Shavuôt e a Capacitação dos Santos
Estamos celebrando nesta semana a Festa de Shavuôt (Pentecostes). Shavuôt é uma das três festas de peregrinação mencionadas na Torá, além de Páscoa (Pêssach) e Sucôt (Tabernáculos). Nestas festas, judeus e não judeus de todas as partes do mundo se reuniam em Jerusalém para adorar ao Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Shavuôt tem duração de dois dias apenas, e representa a festa com maior apelo às nações. Temos como tradição a leitura dos Asseret Há Devarim (As Dez Palavras ou Dez Mandamentos) além da leitura de Rute. Também é costume passar à noite em claro estudando a Torá e os Profetas, em especial Jeremias e Ezequiel. Em Shavuôt, optamos por comer alimentos à base de leite, pois a Torá é comparada à nutrição do leite e à doçura do mel. No início, comemorava-se nesta data apenas a entrega das primícias dos cereais nos dias do Beit Há Mikdásh (Templo em Jerusalém). Atualmente, comemoramos a outorga da Torá ao Povo de Israel e a toda a humanidade, uma vez que durante esta Festa a Lei foi revelada no Sinai ao povo de Israel. De acordo com o Talmud (Hagigá 12ª), o rei David morreu no dia de Shavuot. O famoso Baal Shem Tov, fundador do movimento Chassídico, também faleceu em Shavuot em 1760. Em Shavuot celebramos a capacitação espiritual para sermos testemunhas do Eterno neste mundo. Tanto no Sinai, quando em Sião (At cap. 2), ocorreu a mesma coisa. Segundo a tradição rabínica, a Torá não foi dada no Sinai. Ela foi RELEVADA. Daí, todo judeu, nascido posteriormente ao evento no Sinai, pode, em espírito, ter a mesma experiência que seus antepassados tiveram durante a outorga da Lei. Da mesma forma, a experiência dos apóstolos no Monte Sião (At 2) também pode e deve ser re-experienciada por todo temente ao Deus de Israel. Estes dois eventos (Ex 20 e At 2) são paralelos e convergem espiritualmente para o mesmo fim = Capacitação Espiritual com os dons do espírito para realização de nosso chamado maior: Sermos LUZ para o mundo!
A Festa de Shavuot é muito especial pois finalizava o final dos 50 dias de colheita e ajuntamento das primícias para serem oferecidas a Deus. Um dos principais aspectos de Shavuot era a cerimônia de apresentação desses primeiros frutos na Casa de Deus em Jerusalém, oferecendo-os aos sacerdotes e levitas. A dádiva da Torá no Monte Sinai também é associada à Festa de Shavuot, e é claro que esta é a razão pela qual Deus escolheu este dia para manifestar o Seu Espírito sobre os Apóstolos, o povo de Israel e os habitantes de Jerusalém.
Nas comunidades judaicas ao redor do mundo temos em Shavuôt uma noite inteira de estudos, comida e adoração. Este é um costume muito antigo, onde passamos toda a noite estudando a Palavra de Deus.
Shavuôt é também a Festa dos tementes a Deus e dos prosélitos. Apesar do apóstolo Paulo ser totalmente contra a judaização de gentios, contra a circuncisão e a conversão ao judaísmo por parte de não judeus, Paulo trabalhava arduamente para que os gentios aceitassem e recebessem ao Deus de Israel como seu Deus e para que abandonassem os ídolos e deuses os quais adoravam. Em outras palavras, Paulo não pregava um evangelho “sem lei”, e não permitia que os gentios continuassem em seus caminhos de idolatria. Pelo contrário, ele trabalhava para que os gentios largassem seus ídolos e se voltassem ao Deus de Israel. Essencialmente, Paulo queria que os gentios se convertessem da idolatria à Fé em um único Deus, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e Seu filho Yeshua, o Rei dos Judeus. A idéia é que estamos juntos mas somos diferentes, o judeu permanece judeu e o gentio não se converte ao judaísmo. É isto que realmente significa estar enxertado na oliveira natural (Romanos capítulo 11).
Então, de certa forma, todo não judeu que entregou sua vida a Deus e a Yeshua o Messias, é um “semi-prosélito”. Ele deixou os ídolos de seus familiares e se voltou ao Deus de Abraão; deixou os muitos deuses gregos e romanos e se associou ao Deus de Jerusalém e da Terra de Israel. Talvez esta forma de enxergar a teologia paulina é bem diferente do que muitas pessoas estão acostumadas a ler, mas se analisamos os ensinos de Paulo sob o ponto de vista bíblico, veremos que é exatamente isso que Paulo estava pregando. Foi por isso que Paulo voltou a Jerusalém com os sete jovens não judeus e com a contribuição das Igrejas da Ásia menor e da Grécia em favor dos santos de Jerusalém. Verdadeiramente, o que Paulo estava fazendo era cumprir as promessas que Deus deu aos profetas de Israel, onde não judeus se uniriam a Israel na adoração ao Deus vivo: “E muitos povos virão e dirão: ‘Vamos todos subir ao Monte do Senhor, rumo à casa do Deus de Jacó; para que Ele nos ensine os seus caminhos e para que andemos em suas veredas. Pois de Sião sairá a Lei (Torá) e a palavra de Deus de Jerusalém” (Is 2:3).
Chag Shavuot Sameach (Feliz Festa de Shavuot)!
Escrito por Matheus Z. Guimarães
Disponível em http://www.ensinandodesiao.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=207&Itemid=28
AQUI É UM LUGAR ENDEREÇADO PARA JUDEUS COM UMA FÉ DIFERENTE DOS TRADICIONAIS MAS QUE NÃO SE ENQUADRA EM NENHUM RÓTULO JÁ EXISTENTE. LUGAR TAMBÉM PARA AQUELES QUE RECONHECEM AS SAGRADAS ESCRITURAS COMO A FONTE DE SABEDORIA DADA AO HOMEM POR MEIO DA GRAÇA DE NOSSO CRIADOR!
שמע ישראל י-ה-ו-ה אלקינו י-ה-ו-ה אחד
Shemá Yisrael Adonai Elohêinu Adonai Echad
quarta-feira, 8 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
ARSENOKOITES VERSUS SODOMITA - O QUE DIZEM OS ORIGINAIS?
Este texto é fruto de um diálogo entre Metushelach Ben Levy e Teófilo, no qual é abordado a contextualização das traduções em contraposição ao sentido primário dos termos originais, referente ao tema de como o homossexualismo é tratado na Bíblia.
Teófilo disse... Metushelach,
Com referencia aos versículos a seguir: Apocalipse 22:15, I Coríntios 6:9, I Timóteo 1:10; de acordo com os originais a palavra "sodomita" realmente é a correta tradução, levando em consideração que algumas traduções já impõem como homossexuais? E segundo esse termo será que em linguagem original se quis dizer somente a homossexuais ou também a heterossexuais que praticam a "sodomia" digo para ser taxado como abomináveis para Deus?
Metushelach, disse...Teófilo,
Segue os textos em grego:
1 Cor. 6:9: Ἢ οὐκ οἴδατε ὅτι ἄδικοι θεοῦ βασιλείαν οὐ κληρονομήσουσιν; μὴ πλανᾶσθε· οὔτε πόρνοι οὔτε εἰδωλολάτραι οὔτε μοιχοὶ οὔτε μαλακοὶ οὔτε ἀρσενοκοῖται”
1 Tm. 1:10 “ πόρνοις ἀρσενοκοίταις ἀνδραποδισταῖς ψεύσταις ἐπιόρκοις, καὶ εἴ τι ἕτερον τῇ ὑγιαινούση διδασκαλίᾳ ἀντίκειται”
Ap. 22:15 “ἔξω οἱ κύνες καὶ οἱ φάρμακοι καὶ οἱ πόρνοι καὶ οἱ φονεῖς καὶ οἱ εἰδωλολάτραι καὶ πᾶς φιλῶν καὶ ποιῶν ψεῦδος.”
Voltemos à explanação dos termos ἀρσενοκοῖται "arsenokoites", μαλακοὶ "malakoi" e de κύνες "kunes".
O termo ἀρσενοκοῖται "arsenokoitai" de 1 Coríntios e de 1 Timóteo, vem da junção de dois termos: árrhēn, "um macho" e koite "uma cama ou leito", dai vem o entendimento de uma relação homossexual masculina, onde um homem se deita com outro homem em um cama, com conotação sexual ativa e não apenas para descansar, o termo sodomita é um designativo bom para o termo pela contextualização do que ocorria em Sodoma e Gomorra, e o que levou a destruição de ambas por parte de D-us (Gn. 19)
Mas o termo sodomia é um pouco mas amplo do que o termo "arsenokoitai" quis dizer, pois no texto está descrito apenas o homossexualismo masculino ativo, mas o termo sodomia seria mais amplo englobando os heterossexuais praticantes do sexo anal.
o Termo μαλακοὶ "malakoi" de 1 Coríntios, que é comumente traduzido por efeminados, tem intrínseco o significado de homem com trejeitos femininos, subjugado por outros homens pela sua fragilidade e também como no usual nas versões modernas um homossexual masculino passivo.
O termo κύνες "kunes", literalmente é cão, mas ao analisarmos contextualmente com base em fontes históricas encontramos o significado de prostituto cerimonial da cultura Greco-Romana, que tanto pode ser Hetero como Homossexual.
Este personagem cerimonial tem a conotação de cão por ser um predador voraz em sentidos espirituais por se alimentar de outros seres.
Podemos ver este termo cão em hebraico כלב "kelev" na passagem de Deuteronômio 23:17-18.
Teófilo disse... Metushelach,
Em síntese a Bíblia se refere para homossexuais ativos ou passivos como na tradução NVI (que cita os dois tipos de homossexuais no mesmo versículo de 1 Coríntios 6:9), porém nos outros casos citando cada um de acordo com o termo original, contexto e situação. Seria Isso?
Ou seja, um casal heterossexual de acordo com a Bíblia não estariam sendo citados nesse termo original, porém no termo "sodomia" que foi utilizado por ter ligação com ambas as práticas hetero ou homo, e que na verdade pelo que entendi "a palavra sodomia não existe no original" mas foi transliterada e utilizada para exemplificar "Sodoma e Gomorra", sendo assim, "sodomia" é uma palavra criada para englobar qualquer pratica de sexo fora da natureza normal da mulher como citado no NT. Me corrija se eu estiver errado.
Metushelach, disse... Teófilo,
Quanto a sua primeira conclusão seria isso mesmo.
Quanto ao uso do termo sodomia, ele não foi transliterado, mas foi empregado para designar algo que se enquadra em parte no contexto pretendido, por ser um termo tardio não seria apropriado a ser usado como tradução perfeita mas serviu para impactar pela referência intrínseca à IRA DIVINA ocorrida em Sodoma e Gomorra.
Teófilo disse... Metushelach,
Em outras palavras então "sodomia" é uma figura de linguagem que aborta no sentido bíblico toda e qualquer imoralidade de cunho sexual, que são abomináveis à Deus.
E que a Bíblia não se refere diretamente a essa prática por parte de casais heterossexuais, porém, levando em conta aquele versículo que diz em Romanos 1:26-27 “Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o USO NATURAL no que é contrário à natureza (sodomia?); semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.”; no original creio que esta passagem seria a única que fala claramente sobre essa prática sendo as demais menções apenas tentativas de se traduzir para impactar como vc disse aqueles que praticam qualquer tipo de imoralidade.
Metushelach disse... Teófilo,
Apesar do sexo anal heterossexual ser condenável pela tradição cultural judaico-cristã, e constar em códigos morais a sua reprovação, não existe base escriturística que apóie explicitamente tal reprovação.
