שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד
Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad

domingo, 6 de maio de 2012

Pessach Sheni - Segunda Páscoa

Celebra-se ao Crepúsculo de 14 de Iyyar de 5772 - 06 de Maio de 2012 .


Referência Bíblica: Bamidbar Números 9:6-12:

“9.6 Houve alguns que se acharam imundos por terem tocado o cadáver de um homem, de maneira que não puderam celebrar a Pessach naquele dia; por isso, chegando-se perante Moshe e Aharon, 7 disseram-lhes: Estamos imundos por termos tocado o cadáver de um homem; por que havemos de ser privados de apresentar a oferta de YHWH, a seu tempo, no meio dos filhos de Israel?
8 Respondeu-lhes Moshe: Esperai, e ouvirei o que YHWH vos ordenará.
9 Então, disse o YHWH a Moshe: 10 Fala aos filhos de Israel, dizendo: Quando alguém entre vós ou entre as vossas gerações achar-se imundo por causa de um morto ou se achar em jornada longe de vós, contudo, ainda celebrará a Pessach à YHWH. 11 No mês segundo, no dia catorze, no crepúsculo da tarde, a celebrarão; com pães asmos e ervas amargas a comerão. 12 Dela nada deixarão até à manhã e dela não quebrarão osso algum; segundo todo o estatuto da Pessach, a celebrarão.”

Neste ano teremos a oportunidade de Celebrar o Segundo Pessach debaixo de uma Super Lua, isto é, uma Lua Cheia durante o Perigeu, momento no qual a Lua fica mais próxima da Terra ficando em média de 10% a 15% maior aos olhos dos espectadores e de 15% a 30% mais brilhante.

Super Lua vista do Morro da Cruz - Florianópolis 06/05/2012

Este fato nos faz lembrar da importância da escolha milimétrica de Nosso D-us em comandar os acontecimentos durante as 10 pragas para que a Saída do Egito se desse exatamente na fase de lua cheia para que o caminho fosse iluminado para a fuga, sendo que no meio do deserto a noite sem fonte de luz artificial a única forma de não se perder seria a luz natural de uma lua cheia em sua plenitude, vemos portanto o cuidado de Nosso D-us que bem poderia como fez mais adiante guiar o povo com um coluna de fogo e de nuvem mas permitiu que os Apontadores dos Céus como são chamados os Astros em Gênesis servissem de sinais memoriais perpétuos para toda a festividade ordenada por D-us.

Outra lição que podemos tirar desta segunda oportunidade de Festejarmos Pessach, é que mesmo que estejamos o mais impuros e contaminados ainda assim temos esperança nas Imensas Misericórdias de Nosso Eterno e Bondoso D-us em nos aceitar diante de sua presença para que em comunhão, que nos é outorgada somente pelo Sangue do Cordeiro, possamos celebrar a liberdade, a liberdade de não sermos mais escravos mas agora Servos a Serviço (Avodá) do Senhor.

Que esta segunda chance nos inculque a Misericórdia de D-us e não nos faça relapsos quanto a nossa necessidade de arrependimento e purificação das imundícias que nos contaminam, para que em obediência e amor possamos Celebrar ao Nosso Senhor a nossa Liberdade.

Por Metushelach Ben Levy

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dúvidas diversas quanto ao que cremos

Mais algumas dúvidas que recebemos por e-mail e que respondemos em particular, mas que ora compartilhamos a todos.



1) Aquele que segue a Lei não decai da graça?

1 R.:Caro leitor preste atenção no contexto em que Paulo fala isso, e para quem ele fala, e principalmente o porquê ele fala tal frase, se você pegar tal frase e tirá-la do contexto como muitos fazem, a idéia absurda é que se alguém não idolatrar, não tomar o Nome de D-us em vão, não matar, não roubar e não mentir e não cobiçar as coisas dos outros, tal pessoa estará caindo da graça, você sinceramente concorda com isso?????
Entenda que a vontade de D-us é expressa pela palavra e a palavra Dele foi organizada em leis, estatutos, mandamentos e juízos, e se fizermos algo que não é da vontade de D-us mesmo sabendo qual é esta vontade, é obvio que o Senhor não se agradará da nossa conduta, pois não estaríamos refletindo a imagem e semelhança Dele, mas tem um porém e é disso que Paulo fala no contexto desta passagem, que é o de a pessoa se achar digna de salvação pelas obras que ela faz e mandamentos que ela obedece, e é isso que é judaizar, judaizar é dizer para um crente em Yeshua que se ele não fizer tudo direitinho como manda os rabinos tal pessoa não poderá receber a salvação, então neste entendimento não é o cumprir o mandamento que faz a pessoa cair da graça, mas sim é confiar que cumprindo os mandamentos a pessoa será digna de receber a salvação por seus próprio méritos e não pelos méritos de Yeshua na Cruz, e se tal pessoa fizer isso, o sacrifício na cruz não terá sentido para tal pessoa e então a graça que vem somente pela aceitação da Obra Redentora da Cruz não estará mais sobre ela, então ela sim cai da graça.

2) Do que você se guarda no sábado?

2R.: Não deveria ser perguntado do que eu me guardo no Shabat ou o que é proibido no Shabat, mas sim deveria se perguntar o que me é lícito no Shabat, ou o que me é aprazível e deleitoso, daí sim eu responderia que é ter um tempo de descanso das rotinas diárias da semana para com que eu possa comungar com minha família um período alegre e de regozijo no estudo e discussões sobre a Palavra de D-us, no partir do pão e no beber do cálice rememorando duas abras magníficas.
A primeira é rememorar a ação criadora de D-us, que em seis dias criou tudo o que existe e ter um regozijo no sétimo dia ao contemplar tudo que fez.
Outra obra é a do Mashiach Yeshua que antes de se entregar como um cordeiro Pascal instituiu a celebração da nova aliança em memória dele, sendo assim o Shabat nos serve como uma janela no tempo que podemos relembrar o passado em comemoração ao futuro, sendo assim no Shabat antecipamos a Eternidade na qual teremos um pleno descanso conforme Hb. 4.



3) Você acredita em libertação demoníaca? De que forma?

3R.: Possessão demoníaca somente ocorre quando há legalidade para isso, e se não tratar tal legalidade a libertação será apenas um showzinho circense para a platéia aplaudir mas não será um libertação para uma nova vida, mas a verdadeira libertação somente ocorre pela ação do Espírito Santo de D-us que somente se encontram nas pessoas que se santificam por isso a necessidade de jejum e muita oração para esta em um grau de santidade para que se possa lutar a nível das hostes celestiais e não contra a carne e o sangue, mas tal acontecimento sempre terá um motivo especifico de engrandecimento do nome de D-us e edificação do corpo do Mashiach na Terra.

4) Você acredita em palavra profética/revelação? De que forma?

4 R.: Do mesmo jeito que a libertação somente ocorre por meio de pessoas santificadas que agem pelo poder do Espírito Santo, a profecia também só ocorre por meio de tais pessoas, e a revelação é sempre algo fantástico e digno de nota como antecipação de coisas futuras de muita importância e livramentos específicos e não para obviedades e emocionalismo patético que ocorre principalmente nas igrejas neo pentecostais, desculpe se te ofendo mais isso é uma triste realidade, e saiba que a Mão do Senhor logo esmagaram tais que escandalizam o nome de D-us entre as Nações.
Lembre-se que a profecia serve para ajudar o povo a ter animo e não se corromper e sempre vemos o amor do Senhor em tais intervenções e não coisa obvias e patéticas como dizer que está vendo alguém de sua família sendo livre de uma dor na coluna, temos que conhecer o padrão profético nas escrituras para não sermos enganados com qualquer movimentos sem temor e bizarro.

Fique na Shalom de Yeshua HaMashiach.

Por Metushelach Ben Levy

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Mais Dúvidas sobre a Visão Judaica Messiânica vivenciada por nós do Blog Judeu Autônomo.

Mais algumas dúvidas que recebemos por e-mail e que respondemos em particular, e cujo o nome do questionador será preservado para que possamos compartilhar tanto as dúvidas como as respostas que cujo o conteúdo revelará a nossa visão sobre vários temas Bíblicos e a prática da Palavra.





1) Primeiramente quero lhe agradecer pela sua disposição em saciar a sede de conhecimento que o pessoal tem acerca do judaísmo messiânico (estou certo no termo?).

1 R.: O termo Judaísmo Messiânico é o termo internacionalmente reconhecido para rotular os judeu crentes em Yeshua como sendo o Mashiach prometido, mas em Israel temos lutado para sermos apenas judeus, uma vez que segundo os religiosos, quem proclama Yeshua como Mashiach já deixou de ser judeu, mas ao nosso entendimento quem tem tal crença no Mashiach Yeshua, é que é o verdadeiro judeu pleno.


