שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד
Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad

terça-feira, 19 de julho de 2011

Estrela da Manhã - Heilei Ben Shachar X Estrela de Jacó

Este post é fruto de uma questão levantada por um de nossos participantes do Blog nosso caro Zergon, e que para respondermos sua questão fizemos uma análise aprofundada sobre os termos que são vertidos para o português como Estrela da Manhã.

Zergon pergunta:
Por que Lúcifer; em Isaías 14:12 é comparado a estrela da manhã e Yeshua também em Apocalipse 22? Afinal quem é a estrela da manhã? O que dizem as escrituras no original grego, hebraico e aramaico?

Metushelach responde:
O termo “estrela da manhã” de Isaías 14:12 é uma entre diversas traduções da expressão em Hebraico הילל בן שחר  “Heilel Ben - Shachar”. Vamos analisar os termos separadamente para entendermos melhor a expressão.


Heillel -  tem um sentido primário de brilhar, mas também é intimamente ligado ao planeta Vênus, que brilha sozinho ao amanhecer, de onde vem a adoração Acádia-babilônica ao astro, sendo ele divinizado na figura da deusa Istar, mas este termo vem da raiz Halal que significa atrair a atenção para se vangloriar, auto proclamar-se, e em uma tradução livre e moderninha “dar um showzinho”.



Ben - Filho, proveniente de...



Shachar - tem relação com a idéia do lusco-fusco matutino, portanto não algo luminescente e claro. Existe a comparação destes termos em conjunto com a aparência do planeta Vênus, que sendo o terceiro astro em luminescência depois do Sol e da Lua, se mostra imponente e sozinho em meio à penumbra do amanhecer.
Vênus

Agora a partir destes significados podemos entender a expressão הילל בן שחר  “Heilel Ben - Shachar”, bem como não se esquecendo de levar em conta o contexto depreciativo do verso 12 de Isaías, da seguinte forma no texto parafraseado por mim: “Como caíste desde o céu, ó ser orgulhoso que quer se mostrar como uma estrela que brilha sozinha na escuridão do amanhecer! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações”.


Agora vamos analisar os textos de 2 Pedro 1:19 e Apocalipse 22:16 onde Yeshua é comparado a estrela da manhã da expressão grega ἀστὴρ λαμπρὸς “astēr o lampros”, que num contexto de ententimento grego não tem significado algum, mas no hebraico tem referência a uma profecia messiânica feita por Bil’am (Balaão) em Números 24:15-19 “Então proferiu a sua parábola, e disse: Fala Bil’am, filho de Beor, e fala o homem de olhos abertos;Fala aquele que ouviu as palavras de D-us, e o que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos.Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma estrela procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel, que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete. E Edom será uma possessão, e Seir, seus inimigos, também será uma possessão; pois Israel fará proezas. E dominará um de Jacó, e matará os que restam das cidades.”


Yeshua - Estrela de Yaacov
estreito siginificado com a Estrela de Belém

Portanto a Estrela de Jacó, כוכב “Kochab”, da passagem acima é ninguém menos que o Mashiach Libertador e este entendimento é compartilhado por escritos de nossos Sábios Rabinos como, por exemplo, no Testamento de Levy 17:3 e Testamento de Yahudá 24:1-5 que retratam a história de rabi Akiva que escolhe um rebelde chamado Sh’imon e o declara Mashiach o chamando a partir daí de “filho da estrela” ou mais conhecido como Sh’imon Bar-Kochba, rabi Akiva assim o faz por entender a profecia messiânica vaticinada por Bil’am (Balaâo).
No século XII o Ramban Nachmanides tem o mesmo entendimento a cerca do Mashiach como Estrela de Ya'acov e assim publica uma midrash sobre o assunto.


Fontes pesquizadas:
Testamento de Levy e Testamento de Yahudá.
Comentário Judaico do Novo Testamento - David Stern.
Bíblia Hebraica.
Dicionário Strong.



quinta-feira, 14 de julho de 2011

Hebreus 9 - Análise superficial do Capítulo 9 da Epístola aos Hebreus

Este texto se refere a uma análise superficial do Capítulo 9 da Epístola aos Hebreus, na tentativa de se corrigir algumas falhas de interpretação evangélica, mas especificamente pentecostal sobre a questão de a “antiga aliança” ter se tornado inútil e ter sido completamente abolida por Yeshua.

Questão proposta por Elvis para análise:
D-us aboliu o primeiro testamento: Hebreus 9:1-28 em especial Hb 9:1-15.

Metushelach disse:
Não sei se você já tem acesso à BJC, sendo assim eu transcreverei o Capitulo 9 todo de Hebreus segundo a versão de David Stern na Bíblia Judaica Completa:
Hb. 9:1 Ora, a primeira aliança possuía regras relativas à adoração e um Lugar Sagrado aqui na terra. 2 Uma Tenda foi erigida, chamada Lugar Sagrado (Santo Lugar); nela estavam a menorah, a mesa e o pão da proposição. 3 Atrás do segundo véu, esta a tenda chamada de Lugar Especialmente Santo (Lugar Santíssimo ou Santos dos Santos), 4 onde se encontravam o altar de ouro para a queima do incenso e a Arca da Aliança, totalmente revestida de ouro. Na Arca, estavam o vaso de ouro que continha o maná, a vara de Aharon (Arão), que floresceu, e as Tábuas da Aliança, feitas de pedra; 5 acima dela, estavam os Kruvim (Querubins) que representavam a Shhinah (glória), lançando sua sombra sobre a tampa da Arca - Dessas coisas, todavia, não falaremos, agora, pormenorizadamente.
6 Com tudo arranjado desta forma, os Kohanim (Sacerdotes ou Filhos de Levy) entram na tenda exterior (Santo Lugar) todo o tempo para exercer suas funções. 7 mas apenas o Cohen HaGadol ( Sumo Sacerdote ou Filho de Arão) entra na tenda interior (Santíssimo Lugar). Ele o faz apenas uma vez por ano (Yom Kippur) e deve sempre levar sangue, o qual oferece por sim mesmo e pelos pecados que o povo cometeu por ignorância. 8 Por essa (ordem na sucessão dos acontecimentos), a Ruach HaKodesh mostrou que , enquanto a primeira tenda (Santo Lugar), estivesse em pé, o caminho para o Lugar Sagrado (Santíssimo Lugar) permanecia fechado. 9 Isso simboliza a era presente e indica que a consciência da pessoa que desempenha o serviço (Sacerdote) não pode ser alcançada pelas ofertas de sacrifícios realizados. 10 Porque essas práticas envolviam apenas comidas, bebidas e diversos tipos de lavagens cerimoniais - regras concernentes à vida exterior ( práticas externas mostradas pelo agir da pessoa em carne e não em espírito), impostas até o tempo em que D-us reformulasse toda a estrutura (ordem na sucessão dos acontecimentos).
11 Quando o Mashiach apareceu, como Cohen HaGadol ( Sumo Sacerdote da Ordem de Melkdzek) das coisas boas que já estão acontecendo, então, por meio da tenda maior e perfeita (Santíssimo Lugar Original nos Céus), não criada pelos homens, isto é, ela não pertence ao mundo criado,12 ele entrou no Lugar Santíssimo de uma vez por todas. ( e não como o Sumo Sacerdote da Ordem de Levy que entrava uma vez por ano no Yom Kippur, não sem antes ter oferecido sacrifício por si mesmo).
Ele não o fez por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo próprio sangue, libertando, dessa forma, seu povo para sempre. 13 Se a aspersão sobre as pessoas cerimonialmente impuras com o sangue de bodes e touros, e as cinzas de uma novilha, restauravam-lhes a pureza exterior, 14 quanto mais o sangue do Mashiach, que , pelo Espírito eterno , se ofereceu a D-us como sacrifício imaculado, purificará nossa consciência das obras que conduzem à morte, para que possamos viver e servir ao D-us Vivo!
15 Por causa dessa morte, ele é o mediador de uma nova aliança ( ou Novo Testamento). Visto que sua morte liberta as pessoas das transgressões cometidas sobre a primeira aliança - os que tem sido chamados podem receber a prometida herança eterna. 16 No caso de um testamento só tem efeito no caso de morte, ele jamais vigora enquanto a pessoa que o fez está viva.
18 Esta é a razão pela qual a primeira aliança também foi inaugurada com sangue. 19 Depois de Moshe ter anunciado cada mandamento da Torah a todo o povo, ele pegou sangue de bezerros, água e usou lã escarlate e hissopo para aspergir o rolo e todo o povo, dizendo: 20 Este é o sangue da aliança que D-us lhes ordenou. 21 Da mesma forma, aspergiu com o sangue o Tabernáculo e todos os utensílios de suas cerimônias. 22 Pois, segundo a Torah, quase todas as coisas são purificadas com sangue; de fato, sem derramamento de sangue não há perdão de pecados.
23 Portanto, essa é a razão pela qual as cópias das coisas celestiais deveriam ser purificadas, mas as próprias coisas celestiais requerem sacrifícios superiores a esses. 24 Porque o Mashiach entrou no Lugar Santíssimo, que não foi feito por seres humanos - mera cópia do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para se apresentar agora a nosso favor na presença de D-us.
25 Além disso, ele não entrou no céu para oferecer as sim mesmo repetidamente, como o Cohen HaGadol que entra no Lugar Santíssimo ano após ano com sangue alheio; 26 se assim fosse, ele teria de sofrer a morte muitas vezes - desde a fundação do Universo. Mas, agora, ele apareceu uma vez no fim dos tempos, a fim de eliminar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo.27 Da mesma forma que os seres humanos devem morrer uma vez, e depois disso vem o juízo, 28 também o Mashiach, tendo sido oferecido uma única vez pelos pecados de muitos, aparecerá segunda vez, não para lidar com o pecado, mas para libertar aqueles que esperam ansiosamente por ele.