Vemos que neste texto de Romanos, o uso natural deixado pelas mulheres está igualado pela expressão semelhantemente e pela expressão também atribuído aos homens, e o que os homens fizeram foi se envolverem com outros homens, sendo assim pela igualdade de considerações é mais fácil atribuir a este texto uma condenação ao lesbianismo do que outra coisa.
Outra implicação poderia ser que o sexo fora do casamento seria algo contrário a natureza.
Sendo assim nem neste texto se enquadra o termo sodomia.
Shalom
Teófilo disse... Metushelach,
Com referencia aos versículos a seguir: Apocalipse 22:15, I Coríntios 6:9, I Timóteo 1:10; de acordo com os originais a palavra "sodomita" realmente é a correta tradução, levando em consideração que algumas traduções já impõem como homossexuais? E segundo esse termo será que em linguagem original se quis dizer somente a homossexuais ou também a heterossexuais que praticam a "sodomia" digo para ser taxado como abomináveis para Deus?
Metushelach, disse...Teófilo,
Segue os textos em grego:
1 Cor. 6:9: Ἢ οὐκ οἴδατε ὅτι ἄδικοι θεοῦ βασιλείαν οὐ κληρονομήσουσιν; μὴ πλανᾶσθε· οὔτε πόρνοι οὔτε εἰδωλολάτραι οὔτε μοιχοὶ οὔτε μαλακοὶ οὔτε ἀρσενοκοῖται”
1 Tm. 1:10 “ πόρνοις ἀρσενοκοίταις ἀνδραποδισταῖς ψεύσταις ἐπιόρκοις, καὶ εἴ τι ἕτερον τῇ ὑγιαινούση διδασκαλίᾳ ἀντίκειται”
Ap. 22:15 “ἔξω οἱ κύνες καὶ οἱ φάρμακοι καὶ οἱ πόρνοι καὶ οἱ φονεῖς καὶ οἱ εἰδωλολάτραι καὶ πᾶς φιλῶν καὶ ποιῶν ψεῦδος.”
Voltemos à explanação dos termos ἀρσενοκοῖται "arsenokoites", μαλακοὶ "malakoi" e de κύνες "kunes".
O termo ἀρσενοκοῖται "arsenokoitai" de 1 Coríntios e de 1 Timóteo, vem da junção de dois termos: árrhēn, "um macho" e koite "uma cama ou leito", dai vem o entendimento de uma relação homossexual masculina, onde um homem se deita com outro homem em um cama, com conotação sexual ativa e não apenas para descansar, o termo sodomita é um designativo bom para o termo pela contextualização do que ocorria em Sodoma e Gomorra, e o que levou a destruição de ambas por parte de D-us (Gn. 19)
Mas o termo sodomia é um pouco mas amplo do que o termo "arsenokoitai" quis dizer, pois no texto está descrito apenas o homossexualismo masculino ativo, mas o termo sodomia seria mais amplo englobando os heterossexuais praticantes do sexo anal.
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Malakoi = Efeminados |
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prostitutas cerimoniais |
Este personagem cerimonial tem a conotação de cão por ser um predador voraz em sentidos espirituais por se alimentar de outros seres.
Podemos ver este termo cão em hebraico כלב "kelev" na passagem de Deuteronômio 23:17-18.
Teófilo disse... Metushelach,
Em síntese a Bíblia se refere para homossexuais ativos ou passivos como na tradução NVI (que cita os dois tipos de homossexuais no mesmo versículo de 1 Coríntios 6:9), porém nos outros casos citando cada um de acordo com o termo original, contexto e situação. Seria Isso?
Ou seja, um casal heterossexual de acordo com a Bíblia não estariam sendo citados nesse termo original, porém no termo "sodomia" que foi utilizado por ter ligação com ambas as práticas hetero ou homo, e que na verdade pelo que entendi "a palavra sodomia não existe no original" mas foi transliterada e utilizada para exemplificar "Sodoma e Gomorra", sendo assim, "sodomia" é uma palavra criada para englobar qualquer pratica de sexo fora da natureza normal da mulher como citado no NT. Me corrija se eu estiver errado.
Metushelach, disse... Teófilo,
Quanto a sua primeira conclusão seria isso mesmo.
Quanto ao uso do termo sodomia, ele não foi transliterado, mas foi empregado para designar algo que se enquadra em parte no contexto pretendido, por ser um termo tardio não seria apropriado a ser usado como tradução perfeita mas serviu para impactar pela referência intrínseca à IRA DIVINA ocorrida em Sodoma e Gomorra.
Teófilo disse... Metushelach,
Em outras palavras então "sodomia" é uma figura de linguagem que aborta no sentido bíblico toda e qualquer imoralidade de cunho sexual, que são abomináveis à Deus.
E que a Bíblia não se refere diretamente a essa prática por parte de casais heterossexuais, porém, levando em conta aquele versículo que diz em Romanos 1:26-27 “Pelo que Deus os entregou a paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o USO NATURAL no que é contrário à natureza (sodomia?); semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para como os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.”; no original creio que esta passagem seria a única que fala claramente sobre essa prática sendo as demais menções apenas tentativas de se traduzir para impactar como vc disse aqueles que praticam qualquer tipo de imoralidade.
Metushelach disse... Teófilo,
Apesar do sexo anal heterossexual ser condenável pela tradição cultural judaico-cristã, e constar em códigos morais a sua reprovação, não existe base escriturística que apóie explicitamente tal reprovação.
Vemos que neste texto de Romanos, o uso natural deixado pelas mulheres está igualado pela expressão semelhantemente e pela expressão também atribuído aos homens, e o que os homens fizeram foi se envolverem com outros homens, sendo assim pela igualdade de considerações é mais fácil atribuir a este texto uma condenação ao lesbianismo do que outra coisa.
Outra implicação poderia ser que o sexo fora do casamento seria algo contrário a natureza.
Sendo assim nem neste texto se enquadra o termo sodomia.
Shalom
domingo, 22 de maio de 2011
Zacarias 8:23, uma pequena explanação!
Este texto é produto da resposta à um pergunta feita por um seguidor do Blog o caro Marcelo, sendo uma pequena explanação sobre uma profecia do Livro de Zacarias.
Zacarias 8:23 "Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Naquele dia, sucederá que pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão, sim, na orla da veste de um judeu e lhe dirão: Iremos convosco, porque temos ouvido que D-us está convosco."
Quanto ao texto de Zacarias 8:23, podemos comentar que a passagem retrata um período profético do Reinado Messiânico onde o papel de primogênito de muitos irmãos dado ao povo Judeu é verificada, sendo que tal analogia se comprova em algumas palavras de Shaul (Paulo) como em Romanos 9:4-5 “São israelitas. Pertence-lhes a adoção e também a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas;deles são os patriarcas, e também deles descende o Mashiach, segundo a carne, o qual é sobre todos, Bendito seja D-us para todo o sempre. Amen!” Neste período Messiânico, Yeshua estará na Terra com toda a autoridade dada por D-us à ele, para ser o Governante que Representa D-us na Terra, descurtinando o verdadeiro siginificado do nome profético Emmanuel, a saber D-us no meio de nós, não que Yeshua seja D-us mas sim que representa fidedignamente à D-us na Terra.
Os Judeus são, conforme a Palavra, os que receberam a incumbência de seres guardiões dos oráculos de D-us, e na Era Messiânica, novamente eles terão preeminência no ensino acerca de D-us, por isso todos os homens de coração contrito e voltados para D-us irão honrar o chamado do Povo Judeu, os considerando como aqueles que podem guia-los no Caminho para ascensão espiritual até Jerusalém. E este prestigio e honra ao povo Judeu fica caracterizado pelo “ato” de os homens das nações pegarem nas orlas das vestes de um Judeu; Este simples ato significa mais do que parece pois tocar nas orlas (בכנף “Bichinaf”) das vestes de um Judeu, mas precisamente onde se encontra os Tsitsiot, isto é, as franjas afixadas na veste, significa que a pessoa que toca tem respeito e admiração pela pessoa tocada no que se refere a sua obediência e zelo aos mandamentos dados por D-us. Este reverência está ligada a entendimento da seguinte passagem: Números 15:37-41 “ E falou o SENHOR a Moshe (Moisés), dizendo: Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que nas bordas das suas vestes façam franjas, pelas suas gerações; e nas franjas das bordas porão um cordão azul. E nas franjas vos estará, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do SENHOR, e os façais; e não seguireis após o vosso coração, nem após os vossos olhos, após os quais andais adulterando. Para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os façais, e santos sejais a vosso D-us. Eu sou o SENHOR, vosso D-us, que vos tirei da terra do Egito, para vos ser por D-us; eu sou o SENHOR, vosso D-us.”
Vemos esta reverência e honra dispensada à Yeshua, sendo ele considerado pelos demais como uma pessoa zelosa e obediente aos mandamentos de D-us e tal atitude é explicitada no ato de tocar no Tsitsit (Franjas) das vestes de Yeshua nas seguintes passagens do Evangelho de Mateus a primeira no capítulo 9 verso 20 "E eis que uma mulher, que durante doze anos vinha padecendo de uma hemorragia, veio por trás dele e lhe tocou na orla (Tsitsit) da veste;" e a outra no capítulo 14 verso 36 "e lhe rogavam que ao menos pudessem tocar na orla (Tsitsit) da sua veste. E todos os que tocaram ficaram sãos."
Na Septuaginta o termo grego κρασπέδου “kraspedon” tem o mesmo significado de Tsitsit no Hebraico, ambos se referindo às franjas nos quatro cantos da veste de um Judeu.
Nesta dramatização vemos a mulher do fluxo de sangue tocar no Tsitsit de Yeshua, e ser curada.
Por Metushelahc Ben Levy
terça-feira, 17 de maio de 2011
Conversas sobre o Verbo ser D-us, ou D-us ser o Verbo
Este texto é fruto de uma conversa sobre as implicações do Capítulo 1° do Evangelho de João.
Sinceramente Dr. David Stern, por ter suas origens, na crença no Mashiach Yeshua, em meio cristão acentuado e ter participado de algo que eu nunca fui muito fã, o movimento "Jews for Jesus" que mais cristianizam os Judeus do que lhes apresentam o Mashiach Yeshua como um Judeu zeloso pela Torah e os Profetas, que vejo que ele em seus comentários do Novo Testamento se mantém imparcial em textos críticos quanto a divinização de Yeshua, ele não afirma categoricamente que Yeshua seja D-us, e nem nega, mas dá pra ver que suas origens o fazem entender que a divinização de Yeshua é muito importante, mas com certeza Stern não O coloca em uma característica trinitária.
Mas para entender melhor esta bipolarização de pensamento dentro do movimento Judaico-Messiânico, eu explico da seguinte maneira os Judeus Tradicionais que se achegaram na fé no Mashiach Yeshua pelo poder da Ruach HaKodesh e não passaram pelo cristianismo não pensam na divinização de Yeshua como algo que o faça se comparar com D-us Todo Poderoso, mas entendem que Yeshua é o Ungido de D-us, que no princípio de tudo era a própria Palavra de D-us, mas que num momento oportuno se personificou, ainda sendo a Palavra de D-us mas agora como um ser distinto, que apesar de ter sido arrancado de D-us não é D-us e nem um terço de D-us, mas sim o Filho de D-us, o único que recebeu a Honra de ser chamado de Filho (Hb. 1:5) e de ser a expressão de D-us (Hb. 1:3), pois D-us ao se expressar à criação ele se utiliza de sua Palavra, Palavra esta que agora é personificada e recebe o nome de Filho, e que após encarnar e nascer da concepção virginal de Myrian recebeu o Nome de Yeshua, ao qual devemos a nossa justificação, pois pelo sangue de Um Justo que se entregou por amor é coberto uma multidão de pecados (1 Pe. 4:8).