2) a) Bom, sou cristão, evangélico, há mais de 3 anos e uma das minhas maiores paixões sempre foi estudar, ler e conhecer, portanto passei a estudar a bíblia quando me converti e a sede pela verdade não para. Chego a procurar o verdadeiro significado das palavras no hebraico e no grego afim de enxergar a verdadeira vontade do Pai, apesar de saber que as coisas espirituais se discernem espiritualmente e que a letra mata, mas o espírito vivifica.

b)Desta forma tenho me identificado muito com a tua linha de pensamento, até porque vejo uma necessidade muito grande do real entendimento da Palavra ser disseminado e mais ainda, incentivado, pois vejo tudo meio que de qualquer jeito e o povo vai fazendo do jeito que recebe e não se preocupa em “lapidar” os conhecimentos que recebem.

2 a R.: Sobre a sua sede pelas Escrituras, eu só tenho que incentivar e te dizer que o Senhor tem propósitos com quem se achega a Ele, portanto esta sede não provem de você mas é a ação do Espírito para que você prossiga em conhecer o que o Senhor Yeshua conhecia para que a partir de então você possa pensar como ele e agir como ele, entenda que o homem apenas aprende com o estudo constante, por isso crianças são educadas a base da repetição e condicionamento para que o que é novo para elas se torne automático, e então não tenham mais dificuldades em tarefas simples;
Assim também são os Filhos de D-us que como crianças precisam do ensino a base de repetição e do condicionamento para que não errem mais e não pequem como antes de sua regeneração, mas tenham consciência que agora são novas criaturas.
E somente somos novas criaturas, pela misericórdia de D-us pois foi Ele que profetizou e fez cumprir em nós a Nova Aliança, predita em Jeremias 31, sendo que com esse entendimento que temos ver o texto de 2 Coríntios 3:6 que você citou, falando da letra que mata, entenda que se você for uma nova criatura então você morreu com o Mashiach, e sendo morto você não tem mais obrigações conjugais como o seu marido, que no caso da explicação de Shaul (Paulo) em Romanos 7, é o pecado, pois uma vez que você pecou e se deixou escravizar pelo pecado, ele se tornou o senhor de sua vida, mas pela LEI, você somente pode se livrar do seu marido ao morrer, portanto quando você se depara com o plano de salvação e se arrepende de seus pecados, você morre nas águas do batismo para assim como o Mashiach, ressuscitar em novidade de vida e se livrar do poder escravizador do pecado, poder este que lhe cauterizava a mente, fazendo com que mesmo que você soubesse a vontade de D-us pela Letra da Lei, você continuasse pecando, e se havia o conhecimento da Lei que estava em Pedras dada no Sinai, e mesmo assim você errava então você era condenado pela Lei que servia para te proteger do pecado.
Entenda que em Deuteronômio 30 propõe a Lei como vida, não a vida Eterna mas sim vida terrena e material, sendo a Lei um cerca para impedir que passemos dos limites da vontade de D-us, mas por ser o homem escravo do pecado, ele não consegue cumprir a Lei e vive a transgredir a vontade de D-us, sendo ele culpado da Transgressão, sendo que a Lei em sua letra disse para ele não fazer e se fizesse ele receberia o salário do pecado, que é a morte, então a Letra da Lei que era para proteção acabava por condená-lo. Mas veja que o problema não está na Lei mas sim no homem que por ser escravo do pecado em sua carne, não consegue seguir a vontade de D-us, mas ao ser uma nova criatura nascido da vontade de D-us, portando morto para o pecado, e sendo morto não está mais casado com ele, então este homem pode em novidade de vida pela Ação do Espírito entender a vontade do Pai e consegui ainda mais agora, cumpri-la, e se ele cumpri pela força do Espírito que o ajuda a entender a vontade de D-us pelo estudo continua da Palavra então o Espírito o vivifica no mesmo contexto de Deuteronômio 30 que diz que a Lei se obedecida com intenção correta é vida, vida na terra, vida material pois a vida Eterna somente é conquistada, não por mérito mas por misericórdia de D-us, e tal Graça já existe desde Adão e não a partir da Cruz, mas na Cruz isso se intensifica e é compartilhada com as outras nações e não somente com o povo da promessa a saber, Israel.

b) R.:Você em suas palavras fala em lapidar o que se recebe, e é bem isso que tem que ser feito, pois pela ação do Espírito e pela disponibilização da Palavra de D-us você pode estudar e praticar a  Palavra de forma que o seu entendimento nunca se choque com o contexto geral das Escrituras, se isso ocorre o Espírito testificará em seu coração que você está no caminho certo, mas isso não é algo subjetivo e só no campo “espiritualizador” das pseudo igrejas por ai, isso é palpável e materialmente sentido em sua vida, e D-us vai proporcionar que você caminhe em mesmo pensamento com os que fazem parte do corpo do Mashiach na Terra, não a da pseudo igreja, mas sim os seus amigos que como você vão começar a ver mudanças qualitativas em sua vida, e caminharão com você num mesmo espírito, entendimento e atitudes, calma que isso vai acontecer se você se propor a se colocar embaixo do Senhorio de Yeshua o Mashiach, mas se ele é Senhor de sua vida, ele tem que mandar e você obedecer, e pra saber o que ele manda você fazer, leia a Bíblia e a estude, a pratique e a viva.


3) O ponto fulminante aconteceu há alguns meses... não sei se você acredita nisso, mas leio alguns livros juntos, sempre, bem como a Palavra e, de repente, todos voltaram-se ao mandamento de guardarmos o sábado! 2 livros, e a bíblia que eu estava lendo em ordem seqüencial!
A suspeita que eu tinha em relação a que deveria conhecer melhor a Palavra foi lá em cima e comecei a buscar muito mais, mas meus pastores acham que isso é coisa de adventista o outro deles até acha que isso pode ser verdade (santidade do sábado mesmo pós graça, o que eu creio pelo que está escrito em Hb 9:4), mas ele diz que é socialmente impossível guardar o sábado! Confesso que fico triste, pois não tenho a quem recorrer e não posso compartilhar dos meus sentimentos e pensamentos na igreja com medo de causar divisão e escândalo.
(Até minha noiva fica contra mim.. o sábado é sagrado para ela, pois ela quer sair todo sábado.)

3 R.: O Sábado não é socialmente impossível de se guardar, pois eu consigo por que você não conseguiria, todo judeu consegue guardar sábado no mundo inteiro, todo adventista também, e todos que tem propósitos também, mas como Yeshua disse não vim trazer a paz mas sim a espada, e colocar pai contra filho, filho contra pai, mulher contra marido, e assim vai, entenda que se você assumir uma postura diante de D-us, você terá vários problemas de relacionamento em todos os lugares que você estiver, daí se você achar que a sua vida com D-us é mais importante que tudo e colocar a sua confiança nele, sabendo que Ele te sustentará, então você viverá por fé e não mais por vista, mas tal fé não é um pensamento positivista e subjetivo de torcer pra dar certo, mas sim, a fé conforme o hebraico Emuná, que quer dizer Fidelidade, e Fidelidade é ação, pois você não poder ser fiel a alguém sem se indispor com os outros, assim como se você quiser ser fiel a sua esposa você terá que se indispor com as outras mulheres que porventura venha a se interessar por você e se aproximar querendo algum tipo de relacionamento, sendo assim tenha a mesma Fidelidade de Avraham, e saia do meio da sua família, isto é , da sua zona de conforto e comece a caminhar por terras estranha, até chegar na Terra Prometida que é o galardão de viver com o Senhor em Novidade de Vida pela Eternidade.

4) Enfim.. me perdoe o desabafo, mas gostaria de saber mais sobre seus pensamentos... Por que escrevem D-eus e não a palavra completa?

4R.: Sobre escrevermos D-us é por que todo judeu tem respeito e reverência ao Designar o nosso Eterno Pai, sendo que não escrevemos o nome completo pois o termo já tem em si arraigado muitos conceitos paganizados e tentamos não misturar tal entendimento ao nos referirmos ao verdadeiro D-us Criador.

5) Vocês acreditam na manifestação dos dons do Espírito Santo como cura pela imposição de mãos, línguas “angelicais”, etc?

5 R.: Acreditamos na ação do Espírito Santo sim, mas não da maneira bizarra que tem se falado por ai, tais ações sempre tem que ter propósitos muito bem definidos, curar por curar sem mensagem sem um puxão de orelha ou algo do tipo não é um método de D-us agir, sempre há propósito para o engrandecimento do nome de D-us e para edificação do Corpo do Mashiach, sem escândalo e bizarrice.
Língua estrangeiras existem no propósito de se alcançar um estrangeiro no meio daqueles que escutam a exposição do Evangelho, veja que é um idioma que existe, o falar em língua que não se compreendem é somente no interior de seu quarto para a sua própria edificação e não em lugar públicos para espantar os ímpios que não entenderiam nada e se escandalizariam e colocariam as suas possibilidades de salvação em risco, mas se houver alguém falando em alguma língua desconhecida na Igreja, Paulo alerta em I Coríntios 14 que tem que ter interpretação desta língua para edificação da Igreja e se não tiver alguém tem que se ter autoridade e muita coragem para levantar e mandar tal pessoa se calar, para não atrapalhar a pregação genuína do Evangelho, e causar escândalo e desordem.