* Observação: as frases que figuram entre parênteses são de minha autoria, que servem para auxiliar no entendimento de alguns termos, e a no objetivo de fazer algumas ligações contextuais aos demais textos Bíblicos.

Elvis disse:
Caro Metushelach,
Agradeço por sua primeira resposta e tenho a BJC, porém o dito pastor me indagou se baseando na JFA-RC e JFA-RC Fiel, enfatizou o versiculo 15 e o subtítulo desse assunto é "A imperfeição da primeira aliança", sendo assim afirma ele que Jesus teria abolido a "imperfeita" primeira aliança e inaugurado a nova aliança onde a primeira nao mais tivesse lugar, infelizmente nao pude usar a BJC por ser bem mais clara por puro anti-semitismo protestante, ou seja, ele nao aceitaria uma biblia traduzida por um judeu, o que eu particularmente acho preconceito descabido e sem proposito, porem usando a JFA-RC teriamos como anular essa interpretaçao deturpada e tendenciosa contra a Torah utilizando o proprio novo testamento como antídoto teológico?

Metushelach disse:


Primeiro digo que demorei novamente pois por ser o texto claro demais para mim, pois eu não consegui ver qual era o problema que ele poderia causar numa interpretação corriqueira, portanto tive que conversar com alguns pentecostais e solicitar que eles me descrevessem as suas impressões do texto de Hebreus 9; E daí sim reparei em que erro eles incorrem na leitura sem contexto.

Problema inicial notado, é o da idéia que a Torah como um todo foi abolida por Yeshua no Madeiro, por ser a Torah envelhecida e imperfeita e carnal.

Constatamos somente nesta argumentação dois erros que não levam o contexto bíblico em consideração, primeiro é o de se não ler as palavras de Yeshua principalmente em Mateus 5:17-20 e contexto, pois nesta passagem vemos que Yeshua não veio abolir a Torah e os Profetas mas veio para cumpri-los, e este termo cumprir vem do grego
πληρῶσαι “plērōsai”, que não quer dizer cumprir no sentido de finalizar pois senão entraria em conflito com o termo abolir que teria o sentido de tirar fora ou acabar, sendo assim senão é finalizar no sentido de abolir para não contradizer a própria construção gramatical e lógica da frase então temos as seguintes opção que cabem ao vocábulo “plērōsai”, como por exemplo completar, preencher, plenificar, trazer plenitude, aperfeiçoar. A raiz desta palavra aparece em outras 86 ocasiões no Novo Testamento em grego com os sentidos sempre no mesmo escopo ao desta passagem e nunca como finalizar.
Conclui-se portanto que Yeshua veio completar o entendimento da Torah e dos Profetas cumprindo o que era profetizado a seu respeito e plenificando o entendimento que era superficial e apenas externo na interpretação da Torah, tanto que vemos isso nos versos posteriores de Mateus 5, por exemplo no verso 21-22 ao ser ter como assassino aquele que não apenas mata o seu próximo fisicamente mas sim todo aquele que, se encoleriza, se ira, guarda rancor e humilha o seu próximo, vemos aqui que o nível moral requerido dos que nascem de novo pelo poder Regenerativo de D-us manifesto através da Ruach HaKodesh, é muito maior do que era requerido antes, no primeiro pacto, no Sinai. Confirmamos este entendimento também com a frase de Yeshua no verso 20, no qual ele diz aos seus seguidores que eles teriam que excederem, ir além da pratica superficial e material da Torah apregoada e vivida pelos escribas e fariseus, excedendo a justiça deles e entendendo por meio da “plērōsai” plenificação da Torah e dos Profetas trazida por Yeshua, como que o nascido de novo tem que agir e direcionar a sua conduta em sua nova posição diante de D-us, agora não mais como apenas criaturas mas sim agora como filhos.

O segundo ponto de má interpretação de Hebreus 9 é o de ter a Torah como envelhecida e imperfeita e carnal, e isso acontece principalmente por epígrafes tendenciosas e não inspiradas que Intitulam as passagem Bíblicas de forma errônea.