Já os Judeus que conviviam em meio cristão e agora restauraram suas raízes judaicas, ainda carregam as ideologias e concepções cristãs originarias do desenvolvimento da Igreja alheia à suas raízes bíblicas e de entendimento judaico, e este movimento ao longo dos séculos perdeu a concepção bíblica do Mashiach, fazendo dele algo que ele poderia ter escolhido ser, mas não usurpou tal mérito mas se esvaziando (Fp. 2:6-7) e sendo obediente se fez aquilo que as profecias vaticinaram a seu respeito, a saber um servo sofredor, cheio de sabedoria levantado do meio de Israel superior a Moshe (Moisés) (Dt. 18:15,18-19) com entendimento da essência da Torah mas zeloso pelo que se havia estabelecido pela tradição que não se chocava com a essência da Lei, sendo assim um homem de sabedoria elevada que expressava em seu viver e agir a vontade do Pai, sendo assim a personificação da Palavra, em outro termo, a encarnação da Palavra, tanto que Yochanan (João) o descreve assim no prólogo de seu Evangelho (Jo.1) como também em Apocalipse 19.13.
Mas a Bíblia Judaica Completa não apoia o trinitarismo apenas é imparcial quanto a Yeshua ser D-us, mas mesmo se fosse clara esta idéia, em nada se pareceria esta concepção com o trinitarismo, mas chegaria perto do Unicismo dizendo que Yeshua seria uma emanação carnal de D-us, não que Ele seja parte de um trindade ilógica, de três serem um e ao mesmo tempo serem distintos e subordinados entre si mas que Yeshua seria uma Teofania tridimensional perfeita e encarnada do Próprio D-us, idéia esta não compartilhada pela maioria da comunidade Judaica-Messiância.
Quanto ao Texto de João 1, admite-se a construção gramatical estabelecida pela maioria das traduções, mas tal construção leva ao erro corrente, pois se a palavra era D-us, ou D-us era a palavra dependendo do contexto cultural e histórico ao qual ela é proferida , é inteligível o seu significado.
Deixa eu exemplificar, a criação ao ouvir a Palavra entendia que era D-us a se expressar então entende-se que D-us era a Palavra ou que a Palavra era D-us sem distinções, mas se pelo contrario no contexto mais cristianizado eu entendo que D-us está em lugar e a palavra está em outro e a Palavra está comunicando algo de D-us então entende-se que a D-us não é a Palavra, mas erroneamente eu entenderia deste texto proposto que a Palavra sendo D-us, seria portanto um outro D-us, mas para resolver o problema do politeísmo contrario a fé de Avraham, cria-se a idéia trinitária de são duas pessoas mas na realidade é um único D-us, mas idéia é completamente desconhecida tanto na Torah como pelos Escritos e definitivamente nunca proclamada pelos profetas, assim é melhor ficarmos na idéia de o Mashiach ser o Filho Unigênito do Pai, e como Palavra a expressão exata de D-us com todo o poder nos Céus e na Terra “recebido” de seu Pai, para no fim Ele mesmo, o Filho, se sujeitar ao Pai conforme 1 Coríntios 15:28.
1° Adendo por ter surgido dúvidas.
Para descomplicar um pouco mais, a concepção é que o Mashiach é superior a qualquer criatura por ser Ele a “ferramenta” que D-us utilizou para fazer toda a criação, isto é, a Palavra, o Verbo Divino, pois todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez (Jo. 1:3) e que sustenta todas as coisas pela Palavra do seu poder (Hb. 1:3b), veja que é Palavra de seu poder e não poder de sua Palavra, mostrando que o Poder vem de D-us que o manifesta pela Palavra, e esta Palavra não é uma criatura, mas sim um ser gerado de D-us, isto é, uma certa data D-us arranca de si a sua própria Palavra, e ela é personificada, isto é, torna-se em um Ser, distinto de D-us, um Ser divino, divino assim como os arcanjos, Serafins, querubins e os demônios pois divindade significa ser um Ser sobrenatural, com poderes significantes que é admirável em sua essência, mas aprouve a D-us chamar este Ser Divino, que é a sua Palavra de Filho "pois hoje Te gerei e Me tornei seu Pai" (Salm. 2:7; Hb. 1:5).
Portanto Yeshua não será Divino pois desde sua geração ele é Divino, na concepção acima exposta, mas ao encarnar ele se despiu de sua divindade se esvaziando conforme (Filipenses 2.7) para cumprir o propósito que o seu Pai determinou conforme eu já havia passado na resposta anterior, Hebreus 2:5-18 (leia na BJC é mais compreensível).
E quanto ao lugar hierárquico celeste ele é menor que o Pai pelo simples fato de ele ser subordinado ao desígnios do Pai em obediência, mas ele é representante de toda a autoridade do Pai diante da criação, pois esta autoridade foi dada a ele (Mt. 28:18; Hb. 2:8) mas vemos que a autoridade somente é manifesta dentro do seu Reinado que ainda é Parcial hoje, pois Ele Reina somente sobre os Filhos de D-us, mas em sua vinda quando Ele aprisionar HaSatan por mil anos Ele terá além da autoridade completa terá também o Reino Total, pois reinará sobre todos, até o dia da implantação do grande Trono Branco (Apoc. 20:6-15) onde haverá o julgamento final de todas as obras, e é neste julgamento que a morte será lançada no lago de fogo, e é aqui que vemos o último inimigo sendo vencido, é neste momento que o Filho se subjugará ao Pai, para que D-us seja tudo em todos (1 Cor. 15:28).
Sinceramente Dr. David Stern, por ter suas origens, na crença no Mashiach Yeshua, em meio cristão acentuado e ter participado de algo que eu nunca fui muito fã, o movimento "Jews for Jesus" que mais cristianizam os Judeus do que lhes apresentam o Mashiach Yeshua como um Judeu zeloso pela Torah e os Profetas, que vejo que ele em seus comentários do Novo Testamento se mantém imparcial em textos críticos quanto a divinização de Yeshua, ele não afirma categoricamente que Yeshua seja D-us, e nem nega, mas dá pra ver que suas origens o fazem entender que a divinização de Yeshua é muito importante, mas com certeza Stern não O coloca em uma característica trinitária.
Mas para entender melhor esta bipolarização de pensamento dentro do movimento Judaico-Messiânico, eu explico da seguinte maneira os Judeus Tradicionais que se achegaram na fé no Mashiach Yeshua pelo poder da Ruach HaKodesh e não passaram pelo cristianismo não pensam na divinização de Yeshua como algo que o faça se comparar com D-us Todo Poderoso, mas entendem que Yeshua é o Ungido de D-us, que no princípio de tudo era a própria Palavra de D-us, mas que num momento oportuno se personificou, ainda sendo a Palavra de D-us mas agora como um ser distinto, que apesar de ter sido arrancado de D-us não é D-us e nem um terço de D-us, mas sim o Filho de D-us, o único que recebeu a Honra de ser chamado de Filho (Hb. 1:5) e de ser a expressão de D-us (Hb. 1:3), pois D-us ao se expressar à criação ele se utiliza de sua Palavra, Palavra esta que agora é personificada e recebe o nome de Filho, e que após encarnar e nascer da concepção virginal de Myrian recebeu o Nome de Yeshua, ao qual devemos a nossa justificação, pois pelo sangue de Um Justo que se entregou por amor é coberto uma multidão de pecados (1 Pe. 4:8).
Já os Judeus que conviviam em meio cristão e agora restauraram suas raízes judaicas, ainda carregam as ideologias e concepções cristãs originarias do desenvolvimento da Igreja alheia à suas raízes bíblicas e de entendimento judaico, e este movimento ao longo dos séculos perdeu a concepção bíblica do Mashiach, fazendo dele algo que ele poderia ter escolhido ser, mas não usurpou tal mérito mas se esvaziando (Fp. 2:6-7) e sendo obediente se fez aquilo que as profecias vaticinaram a seu respeito, a saber um servo sofredor, cheio de sabedoria levantado do meio de Israel superior a Moshe (Moisés) (Dt. 18:15,18-19) com entendimento da essência da Torah mas zeloso pelo que se havia estabelecido pela tradição que não se chocava com a essência da Lei, sendo assim um homem de sabedoria elevada que expressava em seu viver e agir a vontade do Pai, sendo assim a personificação da Palavra, em outro termo, a encarnação da Palavra, tanto que Yochanan (João) o descreve assim no prólogo de seu Evangelho (Jo.1) como também em Apocalipse 19.13.
Mas a Bíblia Judaica Completa não apoia o trinitarismo apenas é imparcial quanto a Yeshua ser D-us, mas mesmo se fosse clara esta idéia, em nada se pareceria esta concepção com o trinitarismo, mas chegaria perto do Unicismo dizendo que Yeshua seria uma emanação carnal de D-us, não que Ele seja parte de um trindade ilógica, de três serem um e ao mesmo tempo serem distintos e subordinados entre si mas que Yeshua seria uma Teofania tridimensional perfeita e encarnada do Próprio D-us, idéia esta não compartilhada pela maioria da comunidade Judaica-Messiância.
Quanto ao Texto de João 1, admite-se a construção gramatical estabelecida pela maioria das traduções, mas tal construção leva ao erro corrente, pois se a palavra era D-us, ou D-us era a palavra dependendo do contexto cultural e histórico ao qual ela é proferida , é inteligível o seu significado.
Deixa eu exemplificar, a criação ao ouvir a Palavra entendia que era D-us a se expressar então entende-se que D-us era a Palavra ou que a Palavra era D-us sem distinções, mas se pelo contrario no contexto mais cristianizado eu entendo que D-us está em lugar e a palavra está em outro e a Palavra está comunicando algo de D-us então entende-se que a D-us não é a Palavra, mas erroneamente eu entenderia deste texto proposto que a Palavra sendo D-us, seria portanto um outro D-us, mas para resolver o problema do politeísmo contrario a fé de Avraham, cria-se a idéia trinitária de são duas pessoas mas na realidade é um único D-us, mas idéia é completamente desconhecida tanto na Torah como pelos Escritos e definitivamente nunca proclamada pelos profetas, assim é melhor ficarmos na idéia de o Mashiach ser o Filho Unigênito do Pai, e como Palavra a expressão exata de D-us com todo o poder nos Céus e na Terra “recebido” de seu Pai, para no fim Ele mesmo, o Filho, se sujeitar ao Pai conforme 1 Coríntios 15:28.
1° Adendo por ter surgido dúvidas.
Para descomplicar um pouco mais, a concepção é que o Mashiach é superior a qualquer criatura por ser Ele a “ferramenta” que D-us utilizou para fazer toda a criação, isto é, a Palavra, o Verbo Divino, pois todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez (Jo. 1:3) e que sustenta todas as coisas pela Palavra do seu poder (Hb. 1:3b), veja que é Palavra de seu poder e não poder de sua Palavra, mostrando que o Poder vem de D-us que o manifesta pela Palavra, e esta Palavra não é uma criatura, mas sim um ser gerado de D-us, isto é, uma certa data D-us arranca de si a sua própria Palavra, e ela é personificada, isto é, torna-se em um Ser, distinto de D-us, um Ser divino, divino assim como os arcanjos, Serafins, querubins e os demônios pois divindade significa ser um Ser sobrenatural, com poderes significantes que é admirável em sua essência, mas aprouve a D-us chamar este Ser Divino, que é a sua Palavra de Filho "pois hoje Te gerei e Me tornei seu Pai" (Salm. 2:7; Hb. 1:5).