Espero ter ajudado, e estamos a sempre disposição para ajudar no que for possível pela iluminação do Espírito sobre o que temos ardentemente estudado das Coisas Santas.

Fique na Shalom de Yeshua HaMashiach, (apesar de Ele ter vindo trazer  a espada conforme Mateus 10:34)



Por Metushelach Ben Levy

domingo, 29 de janeiro de 2012

Dúvidas quanto ao que cremos referente à Yeshu'a.

Perguntas dos participantes do Blog que para serem melhor visualizadas eu postarei como Artigo.

Para que o Blog não pareça abandonado por não ter publicações somente respostas de comentários, eu selecionarei as perguntas que gerem respostas com conteúdos extenso e interessantes aos demais seguidores do Blog eu as compartilharei com todos em forma de postagens.








Questões:

1) Em qual nome verdadeiramente há salvação Yeshua ou Jesus?

R.: Primeiramente não é em um nome composto por letras ou pronunciado em fonemas que há salvação, não é em uma palavra mágica como “Abracadabra” que reside o significado da Obra Salvífica do Filho de D-us, entenda que o significado da expressão que diz que no nome há Salvação se refere obviamente à uma pessoa que cumpriu um propósito Divino nos mínimos detalhes e conquistou com seu feito o direito de ter PODER sobre os Céus e a Terra concedendo Vida Física Terrena, ou a Vida Abundante que transcorre a Eternidade, sendo assim ficar perdendo tempo neste tipo de debate em nada nos mostra o que verdadeiramente tem que ter importância para que possamos Proclamar as Verdadeiras Boas Novas, tal debate cabe apenas no campo histórico cultural acadêmico e se restringe apenas a um anseio intelectual de se preservar o que é Original.
Fica uma questão apenas para refletir, quando o Filho de D-us voltar e se manifestar ao Judeus os quais o aceitarão conforme Romanos 11, por qual nome tais Judeus o Nomearão?


 
2)D-us são três pessoas em um só D-us ? ou só há uma pessoa DIVINA O ETERNO ?

R.: Quanto a sua segunda questão recomendo Ler os Artigos detalhados sobre o assunto conforme segue links abaixo:
http://judeu-autonomo.blogspot.com/2009/05/introducao-para-se-entender-de-onde.html
http://judeu-autonomo.blogspot.com/2010/07/yeshua-jesus-qual-devemos-nossa.html
http://judeu-autonomo.blogspot.com/2011/05/conversas-sobre-o-verbo-ser-d-us-ou-d.html
http://judeu-autonomo.blogspot.com/2011/07/evangelho-de-joao-11-14-transliteracao.html

Se ainda houve muitas dúvidas, ficamos a disposição para dialogarmos sobre o tema.

3) Yeshua foi criado pelo Eterno ou sempre existiu como D-us? Como que vocês crêem ?

A questão sobre a Eternidade de Yeshua eu gosto de usar a forma antropopática de tentar explicar tal tema, isso é, coloco atributos e concepções humanas e físicas para delimitar D-us, para que consigamos ao menos delimitar tais aspectos de forma didática, pois sendo D-us insondável a forma real de existência Dele não chega nem perto de a nossa mente limitada deslumbrar, sendo assim ficamos com os lampejos de revelação dados pelo Espírito Santo através da própria Palavra e a testificação dada aos membro do Corpo do Mashiach.
Yeshua sendo a Palavra de D-us(Jo 1:1 e Apoc. 19:13), a princípio antropopaticamente D-us não pode ter tido um existência dentro da Eternidade na qual Ele fosse “mudo”, sendo assim a Palavra estava com D-us desde de sempre, mas tal “vibração das cordas vocais” era a princípio algo que era emanado de D-us, e portanto parte de D-us, algo que não se distinguia Dele diante da Criação ou de um Projeto mental de D-us que viria a existir, mas antes de começar a criação de Tudo relatada em Gênesis,(Pois teoricamente há outra criação anterior a esta, mas por não ser bíblica, deixamos para outra ocasião), a tal “vibração das cordas vocais Divinas” que detinha o poder de Criar e dar ordem a Criação a mantendo pelo Palavra de seu poder (Heb. 1:3), recebe a honra de se personificar, e tal ser que é a personificação da Palavra Divina, a principio é gerado de D-us por meio de “mitose” de seres Espirituais, isso quer dizer que tal personificação da Palavra divina não é criada mas sim gerada a partir da própria essência de D-us, tendo portanto o seu “DNA” de estrutura espiritual, sendo assim tal ser por conter em sua estrutura a essência divina não pode ser chamado de criatura mas sim de Filho Unigênito do Pai, que quando Palavra acoplada ao Pai tem sua existência Eterna, mas como um ser distinto de D-us, como Filho Gerado ele teve um inicio em determinado ponto da Eternidade.
Vemos portanto com tal didática que o Filho Gerado não é mais parte de D-us, mas por ter o “DNA” estrutural de D-us pode suportar por Propósito e Plano Divino a plenitude da Divindade em Corpo Carnal(Col. 1:19 e 2:9), nota-se que mesmo dotado de tal “DNA” ele não usurpou ser igual a D-us, mas para cumprir o Propósito Divino em Submissão se esvaziou de tudo que tinha como um Ser Espiritual dotado de honra (Fil. 2:5-11) dada pelo Pai e em obediência se fez carne, servo e se entregou a morte, e por ter cumprido o propósito divino recebeu novamente a honra que tinha antes de se esvaziar conforme (João 5:17), mas note com atenção que ele sempre recebe a honra e glória por meio da doação do Pai, e nunca por ele mesmo como se ele fosse o D-us detentor da honra em si mesmo, seja nos casos antes ou depois de sua encarnação, mostrando que ele é o receptáculo capaz de suportar tal emanação de D-us, e não que ele é o Próprio D-us ou algo inconcebível, tanto lógica como biblicamente como a tal doutrina trinitária.


*Obs.: Quando o termo aparece entre aspas significa que eu me utilizei de alguma antropopatia ou antropomorfismo.


Por Metushelach Ben Levy

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O SHABAT NO "NOVO TESTAMENTO"


O SHABAT NO "NOVO TESTAMENTO"

Texto elaborado a pedido do caro participante e seguidor do Blog, Samuel Alves, desde já peço desculpas por ser o texto não tão aprofundado como eu gostaria que fosse mas será útil para melhor entender o Shabat seja no "Antigo" ou no "Novo Testamento"





Os que insistem em pregar que o Shabat passou, e que os cristãos estão hoje desobrigados de sua observância, afirmam apoiarem-se nos ensinamentos de Yeshua ou dos apóstolos para justificarem tal mudança na Lei ou até mesmo a sua extinção. Mas Yeshua realmente ensinou que o Shabat não mais deveria ser guardado? Ele aboliu este mandamento, e colocou o domingo em seu lugar, como o dia de adoração para os cristãos?

Vejamos o que diz as Santas Escrituras, pois o Shabat aparece mais de 60 vezes no (“Novo Testamento”).

Vamos analisar agora as passagens que tratam sobre o Shabat:

a) Mt 12:1-14 (cf. Mc 2:23-3:6; Lc 6:1-11)

Nesta passagem Yeshua é interrogado por estar colhendo espigas no Shabat´, sendo que tal pratica não é roubo se feita a coleta com as mãos e não com foice para se alimentar de imediato conforme prescrito na Torah em Levítico 19:9, 23:22 e Deut. 23:25, 24:19.

Os P’rushim (Fariseus) condenam esta ação não levando em conta a liberalidades da Torah e nem a necessidade de preservação da vida quando Yeshua e seus Talmidim (discípulos) precisaram se alimentar, pois tais P’rushim haviam sobrecarregado o Shabat com inúmeras “mini-leis” ou como se diz no judaísmo “leis de cerca” ou “Syag LeTorah”, que deveriam auxiliar a observância desse dia sem perigo de transgressão de maneira a ter que ser aplicada a pena capital (Nm. 15:32-36).

Diante da situação Yeshua, então, responde com a famosa frase: “O Filho do Homem é Senhor do Shabat”, aqui se é necessário verter a frase para o hebraico para se entender o que Yeshua quis dizer: “Ha Ben-Adam Adon Le Shabat” o termo Ben-Adam pode ser entendido como filho do homem ou apenas como Ser Humano, este é o mais comum, e tal interpretação é fácil de se compreender com o uso paralelo do texto de Marcos 2:27-28 que diz que o Shabat foi feito para o homem e não o homem para ser escravizado por regras adicionadas pelo próprio homem acerca do Shabat, sendo assim o homem (Ben-Adam = Ser Humano) que é senhor do Shabat, mas não para corrompe-lo e aboli-lo mas sim para usá-lo de maneira a benefício da vida e não em detrimento da vida, entenda-se isso como se você for morrer por causa de uma proibição legal você tem obrigação de manter a sua vida e violar a proibição, mas se você for morrer e a proibição a ter que ser cumprida pode lhe causar morte espiritual se violada, você tem que escolher a morte física para não obter a morte espiritual que é eterna, assim como os amigos de Daniel e o próprio Daniel na corte babilônica escolheram ir para fornalha e a cova dos leões respectivamente por não violar o mandamento de adorar a outro que não fosse o D-us de Israel, e vemos que Yeshua usa o dia de Shabat para fazer o bem e curar os oprimidos, sendo que tal atitude não é proibida nem na Torah Escrita (Pentateuco) e nem na Torah Oral ( Mishná + Guemará = Talmude) e pelo contrario há uma seção inteira sobre a necessidade de se preservar a vida e trazer cura mesmo que isso se de no Shabat, sendo que a vida é mais importante que o Shabat, mas para tais procedimentos é necessário haver parâmetros que devem ser reconhecidos e respeitados pela sociedade e isso que acontecia nos tempos de Yeshua com o diferencial de haver alguns dos P’rushim (Fariseus) que eram exageradamente legalistas e se importavam mais com a letra da Lei do que a Essência da Lei e era a este grupo que Yeshua se referenciava como sendo hipócritas.