Primeiro lendo o que Shaul (Paulo) falou da Torah em Romanos 7:14 vemos que a Torah não é carnal e sim espiritual dada por D-us por intermédio de anjos (At. 7:53 e Gl. 3:19), vemos também que quem é carnal é o homem não regenerado que se encontra escravizado pelo seu marido o pecado com quem casou no momento que pecou conforme contexto de Romanos 7 todo, vemos que por ter casado com o pecado o homem, mais precisamente Israel no contexto de Hebreu 8:11 é que quebrou o concerto, a aliança (mal traduzido por testamento), feita com D-us, aqui está a imperfeição da aliança, vemos que o problema não é com a aliança em si mas sim com um dos pactuantes que quebraram o pacto e a aliança, sendo assim por causa da imperfeição de um dos pactuantes a própria função da aliança em aperfeiçoar o homem por meio do entendimento do que é a vontade de D-us, expressa na Torah também se tornou inoperante, e esta aparente imperfeição da aliança que se aperfeiçoou em Yeshua, foi a capacidade de o pacto de derramamento de sangue ser capaz agora de aperfeiçoar a consciência do ofertante, pois ao se utilizar do sangue de Yeshua que está fresco e não seco, mediante a fé que o pecador se achegar ao Senhor e pode renascer em novidade de vida, partindo do zero, recebendo a nova aliança profetizada por Jeremias 31:31-34, que é relembrada em Hebreus 8:8-13, vemos que mesmo estabelecendo uma nova aliança na CASA DE ISRAEL e de JUDÁ o Senhor não aboli, acaba ou menospreza a Torah, pois ela apenas muda de lugar, saindo das pedras que representam o coração não aperfeiçoado de um dos pactuantes da primeira aliança, a saber Israel, conforme
Ezequiel 36, colocando a Torah agora nos corações de carne conforme Ezequiel 36:26 e no entendimento dos que se utilizam mediante a fé do Sangue da nova aliança corforme Mt. 26:28, que a saber é o sangue não de touros e bezerros que não podem aperfeiçoar apenas purificar exteriormente, mas sim o sangue do cordeiro que tira o pecado do mundo, daquele que sem pecados eternamente (Hb. 7:22-26) pode ser responsável pela nova aliança que agora aperfeiçoa o ofertante.
Vemos então que o que foi aperfeiçoado e não abolido, revogado, menosprezado foi a maneira de como se fazia a purificação do individuo da primeira aliança.
Sendo que tal procedimento era feito  por intermédio de um sacerdócio que por ser oficiado por homem, que sendo pecador teria que sempre que oferecer primeiro o sacrifício por si e depois pelos outros, e também por ser mortal tal homem oficiante, teria ele que sempre ser substituído(Hb. 7:23, 27).
Houve também o aperfeiçoamento do sangue que deveria ser derramado que não mais é o de touros, bezerros, novilhas vermelhas e outros mas sim de uma só vez com efeito eterno (Hb. 9:26-28) foi vertido o sangue do cordeiro imaculado Yeshua, para aperfeiçoamento dos que o esperam (verso 28).

Espero ter contribuído para uma melhor interpretação contextual bíblica deste texto.

sábado, 25 de junho de 2011

Shema - Hebraico - Transliterado - Português

Devarim (Deuteronômio) 6:4-9; 11:13-21

שְׁמַע יִשְׂרָאֵל; יְהוָה אֱלֹהֵינוּ יְהוָה אֶחָד׃ וְאָהַבְתָּ, אֵת יְהוָה אֱלֹהֶיךָ; בְּכָל־לְבָבְךָ וּבְכָל־נַפְשְׁךָ וּבְכָל־מְאֹדֶךָ׃ וְהָיוּ הַדְּבָרִים הָאֵלֶּה, אֲשֶׁר אָנֹכִי מְצַוְּךָ הַיּוֹם עַל־לְבָבֶךָ׃ וְשִׁנַּנְתָּם לְבָנֶיךָ, וְדִבַּרְתָּ בָּם; בְּשִׁבְתְּךָ בְּבֵיתֶךָ וּבְלֶכְתְּךָ בַדֶּרֶךְ, וּבְשָׁכְבְּךָ וּבְקוּמֶךָ׃ וּקְשַׁרְתָּם לְאוֹת עַל־יָדֶךָ; וְהָיוּ לְטֹטָפֹת בֵּין עֵינֶיךָ׃ וּכְתַבְתָּם עַל־מְזוּזֹת בֵּיתֶךָ וּבִשְׁעָרֶיךָ׃
וְהָיָה, אִם־שָׁמֹעַ תִּשְׁמְעוּ אֶל־מִצְוֹתַי, אֲשֶׁר אָנֹכִי מְצַוֶּה אֶתְכֶם הַיּוֹם; לְאַהֲבָה אֶת־יְהוָה אֱלֹהֵיכֶם וּלְעָבְדוֹ, ְּכָל־לְבַבְכֶם וּבְכָל־נַפְשְׁכֶם׃ וְנָתַתִּי מְטַר־אַרְצְכֶם בְּעִתּוֹ יוֹרֶה וּמַלְקוֹשׁ; וְאָסַפְתָּ דְגָנֶךָ, וְתִירֹשְׁךָ וְיִצְהָרֶךָ׃ וְנָתַתִּי עֵשֶׂב בְּשָׂדְךָ לִבְהֶמְתֶּךָ; וְאָכַלְתָּ וְשָׂבָעְתָּ׃ הִשָּׁמְרוּ לָכֶם, פֶּן יִפְתֶּה לְבַבְכֶם; וְסַרְתֶּם, וַעֲבַדְתֶּם אֱלֹהִים אֲחֵרִים, וְהִשְׁתַּחֲוִיתֶם לָהֶם׃ וְחָרָה אַף־יְהוָה בָּכֶם, וְעָצַר אֶת־הַשָּׁמַיִם וְלֹא־יִהְיֶה מָטָר, וְהָאֲדָמָה, לֹא תִתֵּן אֶת־יְבוּלָהּ; וַאֲבַדְתֶּם מְהֵרָה, מֵעַל הָאָרֶץ הַטֹּבָה, אֲשֶׁר יְהוָה נֹתֵן לָכֶם׃ וְשַׂמְתֶּם אֶת־דְּבָרַי אֵלֶּה, עַל־לְבַבְכֶם וְעַל־נַפְשְׁכֶם; וּקְשַׁרְתֶּם אֹתָם לְאוֹת עַל־יֶדְכֶם, וְהָיוּ לְטוֹטָפֹת בֵּין עֵינֵיכֶם׃ וְלִמַּדְתֶּם אֹתָם אֶת־בְּנֵיכֶם לְדַבֵּר בָּם; בְּשִׁבְתְּךָ בְּבֵיתֶךָ וּבְלֶכְתְּךָ בַדֶּרֶךְ, וּבְשָׁכְבְּךָ וּבְקוּמֶךָ׃ וּכְתַבְתָּם עַל־מְזוּזוֹת בֵּיתֶךָ וּבִשְׁעָרֶיךָ׃ לְמַעַן יִרְבּוּ יְמֵיכֶם וִימֵי בְנֵיכֶם, עַל הָאֲדָמָה, אֲשֶׁר נִשְׁבַּע יְהוָה לַאֲבֹתֵיכֶם לָתֵת לָהֶם; כִּימֵי הַשָּׁמַיִם עַל־הָאָרֶץ׃


Yeshua proclama o Shema em referência
ao grande mandamento em
Mateus 22.35-39 


TRANSLITERADO:

Shema Yisrael, Adonai Elohênu, Adonai Echad. Veahavtá et Adonai Elohêcha, bechol levavechá uvechól nafshechá uvechól meodêcha. Vehaiu hadevarím haêle, asher anochí metsavechá haiom al levavêcha. Veshinantám levanêcha vedibartá bam, beshivtechá bevetêcha, uvelechtechá vadérech uveshochbechá uvecumêcha. Ukeshartam leót al iadêcha vehaiú letotafot bên enêcha. Uchetavtám al mezuzót betêcha uvish’arêcha.
Vehaiá im shamôa tishmeú el mitsvotái, asher anochí metsave etchém haiom, leahavá et Adonai Elohechém uleovdó bechol levavchém uvechól nafshechem. Venatatí metar artsechém be’ito, ioré umalcosh, veassaftá deganêcha vetiroshechá veyits’harêcha. Venatatí éssev bessadechá liv’hemtêcha veachaltá vessaváta. Hishamerú lachem pen yiftê levavchém vessartêm vaavadetém elohím acherim vehishtachavitêm lahém. Vechará af Adonai bachém veatsár et hashamayim veló yihiê matár, vehaadamá ló titen et ievula vaavadetem meherá meal haárets hatová asher Adonai notên lachém. Vessamtém et devarai êle al levavchem veal nafshechêm, ukeshartêm otám leót al iedechém, vehaiú letotafót ben enechém. Velimadetêm otam et benechém ledaber bam beshivtechá bevetêcha, uvelechtechá vaderech uveshochbechá uvecumêcha. Uchetavtám al mezuzót betêcha uvish’arêcha. Lemaan yirbú iemechém vimê venechém al haadamá asher nishbá Adonai laavotechêm, latêt lahém kimê hashamayim al haárets.
Pintura da Posição Tradicional de Recitação
do Shema Israel.
Diante do Kotel Homens se movem
como chama de uma vela que
arde diante do Senhor

EM PORTUGUÊS:

Escuta, Israel, o Senhor, nosso D-us, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu D-us, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão (tefilim), e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais (mezuzot) de tua casa e nas tuas portas.
Se diligentemente obedecerdes a meus mandamentos que hoje vos ordeno, de amar o Senhor, vosso D-us, e de o servir de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, Darei as chuvas da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso cereal, e o vosso vinho, e o vosso azeite. Darei erva no vosso campo aos vossos gados, e comereis e vos fartareis. Guardai-vos não suceda que o vosso coração se engane, e vos desvieis e sirvais a outros deuses, e vos prostreis perante eles; Que a ira do Senhor se acenda contra vós outros, e feche ele os céus, e não haja chuva, e a terra não dê a sua messe, e cedo sejais eliminados da boa terra que o Senhor vos dá. Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma; atai-as por sinal na vossa mão (tefilim), para que estejam por frontal entre os olhos. Ensinai-as a vossos filhos, falando delas assentados em vossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-vos, e levantando-vos. Escrevei-as nos umbrais (mezuzot) de vossa casa e nas vossa portas, Para que se multipliquem os vossos dias e os dias de vossos filhos na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a vossos pais, e sejam tão numerosos como os dias do céu acima da terra.

 
Versão em hebraico “transliterado” in SIDUR COMPLETO, c/ org., ed. e real. de Jairo Fridlin, SP: Ed Sêfer, 1997;


sábado, 18 de junho de 2011

Curso de Inverno - Entendendo a Restauração



Devido ao crescente interesse de cristãos, tanto teólogos como leigos, a respeito dos vínculos históricos e espirituais entre o cristianismo e o povo Judeu, bem como o contexto da Igreja no 1º século da era cristã, o Ministério Ensinando de Sião oferece aos interessados seu 4º Curso de Inverno com o tema: Entendendo a Restauração, este ano a ser realizado na cidade de CURITIBA - PR. Ideal para pessoas que desejam se aprofundar nas temáticas fundamentais da restauração das raízes judaicas da fé em um curto espaço de tempo.

DATA: 29 a 31 de julho de 2011

LOCAL: Auditório Canaã no Brasil - R. João Guariza, 135 - B. São Lourenço - Curitiba - PR

CARGA HORÁRIA: Aproximadamente 10 horas

INVESTIMENTO: apenas 55 reais (inclui a participação nas palestras e coffee break)

HOSPEDAGEM: A escolha de hospedagem e alimentação durante os dias do Curso de Inverno (29 a 31 de julho) é de responsabilidade exclusiva dos congressistas. Veja algumas sugestões de hotéis clicando aqui.

INSCRIÇÕES: para garantir sua vaga, faça hoje mesmo sua inscrição CLICANDO AQUI.



Mais informações: http://www.cursodeinverno.com/

sábado, 11 de junho de 2011

Sugestão de Filme - Marcha da Vida

O Filme Marcha da Vida mostra a experiência de jovens de diversas partes do mundo ao conhecerem campos de concentração mantidos pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Eles são acompanhados da última geração de sobreviventes do Holocausto, que narram seus momentos de angústia e de terror vividos nestes locais, nos anos de conflito.


A “Marcha da Vida”, teve início em 1988, quando um grupo de jovens decidiu percorrer o caminho sem volta que era feito, a pé, pelos prisioneiros de Auschwitz a Birkenau, durante a Segunda Guerra Mundial. A partir de então, ela começou a ser realizada todos os anos e atrair cada vez mais pessoas. Atualmente, o evento reúne cerca de 10 mil judeus, com o objetivo de transmitir aos jovens a história vivida pelos prisioneiros.

Marcha da Vida foi filmado no Brasil, Alemanha, Polônia, Israel e Estados Unidos, o documentário acompanha os participantes desta marcha, numa jornada emocionante, desde a sua terra natal (São Paulo, Los Angeles e Berlim) até a chegada a Auschwitz e Birkenau, onde os sobreviventes entram em confronto com o seu passado. A última parada desta viagem é Jerusalém durante a comemoração dos 60 anos do Estado de Israel.

Site Oficial do Filme: http://marchadavidaofilme.com.br/

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Shavuot e a Capacitação dos Santos

Shavuôt e a Capacitação dos Santos

Estamos celebrando nesta semana a Festa de Shavuôt (Pentecostes). Shavuôt é uma das três festas de peregrinação mencionadas na Torá, além de Páscoa (Pêssach) e Sucôt (Tabernáculos). Nestas festas, judeus e não judeus de todas as partes do mundo se reuniam em Jerusalém para adorar ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Shavuôt tem duração de dois dias apenas, e representa a festa com maior apelo às nações. Temos como tradição a leitura dos Asseret Há Devarim (As Dez Palavras ou Dez Mandamentos) além da leitura de Rute. Também é costume passar à noite em claro estudando a Torá e os Profetas, em especial Jeremias e Ezequiel. Em Shavuôt, optamos por comer alimentos à base de leite, pois a Torá é comparada à nutrição do leite e à doçura do mel. No início, comemorava-se nesta data apenas a entrega das primícias dos cereais nos dias do Beit Há Mikdásh (Templo em Jerusalém). Atualmente, comemoramos a outorga da Torá ao Povo de Israel e a toda a humanidade, uma vez que durante esta Festa a Lei foi revelada no Sinai ao povo de Israel. De acordo com o Talmud (Hagigá 12ª), o rei David morreu no dia de Shavuot. O famoso Baal Shem Tov, fundador do movimento Chassídico, também faleceu em Shavuot em 1760. Em Shavuot celebramos a capacitação espiritual para sermos testemunhas do Eterno neste mundo. Tanto no Sinai, quando em Sião (At cap. 2), ocorreu a mesma coisa. Segundo a tradição rabínica, a Torá não foi dada no Sinai. Ela foi RELEVADA. Daí, todo judeu, nascido posteriormente ao evento no Sinai, pode, em espírito, ter a mesma experiência que seus antepassados tiveram durante a outorga da Lei. Da mesma forma, a experiência dos apóstolos no Monte Sião (At 2) também pode e deve ser re-experienciada por todo temente ao Deus de Israel. Estes dois eventos (Ex 20 e At 2) são paralelos e convergem espiritualmente para o mesmo fim = Capacitação Espiritual com os dons do espírito para realização de nosso chamado maior: Sermos LUZ para o mundo!