Portanto Yeshua não será Divino pois desde sua geração ele é Divino, na concepção acima exposta, mas ao encarnar ele se despiu de sua divindade se esvaziando conforme (Filipenses 2.7) para cumprir o propósito que o seu Pai determinou conforme eu já havia passado na resposta anterior, Hebreus 2:5-18 (leia na BJC é mais compreensível).
E quanto ao lugar hierárquico celeste ele é menor que o Pai pelo simples fato de ele ser subordinado ao desígnios do Pai em obediência, mas ele é representante de toda a autoridade do Pai diante da criação, pois esta autoridade foi dada a ele (Mt. 28:18; Hb. 2:8) mas vemos que a autoridade somente é manifesta dentro do seu Reinado que ainda é Parcial hoje, pois Ele Reina somente sobre os Filhos de D-us, mas em sua vinda quando Ele aprisionar HaSatan por mil anos Ele terá além da autoridade completa terá também o Reino Total, pois reinará sobre todos, até o dia da implantação do grande Trono Branco (Apoc. 20:6-15) onde haverá o julgamento final de todas as obras, e é neste julgamento que a morte será lançada no lago de fogo, e é aqui que vemos o último inimigo sendo vencido, é neste momento que o Filho se subjugará ao Pai, para que D-us seja tudo em todos (1 Cor. 15:28).
sábado, 7 de maio de 2011
Diálogos sobre o dons da Ruach HaKodesh (Espírito Santo)
Esta é uma postagem interessante do Diálogo entre Metushelach Ben Levy e Elvis sobre assuntos polêmicos que mexem com a mente das pessoas a cerca dos Dons da Ruach HaKodesh (Espírito Santo), principalmente sobre o que seria o dom de línguas, e a diferença entre o Recebimento da Ruach no momento da conversão e o Revestimento de Poder proporcionado pela Ruach para um fim especifico na implantação do Reino de D-us na Terra.
Elvis disse... Metushelach Ben Levy,
Peço muito sua ajuda para me ajudar a entender sobre: qual sua posição sobre o "dom de línguas" e "dom de profecias", desde pentecostes (Atos capítulo 2, e etc...)passando pelo dito retorno de tais dons em 1911 no início do movimento pentecostal no Brasil assim como aconteceu anteriormente nos Estados Unidos na rua Azuza, até nos dias de hoje, queria saber sua opinião como pesquisador e como judeu messiânico, pois tenho uma tese sobre essa questão e gostaria de colocar para sua análise crítica e científica, pois existem os que manifestam tais dons sobrenaturais e confirmam-no, existe os que dizem que cessou, e ainda os que dizem que ainda existe mas não da forma que acontece hj nas igrejas pentecostais, neo pentecostais e carismáticas.
Shalom Adonai
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Analise o artigo publicado no Blog com o Título “Seria a Ruach HaKodesh (Espírito Santo) responsável por tanta bizarrice no meio evangélico?”
Neste artigo fica expressa a minha opinião sobre o assunto.
Elvis disse... Metushelach Ben Levy
Por favor, verifique se minha análise sobre o assunto é coerente? Aceito correções caso você entenda de outra forma:
Biblicamente uma pessoa recebe o batismo e é selado com o Espírito Santo quando, crê em Cristo como Senhor e Salvador de sua vida (Ef 1:13). O Espírito Santo somente é concedido aos que obedecem a Deus (Atos 5:32).
O batismo com o Espírito possui uma íntima relação com o batismo nas águas (Atos 10:44-48; Marcos 1:10; 1 Coríntios 12:13 - aqui Paulo identifica o batismo no Espírito Santo com a conversão ou regeneração).
O batismo com o Espírito Santo, em alguns casos, pode ocorrer antes do batismo nas águas. Para a pessoa ter sido "convertida" deve ter sido batizada com o Espírito Santo, sendo que, com o Seu poder, Ele une-nos a Cristo. Desse modo, tal batismo ocorre por ocasião da conversão.
Refutando a idéia de que o batismo com o Espírito ocorre depois da conversão A finalidade do batismo com o Espírito Santo é fazer o novo cristão adentrar no corpo de Cristo. Não há intervalo de tempo entre e regeneração e o batismo com o Espírito. No momento em que recebemos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, recebemos também o Espírito Santo.
Ser batizado no Espírito significa tornar-se de Cristo.
O dom de línguas com propósitos evangelísticos. Se o evangelho não for compreendido, as pessoas não serão salvas. O dom de profetizar. O dom de revelação.
Biblicamente o dom de línguas deve seguir algumas regras importantes:
1. No máximo três pessoas devem falar, de forma sucessiva e organizada, um de cada vez - 1 Coríntios 14:27;
2. Deve haver tradutor (intérprete) - 1 Coríntios 14:28;
3. Precisa ser entendido por todos - Atos 2:9-12;
4. Cumprir o papel de edificar a igreja estando subordinado ao dom de profecia (1 Coríntios 14:1, 5, 26).
5. Ser enriquecido pelo amor aos irmãos – 1 Coríntios 13:1 e 9.
É importante ressaltar também:
1. A gritaria não pode fazer parte da manifestação de qualquer dom – Efésios 40:30, 31;
2. A pessoa tomada pelo Espírito Santo tem paz e domínio próprio (Gálatas 5:22, 23).
3. O dom de línguas não provoca desordem na igreja. Em 1 Coríntios 14:33, 40 é dito que “Deus não é de confusão e sim de ordem e paz.” A obra de Deus sempre se caracteriza pela calma.
4. Os batizados pelo Espírito Santo devem guardar todos os mandamentos de Deus. (ver Tiago 2:10). A pessoa que conhece a Palavra e de livre vontade desobedece a Deus, não tem o Espírito Santo, mesmo que possa parecer! “O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.” Provérbios 28:9.
5. O fato de alguém falar em línguas não é prova de que tenha sido batizado pelo Espírito Santo. A Bíblia apresenta diversas pessoas que receberam o Espírito Santo e, contudo, não falaram em línguas, pois não era necessário. como:
• Os samaritanos (Atos 8:17); Maria (Lucas 1:35); Estevão (Atos 6:5; 7:55); Saul, o primeiro rei de Israel (l Samuel 10:10); Gideão, juiz de Israel (Juízes 6:34);
Sansão, outro juiz (Juízes 15:14); Zacarias, pai de João Batista (Lucas 1:67); Bezalel, em tempos remotos (Êxodo 31:1-3); João Batista e sua mãe (Lucas 1:15 e 41); Os sete diáconos (Atos 6:1-7); Jesus Cristo (Lucas 3:22).
- A palavra "estranha" não existe no original grego "glôssa" que significa idioma conhecido neste mundo, as novas versões incluíram a palavra estranha para confirmar suas ditas doutrinas pentecostais.
- Quando Paulo citou em "Ainda que eu" em I Co 13:1, colocou uma hipótese bem surreal para que a mensagem sobre o Amor fosse melhor compreendida, porque se fosse literal todos aqueles que dizem fala "línguas de anjos" teriam de acordo com o versículo 3 do mesmo capitulo entregar seus corpos para serem queimados. pois ali também se utiliza o "Ainda que eu".
Shalom
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Análise ótima, mas não devemos confundir o recebimento da Ruach HaKodesh no ato da conversão com o Revestimento de Poder proporcionado pela Ruach HaKodesh aos individuos que desempenharão atividades especificas para formação, manutenção e ampliação do mistíco "Corpo do Mashiach" aqui na Terra.
No momento da conversão é a propria Ruach HaKodesh que nos convense da justiça, do juizo e do pecado e se nos dobrarmos em arrependimento à este convencimento é que nos tornamos parte do mistico "Corpo do Mashiach", é neste momento que nascemos de novo, não da vontade Humana, mas do Espírito pela Vontade de D-us, e por sermos novas criaturas podemos ser chamados de Filhos de D-us, sendo um com o Mashiach.
Shalom,
Elvis disse... Caro Metushelach Ben Levy ,
Quando você diz: "Revestimento de Poder proporcionado pela Ruach HaKodesh aos indivíduos que desempenharão atividades especificas para formação" estaria ligado a Atos 2 e afins ou entendi errado?
E quanto ao: "recebimento da Ruach HaKodesh no ato da conversão" está ligado com Ef 1:13, correto?
Você acha que essa análise é suficiente para refutar todo absurdo ocorrido com o pentecostalismo blasfêmico que estamos vendo por aí? Ou você teria mais argumentações para me ajudar nessa tese?
Pois tenho familiares que estou reunindo o máximo de argumentações Bíblicas dentro da hermenêutica para impedir que sigam o espírito do engano que contaminam a muitos.
Shalom
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Isso mesmo, quando falamos de Revestimento falamos do acontecido em Atos 2, I Cor. 12 e 14, Efésios 4.8-11, que mostram a capacitação do individuo para a pregação do evangelho com poder e autoridade e para a edificação da Igreja que é o "Corpo do Mashiach" na Terra.
E quando falamos do Recebimento falamos do selamento feito por D-us naquele que será salvo pelos méritos da Cruz de Yeshua, conforme Efésios 1.13, e da manifestação dos dons dados a todos os que se converteram conforme 2 Cor. 9:13, 1 Pedro 4.10, 2 Pedro 1:4, e várias outras passagens que mostram a capacitação comum para uma vida condizente com a nova natureza recebida.
O próprio termo Revestimento tem a conotação de algo a mais, pois você apenas pode revestir algo que já está vestido, então analogamente só é revestido de poder aquele que já tem o poder recebido no momento da conversão e do arrependimento, assim ao receber o poder do Espírito para nascer de novo e ter uma vida nova o individuo se veste com o poder transformador, mas este individuo recebe um incumbência de D-us para um determinado fim mas lhe falta capacidade então D-us lhe reveste de Poder do Alto para que se cumpra o propósito de D-us.
Espero ter contribuído para incrementar a sua argumentação.
Shalom.
sábado, 30 de abril de 2011
Teoria do Intervalo, o que é isso? Bíblia versus Dinossauros e afins...
Esta é uma postagem interessante do Diálogo entre Metushelach Ben Levy e Elvis sobre assuntos polêmios que mexem com a mente das pessoas a cerca da Teoria do Intervalo de Thomas Chalmers, a controvérsia Dinossauros versus Bíblia, a existência de um mundo antes de Gênesis e outros assuntos afins.
Espero que gostem do diálogo, e que os façam comentar mais nos nosso Blog.
Mas entendam que por ser apenas uma teoria, ou como gosto de dizer uma viagem em suposições não deve gerar descordia ou agressôes, mas apenas especulaçôes que nos levem a construir respostas mais plausíveis à certos questionamentos científicos.
Elvis disse... Caro Metushelach Ben Levy,
Gostaria de merecer atenção sua sobre um fato que tem gerado alguns conflitos teológicos e científicos, que seria: qual sua posição em relação aos dinossauros e a Bíblia e se na BJC em Jó 40:15, qual a tradução para o ser citado?
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Sobre o Tema dinossauros e a Bíblia eu não tenho uma opinião bem definida, apenas especulações, que assim que eu conseguir reunir subsídios suficientes eu compartilharei em forma de artigo.
Na BJC o ser citado em Jó 40:15 teve sua grafia apenas transliterada do original Behemot, " בְ֭הֵמֹות " que é o plural do termo Behalah "בְּהֵמָה" que tem como significado diversos termos genéricos como "animal", "besta", "comedor de capim", "gado", nada muito especifico.