Outro fato é o papel de Yeshua como sendo a Palavra de D-us pronunciada em Gênesis 2:3 onde há a Santificação e Benção sobre o Shabat, sendo que Ele é a pronuncia de tal mandamento ele também poderia ter a autoridade de mudar o mandamento, mas isso feriria toda a interpretação Bíblica que assegura que tanto D-us e a sua Palavra são imutáveis e não ficam variando sobre o que já foi determinado como se o Nosso D-us fosse homem ou filho do Homem para que se arrependa de alguma coisa (Nm. 23:19), sendo assim tal declaração de Yeshua ser o Senhor do Shabat não dá nenhuma margem para que o Shabat fosse abolido ou minimizado; apenas demonstra que Yeshua possui uma autoridade superior àquela que os P’rushim (fariseus) estavam dando a Ele, ou seja, para os P’rushim (fariseus) Yeshua não passava de um impostor, mas o Mestre demonstrou o erro dos “doutores”, ao declarar que o Shabat era um dia santifica e abençoado por Ele como sendo a Palavra de D-us, por isso, Ele tinha autoridade para melhor explicar a essência do Shabat e quais as sua implicações e graus de comparabilidade entre os demais mandamentos.

Em seguida, surge a situação da cura do homem da mão ressequida. Yeshua já sabia muito bem que os P’rushim (fariseus) não concordariam com uma cura realizada no Shabat, mas o Senhor pela capacitação da Ruach HaKodesh conhecia o coração hipócrita desses líderes, que estavam dispostos a sacrificar uma vida humana em defesa da Literalidade da Lei e não de sua Essência mas não achavam errado socorrer um animal ferido no Shabat, quando isso pudesse trazer algum retorno financeiro para eles.

Revemos aqui que em Marcos (2:27) Yeshua declara que o “sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado”. Isto é perfeitamente compreensível e verdadeiro, pois tudo neste mundo (natureza, animais, igreja, família, sexo, salvação, Shabat, perdão, etc.) foi criado por D-us para benefício da Sua mais importante criatura – o Homem. Tudo foi feito “por causa”, ou seja, em benefício do Homem. Dizer que nesta declaração Yeshua está afirmando que não precisamos obedecer o mandamento do Shabat é, no mínimo, um desprezo às mais elementares regras de interpretação de texto.

b) Mt 24:20

Esta é uma passagem que demonstra a verdadeira noção de importância que Yeshua dava ao dia de descanso. Nesta profecia, o Senhor declara que a fuga dos discípulos nos períodos de tribulação não deveria ocorrer no Shabat, pois isto certamente os encontraria desprevenidos por estarem envolvidos na preparação e santidade deste dia. Yeshua foi tão preciso em Sua profecia, que o exército romano entrou e destruiu Jerusalém no ano 70 d.C., ou seja, aproximadamente 40 anos após Yeshua ter feito a declaração de Mt 24:40. Que importante e inquestionável testemunho da validade que o Shabat tem na vida de adoração do crente, mesmo após a ressurreição do Salvador. Yeshua desejava que o Shabat permanecesse como dia de adoração, mesmo após Sua morte e ressurreição, como fica evidente pela leitura desta passagem. Este é um dos muitos versos que os inimigos do Shabat nem mencionam, pois não conseguem explicá-lo sem distorcer o real sentido da passagem.

c) Mt 28:1-10 (cf. Mc 16:1-11; Lc 24:1-12; João 20:1-10)


Este texto trata da ocasião em que Yeshua foi crucificado e ficou durante o Shabat na sepultura. Novamente, em nenhum momento há qualquer menção sobre a abolição do Shabat para os cristãos. Há o relato histórico de que foi num dia da preparação para o Shabat – Mc 15:42 que Yeshua foi crucificado, permanecendo durante todo este dia na sepultura, e ressuscitando apenas ao por do sol do Shabat.

d) Lc 4:16

Que texto maravilhoso! Uma declaração absolutamente clara de que era “costume”, ou seja, era um hábito normal de Yeshua estar na sinagoga (a congregação da época) no dia de Shabat. Ele, como Mantenedor de tudo como sendo a Palavra de D-us, não poderia deixar de lado algo que Ele mesmo ao ser pronunciado criou, santificou, abençoou e deixou como exemplo para toda a humanidade. Este é outro texto que os inimigos do Shabat não conseguem argumentar contra, sem distorcer o que a Bíblia está ensinando.

e) Lc 13:10-14:6 (cf. João 5:9-9:16)

Novamente Yeshua é interrogado sobre a legalidade de se realizarem curas no Shabat. É evidente que não se pode usar o Shabat como desculpa para não operar o bem ao próximo. Os P’rushim (fariseus), porém, atolados em sua hipocrisia e ganância, preferiam “fechar os olhos” para algo tão claro, revelado no amor de D-us. O texto é muito claro em dizer que os P’rushim (fariseus) “nada puderam responder” à Yeshua (cf. Lc 14:6).

f) Lc 23:56

Outro verso para o qual os inimigos do Shabat não conseguem dar uma explicação eficaz e verdadeira, sem distorcer o texto bíblico. Se Yeshua REALMENTE havia ensinado ou insinuado que o Shabar era desnecessário na nova aliança, e que o “tempo da graça” havia chegado, por que estas mulheres continuaram guardando-o? Não havia chegado a hora de coloca este “jugo” de lado, como o dizem muitos hoje?

Estas santas mulheres, que permanecerem ao lado de Yeshua durante Seu ministério terrestre; que ouviram os ensinamentos divinos dos lábios do próprio Senhor; que sabiam das respostas que Yeshua havia dado aos P’rushim (fariseus) acerca do tema do Shabat, como vimos anteriormente; que presenciaram a crucifixão do Seu Mestre; estas mulheres não abandonaram o mandamento do Shabat quando Yeshua morreu, e muito menos adoraram no domingo, como fazem os pseudo seguidores de Yeshua da atualidade. Elas permaneceram fiéis à Lei do Senhor, e “descansaram segundo o mandamento” (cf. Êx 20:8-11). Mais claro que isso é impossível...

Os inimigos do Shabat sempre citam a passagem de João 20:19 para apoiarem sua teoria de que os discípulos trocaram o Shabat pelo domingo, após a ressurreição do Mashiach. Basta uma leitura sincera do texto para ver que o motivo que levou os seguidores de Yeshua a estarem reunidos naquele dia era o “medo dos da Judéia”. Não estavam ali fazendo uma missa ou culto de adoração, mas estavam era se escondendo da perseguição que já estava sendo iniciada.

É muito fácil distorcer o texto bíblico para favorecer um pensamento pessoal de um indivíduo ou denominação. Mas o Espírito Santo ajuda àqueles que, sinceramente, buscam descobrir a verdade acerca do viver que agrada ao Senhor. Não encontramos em nenhum lugar da Bíblia a palavra “domingo”, nem qualquer menção à mudança do sétimo para o primeiro dia da semana, nem por Yeshua, nem pelos Seus apóstolos.

O Shabat no Livro de Atos

Este livro é muito esclarecedor porque nos mostra um resumo de como era a vida na Igreja que estava iniciando seus primeiros passos. Certamente é no livro de Atos que poderemos encontrar alguma base de autoridade para a rejeição atual do Shabat, se é que existe tal base.

Atos 1:12 – Esta é a primeira menção ao Shabat no livro de Atos, apenas fazendo referência ao costume de andar uma curta distância durante este dia (aproximadamente 1 Km), nota-se que Lucas mesmo ao se tornar um seguidor de Yeshua a mais de vinte anos, que a data posterior do livro de Atos ele ainda se utiliza de argumentação tradicional judaica, nota-se que ele é um prosélito sendo que não precisaria se utilizar de certas terminologia judaicas mas mesmo a despeito de ser um gentio convertido e seguidor de Yeshua ele não se faz de estranho a cultura judaica.

13:14 – Os discípulos procuram uma sinagoga para pregar. São acolhidos com atenção e aproveitam para pregar sobre Yeshua (vv. 16-41), acrescentando que em todos os Shabat são lidos os ensinamentos de D-us nas sinagogas (v. 27), aqui vemos a antiguidade da liturgia de se estudar uma Parashá (Porção da Torah) e uma Haftará (Porção dos Profetas) todos os Shabatot.

