (Sábios Talmúdicos), que exerceu suas atividades no início do reinado de Herodes, é representada por Hilel e Shamai, fundadores de duas escolas que levaram seus nomes (Beit Hilel e Beit Shamai). As duas escolas refletiam a personalidade de seus fundadores. Hilel era uma pessoa amável, simples, próxima às camadas mais modestas, e suas máximas breves refletem sua generosidade, piedade e amor à humanidade. Shamai era extremamente íntegro, mas rígido e irascível.
Por conseguinte, a escola de Hilel ensinava que “ervat davar - ‘qualquer coisa’ que o marido encontrava que desagradasse na esposa poderia constituir motivos para o divórcio. Muitos ensinamentos dos rabinos na época de Yeshua tomaram este ponto de vista de Hilel ao extremo. O historiador da época Flávio Josefo falava que divórcio por qualquer motivo era comum em seu dia (Antiguidades 4.8)
Shamai, no entanto, restringia a “ervat davar” – ‘qualquer coisa’ em questões de infidelidade para motivos pra um divórcio válido ou alguma falta grave. Foi esta situação lamentável nas quais as palavras de ensino de Yeshua devem ser entendidas.
Em Mateus 19:7–9, alguns fariseus foram testar Yeshua para ver sua halachá (lei rabínica) sobre o divórcio e sobre casar novamente. Em relação à halachá dominante na época de Yeshua dizia que um marido poderia se divorciar de sua esposa ou esposas (lembre-se a sociedade da época era poligamica e isto perdurou por séculos ate a idade media) por ‘qualquer motivo’. Ou seja, se ele não gostasse do jeito que ela cozinhava ou se ela tinha envelhecido ou por qualquer motivo.
Isto levou à sociedade na época de Yeshua a crueldade com as mulheres, pois muitas delas não tinham como se sustentar e acabavam mendigando ou na prostituição.
Por este motivo Yeshua enfatiza que somente eles poderiam divorciar de sua esposa por motivos de “πορνείᾳ” pornéia’, termo grego que indica prostituição, traição e é raiz de pornografia exposição de atos indecorosos.
Isto defenderia os direitos das mulheres que não seriam despejadas por qualquer coisa de suas casas. Shaul em uma das suas epístolas da uma opinião que por descrença nos caminhos do D-us único, um dos dois poderia se divorciar. 1°Coríntios 7:15
Mas se o casamento que não foi feito com os dois direcionados plenamente nesta união total de mente corpo e alma, e tal situação de conflito envolva imoralidade e isto esteja causando problemas espirituais que nenhuma oração ou terapia deu jeito, é quase que um dever procurar orientação para que em ultima instância se de o fim do casamento.
 
Muitas leis e mandamentos na Torah têm que ser vistos dentro de um conceito histórico e social, hoje não temos mais escravos nem vamos pegar mulheres como despojos de guerra, mas o que fazemos com alguns mandamentos hoje é aplicar o seu princípio a sua essência em nossas vidas.
 
Amordaçar um boi
 
Devarim 25:4 “Não amarre a boca do boi quando ele estiver debulhando o trigo.”


Aqui segue a proibição de amordaçar um boi quando ele estiver debulhando os grãos. Ao animal foi dada a oportunidade de comer enquanto trabalha, porque é necessário para a sua vida. Este cuidado demonstra a justiça do proprietário do animal: está escrito em Provérbios 12: 10, O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel.
Tal mandamento se analisado em sua essencia pela regra interpretativa judaica chamada de Kal v’chomer (Pesado e leve) que diz que o que se aplica em um caso menos importante se aplicará certamente em um caso mais importante, nos mostra que o dignidade dada ao boi que pode comer enquanto trabalha tambem se aplica a qualque trabalhador tanto que tal tema é recorrente nas cartas de Shaul Romanos 4.4 “O salário que o trabalhador recebe não é um presente, mas é o pagamento a que ele tem direito por causa do trabalho que fez.” e I Coríntios 9:1-19 “ Não sou eu livre? Não sou apóstolo? Não vi eu a Yeshua nosso Senhor? Não sois vós obra minha no Senhor? Se eu não sou apóstolo para os outros, ao menos para vós o sou; porque vós sois o selo do meu apostolado no Senhor.

Esta é a minha defesa para com os que me acusam.

Não temos nós direito de comer e de beber?

Não temos nós direito de levar conosco esposa crente, como também os demais apóstolos, e os irmãos do Senhor, e Cefas? Ou será que só eu e Barnabé não temos direito de deixar de trabalhar?

Quem jamais vai à guerra à sua própria custa? Quem planta uma vinha e não come do seu fruto? Ou quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho?

Porventura digo eu isto como homem? Ou não diz a Torah também o mesmo? Pois na lei de Moshe está escrito: Não amarre a boca do boi quando ele estiver debulhando o trigo. Porventura está D-us somente cuidando dos bois? Ou não o diz certamente por nós? Com efeito, é por amor de nós que está escrito; porque o que lavra deve debulhar com esperança de participar do fruto. Se nós semeamos para vós as coisas espirituais, será muito que de vós colhamos as matérias?

Se outros participam deste direito sobre vós, por que não nós com mais justiça? Mas nós nunca usamos deste direito; antes suportamos tudo, para não pormos impedimento algum ao evangelho do Mashiach.

Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo? E que os que servem ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.

Mas eu de nenhuma destas coisas tenho usado. Nem escrevo isto para que assim se faça comigo; porque melhor me fora morrer, do que alguém fazer vã esta minha glória.

Pois, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, porque me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!

Se, pois, o faço de vontade própria, tenho recompensa; mas, se não é de vontade própria, estou apenas incumbido de uma mordomia.

Logo, qual é a minha recompensa? É que, pregando o evangelho, eu o faça gratuitamente, para não usar em absoluto do meu direito no evangelho. Pois, sendo livre de todos, fiz-me escravo de todos para ganhar o maior número possível.”
 
Continua
 
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