Mas a tradição judaica dá algumas explicações citando uma animal místico do norte de Israel mais precisamente um Búfalo voraz do Lago de Hulé; Outra explicação é que o Behemot é um simples Hipopótamo primitivo cuja a única diferença seria a calda inervada mais forte que as do animal moderno.
Outra teoria mais cristã do que judaica é que o Behemot era uma Braquiossauro, algo que eu não concordo.
Espero não ter decepcionado muito.
Mas saiba que suas indagações me fazem ter estímulos para pesquisar novos temas e desenvolver um material mais elaborado, desde já agradeço o seu incentivo.
Elvis disse...
Você já ouviu a teoria de que existe um espaço de tempo indeterminado entre o versículo 1 e 2 do capítulo 1 de Genesis e que os dinossauros teriam existido nessa primeira terra e o tal asteróide que matou todos eles seria quando Lúcifer foi jogado na terra e provocara uma espécie de explosão nuclear e então foi recriada a terra já no versículo 2 somente com os fósseis, o que no meu entender causaria um problema que seria a morte entrando na terra antes do pecado de Adão e Eva, ou seriam os animais mortais desde a criação? O que você acha?
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Já ouvi sim a Teoria do Intervalo de Thomas Chalmers, de que a Terra foi destruída pela queda de HaSatan e de que já existia homens nesta Terra mas que sem livre arbítrio ou sem a imagem e semelhança de D-us, mas esta teoria vem inspirada por discussões Rabínicas sobre o tema, mas nunca muito conclusivas por sempre se deparar com impasses; Minhas especulações passam perto destas discussões mas como eu disse falta os subsídios necessários para não travarem nos impasses.
Quanto serem os animais mortais desde a criação, imagino que sim, sendo um ciclo natural de todo aquele que não foi feito à imagem e semelhança de D-us Eterno.
Até o homem mesmo antes do pecado não seria 100% imortal, pois qual seria a função da Árvore da Vida se o homem fosse 100% imortal? uma pergunta intrigante não é?
Elvis disse... Caro Metushelach Ben Levy,
Essa sua pergunta sobre a arvore da vida é mais que intrigante, pois se o homem era imortal, pra que uma arvore da vida? Realmente é um grande quebra-cabeça essa questão.
Quanto a questão dos dinossauros estou a ler algumas matérias e consegui essa informações interessantes para podermos analisar:
- O Leviatã. A Bíblia fala que Deus criou "os grandes animais marinhos" (Gen. 1:21). e Deus descreveu uma dessas criaturas a Jó, chamando-a de Leviatã (Jo 41:1). Algumas pessoas pensam que Deus estava a descrever o crocodilo, mas a descrição não é coincidente. A Bíblia afirma: «Põe a tua mão sobre ele, lembra-te da peleja, e nunca mais o intentarás» (v.8). As pessoas não o podiam apanhar com anzóis - ele era tão forte que nem espadas ou lanças o feriam (v. 1 e 2). Não sabemos qual a fisionomia deste ser, mas Deus afirma que "na terra não tem igual, pois foi feito para não ter medo" (v.43).
O Leviatã cuspia fogo ! É isso que se lê em Jó 41:19. Alguns dizem que é meramente simbólico. Mas o versículo refere: "Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela". Em primeiro lugar, este versículo dá-nos a prova de como este ser não era o crocodilo. Contudo, esta descrição não é simbólica.
Podemos dizer que da boca deste "dinossauro" saía de fato fogo. Eis a prova: Deus preservou até aos dias de hoje uns pequenos seres chamados besouros bombardeiros, com pouco mais de 1 cm, que nos mostram como era possível lançar "fogo". Estes besouros têm um pequeno canhão nas suas caudas, cada qual com um gás venenoso. Quando sentem perigo misturam estes dois gases, formando uma bola de gás quente e nocivo que ataca os seus inimigos. Se isto sucede hoje, porque não com animais maiores ?
- O BEEMOTE. Também Jó 40:15-24 fala do Beemote, que era um ser herbívoro (v.15). Ele movia a sua cauda, com ossos fortes (v.17) e era impossível de capturar (v.24). Embora algumas versões da Bíblia o apresentem como o hipopótamo, a descrição não é conducente com esse animal, mas com um dinossauro. Leia passagem completa.
OUTRAS REFERÊNCIAS. Mas existem outras passagens que se referem a "dragões" de vários tamanhos, como * Isaías 34:13. * Miqueias 1:8. * Malaquias 1:3. Nestas passagens, a palavra original no hebraico é tanniym, isto é, «monstro». Os dinossauros foram criados por Deus, multiplicaram, encheram a terra e conviveram com o Homem, cumprindo assim a ordem de Deus (Gén.1:22).
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Já ouvi muito a respeito destas comparações dos Taniym כַּתַּנִּ֔ים serem dinossauros, mas o termo em hebraico é sempre traduzido como chacais é o mais aceito contextualmente, poderia ser bestas feras também, mas o que tem que se levar em consideração é que os animais de grade porte contemporâneos do ser humano nos tempos bíblicos são espécies de mamutes, grandes bovinos, grandes peixes, que através de ossadas são comprovado o tempo, o local que respaldam os textos citados, cientificamente não temos provas da contemporaneidade dos dinossauros ao seres humanos e não é nem por falha dos métodos de carbono 14 ou radiação, mas sim por fatores de analise mineral, topográfica e várias outras variáveis.
E só pra descontrair, na arca de Noach (Noé) não serviria nem mesmo os Ovos de todas as espécies de dinossauros já catalogados, e Iyov (Jó) não poderia ser um semita, pois so temos registros que um semita habitou e depositou seus ossos em lugares onde foram achados os braquiossauros (pseudo Behemots) muito tempo depois de David.
Sendo pela ciência ou pela contextualização Bíblica fica difícil homens e dinos terem convivido juntos harmoniosamente.
Continuemos nosso papo, está bom!!
Elvis disse... Caro Metushelach Ben Levy ,
Sua lógica é interessante, porém admitir a teoria do espaço de tempo de Genesis, seria o mesmo que admitir que em Gn 1:27 se tratava de outra mulher anterior a Eva, pois em ambos os casos dá a entender uma pré-criação da terra e da "mulher"...
Mas estou tentando juntar mais situações hipotéticas sobre os dinossauros...
Segue mais uma matéria sobre essse conturbado assunto para análise:
Os Dinossauros entraram na Arca?
A Palavra de Deus diz-nos que entrou na Arca um par dos animais imundos e sete dos não-imundos. Lemos ainda em Gn. 7:7-9, que entrou na arca "de todos o réptil sobre a terra" . Logo, os dinossauros também entraram! É claro não entraram dois Braquiossauros, de 80 toneladas cada.
A Arca era muito grande. Como já referido, as dimensões da arca eram gigantescas.
Calcula-se que nela caberiam 520 vagões de um comboio. Nela teriam entrado cerca de 40.000 animais. E, logicamente, girafas, elefantes, e outros grandes animais.
Os Dinossauros cresciam sempre. Eis a outra face da questão. Os homens crescem até
aos 20/30 anos. Então, pára o crescimento. Mas os dinossauros cresciam sempre! Ora,
Deus trouxe para a Arca somente os pares que pudessem "povoar a terra e nela se
multiplicarem" (Gén. 8:17). Deste modo, os enormes dinossauros não entraram na Arca - eles seriam "avós" e não se podiam reproduzir. Mas, em contrapartida, entraram os jovens dinossauros - mais pequenos, é verdade, mas dinossauros.
Os Dinossauros Saíram da Arca. Tal como entraram, também saíram da Arca. É claro que o mundo que encontraram era diferente do que estavam habituados a viver antes do dilúvio. Mas, mesmo assim, viveram e multiplicaram-se durante alguns anos.
Por isso, os dinossauros podem ter convivido com o Homem. Independentemente de todas as argumentações sobre o assunto, a ciência afirma que:
Existe um fóssil que é a reprodução de pegadas humanas numa rocha cambriana, um trilobite amassado, pode ser observado numa das pegadas. De acordo com as ideias evolucionistas, o homem não evoluiu até centenas de anos após a formação das rochas cambrianas e a extinção de trilobites, as quais, segundo os mesmos são do tempo dos dinossauros. (Prof. H.Andrews, Museu de W.J.Meister, Jr.) De acordo com essa tese comprovando cientificamente, que os homens conviveram com os dinossauros. E atestaria em Bíblia em (Jó 40 e 41).
Metushelach Ben Levy disse... Elvis,
Sobre a Mulher de Gn 1.27, ao contrário que apregoa o misticismo judaico e os devaneios cristãos que diz ser esta mulher a famosa Lilith, eu afirmo que era Chavá (Eva), não já feita da costela de Adam (figurativamente), mas era Chavá na concepção mental de D-us, que planejou o homem a sua imagem e semelhança já completo, isso é macho e fêmea, veja que a uma só carne ocorrida pelo casamento revela este mistério, o homem e a mulher em uma só carne refletem a imagem e semelhança de D-us, assim como o Mashiach e a sua noiva a Igreja, que em um só corpo refletem a glória de D-us.
Sobre os dinossauros terem vivido paralelamente com o homem, isso é cientificamente descartado, mesmo por que as pegadas cambrianas são desconsideradas como prova pela comunidade científica, por serem pequenos os vestígios sem um laudo conclusivo para tamanha alegação.
Fora que para Iyov(Jó) ter visto braquiossauros como alegam os interpretes de Jo 40 e 41, ele teria que ter feito o que Colombo demorou, ter ido e voltado do Continente Norte Americano.
Como eu já disse eu não descarto a Teoria do Intervalo, mas com outros enfoques, mais científicos e com respaldo bíblico não muito explícito.
Elvis disse...
Quanto a questão de Gn 1:27, você colocou agora uma situação bem lógica e concordante com o contexto em si, e inclusive estou considerando essa tese como sendo realmente a intenção do Senhor pois Ele sempre foi onisciente.
Já sobre os dinossauros, sua colocação sobre Colombo teríamos uma outra situação interessante que é a "pangéia" logicamente não na época científica mas sim pós-diluviana...
O que você quer dizer quando mencionou "com outros enfoques, mais científicos e com respaldo bíblico não muito explícito" exatamente em que linha de raciocínio você entraria, pois apesar de considerar meio estranho essa teoria do intervalo, se houver provas híbridas (Biblico-científicas) posso tentar clarear melhor essa visão?
Metushelach Ben Levy disse...Elvis,
Como eu já havia dito, minhas especulações passam perto da discussões sobre a teoria do Intervalo mas me faltam os subsídios necessários para não travarem nos impasses.
Mas como eu vi que você ficou muito curioso, vou apenas dar alguns relances de minha especulações, que se baseiam em discussões Rabínicas e outros devaneios filosóficos cristãos.
Para mim houve uma criação antes do verso 2 de Gênesis, onde tudo era governado por Samael, mas conhecido pelos cristãos por querubim ungido ou portador da Luz, Lúcifer, ele oficializava entre o mundo semi-material e o espiritual diante de D-us a partir do Monte do Senhor, que conforme os nossos sábios seria o Monte Moriáh em Yerushalaiym que nada mais era que o centro do Universo, ( Por isso a insistência até hoje de Samael manter uma Mesq.... ops Templo para ele lá).