13:42 – Os discípulos receberam o convite tanto de gentios como dos judeus (v. 43) para retornarem no próximo Shabat, e continuarem a maravilhosa pregação sobre Yeshua.

13:44 – Quase toda a cidade veio no Shabat seguinte para ouvir o que os discípulos tinham ainda para falar. Percebemos que não eram todos judeus, pois estes estavam tentando desfazer a pregação dos discípulos diante da multidão (v. 45). Vemos que a Sinagoga era o reduto daqueles que temiam a D-us entre os gentios por isso a pregação ao Shabat nas Sinagogas se tornou importantíssimo para a disseminação maciça do evangelho entre as nações, imagine se não houvesse um dia especifica de reunião para a adoração ao verdadeiro D-us, onde tais gentios tementes a D-us receberiam a mensagem restauradora de suas almas, com certeza que não seria num templo pagão, ao menos não neste inicio tão conturbado de perseguição.

15:12-21 – Esta é uma passagem reveladora, pois foram determinadas algumas coisas que não mais poderiam ser impostas sobre os gentios conversos ao cristianismo. Pergunta-se: Por que os apóstolos não incluíram o Shabat entre os temas proibidos???? Não dizem hoje que eles trocaram o Shabat pelo domingo, logo após a ressurreição???? Fica evidente que os inimigos do Shabat hoje em dia estão mais interessados em tradições humanas, do que seguir os princípios que os discípulos de Yeshua demonstravam em sua própria vida.

O verso 21 em especial mostra que as quatro proibições eram apenas iniciais e deviam ser respeitadas mesmo sem entendimento prévio dos que se achegavam a fé em Yeshua como o Mashiach, mas o entendimento das demais leis e mandamentos seria explicado gradativamente aos novos fieis a cada Shabat nas Sinagogas que desde de muito tempo sempre teve alguém disposto para ensinar a Lei e os profetas.

16:11-15 – Alguns dizem que os discípulos pregavam no Shabat apenas para aproveitar as sinagogas judaicas. Mas a passagem em questão revela claramente que não era este o real motivo. Paulo, como você sabe, foi um apóstolo que não conviveu pessoalmente com Yeshua, tendo sido convertido alguns anos após a ressurreição do Mestre. Paulo é encontrado aqui neste texto procurando “um lugar de oração”, no Shabat, afastado da cidade. Por que??????????? Será que o Espírito Santo não havia orientado o apóstolo a abandonar os “rudimentos” do judaísmo, como dizem os inimigos do Shabat? Fica muito claro para o leitor sincero que Paulo, um dos maiores apóstolos de Yeshua, nunca ensinou a abolição do Shabat, e ele mesmo vivia a santidade deste dia especial por onde quer que andasse.

17:1-3 – Novamente, Paulo é visto aproveitando o Shabat para pregar a salvação em Yeshua àquelas cidades.

18:1-4 – O apóstolo da graça e dos gentios tinha uma profissão – fazer tendas, o texto é claro ao dizer que Paulo ia à Sinagoga nos Shabatot, como fica evidente pelo texto bíblico, ele se dirigia ao local de adoração para pregar sobre a salvação em Yeshua. Percebe-se facilmente (basta ler sem preconceitos) que não era apenas para encontrar os judeus que Paulo ia à Sinagoga no Shabat, pois o próprio texto afirma que ele pregava também aos gregos neste dia, e bem sabemos que os gregos não santificavam o Shabat.

19:17-27 – Nesta passagem, Paulo afirma enfaticamente que estava de consciência limpa porque ensinara TUDO que era importante para os gentios viverem uma vida de verdadeiros princípios bíblicos, bem como mostrara para eles TODO o desígnio de Deus para suas vidas. Mas em NENHUM momento ele fala para eles abandonarem o Shabat e adorarem o Senhor no domingo. Que interessante!


O Shabat tratado nas Epístolas de Paulo pode ser encontrado no artigo e nos comentários feitos neste Blog no seguinte Link : http://judeu-autonomo.blogspot.com/2011/11/analise-superficial-de-colossenses-216.html

O Shabat em Apocalipse

Apocalipse 1:10 não tem referência ao Shabat mas em grego não tem segredo como segue: ἐγενόμην ἐν πνεύματι ἐν τῇ κυριακῇ ἡμέρᾳ καὶ ἤκουσα ὀπίσω μου φωνὴν μεγάλην ὡς σάλπιγγος “egenomēn en pneumati en tē kuriakē ēmera kai ēkousa opisō mou phōnēn megalēn ōs salpingos” - “Fui levado em espírito ao dia do SENHOR, e ouvi detrás de mim voz grandiosa, como de um Shofar (Trombeta)”.

O problema corrente da má interpretação se deve a locução “en tē kuriakē ēmera”, que quer dizer “no dia do Senhor” ou “ao dia do Senhor”, sendo que a contextualização é o melhor caminho para se decidir se Yochanan (João) está falando que ele foi levado num dia semanal ou à um determinado dia que profeticamente é chamado de o “DIA DO SENHOR”.
Eu como judeu poderia ser tendencioso e dizer que Yochanan está falando do Shabat pois em toda a Bíblia o único dia semanal chamado de Dia do Senhor é o Shabat, tanto que Yeshua disse que ele mesmo é o Senhor do Shabat e não do domingo, mas sejamos sinceros, será que Yochanan em meio ao exílio na Ilha de Patmos iria dar um dado tão supérfluo de que dia da semana ele estaria tento a visão? Acho que o intuído dele era mais profundo; o intuído dele ao meu ver segundo o contexto, foi de dizer que ele foi levado em espírito á vislumbrar o “Grande e Terrível Dia do SENHOR” que segundo inúmeras passagens proféticas se refere ao dia que o SENHOR começará o julgamento da Terra antes mesmo do arrebatamento e da Implantação do Reino Messiânico por Yeshua.
Vemos no contexto, diversos elementos que profeticamente estão ligados ao “Grande e Terrível Dia do SENHOR”, como a menção do shofar, a descrição do Filho do Homem como em sua forma Final e Eterna com roupas de Realeza e etc....
E por tudo o que Yochanan relata nesse Livro podemos ver que tudo faz referência ao que antes fora profetizado pelos santos Profetas do Senhor e intrinsecamente ligado ao derradeiro “Grande e Terrível Dia do SENHOR” conforme podemos comprovar pelas seguintes passagens que citam o dia de julgamento pela alcunha de “O DIA DO SENHOR” : Ez. 7:19; 13:5, Jl. 1:15; 2:1,11,31; 3:15, Am. 5:18,20; 8:9, Ob. 1:15, Sf. 1:7, 14-18, Zc. 14:1 e Ml. 4:5 e mesmo no “Novo Testamento” tem referências a este dia como em Atos 2:20, I Cor. 5:5, I Tes. 5:2-4, II Tes. 2:2 e II Pe. 2:10.

14:6-7 – Interessante notar que a mensagem que o 1º anjo recebeu para levar a todo o mundo era uma exortação para adorarem a D-us como “Criador” de todas as coisas. O mais curioso é que o único mandamento que revela o motivo pelo qual o Senhor deve ser adorado é o 4º - o do Shabat (cf. Gên. 2:1-3; Êx 20:8-11), e praticamente a mesma seqüência de palavras é utilizada em ambas as passagens (cf. Êx 20:11; Ap 14:7), ou seja, devemos adorar Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e tudo o mais. Coincidência? Não. A Bíblia é um livro de “providências”.

Os santos de D-us, no Apocalipse, são retratados como sendo aqueles que “guardam os mandamentos de D-us” (cf. 12:17; 14:12; Sal. 119:152). E a Bíblia considera a guarda dos mandamentos como sendo válida SOMENTE quando TODOS os mandamentos são obedecidos, inclusive o 4º (cf. Tg 2:10-11).


Como pudemos ver no texto bíblico, não há uma única palavra autorizando a abolição do Shabat, pelo contrário, vemos que TODOS os discípulos de Yeshua continuaram guardando este dia, mesmo muitos anos após a Sua morte, como foi o caso de Paulo, por exemplo.