A Festa de Shavuot é muito especial pois finalizava o final dos 50 dias de colheita e ajuntamento das primícias para serem oferecidas a Deus. Um dos principais aspectos de Shavuot era a cerimônia de apresentação desses primeiros frutos na Casa de Deus em Jerusalém, oferecendo-os aos sacerdotes e levitas. A dádiva da Torá no Monte Sinai também é associada à Festa de Shavuot, e é claro que esta é a razão pela qual Deus escolheu este dia para manifestar o Seu Espírito sobre os Apóstolos, o povo de Israel e os habitantes de Jerusalém.

Nas comunidades judaicas ao redor do mundo temos em Shavuôt uma noite inteira de estudos, comida e adoração. Este é um costume muito antigo, onde passamos toda a noite estudando a Palavra de Deus.

Shavuôt é também a Festa dos tementes a Deus e dos prosélitos. Apesar do apóstolo Paulo ser totalmente contra a judaização de gentios, contra a circuncisão e a conversão ao judaísmo por parte de não judeus, Paulo trabalhava arduamente para que os gentios aceitassem e recebessem ao Deus de Israel como seu Deus e para que abandonassem os ídolos e deuses os quais adoravam. Em outras palavras, Paulo não pregava um evangelho “sem lei”, e não permitia que os gentios continuassem em seus caminhos de idolatria. Pelo contrário, ele trabalhava para que os gentios largassem seus ídolos e se voltassem ao Deus de Israel. Essencialmente, Paulo queria que os gentios se convertessem da idolatria à Fé em um único Deus, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e Seu filho Yeshua, o Rei dos Judeus. A idéia é que estamos juntos mas somos diferentes, o judeu permanece judeu e o gentio não se converte ao judaísmo. É isto que realmente significa estar enxertado na oliveira natural (Romanos capítulo 11).

Então, de certa forma, todo não judeu que entregou sua vida a Deus e a Yeshua o Messias, é um “semi-prosélito”. Ele deixou os ídolos de seus familiares e se voltou ao Deus de Abraão; deixou os muitos deuses gregos e romanos e se associou ao Deus de Jerusalém e da Terra de Israel. Talvez esta forma de enxergar a teologia paulina é bem diferente do que muitas pessoas estão acostumadas a ler, mas se analisamos os ensinos de Paulo sob o ponto de vista bíblico, veremos que é exatamente isso que Paulo estava pregando. Foi por isso que Paulo voltou a Jerusalém com os sete jovens não judeus e com a contribuição das Igrejas da Ásia menor e da Grécia em favor dos santos de Jerusalém. Verdadeiramente, o que Paulo estava fazendo era cumprir as promessas que Deus deu aos profetas de Israel, onde não judeus se uniriam a Israel na adoração ao Deus vivo: “E muitos povos virão e dirão: ‘Vamos todos subir ao Monte do Senhor, rumo à casa do Deus de Jacó; para que Ele nos ensine os seus caminhos e para que andemos em suas veredas. Pois de Sião sairá a Lei (Torá) e a palavra de Deus de Jerusalém” (Is 2:3).
Chag Shavuot Sameach (Feliz Festa de Shavuot)!
Escrito por Matheus Z. Guimarães
Disponível em http://www.ensinandodesiao.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=207&Itemid=28

quarta-feira, 1 de junho de 2011

ARSENOKOITES VERSUS SODOMITA - O QUE DIZEM OS ORIGINAIS?

Este texto é fruto de um diálogo entre Metushelach Ben Levy e Teófilo, no qual é abordado a contextualização das traduções em contraposição ao sentido primário dos termos originais, referente ao tema de como o homossexualismo é tratado na Bíblia.


Teófilo disse... Metushelach,

Com referencia aos versículos a seguir: Apocalipse 22:15, I Coríntios 6:9, I Timóteo 1:10; de acordo com os originais a palavra "sodomita" realmente é a correta tradução, levando em consideração que algumas traduções já impõem como homossexuais? E segundo esse termo será que em linguagem original se quis dizer somente a homossexuais ou também a heterossexuais que praticam a "sodomia" digo para ser taxado como abomináveis para Deus?

Metushelach, disse...Teófilo,


Segue os textos em grego:


1 Cor. 6:9: Ἢ οὐκ οἴδατε ὅτι ἄδικοι θεοῦ βασιλείαν οὐ κληρονομήσουσιν; μὴ πλανᾶσθε· οὔτε πόρνοι οὔτε εἰδωλολάτραι οὔτε μοιχοὶ οὔτε μαλακοὶ οὔτε ἀρσενοκοῖται”


1 Tm. 1:10 “ πόρνοις ἀρσενοκοίταις ἀνδραποδισταῖς ψεύσταις ἐπιόρκοις, καὶ εἴ τι ἕτερον τῇ ὑγιαινούση διδασκαλίᾳ ἀντίκειται”


Ap. 22:15 “ἔξω οἱ κύνες καὶ οἱ φάρμακοι καὶ οἱ πόρνοι καὶ οἱ φονεῖς καὶ οἱ εἰδωλολάτραι καὶ πᾶς φιλῶν καὶ ποιῶν ψεῦδος.”


Voltemos à explanação dos termos ἀρσενοκοῖται "arsenokoites", μαλακοὶ "malakoi" e de κύνες "kunes".


O termo ἀρσενοκοῖται "arsenokoitai" de 1 Coríntios e de 1 Timóteo, vem da junção de dois termos: árrhēn, "um macho" e koite "uma cama ou leito", dai vem o entendimento de uma relação homossexual masculina, onde um homem se deita com outro homem em um cama, com conotação sexual ativa e não apenas para descansar, o termo sodomita é um designativo bom para o termo pela contextualização do que ocorria em Sodoma e Gomorra, e o que levou a destruição de ambas por parte de D-us (Gn. 19)
Mas o termo sodomia é um pouco mas amplo do que o termo "arsenokoitai" quis dizer, pois no texto está descrito apenas o homossexualismo masculino ativo, mas o termo sodomia seria mais amplo englobando os heterossexuais praticantes do sexo anal.

Malakoi = Efeminados
o Termo μαλακοὶ "malakoi" de 1 Coríntios, que é comumente traduzido por efeminados, tem intrínseco o significado de homem com trejeitos femininos, subjugado por outros homens pela sua fragilidade e também como no usual nas versões modernas um homossexual masculino passivo.

prostitutas cerimoniais
O termo κύνες "kunes", literalmente é cão, mas ao analisarmos contextualmente com base em fontes históricas encontramos o significado de prostituto cerimonial da cultura Greco-Romana, que tanto pode ser Hetero como Homossexual.
Este personagem cerimonial tem a conotação de cão por ser um predador voraz em sentidos espirituais por se alimentar de outros seres.
Podemos ver este termo cão em hebraico כלב "kelev" na passagem de Deuteronômio 23:17-18.