Mas Samael se ensoberbeceu com a Glória direcionada por intermédio dele, e isso o fez se rebelar, e neste momento que a nossa tradição diz que ele recebeu o nome de B’lial (Belial) o “Sem Senhor”, e levou os homens daquela época à adorá-lo, estes homens sem alma, ou feitos não conforme a imagem e semelhança de D-us, poderiam ser os donos dos fósseis que chamam hoje de Neanderthais e Cro-Magnon, e é deles que hipoteticamente Kaym poderia ter falado em Gênesis 4.14, pois logicamente naquele momento da historia só existiam três pessoas existentes após a recriação, Kaym e seus pais, que obviamente não matariam o filho, assim hipoteticamente sobraram estes adoradores de Belial após a rebelião no céu onde os anjos foram lançados na Terra e a deixaram disforme e vazia, mas como sobraram? Como eles eram semi-materiais como eu disse e hipoteticamente gigantes avantajados, eles sobreviveram ao impacto morando nas profundezas (Figura do Território de Tzion em Matrix), e desta tradição que vem a idéia que os moradores das profundezas eram demônios e que o inferno ficava no subterrâneo e não nas regiões celestiais como afirma Shaul (Paulo) em Efésios 6.12.
O Governo de Samael era sobre um mundo semi-material atemporal, no que se trata a comparação da realidade enfrentada hoje marcada pelo tempo, assim como Apocalipse relata a forma da Nova Yerushalaiym, (a Kanaan Celestial), o mundo pré Gênesis verso 2 era coberto de jóias e todo o tipo de material precioso, e com o impacto se reduziu ao que geologicamente se denomina de jazidas disformes superficiais, pois as pedra preciosas até hoje são encontradas não muito distantes da superfície terrestre.
E você me perguntaria, e os dinossauros? De duas uma, ou eles foram sucumbidos por Samael antes mesmo de sua rebelião, ou não existiram vivos, mas só em forma de fósseis, pois como diz um Rabino conhecido Shlomo: “Nada além de fósseis, incluindo a noção de que já pertenceram a seres vivos chamados dinossauros, e em que época essas criaturas habitaram a terra, é uma teoria. Mas, por natureza, uma teoria não poderiam realmente representar uma contradição: é apenas uma teoria.”
Judaísmo na verdade, sempre defendeu que o mundo parece mais velho do que realmente é. Por exemplo, ver dissertação Talmud Rosh Hashaná 11a - Árvores foram criadas já a dar frutos, e o mundo foi criado na forma completa.Veja Midrash Rabba 14:07 Breishis - o momento que Adam nasceu ele parecia ter 20 anos de idade.
Elvis,
Estas especulações usam como base alguns fatos da matéria de geologia, antropologia, paleontologia, desvaniologia, e textos bíblicos como o de Ezequiel 28, Isaias 14, Lucas 10.18 e várias contextualizações gerais das Escrituras do ponto de vista mais cristão do que judaico.
Pois para a ala conservadora do judaísmo os texto que falam da queda do Rei de Tiro, não são de dupla aplicação sendo assim não fazem referência a Samael.
Para eles HaSatan não se rebelou e caiu, ele foi criado por D-us do jeito que é, para o propósito especifico que ele tem, ser o inimigo, tentador, o desvendador do outro caminho para que o homem tenha escolha e possa escolher.
Para eles o Universo foi criado à 5771 anos e tudo que nele há tem esta idade, mas D-us pode ter dado a aparência envelhecida para que o homem demorasse para chegar no nível intelectual tão elevado que os fizessem se considerar deuses.
Elvis,
Outra questão que você tinha tocado e eu lembrei agora, como poderia haver morte antes da queda de Adam?, ora o pecado de rebelião de Samael poderia ter desencadeado a morte e a destruição a ponto de ter que haver uma recriação, e por terem sobrado os moradores das profundezas, os tais gigantes que causaram grendes problemas é que precisou haver o dilúvio para acabar com a má influência causada por estes adoradores de Belial
Espero ter matado um pouco de sua curiosidade.
Fique na Shalom de Yeshua HaMashiach.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Agradecimento Público pela marca dos mais de 10.000 visitantes.
Este post é publicado como gratidão aos mais de 10.000 acessos que tivemos ao nosso humilde Blog até o dia de hoje.
Agradecemos principalmente a D-us por nos ter dado o impulso para que começássemos a publicar os mais variados tipos de assunto concernentes a Temática Bíblica.
Tudo teve inicio com a novidade entre amigos que começaram entre 2008 e 2009 a elaborar seus Blogs para expressar suas visões sobre determinados assuntos de grande comoção e polêmica em fóruns, chats e Paltaks da vida, e principalmente pelo desabrochar com impacto do Movimento Judaico Messiânico no Brasil.
E no intuito de ser mais uma formiguinha a transportar algo muito precioso é que eu e o nosso agora agnóstico amigo e irmão Alexandre Mashmid começamos a escrever.
O entusiasmo durou pouco, pois escrevemos cinco artigos em 2009 e não tivemos muitas visitas e nem muitos diálogos com comentários e e-mail’s apenas criticas ferrenhas pelo conteúdo de nosso Blog, pelo nome e por nossa visão, assim o desanimo nos fez ficar sem escrever por mais de um ano.
Mas pela graça de D-us, foi incentivada por meu colega de trabalho, amigo e irmão Luiz Augusto a recomeçar, e com os seus conselhos repaginei a metodologia apologética agressiva de me expressar, então comecei a ser mais brando e mais detalhista em minhas postagens, sempre explicando aos leitores com esmero e pormenorizando algo que antes me parecia corriqueiro, e isso fez com que o leitores tivessem prazer na leitura e confiança de que o que aqui se postar tem a preocupação de ser fidedigno às Santas Escrituras e ser inteligível, agradável e de interesse do leitor.
E na conversa diária com o meu incentivador Luiz Augusto surgiram temas que cedo ou tarde se tornaram modestamente em belos Artigos.
E nas indagações, criticas e comentários dos meus queridos leitores também surgiram temas que logo viraram Artigos e se não viraram logo se tornarão as mais quentes novidades de nosso Blog .
Por Metushelach Cohen Ben Levy
Agradecemos principalmente a D-us por nos ter dado o impulso para que começássemos a publicar os mais variados tipos de assunto concernentes a Temática Bíblica.
Tudo teve inicio com a novidade entre amigos que começaram entre 2008 e 2009 a elaborar seus Blogs para expressar suas visões sobre determinados assuntos de grande comoção e polêmica em fóruns, chats e Paltaks da vida, e principalmente pelo desabrochar com impacto do Movimento Judaico Messiânico no Brasil.
E no intuito de ser mais uma formiguinha a transportar algo muito precioso é que eu e o nosso agora agnóstico amigo e irmão Alexandre Mashmid começamos a escrever.
O entusiasmo durou pouco, pois escrevemos cinco artigos em 2009 e não tivemos muitas visitas e nem muitos diálogos com comentários e e-mail’s apenas criticas ferrenhas pelo conteúdo de nosso Blog, pelo nome e por nossa visão, assim o desanimo nos fez ficar sem escrever por mais de um ano.
Mas pela graça de D-us, foi incentivada por meu colega de trabalho, amigo e irmão Luiz Augusto a recomeçar, e com os seus conselhos repaginei a metodologia apologética agressiva de me expressar, então comecei a ser mais brando e mais detalhista em minhas postagens, sempre explicando aos leitores com esmero e pormenorizando algo que antes me parecia corriqueiro, e isso fez com que o leitores tivessem prazer na leitura e confiança de que o que aqui se postar tem a preocupação de ser fidedigno às Santas Escrituras e ser inteligível, agradável e de interesse do leitor.
E na conversa diária com o meu incentivador Luiz Augusto surgiram temas que cedo ou tarde se tornaram modestamente em belos Artigos.
E nas indagações, criticas e comentários dos meus queridos leitores também surgiram temas que logo viraram Artigos e se não viraram logo se tornarão as mais quentes novidades de nosso Blog .
Agradecemos a todos que nos visitaram, a todos que nos seguem publicamente, a todos que comentam e fazem deste Blog o que ele é, que D-us nos abençoe nesta caminhada de conhecimento que nos leva a estatura de varões perfeitos. E que continuemos a ser inspirados e guiados pela Ruach HaKodesh (Espírito Santo) nesta jornada.
E fiquemos todos na Shalom que emana Daquele que por verter seu sangue nos salvou Yeshua HaMashiach.
Por Metushelach Cohen Ben Levy
terça-feira, 26 de abril de 2011
Jesus o Messias nas quatro Taças da Páscoa !
Yeshua HaMashiach nas quatro Taças de Pessach !
A Taça da Santificação
"Eu farei sair de debaixo das cargas dos egípcios."
A Taça do Livramento
"Eu te livrará de sua escravidão."
A Taça da Redenção
"Eu vos resgatarei com braço estendido".
A Taça de Louvor
"Eu vou levar você como meu povo."
O ministério do Mashiach, fala de cada uma destas quatro promessas:
O Mashiach santifica-nos - "E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados pela verdade" (João 17:19).
O Mashiach Liberta-nos - "E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João 8:32).
O Mashiach redime -nos "Mas quando a plenitude dos tempos, D-us enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam debaixo da lei, para que recebêssemos a adoção de filhos" (Gálatas 4:4-5).
O Mashiach é a nossa alegria - "Estas coisas vos tenho dito para vocês, que minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa" (João 15:11).
Traduzido e adaptado por Metushelach Ben Levy de Texto publicado conforme link: http://www.chosenpeople.com/main/index.php/holidays-and-festivals/184-jesus-the-messiah-in-the-four-cups-of-passover
domingo, 24 de abril de 2011
Elucubrações sobre o Dízimo
Vamos a uma estória para elucidar o tema.
Um irmãozinho ignorante sobre os temas bíblicos e movido por interesses carnais que mesmo freqüentando uma igrejinha evangélica a mais de um ano ainda não perdeu, e nem converteu tudo de sua vida, inclusive seus interesses pessoais, nutre o sonho de que D-us lhe conceda uma vida confortável financeiramente.
O irmãozinho entra pela porta da congregação. Senta-se, assiste o louvor. Logo, começa a participar animadamente. Chega a hora do apelo por dízimos e ofertas. O pastor diz à congregação que se derem o dízimo, D-us irá fazer com que sejam muito prósperos. O irmãozinho observa ao seu redor,as pessoas são simples, o local também, e todos se levantam para trazer o dízimo. Cheio de esperanças, ele deposita o envelope na caixinha.
Há algumas ruas de distância, outro irmãozinho está reunido em outra congregação. Esta, mais “light'. Esse irmãozinho sempre criticou as igrejas que pedem o dízimo avidamente. Está satisfeito por participar de uma congregação que é sustentada por missionários americanos. Dificilmente, esse irmãozinho dá alguma contribuição significativa ao ministério, além dos simbólicos 10 reais que deposita na caixinha de ofertas toda semana. Afinal, a sua igreja é bem abastada.
Apesar de fictícia a estória acima, infelizmente, poderia ser verdadeira, visto que a maioria dos seguidores do Mashiach parece desconhecer ou não entender o que é a questão do dízimo.
Muitos acham que o dízimo será uma fonte de riqueza. Por outro lado, os mais esclarecidos, vêem o dízimo como algo que já passou, e não se refere aos dias de hoje. Sentem-se desconfortáveis em dar qualquer contribuição financeira significativa a um ministério.
Em meio a tanta confusão, é necessário que façamos um estudo sobre o dízimo, a fim de evitarmos cair em um dos dois extremos.
EM QUE CONSISTE O DÍZIMO?
É 10% de TUDO o que recebemos por QUALQUER trabalho (a Toráh torna isto claro ao citar diversos exemplos de trabalhos diferentes.) Pela Toráh, fica estabelecido que é 10% do líquido que obtemos, ou seja do valor que recebemos pelo trabalho, menos o que gastamos para exercer o trabalho, e não do ganho bruto.