Há algumas passagens que tratam do primeiro dia da semana. Mas, será que elas autorizam alguma mudança? Vejamos...

a) “No findar do Shabat, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro” (Mt 28:1). O verso apenas diz que elas foram ao sepulcro no primeiro dia da semana, após o Shabat, pois elas haviam descansado no Shabat em obediência ao mandamento (cf. Lc 23:54-56). O verso nada fala sobre a santidade do domingo após a ressurreição de Yeshua.
Outro ponto sobre isso é que o primeiro dia da semana naquelas época não era à meia noite do sétimo dia mas sim após o por do sol do sétimo dia, sendo assim Yeshua ressuscitou para celebrar a Havdalá ao fim do Shabat (Mt. 28:1 e Lc. 24:1) e não no domingo posteriormente instituído, pois até então o nome do dia era primeiro dia (Yom Rishon).

b) “E, muito cedo, no primeiro dia da semana, ao despontar do sol, foram ao túmulo” (Mc 16:2). Outro verso que apenas faz o relato de que as mulheres foram ao sepulcro no primeiro dia da semana, e apresenta que só foram neste horário porque o Shabat já havia passado (cf. Mc 16:1). Nada fala sobre a santidade do domingo, e ainda confirma que elas guardavam o Shabat do Senhor. (Obs. Tal trecho não existe em manuscritos mais antigos, fazendo com que haja desconfiança em sua originalidade, pois “ao despontar do sol” é muito diferente de “ao findar o Shabat”)

c) “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios” (Mc 16:9). Apenas mais um relato sobre o momento histórico no qual Jesus ressuscitou. Mais uma vez, nada é apresentado sobre a pseudo-santidade do domingo como dia da ressurreição de Yeshua. (Obs. Este trecho também não existe em manuscritos mais antigos, fazendo com que haja desconfiança em sua originalidade)

d) “Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado” (Lc 24:1). Como o último verso do cap. 23 deixa claro que aquelas mulheres guardavam o Shabat, foi só passar o pôr-do-sol e elas foram ao sepulcro realizar o trabalho que havia sido deixado por fazer, para não se transgredir as horas santas do Shabat do Senhor (cf. Lc 23:54-56). Você vê algo neste verso que autorize a santidade do domingo? Nem eu... (Vemos que tal termo alta madrugada em nada se parece com o despontar do sol que existe em Marcos - Intrigante não é?)

e) “No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra estava revolvida” (João 20:1). Apenas a repetição das passagens anteriores. Ninguém está questionando que Yeshua ressuscitou no domingo, mas dizer que por este motivo este dia agora ficou no lugar do Shabat, é acrescentar palavras que não estão no texto Bíblico.

f) “Ao cair da tarde daquele dia, o primeiro da semana, trancadas as portas da casa onde estavam os discípulos com medo dos da Judéia, veio Yeshua, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco” (João 20:19). O texto é muito claro em afirmar o motivo pelo qual eles estavam reunidos: o medo dos da Judéia. Não tinha nada que ver com um culto ou missa dominical. O v. 26 diz que oito dias depois portando numa Segunda-Feira e não no domingo posterior, Yeshua Se apresentou novamente para os discípulos. Yeshua encontra-os ainda escondidos dos da Judéia, com as portas trancadas, e aproveita para apresentar-Se a Tomé, que estava ainda duvidando de Sua ressurreição. Nada ainda encontramos sobre a autoridade de mudar o Shabat para o domingo. E olha que este seria um bom momento para Yeshua aproveitar e ensinar para os discípulos que o domingo agora deveria ser o dia de guarda, mas como vemos nos textos não há tal ensino.

g) “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite” (At 20:7). O motivo pelo qual os discípulos estavam reunidos neste primeiro dia da semana é revelado no próprio texto bíblico: Paulo estava para viajar no dia seguinte. Nada mais. Não era um culto semanal dominical, pois já vimos que Paulo adorava o Senhor no Shabat (cf. At 16:11-15; 18:1-4; etc.).
Outro ponto discutível é que o tal “primeiro dia” de Atos 20:7 tratava-se na realidade da celebração de Havdalá que nada mais é que o partir do pão após o por do sol do Shabat, sendo que Shaul (Paulo) se prolonga em sua prática que indica que sempre após um dia inteiro de estudo que é costume judaico que se inicia ao amanhecer e se finda ao por do sol, havia entre os seguidores de Yeshua a continuação da celebração que neste caso específico durou até a meia noite, levando Éutico a cair da janela de tão cansado por um dia inteiro de estudo e celebração, mas após Shaul o tê-lo ressuscitado subiram novamente para o cenáculo e Shaul falou até o amanhecer.
 i) “No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for” (1Co 16:2). Este é o ÚLTIMO dos oito únicos versos do Novo Testamento que fala sobre o primeiro dia da semana. Já vimos que as sete passagens anteriores nada falam sobre a autorização para os cristãos mudarem o sábado para o domingo. Resta agora analisar esta última passagem. Paulo está falando sobre uma ajuda que seria enviada para os irmãos da Judéia (v. 1; cf. At 11:28-30). Os irmãos não são orientados a se reunirem no primeiro dia da semana para adorarem ao Senhor. O apóstolo dá uma orientação para separarem sua contribuição “em casa”, muito provavelmente junto com as provisões semanais da própria família. Quando Paulo visitasse a cidade, as ofertas já deveriam estar todas prontas. O fato de os discípulos se reunirem em um dia específico, além do sétimo semanal, não faz de tal dia um substituto do Shabat do 4º mandamento, pois eles se reuniam diariamente (cf. At 5:42). O que torna um dia “santo” é a determinação de D-us, e isto acontece na Bíblia SOMENTE para o Shabat (cf. Gên. 2:1-3; Êx 16:1-10: 20:8-11). E outro ponto a se tecer comentário é sobre
o termo que aparece que é μίαν σαββάτου “Mian Sabbatou” indicando que o período é logo após o por do sol do Shabat, quando as pessoas fossem para suas casas após a guarda do dia sagrado e daí sim eles começariam a fazer o serviço de separação de mantimentos em suas próprias casas para serem levados por Shaul para distribuição entre os pobres, fato este que é uma repetição do que ocorre sem especificação de dia como em At. 11:29, Rm. 15:26 e Gl. 2:10; portanto vemos que nesse texto não temos nada em que se possa generalizar uma simples prática de arrecadação como uma ordenança de mudança de dia sagrado de guarda.

Analisamos as passagens do Novo Testamento que tratam do Shabat, e vimos que TODOS os discípulos e seguidores de Yeshua guardaram este dia normalmente, pois fazia parte do seu dia-a-dia. Não há nenhum cogitação entre os discípulos sobre a mudança do Shabat para outro dia qualquer. Infelizmente, tal pensamento só existe na mente dos que não querem obedecer aos mandamentos do Senhor, opondo-se arrogantemente à Palavra de D-us.

Se nossa base de fé estiver unicamente na Bíblia, e não na tradição ou mandamentos de homens (cf. Mc 7:13; At 5:29), então o único dia semanal que devemos separar para adorar ao Senhor, deixando de lado afazeres seculares e comuns, é o Shabat.

Seja fiel, e D-us abençoará grandemente sua vida; afinal Ele promete: “Grande paz têm os que amam a Tua Lei; para eles não há tropeço” (Sal. 119:165).

Por Metushelach Ben Levy se baseando em diversas fontes bibliográficas.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Machismo na Bíblia existe? O mau uso de 1 Timóteo 2:8-15.



Tal explanação se dá por sugestão de nosso seguidor do Blog, caro Teófilo, que conhece pessoas que se utilizam de textos do Novo Testamento como 1ª Timóteo 2 para apoiar atitudes machistas e de opressão sobre as mulheres.

Notamos que o maior problema neste caso é o mau uso de cognatos para traduzir determinados termos do grego, para tanto vamos tentar traduzir linearmente o texto e depois explicarmos o que o mau uso de certos termos, ou cognatos indevidos causaram na construção das sentenças e assim no entendimento corrente. 
1.ª Timóteo 2:8-15: "8 Βούλομαι οὖν προσεύχεσθαι τοὺς ἄνδρας ἐν παντὶ τόπῳ ἐπαίροντας ὁσίους χεῖρας χωρὶς ὀργῆς καὶ διαλογισμῶν. 9 Ὡσαύτως γυναῖκας ἐν καταστολῇ κοσμίῳ μετὰ αἰδοῦς καὶ σωφροσύνης κοσμεῖν ἑαυτάς, μὴ ἐν πλέγμασιν καὶ χρυσίῳ μαργαρίταις ἱματισμῷ πολυτελεῖ, 10 ἀλλ πρέπει γυναιξὶν ἐπαγγελλομέναις θεοσέβειαν διἔργων ἀγαθῶν. 11 γυνὴ ἐν ἡσυχίᾳ μανθανέτω ἐν πάσῃ ὑποταγῇ· 12 διδάσκειν δὲ γυναικὶ οὐκ ἐπιτρέπω οὐδὲ αὐθεντεῖν ἀνδρός, ἀλλεἶναι ἐν ἡσυχίᾳ. 13 Ἀδὰμ γὰρ πρῶτος ἐπλάσθη, εἴτα Ἕυα. 14 καὶ Ἀδὰμ οὐκ ἠπατήθη, δὲ γυνὴ ἐξαπατηθεῖσα ἐν παραβάσει γέγονεν· 15 σωθήσεται δὲ διὰ τῆς τεκνογονίας, ἐὰν μείνωσιν ἐν πίστει καὶ ἀγάπῃ καὶ ἁγιασμῷ μετὰ σωφροσύνης."

Tradução interlinear de nossa autoria com base em dicionários de cognatos e o famoso "Strong". 