Teófilo disse... Metushelach,

Em síntese a Bíblia se refere para homossexuais ativos ou passivos como na tradução NVI (que cita os dois tipos de homossexuais no mesmo versículo de 1 Coríntios 6:9), porém nos outros casos citando cada um de acordo com o termo original, contexto e situação. Seria Isso?
Ou seja, um casal heterossexual de acordo com a Bíblia não estariam sendo citados nesse termo original, porém no termo "sodomia" que foi utilizado por ter ligação com ambas as práticas hetero ou homo, e que na verdade pelo que entendi "a palavra sodomia não existe no original" mas foi transliterada e utilizada para exemplificar "Sodoma e Gomorra", sendo assim, "sodomia" é uma palavra criada para englobar qualquer pratica de sexo fora da natureza normal da mulher como citado no NT. Me corrija se eu estiver errado.

Metushelach, disse... Teófilo,


Quanto a sua primeira conclusão seria isso mesmo.
Quanto ao uso do termo sodomia, ele não foi transliterado, mas foi empregado para designar algo que se enquadra em parte no contexto pretendido, por ser um termo tardio não seria apropriado a ser usado como tradução perfeita mas serviu para impactar pela referência intrínseca à IRA DIVINA ocorrida em Sodoma e Gomorra.

Teófilo disse... Metushelach,


Em outras palavras então "sodomia" é uma figura de linguagem que aborta no sentido bíblico toda e qualquer imoralidade de cunho sexual, que são abomináveis à Deus.

E que a Bíblia não se refere diretamente a essa prática por parte de casais heterossexuais, porém, levando em conta aquele versículo que diz em Romanos 1:26-27 “Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o USO NATURAL no que é contrário à natureza (sodomia?); semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.”; no original creio que esta passagem seria a única que fala claramente sobre essa prática sendo as demais menções apenas tentativas de se traduzir para impactar como vc disse aqueles que praticam qualquer tipo de imoralidade.

Metushelach disse... Teófilo,


Apesar do sexo anal heterossexual ser condenável pela tradição cultural judaico-cristã, e constar em códigos morais a sua reprovação, não existe base escriturística que apóie explicitamente tal reprovação.
Vemos que neste texto de Romanos, o uso natural deixado pelas mulheres está igualado pela expressão semelhantemente e pela expressão também atribuído aos homens, e o que os homens fizeram foi se envolverem com outros homens, sendo assim pela igualdade de considerações é mais fácil atribuir a este texto uma condenação ao lesbianismo do que outra coisa.
Outra implicação poderia ser que o sexo fora do casamento seria algo contrário a natureza.
Sendo assim nem neste texto se enquadra o termo sodomia.


Shalom

domingo, 22 de maio de 2011

Zacarias 8:23, uma pequena explanação!

Este texto é produto da resposta à um pergunta feita por um seguidor do Blog o caro Marcelo, sendo uma pequena explanação sobre uma profecia do Livro de Zacarias.

Zacarias 8:23 "Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu e lhe dirão: Iremos convosco, porque temos ouvido que D-us está convosco."
Tsitsit - franjas afixadas no Talit
Quanto ao texto de Zacarias 8:23, podemos comentar que a passagem retrata um período profético do Reinado Messiânico onde o papel de primogênito de muitos irmãos dado ao povo Judeu é verificada, sendo que tal analogia se comprova  em algumas palavras de Shaul (Paulo) como em Romanos 9:4-5 “São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;deles são os patriarcas, e também deles descende o Mashiach, segundo a carne, o qual é sobre todos, Bendito seja D-us para todo o sempre. Amen!” Neste período Messiânico, Yeshua estará na Terra com toda a autoridade dada por D-us à ele, para ser o Governante que Representa D-us na Terra,  descurtinando o verdadeiro siginificado do nome profético Emmanuel, a saber D-us no meio de nós, não que Yeshua seja D-us mas sim que representa fidedignamente à D-us na Terra.
Os Judeus são, conforme a Palavra, os que receberam a incumbência de seres guardiões dos oráculos de D-us, e na Era Messiânica, novamente eles terão preeminência no ensino acerca de D-us, por isso todos os homens de coração contrito e voltados para D-us irão honrar o chamado do Povo Judeu, os considerando como aqueles que podem guia-los no Caminho para ascensão espiritual até Jerusalém. E este prestigio e honra ao povo Judeu fica caracterizado pelo “ato” de os homens das nações pegarem nas orlas das vestes de um Judeu; Este simples ato significa mais do que parece pois tocar nas orlas (בכנף “Bichinaf”) das vestes de um Judeu, mas precisamente onde se encontra os Tsitsiot, isto é, as franjas afixadas na veste, significa que a pessoa que toca tem respeito e admiração pela pessoa tocada no que se refere a sua obediência e zelo aos mandamentos dados por D-us. Este reverência está ligada a entendimento da seguinte passagem: Números 15:37-41 “ E falou o SENHOR a Moshe (Moisés), dizendo: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que nas bordas das suas vestes façam franjas, pelas suas gerações; e nas franjas das bordas porão um cordão azul. E nas franjas vos estará, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do SENHOR, e os façais; e não seguireis após o vosso coração, nem após os vossos olhos, após os quais andais adulterando. Para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os façais, e santos sejais a vosso D-us. Eu sou o SENHOR, vosso D-us, que vos tirei da terra do Egito, para vos ser por D-us; eu sou o SENHOR, vosso D-us.”
Vemos esta reverência e honra dispensada à Yeshua, sendo ele considerado pelos demais como uma pessoa zelosa e obediente aos mandamentos de D-us e tal atitude é explicitada no ato de tocar no Tsitsit (Franjas) das vestes de Yeshua nas seguintes passagens do Evangelho de Mateus a primeira no capítulo 9 verso 20 "E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha padecendo de uma hemorragia, veio por trás dele e lhe tocou na orla (Tsitsit) da veste;" e a outra no capítulo 14 verso 36 "e lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla (Tsitsit) da sua veste. E todos os que tocaram ficaram sãos."

Na Septuaginta o termo grego κρασπέδου “kraspedon” tem o mesmo significado de Tsitsit no Hebraico, ambos se referindo às franjas nos quatro cantos da veste de um Judeu.
Nesta dramatização vemos a mulher do fluxo de sangue tocar no Tsitsit de Yeshua, e ser curada.

Por Metushelahc Ben Levy

terça-feira, 17 de maio de 2011

Conversas sobre o Verbo ser D-us, ou D-us ser o Verbo

Este texto é fruto de uma conversa sobre as implicações do Capítulo 1° do Evangelho de João.

Sinceramente Dr. David Stern, por ter suas origens, na crença no Mashiach Yeshua, em meio cristão acentuado e ter participado de algo que eu nunca fui muito fã, o movimento "Jews for Jesus" que mais cristianizam os Judeus do que lhes apresentam o Mashiach Yeshua como um Judeu zeloso pela Torah e os Profetas, que vejo que ele em seus comentários do Novo Testamento se mantém imparcial em textos críticos quanto a divinização de Yeshua, ele não afirma categoricamente que Yeshua seja D-us, e nem nega, mas dá pra ver que suas origens o fazem entender que a divinização de Yeshua é muito importante, mas com certeza Stern não O coloca em uma característica trinitária.