Alguns tentam alegar que o dízimo seria só de produtos agro-pecuários. Contudo, isto não se verifica nas Escrituras, pois na B’rit Chadashá (“Novo Testamento”) encontramos um fariseu dizendo:
“Jejuo duas vezes na semana, e dou o dízimo de tudo quanto ganho.” (Lucas 18:12)
Vemos aqui que a concepção de dízimo sempre foi de fato algo acerca de nossa renda de um modo geral
DÍZIMO É TUDO UMA COISA SÓ?
É aqui que começa o problema. A grande maioria das igrejas não menciona, mas, na ausência do Beit HaMikdash (o Templo), existem PELO MENOS quatro formas diretamente mencionadas pela Toráh. Além desta, com um estudo mais aprofundado, podemos encontrar pelo menos mais três:
- USOS DO DÍZIMO DIRETAMENTE MENCIONADOS PELAS ESCRITURAS:
1 - Para o sustento da obra do Templo (sacerdotes e levitas)
2 - Para o sustento da obra numa congregação
3 - Para o sustento de necessitados
4 - Para celebração perante o Eterno, preferencialmente com a família
A maioria das igrejas ensina apenas os tipos 1 e 2 (principalmente o 2 por motivos óbvios), e no máximo pode se referir ao tipo 3 se as contas da congregação estiver no azul. O tipo 4 é praticamente desconhecido pela grande maioria dos seguidores de Yeshua.
- USOS DO DÍZIMO QUE PODEMOS CONCLUIR A PARTIR DAS ESCRITURAS:
5 – Para nos ajudar a praticarmos atos de misericórdia
6 – Para adquirirmos conhecimento do Eterno
7 – Para cumprirmos outras mitsvot (mandamentos)
Estas outras 3 formas de usarmos o dízimo normalmente são completamente ignoradas pela grande maioria das igrejas. Vamos analisar cada uma delas. Porém, antes disto, é importante que esclareçamos a questão da validade do dízimo para os dias de hoje.
SE NÃO HÁ TEMPLO, POSSO DAR O DÍZIMO?
Alguns argumentam que dízimo é coisa de judeu, visto que está definido na Toráh que foi dada por intermédio de Moshe (Moisés). Outros dizem que o dízimo não precisa ser dado porque o Beit HaMikdash (Templo) não está de pé.
Contudo, ambas as afirmações, ao nosso ver, são equivocadas. A primeira já está errada porque parte do pressuposto de que a Torá não seria válida para nós, o que é um grande absurdo, mas que não será tema deste estudo em particular. Em segundo lugar, a prática do dízimo é primeiro encontrada em (Gênesis) 14:30, onde Avraham dá o dízimo a Malki-Tsedek (Melquisedeque).
O princípio do dízimo foi iniciado por Avraham, que espiritualmente é tido como pai daqueles que depositam sua fé em D-us. Todos os crentes em Yeshua devem seguir o exemplo de Avraham.
Porém, existe aqui o primeiro grande furo na lógica de muitas igrejas. Antes de Moshe (Moisés), o dízimo não é relatado na Bíblia como sendo uma mitsvá (mandamento). Portanto, ou a Toráh ainda é válida (e aí temos que seguir também os outros mandamentos), ou o dízimo também foi abolido. É preciso haver coerência.
Se uma igreja defende que a Toráh foi abolida e ainda assim cobra o dízimo, está sendo hipócrita. Se o dízimo é definido na Toráh, que direito temos de escolher aquilo que é conveniente da Torá e aplicar aos dias de hoje, ignorando o restante? Isto é zombar do Eterno!
ANALISANDO AS DIVERSAS FORMAS DE SE APLICAR O DÍZIMO
FORMA 1 – PARA SUSTENTO DA OBRA NO TEMPLO
Assim diz a Toráh a respeito da herança da tribo de Levi:
"Porque os dízimos que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor em oferta alçada, eu os tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse que nenhuma herança teriam entre os filhos de Israel.” Números 18:24
Somente os da linhagem de Aharon atuavam como sacerdotes no Templo. Cabia, porém, aos levitas os serviços em geral que eram relacionados com o Templo. Normalmente, o dízimo era repartido entre eles. A décima parte do dízimo (portanto 1%) era entregue pelos levitas aos cohanim (sacerdotes), em oferta ao Eterno:
“Também falarás aos levitas, e lhes dirás: Quando dos filhos de Israel receberdes os dízimos, que deles vos tenho dado por herança, então desses dízimos fareis ao Senhor uma oferta alçada, o dízimo dos dízimos.” Números 18:26.
Este era o conceito original da parte dos dízimos que cabia aos levitas e sacerdotes. Contudo, na ausência do Beit HaMikdash (Templo), e praticamente todo o seu sistema religioso, não é alternativa viável neste momento.
FORMA 2 – PARA SUSTENTO DA OBRA NA CONGREGAÇÃO
E o que dizer da congregação? Será que os textos da Toráh aplicados aos sacerdotes e levitas se aplicariam também a quem trabalha na congregação?
Lembremo-nos de Malki-Tsedek que também recebeu dízimos de Avraham. O próprio rabino Shaul (Paulo) usa um conceito rabínico chamado Kal v’Chomer (Leve e Pesado) para argumentar que o sacerdócio de Malki-Tsedek é superior ao de Levy, e curiosamente acaba usando o dízimo como um de seus argumentos:
“E, por assim dizer, por meio de Avraham, até Levi, que recebe dízimos, pagou dízimos, enquanto ele estava ainda nos lombos de seu pai quando Malki Tsedek saiu ao encontro deste.” (Hebreus 7:9-10)
Portanto, podemos concluir pelo menos conforme o conceito rabínico (Kal v’Chomer) que se Levy é digno de receber dízimos, quanto mais digno ainda é Malki-Tsedek.
Tanto no caso de Levy quanto no de Malki-Tsedek, o dízimo é dado COMO RETORNO POR TRABALHAR NO SERVIÇO DE D-US. Então podemos chegar a duas conclusões:
1) Sacerdotes da ordem de Aaron ou da ordem de Malki-Tsedek podem receber dízimos;
2) Os dízimos servem como fonte de renda dos sacerdotes que agem no serviço de D-us.
Bem, o Mashiach é nosso sacerdote eternamente pela ordem de Malki-Tsedek (Heb. 5:6). Ora, se o Espírito de D-us concede a algumas pessoas a autoridade para trabalhar no serviço de D-us em nome do Mashiach, então estas pessoas também estão fazendo o trabalho de D-us em nome daquele que é da ordem de Malki-Tsedek. Pela Toráh, estas pessoas podem receber dízimos.
A B’rit Chadashá (“Novo Testamento“) também dá indícios de apoiar este conceito. Aqueles
que trabalhavam na obra de D-us eram mantidos por dízimos e ofertas da comunidade primitiva.
Assim diz o rabino Shaul (Paulo):
"Pequei por acaso, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fôsseis exaltados, porque de graça vos anunciei as Boas Novas de Elohim? Outras congregações despojei, recebendo delas salário, para vos servir; e quando estava presente com vocês, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado; porque os irmãos, quando vieram da Macedônia, supriram a minha necessidade; e em tudo me guardei, e ainda me guardarei, de vos ser pesado." (2 Co. 11:7-9 - há passagens similares em 2 Co. 12:13,1 Ts. 2:9, etc.)
Observe que Shaul fala de um salário. Como pode haver salário se a congregação não der dízimos e ofertas?
Lembremo-nos ainda que nosso Mashiach, ao dar aos seus discípulos a ordem de irem de casa em casa, determinou que eles deveriam ser mantidos por aqueles a quem estivessem pregando a Palavra:
"Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que eles tiverem; pois digno é o trabalhador do seu salário. Não andeis de casa em casa.” (Lucas 10:7, semelhante a 1 Tim 5:18)
O único tipo de salário definido nas Escrituras para o serviço na obra de D-us é o dízimo. Alguns podem perguntar: mas se era tão óbvia assim a questão do dízimo, porque Shaul preferia evitar ser um fardo para as comunidades onde pregava? A resposta é simples: porque havia muitos crentes gentios. Eles conheciam pouco da palavra e conseqüentemente não estavam acostumados com os princípios do dízimo. Portanto, Shaul não poderia simplesmente dizer a eles `é a lei', visto que o conselho de Jerusalém (Atos 15) havia decidido que os gentios não poderiam ser `forçados' a viver de acordo com a Toráh.
1 Co. 9:13-14 é ainda mais claro sobre os direitos daqueles que vivem para a ministração na obra do Eterno: "Não sabeis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do Beit HaMikdash? E que os que servem ao altar, participam do altar? Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam as Boas Novas, que vivam das Boas Novas."
Um Alerta Importante
Contudo, assim como havia dízimos que não eram dados aos levitas, conforme nos diz a Toráh e veremos mais adiante, não é lícito também a quem trabalha na obra impor ou mesmo pregar que o dízimo integral seja dado para sustento da congregação, pois o dízimo também tem outras finalidades. Pregar que o dízimo integral deve ser dado para sustento da congregação é não só ilícito, como se caracteriza como roubo aos necessitados (principalmente viúvas e órfãos), e a mão do Eterno pesará sobre quem fizer tal coisa, pois as Escrituras dizem que o Eterno abomina quem devora os necessitados cfe.Mateus 23:14.
FORMA 3 – PARA O SUSTENTO DE NECESSITADOS
A Toráh também menciona que o dízimo deve ser usado como auxílio para o sustento de necessitados. A Toráh cita explicitamente viúvas, órfãos, e estrangeiros, que eram aqueles que normalmente passavam dificuldade na época. Contudo podemos partir do genérico para o especifico e concluir que “viúva” e “órfão” referem-se a todos os necessitados, da mesma forma podemos concluir que o “se alimentar” e o “se satisfazer” referem-se ao sustento.
Vejamos o que diz a Toráh a respeito:
“Ao fim de cada terceiro ano levarás todos os dízimos da tua colheita do mesmo ano, e os depositarás dentro das tuas portas. Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), o peregrino, o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o Senhor teu D-us te abençoe em toda obra que as tuas mãos fizerem.” Deuteronômio 14:28-29.
Podem dizer o que quiserem os homens, mas a Bíblia é claríssima. O dízimo também é fonte de renda para os necessitados. Repare que NÃO BASTA dar à congregação e “lavar as mãos” por achar que a congregação fará algo pelos necessitados: a Toráh está dando uma instrução específica para o povo aqui.
Um Aviso Importante
Portanto, pelo texto acima, vemos que é nosso dever separar parte do dízimo para darmos a pessoas necessitadas, quer diretamente quer através de instituições de caridade. O importante aqui é o princípio: o dízimo é do Eterno, e Ele ordena que o usemos também para o sustento dos necessitados.
FORMA 4 – Para Celebração Perante o Eterno
Uma outra forma praticamente desconhecida é a do uso em celebração perante o Eterno. Podemos aplicar parte dos dízimos para estarmos reunidos com nossos familiares, celebrando ao Eterno. A Torá menciona explicitamente uma refeição, pois culturalmente para um judeu não há festa sem refeição. Veja o que diz a Toráh:
“E, perante o Senhor teu D-us, no lugar que escolher ali fazer habitar o seu nome [isto é, o Templo de Jerusalém], comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus por todos os dias. Mas se o caminho te for tão comprido que não possas levar os dízimos [até o Templo de Jerusalém], por estar longe de ti o lugar que Senhor teu D-us escolher para ali por o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; então vende-os, ata o dinheiro na tua mão e vai ao lugar que o Senhor teu Deus escolher. E aquele dinheiro darás por tudo o que desejares, por bois, por ovelhas, por vinho, por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; comerás ali perante o Senhor teu D-us, e te regozijarás, tu e a tua casa.” Deuteronômio 14:23-26
Como estamos bem longe de Jerusalém e como o Beit HaMikdash (Templo) não está presente, podemos usar esta parte do dízimo para celebração ao Eterno com nossa família, conforme diz acima a Toráh.