1 Timóteo 2:8-15:  "8 Desejo, portanto, que o homens orem acerca de todas as ocasiões, com suas mãos levantada em reverência, sem ira e dissensão. 9 De igual maneira, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabelos trançados e com ouro, ou pérolas, ou vestuário caros, 10 porém com o que é adequado às mulheres que professam reverência à D-us por meio de suas boas obras. 11 A mulher com tranqüilidade seja discipulada acerca de toda a obediência. 12 Discípular (homens) porém à mulher não é dada permissão assim como ter autoridade (eclesiástica) sobre homens, mas (mulheres) se mantenham com tranqüilidade (quanto a este assunto). 13 Adão primeiro foi formado depois Eva. 14 E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. 15 Não obstante, ela será preservada através de sua missão de mãe, se ela permanecer em fé, e amor, e santificação, com auto-domínio."

Reparamos que o texto melhor traduzido perde o caráter machista que o mau uso de termos e a má disposição dos elementos na construção da frase causam. O verso 11 foco dos problemas, nesta correta abordagem fica muito mais condizente com o aspecto disciplinar de Shaul (Paulo) e mantém uma seqüência lógica de admoestações do bloco deste capítulo. O verso 12 deixa claro a situação corrente da forma de se portar das mulheres tanto em referência a séculos de historia nas sinagogas como nas incipientes congregações gentílicas, vemos que a mulher não está vedada de falar nas reuniões, mas elas não podem ser Mestras no tocante a ter discípulos homens, mas podem no entanto ser Mestras de outras mulheres e de seus filhos bem como de menores sob sua responsabilidade, o cargo de líder sinagogal ou congregacional também não lhe é permitido pela questão da Hierarquia Divina estabelecida como dita no verso 13 pela criação primeiro do homem e depois da mulher, e Shaul ainda admoestas a mulheres para que elas não percam a calma ou se revoltem contra este sistema divinamente estabelecido mas que se mantenham tranquilas, e é este termo que foi mal traduzido por “quietas“, ou “em silêncio” que causam o problema de machismo, pois o termo em grego ἡσυχίᾳēsuchia” tanto por ser traduzido como silêncio mas no sentido de não se haver discussão ou como eu prefiro com tranqüilidade de ânimos. Portanto as mulheres devem ter tranqüilidade de ânimo para aprender a obediência tanto a D-us como ao representante de D-us que no caso das casadas é o seu marido, e não querer ir além do que é determinado divinamente querendo discípular homens ou dirigir congregações, sendo que no verso 15 Shaul mostra a importância da missão de ser mãe e ensinar aos filhos os caminhos retos do Senhor, mostrando que tanto a mulher como o homem tem diante de D-us, importantes papeis na educação das gerações futuras.

Por Metushelach Cohen.

sábado, 5 de novembro de 2011

Análise Superficial de Colossenses 2:16-17

Colossenses 2.16 Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, 17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.



Primeiro, qual é a definição de formação de uma sombra? Vejamos: Assim como a luz projeta no plano uma delimitação estilizada de um corpo, de mesma maneira D-us o Pai das Luzes, revelou pela sua Palavra através de procedimentos e cerimônias a delimitação profética daquilo que se manifestaria e ainda há de se manifestar na vida e obra corpórea de seu Filho Yeshua HaMashiach. Vemos portanto que alguns elementos dados por D-us através da entrega da Torah no Sinai serviriam para preparar o entendimento dos Filhos de Israel de uma forma bem didática para o que significaria os acontecimentos na manifestação do Filho de D-us de forma corpórea, os preparando paulatinamente para compreender os acontecimentos futuros e aguçar as suas esperanças na manifestação da misericórdia de D-us (como o próprio nome de Yeshua significa, a manifestação em pessoa da Salvação Divina).

Vejamos portanto, alguns elementos da Torah (Instrução de D-us) que serviriam como sombras que mostram a delimitação de um corpo no plano, o principal deles é o Sacerdócio Levitico e a oficialização deste nos atos para perdão e purificação de pecados. Vemos que tanto no oficio diário de oferecimento de sacrifícios para perdão de pecados individuais conscientes, como na aspersão das cinzas da novilha vermelha para perdão de pecados individuais inconsciente ou chamados “por ignorância” como também no dia do perdão de pecados da coletividade no Yom Kippur, há a necessidade de derramamento de sangue inocente para cobertura destes pecados e há a necessidade de um intercessor que faça a mediação entre D-us e aquele que arrependido dos seus atos, oferece o sacrifício daquilo que lhe é caro, daquilo que lhe custa algo.

Corações abertos à plenificação do entendimento da Torah compreendiam que estas sombras especificadas acima não eram o corpo em si mas sim representações transitórias daquilo que haveria de se manifestar, mas nem por isso perdiam seu valor, seja o valor de mostrar por delimitações estilizadas, que em suma permitiria que aqueles que se deparassem com o objeto revelado que outrora fora projetado não se enganassem com falsos objetos revelados que por não terem a delimitação idêntica a da sombra projetada poderiam ser facilmente descartados, ou pelo valor imediato de confiança antecipada no caso específico do sacrifício, pois quem tivesse a compreensão do futuro por revelação divina ainda assim sacrificaria animais para perdão de pecados e purificação não se atendo ao ato em si mas sabendo da representatividade daquilo que se manifestaria, em outras palavras o pecador que por revelação divina deslumbrou o sacrifício perfeito de Yeshua, ainda sacrificaria animais pela necessidade de derramamento de sangue estipulado por D-us, mas teria a intenção em tal ato não a de confiar no ato em si, mas sim a intenção de dar uma espécie de cheque pré-datado pelo arrependimento de seus delitos, cujo o saldo somente seria positivo para a compensação do cheque na justificação proveniente do derramamento de sangue do cordeiro perfeito, a saber Yeshua, que ao mesmo tempo que é o sacrifício é também o mediador do sacrifício perfeito, sendo que não é mortal e perecível como os Sumo-Sacerdotes terrestres que em certa data morriam por seus pecados, tendo que ser substituídos, sendo assim se institui um ordem sacerdotal perfeita, pois não mais precisa oferecer sacrifico por si, e eternamente media a relação do homem com D-us, e é disso que se trata Hebreus 8 à 10.
Avraham e David contemplaram a vinda e obra do Mashiach e se regozijaram (João 8:56), pois conseguiram ver o objeto cuja as sombras delimitavam.

Agora que sabemos o valor e o motivo das sombras voltemos analisar o texto de Colossenses 2, dentre as inúmeras fórmulas mirabolantes de se tentar entender o texto eu fico com a mais simples, que é a de ler o texto de forma imparcial sem pré conceitos formados, então lemos Colossenses 2.16 “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, 17 porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; mas o corpo é de Cristo.” Pensemos como se eu fosse um judeu do primeiro século crente em Yeshua como Mashiach ou um gentio também crente em Yeshua que se achegou a comunidade de Israel e não visse problema algum em se adotar a forma de se interpretar as Santas Escrituras como um judeu o fazia, e ouvisse Shaul (Paulo) me dirigindo estas palavras eu simplesmente entenderia que não é para eu deixar de ser judeu e largar toda a minha bagagem cultural e histórica ou como gentio que queira adotar os princípios judaicos de vida, pois Shaul simplesmente esta me dizendo que não é para eu me preocupar com o julgamento alheio sobre a forma de eu comer, beber ou a forma de eu celebrar as datas festivas de Israel, pois se baseando no entendimento de que as sombras tem valor e um propósito estabelecidos por D-us, e por isso Ele as determinou como estatutos perpétuos no meio de seu povo e dos estrangeiros que se achegam ao convívio, portanto vemos no texto Shaul dizendo que se alguém me julga por estas coisas que são sombras de acontecimentos que haviam de vir, imagine o como estas pessoas que estão a me julgar por sombras estão afrontando o corpo que projeta e delimita a sombra, corpo este que é o do Mashiach, notemos que no verso 17 no original não tem a presença muito comum em diversas traduções do termo “apenas” sombras, como que numa forma de minimizar ou dar um ar medíocre à sombras.

Em Resumo o texto não da embasamento para se afirmar a abolição de alguns mandamento seja ele a da Kashrut (Dieta Judaica) de Levítico 11 e Deuteronômio 14, ou a da terminação das festas e dias como de Levítico 23 e referências ao Shabat, mas também não da base para a imposição de tais mandamentos aos Gentios crentes em Yeshua como o Mashiach.

Ao repararmos na continuação do texto dos versos 18-23, vemos claramente Shaul dando uma palavra de repreensão aos que se deixavam levar pelos Sábios daquela época principalmente os Ascetas e Gnósticos, no qual por seus ensinos humanos e não dados por D-us como os revelados na Torah, fazem dos fracos na fé, presas fáceis, que se deixam impor jugos pesados como os do ascetismo que dita que o homem para alcançar a pureza deve se abster de comer carne, de casar e que não pode tocar isso ou aquilo, cheios de regras humanas que podem aparentar alguma humildade mas não tem valor algum para refrear as pessoas de agirem de acordo com as concupiscência de sua carne enferma pelo pecado, capacidade esta, que só é dada a quem por meio do arrependimento e confiança em D-us torna-se nova criatura e se caracteriza como Templo do Capacitador o Espírito Santo.