Mas para entender melhor esta bipolarização de pensamento dentro do movimento Judaico-Messiânico, eu explico da seguinte maneira os Judeus Tradicionais que se achegaram na fé no Mashiach Yeshua pelo poder da Ruach HaKodesh e não passaram pelo cristianismo não pensam na divinização de Yeshua como algo que o faça se comparar com D-us Todo Poderoso, mas entendem que Yeshua é o Ungido de D-us, que no princípio de tudo era a própria Palavra de D-us, mas que num momento oportuno se personificou, ainda sendo a Palavra de D-us mas agora como um ser distinto, que apesar de ter sido arrancado de D-us não é D-us e nem um terço de D-us, mas sim o Filho de D-us, o único que recebeu a Honra de ser chamado de Filho (Hb. 1:5) e de ser a expressão de D-us (Hb. 1:3), pois D-us ao se expressar à criação ele se utiliza de sua Palavra, Palavra esta que agora é personificada e recebe o nome de Filho, e que após encarnar e nascer da concepção virginal de Myrian recebeu o Nome de Yeshua, ao qual devemos a nossa justificação, pois pelo sangue de Um Justo que se entregou por amor é coberto uma multidão de pecados (1 Pe. 4:8).

Já os Judeus que conviviam em meio cristão e agora restauraram suas raízes judaicas, ainda carregam as ideologias e concepções cristãs originarias do desenvolvimento da Igreja alheia à suas raízes bíblicas e de entendimento judaico, e este movimento ao longo dos séculos perdeu a concepção bíblica do Mashiach, fazendo dele algo que ele poderia ter escolhido ser, mas não usurpou tal mérito mas se esvaziando (Fp. 2:6-7) e sendo obediente se fez aquilo que as profecias vaticinaram a seu respeito, a saber um servo sofredor, cheio de sabedoria levantado do meio de Israel superior a Moshe (Moisés) (Dt. 18:15,18-19) com entendimento da essência da Torah mas zeloso pelo que se havia estabelecido pela tradição que não se chocava com a essência da Lei, sendo assim um homem de sabedoria elevada que expressava em seu viver e agir a vontade do Pai, sendo assim a personificação da Palavra, em outro termo, a encarnação da Palavra, tanto que Yochanan (João) o descreve assim no prólogo de seu Evangelho (Jo.1) como também em Apocalipse 19.13.

Mas a Bíblia Judaica Completa não apoia o trinitarismo apenas é imparcial quanto a Yeshua ser D-us, mas mesmo se fosse clara esta idéia, em nada se pareceria esta concepção com o trinitarismo, mas chegaria perto do Unicismo dizendo que Yeshua seria uma emanação carnal de D-us, não que Ele seja parte de um trindade ilógica, de três serem um e ao mesmo tempo serem distintos e subordinados entre si mas que Yeshua seria uma Teofania tridimensional perfeita e encarnada do Próprio D-us, idéia esta não compartilhada pela maioria da comunidade Judaica-Messiância.



Quanto ao Texto de João 1, admite-se a construção gramatical estabelecida pela maioria das traduções, mas tal construção leva ao erro corrente, pois se a palavra era D-us, ou D-us era a palavra dependendo do contexto cultural e histórico ao qual ela é proferida , é inteligível o seu significado.

Deixa eu exemplificar, a criação ao ouvir a Palavra entendia que era D-us a se expressar então entende-se que D-us era a Palavra ou que a Palavra era D-us sem distinções, mas se pelo contrario no contexto mais cristianizado eu entendo que D-us está em lugar e a palavra está em outro e a Palavra está comunicando algo de D-us então entende-se que a D-us não é a Palavra, mas erroneamente eu entenderia deste texto proposto que a Palavra sendo D-us, seria portanto um outro D-us, mas para resolver o problema do politeísmo contrario a fé de Avraham, cria-se a idéia trinitária de são duas pessoas mas na realidade é um único D-us, mas idéia é completamente desconhecida tanto na Torah como pelos Escritos e definitivamente nunca proclamada pelos profetas, assim é melhor ficarmos na idéia de o Mashiach ser o Filho Unigênito do Pai, e como Palavra a expressão exata de D-us com todo o poder nos Céus e na Terra “recebido” de seu Pai, para no fim Ele mesmo, o Filho, se sujeitar ao Pai conforme 1 Coríntios 15:28.

1° Adendo por ter surgido dúvidas.

Para descomplicar um pouco mais, a concepção é que o Mashiach é superior a qualquer criatura por ser Ele a “ferramenta” que D-us utilizou para fazer toda a criação, isto é, a Palavra, o Verbo Divino, pois todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez (Jo. 1:3) e que sustenta todas as coisas pela Palavra do seu poder (Hb. 1:3b), veja que é Palavra de seu poder e não poder de sua Palavra, mostrando que o Poder vem de D-us que o manifesta pela Palavra, e esta Palavra não é uma criatura, mas sim um ser gerado de D-us, isto é, uma certa data D-us arranca de si a sua própria Palavra, e ela é personificada, isto é, torna-se em um Ser, distinto de D-us, um Ser divino, divino assim como os arcanjos, Serafins, querubins e os demônios pois divindade significa ser um Ser sobrenatural, com poderes significantes que é admirável em sua essência, mas aprouve a D-us chamar este Ser Divino, que é a sua Palavra de Filho "pois hoje Te gerei e Me tornei seu Pai" (Salm. 2:7; Hb. 1:5).
Portanto Yeshua não será Divino pois desde sua geração ele é Divino, na concepção acima exposta, mas ao encarnar ele se despiu de sua divindade se esvaziando conforme (Filipenses 2.7) para cumprir o propósito que o seu Pai determinou conforme eu já havia passado na resposta anterior, Hebreus 2:5-18 (leia na BJC é mais compreensível).
E quanto ao lugar hierárquico celeste ele é menor que o Pai pelo simples fato de ele ser subordinado ao desígnios do Pai em obediência, mas ele é representante de toda a autoridade do Pai diante da criação, pois esta autoridade foi dada a ele (Mt. 28:18; Hb. 2:8) mas vemos que a autoridade somente é manifesta dentro do seu Reinado que ainda é Parcial hoje, pois Ele Reina somente sobre os Filhos de D-us, mas em sua vinda quando Ele aprisionar HaSatan por mil anos Ele terá além da autoridade completa terá também o Reino Total, pois reinará sobre todos, até o dia da implantação do grande Trono Branco (Apoc. 20:6-15) onde haverá o julgamento final de todas as obras, e é neste julgamento que a morte será lançada no lago de fogo, e é aqui que vemos o último inimigo sendo vencido, é neste momento que o Filho se subjugará ao Pai, para que D-us seja tudo em todos (1 Cor. 15:28).

sábado, 7 de maio de 2011

Diálogos sobre o dons da Ruach HaKodesh (Espírito Santo)

Esta é uma postagem interessante do Diálogo entre Metushelach Ben Levy e Elvis sobre assuntos polêmicos que mexem com a mente das pessoas a cerca dos Dons da Ruach HaKodesh (Espírito Santo), principalmente sobre o que seria o dom de línguas, e a diferença entre o Recebimento da Ruach no momento da conversão e o Revestimento de Poder proporcionado pela Ruach para um fim especifico na implantação do Reino de D-us na Terra.



Elvis disse... Metushelach Ben Levy,


Peço muito sua ajuda para me ajudar a entender sobre: qual sua posição sobre o "dom de línguas" e "dom de profecias", desde pentecostes (Atos capítulo 2, e etc...)passando pelo dito retorno de tais dons em 1911 no início do movimento pentecostal no Brasil assim como aconteceu anteriormente nos Estados Unidos na rua Azuza, até nos dias de hoje, queria saber sua opinião como pesquisador e como judeu messiânico, pois tenho uma tese sobre essa questão e gostaria de colocar para sua análise crítica e científica, pois existem os que manifestam tais dons sobrenaturais e confirmam-no, existe os que dizem que cessou, e ainda os que dizem que ainda existe mas não da forma que acontece hj nas igrejas pentecostais, neo pentecostais e carismáticas.