Qual o propósito disto?
Vemos que a família é unidade imprescindível nos planos do Eterno, e uma família que celebra junta perante o Eterno cria para si mesma laços de união extremamente fortes, além ser uma oportunidade para que os pais possam dar um excelente exemplo para os filhos.
Dica
Isto posto, recomendamos (embora não seja obrigatório pela Torá) que parte do dízimo seja usado para custear despesas com a celebração dos festivais bíblicos. Por exemplo, separe uma parte do dízimo para que os jantares de Shabat seja bastante agradável para a família, para que as crianças se alegrem, e para fortalecer a união da família.
Outra forma interessante é na celebração de outras festas bíblicas, tais como o Pessach, Chanukah, entre outras. Em suma, podemos aplicar o dízimo nestas festas bíblicas, que unem a família e honram ao Eterno.
FORMA 5 – PARA NOS AJUDAR A PRATICARMOS ATOS DE MISERICÓRIDA
Agora entramos nas 3 formas que não são tão explícitas, e que requerem uma análise mais cuidadosa das Escrituras, embora não sejam em absoluto menos válidas do que as demais.
A primeira destas seria para nos ajudar a praticarmos atos de misericórdia.
O que queremos dizer com isso?
Muitas vezes, para ajudarmos uma pessoa, precisamos de recursos financeiros. E tais recursos podem vir do dízimo! Um exemplo disto seria para visitar pessoas necessitadas, principalmente quando o deslocamento é maior e requer um certo valor. Ou precisamos comprar remédios para os enfermos, entre outras coisas.
Aqui se encaixa também a pregação das Boas Novas de salvação, que é o maior ato de misericórdia que podemos praticar. Podemos portanto investir parte do dízimo para adquirirmos bíblias para distribuirmos, ou material adequado, ou até mesmo para ajudar a sustentar àqueles que propagam a mensagem das boas novas.
Mas de onde tiramos essa conclusão?
Tudo isso é muito bonito, mas de nada vale se não provarmos isto nas Escrituras. Portanto, vamos à elas:
Como vimos anteriormente, parte do dízimo era oferecida em sacrifício de oferta ao Eterno no Beit HaMikdash (Templo). Contudo, vemos em Oséias 6:6 o seguinte:
“Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de D-us, mais do que os holocaustos.”
Aplicando a mesma regra de Hillel, Kal v’Chomer (Leve e Pesado) sabemos que:
O dízimo era usado para ofertas de sacrifício
O Eterno deseja misericórdia mais do que ofertas de sacrifício
Logo, a misericórdia é maior do que as ofertas
Portanto, podemos concluir que se podemos dar o dízimo para ofertas de sacrifício, quanto mais legítimo é aplicar o dízimo para atos de misericórdia. A Bíblia é bem clara!
Dica Importante
Recomendamos portanto que parte do seu dízimo seja separada para esta finalidade: visitações, pregação das boas novas, materiais, etc. Caso você não esteja diretamente envolvido nestas atividades, procure ajudar a alguém que esteja.
FORMA 6 – PARA ADQUIRIRMOS CONHECIMENTO DO ETERNO
O raciocínio para chegarmos à forma 6 é muito semelhante ao da forma 5:
“Pois misericórdia quero, e não sacrifícios; e o conhecimento de D-us, mais do que os holocaustos.” Oséias 6:6.
Aplicando novamente a regra Kal v’Chomer (Leve e Pesado) , sabemos que:
O dízimo era usado para ofertas de holocausto
O conhecimento do Eterno é mais desejável a Ele do que holocaustos
Logo, o conhecimento do Eterno é maior do que as ofertas
Portanto, podemos concluir que se podemos dar o dízimo para ofertas de holocausto, quanto mais legítimo é aplicar o dízimo para adquirirmos conhecimento do Eterno.
O que queremos dizer com adquirir conhecimento do Eterno?
É tudo aquilo que contribui para que o seu conhecimento de D-us, e da Sua Palavra, possam aumentar. Ou seja, você pode usar parte do dízimo para contribuir com o sustento de obras de ensino, ou para adquirir livros, bíblias, etc. Você pode ainda usá-lo para fazer cursos, entre outras coisas, desde que contribuam para a aquisição de conhecimento do Eterno
Dica Importante
Separe parte do dízimo para que você possa estar sempre empregando no estudo da Palavra. Esteja sempre lendo um bom livro, ou fazendo um bom curso, ou artigos. Pois tudo pode ser tirado de nós, menos o nosso conhecimento.
FORMA 7 – PARA CUMPRIRMOS OUTRAS MITSVOT (MANDAMENTOS)
Uma outra análise mais profunda demonstra que podemos aplicar parte do dízimo para podermos cumprir outras mitsvot (mandamentos).
Como podemos chegar a tal conclusão?
Salmos 51:16 diz:
“Pois tu não te comprazes em sacrifícios; se eu te oferecesse holocaustos, tu não te deleitarias”
Por que o salmista está dizendo que D-us não se alegra com holocaustos? No versículo posterior vemos que, na realidade D-us está solicitando ao povo um sacrifício de arrependimento. Ou seja, de nada adianta trazer ofertas a D-us se não nos arrependermos de nossos pecados.
Mas qual a relevância disto para nós?
Ora, sabemos pela B’rit Chadashá (Novo Testamento) que:
“...o pecado é a violação da Toráh.” 1 João 3:4.
Portanto, podemos concluir que o cumprir a Toráh é superior a sacrifícios. Aplicando a mesma lógica do Kal v’Chomer podemos concluir que se um dízimo pode ser usado como oferta de sacrifício, quanto mais legítimo é o seu uso para cumprir as mitsvot (mandamentos) do Eterno.
Mas como assim comprir as mitsvot?
Um exemplo interessante que certa vez ouvi de um rabino é que uma grande mitsvá da Toráh é emprestar dinheiro a alguém, sem cobrar juros. Esse rabino me sugeriu então que de parte do dízimo poderíamos fazer um fundo para emprestar dinheiro às pessoas sem cobrar juros. É uma idéia interessante.
Parte do dízimo poderia ser empregada, por exemplo, para colocarmos mezuzá nas portas (Deuteronômio 6), ou para adquirirmos um Talit, ou ainda para realizarmos a b’rit milá (circuncisão).
COM TANTAS FORMAS DE SE APLICAR O DÍZIMO, O QUE EU FAÇO?
A grande dúvida agora é: se há tantas formas de se aplicar o dízimo, o que devemos fazer? Não necessariamente precisamos aplicar todas elas mensalmente. Contudo, as quatros primeiras formas são imprescindíveis.
Como a primeira não pode ser cumprida, devemos, no mínimo, separar o dízimo em três partes (não necessariamente partes iguais), e buscar do Eterno sabedoria para administrar tais partes. Principalmente as 2 e 3 – em hipótese alguma podemos negar a um líder de comunidade o seu sustento, nem deixarmos de arcar com nossa responsabilidade perante o necessitado.
Contudo, não se esqueça das outras formas possíveis de se aplicar o dízimo. E lembre-se sempre de que nossas ações devem ser regidas pelas duas mitsvot (mandamentos) mais importantes da Toráh: o amor ao Eterno e o amor ao próximo.
VOU FICAR RICO DANDO O DÍZIMO?
Algumas seitas usam Malaquias 3:10 para `arrancar' o dízimo das pessoas. Primeiramente, deve ficar bastante claro que nosso objetivo ao dar o dízimo deve ser o princípio da obediência por amor a D-us. Yeshua deixou claro que qualquer mandamento que nós cumprimos só é
válido se feito única e exclusivamente por amor a D-us (ou ao próximo):
" Rabino, qual é a grande mitsvá na Torá?Respondeu-lhe Yeshua: Amarás a HaShem teu Elohim de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda sua força. Esta é a grande e primeira mitsvá. E a segunda, semelhante a esta, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destas duas mitsvot dependem toda a Torá e os profetas.". (Mt. 22:36-40)
O Eterno é dono do mundo. Não precisa fazer negócio com ninguém. Ou damos o dízimo por amor a Ele, estaremos dando em vão.
Em segundo lugar, em Malaquias 3:10 encontramos:
“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro [do Templo de Jerusalém], para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança.”
É forçar a barra ao extremo querer aplicar o versículo acima à congregação local. Não há NENHUMA relação entre a congregação local e o Beit HaMikdash (Templo). A única analogia mais prática que encontramos da respeito do Templo refere-se a nós mesmos, pois somos templos da Ruach HaKodesh (Espírito Santo). Em nenhum momento na Bíblia a congregação local substituiu o Templo.
Em terceiro lugar, com que autoridade a congregação local pode se auto-proclamar “casa do tesouro”? Se não está na Bíblia (como neste caso), não há espaço em nossa fé para invenções.
Em quarto lugar, a própria Torá já nos ensina o que fazer em caso de ausência do Templo:
“E, perante o Senhor teu D-us, no lugar que escolher ali fazer habitar o seu nome [isto é, o Templo de Jerusalém], comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao Senhor teu Deus por todos os dias. Mas se o caminho te for tão comprido que não possas levar os dízimos [até o Templo de Jerusalém], por estar longe de ti o lugar que Senhor teu D-us escolher para ali por o seu nome, quando o Senhor teu Deus te tiver abençoado; então vende-os, ata o dinheiro na tua mão e vai ao lugar que o Senhor teu Deus escolher. E aquele dinheiro darás por tudo o que desejares, por bois, por ovelhas, por vinho, por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; comerás ali perante o Senhor teu D-us, e te regozijarás, tu e a tua casa.” (Deuteronômio 14:23-26)
Logo, é completamente ilegítimo, pela própria Bíblia, o uso por parte de uma congregação de Malaquias 3:10 para pedir o dízimo a seus fiéis. A Palavra do Eterno não muda e não mente.
MAS ENTÃO O QUE CONCLUIR SOBRE MALAQUIAS 3:10?
Mesmo sem o Beit HaMikdash (Templo), a promessa de D-us para os que são fiéis ao dízimo permanece, pois Ele não muda. Contudo, não é uma promessa de riquezas.
D-us promete Bênçãos àqueles que dão o dízimo. B'rachah, no Hebraico, pode significar bênção, mas neste contexto é melhor entendido como abundância de recursos. Observe o contexto, se continuar a leitura, você verá que D-us está prometendo CAMPOS abundantes e frutíferos. CAMPOS precisam ser trabalhados. D-us não promete a ninguém riqueza ou dinheiro fácil. O Eterno não prometeu que enviaria legiões de anjos com tratores para trabalhar o campo por nós. A promessa é de que Ele manterá a sua fonte de renda frutífera. Isto é MUITO DIFERENTE de pensar que ficaremos ricos. Não demos ouvidos à heresia da teologia da prosperidade.
CONCLUSÃO
Esperamos com este artigo despertar os seguidores de Yeshua sobre a verdade acerca do dízimo. Sabemos que este artigo vai contra os interesses pessoais de alguns grupos, porém não nos preocupamos com a aprovação de homens. Infelizmente, algumas passagens das Escrituras que apresentamos aqui não costumam ser pregadas em certas igrejas. Encorajamos portanto a todos os leitores a verificarem cada passagem das Escrituras que se encontram neste artigo, e tirem suas conclusões sobre o que está sendo apresentado.
Adaptado e mexido por Metushelach Ben Levy de texto de Felipe Melo vulgo Sha’ul Bentsion no site: http://www.torahviva.org/index.php?p=5_97
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