Vemos que tal temática de repreensão é muito parecida àquela feita por Shaul no capítulo 14 de Romanos, na qual os fracos na fé não deveriam ser julgados por adotarem uma dieta vegetariana por terem medo de pecar ao consumirem carne, não existindo no texto nada que leva a abolição dos mandamentos referentes a Kashrut (Dieta Judaica de Lv. 11 e Dt. 14).

Este texto de Colossenses também pode ser usado contra os judaizantes que poderiam impor tanto aos judeus crentes em Yeshua como ao gentios crentes a forma legalista de se observar tais mandamentos, não apenas restrito ao que está na Torah mas sim ao que pela tradição foi incorporada aos mandamentos fazendo deles algo pesado e cheio de regras intermináveis que não serviam para engrandecer ao Nome de D-us mas sim apenas de aparência de fervorosa religiosidade para honra humana daqueles que as impunha ao outros fazendo discípulos lindos por fora mas vazios por dentro ou por não entenderem o que estão fazendo ou por fazerem apenas de aparência sem a real intenção de engrandecer o Nome de D-us.

Termino aqui citando uma velha mas atual recomendação de um Mestre que disse: “ No que diz respeito ao Relacionamento com D-us, impor que as pessoas contrariamente a sua vontade façam o que é correto, em si é errado, pois aquele que faz o bem sem a real intenção de engrandecer O Eterno, comete engano e será julgado por sua conduta equivocada, portanto apenas ensine e viva o que é correto e não imponha nada ao seu próximo, pois O Eterno julga as intenções do coração e não a aparência.


Metushelach Ben Levy

Comunicado aos leitores e caro amigos seguidores do Blog



Caros amigos, depois de muita correria no trabalho e em casa conseguimos colocar tudo em seu devido lugar, e sendo que nas próximas semanas estarei no gozo de minha férias, comunico a todos vocês que estarei a disposição novamente para estarmos conversando e estudando juntos sobre os assuntos Bíblicos ou que nos engrandeçam em nossa caminhada de vida ou que causam problemas de interpretação que geram aparentes contradições.

Fiquem a vontade para comentários, questionamentos e argumentações sempre pautados prioritariamente na Bíblia e sempre com linguagem respeitosa e cordialidade com todos os participantes.

Agradecemos desde a já a participação de todos e vão com calma para que possamos pegar o ritmo novamente.

Fiquem todos sob as bênçãos do Eterno e a Shalom que emana de Yeshua HaMashiach.


Metushelach Ben Levy

domingo, 23 de outubro de 2011

Shemini Atzéret e o Recomeço do ciclo anual de Leitura da Torah


No último dia 21 de outubro de 2011 passamos pela festa de Shemini Atzéret, que literalmente significa "O oitavo, dia da parada". Desde o mês de Elul, D-us tem através de sua Ruach HaKodesh se aproximadi um pouco mais de nós e Sua presença é mais sentida. Agora, com o fim da festa de Sucót, chega o momento da partida. A festa de Shmini Atséret se assemelha a um pai que, no dia da despedida do seu querido filho, pede para que ele fique por mais um dia, pois a despedida é dura, vemos tal festa como sombra  dos acontecimentos do Reino Messiânico instituido na vinda do Mashiach Yeshua que é uma Simhat Torah, alegria pela Torah, isto é alegria pela Torah encarnada, mas tal período será finalizado depois de mil anos e é sobre este dia de témino que fazemos parelelo com a festa de Shemini Atzéret.
E neste último dia 21 comemoramos a festa de Simchá Torá (em Israel as duas festas são comemoradas no mesmo dia), o dia em que terminamos a leitura anual da Torá com a Parashá Vezot Habrachá e, por amor, a reiniciamos imediatamente com a Parashá Bereshit, que começa com a criação do mundo e a criação do primeiro ser humano, Adam Harishon.

Pouco tempo após ter sido criado, Adam pecou e foi expulso do Gan Éden (paraíso), como está escrito: "E então D-us o baniu do Gan Éden... e tendo expulsado-o, Ele colocou, ao Leste do Gan Éden, os Kerubins e a chama da espada que girava para guardar o caminho para a Árvore da Vida" (Bereshit- Gênesis 3:23,24).

Mas deste versículo surge uma pergunta. Rashi, comentarista da Torah, explica que os Kerubins eram anjos de destruição.
Porém, "Kerubins" é o mesmo termo utilizado para descrever a imagem dos dois anjos sagrados com rosto de criança que ficavam sobre a tampa do Aron Hakodesh (Arca Sagrada) no Templo. Como pode ser que o termo "Kerubim" é utilizado para criaturas destruidoras e também para criaturas com rosto de criança que representam a força vital da Torah?

Explica o Rav Yaacov Kamenetsky que a Torah está nos ensinando a importância da boa educação para moldar crianças saudáveis e ressaltando as conseqüência de uma má-educação. Se uma criança for bem educada, pode se transformar em um Tzadik (Justo), mas se a educação da mesma criança for negligenciada, ela pode se tornar uma pessoa problemática.
Em vários lugares a Torah cita a importância da educação dos filhos. Uma das passagens está no próprio "Shemá Israel", onde dizemos "E estas palavras que Eu os ordeno hoje estarão sobre os seus corações, e as ensinarão aos seus filhos". A responsabilidade da educação judaica dos filhos recai sobre os pais e deve começar ainda no berço, mesmo antes da criança começar a pronunciar suas primeiras palavras.

Porém, atualmente perdemos um pouco o senso da nossa responsabilidade em relação aos nossos filhos. O que significa educar os filhos? Muitas vezes pensamos que é suficiente mandar os filhos para a escola ou colocá-los horas diante da televisão assistindo programas "educativos". Mas será que isso é realmente suficiente? Com isso estamos cumprindo nossa obrigação de criar filhos com boa índole?

Infelizmente as nossas escolas se tornaram verdadeiras "fábricas de diploma". Qual escola é considerada boa? Aquela que tem uma alta porcentagem de alunos que entram em boas faculdades. As escolas não se preocupam em educar, a meta é apenas ensinar a passar no vestibular. Qual a consequência? Uma sociedade composta por muitos advogados sem ética e médicos gananciosos que não se importam com a vida de seus pacientes. Uma sociedade com profissionais que conhecem todos os detalhes técnicos de suas profissões mas não sabem nem mesmo respeitar o próximo.

E a televisão, será que é um bom educador? Apesar de realmente existirem programas educativos, eles são muito raros. O mais comum é a criança se deparar com cenas de violência, nudez e a banalização de temas como traição e roubo. Quanto controle realmente os pais têm sobre o que seus filhos assistem e como eles assimilam estas informações? Quantas vezes os pais assistem os programas de televisão junto com seus filhos para depois discutirem o conteúdo de forma didática? Será que não deveríamos nos dedicar mais às atividades conjuntas com nossos filhos e, ao invés de deixar a televisão ensinar, sentar com eles e abrir um livro?

Foram estes os questionamentos que se perguntaram alguns pesquisadores americanos. Para tentar respondê-los, eles propuseram uma experiência com voluntários de uma pequena cidade, que aceitaram ficar por 30 dias sem televisão em casa. Após este período, todos foram entrevistados e garantiram que o relacionamento familiar havia mudado completamente. Os pais haviam conseguido conversar mais com os filhos, haviam feito mais atividades juntos, haviam conseguido aproveitaram melhor o tempo em família, tanto em qualidade quanto em quantidade.

Porém, os pesquisadores observaram que, depois dos 30 dias da experiência, todas as famílias voltaram a ter televisões em casa. Quando questionados, os pais disseram, envergonhados, que a televisão os deixavam com mais tempo livre e por isso valia a pena tê-la de volta. Isto comprovou que, infelizmente, utilizamos a televisão para nossa própria conveniência, para que sobre para nós um pouco mais de tempo enquanto nossos filhos ficam "grudados" na programação, e não como um verdadeiro educador.

A educação dos filhos não é algo fácil. É necessário dedicação e esforço, planejamento e disciplina. Mas disso depende o futuro do mundo. Há um ditado americano que diz: "A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo". O que nossos filhos serão no futuro depende do nosso esforço hoje. A Torá não coloca a obrigação da educação sobre os professores nem sobre os meios de comunicação, e sim sobre os pais. Escola e televisão podem transmitir informações, mas a formação do caráter depende dos ensinamentos e da educação dos pais.

Desde a infância já podemos ensinar valores aos nossos filhos. Desde o berço já podemos ensinar o orgulho de sermos judeus crentes no Mashiach Yeshua e a importância de sermos uma "Luz para as nações", através de bons atos e uma boa conduta pela capacitação que a presença do Espírito Santo em nossas vidas pode nos dar. Tanto os judeus-messiânnicos como os gentios messiânicos precisam ensinar ao mundo o valioso ensinamento de que, antes de um jovem ser advogado, médico ou engenheiro, ele precisa ser um "Mench" (ser humano digno). E isso depende única e exclusivamente dos pais.
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