Shalom Adonai


Metushelach Ben Levy disse... Elvis,

Neste artigo fica expressa a minha opinião sobre o assunto.


Elvis disse... Metushelach Ben Levy

Por favor, verifique se minha análise sobre o assunto é coerente? Aceito correções caso você entenda de outra forma:

Biblicamente uma pessoa recebe o batismo e é selado com o Espírito Santo quando, crê em Cristo como Senhor e Salvador de sua vida (Ef 1:13). O Espírito Santo somente é concedido aos que obedecem a Deus (Atos 5:32).
O batismo com o Espírito possui uma íntima relação com o batismo nas águas (Atos 10:44-48; Marcos 1:10; 1 Coríntios 12:13 - aqui Paulo identifica o batismo no Espírito Santo com a conversão ou regeneração).
O batismo com o Espírito Santo, em alguns casos, pode ocorrer antes do batismo nas águas. Para a pessoa ter sido "convertida" deve ter sido batizada com o Espírito Santo, sendo que, com o Seu poder, Ele une-nos a Cristo. Desse modo, tal batismo ocorre por ocasião da conversão.
Refutando a idéia de que o batismo com o Espírito ocorre depois da conversão A finalidade do batismo com o Espírito Santo é fazer o novo cristão adentrar no corpo de Cristo. Não há intervalo de tempo entre e regeneração e o batismo com o Espírito. No momento em que recebemos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, recebemos também o Espírito Santo.
Ser batizado no Espírito significa tornar-se de Cristo.
O dom de línguas com propósitos evangelísticos. Se o evangelho não for compreendido, as pessoas não serão salvas. O dom de profetizar. O dom de revelação.

Biblicamente o dom de línguas deve seguir algumas regras importantes:
1. No máximo três pessoas devem falar, de forma sucessiva e organizada, um de cada vez - 1 Coríntios 14:27;
2. Deve haver tradutor (intérprete) - 1 Coríntios 14:28;
3. Precisa ser entendido por todos - Atos 2:9-12;
4. Cumprir o papel de edificar a igreja estando subordinado ao dom de profecia (1 Coríntios 14:1, 5, 26).
5. Ser enriquecido pelo amor aos irmãos – 1 Coríntios 13:1 e 9.

É importante ressaltar também:
1. A gritaria não pode fazer parte da manifestação de qualquer dom – Efésios 40:30, 31;
2. A pessoa tomada pelo Espírito Santo tem paz e domínio próprio (Gálatas 5:22, 23).
3. O dom de línguas não provoca desordem na igreja. Em 1 Coríntios 14:33, 40 é dito que “Deus não é de confusão e sim de ordem e paz.” A obra de Deus sempre se caracteriza pela calma.
4. Os batizados pelo Espírito Santo devem guardar todos os mandamentos de Deus. (ver Tiago 2:10). A pessoa que conhece a Palavra e de livre vontade desobedece a Deus, não tem o Espírito Santo, mesmo que possa parecer! “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” Provérbios 28:9.
5. O fato de alguém falar em línguas não é prova de que tenha sido batizado pelo Espírito Santo. A Bíblia apresenta diversas pessoas que receberam o Espírito Santo e, contudo, não falaram em línguas, pois não era necessário. como:
• Os samaritanos (Atos 8:17); Maria (Lucas 1:35); Estevão (Atos 6:5; 7:55); Saul, o primeiro rei de Israel (l Samuel 10:10); Gideão, juiz de Israel (Juízes 6:34);
Sansão, outro juiz (Juízes 15:14); Zacarias, pai de João Batista (Lucas 1:67); Bezalel, em tempos remotos (Êxodo 31:1-3); João Batista e sua mãe (Lucas 1:15 e 41); Os sete diáconos (Atos 6:1-7); Jesus Cristo (Lucas 3:22).

- A palavra "estranha" não existe no original grego "glôssa" que significa idioma conhecido neste mundo, as novas versões incluíram a palavra estranha para confirmar suas ditas doutrinas pentecostais.

- Quando Paulo citou em "Ainda que eu" em I Co 13:1, colocou uma hipótese bem surreal para que a mensagem sobre o Amor fosse melhor compreendida, porque se fosse literal todos aqueles que dizem fala "línguas de anjos" teriam de acordo com o versículo 3 do mesmo capitulo entregar seus corpos para serem queimados. pois ali também se utiliza o "Ainda que eu".

Shalom


Metushelach Ben Levy disse... Elvis,

Análise ótima, mas não devemos confundir o recebimento da Ruach HaKodesh no ato da conversão com o Revestimento de Poder proporcionado pela Ruach HaKodesh aos individuos que desempenharão atividades especificas para formação, manutenção e ampliação do mistíco "Corpo do Mashiach" aqui na Terra.
No momento da conversão é a propria Ruach HaKodesh que nos convense da justiça, do juizo e do pecado e se nos dobrarmos em arrependimento à este convencimento é que nos tornamos parte do mistico "Corpo do Mashiach", é neste momento que nascemos de novo, não da vontade Humana, mas do Espírito pela Vontade de D-us, e por sermos novas criaturas podemos ser chamados de Filhos de D-us, sendo um com o Mashiach.

Shalom,

Elvis disse... Caro Metushelach Ben Levy ,

Quando você diz: "Revestimento de Poder proporcionado pela Ruach HaKodesh aos indivíduos que desempenharão atividades especificas para formação" estaria ligado a Atos 2 e afins ou entendi errado?
E quanto ao: "recebimento da Ruach HaKodesh no ato da conversão" está ligado com Ef 1:13, correto?
Você acha que essa análise é suficiente para refutar todo absurdo ocorrido com o pentecostalismo blasfêmico que estamos vendo por aí? Ou você teria mais argumentações para me ajudar nessa tese?
Pois tenho familiares que estou reunindo o máximo de argumentações Bíblicas dentro da hermenêutica para impedir que sigam o espírito do engano que contaminam a muitos.

Shalom


Metushelach Ben Levy disse... Elvis,

Isso mesmo, quando falamos de Revestimento falamos do acontecido em Atos 2, I Cor. 12 e 14, Efésios 4.8-11, que mostram a capacitação do individuo para a pregação do evangelho com poder e autoridade e para a edificação da Igreja que é o "Corpo do Mashiach" na Terra.
E quando falamos do Recebimento falamos do selamento feito por D-us naquele que será salvo pelos méritos da Cruz de Yeshua, conforme Efésios 1.13, e da manifestação dos dons dados a todos os que se converteram conforme 2 Cor. 9:13, 1 Pedro 4.10, 2 Pedro 1:4, e várias outras passagens que mostram a capacitação comum para uma vida condizente com a nova natureza recebida.

O próprio termo Revestimento tem a conotação de algo a mais, pois você apenas pode revestir algo que já está vestido, então analogamente só é revestido de poder aquele que já tem o poder recebido no momento da conversão e do arrependimento, assim ao receber o poder do Espírito para nascer de novo e ter uma vida nova o individuo se veste com o poder transformador, mas este individuo recebe um incumbência de D-us para um determinado fim mas lhe falta capacidade então D-us lhe reveste de Poder do Alto para que se cumpra o propósito de D-us.

Espero ter contribuído para incrementar a sua argumentação.

Shalom.
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